quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Logan's Run Original Soundtrack







The Dome/The City/Nursery 3:05
Flameout 3:23
Fatal Games 2:26
On the Circuit 3:49
The Assignment/Lost Years 5:59
She'll Do It/Let Me Help 2:41
Crazy Ideas 2:38
A Little Muscle 2:22
Terminated in Cathedral 1:28
Intensive Care 3:00
Love Shop 3:43
They're Watching/Doc Is Dead 2:45
The Key/Box 4:22
Ice Sculpture 3:35
The Sun 2:15
The Monument 8:12
The Truth 2:03
You're Renewed 2:58
The Journey Back/The Beach 1:36
Return to the City/Apprehensions 2:30
The Interrogation 3:58
End of the City 2:23
Love Theme From "Logan's Run" 2:27

Logan's Run -  Music Composed and Conducted by Jerry Goldsmith [ Download ]

terça-feira, 29 de novembro de 2011

THX 1138 Soundtrack






Logo 0:08
Main Title/What's Wrong? 3:13
Room Tone/Primitive Dance 1:45
Be Happy/LUH/Society Montage 5:05
Be Happy Again (Jingle of the Future) 0:56
Source #1 5:17
Loneliness Sequence 1:27
SEN/Monks/LUH Reprise 2:43
You Have Nowhere to Go 1:10
Torture Sequence/Prison Talk Sequence 3:41
Love Dream/The Awakening 1:46
First Escape 3:01
Source #3 3:33
Second Escape 1:14
Source #4/Third Escape/Morgue Sequence/The Temple/Disruption/LUH's Death 8:29
Source #2 3:16
The Hologram 0:54
First Chase/Foot Chase/St. Matthew Passion (End Credits) 7:40

THX 1138 Soundtrack - Music Composed and Conducted by Lalo Schifrin  [ Download ]

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Lançamentos - Para tudo se acabar na quarta-feira e Dieselpunk


2001 - Original soundtrack de Alex North (1968)



Talvez o exemplo mais famoso de uma trilha sonora rejeitada é a que Alex North escreveu para 2001: Uma Odisséia no Espaço. North, que já havia trabalhado com o diretor Stanley Kubrick em Spartacus (1960), compôs a música para The Dawn of Man, a seqüência da estação espacial e a viagem para a base lunar. Depois de gravadas, Kubrick decidiu que nenhuma música sua seria mais necessária, e que se utilizaria de música clássica e o restante permaneceria sem música, utilizando somente efeitos sonoros. 





A nota escrita à mão pelo orquestrador Henry Brant diz: "Stanley odiou isso, mas eu gostei !"



2001 - Odisséia no espaço, por Alex North [ Download ]

domingo, 27 de novembro de 2011

Cinefantasy



O Cinefantasy é um evento internacional especialmente criado para o cinema fantástico.

O festival que vem, há cinco anos, incentivando, debatendo e divulgando a diversidade temática no cinema brasileiro tem sua programação totalmente voltada ao cinema fantástico e seu universo.


Alien - Original Motion Picture Score



 1.Main Title (3:34)
 2.Face Hugger (2:35)
 3.Breakaway (3:04)
 4.Acid Test (4:37)
 5.The Landing (4:33)
 6.The Droid (4:45)
 7.The Recovery (2:47)
 8.The Alien Planet (2:31)
 9.The Shaft (4:00)
10.End Title (3:02)

Alien - Original Motion Picture Score - Jerry Goldsmith [ Download ]

sábado, 26 de novembro de 2011

O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 16)






Surgindo do topo das nuvens empilhadas, o Nostromo emergiu no espaço aberto. Um minuto, cinqüenta segundos mais tarde, o indicador de gravidade superficial do console de Dallas caiu para zero.

A vitória foi motivo de grandes hurras — não profissionais, naturalmente, mas calorosos, do pessoal da ponte.

— Conseguimos! — disse Ripley, recostando-se, exausta, na sua cadeira acolchoada.
— Foi o diabo, mas conseguimos. Quando houve o primeiro tremor e começamos a der velocidade, pensei que jamais passaríamos. Já nos via todos esparramados por cima da colina mais próxima. E talvez fosse bom que isso nos acontecesse se tivéssemos de mergulhar num hipersono verdadeiro, perdendo a refinaria.

— Não havia nada a temer realmente — disse Lambert sem sorrir. — Poderíamos ter aterrissado de novo. Então, nosso pedido de socorro iria para o ar. Descansaríamos em hipersono, até que uma outra tripulação mais ditosa pulasse dos seus congeladores para vir salvar-nos.

"Cumpre não mencionar os bônus" — dizia Dallas consigo mesmo. — "E dar-lhes a notícia já em órbita da Terra." Mas pelo menos cumpria dar à equipe de engenharia algum elogio verbal. Ligou o intercomunicador.

— Belo trabalho, vocês dois. Como vão as coisas agora?
— Agora que saímos do fogo, ela está fina, ronronando que nem Jones, o gato.
Um estalo esquisito fez-se ouvir no alto-falante. Dallas franziu o cenho, incapaz de localizá-lo. Depois pensou que talvez Parker tivesse aberto inadvertidamente uma cerveja perto demais do microfone.
— Foi um verdadeiro passeio — continuou o engenheiro, orgulhosamente. — Quando nós consertamos uma coisa, a coisa fica realmente consertada — houve então um gorgolejo, como se Parker tivesse submergido.
— Muito bem — disse Dallas. — Belo trabalho. Façam uma pausa agora. Vocês merecem. Parker...
— Sim, capitão.
— Quando nos aproximarmos da Terra e você estiver coordenando seu departamento com o controle de engenharia, cuidado. Mantenha a cerveja longe do microfone.
Os gorgolejos afastaram-se, sumiram.
Satisfeito, Dallas desligou e disse, sem se dirigir a qualquer pessoa em particular.
— Agora é pegar o dinheiro e ir para casa. Ponha a nave na garagem, Lambert.

O ângulo de subida do Nostromo começou a achatar-se.
Vários minutos se passaram até que uma pulsação constante, repetida a intervalos regulares, começou a soar num painel específico, acima da cabeça da navegadora.
Todo mundo sabia do que se tratava.

— Aí está ela — informou Lambert — exatamente onde devia estar.
— OK — Dallas manipulava controles. — Alinhar e ficar alerta para a atracagem.
Os instrumentos zumbiram e o cargueiro ajustou sua posição com relação à montanha de metal e de plástico. Ripley torceu uma chave, e a nave tomou posição de costas para a massa informe da refinaria.

— Em posição — disse ela.
— Engatar — disse Dallas, com os olhos postos num mostrador, os dedos num teclado cheio de botões vermelhos.
— A caminho — disse Ripley, atenta a dois painéis ao mesmo tempo. — Distância diminuindo. Vinte... quinze... feito. E virou a chave.
Dallas, no mesmo momento, apertou os seus botões.
— Motores cortados, primárias compensadas. Temos agora estabilidade de inércia. Ativar a comporta da hiper- propulsão.
— Ativada — informou Ripley. — Estamos acoplados.
Quando de novo ativado, o Nostromo geraria um campo de hiperpropulsão suficiente para englobar também a refinaria. Ela viajaria de novo a reboque deles, envolvida nessa misteriosa manifestação de não-realidade que permite a naves e homens viajarem mais depressa que a luz.
— Dirigir o curso para a Terra — ordenou Dallas, incisivo. — Depois, acenda o grande e ponha a gente em luz mais quatro, Ripley.
— Com prazer.
— Curso computadorizado e automatizado — disse Lambert, um momento mais tarde. — Tempo de ir para casa. — Depois, consigo mesma: "Pés, levem-me daqui."

Ripley acionou um controle principal. O minúsculo mundo com sua nave alienígena sinistrada desapareceu como se jamais tivesse existido. O Nostromo alcançou, depois excedeu, a velocidade da luz. Um efeito-corona materializou-se em torno da nave e da sua refinaria. As estrelas à frente fizeram-se azuis, as da retaguarda vermelhas.
Seis tripulantes voavam, felizes, a caminho de casa. E alguma outra coisa chamada Kane...



Sentavam-se em torno da mesa comum, no refeitório, tomavam café, chá ou outros estimulantes quentes, segundo o gosto e os hábitos de cada um. Sua atitude descansada refletia o presente estado de espírito, que fora até bem pouco tempo duro como o vidro e duas vezes mais frágil. Agora, jogavam as pernas por cima dos braços das cadeiras e afundavam-se contentes nas almofadas.

Lambert ficara mais um pouco na ponte, fazendo algumas verificações finais antes de permitir-se também ao luxo de desmoronar numa poltrona. Ash estava na enfermaria, tomando conta de Kane. O oficial executivo e seu estado estacionário eram o principal tema de conversação.
Parker ingurgitava chá fervente, estalava a língua de modo indelicado, e sugeria, com sua habitual suficiência:

—Melhor seria congelar o homem. Talvez isso paralisasse a doença.
— Não vejo de que maneira o congelamento pode afetar o estado dele — argumentava Dallas. — Talvez piore com o frio. O que funciona para doenças terráqueas pode, ao contrário, intensificar o que quer que seja que se apoderou dele.
— Mas é melhor que não fazer nada — insistiu Parker, agitando a xícara no ar como um bastão de maestro. — E é o que o médico automático fez por ele: nada de nada. O que Kane tem desafia a capacidade da máquina, exatamente como Ash nos disse. Aquele computador médico está programado para curar enjôo e encanar perna quebrada, só isso. Não uma coisas dessas. Estamos todos de acordo que ele requer cuidados especiais.
— Os quais, você acaba de admitir, não podemos dar.
— Justo — Parker inclinou-se para trás na sua cadeira. —— Exatamente. É por isso que digo que, entrementes, ele deve ser congelado. Até que um médico especializado em moléstias exóticas lhe possa dar atenção.
— Certo — ajuntou Brett.
Mas Ripley sacudiu a cabeça, parecendo aborrecida.
— A tudo que ele diz você diz 'certo'. Sabe disso, Brett?
Ele riu: — Certo.
Ripley voltou-se para encarar o engenheiro.
— O que pensa disso, Parker? Sua equipe o segue por toda parte e diz 'certo'. Como papagaios.
Parker virou-se para Brett.    ,
— Tome jeito, Brett. Que diabo é você? Um papagaio?
— Certo.
— Ora, acabem com isso — disse Dallas, e lamentou ter feito esse comentário.

Um pouco de brincadeira só lhes poderia fazer bem, e lá vinha ele jogar-lhes água fria. Por que tinha de ser assim? O relacionamento entre os membros da tripulação do rebocador era mais do tipo informal, entre colegas, que do tipo chefe-subordinado de uma escala de comando. Por que, então, de repente, esse desejo de mostrar-se capitão?
Talvez por estarem numa situação de crise, pela necessidade de haver alguém ‘responsável'. Cabia-lhe esse espinho, a responsabilidade. Serviço infame. Muito mais desejaria ter o de Parker ou o de Ripley. Sobretudo o de Parker. Os dois engenheiros podiam enfurnar-se lá em seu cubículo privado e ignorar alegremente tudo aquilo que não lhes dizia respeito diretamente. Contanto que mantivessem os motores e os sistemas da nave funcionando, só eram responsáveis um perante o outro.

Ocorreu também a Dallas que ele não gostava assim tanto de tomar decisões. Talvez pensasse diferentemente se comandasse uma grande nave de passageiros, e não um cargueiro como o Nostromo. Talvez por isso mesmo jamais se queixasse disso. Era uma idéia nova, mas bastante reveladora. Como capitão de rebocador podia passar a maior parte do tempo em sono profundo, apenas sonhando e acumulando salários. Ninguém toma decisões em hipersono.

Em breve, disse com seus botões, muito em breve poderiam voltar ao conforto dos seus esquifes individuais. As agulhas baixariam lentamente, o soporífico lhes penetraria as veias e lhes entorpeceria o cérebro; e flutuariam agradavelmente, para longe, longe... para longe de um mundo em que não mais havia que tomar decisões e em que os imprevistos e sobressaltos de um universo hostil não encontravam guarida...
Em breve. Logo que acabassem de tomar café.

— Kane terá que ficar em quarentena — disse sem pensar, bebericando na sua caneca.
— E nós também — disse Ripley, a quem o pensamento já consternava. O que era compreensível. Teriam de viajar de volta à Terra. Depois, curtir semanas de isolamento até que os médicos se convencessem de que nenhum deles trazia nada semelhante àquilo que derrubara Kane. Visões de céus azuis e verdes relvados enchiam-lhe a mente. Via também uma praia e uma cidadezinha de sorridente paisagem no litoral de El Salvador. Era triste adiar tudo isso, varrer tudo isso da mente.
Todos os olhos se voltaram quando uma nova figura se reuniu ao grupo: Lambert, que parecia cansada e deprimida.

— Que tal alguma coisa para baixar o ânimo de vocês?
— Baixar? Por favor — disse Dallas —, sempre é uma forma de excitação...
E preparou-se para o que suspeitava estar a caminho. Sabia por que a navegadora se deixara ficar para trás, na ponte, e em que problemas trabalhara.
— Segundo meus cálculos, baseados no tempo gasto para ir e vir daquela escala não programada e o desvio...
— Abrevie — disse Dallas. — Sabemos que saímos da rota. Quanto tempo até a Terra?
Ela serviu-se uma xícara de café, escolheu uma cadeira e só então disse, com tristeza:
— Dez meses.
— Cristo! — fez Ripley. E fincou os olhos no fundo da xícara. Nuvens, prados, praia recuaram para o fundo do quadro, dissolveram-se numa névoa muito leve, cor de águas marinhas, puseram-se longe, fora do seu alcance. A rigor, dez meses em hipersono não faziam grande diferença de um mês. Mas suas mentes funcionavam no tempo real. Se Lambert tivesse dito pelo menos seis meses...

Nesse momento, o intercomunicador deu seu pio de aviso.

— O que é, Ash?
— Venha ver Kane imediatamente! — era um pedido urgente, mas havia nele uma nota de hesitação.
Dallas endireitou-se na cadeira e os outros fizeram o mesmo.
— Houve alguma alteração no estado dele? Coisa grave?
— Seria mais simples se viesse vê-lo.

Houve uma corrida para a enfermaria.
O café foi deixado fumegando na mesa abandonada.   

Horríveis pensamentos toldavam a mente de Dallas a caminho da enfermaria, com os outros todos atrás dele. Que seqüelas teria a afecção alienígena deixado no astronauta? Dallas visualizava um enxame de pequenas mãos cor de cinza, cada uma com seu olho grotesco a luzir marejado e solitário, subindo pelas paredes da enfermaria como que para tomar posse dela; ou uma vegetação de fungos a alastrar-se qual lepra sobre os restos putrescentes do infortunado Kane.

Chegaram à enfermaria ofegantes da corrida através de corredores e galerias. Não havia qualquer proliferação nefasta de maniformes nem o corpo do oficial se cobrira de bolores. Mas Ash falara pela metade, ao anunciar melhoras: o oficial executivo estava sentado na mesa de operações. Tinha os olhos abertos e límpidos e era óbvio que funcionavam em sintonia com o cérebro. E esses olhos se voltaram para a porta e para os recém-chegados, todos boquiabertos.


— Kane? — Lambert estava incrédula. — Você está bem? — "Sim, está, pelo menos em aparência", pensava ela, ainda estupefata e confusa. Era como se nada lhe tivesse acontecido.
— Você deseja alguma coisa? — perguntou Ripley quando ele deixou de responder a Lambert.
— A boca estará seca — disse Dallas. Lembrara-se, de súbito, do que lhe parecia familiar no aspecto de Kane: era como um homem que sai de um ataque de amnésia. Parecia alerta e em boa saúde, mas perplexo sem nenhuma razão perceptível, como se ainda procurasse organizar na cabeça os pensamentos. — Alguém pode trazer água?
Ash foi a um filtro, encheu um copo plástico e deu-o a Kane. O oficial executivo emborcou-o de um trago. Dallas observou que a coordenação muscular parecia perfeita. Os movimentos de beber — mão para boca — haviam sido realizados por instinto, sem conscientização.
Era uma ocasião feliz, mas começava a ficar ridícula.
Alguma coisa não estava certa nele.

— Mais — disse Kane. Foi tudo. E, no entanto, o astronauta continuava a agir como um homem com perfeito domínio de si mesmo.
Ripley encontrou um recipiente maior, encheu-o até a boca e deu-lho. Kane engoliu a água com a sofreguidão de um homem que passou dez anos vagando por desertos. Depois, recostou-se na plataforma acolchoada, arfando.

— Como se sente? — perguntou Dallas.
— Terrível. O que houve comigo?
— Você não se lembra? — perguntou Ash.
Então, pensou Dallas, a analogia da amnésia estava mais próxima da verdade do que ele tinha podido, de começo, imaginar.
Kane teve uma expressão de dor. Foi mais uma contração muscular do que qualquer outra coisa. Depois respirou fundo.
— Não me lembro de nada. Com dificuldade, lembro meu nome...
— Apenas para o registro... e para o relatório médico — disse Ash calmo. — Qual é o seu nome?
— Kane. Thomas Kane.
— É tudo?
— Sim, no momento — deixou que seu olhar passeasse lentamente pelo grupo reunido, pelas caras ansiosas dos seus amigos.
— Lembro-me de todos vocês, mas ainda não sei dar-lhes nomes.
— Saberá logo — disse Ash, confiante. — Você sabe seu nome e reconhece fisionomias. É um bom começo. E um sinal de que sua perda de memória é parcial.
— Alguma coisa lhe dói? — curiosamente, coube ao estóico Parker fazer a primeira pergunta perceptiva.
— Todo o corpo, praticamente. Sinto-me como se tivesse levado uma surra de vara por seis anos a fio... — Kane sentou-se outra vez, jogou as pernas para o lado e pela primeira vez, sorriu: — Deus, que fome! Há quanto tempo estou assim sem sentidos?
Dallas continuava a encará-lo com ar incrédulo.
— Uns dois dias. Está seguro de não saber mesmo nada do que lhe aconteceu?
— Nada.
— Qual a última coisa de que se recorda? — perguntou Ripley.
— Não sei.
— Você saiu comigo e com Dallas a explorar um planeta desconhecido. Lembra-se do que aconteceu por lá?
Kane franziu a testa no esforço de livrar-se das névoas que lhe toldavam a memória. Lembranças mesmo estavam como as iguarias de Tântalo, ao mesmo tempo inacessíveis e ao alcance da mão... Fixá-las era um processo doloroso, fragmentário, impossível de completar.
— Um pesadelo, talvez... Alguma coisa ligada a sufocação. Onde estamos? Ainda no tal planeta?
Ripley sacudiu a cabeça.
— Não, e muito me alegra, dizê-lo. Estamos no hiperespaço, a caminho de casa.
— E prestes a voltar para os congeladores — acrescentou Brett, na antecipação da beatitude. Estava tão ansioso quanto os outros para recolher-se ao abrigo despreocupado do sono profundo. O pesadelo que se impusera a todos seria posto também em suspensão com eles.
Embora a presença desse Kane revivido tornasse quase impossível reconciliar suas memórias com a imagem do horror alienígena que ele tinha levado para bordo, a criatura petrificada estava lá, à vista, para quem quer que desejasse inspecioná-la, imóvel, em seu tubo de estase.
— Estou com vocês — disse Kane, sem hesitação. — Sinto-me tão tonto e cansado que poderia entrar em sono profundo mesmo sem congeladores. — E, olhando em torno com ar esgazeado: — No momento, porém, o que tenho mesmo é uma fome devoradora. Gostaria de comer alguma coisa antes de dormir.
— Eu mesmo tenho fome — disse Parker, cujo estômago imediatamente roncou. — É triste imergir no hipersono com o estômago roncando. Recomendo começar de barriga cheia. Facilita o despertar.   
— Não serei eu quem o contradiga — disse Dallas. Acreditava que alguma espécie de celebração se impunha. Na falta de material festivo, um banquete era boa idéia. Um ultimo banquete, antes do olvido.
— Todos nós sentimos a necessidade de comer alguma coisa. Uma última refeição antes do sono...




O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 16) [ Download ]

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

CONTENT - Selected Essays on Technology, Creativity, Copyright and the Future of the Future - Cory Doctorow








Cory Doctorow nos brinda com sua primeira coletânea de ensaios. O assunto central não poderia ser outro senão aquele em que Cory é conhecido por sua atitude e coerência, o futuro dos direitos autorais, assunto que faz muito editor correr para debaixo da mesa.

Com inteligência e pensamento afiado, além da habitual ousadia, Cory nos ilumina com sua conversa franca e sem rodeios.


Content
1. Introduction by John Perry Barlow
2. Microsoft Research DRM Talk
1. DRM systems don't work
2. DRM systems are bad for society 
3. DRM systems are bad for biz 
4. DRM systems are bad for artists 
5. DRM is a bad businessmove for MSFT 
3. The DRM Sausage Factory 
4. Happy Meal Toys versus Copyright: How America chose Hollywood and Wal-Mart, and why it's doomed us, and how we might survive anyway 
5. Why Is Hollywood Making A Sequel To The Napster Wars?
6. You DO Like Reading Off a Computer Screen 
7. How Do You Protect Artists?
8. It's the Information Economy, Stupid
9. Downloads Give Amazon Jungle Fever 
10. What's the Most Important Right Creators Have?
11. Giving it Away
12. Science Fiction is the Only Literature People Care Enough About to Steal on the Internet 
13. How Copyright Broke
14. In Praise of Fanfic 
15. Metacrap: Putting the torch to seven straw-men of the metautopia 
1. Introduction 
2. The problems
2.1 People lie 
2.2 People are lazy
2.3 People are stupid 
2.4 Mission: Impossible - know thyself 
2.5 Schemas aren't neutral 
2.6 Metrics influence results 
2.7 There's more than one way to describe something 
3. Reliable metadata 
16. Amish for QWERTY 
17. Ebooks: Neither E, Nor Books 
18. Free(konomic) E-books 
19. The Progressive Apocalypse and Other Futurismic Delights 
20. When the Singularity is More Than a Literary Device: An Interview with Futurist-Inventor Ray Kurzweil 
21. Wikipedia: a genuine Hitchhikers'Guide to the Galaxy -- minus the editors 
22. Warhol is Turning in His Grave 
23. The Future of Ignoring Things 
24. Facebook's Faceplant 
25. The Future of Internet Immune Systems 
26. All Complex Ecosystems Have Parasites 
27. READ CAREFULLY 
28. World of Democracycraft
29. Snitchtown 
30. Hope you enjoyed it! The actual,physical object that corresponds to this book is superbly designed, portable, and makes a great gift:
31. About the Author 
Metadata 





CONTENT - Selected Essays on Technology, Creativity, Copyright and the Future of the Future - Cory Doctorow [ Download ]

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O homem do ciguri - Moebius













'O Homem de Ciguri' é uma space-opera que mistura humor, psicodelia e sexo, de um jeito que só Moebius consegue criar - uma história lida por um homem perdido em uma terra alternativa, tentando desesperadamente encontrar o caminho de casa.

O homem do ciguri - Moebius [ Download ]

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

William Shatner - Bohemian Rhapsody

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Perry Rhodan - Mission Stardust

Perry Rhodan - SOS do espaço, é uma adaptação para o cinema dos primeiros livros da série Perry Rhodan, seu tempo de duração é de 95 minutos e o filme foi uma co-produção entre italianos, alemães e espanhois, tendo como diretor Primo Zeglio. Filmado em 1966 e lançado em 1967 na Itália e Alemanha, na época de seu lançamento foi criticado pelos leitores alemães porque o enredo difere da história original dos livros. Em 1968 foi lançado nos EUA e França, e em 1969 na Espanha e México.

Você pode encontrar mais informações em Perry Rhodan - Universos Paralelos



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Outland - Steranko







Adaptação para os quadrinhos do filme de Peter Hyams, Outland.


sábado, 19 de novembro de 2011

O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 15)






VIII


O café fez bem aos seus estômagos, embora não os tranqüilizasse.

Em torno deles, o Nostromo funcionava normalmente, sem interesse no alienígena em seu frasco de estase. O zumbido familiar das máquinas, odores diversos, domésticos, como o do café, enchiam a ponte. Como todos os dias.

Dallas reconhecia alguns desses odores como oriundos de membros da tripulação. Não o ofendiam, apenas registrava-os. Bastava-lhe uma fungada para identificá-los, via de regra. Nunca precisava mais de duas. Ninguém sentia falta de desodorantes nem se importava que fossem ou não usados. Numa nave das dimensões do Nostromo, a tripulação, aprisionada num vaso de metal anos-luz a fio, isolada de mundos mais quentes e de atmosferas desinfetadas, tinha mais que fazer quando acordada do que importar-se com os eflúvios dos vizinhos.

Ripley parecia ainda nervosa.
— Que macaco mordeu você? Ainda zangada com Ash, por ter aberto a porta e nos deixado entrar?
A voz dela veio cheia de frustração:
— Como pode você deixar uma decisão dessas nas mãos dele?
— Mas já lhe expliquei isso, Ripley — repetiu Dallas, pacientemente. — Foi minha a decisão de trazer Kane para dentro, não... Ou você se refere à decisão de conservar a carcaça da criatura alienígena?
Ela assentiu:
— Sim. É tarde agora para discutir a história da câmara de descompressão. Posso ter errado naquilo. Mas guardar esse ser a bordo, vivo ou morto, depois do que fez com Kane!
Ele tentou amolecê-la.
— Não sabemos com certeza que tenha feito mal a Kane. Exceto botá-lo desacordado. Segundo todas as leituras não há nada de errado com ele. Quanto a guardar a coisa a bordo, eu apenas comando a nave. Sou um simples piloto.
— Você é o capitão.
— Um título de última instância, que nada significa em situações específicas. Parker pode revogar uma ordem minha num ponto qualquer de engenharia. No que diz respeito à divisão de ciência, Ash tem a última palavra.
— E por que é assim? — Ripley parecia, agora, mais curiosa que amarga.
— E não é tudo assim? Ordens da Companhia. Leia o regulamento.
— Desde quando tal procedimento é padrão?

Ele começava a ficar exasperado.

— Vamos, Ripley, isto não é uma nave de guerra. Você sabe tão bem quanto eu que norma aqui é tudo o que lhe dizem que faça. Isso inclui a autonomia dos diversos departamentos, como o de ciência. E se a coisa fosse diferente, não estou certo de que teria aceitado o posto.
— Por quê? Visões de bônus de descobertas desfeitas diante do espectro de um morto?
— Você sabe que isso não é verdade. Não há bônus grande bastante que se barganhe por uma vida como a de Kane. Mas é tarde. Aqui estamos, e aconteceu. Escute, não seja tão severa comigo. Apenas transporto carga para viver. Se quisesse ser um explorador e andar por aí à caça de bônus por descobrimentos, teria ido para o Corpo Rim. E já teria a cabeça arrebentada pelo menos uma dúzia de vezes. Quanto à glória... não, obrigado. Não me interessa mesmo. Quero é meu oficial de volta.
Ela não disse nada dessa vez. Permaneceu sentada por vários minutos. E quando falou, já não tinha amargura na voz.
— Você e Kane já voaram juntos muitas vezes?
— O bastante para nos conhecermos um ao outro.
Dallas conservara a voz neutra e tinha os olhos em seu console.
— E Ash?
— Vai recomeçar com isso? — deu um suspiro. Não havia para onde fugir. — O que quer saber com referência a Ash?
— O mesmo. Você disse que conhece Kane. Conhece Ash? Já voou com ele antes?
— Não. — Coisa que não preocupava Dallas de nenhuma maneira. — É a primeira vez. Fiz cinco jornadas, longas e curtas, com outro oficial de ciência. Então, dois dias antes de deixarmos Thedus, eles o substituíram por Ash.
Ela o encarou vitoriosamente.
— E daí? O que quer provar? Também substituíram meu antigo oficial de segurança por você.
— Não confio nele, Dallas.
— Atitude muito certa num oficial de segurança. Quanto a mim... acho que não confio em ninguém. — Era tempo, pensou, de mudar de assunto. Tanto quanto observara, Ash era oficial correto, se bem que se formalizasse sempre que o grupo procurava confraternizar. Mas a familiaridade não era de rigor em viagens nas quais as pessoas passavam a maior parte do tempo na narcose do hipersono, exceto ao embarcar e desembarcar. O homem fazia sua parte, e Dallas pouco se importava com sua personalidade. Até então, não tivera motivo para duvidar da competência dele.

— Por que os reparos são tão lentos? — perguntou a Ripley.
Ela consultou o cronômetro e fez alguns cálculos mentais. — Tudo deve estar pronto. Só será preciso ir com um pente fino agora, ver se tudo funciona mesmo como deve.
— Por que não me disse antes?
— Porque haverá, ainda, uma infinidade de pequenas coisas por fazer. Caso contrário, já teriam dito alguma coisa no intercomunicador. Escute: você acha que estou protegendo Parker? Parker entre todas as pessoas do mundo?
— Não. Mas o que falta fazer?
Ela interrogou seu console.
—B e C ainda estão cegos. Nesses dois deques, os examinadores estouraram e têm de ser inteiramente substituídos.
— Os deques B e C não me interessam a mínima. Não quero vê-los, estou cansado de saber como são. Alguma outra coisa?
— Os sistemas de energia de reserva estouraram pouco antes de descermos. Lembra-se do problema com as secundárias?
— Mas os condutos principais foram consertados?
Ela concordou de cabeça.
— Então essa história de sistemas de reserva é bobagem. Podemos sair daqui sem isso, mergulhar no hipersono, viajar de verdade ao invés de plantados indefinidamente neste planetóide infame.
— Mas será uma boa idéia? Quero dizer: decolar sem reservas sem as secundárias consertadas?
— Talvez não seja. Mas quero sair daqui, e quero sair já. Investigamos aquele pedido de socorro e não há ninguém para salvar aqui. Exceto, agora, Kane. Que a Companhia envie uma expedição equipada apropriadamente, e essa expedição fará em torno daquele casco as investigações ou as escavações necessárias. Não é para isso que nos pagam. Cumprimos os regulamentos vigentes, agora chega. Vamos botar este passarinho para voar.

Ocuparam, em seguida, suas posições regulares na ponte. Kane e o alienígena morto estavam esquecidos. Tudo estava esquecido, exceto a rotina de decolagem. Eram, agora, uma unidade. Animosidades pessoais, opiniões individuais, tudo cedia em face do desejo de tirar o rebocador do solo e botá-lo de novo no espaço aberto e claro.

— Propulsão primária ativada — anunciou Ash. Estava de volta da enfermaria e entregue às suas tarefas de rotina.
— Confere — disse Lambert.
— As secundárias ainda não funcionam, capitão — disse Ripley, franzindo o cenho à leitura vermelha que surgira no console superior.
— Sim, eu sei. Navegadora, estamos prontos?

Lambert estudou seus painéis.

— Reentrada em órbita computadorizada e entrada. Estou conferindo posições com a refinaria neste momento. Levará apenas um segundo. Pronto — apertou vários botões em seqüência e vários números acenderam-se por cima da cabeça de Dallas.
— Muito bem. Faremos correções, se for o caso, em vôo. Alerta para decolagem.
Envolvido pela poeira girante, o Nostromo começou vibrar. Um rugido imenso se elevou acima dos estrondos surdos da tempestade, e ecoou por aquelas vastidões de lava, partindo colunas hexagonais de basalto. 
— A postos — disse Ripley.
Dallas olhou para Ash:
— Como se comporta a nave?
O oficial de ciência consultou seus medidores.
— Tudo funciona. Por quanto tempo, não posso dizer.
— Bastará para nos tirar daqui — disse Dallas. E no intercomunicador: — Parker, como lhe parecem as coisas, aí de trás? Acha que podemos ir sem propulsão profunda?

Se não fossem capazes de vencer a gravidade na propulsão primária, teriam de usar a hiper para entrarem em órbita. Isso Dallas sabia. Mas um segundo ou dois de hiper- propulsão os lançaria completamente fora daquele sistema. O que implicava em relocalização e na perda de um tempo precioso de vigília para novos alinhamentos com sua carga. E tempo de vigília representava consumo de ar. Minutos eram iguais a litros. O Nostromo poderia continuar a reciclar seu pequeno suprimento de ar respirável apenas por determinado tempo. Quando seus pulmões começavam a rejeitá-lo, tinham de voltar aos congeladores, quer tivessem encontrado a refinaria quer não.
Dallas pensava nessa gigantesca refinaria flutuante e procurava imaginar quanto tempo levariam para pagar o preço dela com seus modestos salários.
A resposta de Parker foi animadora, se bem que não chegasse a encorajar.

— OK. Mas lembre-se de que os reparos que fizemos foram meros remendos. Só no estaleiro será possível fazer os definitivos.
— Você acha que a nave se agüenta?
— Deve agüentar, a não ser que, na subida, encontremos excesso de turbulência, que poderá estourar as novas células.
Isso foi tudo o que a Mãe disse. Nós não poderemos consertá-las de novo.
— Vá com cuidado, então — disse Brett, do seu contato, no cubículo da engenharia.
— Entendido, Brett. Vamos ter cuidado aqui na ponte. O que temos a fazer é atingir zero depois engrenar a hiperpropulsão até o Sol. Aí as porcarias das células podem pipocar o quanto quiserem. Mas até levantarmos a traseira disto aqui e sairmos de órbita, elas têm de ficar intactas nem que você tenha de segurá-las com as mãos.
— Faremos o que pudermos — disse Parker.
— Entendido. Ponte desligando.

Dallas voltou-se para a oficial de segurança do Nostromo. Ripley substituía o incapacitado Kane.

— Leve-nos cem metros para cima e recolha as pernas de aterrissagem — e voltando toda sua atenção para o console: — Cuidarei para que a nave fique firme.
— Cem para cima — Ripley acionou alguns controles.

O trovão se intensificou lá fora e o rebocador ergueu-se da superfície crestada, polida de vento e poeira em suspensão. A nave subiu uma centena de metros, e a poeira dançou, confusamente, abaixo dela. Os maciços pilares que haviam sustentado toda aquela massa dobraram-se, então, obedientes, debaixo do ventre de metal.
Uma batida surda ecoou na ponte, confirmando os dados fornecidos pelos computadores.

— Pernas recolhidas — disse Ripley. E depois: — Fechando placas — e as placas de metal deslizaram sobre as pernas, selando-as hermeticamente, deixando fora partículas de poeira e de atmosfera.
— A postos — disse Ash.
— OK, Ripley. Kane não está conosco, o show é seu. Ponha-nos em órbita.

Ela acionou uma dupla alavanca no console do oficial executivo. O ruído lá fora era ensurdecedor, embora não houvesse na superfície desolada ninguém capaz de escutá-lo e pasmar com a inteligência da humanidade. Inclinado ligeiramente para cima, o Nostromo começou a mover-se.

— Ligando os Gs — anunciou ela, apertando vários botões adicionais. — Aí vamos.
Apontando para o céu, e com velocidade crescente, a nave deu partida e foi em frente. Ventos fortíssimos envolveram-na, resvalaram pela sua pele curtida, rude, de liga metálica, mas nem lhe retardaram a marcha nem lhe alteraram o curso.
A atenção de Lambert fixara-se num único instrumento.

— Um quilômetro e subindo. Curso correto. Inserção em órbita em cinco ponto três dois minutos.
"Se" — acrescentou consigo mesma — "não nos desintegrarmos antes disso."
— Parece que vai dar — disse Dallas, vendo duas linhas convergirem e se confundirem no seu console. — Ligar gravidade artificial.

Lambert torceu um comutador. A nave pareceu tropeçar. O estômago de Dallas protestou, e a gravidade daquele pequeno mundo retrocedeu cedendo lugar a um empuxo gigantesco, implacável.

— Ligada — disse Lambert. E suas entranhas se acomodaram outra vez.
O olhar de Ripley dançava de um mostrador paia outro. Uma pequena discrepância apareceu numa leitura, c ela se deu pressa em corrigi-la.
— Leituras de empuxo conflitantes. Alterando o vetor agora.
Ela virou uma chave e observou com satisfação quando a agulha voltou vagarosamente para o lugar correto.
— Compensação efetuada com êxito. Tudo normal, agora.
Dallas começava a crer que realizariam seus propósitos sem maiores problemas, quando um violento tremor sacudiu a ponte. Vários objetos foram lançados longe e a tripulação ficou em polvorosa. Mas durou apenas um instante. E não se repetiu.
— Que diabo foi isso? — indagou o capitão. Como que em resposta, o intercomunicador avisou que ia falar.
— É você, Parker?
— Sim. Temos dificuldades aqui.
— Sérias?
— A quadra de estibordo está aquecendo demais. Julgue por si mesmo.
— Você é capaz de resolver isso?
— Está brincando? Vou é desligar o troço.
— Compensando de novo, empuxo desigual — disse Ripley solenemente.
— Veja se nos agüenta até passarmos duplo zero — disse Dallas.
—E o que pensa que estamos tentando fazer aqui atrás? — E o intercomunicador desligou.

Uma pequena mudança no ronco dos motores fez-se perceptível na ponte. Ninguém olhou para o vizinho, com medo de ver os próprios temores refletidos nele.
Movendo-se mais devagar, mas ainda sem esforço através de nuvens borbulhantes, o Nostromo prosseguiu sua marcha ao encontro da refinaria que deixara em órbita.
Em contraste com a relativa calma da ponte, a casa de máquinas era cenário de uma atividade frenética. Brett se enfiara de novo num tubo dos grandes, suando e desejando estar alhures.

— Descobriu o que foi? — perguntou Parker.
— Acho que sim. É a miserável poeira de novo, que entope os orifícios de entrada. Agora é o número dois que começa a esquentar demais.
— Pensei que já tínhamos desligado esse lixo.
— Eu também pensei. Uma tela deve ter caído outra vez. Esses motores são extremamente delicados.
— Não foram feitos para atravessar tempestades desse tipo, com ventos carregados de partículas — disse Parker. — Veja se mantém a coisa por mais dois minutos, e estaremos salvos.

Mas um segundo tremor sacudiu a ponte. Cada um fixou seu próprio console. Dallas pensou em interrogar a engenharia, mas desistiu. Se Parker tivesse alguma coisa a dizer, usaria o intercomunicador.

"Vamos, vamos" — urgia ele, consigo mesmo. — "A nave tem de subir." Prometia-se que, se Parker e Brett conseguissem manter as primárias funcionando por mais uns dois minutos, ele lhes daria os bônus integrais que viviam a reclamar. Mas um mostrador em seu console lhe indicava que a atração gravitacional caía rapidamente.

Mais um minuto — suplicou aos deuses, acariciando com a mão, inconscientemente, a parede mais próxima. Mais um miserável minuto.





O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 15) [ Download ]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Blade Runner Sketchbook
































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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Propsummit

















O maior fórum de fãs do filme Blade Runner, Propsummit.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Blade Runner - Cena não exibida


Cena não aproveitada com o vice-presidente sênior da Tyrell Corporation no vidphone com Deckard.

Do site www.ridleyville.com