terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Frankenstein Unbound - Brian W. Aldiss.



No século 21, o uso de armas nucleares abalou a ordem natural do universo. Espaço e tempo começaram a flutuar, e regiões inteiras podem ser transportadas para o futuro ou para o passado. Pego em um desses deslocamentos, Joe Bodenland, o narrador, de repente encontra-se (juntamente com o seu carro movido a energia nuclear) com Mary Shelley e Lord Byron e Bodenland se lança em uma investigação sobre a vida de Frankenstein. Subtramas incluem o amor intenso de Bodenland por Mary Shelley, e debates filosóficos com Percy Shelley, Byron, e claro, o moderno Prometeu.
Uma mistura divetida de história, suspense e ficção científica.



Frankenstein Unbound - Brian W. Aldiss (EPUB/PDF/MOBI/LIT/DOCX) [ Download ]

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Planet of the Apes as American Myth - Race, Politics, and Popular Culture




Contents    
Foreword
Preface
Introduction    
       
One
Planet of the Apes    
Two
Return to the Planet of the Apes    
Three
Urban Riots and Ape Revolution    
Four
"Ape Has Killed Ape"    
Five
Conclusion: Television, Comics, Toys and Comebacks    
Afterword: Beyond the Planet of the Apes    
Notes    
Filmography    
Bibliography    
Index    





 Planet of the Apes as American Myth -  Race, Politics, and Popular Culture - Eric Greene [ Download ]

Planeta dos Macacos


Se você gosta de Planetas dos Macacos, não pode deixar de conhecer este excelente arquivo, uma vasta coleção de revistas, quadrinhos, vídeos e artigos sobre o filme, do site Hunter's Planet of the Apes.





domingo, 29 de janeiro de 2012

Alien Makers

Depoimentos, fotos, vídeos, lembranças incríveis daqueles que trabalharam em Alien (1979).







































sábado, 28 de janeiro de 2012

O Oitavo Passageiro (Parte 25)






 XIII


— Um robô... Um miserável robô! — dizia Parker, que ainda tinha na mão o rastreador. Nenhum sangue o maculara.

Aparentemente, havia áudio-censores localizados no corpo tanto quanto na cabeça, porque a forma poderosa voltou-se imediatamente ao som da voz de Parker e começou a avançar contra ele. Levantando o rastreador, o engenheiro golpeou com ele o ombro de Ash, depois de novo e de novo, mas sem qualquer efeito. O braço do boneco o envolvera num amplexo que nada tinha de afetuoso. Depois as mãos acharam-lhe o pescoço e apertaram com força inumana.

Ripley, que se recuperara, procurava uma arma. Achou um dos velhos tubos elétricos, com que tinham pensado 'picar' o alienígena. Viu que sua carga estava intacta.
Lambert agarrara-se às pernas de Ash, procurando derrubar a máquina. Fios descobertos continuavam a brotar do toco do pescoço aberto. Ripley enfiou a ponta da vara naquela maçaroca. Os olhos de Parker já vidravam, e de sua garganta saíam sons inarticulados, resfolegantes.

Tendo achado um nó grosso de circuitos, Ripley enterrou nele a ponta da vara e disparou. Ash titubeou e suas mãos pareceram fraquejar um pouco no pescoço de Parker. Ripley retirou a arma, ajustou-a diferentemente e disparou de novo, para baixo.
Fagulhas azuis surgiram do toco de pescoço. Ela insistiu, apoiou no gatilho. Houve um grande clarão e o cheiro de material isolante queimado.

Ash tombou. Com o peito a arfar, Parker rolava pelo soalho, tossindo e cuspindo muco. Depois, olhou a forma, agora imóvel, do humanóide.
— Porcaria! Porcaria de máquina da Companhia!
Furioso, levantou-se e pôs-se a chutar o metal. Que não reagiu. Jazia inerte, inocente, pacificado, no deque.
Lambert olhou, confusa, para Parker e Ripley.
— Alguém poderá ter a bondade de me dizer o que está acontecendo?
— Há só um modo de descobrir — disse Ripley. Depondo cuidadosamente o tubo e sua carga elétrica, mas vendo que estava à mão em caso de necessidade, aproximou-se do corpo.
— O que vai fazer? — perguntou Lambert.
Ripley olhou para Parker, que fazia massagens no pescoço.
— Vamos ligar a cabeça outra vez. Penso que queimamos o sistema locomotor do torso, mas cabeça e memória devem funcionar, se alimentadas. Ele vinha protegendo o alienígena desde o começo. Tentei avisar vocês — e fez um gesto na direção do cadáver. Pois era difícil pensar em Ash, um colega de tripulação, como uma outra peça do equipamento.
— Ele o fez entrar, lembram-se?, contra o regulamento. — Ripley tinha uma expressão estranha ao dizer isso. Continuou: — Usava a vida de Kane como desculpa, mas nunca se interessou por Kane. Deixou que aquela coisa crescesse dentro dele, sabia o que estava acontecendo. E foi ele quem apertou o sinal de emergência para salvar a criatura.
— Mas por quê? — Lambert, por mais que tentasse, não conseguia organizar todos esses disparates na cabeça.
— Estou apenas supondo. Mas quero crer que, se puseram um robô a bordo como membro da tripulação sem aviso, foi porque desejavam um observador escravo nesta nave para relatar-lhes, na volta, tudo o que se tivesse passado.
— Quem designa o pessoal para as naves? — perguntou a Lambert. — Quem faz mudanças de última hora, como, por exemplo, trocar o oficial de ciência? Qual seria a única entidade capaz de colocar um robô na tripulação? Para o fim que fosse, não importa?
Lambert não estava mais confusa.
— A Companhia.
— Muito bem — Ripley sorriu amargamente. — A Companhia deve ter captado as transmissões da nave sinistrada. O Nostromo era apenas a primeira nave escalada para aquele quadrante do espaço. Ash foi posto a bordo para controlar as coisas para eles, e para garantir a execução por nós, que a ignoramos, da ordem especial n.° 937. Pelo menos é assim que a Mãe a chama.
— Se nada resultasse da visita à nave sinistrada, Ash lhes diria isso. E nós jamais ficaríamos sabendo de coisa nenhuma. Se, ao contrário, valesse a pena, então a Companhia saberia do que precisava antes de enviar uma equipe de exploração cara e bem equipada. Uma simples questão de garantir o maior lucro possível e reduzir ao mínimo as despesas. Nada de dramático.
— Muito bonito — disse Parker. — Até aí tudo bem. Diga-me agora como emendar esse filho da mãe outra vez — e cuspiu no corpo de Ash.

Ripley já pusera a cabeça de Ash em cima de um balcão e ligara-lhe um fio, tirado da tomada mais próxima ao cozinheiro automático. A cabeça não protestara.
— Temos de descobrir se nos escondem mais alguma coisa — disse. — Concordam?
Parker concordou com relutância.
— Está bem. Deixe-me, porém, fazer isso.

Num minuto estava às voltas com os fios e ligações da nuca de Ash, debaixo da peruca. Quando as pálpebras do oficial de ciência começaram a tremer, Parker grunhiu de satisfação e parou.
Ripley se curvou sobre aquela espécie de estátua jacente.
— Ash, você me ouve?
Nenhuma resposta. Ela consultou Parker com o olhar.
— Olhe, a ligação de circuitos está em boa ordem. Quanto à energia, ajusta-se automaticamente. A não ser que alguns circuitos cruciais tenham sido interrompidos quando a cabeça bateu no chão, ele deve responder. As células de memória e os componentes verbo-visuais são acondicionados com grande economia de espaço nesses modelos mais sofisticados. Eu contava que ele falasse.
Ela tentou de novo.
— Você me ouve, Ash?
Uma voz familiar, e não muito distante, soou no salão.
— Sim, posso ouvi-la.
Era difícil para Ripley dirigir-se assim a uma cabeça separada do corpo. Esta, tanto quanto ela sabia, era apenas parte de um maquinismo, como a válvula dos rastreadores. Acresce que ela servira por muito tempo com Ash.
— O que significa Ordem Especial 937?
— Divulgá-lo é contra os regulamentos e contra a minha programação interna. Você sabe que não posso fazê-lo.
Ela se endireitou.
— Muito bem. Então de nada adianta continuar a falar. Parker, corte os circuitos.

O engenheiro estendeu a mão para os fios e Ash reagiu com tal presteza, que provou a integridade dos seus circuitos cognitivos:

— Em suma, as ordens que recebi foram as seguintes.
As mãos de Parker permaneceram ameaçadoras, prontas a interromper a corrente.
— Disseram-me que reorientasse o Nostromo ou cuidasse para que sua tripulação modificasse seu curso primitivo, a fim de captar o sinal. Programasse a Mãe para tirá-los do hipersono e programasse a memória dela para contar-lhes a mentira de um pedido de socorro. Especialistas da Companhia já sabiam que se tratava de um sinal de alerta e não de um pedido de socorro.
As mãos de Parker se fecharam de raiva.
— Quanto à fonte do sinal — continuou Ash —, tínhamos a missão de investigar uma forma de vida quase certamente hostil, segundo o que os especialistas da Companhia depreenderam da transmissão; e trazer de volta um espécime para exame e verificação de eventuais aplicações comerciais. Usando a máxima discrição, naturalmente.
— Naturalmente — glosou Ripley arremedando o tom neutro da máquina. — Isso explica muita coisa. Pois fomos mandados nós, pobres diabos, e não uma valiosa equipe de exploração.
Parecia satisfeita, embora não entusiasmada, por ter levantado toda a trama que se escondia por detrás das palavras inócuas de Ash.
— A importação para qualquer mundo habitado, sobretudo a Terra, de uma forma de vida alienígena é estritamente proibida. Fazendo parecer que nós, simples tripulantes de um obscuro rebocador, a encontramos por acaso no caminho, a Companhia dispunha de um meio de vê-la chegar à Terra 'acidentalmente*. Nós outros poderíamos ser postos na cadeia. Mas alguma coisa teria de ser feita com a inocente criatura. Naturalmente, os cientistas da Companhia se mostrariam dispostos, magnanimamente, a tirar o perigoso hóspede das mãos dos funcionários da alfândega, com umas poucas e judiciosas propinas distribuídas com a necessária antecedência para garantir a transação.
— Com alguma sorte, poderíamos, nós também, nos beneficiarmos da magnanimidade dos nossos senhores. A Companhia pagaria fiança e cuidaria de nós logo que as autoridades policiais se convencessem, ou fossem convencidas, de que éramos tão estúpidos quanto parecíamos. E fomos. E fomos!
— Por quê? — quis saber Lambert. Por que você não nos avisou? Por que não nos disse, ou não nos disseram, onde íamos nos meter?
— Porque vocês poderiam recuar — explicou Ash, com a mais fria lógica. — A política da Companhia precisava da cooperação de todos. O que Ripley disse sobre a 'honesta ignorância' da tripulação como fator essencial na inevitável confrontação com a autoridade alfandegária é correto.
— Você e essa miserável Companhia! — resmungou Parker. — E as nossas vidas, homem?
— Homem, não — corrigiu Ash. — Quanto às suas vidas, temo que para a Companhia fossem, sejam, sacrificáveis. Preocupavam-se sobretudo com a forma alienígena de vida. Esperava que vocês a capturassem e conservassem viva, e sobrevivessem, para receber seus bônus ao fim; mas isso, estou certo, era consideração secundária. A escolha não foi pessoal. Uma questão de sorte — ou de azar — só isso.
— Que pensamento confortador! — exclamou Ripley. Pensou um momento e acrescentou: — Você já nos disse que nosso propósito, ao vir até esse mundo remoto, era "investigar uma forma de vida, quase certamente hostil". E que os peritos da Companhia sabiam que aquele sinal era de alerta e não de socorro.
— Sim — respondeu Ash. — Sim. Era muito tarde, segundo determinaram os tradutores, para que um pedido de socorro pudesse ter qualquer utilidade. O sinal era, em si mesmo, específico, alarmante!
— A nave que encontramos descera no planeta no curso de uma exploração rotineira. Como Kane, encontraram um ou mais dos ovos, ou esporos, do alienígena. A transmissão não disse se tiveram tempo de determinar se os esporos são originários do planetóide ou se migraram para lá de algum outro lugar.
— Antes que fossem dominados, conseguiram montar o mecanismo de alerta, a fim de evitar que os tripulantes de outras naves tivessem o mesmo destino. De onde quer que tivessem vindo, eram gente nobre. Esperemos que a humanidade retome contacto com eles em circunstâncias mais propícias.
— Pois são gente melhor que muitos que eu poderia nomear — disse Ripley, com a boca seca. — E o alienígena que temos a bordo? Como matá-lo?
— Os exploradores que tripulavam a nave sinistrada eram maiores e, possivelmente, mais inteligentes do que os humanos. Não creio que vocês possam matá-lo. Mas talvez eu seja capaz disso. Não sou orgânico, o alienígena não vê em mim um perigo potencial. Nem uma fonte de alimento. Sou, também, consideravelmente mais forte do que qualquer de vocês. Eu talvez seja páreo para o alienígena. Só que não estou, no momento, na minha melhor forma. Se vocês simplesmente substituírem...
— Você tentou, Ash, tentou brilhantemente — interrompeu Ripley, abanando a cabeça de um lado para outro. — Mas é inútil.
— Idiotas! Ainda não sabem o que têm pela frente! O alienígena é um organismo perfeitamente organizado, soberbamente estruturado, espertíssimo e violento. Com as limitadas capacidades de vocês, não têm nenhuma chance contra ele.
— Meu Deus! — fez Lambert, olhando estupidamente para a cabeça falante. — A gente tem de admirar essa criatura danada!
— Como não admirar a simetria que ela apresenta? Um parasita entre uma espécie e outra, capaz de viver de qualquer outra forma de vida que respire, seja qual for a atmosfera em causa. Capaz de jazer sem acordo nem movimento por períodos indefinidos, e em circunstâncias as mais hostis. Seu único propósito é reproduzir-se, isto é, fazer outros da mesma espécie, o que consegue com suprema eficiência. Não existe nada na experiência da humanidade que se compare a isso...
—  Os parasitas que o homem está acostumado a combater são mosquitos e artrópodos infinitesimais. Coisas dessa ordem. Esta criatura está para eles em selvageria e eficácia como o homem está para o verme em inteligência. Não se pode sequer imaginar como lidar com ela.
— Chega. Já ouvi bastante dessa lenga-lenga — disse Parker. E pôs a mão no fio. Mas Ripley o deteve com um gesto.
— Você nos pertence, Ash. É complementação nossa. Você não é apenas um instrumento cego da Companhia. É o meu oficial de ciência.
— Vocês me deram inteligência. Com o intelecto vem a inevitabilidade da escolha. Sou leal apenas à verdade. Uma verdade científica exige beleza, harmonia e, acima de tudo, simplicidade. O problema tal como está posto, isto é, vocês contra o alienígena, produzirá uma única e elegante solução. Só um de vocês sobrevivera.
— Imagino que isso nos coloque, a nós humanos, no nosso lugar, não é? Diga-me uma coisa, Ash. A Companhia esperava que o Nostromo atracasse de volta só com você e o alienígena a bordo, é isso?
— Não. Honestamente, eu esperava que vocês sobrevivessem e dominassem o alienígena. Os altos funcionários, da Companhia simplesmente ignoravam quão perigosa e hábil era a forma de vida a capturar.
— O que pensa que vai acontecer à chegada, supondo que estejamos todos mortos, e o alienígena, ao invés de dominado, senhor desta nave?
— Não sei dizer. Há uma possibilidade muito boa de que o alienígena infecte a turma de abordagem e quaisquer outros viventes com que se ponha em contacto antes que tomem consciência da enormidade do perigo que ele representa e tomem medidas para conjurar esse perigo. Mas aí talvez seja tarde demais.
— Milhares de anos de esforços não permitiriam ao homem livrar-se de outros parasitas. E jamais teve de ha- ver-se com um tão adiantado. Imaginem vários bilhões de mosquitos a funcionar em uníssono em contacto inteligente uns com os outros. Teria a humanidade qualquer chance?
— Naturalmente, se eu estiver lá, e funcionando, quando o Nostromo atraque, posso informar à equipe de recepção do que os espera, e dizer-lhes como proceder com segurança contra a criatura. Destruindo-me, vocês arriscam libertar na Terra uma praga terrível!

Houve silêncio no cassino dos oficiais, mas não por muito tempo. Parker falou primeiro:

— A humanidade, representada pela Companhia, não parece dar nada pelas nossas vidas. Correremos, então, nossos próprios riscos contra o alienígena. Pelo menos sabemos onde ele está — e olhando para Ripley: — Nenhuma praga poderá incomodar-me quando eu já não estiver por lá. E eu digo: desliguemos isso.
— De acordo — disse Lambert.
Ripley deu a volta à mesa e começou a desligar o fio.
— Uma última palavra — disse Ash, depressa: — Um testemunho, se assim quiserem.
Ripley hesitou.
— O que é?
— Talvez a criatura seja deveras inteligente. Talvez vocês devam comunicar-se com ela.
— Você se comunicou?
— Deixem que minha cova guarde pelo menos alguns segredos.
Ripley puxou o fio.
— Até logo, Ash.
E voltou sua atenção da cabeça emudecida para seus companheiros.
— Quando se trata de escolher entre parasitas, prefiro o que não mente. Além disso, mesmo que não seja possível derrotar o alienígena, podemos morrer satisfeitos, sabendo que ele irá ferrar as unhas em alguns tecnocratas da Companhia...

Ela estava sentada diante do console do computador central, no anexo principal da Mãe, quando Parker e Lambert foram ter com ela, mais tarde. Falou-lhes com desânimo.
— Ash estava certo quanto a uma coisa. Não temos de fato muita chance — e indicando uma leitura no console: — Resta-nos menos de doze horas de oxigênio. Então tudo estará acabado.
Parker olhou para o chão.
— Ligar Ash de novo será uma forma mais rápida ainda de suicídio. Oh, estou seguro de que ele tentaria controlar o alienígena. Disso não tenho dúvida. Mas não nos deixaria vivos. Essa é uma ordem da Companhia que ele não nos comunicou. Mas como contou todo o resto, não nos poderia deixar livres para denunciar no porto, às autoridades, o que a Companhia planejou — e, com um sorriso: — Ash era um engenho leal à Companhia.
— Não sei o que pensam vocês dois, mas prefiro morrer sem dor, tranqüilamente. Não me agradam as alternativas disponíveis — disse Lambert.
— Ainda não chegamos lá.

Lambert mostrou aos outros um cartãozinho com pílulas. Ripley reconheceu os comprimidos suicidas pela cor vermelha e pela caveira e os nós cruzados.
— Não! Huh! Você se deixou convencer por Ash. Eu lhe digo que não chegamos a esse extremo. Ele disse que era quem tinha a melhor chance de lidar com o alienígena. Mas é ele que está em pedaços no cassino, não nós. Temos uma saída: fazer explodir a nave.
— Mas é essa a sua alternativa? — disse Lambert. — Prefiro meus comprimidos, se você permite.
— Não, não. Lembra-se do que você mesma propôs antes, Lambert? Sairíamos para o módulo, abandonando a nave. Levaríamos conosco o ar remanescente em tanques portáteis. O módulo tem suas próprias reservas. Com o ar extra, há uma possibilidade de alcançarmos as rotas principais do espaço e de sermos salvos. Talvez estejamos respirando o nosso próprio gás carbônico quando isso acontecer, mas é uma possibilidade. E isso liquidaria o alienígena.
Todos se calaram, pensando. Parker levantou os olhos primeiro e assentiu.
— Gosto mais disso que de veneno. E gosto de ver pelos ares algo que pertence à Companhia. Vou começar a transferir o ar para garrafões.
Supervisou efetivamente, a transferência do ar comprimido dos principais tanques do Nostromo para pequenas caixas portáteis que pudessem levar no módulo.
— É tudo? — perguntou Ripley, quando o engenheiro se recostou, exausto, num umbral.
— É tudo o que podemos levar — disse, mostrando com um gesto os bujões enfileirados. — Talvez não pareça muita coisa, mas é ar sob pressão. Altamente comprimido. Dar-nos-á literalmente uma pausa para tomar fôlego... — e riu-se.
— Magnífico. Vamos reunir provisões, ligar os motores e cair fora. Com Jones, naturalmente. Por onde anda Jones?
— Quem sabe? — disse Parker. A última coisa que o interessava era o paradeiro do gato de bordo.
— Da última vez que o vi — disse Lambert — estava andando pelo refeitório cheirando o corpo de Ash.
— Vá ver. Não podemos deixá-lo. Ainda temos suficiente humanidade para isso.
Lambert olhou desconfiada para a amiga.
— Não. Nada feito, não vou a lugar nenhum desta nave sozinha.
— E eu sempre odiei o presunçoso animal — disse Parker.
— Não importa. Vou eu — disse Ripley. — Vocês embarquem o ar e a comida.
— Muito bem — concordou Lambert. E ela e Parker apanharam bujões de oxigênio e levaram-no para o módulo. Ripley correu à sala comum.

Não teve de procurar o gato. Depois de revistar a sala, com o maior cuidado para não esbarrar na forma decapitada de Ash, subiu à ponte. E deu com Jones imediatamente. Estava em cima do console de Dallas, cuidando da toalete com ar enfadado.
Ela sorriu.
— Jones, você é um gato de sorte.
Aparentemente, o gato discordava. Quando quis pegá-lo, pulou longe e pôs-se a andar lambendo os pêlos. Ela curvou-se, seguiu-o, adulando-o com a entonação da voz e com carícias.
— Vamos, Jones. Não se faça difícil. Não agora. Os outros não vão esperar por você.






O Oitavo Passageiro (Parte 25) [ Download ]

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Esboços de um clássico

Em 1979, um diretor de comerciais fez diversos filmes para uma campanha da Chanel. Tinha um processo lento, noir, incluindo uma femme fatale. Na época, os telespectadores não tinham como saber que eles estavam olhando para um projeto visual que seu criador havia começado a trabalhar.





Muito menos o que viria a surgir a partir disso...


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Audio books A.E.Van Vogt



Sincerelyours...Vários livros disponíveis para baixar e ... ouvir. Tem coisa melhor?

Isso nos leva a pensar, por que no Brasil não se investe em audio books...preguiça das editoras talvez?






quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Campanha: Eu quero um batmóvel !

Estamos pensando em iniciar em 2012 uma campanha para arrecadar fundos para o Capacitor Fantástico, qualquer quantia será aceita e todos aqueles que contribuirem poderão após conseguirmos juntar 150 mil dólares, dar uma volta no quarteirão conosco, com direito a uma ligação (local) no bat-fone.












Interessado? A espera é de somente 6 meses para a entrega. Mais informações, Fiberglass Freaks.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Adaptação de 'The Machine Stops' - E.M.Forster


"Imagine, se puder, um quarto pequeno, em forma hexagonal, como a célula de uma colméia de abelha. Está iluminado, não por uma janela nem por uma lâmpada, no entanto, é preenchido com um brilho suave. Não há aberturas para ventilação, mas o ar é fresco. Não há instrumentos musicais, mas esta sala é latejante com sons melodiosos. Uma poltrona no centro, e na poltrona lá fica uma mulher de verdade, com um rosto branco como um fungo. É dela este pouco espaço..."




The Machine Stops - E.M.Foster [ Download ]

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Drex Files

Blog do designer gráfico Doug Drexler com trabalhos no universo Trek e séries SCI-FI. Além de ilustrações suas e de seus colegas de Hollywood, oferece diversas imagens dos sets de filmagens.
























domingo, 22 de janeiro de 2012

Japanese Alien Documentary 1979

sábado, 21 de janeiro de 2012

O Oitavo Passageiro (Parte 24)





A sirene soou de novo, mais peremptória ainda, mais histérica — e com maior razão. Portas de emergência se fecharam automaticamente por toda a nave, a começar com as da seção arrombada. Parker e Ripley deveriam estar em segurança, selados numa porção hermética do corredor... exceto por uma coisa: a porta que os isolaria do vestíbulo da comporta apanhara um dos lança-chamas que jaziam por terra e ficara aberta.
O vento puxava Ripley, e ela buscava algo com que pudesse lutar contra ele, agüentar-se. Havia só o tanque remanescente. Levantou-o no ar tentando martelar com ele o outro cilindro, que obstruía a porta. Se um dos dois se partisse, o conteúdo seria derramado com terríveis conseqüências.
Mas, se ela não tentasse, a despressurização os mataria da mesma maneira.
A falta de ar já a enfraquecia. O sangue começou a sair pelo seu nariz e ouvidos.
A queda de pressão fazia também que os ferimentos de Parker começassem a sangrar outra vez.
Ela bateu pela última vez no cilindro que obstruía a porta, e ele pulou fora com a facilidade de um bebê que nasce. A porta, livre, bateu, e o uivo do vento se esvaiu ao longe. Mas o ar revolto continuou a girar em remoinho por vários minutos ainda.
Da ponte, Lambert vira as ameaçadoras leituras aparecerem no seu console:

QUILHA PERFURADA.
ESCUDOS E ANTEPAROS DE EMERGÊNCIA FECHADOS.

— Ash, providencie algum oxigênio. Encontre-me junto da comporta principal, na última das portas seladas.
— Entendido. Estou indo para lá.

Ripley conseguiu levantar-se vacilante. Lutava para respirar, no corredor quase esvaziado, praticamente sem atmosfera. Encaminhou-se para o cilindro de emergência. Havia um em cada seção dos corredores. Havia também um botão, que abria a porta, não a última, que fechara com tanta dificuldade, mas a penúltima, atrás da qual havia outra seção selada — e ar fresco.

Só no último instante percebeu com horror que se encaminhara para a outra direção e que a porta era a do vestíbulo arrombado e não a do corredor B! Virou-lhe as costas, procurou firmar-se, concentrar os pensamentos, e arrastou-se no rumo certo.
Levou ainda vários preciosos minutos a localizar o botão salvador. Os pensamentos que lhe passavam pelo cérebro eram ainda soltos e esgarçados, fugidios e sem consistência. Quebravam-se como óleo em cima d'água. O ar que lhe restava enevoava-se, ficava turvo, cheirava funereamente a rosas e lilases.

Achou o botão, apertou-o com força. A porta não se moveu. Então viu que comprimira um controle falso. Encostando-se contra o metal frio, tentando infundir alguma vida nas pernas que já não sentia, que se tinham tornado de borracha, procurou reunir energias para tentar de novo. Mas não havia muito ar de resto que pudesse usar...
Então um rosto surgiu na janela envidraçada, encaixada na porta. Distorcido, inchado mas familiar de certo modo. Parecia conhecê-lo de alguma outra vida, já remota. Alguém que se chamara Lambert tinha usado aquele rosto um dia. Estava cansada demais para pensar, e escorregou docemente para o chão.

Quando a superfície a que se apoiava faltou-lhe, teve um último pensamento, de raiva. Mas a porta desapareceu no recesso da parede e ela bateu com a cabeça no piso duro. Um grande sopro de ar puro, refrescante, roçou-lhe a face. A névoa começou a dissipar-se, e ela passou a ver de novo, mas só com os olhos, não com o cérebro ainda desoxigenado.

Uma buzina anunciou a normalização da pressurização interna no momento em que Lambert e Ash a alcançavam. O oficial de ciência correu em socorro de Parker, que desmaiara de novo, falto de ar, e que só aos poucos recobrou a consciência.
Os olhos de Ripley, muito abertos agora, funcionavam, mas o resto do seu corpo continuava desgovernado. Mãos e pés, pernas e braços, espalhavam-se no chão como membros de uma boneca de engonço, magra e não particularmente bem feita. O próprio fôlego vinha ainda em haustos, e dolorosamente.
Lambert depôs junto da amiga um dos tanques que trazia. Colocou a máscara transparente no nariz e boca de Ripley, e abriu a válvula. O capitão inalou. Um maravilhoso perfume encheu-lhe os pulmões. Seus olhos se fecharam, mas dessa vez de prazer. E ela se deixou ficar assim um bom momento, imóvel, a sugar em tragos profundos o oxigênio puro. O único choque para o seu sistema era de deleite.
Finalmente, empurrou com a mão o respirador artificial, e ficou por algum tempo ainda quieta, a respirar normalmente. A pressão fora de fato restaurada. E as portas que cortavam o corredor em porções herméticas se tinham aberto com a volta da atmosfera habitual. Sabia que a nave fora obrigada a valer-se dos seus tanques de reserva. E esse era o próximo problema que teriam pela frente — pensou.

— Você está bem? — perguntava Ash a Parker. — O que houve, afinal?
Parker removeu uma crosta de sangue coagulado do céu da boca, e tentou espanar as teias de aranha do cérebro.
— Acho que vou viver — disse. 'No momento, ignorava a segunda pergunta do oficial de ciência.
— O que aconteceu com o alienígena? — insistiu o outro.
Parker sacudiu a cabeça várias vezes, gemendo.
— Não o pegamos. A sirene soou, ele saltou para trás e fugiu pelo corredor. Mas a porta apanhou um braço dele ou o que seja. Como chamar essas coisas? O fato é que esse se safou, como se safam os lagartos, quando deixam o rabo para trás.
— E por que não o faria, com a capacidade que tem de regeneração? — perguntou Ash, retoricamente.
O engenheiro prosseguiu seu relato, infundindo às palavras a mesma frustração que sentia:
— Tínhamos o miserável nas mãos. Estava acabado — fez uma pausa. — Mas aí, quando escapou, sangrou por toda parte. O membro sangrou, acho. Espero em Deus que o coto tenha secado, cicatrizado, parado de pingar ácido. Terá sido nossa salvação. Porque o ácido roeu tudo por aqui. Foi ele que causou a despressurização — e apontou com dedo trêmulo para a porta fechada que separava do vestíbulo o resto do corredor.
— Você talvez possa ver daqui, pela escotilha, o rombo da comporta.
— Não importa agora — disse Ash. Depois levantou os olhos, intrigado.
— Mas quem acionou a sirene?
Ripley tinha os olhos nele.
— Explique-o você.
— O que quer dizer?
Ela fungou, removeu sangue do nariz.
— O alarme pode ter disparado automaticamente. Essa seria a explicação lógica não seria? Uma disfunção temporária? Uma infeliz coincidência?

O oficial de ciência levantou-se e olhou-a com as pálpebras quase abaixadas. Ela se certificara de que o cilindro remanescente de metano estava ao alcance da mão, antes de falar. Mas Ash não fez qualquer movimento em sua direção. Ela ainda não o entendia. Se era culpado, devia atacá-la agora, que estava fraca, e Parker pior ainda. Se era inocente, poderia ficar furioso e fazer o mesmo. Mas ele não fazia nada — e isso ela não previra. Pelo menos, porém, as primeiras palavras que proferiu em resposta eram previsíveis. Parecia mais zangado do que de hábito.
— Se você quer dizer alguma coisa, diga-a. Estou ficando farto de insinuações.
— Ninguém o acusa de nada.
— Não acusa? O diabo que não acusa! — e caiu num mutismo emburrado.
Ripley permaneceu calada por muito tempo, depois deu o incidente por encerrado.
— Leve-o para a enfermaria e ponha-o em boas condições outra vez. Pelo menos isso nós sabemos que o médico automático é capaz de fazer.

Ash ajudou o engenheiro a erguer-se, passou o braço direito de Parker pelo seu ombro, e ajudou-o a caminhar pelo corredor. Ash passou por Ripley de olhos baixos, evitando encará-la. Quando ele desapareceu com sua carga na primeira volta, Ripley levantou a mão. Lambert tomou-a, inclinou o corpo para trás e viu, consternada, que a outra não se mantinha de pé, que oscilava. Ripley, no entanto, sorriu, e dispensou apoio.
— Estou bem.
Limpou sumariamente as calças.
— Quanto oxigênio nos custou esse pequeno episódio? Vou precisar de uma leitura exata. Lambert não respondeu, continuou a fitá-la.
— Alguma coisa estranha nisso? — perguntou Ripley. — Por que me olha desse modo? As leituras de oxigênio não são mais de conhecimento público?
— Não se zangue comigo, vamos — disse Lambert, sem nenhum rancor. — Mas você o acusou há pouco. Você o acusou frontalmente de haver acionado o alarme para salvar o alienígena — e abanando a cabeça de incredulidade: — Por quê?
— Porque acho que ele mente. E se eu puder pôr as mãos nas gravações, provo isso.
— Prova o quê? Mesmo que pudesse provar que ele foi culpado pela sirene, não poderá provar que tenha havido dolo. Que não tenha sido um acidente.
— Curioso acidente, pois não? Estranho momento para esse acidente específico, não diria você? — Ripley calou-se, mas logo depois acrescentou tranqüilamente: — Você ainda pensa que eu esteja enganada, não é?
— Não sei — Lambert parecia mais cansada do que interessada em discutir. — Não sei mais nada. Sim, acho que devo dizer que você está errada. Errada ou louca. Por que iria Ash, ou qualquer pessoa, Ripley, proteger o alienígena? Ao invés de matá-lo, como ele matou Brett e Dallas. Se é que estão mortos.
— Obrigada. Sempre é bom saber com quem se pode contar.
Ripley virou as costas à navegadora e afastou-se deliberadamente rumo à escada.
Lambert acompanhou-a com os olhos, deu de ombros, começou a recolher os cilindros. Tinha tanto cuidado com o metano como com o oxigênio. Ambos eram igualmente vitais à sobrevivência deles...

— Ash? Você está aí? Parker?

Nenhuma resposta. Ripley então entrou cautelosamente no anexo do computador central. Por um tempo indeterminado, tinha agora o cérebro do Nostromo inteiramente a seu serviço.
Sentando-se em frente do console principal, ativou o teclado e apertou o polegar com insistência contra a placa de identificação. As grades de dados piscaram e entraram em ação.
Até agora fora fácil. Mas havia que trabalhar. Pensou por um momento, depois bateu rapidamente um código de cinco dígitos que, a seu ver, geraria a resposta que buscava. As grades continuaram brancas, à espera da questão apropriada.
Ela tentou uma segunda combinação, pouco usada, mas o malogro foi idêntico.
Praguejou de raiva. Se ficasse condenada a tentar combinações a esmo levaria horas no anexo. Até o juízo final. Que, a julgar pelo ritmo com que o alienígena reduzia a tripulação, não devia estar longe.
Tentou uma combinação terciária, ao invés de uma primária, e ficou surpresa quando a grade subitamente limpou pronta a receber e a informar. Mas não imprimiu um pedido de entrada. O que significava que o código fora apenas parcialmente um êxito.
O que fazer?

Lançou um olhar ao teclado secundário. Acessível a qualquer membro da tripulação, não se destinava a informações confidenciais ou de comando. Se conseguisse lembrar-se da combinação poderia usar o segundo teclado para fazer perguntas ao principal banco de memória. Rapidamente, mudou de lugar, usou a chave que esperava fosse a boa e datilografou a primeira pergunta. Restava saber se a chave fora aceita ou não. Se aceita, a resposta apareceria na grade.
Surgiram cores, que se substituíram velozmente umas às outras. Por um segundo. Depois a tela clareou.

QUEM LIGOU O SISTEMA DE ALARME DA COMPORTA 2?

A resposta veio logo abaixo:

ASH.

Ela digeriu aquilo. Era a resposta que esperava, mas vendo-a assim, impressa com todas as letras, friamente, para quem a quisesse ler, foi o que a fez sentir todo o peso da revelação.

ASH PROTEGE O ALIENÍGENA?

A Mãe parecia ter escolhido aquele dia para respostas curtas e ao pé da letra:

SIM.

Ela também podia ser breve. Seus dedos correram pelo teclado:

POR QUÊ?

Perguntou e debruçou-se para a frente, tensa. Se o computador decidisse encerrar suas revelações, não conhecia mais qualquer código que pudesse utilizar. Havia também a possibilidade de que o computador não tivesse explicação para o comportamento bizarro do oficial de ciência. Mas tinha.

ORDEM ESPECIAL 937 INFORMAÇÃO RESTRITA PESSOAL DE CIÊNCIA EXCLUSIVAMENTE.

Bem, tinha conseguido, até aquele passo. Poderia contornar essas restrições. Começava a fazê-lo quando uma mão abateu-se junto à dela, e um braço mergulhou até o cotovelo no terminal do computador.
Girando na cadeira, com o coração na boca, viu, não a criatura, mas uma forma e um rosto agora igualmente estranhos para ela.
Ash sorriu de leve. Não havia humor nenhum nos lábios virados para cima.

— Parece-me que o comando lhe subiu à cabeça. Mas, afinal, uma liderança eficaz é sempre difícil em circunstâncias como as atuais. Não é culpa sua.
Ripley saiu da cadeira, deixando-a entre eles dois. As palavras de Ash podiam ser conciliatórias, simpáticas até. Mas seus atos não combinavam com elas.
— O problema não é de liderança, Ash. É de lealdade.
De costas para a parede, Ripley começou a esgueirar-se de lado, em direção à porta.
Ainda sorrindo, Ash voltou-se para encará-la:
— Lealdade? Não vejo porquê — era todo encanto, agora, pensou ela. — Penso que temos feito, todos, o melhor que podemos. Lambert começa a ficar um tanto pessimista, mas sempre soubemos que ela pende para o emocional. É muito boa para planejar o rumo da nave, mas não os seus próprios.
Ripley continuava a avançar de lado, colada à parede, afastando-se dele, e obrigou-se a devolver-lhe o sorriso.
— Não me preocupo com Lambert no momento, preocupo-me com você.
Começou a dar-lhe as costas, para sair pela porta, sentindo a tensão dos músculos do estômago, na expectativa.
— É a velha paranóia que recomeça — disse, com tristeza. — Você precisa descansar um pouco — e deu um passo, tentativo, para ela, com a mão estendida.

Ripley abaixou-se para escapar aos dedos dele, e fugiu, numa carreira desabalada pelo corredor. Subiu depois à ponte. Não gritava porque não tinha tempo e porque queria poupar o fôlego.
Não havia ninguém na ponte. De algum modo, ela lhe escapou uma segunda vez, apertando botões pelo caminho, enquanto corria. Botões de emergência, que fechavam portas atrás dela, infelizmente um minuto tarde demais para livrá-la dele, para deixá-lo do outro lado. Finalmente, ele a alcançou na sala comum. Lambert e Parker chegaram segundos depois. Os sinais dados pelas portas de emergência os tinham alertado de que algo de excepcional ocorria naquela área e estavam a caminho da ponte quando deram com perseguida e perseguidor.

Embora não fosse aquele o tipo de emergência que esperavam, reagiram bem.
Lambert foi a primeira a entrar. Lançou-se às costas de Ash. Aborrecido, ele soltou Ripley, agarrou a navegadora e atirou-a para o fundo da sala antes de retomar o que estava fazendo antes: estrangulando Ripley,

A reação de Parker foi menos imediata, porém mais bem pensada. Ash teria apreciado o raciocínio do engenheiro. Parker apanhou um dos compactos rastreadores e, colocando-se atrás de Ash, que continuava a sufocar Ripley, deu-lhe um golpe na cabeça com toda a força. Houve um som curioso, contundente.
O rastreador completou seu arco e a cabeça de Ash pulou fora.
Não houve sangue. Do pescoço cortado, apontaram fios de todas as cores e circuitos pintados. Ash, decapitado, soltou Ripley. Ela caiu no chão, ainda sem respiração,
segurando a garganta com as mãos, a tossir.
As mãos de Ash fizeram uma pantomima macabra no ar, à procura da cabeça perdida. Depois ele vacilou, endireitou-se e, cego embora, começou a procurar pelo soalho, às apalpadelas, a peça que lhe faltava...






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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012





"...nós não vamos apoiar a legislação que reduz a liberdade de expressão, aumenta o risco de segurança cibernética, ou enfraquece a dinâmica inovadora da Internet global."


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012




Dr Dale’s Zombie Dictionary - The A-Z Guide to Staying Alive - DR DALE SESLICK  (Illustrated by Jack Knight) [ Download ]

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Zumbis vs Robôs vs Amazonas









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