
'The physics of Star Trek' - Lawrence Krauss ( Download )
domingo, 12 de agosto de 2007
‘The physics of Star Trek’ - Lawrence Krauss
A Ficção Científica séria está morta ?
Para aqueles de nós que se importam com isso (e não, nós não moramos nos porões das casas dos nossos pais), o futuro do futurismo é de fato uma questão urgente. A ficção científica está prosperando em meio à pirotecnia dos efeitos especiais, ou ela está sofrendo uma morte lenta e abominável, sufocada pelo pensamento grupal da indústria de publicidade e pelos executivos sem imaginação do setor, que só desejam fazer continuações de filmes de sucesso?Falo na posição de um fã que tem opiniões sobre o assunto - como se houvesse outro tipo de fã - e que atestou a perfeita saúde e o futuro brilhante da ficção especulativa do século 21. Estou menos preocupado com o lançamento neste mês do filme “Transformers: O Filme” (”Transformers: The Movie”, EUA, 2007) com os seus colossais robôs alienígenas e elenco brilhante, do que com uma preponderante mudança cultural que parece tomar conta das fronteiras narrativas expansíveis da ficção científica. Não estou sequer levando em conta os recentes sucessos do gênero na televisão (”Battlestar Galactica”, “Heroes”, “The 4400″, “Lost”) ou a dominação mundial nos jogos (você escolhe).“A coisa atualmente está por toda parte.


A profissional de marketing e editora de ficção científica e fantasia Colleen Lindsay elogia bastante o livro de McCarthy, mas mostra-se irritada devido à sensação de que ele não é nenhuma novidade. “Trata-se de uma fantasia pós-apocalíptica para pessoas que não lêem fantasias. Vejam ‘The Postman’, de David Brin, e ‘Dies the Fire’, de S.M. Stirling”, diz ela: livros similares escritos por autores de gêneros literários específicos e lidos por nerds. “Ou então considerem o clássico de 1954 de Richard Matheson, “I Am Legend”, a obra original sobre germes zumbis, adaptada para filme em 1964 (”Mortos que Matam”/” The Last Man on Earth”, EUA/Itália), 1971 (”A Última Esperança da Terra”/” The Omega Man”, EUA) e agora em 2007 (” I Am Legend”, que deverá ser lançado em 14 de dezembro).
Kfir Luzzatto, um escritor de ficção científica que mora em Israel, menciona “A Agonia do Verde” (”The Death of Grass”, 1956), de John Christopher e “O Último Homem” (”The Last Man”, 1826) de Mary Shelley, que prevê um final de século 21 devastado por uma peste. “A cultura pós-apocalíptica se tornou para as pessoas modernas aquilo que as estórias de fantasma significavam para os nossos pais”, diz ele. “É uma maneira de expressar os seus temores quanto ao desconhecido e lidar com eles”.
Por outro lado, o elemento de maior entusiasmo presente na ficção científica continua sendo a luta entre o bem e o mal, e o bem continua vencendo - após uma luta extremamente barulhenta. Basta ver o caso de “Transformers”. “Nós acreditamos que estamos sós nesta luta constante, ou cremos que podemos ajudar uns aos outros?”, questiona Jamie Hari, que criou e administra o Marvel Database Project em Toronto. Hari, que diz, “a Marvel é o meu mundo” sem embaraço, vê na atração exercida pelos Transformers e robôs em geral “mais uma extensão do desejo humano pela tecnologia”.
Uma figura bastante familiarizada com esta idéia é Lawrence Krauss, professor de física da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, no Estado de Ohio, e autor do livro “The Physics of Star Trek” (”A Física de Jornada nas Estrelas”). “Se você assistir a ‘How William Shatner Changed the World’, verá que ele é o cara que faz pizza com Shat”.
“As pessoas gostam da idéia de um futuro cheio de esperanças”, diz Krauss, admitindo mais tarde: “É difícil para mim acreditar na visão utópica. Geralmente o gênero atrai a atenção quando é bem feito, mas não quando o resultado é algo como “Tropas Estelares” (” Starship Troopers”, EUA, 1997). Coisas como os insetos defecadores não me atraem nem um pouco”.
Porém, ele diz que a ciência, assim como a arte, leva em conta o nosso lugar no esquema cósmico. “A razão pela qual somos cientistas não é o desejo de criarmos uma torradeira melhor”, afirma. “Mas sim o fato de nos interessarmos por aquilo que é possível no universo”.
A julgar pelos lançamentos de filmes já agendados, eis o que é possível no universo. A Terra poderia ser invadida por invasores alienígenas de corpos (”Invasion”, 17 de agosto). Ela pode se deparar com a morte planetária devido a um sol moribundo (”Sunshine”, 20 de julho). Ou pode ser flagelada pelo terrorismo global (”Day Zero”, que está para estrear). Ou, no campo da engenharia, poderia haver a produção de uma armadura exoesqueletal super-poderosa (”Iron Man”, 2008), ou a formação de relações intergalácticas com extraterrestres de orelhas pontudas (”Star Trek”, 2008). Por outro lado, uma raça de pequenos alienígenas poderia passear pelo cosmo dentro de Eddie Murphy, que poderia a seguir se apaixonar por uma beldade terrestre (”Starship Dave”, 2008).
Tudo isso soa para John Moore, de Houston, um “nerd sem arrependimentos” e escritor de ficção científica e fantasia (”A Fate Worse than Dragons”), como notícias velhas. “A ficção científica é o presente. Nós vivemos em uma sociedade de ficção científica, e não me refiro apenas à tendência da sociedade de se cercar de aparelhos de alta tecnologia. O que quero dizer é que, a projeção no futuro, outrora o território do escritor de ficção científica, se transformou na modalidade dominante de pensamento. Esta é a influência da ficção científica no pensamento moderno”.
A ficção científica séria está morta?A ficção científica está morta. Longa vida à ficção científica.
Amy Biancolly - The New York Times News Services - 10/07/2007
EDGAR ALLAN POE
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe
EÇA DE QUEIROZ - 'A aia"
“…Era uma vez um rei, moço e valente, senhor de um reino abundante em cidades e searas, que partira a batalhar por terras distantes, deixando solitária e triste a sua rainha e um filhinho, que ainda vivia no seu berço, dentro das suas faixas. A lua cheia que o vira marchar, levado no seu sonho de conquista e de fama, começava a minguar, quando um dos seus cavaleiros apareceu, com as armas rotas, negro do sangue seco e do pó dos caminhos, trazendo a amarga nova de uma batalha perdida e da morte do rei, trespassado por sete lanças entre a flor da sua nobreza, à beira de um grande rio…” ( Download )
José Maria Eça de Queirós nasceu a 25 de Novembro de 1845 numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, Portugal.
Horror ou Terror (II)
Nesta hora, convém pensar nas palavras, para que as palavras nos ajudem a entender e interpretar o que está acontecendo.Pensar é distinguir. É preciso distinguir entre terror e horror, duas palavras que parecem sinônimas mas não são, porque, lingüisticamente, não se justifica a existência de dois termos para um conceito idêntico.
Falamos em “filme de terror”, mas seria mais apropriado “filme de horror”. A diferença entre essas duas palavras está no sujeito que, ao assistir ao filme, se horroriza.
Um pouquinho de gramática não faz mal a ninguém.
O verbo horrorizar normalmente é reflexivo: horrorizar-se. Para funcionar, o verbo horrorizar necessita da colaboração do horrorizado. É como no verbo espanhol morirse. Para morrer (pelo menos em espanhol), é preciso que o morto “morra-se”, participe do ato de morrer. No caso de horrorizar-se, eu me horrorizo na medida em que estou suscetível a sentir o horror.
O terror é outra história.
Dificilmente alguém diz “aterrorizei-me vendo aquelas imagens”, pois o terror é produzido por outro sobre mim, e quem aterroriza (e isso é horrível e terrível!) não está aterrorizado nem horrorizado consigo mesmo.
O terror vem de fora. O horror vem de dentro.
O terrorista não se horroriza com o ato de aterrorizar os outros.
Horror é um sentimento de receio, de medo, de pavor perante algo ameaçador, odioso e perverso. Em sua origem latina, horrere significava ficar com os cabelos em pé. O horripilante, no horror, é essa sensação de um frio no estômago, na espinha, o suor frio, o frio da morte.
O terrorista pratica o terror com sangue frio. Para ele, não é horrível matar inocentes. É um meio para atingir um fim. O terrorista não teme, quer dominar a todos utilizando o medo, e para isso conta com a mídia, para que o mundo inteiro fique paralisado.
O grande esforço, agora, é não ficarmos horrorizados com o terror.
O grande esforço do homem civilizado é substituir o horror e o ódio por uma atitude de indignação que saiba propor, sem que se perca também a dignidade, ações que evitem os horrores da guerra.
Gabriel Perissé
CONTOS DE HORROR DO SÉCULO XIX
Le Fanu e o britânico de sangue azul Algernon Blackwood. Entre os autores, Manguel destaca a presença de Edgar Allan Poe, que “ofereceu ao mundo seus primeiros terrores profissionais, hoje célebres: ‘A queda da casa de Usher’, ‘O barril de Amontilhado’, ‘O gato preto’, ‘O coração delator’”. Allan Poe, que também inventou a literatura de investigação, comparece na antologia com um conto menos conhecido, “Os fatos no caso do sr. Valdemar”, mas de arrepiar do mesmo jeito. Publicado em 1845 (mesmo ano em que surgiu “O corvo”), levou muitos leitores a escreverem para o autor na crença de que se tratava de um história verídica. Trata-se de uma mistura de horror com ficção científica, tocando num tema dos mais atuais – a clonagem.
Um plus do volume são as traduções, entregues a escritores de renome (Milton Hatoum, Moacyr Scliar, Rubens Figueiredo) e especialistas na matéria (Jorio Dauster, José Rubens Siqueira, Sérgio Molina). Além disso, os tradutores foram escolhidos por sua afinidade com autores e obras, e se encarregam de apresentá-los ao leitor. Marcelo Pen, a quem coube a novela “A volta do parafuso”, de Henry James, discute a tradução do título: garante que se trata de um grande equívoco e que, a rigor, ela não quer dizer nada em português. Sustenta que “Turn of the screw” lembra thumbscrew, os “anjinhos”, antigos anéis de tortura com que se apertavam os dedos das vítimas. Contudo, mantém o título. Abre o livro uma raridade: a tradução de Rubem Fonseca para o clássico “A mão do macaco”, de W. W. Jacobs, que aparece em nove de dez antologias do gênero. Depois de lembrar o sucesso do conto, publicado pela primeira vez em 1902 e desde então teatralizado e adaptado ao cinema inúmeras vezes (estranhamente, com pouco êxito), Fonseca comete uma revelação de cunho pessoal. Conta que várias vezes narrou a história para seus filhos pequenos, sempre “num lugar em penumbra”, e que invariavelmente introduzia uma modificação no enredo, o que resultou numa versão ainda mais terrível, porque “eu emitia sons assustadores e andava de um lado para o outro, fazendo gestos e caretas aterradores”. Depois apresenta uma seleção original, de autores não óbvios (H. P. Lovecraft, Saki e Sherindan Le Fanu) ou bastante conhecidos mas não associados à literatura de horror – casos de O. Henry e Edith Warthon. Praticamente desconhecido no Brasil, Algernon Blackwood fecha o volume com uma obra-prima, Os salgueiros, relato caustrofóbico com pitadas de ficção científica. Heloisa preparou a seguir um livro inteiro com dez contos de Blackwood, A casa do passado, e outro com as “histórias de terror sarcástico” de Ambrose Bierce, Visões da noite, ambos da editora Record.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
FANTASTICON 2007
O evento, integrante do XV Encontro Internacional de RPG, foi organizado por Silvio Alexandre, com apoio da Devir Livraria, Terramédia e Pixel Media Editora.
Postado por
Capacitor Fantástico
às
09:01
Tag: evento, Fantasia, Fantástico, Ficção Científica, Horror
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Horror ou Terror ? (I)
Alberto Manguel faz uma distinção entre terror e horror, valendo-se de uma afirmação da escritora Ann Radcliffe, uma das pioneiras desse tipo de relato, ainda no século 18:
“O terror e o horror possuem características tão claramente opostas que um dilata a alma e suscita uma atividade intensa de todas as nossas faculdades, enquanto o outro as contrai, congela-as, e de alguma forma as aniquila”. Apesar de não discordar, este departamento prefere as diferenças apontadas pela escritora carioca Heloisa Seixas, ela própria uma cultora do que chama “contos assombrados” e, em grande medida, responsável pela recente onda de antologias do gênero no mercado brasileiro, pois organizou e traduziu a primeira delas, Depois (Record), em 1998. Escreve ela, à guisa de introdução:
“Qual seria a diferença entre história de horror e uma história de terror? Além da rima, essas duas palavras têm em comum o fato de que nos dão arrepios. Aliás, pelo menos uma delas – horror – vem do latim horrere, que quer dizer justamente arrepiar-se, estremecer. Mas a linha divisória entre uma e outra é de difícil definição. O horror seria talvez a resposta a uma realidade física horripilante. como por exemplo uma cena de assassinato ou tortura. Já o terror, forma mais poderosa de medo, seria o defrontar-se com o desconhecido – o sobrenatural”.
JORNAL DO BRASIL - Caderno idéias - Alvaro Costa e Silva
www.casadapalavra.com.br/
O CAPACITOR FANTÁSTICO
O CAPACITOR FANTÁSTICO foi criado para trazer ao público apreciador de Ficção Científica, Fantasia, Terror, Mistério e Fantástico, todo tipo de material. Livros, roteiros, filmes, séries de tv, quadrinhos, imagens, notícias, etc.













