
“O que conta num bom romance de ficção científica não é nem a ciência nem a ficção, mas a hipótese filosófica sobre nossa natureza, nossos poderes, nosso olhar no universo, nossos devires e nossos fins.”
Jean Louis Curtis
Na sua organização tipológica, geradora de uma lógica de oposição e diferenças, o próprio termo ficção científica seria um oxímoro, já que da expressão participam procedimentos de natureza totalmente diversa: o ficcional e o científico.
Ora, a ficção não tem os compromissos da ciência : nenhum projeto de atuação prática, não sujeita às provas de falsificação nem às de verificação, tendo exercido, no entanto, especialmente o romance moderno, o que Steven Johnson chama de “cultura da interface”, que realizaria um projeto de tradução, ou mediação, entre o desenvolvimento tecnológico e a vida cotidiana.
O Pós-humano e sua narrativa: a ficção científica - Ieda Tucherman [ Download ]



