quarta-feira, 31 de março de 2010

Reading by Starlight - Postmodern Science Fiction



Science fiction’s impact on popular culture has been striking. Yet sf’s imaginative texts often baffle or dismay readers trained to enjoy only the literary or ‘canonical’.

Reading by Starlight explores those characteristics in the writing, marketing and reception of science fiction which distinguish it as a mode. Damien Broderick analyses the postmodern self-referentiality of science fiction narrative, its intricate coded language and discursive ‘encyclopaedia’. He shows how, for rich understanding, sf readers must learn the codes and vernacular of these imaginary worlds, while absorbing the ‘lived-in futures’ generated by the overlapping intertexts of many sf writers.

Reading by Starlight includes close readings of cyberpunk and other postmodern texts, and writings by such sf novelists and theorists as Brian Aldiss, Isaac Asimov, Christine Brooke-Rose, Arthur C.Clarke, Samuel R.Delany, William Gibson, Fredric Jameson, Kim Stanley Robinson, Vivian Sobchack, Darko Suvin,
Michael Swanwick, Tzvetan Todorov and John Varley.



CONTENTS
Acknowledgements
Introduction 

Part I Modern science fiction
1 NEW WORLD, NEW TEXTS
The lineage of sf 
Definitions
A mythology of tomorrow 
Running the universe 
The catlike mrem 
At play in the fields of the word 
Sf after 19? 
Changing paradigms 

2 GENERIC ENGINEERING 
Out of the pulps 
Science fiction’s formulae
How much change?
Uncanny and marvellous
Diagramming the fantastic
Cognitive and estranged
New words, new sentences

3 GENRE OR MODE?
Genre regarded as a game of tennis
The persuasions of rhetoric
A trans-historical temptation
Drawing from life
A literature of metaphor

4 THE USES OF OTHERNESS
Really strange bedfellows
Pretending to shock
Sf and subversion
Feminist futures
Metaphor and metonymy
The mega-text
Icon and mega-text
The absent signified

5 READING THE EPISTEME
Delany’s critical path
Subjunctivity and mega-text
Learning to read sf
Sf as paraliterary
Critiquing the object

6 DREAMS OF REASON AND UNREASON
out of the kindergarten
Familiarising the estranged
Monstrous dreams
Cyberpunk
Value-added trash
Beyond satire

7 THE STARS MY DISSERTATION
Learning the tropes
Time’s arrow, time’s cycle
Flaws in the pattern
The hazard of didacticism
A fatal innocence
Deep identity
Part II Postmodern science fiction

8 MAKING UP WORLDS
What is the postmodern?
Mapping utopia
Jameson’s postmodern and sf
Screen test
A new dominant

9 ALLOGRAPHY AND ALLEGORY
Sf as allegory of reading
Difference
Remaking myth
Myth re-complicated
The music of words
The interpretative context

10 SF AS A MODULAR CALCULUS
A mirror for observers
Black box and finagle factor
The rudder of language
Writing in phase space
Conceptual breakthrough

11 THE MULTIPLICITY OF WORLDS, OF OTHERS
Art as play, art as revelation
Assailing dogma
The postmodern intersection
Worlds out of words
Norman Rockwell on Mars
Self-reference
The antinomies of spacetime

12 THE AUTUMNAL CITY
The object of science fiction
A definition of sf
Sf and the renovated novel
Strange attractors

Notes
Bibliography
Index


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terça-feira, 30 de março de 2010

Os Mortos Vivos - Peter Straub


Numa pacata cidade americana, fenômenos estranhos começam a acontecer, seguidos de mortes violentas e inexplicáveis.

Inconformados com uma situação apenas concebível à luz de fenômenos sobrenaturais, um grupo de homens parte em busca da solução do mistério, enfrentando o desespero, o pânico e o horror.

A crítica considerou “Os mortos-vivos” uma narrativa incomparavelmente moderna no gênero sobrenatural. E a grande aceitação do público também ajudou a consagrar Peter Straub como um dos mais bem-sucedidos escritores americanos do momento.

O romance é claramente um produto da mente complexa e do espírito angustiado do homem  contemporâneo, livre de seus antigos deuses, mas não de seus antigos medos e tabus.



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segunda-feira, 29 de março de 2010

Analog


São raras as vezes em que temos a oportunidade de divulgar um filme BRASILEIRO de ficção científica, fantasia, fantástico ou terror, aqui no Capacitor Fantástico.

O artista gráfico e ilustrador Ebbeto nos alegra com o lançamento de seu segundo curta ANALOG.

Imagens impressionantes, evidenciando o óbvio: a força de grandes ideías, a despeito do orçamento curto.



ANALOG trailer from Ebbëto on Vimeo.



Formado em Ilustração e Comunicação pela Académie Royale des Beaux-Arts da Bélgica e em Artes Plásticas pela FAAP de São Paulo, Ebbeto trabalhou em publicidade como Diretor de Arte e, após passar por algumas agências, decidiu trabalhar freelance como Ilustrador, Storyboards Artist e Video-Maker.
Email de contato: contato@ebbeto.com.br

Nano Trek



Nano Space - A Fronteira Final.

A espaçonave Enterprise NCC-1701D de Jornada nas Estrelas (Star Trek) foi fabricada pelo Himeji Institute of Technology, medindo 8.8 micrômetros (micrometro = milésima parte de um centímetro).

domingo, 28 de março de 2010

Entrevista com China Miéville


Seu primeiro romance, KING RAT, era uma aterrorizante história de fadas.

Em PERDIDO STREET STATION, Miéville criou 'New Crobuzon', uma metrópole corrupta habitada por insetos humanóides, cactos andantes, grotescos 'Renascidos' pela bioengenharia, e máquinas conscientes e 'vivas’, assim como um monte de tipos comuns, assediadas por criaturas que sugam espíritos, saídas de um experimento fracassado.

A fantasia de Miéville é permeada por um realismo que rejeita finais felizes. 


Pergunta:: Parabéns pelo Prêmio Arthur C.Clarke por 'Perdido Street Station'. Não parece irônico ou incongruente que um romance de fantasia baseado em um cenário 'steampunk' tenha recebido um prêmio tão importante, que recebe o nome de um escritor de Ficção Científica Hard, de satélites e naves espaciais, em que a sensibilidade para a prosa não é, digamos, sublime.

Miéville: Obrigado - ainda estou um pouco estupefato. Existe uma ironia sim, mas não é tão incomum este prêmio ir para alguém que faz uma FC tão pouco 'Clarkeniana'. O próprio Clarke é um sujeito muito generoso a respeito do que se trata o prêmio, e a quem deve ser dado.

Além de estar pessoalmente extasiado, me sinto contente, porque eu sempre senti que era impossível separar a Ficção Científica da Fantasia - certamente eu devo ter conscientemente estado em um e em outro, e eu esperava que o prêmio indo para um romance não tão de FC, deveria encorajar uma abertura conceitual da tradição. Sempre gostei de dizer que escrevo uma 'ficção esquisita', porque me sinto na interseção da Ficção Científica, Fantasia e até do horror, o que claramente, torna as fronteiras nebulosas. Quer dizer, é fácil dizer que Larry Niven é FC e Tolkien é fantasia, mas e David Lindsay? Lovecraft? Clark Ashton Smith?


P: A 'ciência' que aparece em seus romances, dependem de mecanismos da era-vitoriana. A teoria da grande crise soa igual à especulação quântica e a inteligência artificial sempre foi uma obsessão da FC. Tem sempre um cientista maluco e que é responsável por forças desastrosas, resultado direto de sua arrogância e da irracional manipulação cientifica, sem ligar para as conseqüências. O que da FC de antigamente se tornou um fato hoje, como a biotecnologia e as máquinas pensantes que aparecem em seu trabalho?

M: Em geral não penso que se possa ver a FC como profecia cientifica, sociológica ou outra coisa desse tipo. Não acho que FC trate disso. É obvio que muitos cientistas se inspiraram em historias de FC que leram quando jovens e não posso dizer que não seja uma influência.

Sou totalmente pró-ciência. Acho muito interessante. Tento evitar a tradicional tropa de escritores 'metidos a cientistas'. Não é a atividade cientifica por si só que nos causa problemas, como o doutor Frankenstein. Mary Shelley, refutava em ter a responsabilidade dos frutos de sua pesquisa - em meus livros, é algo mais como uma má sorte danada!

O problema não é a ciência, mas onde ela nos leva. Biotecnologia é um bom exemplo. Não tenho nenhum problema, em termos abstratos com a modificação genética dos alimentos. Porém, acho problemático quando ela caminha para beneficiar os exploradores.

Além disso, muita coisa é lançada no mercado sem os devidos testes - sem termos uma ideia real dos efeitos a longo prazo. Além disso, algumas pesquisas são socialmente inadequadas e inúteis, como fazer plantas que só respondam a um único tipo de fertilizante.

Muita coisa vai surgir nos próximos anos e isso é excitante. Particularmente estas coisas mais grotescas são as que mais falam à minha natureza macabra. Ratos com genes de águas-vivas e que brilham verdes, é demais!


P: Eu fico tentado em traçar um paralelo do seu nome 'Miéville' com 'Melville'. O protagonista de 'Perdido' se chama Isaac, que na bíblia é filho de Abraão e irmão de Ismael, o herói em 'Moby Dick', de Melville. Ambos os livros falam sobre um maníaco se vingando de uma besta diabólica, e durante isto, surgem detalhes horrorosos sobre o ser humano cheio de dúvidas sobre a intenção divina. Você, como um inglês, tirou alguma inspiração do grande clássico americano? E qual a significância que você deu ao nome Isaac Dan der Grimnebulin? 

M: Certamente que 'Moby Dick' é uma inspiração. Deve fazer parte da maioria do que escrevi, de uma maneira ou de outra, desde que eu li este livro dez anos atrás. É um livro absurdo! Eu não pretendi construir nenhum paralelo com ele, conscientemente, mas não quer dizer que não esteja lá! Não acho que devemos nos ater na intenção do autor sendo a única fonte de temas em um livro. Muitos escritores aprendem muito sobre seus trabalhos a partir de resenhas inteligentes.

Eu escolhi o nome Isaac por que eu queria que soasse familiar, mais sonoro do que a maioria dos personagens de um monte de épicos de fantasia. Mas eu queria algo sugestivo, quase como uma paródia de alguns nomes nos livros de Dickens ou em Mervyn Peake.


P: Tomas Disch em seu “The dreams our stuff is made of”', declara que Edgar Allan Poe foi o avô do gênero cientifico em parte por seu estilo pouco refinado para a época. Ele não pretende provocar risos, nem mesmo um sorriso. Ele busca aquela sensação de 'Isto não pode estar acontecendo'! Existe um pouco disso nos seus trabalhos, de forma planejada. Em um artista menor, o uso deste estilo seria meramente um truque barato. O que você pretende?

M: Particularmente acho que existe uma reação contrária ao popular, a fantasia pós-Tolkien. Sei que é uma generalização, mas a coisa me parece muito dirigida para um tipo 'limpinho' de vida feudal, sem sujeira, sem sangue, fezes ou urina. A literatura de fantasia não devia tentar expulsar aquilo que é real, mesmo sendo sujo ou feio.


P: Os críticos sempre lamentam que a maior parte da literatura de Fantasia está ligada aos milhares de épicos sem fim, de personagens medievais mágicos batalhando contra as forças do mal. Em 'Perdido' não se encontra nenhum elfo, bruxo ou uma espada mágica. Foi consciente a sua intenção de construir um mundo distinto dos clichês do gênero ou você apenas seguiu sua própria inspiração?

M: Ambos. Meu gosto para ficção sempre pende para o macabro, o surreal, onírico, e nunca eu me senti bem dentro do universo de Tolkien, ou da maioria dos escritores após Tolkien. E sim, foi uma coisa deliberada minha tentar subverter algumas das características assumidas pelo gênero de fantasia, precisamente por que eu amo este tipo de trabalho subversivo.

Eu não uso de estereótipos, que na fantasia definem os personagens por sua raça; anões são brigões e pouco inteligentes, elfos são espertos. trolls são malvados. tentei brincar com as idéias desta essência racial em 'Perdido' - no meu mundo, os personagens são retratados como as pessoas são no mundo real, mas não de um modo muito apurado. Isto é racismo. Quanta fantasia escrita hoje não abusa destes estereótipos raciais em mundos imaginários?

Outra coisa que eu quis fazer foi um livro de fantasia que não era baseado em uma terra-do-nunca feudal, mas com relações sociais comuns a indústria e ao capitalismo. E isso é uma resposta aos clichês habituais do gênero.

Um dos problemas do gênero mais tradicional, é que se tornou por demais confortável. É preciso retirar o leitor de certas convenções.

Tolkien falava sobre 'ficção consoladora', uma ideia que eu realmente detesto! Acho que a estética do fantástico é boa para subverter expectativas, levando o mundo para o caminho errado, problematizando, alienando o leitor. Olhe para o surrealismo, certamente o que existe de mais fantástico nas artes. Praticar este tipo de fantasia 'consoladora' é trair isso - não é nem de perto fantasia de verdade.


P: Gabriel Chouinard descreveu seu trabalho como sendo a Next Wave (Próxima Onda) da Fantasia -  brincando com a New Wave (Nova Onda) da Ficção Científica nos anos 60, que se distinguia do formato literário da FC anterior - trazendo autores como você, M. John Harrison, Matthew Stover, Jeff VanderMeer, Mary Gentle entre outros, e é lógico, Michael Moorcock, que tem os pés plantados nos dois movimentos. Mas será justo dizer que existe algum tipo de movimento de verdade? Vocês trocam correspondência, desenvolvendo algum manifesto anti-Tolkien? Ou será que é apenas outro rótulo inventado que colocaram em você, e no qual você nunca pensou a respeito?

M: É, alguns de nós certamente trocam correios, discutindo ideias e falando sobre a fantasia tradicional. mas não existe um movimento formal. Quantos movimentos literários formais existem? Com algumas exceções (surrealismo e talvez outros) a maioria destes movimentos são rótulos apenas. Isto não significa que seja uma perda de tempo se falar sobre movimentos.Eles existem apesar de não serem especificamente um projeto em comum. O ponto não é onde nós todos concordamos com algo, mas que exista um grupo de escritores cujo trabalho se nutre de certos aspectos estéticos interessantes (mesmo que na prática o resultado final os diferencie).

Eu nunca alteraria algo que eu escrevi depois de pensar no meu lugar como membro de um grupo, e eu imagino que ninguém o faça também, mas o ponto principal é que a temática que nos conecta seja traçada entre autores que estão escrevendo aquilo que desejam.Sem ter uma ligação formal.

Por exemplo, eu li 'Iron Dragon' de Michael Swanwick depois de ter escrito 'Perdido Street Station' e é um livro fabuloso, e em alguns de seus temas, há uma conexão com o que eu escrevo.Seria totalmente razoável, depois de ler os dois, que alguém imaginasse que fui influenciado pelo livro de Michael. Não é bastante que eu diga que não o havia lido antes de escrever 'Perdido' e que portanto não há nenhuma ligação. O legal é que tem muita coisa acontecendo no mundo, e no mundo da literatura fantástica, e que faz dois autores escreverem de modo similares.


P: Você está estudando para seu PHD pela London School of Economics. Primeiro, como um estudante de graduação arranja tempo para escrever romances? E uma vez que receba o titulo, você pretende trabalhar na área econômica? Ou será que isso é apenas um capricho intelectual?

Miéville:  Meu PHD não é em economia, a LSE é uma universidade de ciências sociais. Eu lido com filosofia das leis internacionais. Mas o tempo é um problema. Tudo que posso dizer é que procuro dividir meu tempo rigidamente. Escrevo bastante nas horas de folga, consigo ser muito auto-disciplinado. Devo concluir meu estudo em Setembro, e espero que depois fique mais confortável.

Espero poder escrever FC em tempo integral, como uma forma de vida. mas vou continuar trabalhando na academia onde trabalho no corpo editorial do jornal da academia, espero assim continuar publicando ensaios não-ficção e livros, conforme eu encontre tempo.


P: Você parece gostar das cidades, lugares perigosos repletos de segregação racial, etc. Tem algo nelas que te atraem?

Miéville: Vivo em Londres e ela é uma grande influência no que eu escrevo. Amo arranha-céus, por que sou cínico o bastante para reconhecer o poder da dinâmica que rola nas cidades, mas não significa que eu não as ame. Londres, Nova Iorque, Cairo, são fontes de inspiração e são fascinantes. Tudo nelas é intenso, a pressão nas relações sociais, a criatividade, a arquitetura, tudo é mais excitante nas cidades, da política as artes, no ambiente físico. Sou um escritor urbano, na tradição de escritores urbanos londrinos como Thomas de Quincey, Neil Gaiman, Michael Moorcock, Iain Sinclair e outros.


Trechos de entrevista concedida a David Soyka.

China Miéville


China Tom Miéville (6 de setembro de 1972) nasceu em Norwich (Inglaterra) e cresceu no noroeste de Londres, onde vive hoje.

Trabalhou como professor de inglês no Egito, onde desenvolveu um gosto pela cultura árabe e pelo Oriente Médio. De volta para a Inglaterra, estudou Antropologia Social em Cambridge e posteriormente obteve o PHD com distinção, em Relações internacionais. 

Ele gosta de descrever seu trabalho como "weird fiction" (mistura pulp do século 20 e o horror de HP Lovecraft), e pertence a um grupo de escritores que conscientemente, tenta levar a fantasia para longe de posições comerciais do gênero e dos clichés de Tolkien.

Ele é membro do British Socialist Workers Party, uma organização de corrente Trotskyist, e concorreu a uma vaga para a Câmara dos Comuns britânica na eleição geral de 2001 como candidato da Aliança Socialista, obtendo 459 votos. Sua opção política de esquerda se mostra na sua escrita (particularmente evidentes em Iron Council), bem como suas teorias sobre a literatura (declarou que "O Senhor dos Anéis" possui um carater reacionário).

China é capaz, com imaginação, de avançar de forma original e única, dentro de gêneros estabelecidos, como a fantasia (Perdido Street Station), o romance infantil (Un Lun Dun), a aventura clássica (The Scar), a história de detetives (The City), sem abdicar dos cenários fantásticos ou do sobrenatural.

São inúmeras as premiações concedidas a este incrível escritor, como o prêmio Arthur Charles Clarke e o British Fantasy Award por Perdido Street Station, O Locus e o Britsh Fantasy Award por The Scar, novamente outro Arthur Charles Clarke e outro Locus por Iron Council, além de outras tantas indicações para os prêmios Hugo e o Nebula.

China Miéville (Details, Iron Council, King Rat, Looking for Jake, Perdido Street Station, The Scar, The Tain, The City & The City, Un Lun Dun) [ Download ]

sábado, 27 de março de 2010

Pequeno Irmão - Cory Doctorow



Chegamos ao fim de uma experiência nova e gratificante para nós, e gostaríamos de agradecer as pessoas que tornaram possível que ela ocorresse.

Queremos agradecer principalmente ao autor, Cory Doctorow.

O Capacitor Fantástico agradece também ao Will, CHeta e Blek, este último em especial, que teve a ideia e bancou tudo sozinho, por acreditar nas ideias disseminadas por Cory e por outras pessoas, e que foi tão prestativo. Obrigado camaradas !

Little Brother (Pequeno Irmão) está disponível na integra, em português, para ser lido. Se você gostou, recomende a leitura aos seus amigos!

Esperamos que em breve, possamos ter livros semelhantes, disponíveis para todos, na rede ou nas prateleiras.

Pequeno Irmão - Cory Doctorow [ Download ]

Pequeno Irmão - Cory Doctorow - Epílogo


EPÍLOGO
Este capítulo é dedicado à Hudson Booksellers; eles estão praticamente em todos os aeroportos dos EUA. A maioria dos stands da Hudson tem poucos títulos (apesar da diversidade surpreendente),  mas os maiores, como o do terminal AA do aeroporto O’Hare de Chicago, é tão bom quanto qualquer loja da vizinhança. Eles dão um toque pessoal a um aeroporto, e a de Hudson já me salvou mais de uma vez durante escalas.
Hudson Booksellers



Barbara me ligou no escritório no final de semana de 4 de Julho. Eu não era o único que ia ao trabalho no feriado de final de semana, mas eu era o único que tinha a desculpa de que minha condicional não me deixava sair da cidade.

Por fim, fui condenado por roubar o telefone de Masha. Acredita nisso? A acusação fizera um acordo com minha advogada onde esqueceriam todas as acusações de “terrorismo eletrônico” e “incitação a desordem” em troca de me declarar culpado por um crime menor. Peguei três meses de liberdade condicional de meio período numa casa para jovens defensores na Missão. Eu dormia neste lugar, dividindo o dormitório com um bando de criminosos, garotos de gangues e metidos com drogas, um bando de maluco. Durante o dia eu estava “livre” para sair para “trabalhar”.

“Marcus, eles vão deixá-la sair.” ela disse.
“Quem?”
“Jonhstone, Carrie Johnstone”. ela disse. “O tribunal militar privado a isentou de qualquer delito. Os arquivos estão encerrados. Ela irá voltar a atividade. Vão mandá-la para o Iraque.”

Carrie Jonhstone era o nome da mulher com o corte de cabelo militar.  Seu nome surgiu nas audições preliminares na corte superior da Califórnia, mas só isso. Ela não disse uma palavra sobre quem de quem recebia ordens, sobre o que ela fizera, quem tinha sido preso e por quê. Ela apenas se sentou em total silencio, dia após dia, na corte de justiça.

Enquanto isso, os federais tinham feito bastante alarde sobre a decisão “ilegal e unilateral” do Governador ao fechar a prisão de Treasure Island, e da decisão do prefeito de retirar os policiais federais de São Francisco. Um monte destes policiais terminaram na prisão do estado, assim como os guardas da prisão da Baía.

E então um dia, não houve nenhuma declaração por parte da Casa Branca, nada do Congresso. E no dia seguinte, uma tensa e seca conferência de imprensa ocorreu aos degraus da mansão do Governador, onde a liderança do DHS e o governador anunciaram um “entendimento”.

O DHS iria conduzir um tribunal militar fechado para investigar “possíveis erros de julgamento” comitidos após o ataque da ponte da Baía.

O tribunal se encarregaria de utilizar todas as ferramentas possíveis para garantir que os atos criminosos seriam corretamente punidos. Em recompensa, o controle sobre as operações do DHS na Califórnia ficariam a cargo do Senado, que teria o poder de concluir, inspecionar ou repriorizar a segurança interna do Estado.

O alvoroço dos repórteres foi ensurdecedor e Barbara teve direito a fazer a primeira pergunta.

“Senhor Governador, com todo respeito, temos uma evidência incontestável gravada em vídeo de que Marcus Yallow, um cidadão deste país, nascido aqui, foi sujeito a uma execução simulada por parte dos oficiais da DHS, aparentemente agindo sob ordens da Casa Branca. O Estado realmente concordou em abandonar qualquer pretensão de justiça para seus cidadãos em face à ilegal e bárbara tortura imposta?”
A voz dela tremia mas não vacilava.

O Governador estendeu as mãos.

“Os tribunais militares se encarregarão da justiça. Se o senhor Yallow... ou qualquer pessoa que tiver um motivo de culpar o DHS... quiser justiça, além disso, é claro que poderá entrar com um processo por tais danos por conta própria contra o governo federal.”

Era isso que eu estava fazendo. Mais de vinte mil processos civis estavam arquivados contra o DHS na semana após a declaração do Governador. O meu processo estava tramitando pela ACLU e foi registrada moção, terminando nos tribunais militares exclusivos. Até aqui as cortes tinham sido bastante simpáticas.
Mas eu não tinha esperança.

“Ela saiu totalmente livre de qualquer pagamento ou castigo?”
“A declaração para a imprensa não disse muito.”
“Após um exame dos eventos ocorridos em São Francisco e em especial ao centro de detenções anti-terrorismo de Treasure Island, este tribunal chegou ao veredicto que as ações de Senhorita Jonhstone não justificam ações disciplinares posteriores. Esta palavra “posteriores” é como se eles já a tivessem punido.”

Bufei. Eu sonhara com Carrie Jonhstone quase que cada noite desde que fui libertado da prisão da Baia. Eu via sua face sobre a minha, com aquele sorrisinho enquanto dizia ao homem para me dar o que beber.

“Marcus...” Barbara disse, mas eu a interrompi.

“Tudo bem, tudo bem. Vou fazer um vídeo sobre isso. Deve ficar pronto neste fim de semana. Segunda feira é um ótimo dia para um vídeo viral. Todo mundo estará voltando do feriado, procurando alguma coisa com que se distrair na escola ou no trabalho.”

Eu via um psiquiatra duas vezes por semana como parte do meu acordo de custódia parcial.  Uma vez que meu acordo estabelecia a consulta como forma de punição, então tinha que servir para alguma coisa. Ele me ajudava a focar em fazer coisas construtivas quando estava bravo ao invés de deixar a coisa me devorar por dentro. Os vídeos ajudariam.

“Tenho que ir.” eu disse, engolindo forte para manter a emoção sob controle.
“Cuide-se, Marcus.” disse Barbara.

Ange me abraçou pelas costas assim que larguei o telefone.

“Eu tinha lido sobre isso online.” ela disse. Ela lia um milhão de feeds de notícias, puxando-as por um leitor de manchetes. Ela era nossa blogueira oficial e era boa nisso, separando as notícias interessantes e descarregando-as online como um ajudante de cozinha distribuindo pedidos de café da manha.

Virei-me em seus braços para abraçá-la de frente. Verdade seja dita, não tínhamos muito trabalho para fazer naquele dia. Eu não tinha permissão de sair à noite e ela não podia me visitar lá. Nos víamos no escritório, mas geralmente havia um monte de gente por perto, cortando nossos carinhos. Ficar sozinhos no escritório o dia todo era tentador demais. Eu estava com calor também, o que significava que estávamos ambos de camisetas e shorts, muito contato de pele acontecia, já que trabalhávamos um ao lado do outro.

“Vou fazer um vídeo.” eu disse. “Quero liberá-lo postar ainda hoje.’
“Bom. Vamos fazer, então.” ela disse.
Ange lia o realese da imprensa. Fiz um monologo sincronizado com a famosa filmagem minha na mesa de tortura, olhando para a luz da câmera como um louco, as lágrimas escorrendo, o cabelo despenteado e cheio de vômito.

“Este cara sou eu. Estou numa tábua de tortura. Estou sendo torturado numa simulação de execução. A tortura está sendo supervisionada por uma mulher chamada Carrie Johnstone. Ela trabalha para o governo. Vocês devem lembrar dela deste vídeo.”
Cortei para o vídeo de Johnstone e Kurt Rooney.
“Aqui está Johnstone e o secretário de estado Kurt Rooney, presidente em chefe estrategista: ‘A nação não ama aquela cidade. Não como pensam, é uma Sodoma e Gomorra de bichas e ateus que merecem apodrecer no inferno. A única razão do país se preocupar com o que pensam em São Francisco é que eles tiveram a sorte de serem mandados para o inferno por alguns terroristas islâmicos.’
“Ele está falando da cidade onde eu vivo. Na última contagem ,4.215 vizinhos meus foram mortos no dia que ele está se referindo. Mas alguns deles não estavam mortos. Alguns desapareceram na mesma prisão onde fui torturado. Mães e pais, crianças e amantes, irmãos e irmãs que jamais encontraram seus entes queridos novamente.... porque estavam secretamente aprisionados em uma cadeia ilegal aqui mesmo na Baía de  São Francisco. Foram mandados para fora do país. Os registros são meticulosos, mas só Carrie Johnstone tem as chaves de criptografia.”
Cortei de volta para Carrie Johnstone, o filme dela sentando-se na mesa com Rooney, rindo.
Cortei para o filme de Johnstone sendo presa.
“Quando a prenderam eu pensei que nós tínhamos justiça. Para todas as pessoas que ela feriu e fez desaparecer. Mas o presidente...”
Cortei para o Presidente rindo e jogando golfe em um dos muitos dias de descanso seus.
“...e seu chefe estrategista...”
Agora uma foto de Rooney apertando a mão de um infame terrorista que costumava estar “do nosso lado”
“...decidiram intervir. Eles a mandaram para um tribunal secreto militar e agora aquele tribunal a absolveu. De alguma forma, eles não viram nada de errado nisso tudo.”
Editei uma fotomontagem com centenas de fotos de prisioneiros em suas celas e que Barbara havia publicado no site do Bay Guardian no dia em que fui libertado.
“Nós elegemos estas pessoas. Nós pagamos seus salários. Supostamente deveriam estar do nosso lado. Supostamente deveriam defender a nossa liberdade. Mas estas pessoas...”
Uma série de fotos de Johnstone e outros sendo levados para o tribunal
"...traíram nossa confiança. Estamos a quatro meses das eleições. É tempo bastante. O bastante para vocês saírem e encontrarem cinco vizinhos…cinco pessoas que tenham desistido de votar por suas escolhas não serem ‘nenhuma dos nomes acima nenhuma das alternativas acima’.”
“Converse com eles. Faça com que prometam que irão votar. Faça com que prometam que irão tirar nosso país das mãos de torturadores e criminosos. As pessoas que riram de nossos amigos enquanto eles ainda mal acabavam de repousar no fundo da baía. Faça-os prometer falar que também irão com seus vizinhos.”
“A maioria de nós escolhe “nenhum dos acima nenhuma das alternativas acima’. Isso não funciona. Temos que escolher... escolher a liberdade.”

“Meu nome é Marcus Yallow. Eu fui torturado em meu país, mas ainda o amo. Tenho dezessete anos. Quero crescer num país livre. Quero viver em um país livre.”
Fiz a imagem desaparecer lentamente mostrando o logo do web site. Ange tinha feito com ajuda de Jolu, que tinha nos arranjado hospedagem na internet de graça, toda que precisássemos, no Porco Melancólico.

O escritório era um lugar interessante. Tecnicamente nos chamávamos Coalisão de Eleitores para uma América Livre, mas todos nos chamavam de Xneters. A organização...  sem fins lucrativos... tinha sido co-fundada por Barbara e alguns amigos advogados dela, logo após a libertação da Treasure Island. Os fundos financeiros vieram de alguns milionários da tecnologia que não acreditavam que um bando de garotos tinha ferrado com o DHS. Às vezes, eles nos pediam para ir até a Península até Sand Hill Road, onde estavam todas as empresas capitalistas e fazer uma pequena apresentação sobre a tecnologia Xnet. Haviam um zilhão de iniciativas que tentavam faturar um trocado na Xnet.
Que fosse… Eu não precisava ter nada a ver com isso, e tinha uma mesa e um escritório com fachada, bem na Valencia Street, onde distribuíamos CDs do ParanoidXbox e fazíamos workshops de como se construir antenas de WiFi melhores.

Um número surpreendente de pessoas comuns apareceu com doações, tanto de hardware (você pode rodar PanaoidLinux em quase tudo, não somente no Xbox Universal) e dinheiro. Eles nos amavam.

O grande plano era lançar nosso próprio ARG em Setembro, em tempo apara as eleições e conseguir votos e levá-los apara votar. Na ultima eleição apenas 42 por cento dos Americanos votaram... os não-votantes eram maioria. Eu continuava tentando trazer Darryl e Van para um de nossas reuniões de planejamento, mas eles continuavam declinando procurar palavra melhor, mais adequada para um adoelescente. Eles estavam passando muito tempo juntos e Van insistia em dizer que não havia nada de romântico entre eles. Daryl não me falava muito, mas me mandava longos emails sobre tudo que não tivesse ligação com Van ou terrorismo ou prisão.

Ange apertou minha mão.
“Deus, eu odeio esta mulher!” ela disse.
Eu concordei
“Mais uma destas coisas estragadas que este país mandou para o Iraque.” eu disse. “Se eles mandassem ela para o meu país, eu provavelmente me tornaria um terrorista.”
“Você se tornou um quando eles a mandaram para sua cidade.”
“É verdade.” Respondi.

“Você vai na audiência de Senhorita Galvez na segunda?”
“Com certeza.”

Eu tinha apresentado Senhorita Galvez para Ange semanas antes, quando minha antiga professora me convidou para jantar. O sindicato dos professores tinha conseguido uma audiência para ela diante do comitê Unificado das escolas do distrito para que pudesse conseguir seu velho emprego de volta. Disseram que Fred Benson seria convocado de sua (precoce) aposentadoria para testemunhar contra ela. Eu queria muito vê-la de novo.

“Quer sair para comprar um burrito?”
“Claro!”
“‘Deixa eu pegar meu molho picante.” ela disse.
Chequei meu email mais uma vez… meu email do PirateParty, que ainda tinha algumas mensagens pingadas de velhos Xneters que ainda não tinham meu endereço da Coalizão de Eleitores.
A última mensagem vinha de um dos novos provedores de anonimato brasileiro.
>Eu a achei. Você não me disse que ela era tão h4wt!
De quem seria?
Comecei a rir. “Zeb.” eu disse. “Lembra de Zeb? Eu dei a ele o email de Masha. Imaginei que já que ambos estavam vivendo as escondidas, poderia apresentar um ao outro.”
“Ele acha Masha bonita?”
“Dê um tempo para o cara, Ele devia estar animado por conta das circunstâncias.”
“E você?”
“Eu?”
“É... a sua mente está animada pelas circunstâncias?”
Segurei Ange pelo braço e olhei para ela de cima a baixo, duas vezes. Olhei fundo nos seus olhos por trás das lentes dos óculos. Corri os dedos por seus cabelos.
“Ange, eu nunca pensei tão claro em minha vida inteira.”
 Ela me beijou e eu a beijei de volta e algum tempo depois saímos para comprar aquele burrito.


FIM.








AGRADECIMENTOS.

Este livro está em débito enorme com vários escritores, amigos, mentores e heróis que o fizeram possível.

Para os hackers e ciberpunks:  Bunnie Huang, Seth Schoen, Ed Felten, Alex Halderman, Gweeds, Natalie Jeremijenko, Emmanuel Goldstein e Aaron Swartz

Para os heróis: Mitch Kapor, John Gilmore, John Perry Barlow, Larry Lessig, Shari Steele, Cindy Cohn, Fred von Lohmann, Jamie Boyle, George Orwell, Abbie Hoffman, Joe Trippi, Bruce Schneier, Ross Dowson, Harry Kopyto e Tim O'Reilly

Para os escritores: Bruce Sterling, Kathe Koja, Scott Westerfeld, Justine Larbalestier, Pat York, Annalee Newitz, Dan Gillmor, Daniel Pinkwater, Kevin Pouslen, Wendy Grossman, Jay Lake e Ben Rosenbaum

Para os amigos: Fiona Romeo, Quinn Norton, Danny O'Brien, Jon Gilbert, danah boyd, Zak Hanna, Emily Hurson, Grad Conn, John Henson, Amanda Foubister, Xeni Jardin, Mark Frauenfelder, David Pescovitz, John Battelle, Karl Levesque, Kate Miles, Neil and Tara-Lee Doctorow, Rael Dornfest e Ken Snider

Para os mentores: Judy Merril, Roz e Gord Doctorow, Harriet Wolff, Jim Kelly, Damon Knight e Scott Edelman

Obrigado a todos por me dar as ferramentas para que eu pudesse pensar e escrever sobre estas idéias.

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sexta-feira, 26 de março de 2010

Doctor Who - Who Killed Kennedy




22 January 1964, Washington DC, USA

President John Fitzgerald Kennedy stared at the hastily typed-out memo. It was difficult to read the words, his hands were shaking so much. The syntax was garbled, at least two words had letters transposed, and the type was smeared with what seemed to be tears. Despite all this, the message contained on the single page of yellow paper was plain – the world stood on the brink of nuclear war.



Um segredo surpreendente, ligando um Senhor do Tempo a um Presidente americano !


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quinta-feira, 25 de março de 2010

The Best Japanese Science Fiction Stories


Godzilla and the other wonderful, bizarre super-heroes and monsters, represent the limited image that many people have of Japanese science fiction — but in Japan these creatures are intended for children.

Japan's highly imaginative SF and fantasy literature come from an ancient tradition of legends and myths.

Yet they are not well known in America, because so little has been translated and published in English.

This collection presents Japan's brightest, weirdest, and best speculative fiction, gathered and polished over a number of years by a number of talented translators.

Consider the difficulties of translating science fiction from Japanese to English. The complex nuances of language and culture are often very subtle, and Japanese uses three interchangeable alphabets! How many people are fluent in both languages, familiar with the SF genre, and able to capture the "soul" of a story?

Of course the Japanese translators have similar complaints about English, as they struggle with our slang-laden prose. That's why Japanese and English-speaking translators sometimes work together in teams to create a "group-mind" with the author.

I came to know these translators very well, during the two years I lived in a suburb of neon-lit Tokyo.

I first visited Japan as a tourist in 1972. Judith Merril, the trail-blazing author and anthologist, was already working with the translators group on many of the stories that appear in this book. I recall intense discussions of the hidden meanings of words like love. The work proceeded slowly, word by word, and by the time Judy Merril left Japan, many outstanding stories had been translated.

But more stories were needed to fill an anthology. I returned to live in Japan in 1979. The translators group, known as Honyaku Benkyokai, greeted me warmly. "We are crazy alcoholics and workaholics!" crowed the brilliant SF author, Tetsu Yano, who is one of the patriarchs of the group, and whose haunting novella The Legend of the Paper Spaceship (superbly translated by Gene Van Troyer) appears in this book. Yano-san spoke the truth. The group worked and par tied at a fast-forward Tokyo pace, with a keen sense of fun and creative energy. The translators weekends became the highlights of my life in Japan.

Every month we would meet at a Tokyo train station on Saturday afternoon, and travel together to some scenic place for autumn leaf viewing on the slopes of Mt. Fuji, or iris viewing in the springtime, or perhaps to a hot-spring resort or a publishers seaside villa. We would stay in charming Japanese inns, feast on banquets of local specialities—and talk and drink, laugh and talk far into the night. In the mornings over our artfully arranged Japanese breakfast trays, we would have serious discussions of hangovers.

The weekend would-end with Sunday sightseeing, more talk and laughter, and the long train ride home.

But we worked hard. Translations of English-language SF are popular in Japan, and the translators must meet strict deadlines. My husband, Dr. Stephen Davis, and I would try to explain complicated English phrases like, "Keep the X in Xmas . . ."I would buttonhole and cajole the group into helping me translate some of the Japanese stories that appear in this anthology. After one especially difficult session, someone in the group exclaimed, "You and Judy Merril are a pair of demon-mothers!" The work was wonderfully exciting. It was a global-village meeting of cultures. My husband and I quickly became part of this (Japanese group-mind, and developed a keen appreciation |of their wry and dry wit (and their fine dry sake).

By the time I left Japan, in 1980, there were enough ichiban (first-rate) translated stories to fill an anthology but we had no publisher. "Science fiction readers aren't interested in Japan," claimed the American editors (who clearly had their pre-cog antennae turned off). The anthology project languished, though new stories were translated, and many were published and acclaimed individually.

Then gradually Americans realized that the Japanese are already living in a version of the future with its overcrowding, micro-electronic gadgets, polluted environment, and efficient group-minds. The problems and solutions of the future are happening in Japan right now. Japanese science fiction gives us an insight into that future often a shocking, yet witty and satiric insight.

Interest in Japanese culture grew as rapidly as the value of the yen in the late 1980s. It was time to correct the trade imbalance in science fiction. The noted anthologist, Martin Greenberg, and John Apostolou, who is keenly interested in Japanese literature, were finally able to arrange publication with Dembner Books.
I am proud to be part of both the translation group-mind and the editorial group-mind.
Grania Davis, Consulting Editor San Rafael, California


Contents

Foreword
GRANIA DAVIS

Introduction
JOHN L. APOSTOLOU

"The Flood"
KOBO ABE

"Cardboard Box"
RYO HANMURA

"Tansu"
RYO HANMURA

"Bokko-chan"
SHINICHI HOSHI

"Hey, Come on Out!"
SHINICHI HOSHI

"The Road to the Sea"
TAKASHI ISHIKAWA

"The Empty Field"
MORIO KITA

"The Savage Mouth"
SAKYO KOMATSU

"Take Your Choice"
SAKYO KOMATSU

"Triceratops"
TENSEI KONO

"Fnifmum"
TAKU MAYUMURA

"Standing Woman"
YASUTAKA TSUTSUI

"The Legend of the Paper Spaceship"
TETSU YANO



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quarta-feira, 24 de março de 2010

The Atomic Revolution (1957)







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terça-feira, 23 de março de 2010

Star Trek - The Official Fan Club zine


Star Trek - The Official Fan Club zine fev/mar 1990 [ Download ]






Star Trek - The Official Fan Club zine jun/jul 1990 [ Download ]

segunda-feira, 22 de março de 2010

Introdução à escrita da fantasia e da ficção científica

Antologia UFO - Contos não identificados


A antologia UFO - Contos Não Identificados, teve suas inscrições prorrogadas para 31/03/2010.

Regulamento pelo email ou pelo blog, ou ainda no link do Orkut.

domingo, 21 de março de 2010

Robert J. Sawyer


Robert James Sawyer (19 de Abril de 1960) nasceu em Ottawa (Canada), é formado em Artes aplicadas em Rádio e Televisão pela Universidade Ryerson em Toronto.

Sawyer, que se autodenomina o "único escritor canadense de ficção cientifica Hard em tempo integral", é vencedor de 36 prêmios literários em seu país e internacionais (França, Japão, Espanha e EUA), sendo os de maior expressão, o Nebula de 1995 (por The Terminal Experiment) e o Prêmio Hugo de 2003 (por Hominids, o primeiro volume da trilogia Neanderthal Parallax), além de ter sido indicado por oito vezes para o Hugo.

Chamado de decano da FC canadense, apesar dele mesmo se considerar um escritor de FC Hard, sua prosa limpa e simples, que muito lembra Isaac Asimov, é voltada quase sempre para o lado psicológico, metafísico ou filosófico.

Seus contos frequentemente são encontrados nas revistas Analog Science Fiction, Amazing Stories, On Spec, assim como em diversas antologias.

Editor, professor (leciona na universidade de Toronto), colunista do New York review of Science Fiction, também é membro do juri do prêmio L.Ron Hubbard, pode ser visto com frequência na televisão, como comentarista de séries científicas. Participou também como consultor da série de televisão Doctor Who.

Seu trabalho frequentemente explora a divisão entre ciência e religião, não através do misticismo, mas com o racionalismo de um cientista do nosso tempo.

Sawyer também escreve mistério policial com sucesso, tendo recebido os prêmios Aurora e Arthur Ellis.

Um de seus maiores feitos, foi no sentido de expandir a SFFWA, criando um braço canadense da associação em 1992, tendo trabalhado ele próprio, na diretoria por três anos. Além da SFFWA, Sawyer está envolvido com outras organizações de escritores, como a Crime Writers of Canada e The Writers' Union of Canada e Writers Guild of Canada.


Robert J. Sawyer ( Above it all, Calculating God, End of an era, Factoring Humanity, Fallen Angel, Flashforward, Forever, Frameshit, Gator, Good Doctor, Identify Theft and other stories, If I'm here imagine where they sent my luggage, Illegal Alien, Immortality, Ineluctable, Iterations, Just like old times, Lost in the Mail, Mars reacts, Mindscan, On the surface, Ours to discover, Peking Man, Quintaglio series, Recuerdos del futuro, Rollback, Shed Skin, Star light star bright, Starplex, Stream of consciouness, The blue planet, The hand you dealt, The Neanderthal Parallax series, The shoulders of giants, The terminal experiment, Wiping out, You see but you do not observe, Humanos  ) [ Download ]

sábado, 20 de março de 2010

Pequeno Irmão - Cory Doctorow - Capítulo 21


CAPÍTULO 21
Este capítulo é dedicado à Pages Books em Toronto, Canadá. Um ponto conhecido de longa data na badalada Queen Street West. Pages está localizada perto da CityTV, a pouca distância da velha Bakka, onde trabalhei. Nós, na Bakka, amávamos ter a Pages ali na rua. O que nós da Bakka representávamos par a Ficção Cientifica, a Pages significava para todo o resto, sempre com produtos que não eram encontrados em nenhuma outra parte, coisas que você não sabia estar procurando até que você as via lá. Pages também tinha uma das melhores bancas de jornal que já vi, várias revistas incríveis e zines de todo o mundo.
Pages Books: 256 Queen St W, Toronto, ON M5V 1Z8 Canada +1 416 598 1447

Eles deixaram a mim e Barbara sozinhos na sala então eu usei um dos chuveiros para me lavar... subitamente fiquei embaraçado por estar coberto de urina e vômito. Barbara chorava.
“Seus pais...” ela começou a dizer.
Senti como se fosse vomitar de novo. Deus, meus pobres pais. O que eles devem ter passado!
“Eles estão aqui?”
“Não. É complicado.” Ela disse.
“O quê?”
“Você ainda está preso, Marcus. Todos aqui estão. Eles não podem simplesmente vir aqui e abrir a porta para que saiam. Todos aqui irão passar pelo sistema criminal de justiça. Isso pode levar, bem, eu diria meses.”
“Vou ter que ficar aqui por meses?”
Ela agarrou minhas mãos.
“Não, eu acho que conseguiremos tirar você daqui bem rápido. Mas rápido é um termo relativo. Não espero que nada aconteça ainda hoje. E não será como estas pessoas que estavam aqui. Vocês serão tratados com humanidade. Vão comer comida de verdade. Nada de interrogatórios. As famílias vão poder visitá-los. Não é pelo DHS estar afastado daqui que significa você poderá simplesmente sair. O que está acontecendo aqui é algo que combatemos, uma versão do sistema de justiça do mundo bizarro que eles instituíram e colocaram no lugar do antigo sistema. Aquele com juízes, tribunais e advogados.  Então nós tentaremos transferi-lo para um centro juvenil no continente, mas Marcus, estes lugares podem ser barra pesada. Realmente barra pesada. Isto aqui pode ser melhor para você até que consigamos libertá-lo de vez.”
Libertá-lo. É  claro, eu era um criminoso... eu ainda não tinha sido acusado mas haviam muitas acusações que eles poderiam escolher para mim. Era praticamente ilegal apenas pensar coisas ruins sobre o governo.
Ela apertou minhas mãos novamente. “Isso é uma droga, mas é como vai ser. O ponto é, acabou. O Governador mandou o DHS deixar o estado, desmantelou todos os postos de controle. O Promotor Geral expediu mandatos de prisão para oficiais envolvidos em interrogatórios e aprisionamentos secretos. Eles vão para a cadeia Marcus e tudo pelo que você fez.”
Eu estava sonado. Ouvia as palavras, mas dificilmente entendia o significado. De alguma forma parecia ter acabado, mas não havia acabado de verdade.
“Olhe, nós provavelmente temos uma hora ou duas antes de tudo se ajeitar, antes de virem e levarem você de novo. O que você quer? Quer caminhar um pouco na praia? Quer comer alguma coisa? Este pessoal tem uma sala incrível para refeições... nós passamos PR ela vindo para cá. Culinária da melhor qualidade.”
Agora sim uma pergunta que eu podia responder. “Quer achar Ange. Quero achar Darryl.”

#

Tentei usar um computador que encontrei para procurar pelos números de suas celas, mas requeria uma senha, então foi necessário que andássemos pelos corredores, chamando seus nomes. Por trás das portas das celas, prisioneiros gritavam respondendo nossos chamados, ou choravam, ou suplicavam que os deixassem ir embora. Eles não entendiam o que havia acontecido, não podiam ver os guardas sendo levados algemados para as docas, vigiados pelas equipes da SWAT da Califórnia.
“Ange!” eu chamei acima do barulho, “Ange Carvelli ! Darryl Glover! É Marcus!”
Caminhamos por toda extensão do bloco de celas e eles não responderam. Achei que ia chorar. Eles podiam ter sido mandados para fora do país... podiam estar na Síria ou pior. Eu nunca os veria de novo.
Sentei-me com as costas contra a parede do corredor com meu rosto entre as mãos. Vi o rosto da mulher de cabelo curto, vi seu sorriso afetado quando me perguntava pela senha. Ela poderia ir para a cadeia por isso, mas não era o bastante. Pensei isso ao vê-la novamente. Eu poderia matá-la. Ela merecia.
“Vamos!” Barbara disse. “Vamos, Marcus, não desanime. Tem mais lugares para procurar, vamos.”
Ela estava certa. Todas as portas por quais passamos naquele bloco eram velhas, enferrujadas e datavam da época da construção. Mas no final do corredor, havia algumas portas de alta segurança grossas como um dicionário. Nos a abrimos e entramos por um corredor escuro.
Havia mais quatro celas, com portas com códigos de barras. Cada uma delas tinha um painel eletrônico junto delas.
“Darryl?” eu gritei. “Ange?”
“Marcus?”
Era Ange, chamando de dentro da cela mais distante. Ange, minha Ange, meu anjo.
“Ange!” gritei. “Sou eu, sou eu!”
“Oh Deus, Marcus!” ela respondeu e então começou a chorar.
Golpeei as outras portas. “Darryl! Darryl, você está aí?”
“Estou aqui.” A voz era baixa e bastante rouca. “Estou aqui. Sinto muito, sinto muito. Por favor, eu sinto muito mesmo.”
Ele parecia arrasado. Partido em pedaços.
“Sou eu, D!” disse encostado contra a porta. “É Marcus, acabou… eles prenderam os guardas. Eles acabaram com a DHS. Vão ser julgados, julgamentos públicos. E iremos testemunhar contra eles.”
“Eu sinto muito. Por favor, sinto muito mesmo.”
 Um patrulheiro da Califórnia chegou na porta. Sua câmera ainda estava ligada. “Senhorita Stratford?” Sua máscara facial estava levantada e parecia com outro policial qualquer, não como meus salvadores. Como qualquer um que viesse me prender.
“Capitão Sanchez.” ela disse. “Localizamos dois prisioneiros que são do meu interesse presos aqui. Gostaria que os soltasse e eu me responsabilizarei pessoalmente.”
“Madame, ainda não temos acesso ao código destas portas.” ele disse.
Ela levantou sua mão.
“Este não foi nosso acordo. Eu teria completo acesso a esta unidade. Este acordo foi feito diretamente com o Governador, senhor. Não iremos a lugar nenhum até que abra estas celas.” Seu rosto era perfeitamente tranqüilo. Ela falava sério.
O Capitão parecia como se precisasse dormir. Ele fez uma careta. “Verei o que posso fazer.” ele disse.

#

Eles finalmente conseguiram abrir as celas, quase meia hora depois. Precisaram de três tentativas, mas eventualmente conseguiram os códigos corretos que batiam com o dos arphids dos distintivos de identificação que foram tirados dos guardas presos.
Entraram primeiro na cela de Ange. Estava vestida com avental hospitalar, aberto nas costas e sua cela era ainda mais desnuda que a minha, apenas o acolchoado, sem pia, sem vaso, cama ou luz. Ela veio para o corredor piscando os olhos e a câmera de polícia a estava filmando, com a luz brilhante em seu rosto. Barbara deu um passo a frente ficando entre nós e a câmera. Ange deu um passo para fora ainda cambaleante um pouco. Havia algo de errado com seus olhos, com seu rosto. Ela chorava, mas não era isso.
“Eles me drogaram. Quando eu não parei de gritar pedindo um advogado.” Ela disse.
Foi quando eu a abracei. Ela se sucumbiu contra mim, mas me abraçou também. Ela fedia e estava suada e eu não cheirava melhor do que ela. Não quis soltá-la. Nunca.
Foi então que eles abriram a cela de Darryl.
Seu avental hospitalar estava reduzido a frangalhos. Ele estava curvado e nu, no fundo da cela, protegendo-se da câmera e de nossos olhares. Corri para ele.
“D!” sussurrei em seu ouvido. “D, sou eu. Marcus. Acabou. Os guardas foram presos. Vão nos libertar, nós vamos para casa.”
Ele tremia e apertava os olhos “Desculpa...” ele sussurrou e virou o rosto.
Eles me afastaram dele, um policial usando armadura e Barbara me levaram de volta à minha cela e fecharam a porta e foi ali que passei a noite.

#

Não me recordo muito da viagem até a corte judicial. Me acorrentaram com outros cinco prisioneiros, todos eles tinham estado presos a muito mais tempo do que eu. Um deles só falava árabe... era velho e trêmulo. Os outros eram todos jovens, eu era o único branco. Depois que fomos reunidos no deque no barco, eu vi que todos ali presos em Treasure Island eram de cor.
Eu tinha estado lá dentro apenas por uma noite, mas durou muito tempo. Uma chuva fina caía e normalmente este era o tipo de coisa que me faria procurar proteção, mas hoje eu me juntei a todos os outros jogando minha cabeça para trás, olhando para o céu infinito e cinzento deleitando-me com aquelas picadas molhadas enquanto atravessávamos a baia em direção as docas.
Eles nos levaram em ônibus. As correntes fizeram com que subir ao ônibus fosse difícil e levou um tempo até que todos se acomodassem. Ninguém se importava. Enquanto dávamos um jeito de resolver o problema geométrico de seis pessoas, uma corrente e um corredor estreito, ficamos olhando a cidade ao nosso redor, para os prédios altos.
Tudo que eu pensava era em encontrar Darryl e Ange, mas nenhum dos dois estava à vista. Era uma multidão e não tínhamos permissão de nos movermos livremente através dela. As tropas estaduais que tratavam conosco eram gentis, mas ainda assim eram enormes, armados e encouraçados. Achei ter visto Darryl na multidão, mas sempre era outra pessoa com a mesma aparência abatida que ele tinha quando o tiraram da cela. Ele não era o único que tinha sido quebrado.
Na corte de justiça nos levaram para salas de entrevistas. Uma advogada da ACLU pegou nossos dados e nos perguntou algumas coisas... quando ela veio falar comigo ela sorriu e me chamou pelo meu nome... e então fomos levados para a frente do juiz. Ele vestia a túnica habitual e parecia estar de bom humor.
O acordo foi que todos que tivessem um familiar que se encarregasse da fiança poderiam sair livres, e os outros seriam mandados para a prisão. A advogada do ACLU falou bastante com o juiz, pedindo mais tempo para localizar os familiares e trazê-los até a corte. O juiz foi simpático quanto a isso, mas quando eu me dei conta que algumas daquelas pessoas estava presa desde a explosão da ponte e que tinham sido dados como mortos pelos familiares, sem um julgamento, e tinham sido submetidos a interrogatórios, isolamento e tortura...eu mesmo quis quebrar aquelas correntes de deixá-los livres.
 Quando fui levado diante do juiz, ele me olhou e tirou seus óculos. Parecia cansado. A advogada parecia cansada. Os funcionários pareciam cansados. Pude ouvir um cochicho atrás de mim quando meu nome foi chamado. O juiz bateu seu martelo.
“Senhor Yallow” ele disse “o processo identificou-o como de risco de evasão. Acho que eles têm razão. Você certamente tem uma, digamos, história diferente a contar, do que as outras pessoas aqui. Estou tentado segurá-lo para o julgamento, não importando o quanto seus pais possam pagar de fiança.”
Minha advogada começou a dizer algo, mas o juiz a fez silenciar-se apenas com uma olhada.
“Você tem algo a dizer?”
“Eu tive a chance de fugir.” eu disse “Na semana passada. Alguém se ofereceu para me levar para fora da cidade, me ajudar a conseguir uma nova identidade. Ao invés disso eu roubei seu telefone, escapei do caminhão e corri. Eu fiz com que seu telefone... que continha evidências sobre meu amigo Darryl Glover nele...chegasse a uma jornalista e me escondi na cidade.”
“Você roubou um telefone?”
“Decidi que não podia fugir. Que tinha que encarar a justiça... que minha liberdade não valeria nada se eu fosse um homem procurado ou se a cidade permanecesse sob o controle da DHS. Se meus amigos continuassem presos. Esta liberdade para mim não era tão importante quanto a liberdade do país.”
“Mas você roubou um telefone.”
Fiz que sim.
“Sim, roubei. Planejava devolver se algum dia encontrasse a jovem dona do telefone.”
“Bem, obrigado, senhor Yallow, pelo seu discurso. Você é um jovem muito comunicativo.”
 Ele olhou para o Promotor.
“Alguns poderiam dizer que também é um jovem muito corajoso. Há um certo vídeo no telejornal desta manhã. Ele sugere que você possui razões legitimas para fugir das autoridades. Em vista disso, e de seu pequeno discurso aqui, eu lhe concederei a fiança, mas também pedirei ao Promotor Publico que acrescente uma acusação de contravenção de menor delito, devido à questão do telefone. Por conta disso, estabeleço mais 50 mil a ser acrescido na sua fiança.”
Ele bateu o martelo novamente e minha advogada apertou minha mão.
O Juiz olhou para mim novamente e ajeitou seus os óculos. Ele tinha caspa nos ombros e um pouco mais caiu quando as hastes dos seus óculos tocaram seu cabelo cacheado.
“Pode ir agora, meu jovem. E fique longe de encrencas.”

#

Me virei para sair quando alguém me agarrou. Era papai. Ele literalmente me levantou do chão, num abraço tão apertado que fez minhas costelas rangerem. Me abraçou de um jeito que me lembrou quando era criança, quando ele brincava de me jogar para o alto e me agarrando e me abraçando tão forte que quase machucava.
Um par de mãos macias me puxou gentilmente de seus braços. Mamãe. Me prendeu nos braços um pouco, sem dizer nada, as lágrimas rolando pelo seu rosto. Sorriu e o sorriso virou choro e então nos abraçávamos e os braços de papai ao nosso redor.
Quando me soltaram, e finalmente consegui dizer algo: “Darryl?”
“Encontrei com o pai dele. Darryl está hospitalizado.”
“Quando poderei vê-lo?”
“É nossa próxima parada.” papai falou. Ele estava zangado. “Darryl não...” Calou-se. “Eles disseram que ele vai ficar bem.” Sua voz sumiu.
“E Ange?”
“A mãe dela a levou para casa. Ela queria esperar por você, mas...”
Eu entendi. Sentia-me cheio de compreensão agora, de como todas as famílias de todos aqueles presos há muito tempo deviam se sentir. A corte de justiça estava repleta de lágrimas e abraços e até os meirinhos não conseguiam contê-los.
“Vamos ver Darryl.” falei. “E me empresta seu telefone?”
Liguei para Ange no caminho do hospital onde estava Darryl... São Francisco General, bem descendo a rua... e combinamos de nos ver depois do jantar. Ela falava sussurrando e rápido. Sua mãe não sabia se a castigava ou não, mas Ange não queria correr riscos.
Havia dois policiais no corredor onde Darryl estava internado. Eles mantinham uma legião de repórteres afastados. Os flashes das suas câmeras estouraram em nossos olhos como estrobos. Meus pais tinham me trazido roupas limpas  e eu havia trocado  de roupa no banco de trás do carro, mas ainda me sentia sujo mesmo depois de me lavar no banheiro da corte de justiça.
Alguns repórteres gritavam meu nome. Tá certo, eu era famoso agora. Um policial me olhou como se reconhecesse meu rosto ou meu nome gritado pelos repórteres.
O pai de Darryl nos encontrou à porta do quarto, falando baixo o bastante para que a imprensa não ouvisse. Estava usando roupas civis, jeans e suéter, roupas que imaginava que ele usava normalmente, mas tinha as insígnias de serviço espetadas no peito.
“Ele está dormindo.” ele disse. “Ele acordou há pouco e começou a chorar. Não conseguia parar. Deram algo para ele dormir.”
Ele nos deixou entrar e lá estava Darryl, seu cabelo limpo e penteado, dormindo de boca aberta. Tinha uma coisa branca nos cantos dos lábios. Seu quarto era semi-privado, e na outra cama havia um cara mais velho com aparência árabe, por volta dos 40 anos. Imaginei que fosse o sujeito a quem estive acorrentado ao sair de Treasure Island. Trocamos uma saudação embaraçada.
Então me voltei para Darryl. Peguei sua mão. Sua unhas estavam mastigadas até carne viva. Ele costumava roer as unhas quando criança, mas tinha se livrado do habito quando entrou para a escola. Acho que Van o fez largar, dizendo-lhe o como parecia grosseiro ter sempre a mão enfiada a boca o tempo todo.
Ouvi meus pais e o pai de Darryl se afastando, fechando a cortina entre nós. Coloquei meu rosto perto do dele no travesseiro. Ele tinha uma barba desigual e rala que me lembrou Zeb.
“Ei, D. Você conseguiu. Você vai ficar legal.” eu disse.
Ele roncou um pouco. Eu quase disse “Eu te amo.” uma frase que só disse para uma pessoa que não era da minha família, e que era estranha demais para ser dita para outro cara. Por fim, apenas apertei sua mão. Pobre Darryl.



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sexta-feira, 19 de março de 2010

Blade Runner Lego

quinta-feira, 18 de março de 2010

The Mammoth Encyclopedia of Science Fiction



The Mammoth Encyclopedia of Science Fiction is a book written for fans, by a fan. It is a book for anyone who has ever enjoyed science fiction or who wishes to know more about the genre.

My original aim was simple - to provide you, the reader, with an up-todate guide to the science fiction genre. So inside this book you will find entries on both classic and up-and-coming writers, on movies and television
series, as well as the important themes and devices of the genre.

Obviously I have had to limit my remit - some authors only just missed out on an entry. The same can be said about the entries for science fiction movies - 1 have limited myself to the one hundred most influential pieces
of genre film, or those that have a direct link to a classic novel. I have also provided entries on the twenty most important or popular television series from both America and the UK.

Within the author entries are links to various other sections of the book, as well as lists of recommended further reading that suggest authors who explore similar themes or who have written novels in similar styles. I hope you find these useful. I have also included an appendix at the back of the book that gives all the listed titles in alphabetical order, referenced by author. As far as I know this is the first time this has been done and it should enable you to find quickly the name of the author who wrote a particular novel, and then to locate the entry on that author within the book.

Most importantly, I hope that this reference work will allow you to discover new authors and thus broaden your literary horizons. Science fiction is a genre of limitless possibilities and ideas, and there is something
within it for everyone. I hope that this book helps you with your search.
George Mann - October 2000

Acknowledgments
Foreword
The History and Origins of Science Fiction
Science Fiction on the Page
Science Fiction on the Screen
Terms, Themes and Devices in Science Fiction
Societies and Awards
Appendix
Index


The Mammoth Encyclopedia of Science Fiction by George Mann [ Download ]

quarta-feira, 17 de março de 2010

Technophobia! Science Fictions Visions of Posthuman Technology


Techno-heaven awaits you. You will be resurrected into posthuman immortality when you discard your body, digitize your mind, and download your identity into the artificial brain of a computer.

Cyberexisting in virtual reality, you will live forever in a perfect simulation of divine bliss.

This techno-heaven is envisioned by a cult of techno-priests—scientists and their apostles—who profess a religious faith that the god Technology will eliminate the pain and suffering of humans by eliminating humans. These techno-utopians fervently believe that technological progresswill lead to perfection and immortality for the posthuman, cyborg descendants of a flawed, inevitably extinct humanity.

Is this a happy dream or a dismal nightmare?

In contrast to this bright vision of a pain-free, posthuman technoheaven, science fiction frequently paints a dark picture of technology. From the destructive robot-witch of Metropolis (1926) to the parasitic squid machines of The Matrix Revolutions (2003), the technologized creatures of science fiction often seek to destroy or enslave humanity.

Science fiction shows the transformation into the posthuman as the horrific harbinger of the long twilight and decline of the human species.

In its obsession with mad scientists, rampaging robots, killer clones, cutthroat cyborgs, humanhating androids, satanic supercomputers, flesh-eating viruses, and genetically mutated monsters, science fiction expresses a technophobic fear of losing our human identity, our freedom, our emotions, our values, and our lives to machines.

Like a virus, technology autonomously insinuates itself into human life and, to ensure its survival and dominance, malignantly manipulates the minds and behavior of humans.

This book explains the dramatic conflict between the techno-utopia promised by real-world scientists and the techno-dystopia predicted by science fiction.

Such technophobic science fiction serves as a warning for the future, countering cyber-hype and reflecting the realworld ofweaponized, religiously rationalized, and profit-fueled technology.



Introduction: Dreams of Techno-Heaven, Nightmares of Techno-Hell

o n e
Technology Is God: Machine Transcendence

t w o
Haunted Utopias: Artificial Humans and Mad Scientists

t h r e e
Cybernetic Slaves: Robotics

f o u r
Machines Out of Control: Artificial Intelligence and Androids

f i v e
Rampaging Cyborgs: Bionics

s i x
Infinite Cyberspace Cages: The Internet and Virtual Reality

s e v e n
Engineered Flesh: Biotechnology

e i g h t
Malevolent Molecular Machines: Nanotechnology

n i n e
Technology Is a Virus: Machine Plague

t e n
Epilogue: Technophobia

Notes
Bibliography
Index


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terça-feira, 16 de março de 2010

Mysteries in Space - The Best of DC Science Fiction Comics













































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segunda-feira, 15 de março de 2010

TR2N



A tão esperada continuação do inesquecível filme TRON, parece estar certa para aparecer nas telas em 2010, e recentemente um trailler chegou na internet, anunciando que o projeto tem tudo para ser um dos sucessos do ano.



Para quem não se lembra do filme original de 1982 (baseado em um game de sucesso), o programador de computadores da ENCOM Software, Kevin Flynn (Jeff Bridges), é "digitalizado" para dentro do computador e precisa lutar para sobreviver.

Na continuação, TR2N (Ou TRON - O Legado), o filho de Flynn, Sam (Garret Hedlund), está pesquisando o sumiço do pai, quando é transportado acidentalmente para aquele universo digital.

O filme (em 3D) tem previsão de lançamento para o final do ano de 2010, mas até lá , iremos 'babando' com os traillers que a Disney vai, pouco a pouco, deixando escapar...


domingo, 14 de março de 2010

Richard Matheson



Richard Matheson (20 de Fevereiro de 1926) nasceu em New Jersey (EUA) e cresceu no Brooklynn. Formou-se em jornalismo e foi soldado da Infantaria na Segunda Grande Guerra.

Filho de imigrantes noruegueses, escritor e roteirista, é mais conhecido por seus romances de ficção científica e terror, além de ser autor de diversos episódios de séries americanas famosas, como The Twilight Zone e Kolchak.

Graças a sua versatilidade, seu estilo 'visual', e talvez ao seu conhecimento nos estúdios de Hollywood, teve seus livros diversas vezes adaptados para o cinema, como Duel (Encurralado), The Shrinking Man (O incrível homem que encolheu), I am Legend (A Última esperança da Terra, The Last Man on Earth e mais recentemente Eu sou a Lenda, com Will Smith), What Dreams May Come (Amor além da Vida), Stir of Echoes, Bid Time Return (Em algum lugar do passado) e Hell House (The Legend of Hell House).

Uma caracteristica da obra de Matheson e que talvez explique esta sua longa lista de sucessos levados para a televisão e para o cinema, talvez se deva a sua predileção por personagens humanos, pessoas comuns que se deparam nos seus cotidianos, com situações paranoicas ou extremamente ameaçadoras.



Seu primeiro conto de repercussão literária, Born of Man and Woman, conta na forma de um diário, o crescimento de uma criança-monstro, mantida trancada no porão dos pais.
 
Matheson já declarou diversas vezes que odeia a prisão dos rótulos, e que faz tudo para "destruir um gênero".

Apesar de ser um autor bem sucedido na aceitação de seu trabalho, e que lhe rendeu prestígio, ele nunca foi um sucesso com as vendas de seus romances.


Richard Matheson ( Em Algum Lugar do Passado, Eu sou a Lenda, Acero, Vampiro, Desaparicion, Desde lugar sombrios, El tercero a partir del Sol, El último dia, Es la epoca del ser gelatina, Impulsos desconecidos, La futura difunta, Nascido del hombre y mujer, Shock I, Shock II, Soy Leyenda, Ultimo dia, Viejas fantasmagorias, A Stir of echoes, Born of man and woman, Buried Talents, Dance of the Dead, Hell House, Now you see it, Somewhere in time, The incredible shrinking man, The near departed, Third from the Sun, What dreams may come, Woman  ) [ Download ]