domingo, 27 de janeiro de 2008

Incômodos Prazeres - J G Ballard



'Acredito firmemente que a ficção científica, longe de ser um gênero menor e sem importância, na realidade representa a principal tradição literária do século 20, e certamente a mais antiga -uma tradição de resposta imaginativa à ciência e à tecnologia que segue uma linha ininterrupta, passando por H. G. Wells, Aldous Huxley, pelos escritores da moderna ficção científica norte americana, até os inovadores atuais como William Burroughs.

O principal "fato" do século 20 é o conceito de possibilidade ilimitada. Este predicado da ciência e da tecnologia enfatiza a noção de uma moratória sobre o passado- a irrelevância e mesmo a morte do passado - e as ilimitadas alternativas disponíveis para o presente.

O que liga o primeiro vôo dos irmãos Wright à invenção dapílula é a filosofia social e sexual do assento ejetor.Dado este imenso continente de possibilidades, poucas literaturas parecem estar melhor equipadas para lidar com seus temas do que a ficção científica.

Nenhuma outra forma de ficção tem o vocabulário de idéias e imagens necessário para abordar o presente, muito menos o futuro. A característica dominante da literatura moderna é o seu sentido de isolamento individual, sua atitude de introspecção e de alienação, uma disposição mental sempre indicada como sendo a marca registrada da consciênciado século 20.

Longe disso. Ao contrário, parece-me que esta é uma psicologia que pertence inteiramente ao século 19, parte de uma reação contra as enormes restrições da sociedade burguesa, contra o caráter monolítico da época vitoriana e a tirania do paterfamilias, seguro de sua autoridade financeira e sexual. Exceto pela tendência marcadamente retrospectiva, e pela obsessão com a natureza subjetiva da experiência, os seus verdadeiros temas são a racionalização da culpa e o estranhamento.
Seus elementos são a introspecção, o pessimismo e a sofisticação.
Se alguma coisa caracteriza o século 20 é o otimismo, é a iconografia do merchandising de massa, a ingenuidadee o prazer isentos de culpa diante de todas as possibilidades da mente. A espécie de imaginação que se manifesta agora na ficção científica não é algo novo.
Homero, Shakespeare e Milton, todos eles inventaram novos mundos para criticarem este aqui. A transformação da ficção científica em um gênero independente, e um tanto desonroso, é um desenvolvimento recente.
Ele está relacionado com o quase desaparecimento da poesia dramática e filosófica, e com a lenta retração do romance tradicional na medida em que ele se preocupa, de modo cada vez mais exclusivo,com as nuances das relações humanas.

Entre aquelas áreas negligenciadas pelo romance tradicional estão, em primeiro lugar, a dinâmica das sociedades humanas (o romance tradicional tende a retratar a sociedade como se fosse estática) e o lugar do homem no universo.

Ainda que de modo cruel ou ingênuo, a ficção científica, pelo menos, tenta estabelecer uma moldura filosófica ou metafísica em torno dos mais importantes eventos de nossas vidas e de nossas consciências.

Se faço esta ampla defesa da ficção científica é porque, obviamente, minha própria carreira enquanto escritor esteve envolvida com ela durante quase vinte anos.

Desde o início, quando pela primeira vez voltei-me para a ficção científica, estava convencido de que o futuro era uma chave melhor para o presente do que o passado.

Na época, contudo, estava insatisfeito com a obsessão da ficção científica com os seus dois temas principais - o espaço exterior e o futuro distante. Mais por propósitos emblemáticos do que por qualquer teoria ou programa, batizei o novo terreno que desejava explorar de "espaço interior", aquele domínio psicológico (manifesto,por exemplo, na pintura surrealista) no qual o mundo interior da mente e o mundo exterior da realidade encontram-se e se fundem.

O que desejava era, primordialmente, escrever ficção sobre os dias atuais. Fazer isto no contexto do final dos anos 50, em um mundo no qual o sinal do Sputnik l podia ser ouvido em qualquer rádio, como o farol avançado de um novo universo, exigia técnicas completamente diferentes daquelas disponíveis para o romancista do século 19.

Na verdade, acredito que se pudessem esquecer toda a literatura existente e fossem obrigados a recomeçar sem qualquer conhecimento do passado, todos osescritores se veriam, inevitavelmente, produzindo algo muito próximo da ficção científica.

A ciência e a tecnologia multiplicam-se ao nosso redor.
Em uma proporção cada vez maior, elas ditam as linguagens nas quais falamos e pensamos.
Ou usamos essas linguagens ou permanecemos mudos.

Contudo, por um paradoxo irônico, a moderna ficção científica tomou-se a primeira vítima do mundo cambiante que ela antecipara e ajudara a criar.

O futuro concebido pela ficção científica dos anos 40 e 50 já pertence ao passado.
Suas imagens dominantes, não somente aquelas dos primeiros vôos à Lua e das viagens interplanetárias,mas também as de um mundo cujas relações sociais e políticas são governadas pela tecnologia, assemelham-se agora a imensas peças de um velho cenário.

Para mim, isto pode ser visto de maneira extremamente tocante no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, que significou o fim do período heróico da moderna ficção científica - seus panoramas e costumes admiravelmente concebidos, seus enormes cenários, lembraram-me.. E o Vento Levou, uma representação científica que tornou-se uma espécie de romance histórico ao inverso, um mundo fechado no qual a dura luz da realidade contemporânea nunca conseguiu penetrar.

Nossos conceitos do passado, presente e futuro estão sendo forçados, de forma crescente, a sofrer um processo de revisão. Assim como o passado, em termos sociaise psicológicos, tornou-se uma vítima de Hiroshima e da era nuclear (quase que por definição um período no qual somos todos forçados a pensar prospectivamente), o futuro também está deixando de existir, devorado por um presente que é todo voracidade.

Anexamos o futuro ao nosso próprio presente, como mais uma simples alternativa entre as múltiplas que se abrem para nós.

As opções multiplicam-se ao nosso redor, vivemos em um mundo quase infantil no qual qualquer demanda, qualquer possibilidade, seja por estilos de vida, viagens, papéis sexuais e identidades, pode ser instantaneamente satisfeita.

Além disso, sinto que o equilíbrio entre a ficção e a realidade alterou-se significativamente na década passada. Seus papéis estão sendo cada vez mais invertidos.

Vivemos em um mundo governado por ficções de toda espécie o merchandising de massa, a publicidade, a política conduzida como um ramo da propaganda, a tradução instantâneada ciência e da tecnologia em imagens populares, a crescente mistura e interpenetração de identidades no reino dos bens de consumo, a apropriação pela televisãode qualquer resposta imaginativa livre ou original à experiência.
Nossa vida é uma grande novela para o escritor, em particular, torna-se cada vez menos necessário inventar o conteúdo fíccional de sua obra.
A ficção já está aí.

A tarefa do escritor é inventar a realidade.

No passado, sempre consideramos que o mundo exterior em tomo de nós representava a realidade, por mais incerta ou confusa que fosse, e que o mundo interior de nossas mentes, seus sonhos, esperanças e ambições, representava o reino da fantasia e da imaginação. Esses papéis também, me parece, foram invertidos.

O mais prudente e efetivo método de lidar com o mundo ao nosso redor consiste em assumir que ele é uma ficção completa e, inversamente, que o único e pequeno núcleo de realidade que nos resta está no interior das nossas próprias cabeças.

A clássica distinção de Freud entre os conteúdos manifesto e latente do sonho, entre o aparente e o real, precisa agora ser aplicada ao mundo externo da assim chamada realidade.
Dadas essas transformações, qual é a principal tarefa com a qual se depara o escritor? Pode ele ainda utilizar as técnicas e as perspectivas do romance tradicional do século 19, com sua narrativa linear, sua cronologia medida e seus personagens consulares pretensiosamente povoando seus domínios no interior de uma ampla escalade tempo e de espaço?
Serão os seus temas principais as fontes do caráter e da personalidade profundamente mergulhadas no passado, a calma inspeção das raízes, oexame das mais sutis nuances do comportamento social e das relações pessoais?

Tem ainda o escritor a autoridade moral para inventar um mundo auto-suficiente e fechado,para conduzir seus personagens como um examinador, sabendo todas as questões de antemão?
Pode ele deixar de lado tudo aquilo que prefere não compreender, inclusive os seus próprios motivos, preconceitos e psicopatologias?

Sinto que o papel do escritor, sua autoridade e liberdade para agir, modificaram-se radicalmente. Sinto que, em certo sentido, o escritor não sabe mais de nada.
Ele não tem instância moral.
Ele oferece ao leitor o conteúdo da sua própria cabeça, oferece um conjunto de opções e alternativas imaginativas.
Seu papel é o do cientista que, no campo ou no laboratório, se depara com algo completamente desconhecido. Tudo que ele pode fazer é estabelecer algumas hipóteses e testá-las contra os fatos.

Crash! é um livro assim, uma metáfora extrema para uma situação extrema, um conjunto de medidas desesperadas que só devem ser utilizadas em uma crise extrema.

Se estou certo, e o que fiz nos últimos anos foi redescobrir o presente para mim mesmo, Crash! assume sua posição como um romance cataclísmico sobre os dias atuais,ao lado de minhas obras anteriores que abordam o cataclismo mundial no futuro próximo ou imediato- The Drowned World, The Drought e The Crystal World.Crash!, naturalmente, não trata de um desastre imaginário, ainda que iminente, mas de um cataclismo pandêmico, institucionalizado por todas as sociedades industriais,que mata centenas de milhares de pessoas todos os anos e vitima milhões.

Será que percebemos, na batida de carro, um presságio sinistro do casamento tenebroso entre o sexo e a tecnologia? Será que a moderna tecnologia nos proporcionará meios, até agora não sonhados, para controlar as nossas próprias psicopatologias?

Será que esta utilização da nossa perversidade inata trará algum benefício concebível para nós? Será que existe aí uma lógica desviante mostrando-se mais poderosa do queaquela fornecida pela razão.

Em Crash! utilizei o carro não apenas como uma imagem sexual mas como uma metáfora total para a vida do homem na sociedade atual.

Como tal, o livro tem um papel político bastante distanciado do seu conteúdo sexual, mas eu ainda gostaria de pensar que Crash! é o primeiro romance pornográfico baseado na tecnologia.

Em certo sentido, a pornografia é a mais política das formas de ficção, pois tenta mostrar como nos usamos e nos exploramos mutuamente, da maneira a mais insistente e implacável possível.

Desnecessário dizer que o objetivo final de Crash! é admoestatório, é um aviso contra um mundo brutal, erótico e ofuscante, que nos acena, cada vez mais persuasivamente, das margens do cenário tecnológico.'

JGBallard ( introdução da edição francesa de 'Crash')

J G BALLARD

James G. Ballard nasceu em 15 de Novembro de 1930 em Shangai, China. Depois do ataque a Peal Harbor, Ballard e sua família foram colocados em um campo de concentraçãopara civis. Retornaram à Inglaterra em 1946. Ballard passou dois anos em Cambridge, estudando medicina e trabalhou como redator de propaganda e porteiro antes de ir para o Canadá, com a RAF- Republican Air Force. Em 1956, seu primeiro conto foi publicado e Ballard começou a trabalhar como editor de uma publicação científica, onde permaneceu até 1961. Ballard é autor de mais de 10 romances e diversos contos publicados em várias revistas e antologias. O estilo de Ballard é sofisticado, as vezes bizarro.
Sua tendência de provocar o leitor a fim de fazê-lo refletir, faz com que Ballard escolha por não fazer parte do mercado de massa, porém é considerado pelos críticos como um dos mais proeminentes escritores do Reino Unido.
Ficou conhecido no Brasil depois que seu livro autobiográfico, "O Império do Sol" foi filmado por Steven Spielberg.


Crash (em inglês) [ Download ]
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sábado, 26 de janeiro de 2008

O sofrimento de um escritor (de Ficção Científica) - Isaac Asimov






Em teu cérebro repousam desordenadas as idéias.
Tramas de ficção científica que elabora com grande prazer.
Juntam-se em sua cabeça e de forma obstinada te ferem até se ver inquieto e louco de raiva.
Quando com a mulher amada, sua mente gira como um torvelinho, até o ponto de não mais ouvi-la. Quando em meio a um concerto, recorda o passado e perde uma nota da sinfonia que executava. Ao volante do carro, repara muitos metros depois, ter passado por um sinal vermelho e para completar, caramba, acerta a lateral de um outro veículo, espatifando seus faróis.
Quando teu chefe lhe dá um tapa nas costas (por ter feito um bom trabalho) e te olha com uma cara estúpida, e você diz algo idiota e ele se convence que você bebeu.
Quando coisas assim te sucedem, te deixando aborrecido, não culpe as forças sobrenaturais.
Se és um escritor de ficção científica, você se verá desviado de teu prumo, tão certo quanto as estrelas seguem suas órbitas, tua mente de escritor, surda, muda e cega às tolices da vida que te oprime, enquanto as maravilhas do espaço te apertam num abraço entre estrelas.
Começas com uma nave, mergulhada na vertigem do hiper-espaço, em rota para Castor e que percebe, para sua infelicidade, estar perdida em uma galáxia como a nossa, porém desconhecida.
Sentindo-se aflito pela continuação, inventa uma série de criaturas, vilãs e trapaceiras, de aparência horrível e com as piores e mais perversas intenções.
Nossos bravos heróis, enfrentando estas hordas, se vêem em situações cruciais, uma vez que o inimigo descobriu nossa galáxia e pretende subjuga-la.
Agora vem a complicação, pois precisa resolver a questão, de modo a manter o interesse no relato.
Os terrestres são quatro (não mais que isso) enquanto o número de inimigos é incalculável.
Nossos heróis são capturados e levados até os tirânicos e desprezíveis líderes que perguntam
‘Onde fica a Terra?’ e eles permanecem silenciosos, com a bravura que encantará os seus leitores.
Espera um pouco... Vejamos, assim não dá! Esqueceu da mocinha! Inventa uma e a faz boa e pura (com algum atrativo sexual) e não a veste por demais. Faz com que faça parte da tripulação, assim também será capturada e os inimigos lhe devorarão com olhos lascivos.
Há um desejo intenso nos olhos dos malvados, o que não espanta; a mocinha é de perto linda e suave como uma pluma.
Não, melhor corrigir esta parte e desfazer a parte da sedução, pois como os inimigos são répteis, não seriam atraídos por ela.
Que então assustem a mocinha, ameaçando com suas armas, para tentar arrancar a confissão dos terrestres. Então estes conseguem romper suas algemas, escreva algumas cenas violentas de luta. Cada terrestre é um lutador nato e seus punhos valem por dezenas.
E chegado a este ponto da história sua cabeça já estará dando voltas.
Já não sabe onde estás, nem onde estacionou o carro, sua gravata está torta e não tem idéia das horas, nem se dá conta do que estão a falar, nem por que te olham daquele jeito, duvidando se és um tipo esquisito ou se está louco, o que explica o brilho dos olhos, até que finalmente concluem que está fora de si.
Mas a tortura passou.
E foi por gosto e por prazer de deixar no papel antes em branco, as palavras bem escolhidas, por ter acabado de escrever um novo conto de ficção científica.
Isaac Asimov - 1957

ISAAC ASIMOV

Isaac Asimov (2 de Janeiro 1920 – 6 de Abril 1992) nasceu em um gueto (Petrovichi) da cidade russa de Smolensk, com 3 anos de idade sua família imigrou para os EUA, instalando-se no Brooklyn, Nova York. Entrou para a universidade aos 15 anos e aos 18 vendeu sua primeira história para a revista ´Amazing Stories´. Ainda muito jovem, aos 28 anos, descontados os anos em que serviu na Segunda Guerra, Asimov conseguiu seu Ph. D. em bioquímica. Ensinou a matéria entre 1949 e 1958 na Universidade de Boston. A partir de 1958 viveu exclusivamente de escrever, não só romances e contos como também livros de popularização científica, estudos sobre a Bíblia, sobre Shakespeare, humor, história etc, num total de mais de 400 livros.

Além das séries Fundação, Império e Robôs, escreveu uma série juvenil de caráter educativo, Lucky Starr, usando o pseudônimo 'Paul French'.

É considerado um dos três mestres da FC, junto com Robert A. Heinlein e Arthur Charles Clarke.
Asimov também elaborou as famosas Três Leis Fundamentais da Robótica:

Primeira Lei - Um robô não pode causar dano a um ser humano nem , por omissão, permitir que um ser humano sofra.

Segunda Lei - Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei.

Terceira Lei - Um robô deve proteger sua própria existência, desde que essa proteção não se choque com a Primeira nem com a Segunda Lei da robótica.

O 'bom doutor', como era conhecido, foi membro (ainda que relutante) da MENSA e possuia um Q.I. altíssimo, tem um um asteroíde batizado com seu nome e curiosamente tinha medo de voar (só o fez duas vezes) e portanto realizar grandes viagens era muito difícil para ele...nos últimos anos de vida, descobriu o conforto dos navios cruzeiros, onde inclusive realizou palestras científicas. Dizia lamentar não saber nadar ou andar de bicicleta e mal sabia dirigir.


Asimov morreu em 1992 e dez anos depois, foi revelado em sua biografia que morrera por consequência da AIDS contraída em uma transfusão de sangue, durante uma cirurgia de ponte de safena em 1983.

Mazel Tov Asimov !!

Asimov On Line
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O futuro começou - os primeiros contos de Asimov [ Download ]
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GEORGE ORWELL

Eric Arthur Blair (25 de Junho 1903 – 21 Janeiro 1950), era o nome de batismo do escritor britânico George Orwell nascido em Bengala, Índia. Reconhecido por ser seus ensaios sobre política e cultura, assim como seus romances, Orwell está entre os mais admirados ensaístas ingleses do século 20; mas ficou mais conhecido por dois livros escritos no final de sua curta vida, a alegoria política 'Animal Farm' e '1984'. Esta última descrevia uma distopia totalitarista tão bem que o adjetivo 'Orwelliano' é comumente usado para descrever mecanismos de controle do pensamento. Trabalhou também como oficial de polícia em Burma, professor, assistente de livraria em Londres, foi voluntário na Guerra Civil espanhola, segurança e vigia durante a Segunda Guerra Mundial, comentarista da BBC, editor literário e correspondente de guerra.

Orwell não gozou em vida o sucesso e respeito que lhe é conferido atualmente, morreu doente e na miséria. Em seu testamento, pediu que não fossem escritas biografias a seu respeito, o que não foi respeitado.


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A revolução dos bichos (Animal Farm) [ Download ]

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

FRANK BELKNAP LONG

Frank Belknap Long (27 Abril 1903 - 3 Janeiro 1994) foi um prolífico escritor americano de horror, fantasia, ficção científica, poesia, romance gótico e não-ficção, porém ficou mais conhecido pelos contos curtos de horror, incluindo sua contribuição ao mito Cthulhu. Recebeu os prêmios World Fantasy Award, Bram Stoker Award e o First Fandom Hall of Fame Award (1977).


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El hombre de las mil piernas [ Download ]
Los devoradores del espacio [ Download ]

EDWARD ELMER SMITH (E.E. 'DOC' SMITH)

'The skylark of space'


Edward Elmer Smith (2 de Maio 1890 - 31 de Agosto 1965) também conhecido como E.E. Smith, E.E. "Doc" Smith e 'Doc' Smith ficou conhecido pelas séries 'Lensman' e 'Skylark' entre outras.

Dr. Smith teve muitos empregos e possuia o título de doutor em Química, e trabalhou no desenvolvimento dos cereais como conhecemos hoje, antes de servir às forças armadas americanas durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 'Triplanetary', um de seus romances, Smith demonstra familiaridade com explosivos e a manufatura de munição, sua especialidade dos tempos de guerra.

'Doc' Smith era amigo pessoal de Robert A.Heinlein.

Suas histórias são comumente chamadas de 'space operas' e se caracterizam pela ação constante; apesar disso, seus romances são considerados de Ficção Científica por extrapolarem a ciência conhecida na primeira metade do século dezenove.

Dizia que quanto mais improvável a tecnologia que inventava, melhor!


Triplanetário [ Download ]
Triplanetary [ Download ]
La estrella apagada (The skylark of space) [ Download ]

domingo, 20 de janeiro de 2008

DAVID BRIN

O polêmico Glen David Brin (6 de Outubro 1950) ganhou os dois prêmios de Ficção Científica em língua inglesa mais respeitados, o Hugo e o Nebula. Atualmente mora no sudoeste da Califórnia onde trabalha como professor, além de servir como consultor da NASA eventualmente.

Seu romance de estreía, o cultuado 'The Postman' se tornou filme, com Kevin Costner no papel principal e na direção, porém todos os elementos de FC foram retirados da trama, além de Brin não ter podido trabalhar no roteiro adaptado, como gostaria.
Recentemente causou polêmica ao declarar que "a mitologia futurista elaborada por George Lucas está difundindo uma visão elitista e antidemocrática sob o disfarce de diversão escapista."



The postman [ Download ]
El carteiro [ Download ]

C S LEWIS

Clive Staples Lewis (29 de Novembro 1898 – 22 de Novembro 1963) conhecido como C.S.Lewis nasceu em Belfast, Irlanda, mas viveu grande parte de sua vida na Inglaterra. Lewis é mais conhecido por seu trabalho com literatura medieval e pela sua série para crianças, chamada 'As crônicas de Narnia'. Lewis também escreveu Ficção Científica e sua trilogia 'Ransom' ( 'Out of the silent planet' é um dos volumes) foi fruto de uma conversa com o amigo J.R.Tolkien.

Site sobre C.S.Lewis


Sociedade brasileira sobre C.S.Lewis

As crônicas de Narnia - Volume I - O sobrinho do mago [ Download ]
Out of the silent planet [ Download ]

BRUCE STERLING

O americano Bruce Sterling (14 de Abril 1954) foi o organizador da antologia Mirrorshades e junto com William Gibson, Tom Maddox, Rudy Rucker, John Shirley, Lewis Shiner e Pat Cadigan, é considerado um dos fundadores do subgênero da Ficção Científica, o distópico e depressivo Cyberpunk.

Bruce serviu como inspiração para diversos projetos, que contaram com a sua colaboração, como o 'Dead Media', uma coleção de textos científicos sobre invenções tecnológicas do passado;
( http://www.deadmedia.org/ )
e o Movimento Viridiano, uma tentativa de se criar uma preocupação ecológica, desvinculada do movimento verde ( http://www.viridiandesign.org/ ).

Hacker crackdown - La caza de Hackers [ Download ]
Mozart in mirrorshades [ Download ]
Artificial kid - El chico artificial [ Download ]

sábado, 19 de janeiro de 2008

ALDOUS HUXLEY

Aldous Leonard Huxley (26 de Julho 1894 – 22 de Novembro 1963) nasceu na Inglaterra e emigrou para os EUA. Sua família era conhecida por produzir brilhantes cientistas. Mais conhecido por seus romances e ensaios, também escreveu contos curtos, poesia, diários de viagem e roteiros para cinema.

Uma característica comum em seu trabalho é servir como análise crítica de normas e padrões sociais. Ao final de sua vida, Huxley foi considerado um dos líderes do pensamento moderno.

Regresso ao Admirável Mundo Novo [ Download ]

HUGO GERNSBACK



Em 1926, o surgimento da revista 'AMAZING STORIES' coroava o nascimento da ficção científica moderna como gênero literário especializado e HUGO GERNSBACK (16 de Agosto 1884 - 19 de Agosto 1967), inventor, editor e escritor, nascido em Luxemburgo e emigrado para os EUA ainda jovem, se converteu no primeiro artífice deste movimento, merecendo ter recebido o título de 'Pai da Ficção Científica'.

Em sua homenagem foi criado o prêmio Hugo, um dos mais importantes e conhecidos prêmios do mundo e concedido pela World Science Fiction Society.

'The Most Amazing creatures' foi publicada no número de abril de 1927 da 'Amazing Stories' (ilustração de Virgil Finlay).

Site Oficial sobre Hugo Gernsback

LAS MAS EXTRAÑAS CRIATURAS - Hugo Gernsback [ Download ]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Fantasticon 2008


Organizado por Sílvio Alexandre, o Evento “Fantasticon” é uma conferência sobre literatura fantástica, horror e ficção científica, que ocorre dentro do “Encontro Internacional de RPG”, de São Paulo, o maior evento sobre o assunto da América Latina.

A Fantasticon 2008 será realizado nos dias 5 e 6 de julho de 2008, junto com o XVI EIRPG, no Colégio Marista Arquidiocesano, Rua Domingos de Moraes, 2565 – Vila Mariana – São Paulo – SP.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

A Biblioteca Fantástica





Graças à parceria entre o CAPACITOR FANTÁSTICO e o Projeto Biblioteca Fantástica,
estaremos trazendo para vocês em 2008, o maior acervo existente de livros de Ficção Científica,
Terror, Fantasia, Mistério e Fantástico, com ênfase nos seus autores.



Outra novidade para 2008 é que estaremos recebendo por email, sugestões e pedidos.
Sabe aquele livro que você leu quando era garoto, e que nunca mais conseguiu encontrá-lo, pois mande um e-mail pra gente e o CAPACITOR FANTÁSTICO vai procurar para você!

FELIZ 2008 e boas leituras para todos!