sábado, 31 de março de 2012

Dark Horse Book of Witchcraft





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sexta-feira, 30 de março de 2012

Dark Horse Book of Hauntings





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quinta-feira, 29 de março de 2012

A narrativa mitológica de Joseph Campbell em Blade Runner




SUMÁRIO

Dedicatória       
Agradecimentos       
Epígrafe       
Resumo       
Abstract       
Sumário       

INTRODUÇÃO       
1 JUSTIFICATIVA/VALIDADE DO TRABALHO       
1.1 Ligação com a comunicação       
1.2 Ligação com o cinema       
1.3 A razão da escolha de Blade Runner como objeto       
1.4 Objetivo Geral       
1.5 Objetivos Específicos       
1.6 Hipótese       

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA       
2.1 Narrativa       
2.1.1 Narrativa fílmica       
2.2 Mito       
2.2.1 Jung       
2.2.2 Campbell e Jung       
2.2.3 A linguagem simbólica       
2.2.4 O mito do herói em Campbell       
2.2.4.1 As etapas do mito do herói em Campbell       
2.2.4.1.1 Separação ou Partida       

A) O chamado à aventura       
B) A negativa ao chamado       
C) A ajuda sobrenatural       
D) A passagem pelo primeiro umbral       
E) O ventre da baleia       

2.2.4.1.2 Provas e vitórias da iniciação       

A) O caminho de provações       
B) O encontro com a deusa       
C) A mulher como tentação       
D) A reconciliação com o pai       
E) A apoteose       
F) A última graça ou o prêmio final       

2.2.4.1.3 O Regresso e a reintegração à sociedade       

A) A negativa ao regresso       
B) A fuga mágica       
C) O resgate do mundo exterior       
D) A passagem pelo umbral de regresso       
E) A posse dos dois mundos       
F) Liberdade para viver       

2.3 Homens e máquinas       
2.3.1 Limitações da reflexão pretendida       
2.3.2 Uma brevíssima história da máquina na narrativa       
2.3.3 O Teste de Turing       
2.3.4 O ELIZA       

3 METODOLOGIA       
3.1 O paradigma indiciário       
3.1.1 Morelli e Freud       
3.2 Análise textual       
3.3 A articulação de análise para Blade Runner       
3.3.1 Decupagem       
3.4 Limitações       

4 ANÁLISE DOS RESULTADOS       
4.1  Análise  do  filme  Blade  Runner  através  do  modelo  de  narrativa mitológica de mito do herói de Joseph Campbell       
4.1.1 Separação ou Partida       

A) O chamado à aventura       
B) A negativa ao chamado       
C) A ajuda sobrenatural       
D) A passagem pelo primeiro umbral       
E) O ventre da baleia       

4.1.2 Provas e vitórias da iniciação       
A) O caminho de provações       
B) O encontro com a deusa       
C) A mulher como tentação       
D) A reconciliação com o pai       
E) A apoteose       
F) A última graça ou o prêmio final       

4.1.3 O Regresso e a reintegração à sociedade       

A) A negativa ao regresso       

4.2 Reflexão sobre o significado de Blade Runner       
4.2.1 O Teste de Turing e Blade Runner       
4.2.2 O ELIZA e Blade Runner       

5 CONCLUSÃO       
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA       
MEIOS ELETRÔNICOS CONSULTADOS       
VÍDEOS UTILIZADOS       
ANEXOS


A narrativa mitológica de Joseph Campbell em Blade Runner - Isaías Ribeiro [ Download ]

quarta-feira, 28 de março de 2012

A relação humano-maquinico no imaginário cinematográfico








INTRODUÇÃO   

CAP. 1 - SIGNOS DE CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO NA FICÇÃO CIENTÍFICA: NOVOS MUNDOS, NOVAS FORMAS DE VIDA.

1.1 O movimento cyberpunk   
1.2 A figura do ciborgue no imaginário de ficção científica   

CAP. 2 - O SIGNO METRÓPOLIS E SEU OBJETO: A OPOSIÇÃO ENTRE O HUMANO E O MAQUÍNICO NA REPÚBLICA DE WEIMAR

2.1 A ficção científica e o pós-guerra   
2.2 Expressionismo cinematográfico alemão   
2.3 A estética expressionista e as vanguardas modernas   
2.4 O signo arquitetônico em Metrópolis   
2.5 Representações do tempo em Metrópolis   
2.6 Maria: o ser humano ideal e a metáfora da Torre de Babel   
2.7 Robotrix   
2.8 O híbrido Robot-Maria: criação e destruição na República de Weimar
2.9 Os interpretantes de Metrópolis   

CAP.  3 - BLADE RUNNER E A FLUIDEZ NA RELAÇÃO HUMANO-MÁQUÍNICO

3.1 O desenvolvimento da Teoria Cibernética
3.2 Deckard: um observador no caos urbano   
3.3 O signo arquitetônico em Blade Runner: um precursor do     ciberespaço
3.4 Os interpretantes de Blade Runner   

CAP. 4 -     MATRIX E O ALTO NÍVEL DE INTERAÇÃO SIMBÓLICO ENTRE O HUMANO E O MAQUÍNICO

4.1 A cultura digital   
4.2 O advento do pós-humano   
4.3 O ciberespaço e o predomínio do legi-signo simbólico   
4.4 Causação final, mente e mediação em Matrix   
4.5 Os interpretantes de Matrix   

CONSIDERAÇÕES FINAIS   
REFERÊNCIAS


A relação humano-maquinico no imaginário cinematográfico -Maristela Sanches Bizarro [ Download ]

terça-feira, 27 de março de 2012

Cyberpunk 2.0 - Fiction and Contemporary




Contents
INTRODUCTION: THE MATRIX RELOADING (update) 
FOREWORD: WHAT DOES THE FUTURE RESERVES TO SUCH A PRESENT? (update) 

I
INTRODUCING THE CYBERPUNK IMAGINARY
CYBERPUNK – BETWEEN PUNKS AND CYBORGS
WHY CYBER?
AND WHY PUNK? 
THE RELEVANCY OF CYBERPUNK
ABOUT CYBERSPACE AND THE MATRIX
THE CYBERPUNK VISUAL ARTIFACTS
THE CYBERPUNK PREMISES

II
FAMOUS CYBERPUNK ICONS 
BLADE RUNNER: RIDLEY SCOTT’S 1982 MOVIE 
NEUROMANCER: WILLIAM GIBSON’S 1984 NOVEL

III
OTHER CYBERPUNK FICTION
COMICS
AKIRA 
DARK MINDS (update)
GHOST IN THE SHELL
MOVIES 
DARK ANGEL (update) 
ESCAPE FROM NEW YORK 
GHOST IN THE SHELL 2: INNOCENCE (update)
JOHNNY MNEMONIC 
MAX HEADROOM 
STRANGE DAYS 
TERMINATOR 2 3-D: BATTLE ACROSS TIME (update) 
TERMINATOR: THE SARAH CONNOR CHRONICLES (update) 
THE MATRIX TRILOGY (update) 
THE TERMINATOR 
TOTAL RECALL 
UNTIL THE END OF THE WORLD
SONGS 
NEUROMANCER (BILLY IDOL, 1993) 
SHOCK TO THE SYSTEM (BILLY IDOL, 1993) 
VIDEOGAMES 
ANOTHER WORLD
BENEATH A STEEL SKY
BLADE RUNNER
CYBERSPACE
DELTA V 
ENTER THE MATRIX (update) 
GHOST IN THE SHELL 
INTERPHASE 
MIRROR’S EDGE (update)
SKYNET (update) 
SYNDICATE/SYNDICATE WARS
THE MATRIX: ONLINE (update)
THE MATRIX: PATH OF NEO (update)
THE TERMINATOR: FUTURE SHOCK (update)

IV
CONTEMPORARY CYBERPUNK FIGURES
ROMANTIC CYBORGS
FUTURE SHOCK: NO FUTURE VERSUS NEW FUTURE
THE END OR GENERALIZING CYBERPUNK?
GRAFFITER: THE INTERTEXTUALITY HIP-HOPPER
RHACKER: WHEN ROCKER AND HACKER ARE CYBORGED
RAVER: THE ACID POLYRHYTHM SURFER
FASHION PUNKS IN MATRIX STYLE (update) 
BANKSY: POSTCOMPUTER GRAFFITI (update)
TETSOO: MOTION DESIGN SHOCKWAVES (update) 
CULTURE JAMMING: REDESIGN CORPORATE LOGOS (update)
TECKTONIK: BRANDING DANCE CULTURE (update)

V
THE ACOUSTIC CYBERSPACES
OF PRESENT DAY’S ELECTROCULTURE
SOUNDSCAPES: THE SONIC LANDSCAPES 
TECHNO: THE CYBERDELIC MUSIC
RAVES: THE CONCENTRATION CAMPS OF THE 90’s 
AFTERWORD: SCANNING THE FUTURE (update) 
REFERENCES 
BOOKS
ONLINE DOCUMENTS (update) 
MUSIC (update)
FILMOGRAPHY
VIDEOGRAPHY (update) 
GLOSSARY (update)






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Herlander Elias

segunda-feira, 26 de março de 2012

I am the monster's mother




["No nosso subconsciente cultural, estamos constantemente conscientes de que "o monstro sempre escapa" e que a sua descendência monstruosa vai voltar...Como Mary Shelley em sua introdução à edição de 1831 de Frankenstein, sua "descendência hedionda" significa "ir adiante e prosperar". Ao longo dos dois séculos seguintes, desde a criação original do monstro, ele apareceu e re-apareceu em várias adaptações para teatro, cinema e hipertexto. Inicialmente um monstro sem nome, que agora é freqüentemente identificado pelo nome do seu criador, no entanto, ele foi longe o bastante para tornar-se um mito cultural com direito próprio."]

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Anya Heise-von der Lippe

sábado, 24 de março de 2012

O papel do cientista na FC



Introdução       
I. Cinema    - Contexto Histórico-Social   

1.1. Um Olhar Especial para o Cinema Americano       
1.1.1. Panorama Cronológico do Cinema e da Ficção Científica Norte-Americana
1.2. Uma Questão de Gênero       
1.3. As Teorias do Cinema na Ficção Científica       
1.4. Linguagem e as Relações Sociais do Cinema       

II. Estereótipos Sociais, Ciência e Ficção   

2.1. A Prática da Estereotipização e os Estereótipos no Cinema       
2.2.  A  Crítica  à  Ficção  Científica  no  Cinema  sob  o  Olhar  da Comunicação       

III. O Cientista na Ficção Científica...   

3.1. Exposição do Conteúdo dos Filmes       
3.2. Tabelas de Categorização do Conteúdo dos Filmes       
3.3.1 Análise dos Dados de Categorização do Conteúdo dos Filmes   

IV. Considerações Finais

V.Referências Bibliográficas   

APÊNDICE A

(3.1.) Exposição do Conteúdo dos Filmes: Descrição Analítica
3.1.1. A Ilha do Dr. Moreau       
3.1.2. Projeto Brainstorm       
3.1.3. De volta para o Futuro I   
3.1.4. Limite da Loucura       
3.1.5. APEX       
3.1.6. O Falso Poder       
3.1.7. O Defensor do Futuro       
3.1.8. A Experiência       
3.1.9. 5ª Dimensão - o filme       
3.1.10. Esfera       
3.1.11. Do fundo do Mar


O papel do cientista na FC:  a  construção  de imagens sociais na linguagem do cinema norte-americano nas décadas de 70, 80 e 90.  - Sandra Lucia Botelho Rodrigues de Oliveira [ Download ]

sexta-feira, 23 de março de 2012

Philip K. Dick and Philosophy: Do Androids Have Kindred Spirits?



Philip K. Dick and Philosophy: Do Androids Have Kindred Spirits? (EPUB) [ Download ]

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dossier Negro



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quarta-feira, 21 de março de 2012

Deuses, Espaçonaves e Terra - Erich von Däniken






Em tempos pré-históricos e primordiais, a Terra recebeu várias visitas de seres desconhecidos, procedentes do cosmo.
Esses seres desconhecidos criaram a inteligência humana, mediante uma mutação artificial, dirigida.

MINHA TEORIA

Os extraterrestres aprimoraram os hominídeos ''segundo a sua própria imagem".
Por esse motivo nós somos parecidos com eles, não eles conosco.
As visitas na Terra de seres alienígenas, procedentes do cosmo, ficaram registradas e foram transmitidas aos pósteros nos cultos, mitos e nas lendas folclóricas — em alguma parte depositaram os indícios de sua presença entre nós.

Deuses, Espaçonaves e Terra - Erich von Däniken [ Download ]

O suíço Erich Von Däniken é autor do best-seller "Eram os Deuses Astronautas?", de 1966, no qual lançou a hipótese da suposta vinda de alienígenas como sendo deuses do passado. Daniken escreveu mais de 30 livros, que alcançaram a marca de 62 milhões de exemplares vendidos.

terça-feira, 20 de março de 2012

Nostromo Project

A Prop Store é especializada em restauração de objetos cenográficos e neste projeto que levou três anos para ser concluído, foi a vez do rebocador espacial NOSTROMO, de ALIEN.






segunda-feira, 19 de março de 2012

Future Science Fiction






Future Science Fiction - Setembro 1952 [ Download ]

sexta-feira, 16 de março de 2012

The Long Tomorrow - Moebius







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quinta-feira, 15 de março de 2012

El universo es un panuelo





El universo es un panuelo  - Moebius [ Download ]

quarta-feira, 14 de março de 2012

Airtight Garage 2 - Moebius






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terça-feira, 13 de março de 2012

Airtight Garage - Moebius






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segunda-feira, 12 de março de 2012

The Early Moebius







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domingo, 11 de março de 2012

Adeus ao mestre


  Jean Henri Gaston Giraud ("Moebius")
(8 de Maio de 1939 - 10 de Março de 2012


  


Moebius.Giraud - 37 Artbooks [ Download ]

sábado, 10 de março de 2012

"1"



Para sua estréia no cinema, o diretor húngaro Pater Sparrow utilizou-se como inspiração de um quase desconhecido conto do escritor polonês de FC, Stanislaw Lem, chamado 'One Human Minute' (Um minuto humano).

A história não poderia ser mais característica das obras de Lem, cheia de preocupações filosóficas sobre comunicação, arte e percepção da realidade, mas ao mesmo tempo sarcástica e que resume as atividades de cada pessoa na Terra durante um único minuto.

O filme intitulado "1" recebeu boas críticas nos festivais de cinema em que foi exibido.

Sinopse

... É o fim de mais um dia de trabalho em uma livraria famosa por sua vasta coleção de obras raras. A administradora Maya Satin está fechando-a quando um cliente misterioso de repente aparece na forma de um peregrino chamado Tamel. Ele alega ter viajado pelo mundo em busca de um livro que ele sonhara estar na loja e pede para ser levado ao estoque. Lá eles ficam surpresos ao descobrir que todos os livros foram substituídos por milhares de cópias de uma mesma obra desconhecida e quando voltam para a loja, vêem que o mesmo aconteceu com todos os livros em exposição.

Todos foram substituídos por um livro branco, sem autor ou editora, com o simples título "1".






Stanislaw Lem - One Human Minute [ Download ]

sexta-feira, 9 de março de 2012

The New Space Opera




VERTHANDI’S RING by Ian McDonald
HATCH by Robert Reed
WINNING PEACE by Paul J. McAuley
GLORY by Greg Egan
MAELSTROM by Kage Baker
BLESSED BY AN ANGEL by Peter F. Hamilton
WHO’S AFRAID OF WOLF 359? by Ken Macleod
THE VALLEY OF THE GARDENS by Tony Daniel
DIVIDING THE SUSTAIN by James Patrick Kelly
MINLA’S FLOWERS by Alastair Reynolds
SPLINTERS OF GLASS by Mary Rosenblum
REMEMBERANCE by Stephen Baxter
THE EMPEROR AND THE MAULA by Robert Silverberg
THE WORM TURNS by Gregory Benford
SEND THEM FLOWERS by Walter Jon Williams
ART OF WAR by Nancy Kress
MUSE OF FIRE by Dan Simmons

 
The New Space Opera vol.1 (Gardner Dozois eJonathan Strahan editores) - (EPUB/LIT/MOBI) [ Download ]






INTRODUCTION
UTRIUSQUE COSMI by Robert Charles Wilson
THE ISLAND by Peter Watts
EVENTS PRECEDING THE HELVETICAN RENAISSANCE by John Kessel
TO GO BOLDLY by Cory Doctorow
THE LOST PRINCESS MAN by John Barnes
DEFECT by Kristine Kathryn Rusch
TO RAISE A MUTINY BETWIXT YOURSELVES by Jay Lake
SHELL GAME Neal Asher
PUNCTUALITY by Garth Nix
INEVITABLE by Sean Williams
JOIN THE NAVY AND SEE THE WORLDS by Bruce Sterling
FEARLESS SPACE PIRATES OF THE OUTER RINGS by Bill Willingham
FROM THE HEART by John Meaney
CHAMELEONS by Elizabeth Moon
THE TENTH MUSE by Tad Williams
CRACKLEGRACKLE by Justina Robson
THE TALE OF THE WICKED by John Scalzi
CATASTROPHE BAKER AND A CANTICLE FOR LEIBOWITZ by Mike Resnick
THE FAR END OF HISTORY by John C. Wright


The New Space Opera vol.2 (Gardner Dozois eJonathan Strahan editores) - (EPUB/LIT/MOBI) [ Download ]

quinta-feira, 8 de março de 2012

Engineering Infinity




Malak -  Peter Watts
Watching the Music Dance -  Kristine Kathryn Rusch
Laika's Ghost -  Karl Schroeder
The Invasion of Venus -  Stephen Baxter
The Server and the Dragon -  Hannu Rajaniemi
Bit Rot -  Charles Stross
Creatures with Wings -  Kathleen Ann Goonan
Walls of Flesh, Bars of Bone - Damien Broderick and Barbara Lamar
Mantis  - Robert Reed
Judgement Eve -  John C. Wright
A Soldier of the City -  David Moles
Mercies -  Gregory Benford
The Ki-anna -  Gwyneth Jones
The Birds and the Bees and the Gasoline Trees -  John Barnes


Engineering Infinity  (Jonathan Strahan editor) (LIT/MOBI/EPUB) [ Download ]

quarta-feira, 7 de março de 2012

Godlike Machines



TROIKA - Alastair Reynolds
RETURN TO TITAN - Stephen Baxter
THERE’S A GREAT BIG BEAUTIFUL TOMORROW/NOW IS THE BEST TIME OF YOUR LIFE - Cory Doctorow
A GLIMPSE OF THE MARVELLOUS STRUCTURE [AND THE THREAT IT ENTAILS] - Sean Williams
ALONE - Robert Reed
HOT ROCK - Greg Egan

Godlike Machines (Jonathan Strahan editor) (EPUB/MOBI/LRF/LIT) [ Download )

terça-feira, 6 de março de 2012

The Year's Best Science Ficition - 28




contents  
TITLE PAGE  
PERMISSIONS  
ACKNOWLEDGMENTS  
SUMMATION: 2010  

A HISTORY OF TERRAFORMING • Robert Reed  
THE SPONTANEOUS KNOTTING OF AN AGITATED STRING • Lavie Tidhar  
THE EMPEROR OF MARS • Allen M. Steele  
THE THINGS • Peter Watts  
THE SULTAN OF THE CLOUDS • Geoffrey A. Landis
THE BOOKS • Kage Baker  
RE-CROSSING THE STYX • Ian R. MacLeod  
AND MINISTERS OF GRACE • Tad Williams  
MAMMOTHS OF THE GREAT PLAINS • Eleanor Arnason  
SLEEPING DOGS • Joe Haldeman  
JACKIE’S BOY • Steven Popkes  
FLYING IN THE FACE OF GOD • Nina Allan  
CHICKEN LITTLE • Cory Doctorow  
FLOWER, MERCY, NEEDLE, CHAIN • Yoon Ha Lee  
RETURN TO TITAN • Stephen Baxter


The Year's Best Science Ficition - 28 - (Gardner Dozois editor) (EPUB/MOBI) [ Download ]

segunda-feira, 5 de março de 2012

The Solaris Book of New Science Fiction



Contents
Introduction
In His Sights by Jeffrey Thomas
Bioship by Neal Asher
C-Rock City by Jay Lake & Greg van Eekhout
The Bowdler Strain by James Lovegrove
Personal Jesus by Paul Di Filippo
If At First… by Peter F. Hamilton
A Distillation of Grace by Adam Roberts
Last Contact by Stephen Baxter
Cages by Ian Watson
Jellyfish by Mike Resnick & David Gerrold
Zora and the Land Ethnic Nomads by Mary A. Turzillo
Four Ladies of the Apocalypse by Brian Aldiss
The Accord by Keith Brooke
The Wedding Party by Simon Ings
 Third Person by Tony Ballantyne
The Farewell Party by Eric Brown

The Solaris Book of New Science Fiction Volume 1 - (LIT/EPUB/MOBI) [ Download ]





Contents
Introduction
iCity by Paul Di Filippo
The Space Crawl Blues by Kay Kenyon
The Line of Dichotomy by Chris Roberson
Fifty Dinosaurs by Robert Reed
Mason’s Rats: Black Rat by Neal Asher
Blood Bonds by Brenda Cooper
The Eyes of God by Peter Watts
Sunworld by Eric Brown
Evil Robot Monkey by Mary Robinette
Kowal Shining Armor by Dominic Green
Book, Theatre, and Wheel by Karl Schroeder
Mathralon by David Louis Edelman
Mason’s Rats: Autotractor by Neal Asher
Modern Times by Michael Moorcock
Point of Contact by Dan Abnett


The Solaris Book of New Science Fiction Volume 2 - (LIT/EPUB/MOBI) [ Download ]






Contents
Introduction
Rescue Mission by Jack Skillingstead
The Fixation by Alastair Reynolds
Artifacts by Stephen Baxter
Necroflux Day by John Meaney
Providence by Paul Di Filippo
Carnival Night by Warren Hammond
The Assistant by Ian Whates
Glitch by Scott Edelman
One of our Bastards is Missing by Paul Cornell
Woodpunk by Adam Roberts Minya’s
Astral Angels by Jennifer Pelland
The Best Monkey by Daniel Abraham
Long Stay by Ian Watson
A Soul Stitched to Iron by Tim Akers
iThink, therefore I am by Ken MacLeod
About the Authors

The Solaris Book of New Science Fiction Volume 3 - (LIT/EPUB/MOBI) [ Download ]

domingo, 4 de março de 2012

A ficção utópica como representação – negação da realidade histórica: “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury


 
A ficção especulativa tece com a História uma relação específica e original, por um lado recusando a referencialidade empírica, por outro ancorando em mecanismos próprios do seu género literário que recriam contextos reais e conhecidos.

A análise deste aparente paradoxo sugere o contributo incontornável desta ficção para o debate sobre a Literatura e a História.

O conceito de ficção especulativa associa-se à criação de um mundo imaginário que transcende a noção do “mundo possível” dos textos ficcionais, porquanto se caracteriza por um afastamento do real empírico, desenvolvendo-se em torno de uma diegese particular: o espaço, o tempo, os objectos, as personagens do texto narrativo especulativo podem não corresponder à lógica do mundo real. Esse universo narrativo constrói-se à revelia da representação mimética da realidade que muitos autores imputam aos modos ficcionais; todavia, ele não deixa, ainda assim, de projectar uma relação com o mundo real que pode traduzir-se numa transfiguração desrealizante do mesmo (Reis, 1994: 245).

O próprio termo “especulativo” remete para a ligação entre conhecimento histórico e imaginação, uma extrapolação que, segundo Robert Heinlein, traduz o espírito do tempo (Davenport, 1969: 29) e que assume diferentes expressões em textos de ficção científica, fantástica, maravilhosa ou utópica. A ficção especulativa conquista, assim, um papel contíguo e complementar ao do romance histórico, que aqui nos propomos exemplificar com a obra de Ray Bradbury, Fahrenheit 451.





Defensores da ficção especulativa acentuaram a sua vertente de crítica social, devido ao seu carácter mais abrangente face ao romance histórico e à sua interpretação do ritmo e das mutações constantes da vida moderna (Davenport, 1969: 41). Esta perspectiva redutora encontra oposição no seio dos próprios escritores de ficção científica, como Kornbluth, que lhe outorgam uma simbologia profunda e a capacidade de abordar temas mais universais (Davenport, 1969: 49/50). Porém, nas suas vertentes utópica e distópica, a primeira posição parece ter fundamento, já que o paradigma utópico se associa à criação de uma sociedade imaginária perfeita, ao sonho da felicidade colectiva, isto é, à negação da sociedade real.

Embora o texto Utopia, de Thomas More, constitua a matriz referencial desta definição e das múltiplas expressões que se lhe seguiram, a República de Platão havia já traçado o projecto de uma cidade ideal, política e socialmente perfeita. Os textos utópicos mais recentes são fiéis à coordenada central destas narrativas matriciais: a ideia absoluta de uma alteridade radical face à realidade coeva e conhecida.
Deste modo, a crítica social e política e às instituições (Baczko, 1985: 357) não é explícita, ela descodifica-se a partir de uma leitura em negativo: a Cidade Nova das Utopias é a substituição, por oposição absoluta, à cidade real – metonimicamente, à sociedade real. A ficção científica surge, no século XIX, como a expressão mais optimista da utopia, fruto das revoluções industrial e científica e consumidora incondicional dos referentes postos à sua disposição pela ciência e pelo progresso. São exemplo desta corrente autores como Júlio Verne, H. G. Wells, Bellamy, Lasswitz (McQuairie, 1980: 242).

A história do século XX, particularmente da segunda metade, com a Segunda Guerra Mundial, vê consolidar-se uma outra dimensão da utopia: as correntes antiutópicas, ou distópicas, associadas ao crescente questionar do impacto da tecnologia no comportamento da humanidade, e a uma leitura dos acontecimentos históricos em que a utilização perversa do conhecimento e do progresso tecnológico e científico se relaciona com os regimes totalitários. A antiutopia exprime desconfiança face ao avanço desordenado, desregrado, da ciência (Taylor, 1972: 861). Baczko indica dois textos fundamentais do século XX como expressão exemplar da antiutopia: Brave New World, de Aldous Huxley (1932) e 1984, de George Orwell (1949). Enquanto o primeiro se centra na crítica implícita ao progresso técnico e científico, o segundo veicula uma crítica de natureza política aos regimes comunistas totalitários. Numa e noutra obra, o conflito entre o indivíduo e a sociedade assume um crescendo significativo, pois os protagonistas progridem no sentido da recuperação do poder do pensamento e da identidade individual, numa ruptura gradual com o poder e a ideologia instituída. O herói torna-se antiherói devido à solidão a que a sua capacidade de pensar o remete, e é também o pensamento que, ao dar-lhe o sonho da liberdade, o condena no final de cada uma destas narrativas. A vitória é, assim, da sociedade e do colectivo.

Um aspecto pertinente comum a estes dois textos é sem dúvida o contributo que dão à expressão de angústias colectivas associadas a um determinado período ou contexto histórico (Baczko, 1985: 363).
A antecipação é o meio escolhido para exprimir uma leitura negativa da história; o efeito de verosimilhança e a coerência interna do texto apoiam-se em recursos característicos da ficção científica, entre os quais se salienta a utilização de um tempo futuro. Este aspecto é distintivo na ficção especulativa, opondo-a ao romance histórico, já que este se reporta a acontecimentos passados, enquanto a narrativa especulativa não narra o que aconteceu, mas o que poderia acontecer: para isso, interpreta o presente com minúcia cirúrgica, apropriando-se assim da dimensão de historicidade da literatura. Fahrenheit 451 foi escrito por Ray Bradbury em 1953 e herda dos dois textos a que aludimos aspectos significativos, em especial de 1984, de Orwell.

Trata-se de um romance que entronca numa concepção de narrativa especulativa, visto criar uma sociedade imaginária que degenera de aspectos da sociedade contemporânea à própria narrativa.

A história desenvolve-se em torno da actividade levada a cabo pelos bombeiros, cuja missão é localizar e queimar todos os livros existentes na cidade. O livro e a leitura constituem algo de proíbido, de exógeno à sociedade de Fahrenheit. A questão do controle e censura estatal sobre a imprensa e a escrita em geral foi tratada nos exemplos clássicos de distopia a que aludimos, como 1984 e Brave New World (Seed, 1994: 237), e aparece depurada e celebrizada no título deste romance de Bradbury, que como se sabe refere, em graus da escala de Fahrenheit, a temperatura à qual os livros ardem.

Esta imagem central é atribuída, segundo alguns críticos, à inspiração na destruição nazi dos livros pelo fogo, frente à Universidade de Berlim, em plena ascensão do nazismo (Seed, 1994: 236). Como é que a actividade de incendiar os livros, subversão moral da função altruísta e humanista dos bombeiros no mundo real, empírico, e que se constitui como leitmotiv da narrativa, reflecte a sociedade americana?

O protagonista de Fahrenheit, Guy Montag, é justamente um dos bombeiros encarregues de tal tarefa.
No início da narrativa, ele é a expressão do próprio sistema, executa a ideologia do poder, usa a sua farda e insígnia (identificadas com a América) e vive inebriado pela própria rotina. Usufrui do conforto material que a profissão lhe proporciona e não se questiona sobre a sua acção, até conhecer Clarisse, uma jovem de 17 anos, cuja influência é determinante na sua percepção do mundo, visto que o leva progressivamente a questionar os seus actos; são as suas perguntas e a sua curiosidade que o incitam a buscar a verdade e o auto-conhecimento, o que redunda numa ruptura assumida relativamente ao sistema e que se exprime através do confronto entre Montag e Beatty, o chefe dos bombeiros.

Clarisse é, assim, uma personagem catalisadora (Seed, 1994: 233), porquanto é ela que faz despoletar a trama narrativa – ela pensa e sente, enquanto as outras personagens, tal como Montag, aceitam.
Este é, de resto, um traço distintivo das distopias dos anos cinquenta, o pressuposto de que a insatisfação face ao regime contemporâneo será, mais cedo ou mais tarde, registada pelos protagonistas, frequentemente devido à função catalisadora de personagens como Clarisse (Seed, 1994: 233).
Assim, é esta personagem que desencadeia também uma interpretação crítica da sociedade, e é através dela que Montag verbaliza e caracteriza o mundo que o rodeia. Porém, o que é interessante em Clarisse é que, como refere McGiveron (McGiveron: 3), ela apenas enuncia os factos, sem teorizar sobre eles.
A verdade sobre os factos tem de ser descoberta e enunciada: Clarisse é a linguagem, Montag é o leitor que a interpreta. Assim, Clarisse antecipa a metáfora final das book people (pessoas que memorizaram livros), pois ela própria é metáfora do texto literário, os seus enunciados oferecem outros níveis de sentido. E que sociedade é esta que a interpretação das palavras de Clarisse desvenda?
Por exemplo, o universo familiar de Montag insere-se no contexto de prosperidade económica que marcou os anos cinquenta na América, de que a sua casa é exemplo. O quarto de Mildred, a mulher de Montag, é hipérbole deste fascínio novo, com as paredes forradas de écrans gigantescos, o que se associa igualmente ao impacto da televisão. Esta personagem retrata justamente a inércia, a inactividade, o conformismo e a ausência de pensamento político que marcaram a sociedade dos anos cinquenta. O mundo de Mildred é constituído pela televisão, pelo automóvel, pelas festas e pelo consumo de tranquilizantes, expressão última da anulação do próprio pensamento, do vazio que se instala e se repercute nas próprias relações humanas, de que o casamento de Montag e Mildred é paradigmático.

Televisão e tranquilizantes, aliás, assumem igual preponderância na destruição da capacidade de reflexão e de pensamento; ambos desempenham uma função narcótica que, no caso da televisão, veicula ainda uma crítica à tecnologia de que é metonímia e ao consumismo de que é, a um tempo, expressão e pivô.
A televisão não substitui apenas o pensamento, visto que a própria trama narrativa, com o móbil da destruição dos livros pelo fogo, legitima, no nosso entender, que ela represente a substituição absoluta do livro, a grande ameaça que a sociedade contemporânea viu posteriormente comprovada.

Enquanto Mildred veicula uma leitura da sociedade e da cultura da época, a proibição da leitura que justifica a trama narrativa acusa questões do foro ideológico e político, acentuando a negação da liberdade individual, a violação de direitos humanos inalienáveis e a perseguição dos indivíduos pelo sistema.
A cultura de suspeição sobre o indivíduo reflecte ainda o conflito entre este e a maioria instituída, a cultura de massas e o conformismo que lhe é consequente (Hoskinson, 1995: 2). Estas são características dos regimes totalitários que já Orwell reproduzira em 1984, e que se explicam no contexto da América dos anos cinquenta, com a fobia aos regimes comunistas, concretizada na acção política do macartismo. The witch hunt, ironia no país baluarte dos direitos humanos e do culto da liberdade individual, metamorfoseia-se em expressões múltiplas de confiscação da liberdade – no caso de Fahrenheit, a liberdade de possuir livros e de os ler.

Mas a década de cinquenta protagoniza ainda outras vulnerabilidades da sociedade americana inerentes ao clima de Guerra Fria, razão pela qual Fahrenheit é considerado, por alguns críticos, como uma cold war novel. Por exemplo, outro importante aspecto que o romance reflecte é a fragilidade da vida humana numa era de consciência atómica (Hoskinson, 1995: 4) e de sentimentos escatológicos impulsionados por essa consciência.

A parte final de Fahrenheit apropria-se dessa dimensão, já que, ao concretizar a sua fuga da cidade, Montag assiste ainda à destruição desta por uma bomba, testemunhando igualmente a morte da sua mulher, Mildred, expressão e vítima do próprio sistema. Este recurso final oferece ainda outras perspectivas de leitura, uma vez que o regime, o sistema, a maioria, resistem ao indivíduo – este é bem sucedido na fuga e na criação de uma alternativa, mas não os derrota; eles são, antes, destruídos por um factor endógeno, a bomba. Ou seja, o criador é vítima da sua criação e, como no mito de Frankenstein, soçobra ao monstro que criou. Em última análise, enfatiza-se assim uma perspectiva didáctica relativa-mente aos perigos que minam a sociedade da época, com a bomba e os riscos de uma guerra.

No final de Fahrenheit, contrariamente a Brave New World e a 1984, o protagonista conquista a liberdade e a felicidade individual, ainda que sacrificadas à clandestinidade. Os dissidentes encontram refúgio no meio rural, no contacto com a natureza, uma espécie de paraíso perdido que convoca o mito da Arcádia, e transferem para si próprios o conteúdo dos livros que não podem ter existência física: cada pessoa memoriza um livro, cada pessoa é um livro.

Este final confere a Fahrenheit uma dimensão utópica que questiona o pendor distópico de toda a narrativa. Assim, o final do romance aponta para um contraste entre os valores e as características da sociedade coeva da narrativa, que inequivocamente nega, e princípios estruturantes da cultura americana, como o mito do novo começo e o primado da liberdade individual.

Em termos da coerência interna do texto, o recurso às book people e à estratégia de memorização de livros é particularmente relevante, pois a relação homem-livro é estilizada até à dimensão da própria identidade. Além disso, essa fusão representa a apologia do registo do passado, da expressão do imaginário, da memória e da história colectivas. Assim, este final optimista que confere a Fahrenheit um carácter híbrido, ilustra de modo singular a questão inicial que apontámos, isto é, de que modo a ficção especulativa se inscreve na relação entre Literatura e História.

Fahrenheit é exemplar, porque se desdobra em plataformas de leitura: comunga da dimensão premonitória e didáctica da ficção científica e utópica – como refere o protagonista, …books just might stop us from making the same insane mistakes (Bradbury, 1991: 74); cria uma metalinguagem que nasce da leitura da realidade coetânea; recorre magistralmente à representação metafórica, substituindo essa realidade por um mundo imaginário que nos devolve as angústias e as esperanças reais de uma época. Por fim, interpreta a História de forma imediata, aduzindo, no nosso entender, perspectivas complementares e incontornáveis à representação histórica noutros géneros ou subgéneros literários.




Fernanda Luísa da Silva Feneja 
© Universidade Aberta 
ACTAS DO COLÓQUIO — LITERATURA E HISTÓRIA — 2002

sábado, 3 de março de 2012

Ficção científica e Educação








 

Em 1926, um luxemburguês radicado nos EUA, Hugo Gernsback, criou o termo ficção científica (sempre que nos referirmos a ficção científica usaremos a sigla FC) para classificar o tipo de histórias que ele se dispunha a publicar, exclusivamente, numa revista que estava lançando “Amazing Stories” (Histórias Assombrosas). A iniciativa de Gernsback estimulou autores jovens e popularizou o gênero junto ao público.

Em termos de narrativas populares envolventes e apelo de massa como o emblemático filme Blade Runner e Mad Max, verdadeiros divisor0es de águas no cinema, a FC também oferece épicos como ‘Ilíada’ e ‘Odisséia’ cujo conteúdo temático espelha-se nas space operas – termo utilizado pelos autores do gênero para designar livros ou filmes contendo sagas históricas, Impérios galácticos, etc. –, cujas mitologias religiosas e narrativas heróicas em geral têm catalisado gerações entre o grande público, seguindo uma fórmula aqui bem definida pelo escritor Bráulio Tavares:

(...) uma narrativa popular tem que envolver o leitor – ou telespectador (sic), através de descrições vívidas, ação intensa e estruturas com as quais ele se identifique facilmente.
Outro exemplo emblemático do apelo popular da FC, encontramos na literatura, na qual temos a cultuada trilogia ‘Fundação’ de Isaac Asimov. Também no cinema, encontramos a mitológica saga de ‘Guerra nas Estrelas’ – ‘Star Wars’, mobilizando massas de aficcionados. Este tipo de literatura ou filme, apesar de, muitas vezes, estar longe da ciência formal ou de seus preceitos, atrai em demasia a curiosidade dos jovens em geral.

Quanto a legitimidade educacional de sua busca científica, Tavares (1986) lembra-nos que a FC se utiliza muito da matéria-prima da ciência, mas manipula seus instrumentos, resultando em um compromisso com a imaginação e a fantasia. Sabe-se, atualmente, que a verdade científica não é definitiva, e a própria ciência cartesiana já a modificou com o passar do tempo, inúmeras vezes. A verdade de um século não é, necessariamente, a mesma de outro, e a mesma ciência de hoje já não é mais sinônimo de verdade absoluta. Dentro de sua visão de causa e efeito, não explica mais a complexidade do universo moderno percebido e sempre irá esbarrar nos limites impostos pelo pensamento racional. Portanto, o discurso ficcional da FC, caracterizado pela extrapolação da imaginação científica, vem para manipular a matéria-prima do pensamento lógico-formal e estimular a busca de novos parâmetros para o pensamento científico.

Por outro lado a “(...) ficção científica tem recursos inesgotáveis, demonstrando uma infinita confiança nos recursos da imaginação humana.”
Heróis, ação e aventura não faltam nas space-operas para aqueles que se identificam com suas personalidades. Como estímulo à busca de novas respostas, um de seus recursos temáticos é o confronto diante do conhecido e do desconhecido, o qual cria uma tensão dinâmica e permanente para o herói e para o leitor. Algumas dessas circunstâncias de desafio forçam o leitor e os personagens “(...) a se depararem com situações ‘além da imaginação’, nas quais ele é obrigado a identificar, prever e controlar fenômenos inexplicáveis – mais ou menos a situação do cientista diante de um problema de laboratório.”

O filme sempre foi um instrumento poderoso para ser utilizado em sala de aula. Mas sua utilização acaba sendo abandonada muitas vezes por falta de tempo: como a duração dos filmes feitos para o cinema é longa, privilegiam-se, primordialmente, os conteúdos escolares que devem ser trabalhados. Exibir um filme com duração de aproximadamente duas horas, realmente, toma muito tempo do professor. Entretanto, propomos que a escola continue utilizando esse recurso tão necessário em nossos dias.

O vídeo (DVD) e a televisão não devem ficar abandonados em um armário da escola. Também é discutível utilizá-los apenas para exibir documentários educativos que, para os estudantes, acabam sendo monótonos e cansativos. Eles apreciam, em demasia, filmes e desenhos de ficção científica. Então, por que não lançarmos mão desse gênero cinematográfico que atravessa a história cultural de várias gerações, que já está integrado à vida de nossos alunos?

Muito se tem falado, também, da distância prática entre a proposta educacional da escola e o mundo real vivido pelo educando. Essa distância fica mais evidente ainda, quando determinado currículo aborda, por exemplo, disciplinas que exigem conhecimentos técnicos, como a Física, mas cuja vivência e observação de certos fenômenos é uma realidade remota, somente possível de ser experienciada pelos educandos através de livros, filmes de televisão ou cinema, quando são abordados assuntos tais como: Sistemas Solares, Laser; Computadores; Distâncias Interplanetárias, Teorias sobre a Velocidade da Luz, Viagens no Tempo, Antigravidade; Robôs e Andróides, Cérebro Positrônico, Scanners Portáteis (tricorders); especulações sobre Antimatéria, Velocidade de Dobra, Buracos Negros ou Buracos de Vermes; Miniaturizações, Dimensões Paralelas, Transmissores de Matéria; Invisibilidade, Imortalidade, Telepatia e muitos outros. Temas esses, geralmente utilizados na FC ou na ciência imaginária: “A ciência imaginária não só é justificada por sua importância para o enredo de uma história de FC, como pelo seu aspecto profético ou de antecipação.(...) Alguns destes elementos são inviáveis e obviamente fantásticos, outros são possíveis e mesmo previsíveis.” No que tange a essa viabilidade profética da FC, Fausto Cunha também nos chama a atenção para este importante aspecto da legitimidade de sua busca científica:
Alguns temas que antigamente eram de domínio da pura fantasia, como os foguetes teleguiados, os transplantes de órgãos, os satélites artificiais, as técnicas de conservação pelo frio (o velho sonho da animação suspensa) e especialmente, para nossa infelicidade, as bombas nucleares, são hoje realidades com as quais temos que conviver. A elas se juntam outras antecipações convertidas em ameaças, como a poluição atmosférica, e envenenamento dos rios e dos mares, o fim do verde, a superpopulação, a fome, as novas doenças. Em suma a morte da Terra.

Na sala de aula, o docente geralmente prende-se a esquemas, fórmulas e problemas teóricos que fogem à realidade animada, disponível em literatura ou filmes do gênero. A esse respeito, David Allen, em sua obra ‘No Mundo da Ficção Científica’ observa: “Desse modo, o campo da FC inclui várias obras que utilizam os dispositivos da FC para examinar questões, idéias, e temas de uma perspectiva diferente da que está comumente disponível para nós, a partir de outros tipos de ficção e em nossa vida diária.”
Similarmente, os recursos tecnológicos utilizados pela FC na literatura, no cinema ou nas histórias em quadrinhos (HQs) - que os jovens também apreciam em demasia -, podem facilitar ao docente o ensino ilustrativo de uma matéria específica. Mas, para isso, faz-se necessário que este também tenha algum interesse pelo tema em questão, e que esteja atualizado, constantemente, com as últimas descobertas científicas pertinentes à sua área de conhecimento; bem como, com filmes, livros e revistas em quadrinhos sobre ficção científica, seja através de bibliotecas, bancas de revistas, cinema, televisão ou locadoras de filmes de sua cidade. Alguns professores podem preferir (e isso também vale para os educandos) comparecer com sua turma de alunos ao próprio cinema para, juntos, poderem assistir a um determinado filme pré-selecionado, com a finalidade de, em seguida, discutirem em sala de aula os conteúdos apresentados em forma de relatórios, mesas redondas ou outro recurso didático disponível. Aspectos sociais, filosóficos, tecnológicos, éticos, biológicos, antropológicos, matemáticos, lingüísticos, físicos, astronômicos, químicos, estéticos, etc., são apenas alguns aspectos que podem ser extraídos, analisados ou dissecados pelo educando. Conteúdos esses, devida e respectivamente, orientados pelo docente, relacionando-os à sua disciplina, facilitando assim a aprendizagem. Como afirma Clarke: “Uma pessoa que conheça tudo sobre as comédias de Aristófanes e nada sobre a Segunda Lei da Termodinâmica é tão inculta como aquela que dominou a teoria quântica, mas pensa que Van Gogh pintou a Capela Sistina.”

Outros professores podem sugerir que o próprio aluno selecione o filme de FC desejado, desde que, obviamente, o mesmo já seja antecipadamente conhecido pelo referido professor, para que este elabore os devidos paralelos com conteúdos programáticos.

As escolas podem perfeitamente se tornar locais singulares, como mundos próprios nos quais cyborgs geracionalmente diferentes se encontram e trocam narrativas sobre suas viagens na tecno-realidade – desde que nós nos permitamos reimaginá-los e reconstruí-los de uma forma inteiramente nova, em negociação com aqueles que um dia tomarão nosso lugar.
A primazia e a riqueza de conteúdo chegou a tal ponto que, até os cursos universitários vêm utilizando a ficção científica em suas disciplinas, como evidenciado em minha dissertação de mestrado. Menosprezar um gênero que já trabalhou uma versão espacial Shakespeareana como ‘O Planeta Proibido’, é menosprezar o conhecimento.
A estética da arte e os cursos de comunicação já analisam os filmes cinematográficos e televisivos desde sua criação em meados de 1920. Entre muitos exemplos podemos citar ‘Metrópolis’ de Fritz Lang, ‘Skanner: sua mente pode destruir’ e ‘Vídeo Drome’, ambos de David Cronemberger. Discussões políticas podem ser realizadas com ‘Dr. Fantástico’, ‘O Dia em que a Terra Parou’ e ‘Star Trek’ - Jornada nas Estrelas’, neste último analisando a Federação dos Planetas Unidos, órgão federativo que tenta promover a paz na Galáxia. Cabe às diferentes áreas do conhecimento também descobrirem a importância desses filmes como recurso pedagógico.
Professores de História sempre utilizaram filmes de época ou filmes de guerra, para discutir seus conteúdos (com primazia e didatismo). O mesmo vale para os professores de Geografia que têm no cinema um rico instrumento didático. Conhecer o mundo através da tela em nossos dias é mais fácil do que viajar e conhecê-lo pessoalmente.
Professores de inglês aproveitam a língua inglesa encontrada nos filmes atuais, simplesmente desligando o recurso de legenda, no caso dos DVDs, ou ocultando a parte inferior da televisão, no caso das fitas de vídeo, para trabalhar a pronúncia correta.

Albert Einstein costumava dizer que a imaginação é mais importante do que o conhecimento. Ela estimula a criatividade e, por conseguinte, auxilia na solução de problemas. Ora, a imaginação que utilizamos na criação de invenções, nas novas descobertas, na pesquisa científica e na solução de problemas é a mesma que nos permite escrever contos, criar roteiros, imaginar futuros que estão por vir. Alguns autores de ficção científica chegam a imaginar nossa história de forma diferente e para isso é necessário um exercício soberbo. Mundos alternativos onde verificamos como o mundo poderia ter sido se…Hitler não tivesse perdido a guerra; se o primeiro Presidente dos Estados Unidos da América fosse uma mulher; se os cientistas fossem venerados como as estrelas do Rock e por ai vai. Esses exemplos podem ser verificados literalmente nos episódios da série de FC ‘Sliders’ de Tracy Torme e Robert K. Weiss.

Sempre que falamos em trabalhar ficção científica em sala de aula logo vem a imagem de seu uso na disciplina de física e naturalmente ela teria um número muito maior de alternativas de uso em relação a seus conteúdos. Lamentavelmente alguns professores a utilizam apenas como exemplos negativos e deixam de lado bons exemplos. As séries de ‘Star Trek’ – ‘Jornada nas Estrelas’ são o melhor exemplo de vários conceitos corretos da física, da holografia, da astronomia e da cosmologia. Certamente alguns não procedem, como sons no espaço, teletransporte de matéria, viagens no tempo, mas que, ainda assim, podem ser discutidos pelo professor.
Um bom livro para professores de física que se interessem em utilizar a ficção científica em suas salas de aula é: ‘A Física de Jornada nas Estrelas’ . Ele discute todos os conceitos encontrados nos filmes e nas séries televisivas de ‘Star Trek’.
Ainda dentro dos exemplos de física, podemos citar alguns filmes feitos para o cinema: ‘A.I. Inteligência Artificial’, ‘2001: Uma Odisséia no Espaço’ e ‘2010: O Ano em que faremos Contato’, ‘Apollo 13’, ‘Contato’, ‘O Planeta Vermelho’, ‘Missão Marte’ etc.

Mas não é apenas a física que pode enriquecer-se com esse gênero cinematográfico e televisivo. A filosofia também encontra seus conceitos por aqui. Já existem várias obras especializadas que o demonstram. Os livros: ‘A Metafísica de Jornada nas Estrelas’ , da editora Makron Books, ‘Matrix: bem- vindo ao deserto do real’ , ‘A Pílula Vermelha: Questões de Ciência, Filosofia e Religião em Matrix’ , e o mais recente ‘Scifi=scifilo: a filosofia explicada pelos filmes de ficção científica’ , são alguns belos exemplos do que explanamos. Conceitos que vão além da Caverna de Platão, como a morte, a vida, realidade, ética, identidade, livre-arbítrio, moralidade, metafísica, onisciência, determinismo, entre outros. Mas os professores de filosofia descobriram uma outra ótima saída para despertar a curiosidade dos adolescentes, também seus alunos. O mercado editorial brasileiro, através da editora Madras, recheou as prateleiras com livros versando sobre filosofia e séries de televisão: ‘A filosofia de Bufy’, ‘A filosofia de Harry Potter’, ‘A filosofia de Senfield’ e a ‘filosofia de Sipsons’ são alguns que foram lançados até o momento.

Entre os filmes que trazem questões filosóficas bastante instigantes destacamos a trilogia de ‘Matrix’, ‘Gattaca: A Experiência Genética’, ‘O Exterminador do Futuro 1 e 2’, ‘Minority Report: A Nova Lei’, ‘Independance Day’, ‘Alien’, ‘Blade Runner, o Caçador de Andróides’, ‘Star Wars’, ‘O Sexto Dia’, ‘O Homem sem Sombra’, ‘Frankenstein’, entre muitos outros.
Professores de Biologia vêm trabalhando com filmes de ficção científica há algum tempo, pois eles trazem conceitos e questões relacionadas a essa área que podem ser analisados e discutidos em classe. Alguns exemplos são: ‘Viajem Fantástica’, ‘Gattaca: A Experiência Genética’, ‘A Corrida Silenciosa’ (o preferido dos professores da área), ‘Waterworld: o Segredo das Águas’, ‘Aquaria’, ‘O dia Depois de Amanhã’, ‘O Dia Seguinte’, ‘Missão Marte’, ‘O Planeta Vermelho’, ‘O Segredo do Abismo’, ‘Jornada nas Estrelas IV - A volta para casa’, ‘Duna’ e a abertura fantástica de ‘X-Man: o filme’, bem como seu conteúdo, para discutir mutação. Vida, genética, bio-ética, demografia, sobrevivência, ecologia, biodiversidade entre outros, são apenas alguns exemplos do que pode ser debatido em sala de aula a partir da visulização desses filmes. Um livro que pode dar suporte a essa relação biologia/cinema é ‘A Ciência de Star Wars’ .

A Psicologia, consciência e inconsciência, o eu, ego e outros tantos conceitos-chave das teorias freudiana, jungiana e lacaniana também podem ser identificados no conteúdo de filmes como ‘Esfera’, ‘Solaris’ (de Andrei Tarkovski), ‘Gattaca: A Experiência Genética’, a trilogia de ‘Matrix’, ‘Enigma do Horizonte’, ‘Q-Pax’, ‘O Vingador do Futuro’, ‘Laranja Mecânica’, ‘O Segredo do Abismo’. Um exemplo mais recente é o filme ‘O Diário do Mochileiro das Galáxias’, onde pode ser encontrado um robô maníaco-depressivo, portas que gemem ao serem abertas ou fechadas, um rei da galáxia que tem um ego gigantesco, uma arma que ao ser apontada para alguém o induz a dizer a verdade (mesmo oculta). A burocracia e o tédio são notavelmente escrachados denotando uma realidade pós-moderna bem ao estilo Monty Python.

De certa forma o exercício da exploração de potenciais futuros é um dos principais objetivos disciplinares da FC na educação. Vivemos em uma sociedade atribulada com mudanças sociais rápidas, as quais nos forçam a olhar para o futuro. Essa busca futurística deve ser uma função básica e contínua no campo da educação. Se levarmos em conta o princípio de que os educandos devem estar preparados para um mundo em que uma iminente diversidade embrionária de novos estilos de vida, valores e sistemas sociais concorrerão para coexistir, então, a educação deve necessariamente expandir seu domínio disciplinar para o campo da projeção futurística também, a fim de poder abarcar o exame do que é possível no potencial do desenvolvimento humano.

Naturalmente, a FC também é um importante instrumento didático para se dar a conhecer aos estudantes futuros alternativos. Essa literatura vem, há pelo menos um século, discorrendo sobre temas pertinentes às transformações incipientes da sociedade humana em seus aspectos sócio-psicológicos, antropológicos e, em particular, às derivadas da ciência e tecnologia. Assim sendo, a FC é uma verdadeira biblioteca de imagens futuristas, depósito de esperanças, receios, projeções e conjecturas de homens e mulheres, cujo espírito de vanguarda acompanha e perscruta a condição evolutiva da humanidade. Conseqüentemente, é um campo inestimável de treinamento para seus leitores, na antecipação e criação de fatos que estão por vir.

Comungando com essa idéia, em entrevista cedida ao jornalista Wilson H. da Silva para a revista ‘Livro Aberto’, o professor de física da PUC-SP Pierluigi Piazzi, que ministra a disciplina de cibernética em cursos de Pós-Graduação, afirma que: “a ficção científica é uma ferramenta pedagógica poderosíssima e minha esperança é que a escola descubra a ficção como esta ferramenta, para preparar, inclusive, as pessoas para um futuro imprevisível, oferecendo todas as opções especulativas que existem.” Outra professora em consonância de opinião ressalta que os filmes cinematográficos em sua natureza eminentemente pedagógica são o maior interesse para o campo educacional e destaca que os filmes de FC tem um lugar especial na educação.

Neste contexto, pode-se afirmar, sem muito exagero, que não se trata da legitimidade da FC como força cultural e social que está em discussão, mas a legitimidade da própria escolarização. Apesar de os autores e estudiosos de FC reagirem com certa frustração por sua preferência literária não constar nas listas indicadas nas escolas, a esta altura, parece que as escolas é que estão precisando mais da FC do que ela precisa de sua validação escolar. Legitimarem o status pedagógico da FC perante a comunidade acadêmica, através de seu emprego na educação, não é meramente desejo pessoal dos escritores e professores admiradores do gênero. Mais do que isso é motivado pelo espírito de renovação educacional, que estes docentes, em crescente número, já contemplam as vantagens de sua possível inclusão em seus conteúdos programáticos, ou já a utilizam, eficazmente, em suas turmas.
Em termos de criatividade escolar, portanto, reitera-se aqui que a imaginação, ferramenta responsável pela criação, é um dos muitos olhares diferenciados da realidade que permitem ao estudante explorar a criatividade em sua vida.

Citando Siclier e Labarthe, finalizamos este artigo com uma advertência digna de nota, como incentivo à busca essencial da FC:
(...) o cinema de ficção científica não sobreviverá, se não tomar consciência de algumas evidências: que, antes de mais nada, é o veículo de novas formas de pensar; e que, como tal, é principalmente um instrumento abstrato comparável às matemáticas tradicionais, e que deverá evitar as ilustrações pseudo-realistas, se pretende valorizar com rigor uma geometria inédita baseada sobre postulados modernos.



A Ficção Científica e sua aplicação na Educação - Um instrumento auxiliador para o professor
Carlos Alberto Machado - Doutorando em educação pela PUCRio - cipexbr@yahoo.com
FONTE

sexta-feira, 2 de março de 2012

Invasão - A Patrulha das Estrelas





Quem visse aquela estranha configuração cintilante pela primeira vez, por certo teria a impressão de se encontrar diante de uma obra abstracionista das mais bizarras, difícil de interpretar.

Realmente, aquela projeção tridimensional era uma obra-prima, não de um artista visionário, mas sim da tecnologia terrana, e o homem, que a contemplava neste instante, sabia o que representava: era a reprodução fiel da gigantesca esfera espacial que constituía o domínio de Terra.
Uma esfera, cujo diâmetro media 900 parsec, ou seja, novecentas vezes 3,086 x 1013 quilômetros. Quadripartida e subdividida em dez zonas esféricas por finíssimas linhas luminosas, a projeção apresentava uma impressionante profusão de detalhes.

Minúsculos pontinhos tremeluzentes caracterizavam as estrelas que se situavam no interior dessa esfera, e que representavam praticamente todos os tipos assinalados no diagrama Hertzsprung- Russell, desde as estrelas anãs do tipo espectral O às supergigantes do tipo MO.
A magnitude absoluta visual dessas estrelas abrangia toda a gama de -6 a + 14, enquanto seu brilho,

medido em unidades de luminosidade, não passava de 0,001 para as mais fracas, atingindo o valor 10 mil para as mais brilhantes.

Mas não eram apenas as reproduções das estrelas que compunham aquela estonteante projeção: nela se encontravam também todos os planetas, planetóides e luas, bem como os demais satélites, fossem naturais ou artificiais.



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quinta-feira, 1 de março de 2012

Fenda no tempo - Gerald C. Izaguirre






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