domingo, 25 de outubro de 2009

Henry Kuttner e C.L.Moore


Henry Kuttner (7 de Abril, 1915 - 4 de Fevereiro, 1958) nasceu em Los Angeles, California (EUA).
Catherine Lucille Moore (24 de Janeiro de 1911 - 4 de Abril de 1987) nasceu em Indianápolis, Indiana (EUA).

Catherine Lucille Moore ou C.L.Moore, é considerada uma desbravadora dentro dos gêneros Ficção Científica e Fantasia, pois através de seu trabalho, conquistou respeito dos leitores e da crítica, numa época em que nenhuma outra mulher escrevia estes gêneros. Leitora de revistas como Amazing Stories, Catherine resolveu mandar uma das suas próprias histórias (Shambleau)  para a revista Weird Tales, que não só a comprou, como também propôs a Catherine, um contrato de publicação. Ao longo da década de 30, C.L.Moore passaria a ser um nome constante desta revista.

Henry Kuttner é considerado por muitos como um dos cinco maiores escritores de Ficção Científica e Fantasia da década de 40. Conseguia produzir brilhantes insights com seus personagens, valorizando o aspecto humano, sem menosprezar o aspecto tecnológico/fantástico. Seu estilo requintado levou um crítico a descrever suas histórias como 'uma espiadela em um santuário secreto através de uma janela'. Trabalhava como agente literário, antes de vender sua primeira história, "The Graveyard Rats", para a revista Weird Tales em 1936.


Neste mesmo ano, Kuttner escreveu uma carta para "o escritor C.L.Moore", declarando ser fã de seus contos, pensando se tratar de um homem. A troca de cartas entre eles, acabou levando ao casamento em 1940, e a partir daí, e ao longo dos 10 anos seguintes, Kuttner e Moore passariam a escrever em parceria. Neste período, se utilizaram de mais de 15 pseudônimos para publicar, sendo Lewis Padget e Laurence O'Donnel os mais utilizados.

Ambos fizeram parte do Lovecraft Circle (Círculo Lovecraft), um grupo de escritores fanáticos por H.P.Lovecraft e que se correspondiam através de cartas com este, e Kuttner acabaria tornando-se amigo de Lovecraft, assim como de Clark Ashton Smith, passando a contribuir frequentemente escrevendo sobre o mito Cthulhu.

Também escreviam para a televisão e peças para rádio-teatro. 

Ao final da década de 50, ambos se sentindo exauridos, afastaram-se um pouco da literatura, dedicando-se a psicologia. Formaram-se na University of Southern California e a partir daí, seus escritos passaram a rarear.

Com a morte de Kuttner em 1958, vítima de um ataque do coração, Moore registraria seu nome em algumas obras solo, republicadas a partir dai, ainda escrevendo ou reescrevendo contos interrompidos e também para séries policiais e de mistério para TV. 


Marion Zimmer Bradley está entre os autores que se declararam influenciados pela prosa de Kuttner, e Roger Zelazny já declarou que Dark World, de Kuttner e Moore, foi sua mais forte inspiração para escrever a série Amber.

Bradbury chamava Kuttner de 'O Mestre negligenciado' e dedicou um livro a ele, assim como Richard Matheson.

Henry Kuttner (Android, Call him demon, Cold War, Don't look now, Gallegher plus, Juke-box, Mimsy were the borogoves, Mutant, Private eye, Return to otherness, See you later, Sword of tomorrow, The best of Henry Kuttner I, The creature from beyond infinity, The dark World, The ego machine, The portal in the picture, The proud robot, The sky is falling, The time axis, The well of the worlds, This is the house, Valley of the flame, Vintage season, We guard the black planet, c/C.L.Moore Earth last citadel, Prisioner in the skul, Aureola, El twonky, La maquina ambidextra, Las ratas del cemeterio, Lo mejor de Henry Kuttner II, Los engendros de dagon, Clash by night, Two handed engine, El beso siniestro, El horror de Salem,El robot vanidoso) [ Download ]

C.L.Moore (Daemon, Fruit of knowledge, Greater than Gods, Julhi, Miracle in Three Dimensions, No woman born, Shambleau, Song in a minor key, The best of C L Moore, The black gods kiss, The cold gray God, The tree of life, Tryst in time ) [ Download ]