domingo, 30 de novembro de 2008

Resident Evil - Coleção 6 livros


Latham Weekly - 2 de Junho de 1998
"Assassinatos bizarros cometidos em Raccoon City"
RACCOON CITY – O corpo mutilado de Anna Mitaki de 42 anos foi descoberto ontem num terreno abandonado não muito longe de sua casa no nordeste de Raccoon City, fazendo-a ser a quarta vítima dos supostos “assassinos canibais”. De acordo com relatórios do investigador de outras vítimas recentes, o corpo de Anna mostrou ter sido parcialmente comido. As marcas das mordidas são aparentemente humanas. Logo depois do descobrimento de Anna por dois corredores à aproximadamente nove horas da noite passada, Chefe Irons fez um breve discurso insistindo que o RPD está “trabalhando solicitamente para apreender os criminosos por tantos crimes horríveis” e que ele está consultando com oficiais da cidade sobre mais medidas de proteção para os cidadãos de Raccoon City. Em adição, outros três morreram de provável ataque animal em Raccoon Forest há algumas semanas, aumentando o número de vítimas para sete...

"Mansão de Spencer destruída em incêndio explosivo"
RACCOON CITY – Há aproximadamente 2 A.M. de Quinta-feira, os moradores do distrito de Victory Lake foram acordados por uma explosão que trovejou através do noroeste de Raccoon Forest, aparentemente causada por um incêndio que ocorreu na mansão abandonada de Spencer e aprimorada pelos produtos químicos guardados no subsolo. Devido às barricada colocadas no perímetro da floresta (por causa dos recentes assassinatos em Raccoon City), os bombeiros foram incapazes de salvar o que restou dela. Depois de três horas de batalha contra o fogo enfurecido, a mansão de trinta e um anos e a adjacente casa de empregados foram complemente arruinadas. Construída pelo Lorde Oswell Spencer, aristocrata europeu e um dos fundadores da companhia farmacêutica Umbrella Inc, a propriedade foi projetada pelo premiado arquiteto George Trevor como hospedaria para as pessoas importantes da companhia, mas foi fechada logo depois de finalizada por razões desconhecidas.


Raccoon Times - 26 de Agosto de 1998
Plano "manter a cidade segura"
RACCOON CITY - Na frente da prefeitura, o Prefeito Harris anunciou ontem à tarde, em uma coletiva, que o conselho da cidade estará contratando pelo menos dez novos policiais para se juntar à polícia de Raccoon, por causa dos assassinatos brutais que atormentaram Raccoon no começo deste verão e devido a suspensão do S.T .A.R.S.. Junto com o Chefe Irons e todo os membros do conselho de Raccoon, Harris assegurou os cidadão e repórteres que a cidade será mais uma vez uma comunidade segura na qual se vive e trabalha, e que a investigação dos onze assassinatos "canibais" e dos três ataques animais fatais estão longe da solução.






Associated Press, 6 de Outubro, 1998
Milhares morrem quando o fogo atinge as comunidades nas montanhas, Doença misteriosa pode estar envolvida
Nova York, NY - A isolada população das montanhas de Raccoon City, PA, foi oficialmente declarada uma área de desastre por oficiais estaduais e federais, enquanto dedicados bombeiros continuam travando guerra contra as labaredas e o número de mortos continua aumentando. Estima-se agora que mais de sete mil pessoas foram mortas pelos explosivos que atingiram Raccoon na manhã de Domingo, 4 de Outubro. Está sendo considerado o pior desastre nos Estados Unidos em termos de vidas perdidas, desde a era industrial, e enquanto as organizações nacionais de auxílio e a imprensa internacional se concentra nas barricadas ao redor das ruínas ainda em chamas da cidade, amigos chocados e familiares dos cidadãos de Raccoon se reuniram, esperando por notícias em Latham.



Carlos tinha acabado de desligar o chuveiro quando o telefone tocou. Ele enrolou a toalha na cintura e correu pela bagunçada sala de estar. Com tanta pressa em atender ao telefone quase tropeçou numa caixa de livros ainda fechada; ele ainda não teve tempo de achar uma secretária eletrônica desde que se mudou para a cidade, e apenas a nova base tinha seu número. Não valeria a pena perdeu nenhuma ligação, principalmente por ser a Umbrella que pagava suas contas. Ele puxou o gancho com a mão ensopada e tentou não parecer sem fôlego. “Alô?”. “Carlos, aqui é Mitch Hirami”. Inconscientemente, Carlos ergueu um pouco sua postura, ainda segurando a úmida toalha. “Sim, senhor”. Hirami era seu líder de esquadrão. Carlos só o encontrou duas vezes, pouco tempo para ter uma sólida leitura dele, mas parecia competente o bastante - tal como os outros caras do esquadrão.





Encarado pela morte eminente, cercado por infectados e pessoas morrendo, enquanto destroços do helicóptero em chamas choviam do céu, tudo o que Rodrigo Juan Raval conseguia pensar era a garota. Nela e em um jeito de sair de lá.
Ela também morrerá – – anda!
Ele mergulhou para se proteger atrás de uma lápide em branco enquanto o cemitério chacoalhava. Com um som de metal se estilhaçando em alta velocidade, uma grande parte do helicóptero em chamas caiu no canto mais distante do cemitério, espirrando combustível nos apodrecidos prisioneiros e soldados. Brilhantes e oleosas linhas de combustível espalharam-se pelo chão como lava grudenta – – e quando Rodrigo caiu no chão, sentiu uma tremenda dor na barriga, duas de suas costelas quebrando contra um pedaço de mármore escuro escondido debaixo do mato. A dor foi súbita e terrível, paralisante. Mas de alguma forma ele não desmaiou.






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Mais Resident Evil no site Face your fear of Resident Evil

Los mejores relatos de fantasia II - Ellen Kushner



ÍNDICE

La caza del unicornio, Joan D. Vinge (The Hunt of the Unicorn, 1980)
El hombre que vendía magia, Nicholas Stuart Gray (The Man Who Sold Magic, 1956 )
Peter Kagan y el viento, Gordon Bok (Peter Kagan and the Wind, 1971)
Isla cuarenta y siete, R. A. Lafferty (The Fotry-seventh Island, 1980)
Lamia y lord Cromis, M. John Harrison (The Lamia and Lord Cromis, 1975)
Heridas de guerra, Lynn Abbey (War Wounds, 1980)
Disfrutar es gratis, Alan Garner (Feel Free, 1967)
La palabra que libera, Úrsula K. Le Guin (The Word of Unbinding, 1964)
Poemas de ensueño, Gordon Grant (Dream Poems, 1980)
La Asociación Cultural Yukio Mishima de Kudzu Valley, Georgia, Michael Bishop
(The Yukio Mishima Cultural Association of Kudzu Valley, Georgia, 1980)
El dominio del brujo, Elizabeth A. Lynn (Wizard's Domain, 1980)



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The Terror - Dan Simmons



Apontado pela crítica, como o melhor romance de 2007, o autor e vencedor do Hugo, Dan Simmons, reconstitui à sua maneira, a trágica expedição Franklin ao Ártico de 1840, acrescentando aspectos sobrenaturais e criando uma intensa e assustadora obra, e que já está sendo produzida para as telas pelo cinema hollywoodiano.

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Matrix - Bem-vindo ao deserto do real - William Irwin




"LIBERTE SUA MENTE!"

Para começarmos a entender Matrix é fundamental que façamos a pergunta essencial do filme: O que é a Matrix?

Nas telas do cinema, Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador, o qual, por meio de uma realidade virtual, simula o nosso mundo como é hoje.
O fenômeno Matrix pode ser compreendido, se considerarmos as influências dos temas que aparecem, direta ou indiretamente, no roteiro do filme.
Citarei alguns exemplos: distopia, esperança, filosofia, 1984 de George Orwell, artes marciais, cybercultura, agentes secretos, conspirações, romance, Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, messianismo, mitologia grega e céltica.
Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, ficção científica e assim por diante.

Poderia começar pelo messianismo — crença na vinda do Salvador, Jesus, Messias, Buda, Krishna, Noé, rei Artur... Mas começarei pela Filosofia, que, segundo o Aurélio:
Filosofia
1. é o estudo que visa compreensão da realidade, no sentido de aprendê-la na sua totalidade:
2. Razão; Sabedoria.

Vamos a Matrix! Morpheus tem aspectos diferentes: algumas vezes o relaciono com o "Mestre" da Grande Fraternidade Branca, que tem de ensinar o seu discípulo, Neo, a vencer a ilusão (Maya) para desta forma, enfrentar a Matrix.
Para que isso aconteça, Neo tem de transformar-se em Mestre, por meio dos
softwares (programas) que começa seu aprendizado.
Por outro lado, Morpheus é um deus da mitologia grega, filho da noite e do sono, deus dos sonhos, filho de Hypnos. Deus que proporciona o repouso necessário ao homem fatigado para que este possa, por meio dos sonhos, libertar o adormecido de seus pesares.


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sábado, 29 de novembro de 2008

Douglas Adams
























Douglas Noël Adams (11 de Março 11, 1952 – 11 de Maio, 2001), também conhecido pelos fãs como Bop ou Bob, ou pelas suas inicias DNA. Cômico britânico, atuou e escreveu peças para o rádio, e ficou mais conhecido pelo seu livro 'O Guia do mochileiro das galáxias' (Hitchhiker's Guide to the Galaxy); tendo vendido até o ano de sua morte, mais de 15 milhões de exemplares além de ter escrito para a série televisiva de humor nonsense Monty Python's Flying Circus.

Os fãs e amigos de Adams o descreviam também como um ativista ambiental, um assumido ateísta radical e amante dos automóveis possantes, câmeras, computadores Macintosh e outros 'apetrechos tecnológicos'.

O biólogo Richard Dawkins dedicou-lhe seu livro 'The God Delusion' e nele descreve como Adams compreendeu a teoria da evolução e, conseqüentemente, tornou-se um ateísta. Adams era um entusiasta de novas tecnologias, tendo escrito sobre email e usenet antes de tornarem-se amplamente conhecidos. Até o fim de sua vida, Adams foi um requisitado professor de tópicos que incluím ambiente e tecnologia..

O Guia do mochileiro das galáxias [ Download ]
O restaurante do fim do universo [ Download ]
A vida, o Universo e tudo mais [ Download ]
Dirk Gently's Holistic Detective Agency [ Download ]
Last Chance to See [ Download ]
Starship Titanic [ Download ]
The long dark tea-time of the soul [ Download ]
Fundamentalmente inofensiva [ Download ]
Informe sobre la Tierra [ Download ]

Site oficial - Douglas Adams

Morto até o anoitecer - Charlaine Harris




















Capítulo 1

Esperei pelo vampiro durante anos, até que, um dia, ele entrou no bar.

Desde que os vampiros começaram a “sair do caixão” (como se dizia, por gozação) quatro anos atrás, eu tinha a esperança de que algum deles aparecesse em Bon Temps. Tínhamos todas as minorias em nossa cidadezinha — por que não teríamos a mais nova, os mortos-vivos agora legalmente reconhecidos? Mas o norte caipira da Louisiana, na verdade, não era muito sedutor para vampiros, ao que parecia; por outro lado, Nova Orleans era um centro legítimo para eles — por causa daquela coisa toda de Anne Rice, certo?

A distância entre Bon Temps e Nova Orleans não é assim tão grande, e todos que vinham ao bar diziam que, se você jogasse uma pedra numa esquina daqui, acertaria um lá.
Embora fosse mais sensato não fazer isso.

Mas eu esperava pelo meu próprio vampiro.

Pode-se notar que não saio muito. E não é porque eu não seja bonita. Eu sou. Sou loura, de olhos azuis, tenho 25 anos, minhas pernas são fortes e meu peito é volumoso, e tenho uma cinturinha de vespa. Eu fico bem no uniforme de verão de garçonete que Sam estabeleceu para nós: calções pretos, camiseta branca, meias brancas, Nikes pretos.
Mas eu tenho um inconveniente. É como eu tento definir esta coisa.
Os fregueses de bar afirmam que sou louca.

Em todo caso, o resultado é que eu quase nunca arranjo um namorado. Portanto, pequenas amabilidades fazem uma grande diferença para mim.
E ele sentou-se numa de minhas mesas — digo, o vampiro.

Saquei imediatamente o que ele era. Espantou-me que ninguém mais ao redor tivesse se virado para olhar. As pessoas não notavam! Mas, para mim, a pele dele tinha um pequeno brilho, e reconheci a sua condição no ato.

A alegria foi tanta que eu poderia dançar, e de fato ensaiei um passo caminhando pelo bar. Sam Merlotte, meu chefe, ergueu o olhar da bebida que estava preparando e deu-me um sorrisinho. Apanhei minha bandeja e a toalha e rumei na direção da mesa do vampiro. Tinha a esperança de que meu batom estivesse ainda firme e que meu rabo-de-cavalo não tivesse saído do lugar.
Eu sou meio ansiosa, e sentia meu sorriso puxando os cantos de minha boca para cima.
Ele parecia perdido em seus pensamentos, e eu tive oportunidade de dar uma boa olhada nele de alto a baixo antes que erguesse os olhos. Ele tinha pouco menos que l,82m, calculei.
Tinha cabelos castanho-escuros bem espessos, penteados diretamente para trás e chegando à gola de sua camisa, e suas longas costeletas pareciam curiosamente fora de moda.

Naturalmente, era pálido; claro, ora, pois estava morto, se você acredita naquelas velhas histórias. A teoria politicamente correta, aquela que os vampiros defendiam em público, é que a criatura era vítima de um vírus que a deixava aparentemente morta por alguns dias e, portanto, alérgica à luz do sol, prata e alho. Os detalhes variavam conforme os jornais que você lesse.
Eles andavam cheios de matérias sobre vampiros, ultimamente.

Morto até o amanhecer (Dead until dark) - Charlaine Harris [ Download]

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Black Rocket - número 02






















Black Rocket número 02 [ Download ]

Os prêmios na ficção científica



"...No caso do Brasil, para um Jabuti, existem dezenas de concursos de maior e menor prestígio, a maioria destinada ao escritor iniciante. Um desenvolvimento recente são concursos literários que não analisam obras completas, mas romances ou livros de conto em andamento, com o fim de fornecer uma bolsa para o término do projeto escolhido. É o caso do Programa Petrobrás Cultural

Há, enfim, prêmios outorgados - para o conjunto da obra ou para um feito literário em particular que os organizadores do prêmio consideram particularmente relevante. O mais famoso deles é certamente o Prêmio Nobel e suas variantes como o Prêmio Camões, para a língua portuguesa, ou o Prêmio Miguel de Cervantes, para a língua espanhola, o Goethe Prize da Alemanha.

No Brasil, e no campo da ficção científica, nosso primeiro prêmio provavelmente pertenceu a essa última categoria - o troféu Monólito Negro, entregue a Arthur C. Clarke durante o Festival Internacional do Cinema e o Simpósio de FC no Rio de Janeiro em 1969. O Simpósio aconteceu embutido dentro do Festival e foi idéia do fã, tradutor e editor de FC José Sanz. Consta que Sanz pretendia que o troféu fosse entregue anualmente a um grande realizador da FC mundial, mas isso acabou não acontecendo. Não era, evidentemente, um prêmio destinado ao melhor gênero no Brasil. Clarke ficou com a peça única, obra em hematita criada pelo escultor Caio Mourão.

O editor baiano Gumercindo Rocha Dorea, que quase sozinho foi responsável pela Primeira Onda da Ficção Científica Brasileira na década de 60, chegou a anunciar na quarta capa de sua edição de Os Senhores do Sonho (Unearthly Neighbors; 1964), de Chad Oliver, um concurso literário para romance inédito de FC, o "Prêmio Bartolomeu de Gusmão". A proposta era de um concurso anual, mantido por Dorea e pelo livreiro Adonias Filho, pagando Cr$ 300.000,00. Mas ele não se realizou - aparentemente por falta de concorrentes.

Dessa forma, o primeiro concurso brasileiro de FC de que se tem notícia acabou sendo o Prêmio Fausto Cunha, de contos, promovido pelo Clube de Ficção Científica Antares de Porto Alegre, com duas ou três edições na primeira metade da década de 80. Homenageava o autor da Geração GRD Fausto Cunha (1923-2004), e dele participaram autores que se tornariam relativamente conhecidos, nos anos seguintes: Jorge Luiz Calife, Gerson Lodi-Ribeiro, Miguel Carqueija.

O Clube de Leitores de FC, na gestão de Dorea, teve seu concurso de contos, com apenas uma edição, em meados da década de 90.

O primeiro concurso de âmbito verdadeiramente nacional, porém, foi o Prêmio Jerônimo Monteiro, realizado pela Editora Record e pela Isaac Asimov Magazine em 1990. Recebeu 444 contos de 17 estados brasileiros. Os três classificados foram Roberto Schima (em primeiro com "Como a Neve de Maio"), Cid Fernandez (em segundo, com "Lost") e Roberto de Sousa Causo (em terceiro, com "Patrulha para o Desconhecido"). Além de prêmio em dinheiro, os três foram publicados na revista.

A revista semi-profissional Scarium MegaZine, de Marco Bourguignon, mantém um concurso de contos - e a edição N.º 23, recém-lançada, traz os contos vencedores da terceira edição do concurso. Recentemente, o concurso FC do B, da BHB Eventos, uma empresa extra-fandom, movimentou as coisas com esse concurso de contos, com os classificados reunidos no volume

FC do B: Ficção Científica Brasileira: Panorama 2006/2007.

O primeiro prêmio do tipo melhores do ano foi criado por mim em 1988, o Prêmio Nova de Ficção Científica. Na época, votavam os colaboradores do meu fanzine, Anuário Brasileiro de Ficção Científica, e as categorias eram poucas: conto, livro e fanzine. Conforme a FC evoluía no Brasil, as categorias se alteravam para acompanhar essa evolução. Em 1990 ele foi dividido em dois campos: profissional e amador, definidos da maneira mais simples possível - é "profissional" o que fosse publicado em veículos ou por editoras profissionais, e amador o que fosse publicado em fanzine ou em edição do autor..."

Roberto de Sousa Causo
Leia o texto completo

Conheça também o Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2007

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Before the golden age - Isaac Asimov


Before the Golden Age é uma antologia composta por 25 histórias de Ficção científica, inicialmente publicadas nos anos 30, em revistas populares (pulp magazines).

Estas histórias, selecionadas por Asimov, tem por principal critério de escolha, terem sido responsáveis por influenciá-lo em seu início de carreira.
A antologia inclui também o conto 'BIG GAME', escrita por Asimov e que nunca foi vendida.

A qualidade da antologia, devido a sua abrangência, vai de embaraçosa à excelente, contudo, fornece uma retrospectiva histórica única do gênero em seu início.


1931

* "The Man Who Evolved" by Edmond Hamilton
* "The Jameson Satellite" by Neil R. Jones
* "Submicroscopic" by Capt. S.P. Meek
* "Awlo of Ulm" by Capt. S.P. Meek
* "Tetrahedra of Space" by P. Schuyler Miller
* "The World of the Red Sun" by Clifford D. Simak

1932

* "Tumithak of the Corridors" by Charles R. Tanner
* "The Moon Era" by Jack Williamson

1933

* "The Man Who Awoke" by Laurence Manning
* "Tumithak in Shawm" by Charles R. Tanner

1934

* "Colossus" by Donald Wandrei
* "Born of the Sun" by Jack Williamson
* "Sidewise in Time" by Murray Leinster
* "Old Faithful" by Raymond Z. Gallun

1935

* "Parasite Planet" by Stanley G. Weinbaum
* "Proxima Centauri" by Murray Leinster
* "The Accursed Galaxy" by Edmond Hamilton

1936

* "He Who Shrank" by Henry Hasse
* "The Human Pets of Mars" by Leslie Frances Stone
* "The Brain Stealers of Mars" by John W. Campbell
* "Devolution" by Edmond Hamilton
* "Big Game" by Isaac Asimov

1937

* "Other Eyes Watching" by John W. Campbell
* "Minus Planet" by John D. Clark
* "Past, Present, and Future" by Nat Schachner

1938

* "The Men and the Mirror" by Ross Rocklynne


Before the golden age - A sci-fi anthology of the 1930s - Editado por Isaac Asimov [ Download ]

H.G. Wells - Complete works


English novelist, journalist, sociologist, and historian, whose science-fiction stories have been filmed many times. Wells's best known books are THE TIME MACHINE (1895), THE
INVISIBLE MAN (1897), and THE WAR OF THE WORLDS (1898).

Wells wrote over a hundred of books, about fifty of them novels.

"No one would have believed, in the last years of the nineteenth century, that human affairs were being watched keenly and closely by intelligences greater than man's and yet as mortal as his own; that as men busied themselves about their affairs they were scrutinized and studied, parhaps almost as narrowly as a man with a microscope might scrutinize the transient creatures that swarm and multiply in a drop of water." (from War of the Worlds)

Along with George Orwell's Nineteen-Eighty-Four and Aldous Huxley's Brave New World, which was an pessimistic answer to scientific optimism, Wells's novels are among the classical works
of science-fiction, but his romantic and enthusiastic conception of technology later turned more doubtfull. His bitter side is seen early in the novel BOON (1915), which was a parody of Henry James.

H.G. Wells was born in Bromley, Kent. His father was a shopkeeper and a professional cricketer, and his mother served from time to time as a housekeeper at the nearby estate of Uppark.
His father's business failed and to elevate the family to middle-class status, Wells was apprenticed like his brothers to a draper, spending the years between 1880 and 1883 in Windsor and Southsea. Later he recorded these years in KIPPS (1905). In the story Arthur Kipps is raised by his aunt and uncle. Kipps is also apprenticed to a draper. After learning that he has been left a fortune, Kipps enters the upper-class society, which Wells describes with sharp social criticism.

In 1883 Wells became a teacher/pupil at Midhurst Grammar Scool.
He obtained a scholarship to the Normal School of Science in London and studied there biology under T.H. Huxley. However, his interest faltered and in 1887 he left without a degree.
He taught in private schools for four years, not taking his B.S. degree until 1890.
Next year he settled in London, married his cousin Isabel and continued his career as a teacher in a correspondence college. From 1893 Wells became a full-time writer.
After some years Wells left Isabel for one of his brightest students, Amy Catherine, whom he married in 1895. As a novelist Wells made his debut with The Time Machine, a parody of English class division and a satirical warning that human progress is not inevitable.

The Time Traveller lands in the year 802701 and finds two people: the Eloi, weak and little, who live above ground, and the Morlocks, carnivorous creatures that live below ground. Much of the realism of the story was achieved by carefully studied technical details.

The basic principles of the machine contained materials regarding time as the fourth dimension - years later Albert Einstein published his theory of the four dimensional continuum of space-time. The work was followed by such science-fiction classics as THE ISLAND OF DR. MOREAU (1896), in which a mad scientist transforms animals into human creatures, The Invisible Man (1897), a Faustian story of a scientist who has tampered with nature in pursuit of superhuman powers, and The War of the Worlds (1898), a novel of an invasion of Martians.

The story appeared at a time when Percival Lowell's "observations" of "canals" on Mars arose speculations that there could be life on the Red Planet. Inspite of the technological superiority of the Martians, their plan fails - they start to die off because they have no immunity to the bacteria of Earth. THE FIRST MEN ON THE MOON (1901) was prophetic description of the methodology of space flight, and THE WAR IN THE AIR (1908) was a hybrid that places Kipps-like Cockney hero in the context of a catastrophic aerial war.

Altough Wells's novels were highly entertaining, he also tried to pave way for a wiser attitude about the future of the mankind.

Dissatisfied with his literary work, Wells moved into the novel genre, with LOVE AND MR. LEWISHAM (1900). He strenghtened his reputation as a serous writer with Kipps, TONO-
BUNGAY (1909), and THE HISTORY OF MR. POLLY (1909), an ode to vanished England.

He also published critical pamphlets attacking the Victorian social order, among them
ANTICIPATIONS (1901), MANKIND IN THE MAKING (1903), and A MODERN UTOPIA (1905).

Passionate concern for society led Wells to join in 1903 the socialist Fabian Society in London, but he soon quarreled with the society's leaders, among them George Bernard Shaw.

This experience was basis for his novel THE NEW MACHIAVELLI (1911), where he drew portraits of the noted Fabians. At the outbreak of war in 1914, Wells was involved in a love affair with the young English author Rebecca West, which influenced his work and life deeply.

"Nothing could have been more obvious to the people of the early twentieth century than the rapidity with which war was becoming impossible.
And as certainly they did not see it. They did not see it until the atomic bombs burst in their fumbling hands." (from The World Set Free, 1914)

After WW I Wells published several non-fiction works, among them THE OUTLINE OF HISTORY (1920), THE SCIENCE OF LIFE (1929-39), written in collaboration with Sir Julian Huxley and George Philip Wells, and EXPERIMENT IN AUTOBIOGRAPHY (1934).
At this time Wells had gained the status as a popular celebrity, and he continued to write prolifically.

In 1917 he was a member of Reserch Committee for the League of Nations and published several books about the world organization. In the early 1920s he was a labour candidate for Parliament.
Between the years 1924 and 1933 Wells livend mainly in France.

From 1934 to 1946 he was the International president of PEN. In 1934 he had discussions with both Stalin and Roosevelt, trying to recruit them to his world-saving schemes.
However, he despaired of the whole business when the global war broke the peace for the second time.

"The professional military mind is by necessity an inferior and unimaginative mind; no man of high intellectual quality would willingly imprison his gifts in such calling." (from The Outline of History, 1920)

In THE HOLY TERROR (1939) Wells studied the psychological development of a modern dictator based on the careers of Stalin, Mussolini, and Hitler.

In 1938 Orson Welles' Mercury Theater radio broadcast, based on The War of the Worlds, caused a panic which spread across the United States. Wells lived through World War II in his house on Regent's Park, refusing to let the blitz drive him out of London.

His last book, MIND AT THE END OF ITS TETHER (1945), expressed pessimism about mankind's future prospects. Wells died in London on August 13. 1946.


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domingo, 23 de novembro de 2008

ConceptArt - Andrew Chase









ConceptArt

Postmodernism and Blade Runner



PostModernism and Blade Runner - Giuliana Bruno [Download]

Obras maestras de la Ciecia ficción



ÍNDICE

Biografía de los autores
Introducción
Los destructores de vórtices (The Vortex Blaster. E.E. Smith. Comet. Julio 1941).
Noche (Night John W. Campbell, Jr. (como Don A. Stuart) Astounding. Octubre 1935).
Un lógico llamado Joe (A Logic Named Joe. Murray Leinster. Astounding.1946).
Réquiem (Requiem. Edmond Hamilton. Amazing. Abril 1962).
Con los brazos cruzados (With Folded Hands.... Jack Williamson. Astounding. 1947).
Adaptación (Adaptation. John Wyndham. Astounding. Julio 1949).
El testigo (The Witness. Eric Frank Russell. Other Worlds. Septiembre 1951).
La orden (The Command. L. Sprague de Camp. Astounding. Octubre 1938).
Bondad (Kindness. Lester del Rey. Astounding. Octubre 1944).
"...También paseamos perros" (We Also Walk Dogs. Robert Heinlein. Astounding.Julio 1941).
La aldea encantada (Enchanted Village. A. E. van Vogt. Other Worlds. Julio 1950).
¡Embustero! (Liar!. Isaac Asimov. Astounding. May 1941).
Dios microcósmico (Microcosmic God. Theodore Sturgeon. Astounding. Abril 1941).
Lugar de cobijo (Huddling Place. Clifford D. Simak. Astounding. Julio 1944).
Próximas atracciones (Coming Attraction. Fritz Leiber. Galaxy. Noviembre 1950).
Portal en el tiempo (Doorway Into Time. C. L. Moore. Famous Mysteries. 1943).
¡Guardamos el planeta negro! (We Guard the Black Planet!. Henry Kuttner. Super Science Stories. Noviembre 1942).
El extraño vuelo de Richard Clayton (The Strange Flight of Richard Clayton. Robert Bloch. Amazing. Marzo 1939).
Vela por los vivos (Wake for the Living. Ray Bradbury. Dime Mystery. 1947).
Antes del Edén (Before Eden. Arthur C. Clarke. Amazing. Junio 1961).
Madre (Mother. Philip José Farmer. Thrilling Wonder Stories. Abril 1953).


OBRAS MAESTRAS DE LA CIENCIA FICCIÓN - Sam Moskowitz [Download]

sábado, 22 de novembro de 2008

O restaurante no fim do universo - Douglas Adams



A estória até aqui:

No princípio o Universo foi criado.
Isso irritou muitas pessoas e foi amplamente encarado como um passo
errado.
Muitas raças acreditam que ele tenha sido criado por alguma espécie de
deus, embora os Jatravartids, habitantes de Viltvodle VI, acreditem que o
Universo inteiro escorreu do nariz de um ser chamado Grande Resfriado
Verde.
Os Jatravartids, que vivem sob o medo perpétuo do tempo que chamam
de Vinda do Grande Lenço Branco, são pequenas criaturas azuis com mais
de cinqüenta braços cada, o que os torna um povo singular, por ter sido o
único na história a inventar o desodorante aerossol antes da roda.
A Teoria do Grande Resfriado Verde, no entanto, não é amplamente
aceita fora de Viltvodle VI e assim, sendo o Universo o enigmático lugar que
é, outras explicações vivem sendo procuradas.
Por exemplo, uma raça de seres pandimensionais hiperinteligentes
construiu certa vez um supercomputador gigantesco chamado Pensador
Profundo para calcular de uma vez por todas a Resposta à Questão
Fundamental da Vida, do Universo e de Tudo.
Por sete milhões e meio de anos, Pensador Profundo computou e
calculou, e por fim anunciou que a resposta de fato era Quarenta-e-dois — e
assim outro computador ainda maior teve que ser construído para descobrir
qual era a pergunta afinal.

E esse computador, que foi chamado de Terra, era tão grande que era
frequentemente confundido com um planeta — especialmente pelos
estranhos seres parecidos com macacos que perambulavam por sua
superfície, totalmente ignorantes do fato de que eram simplesmente parte de
um gigantesco programa de computador.
O que é muito estranho, pois sem o conhecimento desse fato básico e
razoavelmente óbvio, nada do que acontecia na Terra poderia fazer o menor
sentido.
Infelizmente, porém, pouco antes do momento crítico da conclusão do
programa e leitura do resultado, a Terra foi inesperadamente demolida pelos
vogons para dar lugar — era o que alegavam — a uma via expressa
interestelar, e assim qualquer esperança de descoberta de um sentido para a
vida se perdeu para sempre.

Ou era o que parecia.

Duas dessas estranhas criaturas parecidas com macacos sobreviveram.

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O Guia do mochileiro das galáxias - Douglas Adams



Muito além, nos confins inexplorados da região mais brega da Borda Ocidental
desta Galáxia, há um pequeno sol amarelo e esquecido.
Girando em torno deste sol, a uma distância de cerca de 148 milhões de
quilômetros, há um planetinha verde-azulado absolutamente insignificante, cujas formas de
vida, descendentes de primatas, são tão extraordinariamente primitivas que ainda acham que
relógios digitais são uma grande idéia.
Este planeta tem ou melhor, tinha o seguinte problema: a maioria de seus
habitantes estava quase sempre infeliz. Foram sugeridas muitas soluções para esse
problema, mas a maior parte delas dizia respeito basicamente à movimentação de pequenos
pedaços de papel colorido com números impressos, o que é curioso, já que no geral não
eram os tais pedaços de papel colorido que se sentiam infelizes.
E assim o problema continuava sem solução. Muitas pessoas eram más, e a maioria
delas era muito infeliz, mesmo as que tinham relógios digitais.
Um número cada vez maior de pessoas acreditava que havia sido um erro terrível da
espécie descer das árvores. Algumas diziam que até mesmo subir nas árvores tinha sido uma
péssima idéia, e que ninguém jamais deveria ter saído do mar.
E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado
num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com
as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de
repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como
o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz. Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e
ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma.
Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua
descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota, e a idéia perdeu-se para todo o
sempre.
Esta não é a história dessa garota.
É a história daquela catástrofe terrível e idiota, e de algumas de suas conseqüências.
É também a história de um livro, chamado O Guia do Mochileiro das Galáxias
um livro que não é da Terra, jamais foi publicado na Terra e, até o dia em que ocorreu a
terrível catástrofe, nenhum terráqueo jamais o tinha visto ou sequer ouvido falar dele.
Apesar disso, é um livro realmente extraordinário.

O guia do mochileiro das galáxias - Douglas Adams [ Download ]

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O mundo assombrado pelos demônios - Carl Sagan



Este livro é uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana.
Carl Sagan, que não tem poupado esforços para divulgar os conhecimentos científicos de forma correta e clara, ataca o vírus do analfabetismo científico que faz, por exemplo, com que a maioria dos americanos pense que os dinossauros conviveram com os seres humanos e que desapareceram no Dilúvio porque não cabiam na Arca de Noé.

Ou que acredite em explicações pseudocientíficas e ficções, do monstro de Loch Ness às estátuas lacrimejantes da Virgem Maria, do Abominável Homem das Neves ao poder das pirâmides e dos cristais, do Santo Sudário a terapias de vidas passadas, de anjos e demônios a seres extraterrestres que seqüestram e estupram.

Para o autor de Pálido Ponto Azul, longe de serem inócuas, essas crenças e modismos podem causar danos terríveis; nos Estados Unidos pais inocentes estão sendo condenados em decorrência de falsas lembranças de abuso sexual de seus filhos, induzidas por terapeutas incompetentes.

Da mesma forma, ele mostra que a crença nos argumentos de autoridade e o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a capacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia.

Como todos os livros de Sagan, O mundo assombrado pelos demônios está cheio de informações surpreendentes, transmitidas com humor e graça.
Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento são acompanhados por lembranças felizes da infância, quando seus pais o colocaram em contato pela primeira vez com os dois modelos de pensamento centrais para o método científico: o ceticismo e a admiração.

Para aqueles que vivem bombardeados diariamente pelos fenômenos "fantásticos" da vida, este livro funciona como um tratamento de desintoxicação. Mais que uma vela bruxeleante, trata-se de um jato de luz destinado a varrer os demônios do obscurantismo que pairam sobre nosso
tempo.

O mundo assombrado pelos demônios - Carl Sagan [Download]

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Space Family Robinson n°1 (1962)


Space Family Robinson was the joint creation of editor and writer Del Connell and artist Dan Spiegle. Connell was the artistic director of Dell and Gold Key, a job he held since the early 1950s after a stint in the art department at Disney. Spiegle is a versatile California-based illustrator who ably turned out an astonishing variety of assignments for Gold Key throughout the '60s, from fanciful fare like their original movie adaptation of Disney's Mary Poppins, to straight adventure like Jonny Quest, to superheroics like Space Ghost and The Green Hornet.

Spiegle obviously enjoyed creating the unique look of Space Family Robinson. He displayed a distinctive style for rendering futuristic settings which, in the '60s set him apart from most of his East Coast peers in the industry. Despite the typical "comic book" scientific inaccuracies and gosh-wow "Buck Rogers-isms" that often crept in to mar SFR scripts, Spiegle's space hardware and alien architecture showed the overall influence that shaped the work of West Coast artists like world-class illustrator and futurist designer Syd Mead.

fonte: SFR unofficial site


Space Family Robinson n°1 (1962) [ Download]

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Isaac Asimov's Robots in Time - William F.Wu



In “Robot Visions,” Dr. Isaac Asimov writes about a question inherent in any time travel story—whether individuals traveling in time will alter events that would have occurred without the interference of a time traveler. Most writers who tackle this question write about changing the past and whether doing so is desirable or not. The Good Doctor, once again exhibiting the originality of his own vision, chooses to focus on a more rarely examined concern: of traveling into the future, and the possible consequences of doing so.

Stories that merely take place in the future are not the same as stories about individuals who travel from their own time, whatever it is, to their future. To my knowledge, the first science fiction novel to tell such a story is the classic novel by H. G. Wells,The Time Machine. In it Wells writes of a man who travels to the distant future from Victorian England, the time and place in which Wells was writing the novel. However, Wells presented a dystopian vision of the future as a warning of what could happen if the rigid social and economic divisions of his own society worsened to the extreme. The possibility of avoiding that vision lay not with the time traveler, but with the people who lived in Wells’s time. Wells did not really examine whether his time traveler’s report to his friends back in his own time would bring about a different future.

Two theories of history influence the tale any writer tells about time travel. One belief is that only large forces such as technological advance, economic change, and the development of religions and philosophies determine the direction of history. The other theory is that any event, “no matter how small, sends out ripples of influence that profoundly affect all other events. An historian told me that his colleagues are about evenly divided in their support of these theories.
Authors of time travel stories always write with one or the other implicit, if not explicit, in their work.

I first discovered the science fiction of Isaac Asimov as a child and have read both his fiction and nonfiction in the years since then. Writing time travel stories about his positronic robots and his Three Laws of Robotics is therefore a special honor for me, and I hope you will enjoy theRobots in Time series. By way of introduction, this book presents the late Dr. Asimov’s fantastic “Robot Visions.”

William F. Wu.


Isaac Asimov's Robots in Time [ Download ]

Gold - The Final Science Fiction Collection - Isaac Asimov


Pouco após a morte do bom doutor, a HarperPrism publicou uma coleção de seus ensaios e alguns contos, chamada GOLD. O livro se divide em 3 seções.
Na primeira estão 15 contos, nunca publicados em nenhuma coletânea (ao menos até então).
A segunda seção traz algumas introduções escritas para diversas antologias, e a terceira, e talvez a mais interessante, traz o pensamento de Asimov, sobre a arte de escrever.
Apesar da leitura sempre agradável que seus contos proporcionam, a leitura dos ensaios expõe um pouco do que se passava pela cabeça do premiado e cultuado autor, em seus ultimos anos de vida, sua busca por uma definição da Ficção Científica feita nestes dias e de seus subgêneros, com os quais, visivelmente o bom doutor não se sentia muito à vontade.

Conteúdo:

PART ONE: THE FINAL STORIES
CAL
LEFT TO RIGHT
FRUSTRATION
HALLUCINATION
THE INSTABILITY
ALEXANDER THE GOD
IN THE CANYON
GOOD-BYE TO EARTH
BATTLE-HYMN
FEGHOOT AND THE COURTS
FAULT-INTOLERANT
KID BROTHER
THE NATIONS IN SPACE
THE SMILE OF THE CHIPPER
GOLD

PART TWO: ON SCIENCE FICTION
THE LONGEST VOYAGE
INVENTING A UNIVERSE
FLYING SAUCERS AND SCIENCE FIC TION
INVASION
THE SCIENCE FICTION BLOWGUN
THE ROBOT CHRONICLES
GOLDEN AGE AHEAD
THE ALL-HUMAN GALAXY
PSYCHOHISTORY
SCIENCE FICTION SERIES
SURVIVORS
NOWHERE!
OUTSIDERS, INSIDERS
SCIENCE FICTION ANTHOLOGIES
THE INFLUENCE OF SCIENCE FICTION
WOMEN AND SCIENCE FICTION
RELIGION AND SCIENCE FICTION
TIME-TRAVEL

PART THREE: ON WRITING SCIENCE FICTION
PLOTTING
METAPHOR
IDEAS
SUSPENSE
SERIALS
THE NAME OF OUR FIELD
HINTS
WRITING FOR YOUNG PEOPLE
NAMES
ORIGlNALITY
BOOK REVIEWS
WHAT WRITERS GO THROUGH
REVISIONS
IRONY
PLAGIARISM
SYMBOLISM
PREDICTION
BEST-SELLER
PSEUDONYMS
DIALOG
ACKNOWLEDGMENTS

GOLD - The Final Collection [ Download ]

domingo, 9 de novembro de 2008

Michael Crichton

Dr. John Michael Crichton (23 de Outubro, 1942 - 4 de Novembro, 2008), escritor, produtor de cinema e televisão. Apesar de ser mais conhecido pela adaptação para o cinema de seus livros de ficção científica (Jurassic Park, por exemplo) era reconhecido como um artista de várias facetas e talentos. Um dos fundadores do gênero techno-thriller, unindo ação e ciência.
Muitos de seus romances são ancorados em seu vasto conhecimento científico.

Ainda como estudante (medicina),escreveu sob pseudônimos John Lange e Jeffrey Hudson.

Crichton sabia como poucos, dar uma cara nova e moderna para temas antigos, como fez em 'The Andromeda Strain', influenciado por 'Guerra dos Mundos' de H.G.Wells.
Outra característica de seus escritos era possibilitar sempre finais em aberto, como fez em 'Jurassic Park', 'Esfera', 'TimeLine' e 'Prey'.
Demonstrando sua versatilidade, Crichton escreveu livros científicos, entre eles 'Eletronic Life', um livro dedicado a linguagem de computador BASIC.

Sphere, The Andromeda Strain e Jurassic Park - Michael Crichton [ Download ]

sábado, 8 de novembro de 2008

A sensação de poder - Isaac Asimov - Parte 1/2

Jehan Shuman estava acostumado a lidar com os homens responsáveis pelas tropas espalhadas pela Terra. Era apenas um civil, mas tinha criado os programas que possibilitaram o surgimento dos mais avançados computadores automáticos de guerra. Consequentemente, os generais ouviam sua opinião. Os líderes das comissões parlamentares também.

Havia um militar e um político no salão especial do Novo Pentágono. O general Weider tinha um rosto bronzeado pelos raios de muitos sóis, e sua pequena boca, cheia de rugas, quase não aparecia. O deputado Brant tinha um rosto suave e olhos claros. Ele fumava um charuto denebiano com a segurança de alguém cujo patriotismo era tão notório que podia se permitir certas liberdades.

Shuman, alto, distinto, um típico programador de elite, encarou-os destemidamente.
- Cavalheiros - disse ele -, esse é Myron Aub.
- É aquele que tem um talento incomum, que você descobriu por acaso - disse Brant, sereno.
- Ah. - Ele estudou o pequeno homem de cabeça oval e careca com uma curiosidade cordial.

Em resposta, o homenzinho torceu os dedos de suas mãos ansiosamente. Nunca tinha visto homens tão importantes em sua vida. Era um técnico envelhecido e sem importância, que há muito tempo tinha fracassado em todos os testes destinados a selecionar as pessoas talentosas da humanidade e se acomodara numa rotina de trabalhos não especializados. Tinha apenas um passatempo que, de pois de descoberto pelo grande programador, acarretara todo esse estardalhaço.

- Acho infantil esse clima de mistério - disse o general Weider.
- Vai deixar de achar em um minuto - disse Shuman. - Esse é o tipo de coisa que não pode vazar para qualquer um... Aub! Havia um pouco de autoritarismo na sua maneira de pronunciar esse nome monossilábico, mas, nesse caso, era o grande programador falando para um simples técnico. - Aub! Quanto é nove vezes sete?

Aub hesitou um pouco. Seus olhos pálidos brilharam, ligeiramente ansiosos.
- Sessenta e três - disse ele.

O deputado Brant levantou as sobrancelhas.
- Ele acertou?
- Veja você mesmo, deputado.

O deputado tirou seu computador de bolso, apertou as teclas duas vezes, olhou para a superfície na palma de sua mão e guardou-o.

- É esse o talento que você trouxe para nos mostrar? Um ilusionista?
- Mais que isso, senhor. Aub decorou algumas operações e com elas faz cálculos num papel.
- Um computador de papel? - disse o general. Ele parecia aflito.
- Não senhor - disse Shuman pacientemente. - Não é um computador de papel. É um simples pedaço de papel. General, o senhor faria a gentileza de sugerir um número?
- Dezessete - disse o general.
-E o senhor, deputado?.
- Vinte e três.
- Ótimo. Aub, multiplique esses números e, por favor, mostre a esses cavalheiros como você faz isso.
- Sim, programador - disse Aub, fazendo uma reverência com a cabeça. Tirou um bloco de um dos bolsos da camisa e do outro uma caneta de bico fino. Sua testa se enrugava enquanto desenhava meticulosamente no papel.

O general Weider interrompeu-o bruscamente.
- Deixe-me ver isso.
Aub entregou-lhe o papel.
- Bem, isso parece com o número dezessete - disse Weider.
O deputado Brant balançou a cabeça.
- Parece sim, mas eu acho que qualquer um pode copiar as figuras de um computador. Talvez até eu possa fazer um dezessete razoável, mesmo sem prática.
- Se vocês deixarem Aub continuar, cavalheiros - disse Shuman, sem se perturbar.
Aub continuou com as mãos um pouco trêmulas. Depois de algum tempo, disse em voz baixa:.
- A resposta é trezentos e noventa e um.

O deputado Brant checou de novo o computador. - Por Deus, é isso mesmo. Como ele adivinhou?.
- Ele não adivinhou, deputado - disse Shuman. - Ele calculou o resultado nesse pedaço de papel.
- Conversa furada - disse o general, impaciente. - O computador é uma coisa, desenhos no papel são outra.
- Explique, Aub - pediu Shuman.
- Pois não, programador. Bem, eu escrevo dezessete, embaixo dele, escrevo vinte e três. Depois, digo comigo mesmo: sete vezes três...

- Só que o problema é dezessete vezes vinte e três interrompeu-o o deputado, cortês.
- Sim, eu sei - disse o pequeno técnico, num tom sério. Mas eu começo por sete vezes três, porque é assim que funciona. Agora, sete vezes três são vinte e um.
- Como é que você sabe isso? - perguntou o deputado.
- É uma questão de memória. É sempre vinte e um no computador. Já conferi um monte de vezes.
- Isso não quer dizer que vai ser assim para sempre, não? disse o deputado.
- Talvez não - gaguejou Aub. - Não sou matemático. Mas as minhas respostas sempre estão certas.
- Continue.
- Sete vezes três é vinte e um, então eu escrevo vinte e um. Depois, um vezes três é três e, então, escrevo o três embaixo do dois de vinte e um.
- Por que embaixo do dois? - perguntou de pronto o deputado.
- Porque.. - Aub olhou desesperado para o seu superior, como se estivesse pedindo ajuda. - É difícil de explicar.
- Se vocês aceitarem o seu trabalho por um momento, podemos deixar os detalhes para os matemáticos.
Brant se acalmou.
- Três mais dois é igual a cinco - disse Aub. - Então o vinte e um vira cinqüenta e um. Você deixa isso de lado um pouquinho e começa de novo. Você multiplica sete por dois, que é catorze e um por dois, que dá dois. Se você colocá-los assim, isso vai dar trinta e quatro. Agora coloque o trinta e quatro embaixo do cinqüenta e um dessa forma e faça a soma, então terá a resposta final, que é trezentos e noventa e um.

Houve um momento de silêncio.
- Não acredito nisso - disse o general Weider. - Ele vem com essa conversa furada e desenha os números, multiplica e soma dessa maneira, mas não acredito. Isso é muito complicado. Não passa de um truque.
- Não, senhor - disse Aub, ansioso. - Só parece complicado porque o senhor não está acostumado. Na verdade, as regras são muito simples e funcionam com qualquer número.
- Qualquer número, hein? - disse o general. - Então, vamos ver. - Pegou o seu computador (um modelo GI de estilo austero)e apertou-o ao acaso. - Escreva cinco sete três oito no papel. Isto é cinco mil, setecentos e trinta e oito.
- Sim, senhor - disse Aub, pegando uma folha em branco.
- Agora - mais toques no seu computador - sete dois três nove. Sete mil, duzentos e trinta e nove.
- Sim, senhor.
- Agora, multiplique esses dois números.
- Isso vai demorar um pouco - disse Aub, com uma voz trêmula.
- Fique à vontade - disse o general.
- Vá em frente, Aub - disse Shuman, incisivo.

Aub pôs-se a trabalhar, inclinando-se para baixo. Virou outra página e mais outra. O general pegou o relógio e viu as horas.
- Você já terminou o seu número de magia, técnico?.
- Estou terminando, senhor. Aqui está, senhor. Quarenta e um milhões, novecentos e trinta e sete mil, trezentos e oitenta e dois. Ele mostrou o resultado rabiscado no papel.
O general Weider sorriu amargamente. Ele pressionou o botão de multiplicação do seu computador e deixou os números rodopiarem até parar. Então ele olhou o resultado e gritou surpreso. - Grande Galáxia, esse cara está certo.

O Presidente da Federação Terrestre tinha adquirido uma expressão macilenta devido à longa permanência nos escritórios; nas audiências, ele permitia que uma expressão vagamente melancólica tomasse conta de suas feições. A guerra denebiana, depois de um breve começo de grande agitação e muita popularidade, tinha se restringido a uma sórdida questão de manobras e contramanobras, com o descontentamento crescendo continuamente na Terra. Provavelmente também estava crescendo em Deneb.

E agora, o deputado Brant, líder do importante Comitê de Apropriações Militares, estava alegre e entusiasmadamente desperdiçando a sua audiência falando barbaridades.
- Calcular sem um computador - disse o presidente, impaciente - é absolutamente impossível..
- Calcular - disse o deputado - é apenas um sistema de manipulação de dados. Uma máquina pode fazer isso, da mesma forma que a mente humana. Deixe-me dar-lhe um exemplo. E, usando as novas habilidades que tinha aprendido, desenvolveu somas e produtos até que o presidente, a despeito de sua desconfiança, se mostrou interessado. - Isso sempre funciona?.
- Sempre, Sr. Presidente. É infalível.
- É difícil de aprender?.
- Passei uma semana até pegar o macete. Acho que o senhor precisaria de menos tempo.
- Isso é um joguinho interessante - disse o presidente, depois de pensar um pouco. - Mas qual a sua utilidade?.
- Qual a utilidade de um bebê recém-nascido, Sr. Presidente? Por enquanto, não tem nenhuma utilidade, mas o senhor não vê, isso aponta o caminho que libertará a máquina. Pense bem Sr. Presidente. - O deputado se levantou e sua voz profunda automaticamente assumiu algumas das entonações que usava nos debates. - A guerra denebiana é uma guerra de computador contra computador. Os computadores deles produzem um escudo impenetrável de contramísseis contra os nossos mísseis, assim como os nossos fazem contra os deles. Quando modernizamos nossos computadores, eles também modernizam os deles, e há cinco anos existe um equilíbrio precário e inútil.

[Parte 2]

A sensação de poder - Isaac Asimov - Parte 2/2

[Parte 1]

Agora temos em nossas mãos um método para ir além do computador, pular por sobre ele, ultrapassá-lo. Combinaremos a mecânica do computador com o pensamento humano; teremos o equivalente aos computadores inteligentes; bilhões deles. Não posso prever detalhadamente quais serão as conseqüências, mas elas serão incalculáveis. E, caso os denebianos se antecipem a nós nesse aspecto.. o resultado pode ser uma catástrofe.
- O que podemos fazer? - disse o presidente, preocupado.
- Colocar o poder da administração em favor de um projeto secreto de computação humana. Chame-o de Projeto Número, se quiser. Posso me responsabilizar pelo meu comitê, mas vou precisar do apoio da administração.
- Mas até onde a computação humana pode ir?.
- Não há limites. De acordo com o programador Shuman, que me apresentou essa descoberta...
- Já ouvi falar de Shuman, é claro.
- Sim. Bom, o Dr. Shuman me disse que, teoricamente, não há nada que um computador faça que não possa ser feito pela mente humana. O computador apenas processa um número finito de dados e opera um número finito de operações a partir deles. A mente humana pode reproduzir esse processo.

O presidente pensou um pouco.
- Se Shuman diz isso, estou inclinado a acreditar nele... em teoria. Mas, na prática, como alguém pode saber como um computador funciona?
Brant sorriu cordialmente.
- Sr. Presidente, eu fiz a mesma pergunta. Ao que parece, houve uma época em que os computadores eram projetados diretamente pelos seres humanos. Eram computadores simples; antecederam a época em que o uso racional dos computadores fez com que eles projetassem computadores mais avançados.
- Sim, sim. Continue.
- Aparentemente, o técnico Aub conseguiu, por puro lazer, reconstituir alguns desses velhos esquemas, estudou os detalhes do seu funcionamento e descobriu que podia copiá-lo. A multiplicação que acabei de fazer para o senhor é uma imitação do funcionamento de um computador.
- Surpreendente!

O deputado tossiu educadamente.
- Se posso fazer mais uma observação, Sr. Presidente... quanto mais pudermos desenvolver essa coisa, mais poderemos desviar nosso esforço federal da produção de computadores e de sua manutenção. Assim que o cérebro humano assumir o poder, nossas melhores energias poderão ser canalizadas para procurar a paz, e a influência da guerra nos homens comuns será menor. Isso será mais vantajoso para o partido no poder, é claro.
- Ah - disse o presidente. - Entendo o que você quer dizer. Bem, sente-se, deputado, sente-se. Preciso de algum tempo para pensar. Enquanto isso mostre-me esse truque da multiplicação de novo. Deixe ver se eu consigo pegar o macete.
O programador Shuman não tentou apressar o assunto. Loesser era conservador, muito conservador, e gostava de lidar com os computadores da mesma forma como seu pai e seu avo. Mesmo assim, ele controlava o monopólio de computadores do oeste europeu; se conseguisse entusiasmá-lo com o Projeto Número, um passo muito grande seria dado.

Mas Loesser continuava com um pé atrás
- Não sei se gosto da idéia de afrouxarmos as nossas rédeas sobre os computadores. A mente humana é uma coisa caprichosa. O computador sempre nos dará a mesma resposta para o mesmo problema. Qual a garantia que temos de que com a mente humana será assim?
- A mente humana, Loesser, apenas manipula os fatos. Não importa se a mente humana ou a máquina faz isso. Elas são apenas instrumentos.
- Sim, sim. Acompanhei sua engenhosa demonstração de que a mente humana pode imitar o computador, mas isso me parece um pouco vago. Aceito a teoria, mas que razão n6s temos para achar que a teoria será confirmada na prática?

- Acho que temos uma razão, senhor. Afinal de contas, os computadores não existiram sempre. O homem das cavernas, com suas trirremes, machados de pedra e estradas de ferro, não tinha computadores .
- E provavelmente não sabia calcular.
- Você sabe muito bem que sim. Até a construção de uma estrada de ferro ou de um zigurate requeria algum tipo de cálculo, e, como nós sabemos, isso foi feito sem computadores.
- Você está sugerindo que eles calculavam da mesma maneira que você me mostrou?
- Provavelmente não. Afinal de contas, esse método, que, a propósito, chamamos de "grafítico", da velha palavra européia graphos, que quer dizer "escrita"... esse método foi desenvolvido a partir dos próprios computadores, portanto não pode ter sido usado pelos primitivos. Ainda assim, o homem das cavernas deve ter tido algum método, não?

- Artes perdidas! Se você está falando de artes perdidas...
- Não, não é isso. Não sou um entusiasta das artes perdidas, embora não afirme que não exista nenhuma. Afinal, o homem comia cereais antes de aprender a fazer culturas hidropônicas, e se os primitivos comiam cereais, eles deviam cultivá-los no solo. De que outra forma poderiam ter conseguido?

- Não sei, mas só acreditarei em terra cultivada quando vir algum grão crescer no chão. Também só acreditarei que se faz fogo esfregando uma pedra na outra no dia em que me mostrarem que isso é possível.
Shuman tentou ser conciliador.
- Bem, vamos nos ater aos graníticos. Isto tudo faz parte do processo de eterificação. O transporte por meio de pesados equipamentos está sendo substituído por transferência direta de massa. Os instrumentos de comunicação se tornam cada vez mais leves e mais eficientes. Por causa disso, compare seu computador de bolso com aquelas engenhocas pesadas de mil anos atrás. Então, por que não dar também o Ultimo e definitivo passo, e abolir os computadores? Vamos, senhor, o Projeto Número é inevitável; ele está progredindo rapidamente. Mas queremos sua ajuda. Se o patriotismo não for suficiente para engajá-lo, pense na aventura intelectual que está em jogo.

- Que progresso? - disse Loesser com ceticismo. - O que você pode fazer além de multiplicar? Pode integrar uma operação transcendental?
- Dentro em breve, senhor, Dentro em breve. No mês passado, aprendi a dividir. Posso determinar, e corretamente, quocientes inteiros e quocientes decimais.
- Quocientes decimais? De quantas casas?
O programador Shuman tentou manter um tom natural.
- Qualquer número!

Loesser ficou de queixo caído.
- Sem um computador?
- Faça um problema.
- Divida vinte e sete por treze. Em seis casas.
Cinco minutos depois, Shuman disse:
- Dois, vírgula, zero sete meia nove dois três.

Loesser conferiu.
- Isso é realmente fantástico. A multiplicação não me impressionou muito porque, afinal, isso envolvia números inteiros e acho que uma hábil manipulação pode conseguir isso. Mas decimais...
- E isso não é tudo. Há uma nova pesquisa em curso que até agora é ultra-secreta e que, falando sinceramente, não posso revelar. Mesmo assim... estamos perto de aprender a fazer uma raiz quadrada.

- Raiz quadrada?
- Ainda tem algumas coisas pendentes e não conseguimos acertar na mosca, mas o técnico Aub, o homem que inventou essa ciência e que tem uma incrível sensibilidade para a coisa, assegura que está prestes a resolver o problema. E ele é apenas um técnico. Um homem como o senhor, um matemático talentoso e tarimbado, não encontraria tanta dificuldade.
- Raiz quadrada - resmungou Loesser, encantado.
- Raiz cúbica também. E então? Está conosco?
Loesser levantou a mão rapidamente.
- Pode contar comigo.

O general Weider marchava de um lado para o outro da sala e se dirigia aos ouvintes à sua frente como se fosse um professor ranzinza diante de uma turma de estudantes indóceis. Pouco lhe importava se eram os cientistas civis que coordenavam o Projeto Número. O general era um líder em todos os lugares e assim se comportava em todos os momentos de sua vida.

- Nenhum problema com as raízes quadradas, então - disse ele. - Eu mesmo não sei como fazê-las, mas já estão concluídas. Mesmo assim, não vamos interromper o projeto só porque já solucionamos os problemas que alguns de vocês consideram essenciais. Vocês podem fazer o que quiserem com os grafíticos depois que a guerra acabar, mas, nesse exato momento, temos problemas específicos que precisam ser solucionados.

Num canto distante, o técnico Aub ouvia aflito. É claro que há muito tempo deixara de ser um técnico, tendo sido dispensado de suas tarefas e convocado a participar do projeto, com um título pomposo e um ótimo salário. Mas é claro que as diferenças sociais permaneciam e os líderes científicos, altamente classificados, jamais o aceitariam em seu meio ou o tratariam em pé de igualdade.

E Aub tampouco desejava isso. Sentia-se tão incomodado entre eles como eles se sentiam incomodados na sua presença.

- Nós só temos uma meta, cavalheiros - estava dizendo o general. - Substituir os computadores. Uma nave que possa viajar pelo espaço sem um computador a bordo pode ser construída em um quinto de tempo e por um décimo dos custos de uma nave computadorizada. Poderíamos ter frotas especiais cinco ou dez vezes maiores do que as de Deneb se eliminássemos os computadores. E até vejo mais além disso. Talvez agora pareça loucura ou um simples sonho. Mas no futuro eu posso ver mísseis tripulados .

Houve um instantâneo murmúrio por parte da platéia.
O general prosseguiu:
- No momento, nosso problema principal é que a inteligência dos mísseis é limitada. O computador que os controla não pode alterar o rumo programado e, por essa razão, eles sempre acabam sendo detidos por antimísseis. Poucos mísseis, se é que algum consegue chegar a seu objetivo, e a guerra de mísseis está prestes a acabar; felizmente, tanto para o inimigo, como para nós.

Por outro lado, um míssil com um ou dois homens dentro, controlando o vôo com graníticos, seria mais leve, mais ágil e mais inteligente. Isso nos daria uma vantagem que pode significar a vitória. Além disso, cavalheiros, as necessidades da guerra nos obrigam a lembrar de uma coisa. Um homem é mais descartável do que um computador. Mísseis tripulados podem ser lançados em maior número e sob circunstâncias que nenhum general empreenderia se usasse mísseis computadorizados.

Ele discorreu sobre muito mais coisas, mas o técnico Aub não esperou.
O técnico Aub, na intimidade dos seus aposentos, elaborou cuidadosamente sua carta de despedida. Ela dizia o que se segue: "Quando comecei a estudar o que agora chamam de graníticos, isso não passava de um passatempo. Nada mais do que um agradável passatempo, um exercício para a cabeça.

Quando o Projeto Número começou, achava que as pessoas fossem mais esclarecidas do que eu e que os graníticos poderiam ser usados para ajudar a humanidade, apoiando a modernização dos instrumentos necessários à transferência de massas. Mas agora vejo que ele só será usado para a morte e a destruição.

Não posso suportar a responsabilidade de ter inventado os grafíticos.
Depois, virou contra si o foco do despolarizador de proteínas e morreu instantaneamente.
Eles se reuniram em torno do túmulo do pequeno técnico para prestar-lhe honra por sua notável descoberta.

O programador Shuman fez uma reverência com a cabeça, junto com os outros, mas continuou imóvel. O técnico tinha dado sua contribuição e não era mais necessário. Ele podia ter começado os graníticos, mas agora que o projeto já estava em andamento, iria se desenvolver automaticamente até triunfar, tornando os mísseis tripulados uma realidade, juntamente com tantas outras coisas.

Nove vezes sete, pensou Shuman com orgulho, sessenta e três. Não precisava mais que um computador lhe dissesse isso. Sua própria cabeça era um computador. E isso lhe dava uma fantástica sensação de poder.

The feeling of Power (1957) - Isaac Asimov.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Homem, técnica e devir no imaginário Blade Runner

ESTE TEXTO TRATA das relações do filme Blade Runner (1982, Ridley Scott) com a irradiação de um estilo de futuro que influencia a construção de um imaginário compartilhado por espectadores de diversas idades e países. A idéia é aproximar a interpretação hermenêutica baseada em Nietzsche (1) e Baudrillard (2), do mundo de uma possível futuridade, representado pela história dos andróides em busca da memória e do sentido da vida.

O paralelo do natural e do artificial estava frente ao avanço da técnica como um devir da literatura de ficção científica transfigurada para a sétima arte.
Eram tempos de replicantes. A clonagem era a do homem-máquina com o homem-prótese (3).

A natureza era olhada como um passado a ser superado no devir da técnica.
Órgãos e tecidos artificiais,congelados e postos a serviço da defesa humana e do trabalho escravo em colônias espaciais.

Condenados a não poder voltar à terra, os replicantes Nexus-6, com duração de até quatro anos de existência, se rebelam e partem para um acerto de contas com seu criador.

Ironia da espécie. Uma corporação especializada na fabricação de seres artificiais humanizados artificialmente, onde as gerações de andróides sucedem-se na busca da perfeição da cópia. Rachel e, possivelmente Deckard, seriam representantes de tal evolução.

A fuga do casal em nome da vida. Uma nova fase. Um novo início sem final previsto.
Uma nave-arca para a salvação de uma transfiguração tecnológica de um devir outro, de
um tipo de além-do-homem, aquém da capacidade de superação humana dentro da própria condição humana.

Como deve ter sido uma adaptação inspirada na obra e não voltada para o tributo dos estilos literários da ficção científica, a relação do cinema com o livro é complexa e não se pode exigir que Blade Runner seja um exemplo de fidelidade literária.
Melhor que as coisas fiquem claras antes que as críticas, em seu papel desconstrutor, tentem dar o tom da interpretação.

Em 20 anos, o filme dirigido por Ridley Scott atravessou o imaginário do futuro com sua construção de identidades difusas, especialmente prematuras para 1982, mas que a globalização e as tecnologias informáticas trataram de ilustrar na continuação do tempo.
Los Angeles em 2019. Daqui a 17 anos.

Triunfo da cultura japonesa e das próteses corpóreas e imaginais.
Um futuro moderno, linear, onde a técnica revida ao homem como criatura (4) que altera as leis naturais.
Vingança de um futuro sem clonagem humana e com resquícios do sonho paranóico da ficção científica, da modernidade.
Andróides em busca da consciência, do passado, da memória nunca possuída.
A vertigem das cenas noturnas, a verticalidade da Tyrel Corporation,
as luzes da metrópole transfiguradas pelo sentido artificial da angústia das próteses vivas e humanizadas.

O amor como vontade de potência liberta Deckard do ciclo da técnica como retorno da vida. Finitude e paixão cibernética.
O momento no qual o natural cedeu seu espaço para o artifício. Na distância do tempo, o filme irradia os valores da virulência (5) de uma época onde se digladiam a moral dos senhores e a moral dos escravos (6).

Os replicantes eram utilizados em trabalhos recusados pelos seres humanos, que, por sua vez, eram detentores do poder moral da bioética. Órgãos artificiais fabricados para equipar andróides à imagem e semelhança do homem.

A história deixa insinuações da utilização de tais próteses pelos homens.
Na versão do diretor, Scott parece querer contar seu segredo.
Em sua visão de futuro já não há possibilidade de fronteira entre natureza e artificialidade:
Rachel humanizada desde sua condição de andróide de uma geração sem data de vencimento previsto
e, Deckard, artificializado desde sua condição de caçador de replicantes, na qual toda sua vida e memória dão a entender que ele seria um andróide construído para caçar seus semelhantes.
No fundo da questão de Blade Runner surge o passado dos rebanhos humanos que tanto tiraram o sono de Nietzsche.

Em qual sentido estaria a vontade de potência daquele que afirma seus próprios valores.
A doutrina da humanização afastou o homem de seu permissível devir de além-do-homem e atirou-o contra a embriaguez moral, religiosa e metafísica.

Tudo inicia com as eletric sheep, de Philip K. Dick, em seu romance dos anos 60.
Ele escolhe a ovelha, mais por ser um animal altamente capacitado para viver em rebanho, desprovido de iniciativas de prazer e vocacionado para servir a quem possa evitar sua
dor, do que propriamente pelo símbolo do método contra a insônia: contar carneiros.
Os andróides devem ter sua consciência voltada para o artificial e para tal sonham com ovelhas elétricas ou eletrônicas.

O título do livro é uma pergunta, um problema da filosofia da técnica (Do androids dream of electric sheep?).
A resposta pode ser negativa. Os andróides de Blade Runner sonham em ser ovelhas humanas.

A falta de um passado repercute na existência e o sentido de espécie faz o líder replicante, Roy, buscar vingança contra os que mataram seus companheiros. Espírito de rebanho em máquinas feitas para serem escravas.
Vingança contra os superiores na hierarquia vital.

Segundo os humanos do filme, a vida replicante é banal, substituível e sem valor.
Já a vida humana, mesmo a do cruel Tyrel, é mais valorizada e sua morte é um ponto forte da película, representando a emancipação da espécie artificial de sua condição de experiência
científica.

Este é outro traço da ficção moderna ou prépós-moderna: a ciência sempre no centro do futuro.
Em termos de imaginário, a circulação cultuada dos personagens, das locações do cenário futurista e do figurino inspiram a primeira geração pós-punk, e sua versão transfigurada pelo web way of life: os cyberpunks.

Estes, entre outros motivos, levaram a película ao patamar de cult movie.
Os milhares de sites na internet dedicados ao filme não deixam de irradiar a socialidade tribal (7) dos admiradores desta projeção que ilumina afinidades, alianças e imaginários sociais,
com cores escuras e luzes brilhantes.

A revisão feita na segunda versão do filme é um ponto de ultrapassagem dos valores da modernidade pelo deslocamento da perspectiva original. O livre arbítrio do diretor altera a interpretação que ele mesmo tinha construído.

Para Ridley Scott, Deckard é homem-prótese e o Nexus-6, Roy, é uma prótese humanizada.
Ambos, na versão do diretor, dividem o horizonte da técnica com a musa-andróide, Rachel: feminina, insegura, sensível.Ela é o inverso das andróides fêmeas Nexus-6: sedutoras, guerreiras, insensíveis.

O moralismo darwinista foi a eliminação de toda a geração defeituosa para justificar a fuga, rumo ao desconhecido, de Deckard e Rachel, que sobrevoam a Los Angeles, oriental e globalizada, sob a trilha do saxofone de Vangelis.

A leitura hermenêutica não pretende ser outra coisa além da articulação do compreendido. Uma análise fílmica, por exemplo, levaria a outras visões e para tal, seria necessária a
consulta a outros autores. Blade Runner já foi objeto de inúmeras interpretações, mas nenhuma será réplica da outra.

Mesmo na plataforma comum do devir do entretenimento coletivo, as perspectivas teóricas cruzam paradigmas e são caminhos para a compreensão do homem e da técnica, a partir de um filme, como a referida história de ficção científica de um romântico andróide caçador de andróides.
Uma anulação dupla e simultânea: do homem pela técnica e da técnica pelo homem, em nome do devir outro e de um imaginário transfigurado.


Sessões do Imaginário• Porto Alegre • nº 8• agosto 2002• semestral • FAMECOS / PUCRS
Francisco E. Menezes Martins
Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da FAMECOS / PUCRS.

Notas
(1) Leva-se em conta a produção de Friedrich Nietzsche, a partir de Humano, demasiado humano até O crepúsculo dos ídolos , período que inclui o pensamento da vontade de potência, além-do-homem e eterno retorno, conceitos fundamentais para a interpretação dos valores
da moral, religião e metafísica.

(2) BAUDRILLARD, Jean. A transparência do mal: ensaio sobre os fenômenos extremos . 3.ed. Trad. Estela dos Santos Abreu. Campinas: Papirus, 1996; _______. El crimen perfecto . Trad. Joaquín
Jordá. Barcelona: Anagrama, 1996.

(3) VIRILIO, Paul. O espaço crítico. Rio de Janeiro: Editora 34, 1996.

(4) Conceito utilizado por SFEZ, Lucien. Crítica da comunicação. Ed.rev.ampl. Trad. Maria Stela Gonçalves e Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Loyola, 1994.

(5) BAUDRILLARD, op.cit..

(6) NIETZSCHE, Friedrich. Dissertação primeira: Os conceitos de bom e mau e de bem e mal. Pontualmente sobre a rebelião dos escravos.In: Genealogia da moral , § 10.

(7) Conceito criado por MAFFESOLI, Michel. A contemplação do mundo. Trad. Francisco Franke Settineri. Porto Alegre: Artes & Ofícios, 1995.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Uso do Filme “2001: Uma Odisséia no Espaço” como Introdução a Disciplina de Inteligência Artificial nos Cursos de Computação

1. Introdução

“O passado não é coisa fixa e inalterável. Suas realidades vão sendo redescobertas a cada geração, seus valores sofrem reavaliações, seus significados recebem novas definições, de acordo com as tendências e preocupações da época”
[Huxley 1998].

A partir desta afirmação de Huxley, a história do computador HAL 9000 pode
ser revista e reinterpretada em diversas épocas distintas.

Neste artigo os autores apresentam um breve histórico da obra (filme e livro),
um perfil de seus autores, uma descrição do personagem principal: HAL 9000, a
tecnologia que foi sonhada em 1968 e o que foi realizado até o momento atual.
Na busca para que este possa ser incorporado como uma apresentação, ou aula inaugural, em disciplinas que abordem a inteligência artificial (IA).


O Uso do Filme “2001: Uma Odisséia no Espaço” como introdução a disciplina de Inteligência Artificial nos cursos de computação
Hélio Lemes Costa Júnior, Juliano Coelho Miranda - [ Download ]

What The Simpsons Can Teach Us about Physics, Robots, Life, and the Universe - Paul Halpern

Introduction: Learning Science from Springfield’s
Nuclear Family

PART ONE
It’s Alive!
1 The Simpson Gene
2 You Say Tomato, I Say Tomacco
3 Blinky, the Three-Eyed Fish
4 Burns’s Radiant Glow
5 We All Live in a Cell-Sized Submarine
6 Lisa’s Recipe for Life
7 Look Homer-Ward, Angel

PART TWO
Mechanical Plots
8 D’ohs ex Machina
9 Perpetual Commotion
10 Dude, I’m an Android
11 Rules for Robots
12 Chaos in Cartoonland
13 Fly in the Ointment

PART THRE
No Time to D’ohs
14 Clockstopping
15 A Toast to the Past
16 Frinking about the Future

PART FOUR
Springfield, the Universe, and Beyond
17 Lisa’s Scoping Skills
18 Diverting Rays
19 The Plunge Down Under
20 If Astrolabes Could Talk
21 Cometary Cowabunga
22 Homer’s Space Odyssey
23 Could This Really Be the End?
24 Foolish Earthlings
25 Is the Universe a Donut?
26 The Third Dimension of Homer

Inconclusion: The Journey Continues
Acknowledgments
Handy Science Checklist
Scientifically Relevant Episodes Discussed in This Book
Notes
Further Information

What The Simpsons Can Teach Us about Physics, Robots, Life, and the Universe -
Paul Halpern - [ Download ]

Worlds of Wonder: How to Write Science Fiction and Fantasy - David Gerrold



Table of Contents

Start Here
The Literature of Imagination
Inventing Wonder
If—The Most Powerful Word
Science
Science Fiction
...and Fantasy
What Is a Story?
A Story Is...
Crises and Challenges
The Hero
Who Is This Person?
Setting the Stage
To Build a World
Detailing the World
Building Aliens
Believability
Fantasy Worlds
Complications
Structure, Structure, Structure!
Transformation
Theme
Style
First Lines
Last Lines
Punch Lines
Write From Inside
Sex Scenes
Love Scenes
Sentences
Simile
Metaphor
Adjectives and Adverbs
Finding the Right Words
Paragraphs
Evoking
Metric Prose
Memes
To Be or Naught to Be
Find Another Way
Style Redux
Who's On First?
Tense
Pronouns
800 Words
Dialogue, Part I
Dialogue, Part II
Discipline
The First Million Words
Be Specific
Why Write?
Ten Pieces of Good Advice
Recommendations
Index

Worlds of Wonder: How to Write Science Fiction and Fantasy - David Gerrold [ Download ]


Um processador de textos acionado por vapor - Arthur C. Clarke - Parte 2/2

[Parte 1]

A princípio acreditava que simplesmente aumentando a potência disponível poderia lhe dar uma
aceleração à máquina. A versão definitiva absorvia toda a energia de uma enorme debulhadora, tosco antecedente de nossos tratores e colheitadeiras.

Este é um bom momento para resumir o pouco que se sabe a respeito da mecânica do tear de
palavras.

Para isso, temos que confiar na informação, algo tendenciosa, aparecida no Totterings
Bulletin, do qual só se conservam alguns exemplares do período compreendido entre 1860 e 1880, anos cruciais para nosso estudo; e das notas esporádicas e fragmentos da correspondência ainda existente do reverendo.

Ironicamente, em 1942 ainda se conservava uma boa quantidade de peças da máquina definitiva,
mas foram destruídas quando uma bomba incendiária da Luftwaffe reduziu a cinzas a ancestral
mansão Tottering Towers.

A «memória» da máquina se apoiava nos cartões perfurados de um tear Jacquard para tapeçarias, coisa nada estranha, pois não existia outra alternativa possível naquela época.

Ao que Cabbage gostava de dizer que teceria pensamentos, igual aquele tear tecia tapeçarias.

Cada linha de saída constava de vinte, e posteriormente trinta, caracteres que o operador via
através de uns guichês, e que foram colocados sobre umas rodas giratórias.
Os princípios que regiam o SOT(Sistema operacional por Cartões) da máquina não chegaram até nós e parece, o qual não é nada surpreendente, que o maior problema ao que se enfrentava Cabbage era o de colocar, retirar e pôr os diferentes cartões.

Terminado o texto em questão, era fundido em tipos de chumbo para sua posterior impressão. Este surpreendente clérigo construiu um linotipo rudimentar, pelo menos dez anos antes de que o patenteasse Mergenthaler em 1886.

Antes de que a máquina estivesse pronta para ser utilizada, Cabbage se encontrou com a enorme
tarefa de perfurar nos cartões, além da Bíblia inteira, todo o Concílio do Cruden, mas
encarregou deste trabalho, em troca de uns trocados irrisórios, às velhinhas do Lar de Descanso
para Vizinhos de Idade Avançada, hoje discoteca e clube de breakdance, do Far Tottering.
Outra desconcertante primícia que se antecipa em uns doze anos à famosa mecanização do Censo
dos Estados Unidos, idealizada pelo Hollerith em 1890.

Mas nesse mesmo momento chegou a ruína.
Tendo ouvido, e não pela primeira vez, estranhos rumores sobre a paróquia do Far Tottering,
nada menos que o arcebispo do Canterbury em pessoa visitou o já obcecado pastor. Compreende-se que ficasse atônito ao descobrir que o órgão da igreja, tinha ficado incapacitado para desenvolver sua função original, ao menos por uns cinco anos.

O arcebispo, indignado, lançou um ultimato: ou desaparecia o tear de palavras ou partia o reverendo Cabbage (melhor que se fossem os dois; falava-se já de exorcismo e de voltar a consagrar a igreja).

O dilema provocou uma crise no já desequilibrado clérigo, que tentou uma última prova com a
enorme e incontrolável máquina, que já ocupava todo o lado oeste do St. Simians.

Face aos protestos dos fazendeiros, pois era a época da colheita, a imensa máquina de vapor, com
suas peças de cobre reluzentes, foi rebocada até a igreja e uma vez ali, passaram a correia de
transmissão através do oco que havia surgido ao se retirar algumas das vidraças.

O reverendo tomou assento ante o irreconhecível console (não posso resistir à idéia de imaginá-lo
ativando o sistema a golpe de pedal) e começou a teclar.
As rodas com os caracteres começaram a dar voltas ante seus olhos, formando frases lentamente, linha a linha. Na sacristia, os crisóis com o chumbo fundido aguardavam as ordens que lhes chegariam trabalhosamente com cada jorro de ar procedente do órgão.

— Mais rápido, mais rápido! — gritava o pastor, impaciente, enquanto os operários arrojavam
pazadas de carvão naquele monstro que vomitava fumaça no pátio da igreja.

A correia, como uma larguíssima cobra apanhada na janela, retorcia-se sobrecarregada, acima e
abaixo, bombeando um cavalo de vapor atrás de outro, para o forçado mecanismo do tear.
O resultado era previsível.
Algo, em alguma parte das entranhas do imenso aparelho, rompeu-se.
Em um segundo, a máquina desgraçada se fez em pedaços.

Segundo testemunhas presenciais, o pastor teve sorte de escapar ileso.
O posterior desenlace foi tão rápido como inesperado.
O reverendo Cabbage abandonou a Igreja, a sua mulher e seus treze filhos e fugiu a Austrália com seu primeiro ajudante, o ferreiro do povo.

O nome do Charles Cabbage foi banido da sociedade elegante e se desconhece qual foi seu destino
final, embora chegaram algumas notícias segundo as quais se feito capelão do Botany Bay.

E também é certamente apócrifa a lenda que corre sobre sua morte no deserto australiano,
provocada por uma máquina tosquiadora, de sua invenção, que se revoltou contra ele.

Epílogo

A seção de livros estranhos do Museu Britânico possui o único exemplar conhecido dos "Sermões a Vapor", do reverendo Cabbage, que, conforme vem tradicionalmente alegando sua família, foram elaborados pelo tear de palavras.
Contudo, um estudo em profundidade basta para ver que não é assim.
À exceção das últimas páginas, 223-4, resulta evidente que o volume se imprimiu em uma imprensa plana.

Mas as páginas 223 e 224 são uma interpolação bastante clara.
A impressão é muito desigual e o texto está repleto de faltas de ortografia e enganos tipográficos. Trata-se, acaso, do único produto existente do mais notável e pior desenvolvido esforço tecnológico da era vitoriana.
Ou é uma fraude deliberadamente criada para nos fazer acreditar que o tear de palavras funcionou de verdade, uma vez pelo menos, embora o fizesse mal?

Nunca saberemos a verdade.
Mas, como inglês que sou, sinto-me orgulhoso de que um dos inventos mais importantes de nossa época fora idealizado pela primeira vez, nas Ilhas Britânicas.
Se tivesse tido um desenlace mais feliz, Charles Cabbage provavelmente seria agora tão famoso como James Watt, George Stevenson, ou Isambard Kingdom Brunel.


FIM


Título original: 'The Steam-Powered Word Processor' (1985)
Tradução parcial: Santiago Jordão.
Prêmios Nebula 1985 - Ed. Bruguera, 1987