sábado, 24 de janeiro de 2009

O programa de 12 passos de Godzilla - Joe R.Lansdale



Um: Trabalho honesto

Godzilla em seu caminho para o trabalho na fundição, vê um prédio grande que parece ser feito de cobre brilhante e negro, refletindo o sol. Ele vê sua própria imagem refletida e pensa nos velhos tempos, pensa em como seria pisoteá-lo todo, queimá-lo, arrebentar aquelas janelas com seu bafo de fogo e então dançar entre as ruínas e a fumaça.
Um dia de cada vez, disse para si mesmo. Um dia de cada vez.
Forçou-se a olhar para o prédio e então foi para a fundição.
Colocou seu capacete. Soprou seu fogo dentro do barril de partes de carros usados, transformando-os em metal derretido. O metal escorreu pelas calhas para dentro de novos moldes de novas partes de carros. Portas, tetos, etc.
Godzilla sentiu que parte da tensão se dissipava.

Dois: Recreação

Depois do trabalho, Godzilla evitou o centro da cidade. Parar de soprar as chamas após o trabalho era difícil. Foi ao Centro Recreacional Grande Monstro. Gorgo está lá, bebendo água com óleo, como sempre. Gorgo está falando sobre os velhos tempos. É sempre assim. Os velhos tempos.
Eles vão para os fundos e queimam alguns destroços colocados lá diariamente para uso do Centro. Kong também está lá, bêbado. Está brincando com algumas bonecas Barbie. Ele sempre faz isso. Finalmente as guarda no bolso do casaco, pega seu andador e balança-se até Godzilla e Gorgo.
Gorgo diz: ‘Desde aquela queda, ele não faz mais porra nenhuma. E qual é o lance dele com aquelas bonecas de plástico? Será que ele não sabe que existem mulheres de verdade no mundo?’
Godzilla pensa ver lágrimas nos olhos de Gorgo, que saudoso observa Kong caminhar com dificuldade. Godzilla reduz algumas sucatas em cinzas, mas para não é o bastante, poderia soprar fogo o dia inteiro e mesmo assim não chegaria ao máximo de sua compulsão.
Não era sequer tão satisfatório quanto a fundição.
Foi para a casa.

Três: Sexo e destruição

Naquela noite exibiram um filme de monstros na televisão. O de sempre. Grandes monstros espalhando destruição, uma cidade após a outra. Esmagando pedestres debaixo de seus pés.
Godzilla examinou a sola de seu pé direito, a cicatriz continuava lá, cicatriz de achatar carros. Lembrava-se da sensação das pessoas serem espremidas entre os dedos. Pensou sobre tudo isso e mudou de canal. Assistiu 20 minutos de ‘Mister Ed’, desligou a televisão e masturbou-se com a lembrança de cidades queimando e carne esmagada.
Depois, tarde da noite, acordou banhado em suor. Foi até o banheiro e rápidamente fez algumas figuras humanas, bem toscas, a partir das barras de sabão. Esmagou então o sabão entre os dedos, de olhos fechados, tentando se lembrar da sensação.

Quatro: Viagem à praia e a grande tartaruga

Sábado Godzilla foi até a praia. Um monstro bêbado que parecia uma grande tartaruga, voou na sua direção e o acertou em cheio. Xingou-o, procurando briga.
Godzilla lembrou do nome da tartaruga. Gamera.
Gamera sempre fora um problema. Ninguém gostava de Gamera. Era um verdadeiro pé no saco!
Godzilla cerrou os dentes e segurou as chamas. Deu as costas para ele e voltou-se para a praia. Murmurava um mantra secreto, dado a ele por seu orientador.
A tartaruga gigante continuou a persegui-lo, xingando-o.
Godzilla guardou seus apetrechos de praia e foi para casa. Nas suas costas, ouvia a tartaruga ainda xingando, ainda pressionando-o. Tudo que podia fazer era não fazer nada com aquela idiota miserável. Tudo que podia fazer. Sabia que a tartaruga estaria nas manchetes amanhã.
Ela acabaria destruindo alguma coisa.
Godzilla pensou que talvez devesse tentar conversar com ela, apresentá-la ao programa dos doze passos. Era o que supostamente devia fazer. Ajudar aos outros. Talvez a tartaruga conseguisse se tranqüilizar. Mas você só pode ajudar aqueles que se ajudam. Godzilla percebeu que não poderia salvar todos os monstros do mundo. Precisavam tomar suas decisões sozinhos.
Fez uma anotação mental de que deveria andar com folhetos dos 12 passos com ele, a partir de agora.
Mais tarde ligou para seu orientador e contou sobre seu dia miserável. Que queria voltar a queimar edifícios e brigar com a grande tartaruga.
Reptilicus disse que era assim mesmo. Que ele teria dias como aquele.
Uma vez um monstro sempre um monstro. Mas que ele era um monstro recuperado. Levava a vida um dia de cada vez. Era o único jeito de ser feliz. Você não podia queimar e matar e mastigar humanos e suas criações, sem pagar o preço da culpa, sem ser alvo da artilharia.
Godzilla agradeceu Reptilicus e relaxou.
Sentiu-se melhor por algum tempo, mas por dentro ele pensava o quanto de culpa ele guardava em seu coração.
Pensou que talvez fosse a artilharia e os disparos de foguetes o que ele realmente detestava, não a culpa.

Cinco: Saindo dos trilhos

Aconteceu de uma hora para outra. Voltava do trabalho quando viu uma pequena casa de cachorro, com um cachorro junto da entrada. Ninguém por perto. O cachorro parecia velho, estava preso por uma corrente. Um cachorro qualquer, vagabundo. A tigela de água vazia.
O cachorro vivia uma vida miserável. Preso. Entediado. Sem água.
Godzilla saltou sobre a casinha e esmagou o cachorro. Queimou o que restou do cachorro e da casinha. Pulou sobre os restos carbonizados. Cinzas negras e cachorro queimado entre seus dedos o lembraram dos velhos tempos.
Rápido deixou o local, ninguém o vira. Sentiu-se mal. Ligou para Reptilicus e ouviu da secretária eletrônica:
‘Não estou em casa agora, por favor deixe sua mensagem e eu ligarei de volta’.
A máquina bipou. Godzilla disse: ‘Socorro'.

Seis: O orientador

A casa de cachorro ficou em sua cabeça por todo o dia seguinte. Enquanto trabalhava, pensava em como o cachorro queimara, como a casinha se partira em pedaços. Pensou na dança que fez sobre as cinzas.
Aquele dia se arrastou como uma eternidade. Pensou que após o trabalho, talvez pudesse achar outra casa de cachorro, outro cachorro.
No caminho de casa, manteve-se atento, mas nada de casas de cachorro ou mesmo cachorros.
Em casa, uma luz piscava em sua secretária eletrônica. Uma mensagem de Reptilicus, que dizia: ‘Me ligue.’
Godzilla ligou e disse: ‘Reptilicus! Perdoe-me! Eu pequei.’

Sete: Desilusão e desapontamento

A conversa com Reptilicus não ajudara muito. Godzilla reduziu a pedacinhos todos os folhetos do programa dos doze passos. Limpou o traseiro com alguns e os atirou pela janela. Os que restaram, colocou na pia e queimou. Queimou a mesa de café e uma cadeira e quando se deu conta do que tinha feito, sentiu-se pior. Sabia que a proprietária iria esperar que ele repusesse os móveis. Ligou o radio e chorou na cama ao ouvir uma estação de antigos sucessos.
Dormiu enquanto “Martha and the Vandellas” cantavam "Heat Wave" (Onda de calor).

Oito: Desempregado

Godzilla sonhava que o Deus escamoso tinha surgido para ele, cuspindo fogo. Disse que tinha vergonha de Godzilla. Disse que esperava mais dele. Godzilla acordou, afogando-se em seu suor. Estava só. Sentiu-se culpado. Tinha vaga lembrança de ter acordado e saído por ai, pela cidade,queimando e destruindo. Estava cansado, mas não se lembrava de tudo que havia feito. Talvez lesse a respeito nos jornais sobre isso. Cheirava a madeira carbonizada e plástico derretido. Havia uma coisa gosmenta entre seus dedos e algo lhe dizia que não era sabão.
Queria se matar. Foi buscar sua arma, mas estava bêbado demais para encontrá-la. Caiu ao chão. Sonhou com o demônio desta vez. Parecia-se com o Deus, exceto por ter uma só sobrancelha que se esticava sobre ambos os olhos. O demônio disse que tinha vindo atrás dele.
Godzilla lutou e rugiu. Sonhou que trocava socos com o demônio e que seu fogo não fazia efeito nele. Acordou tarde no dia seguinte. Lembrava-se do sonho. Não dava para trabalhar daquele jeito e dormiu o resto do dia. De noite leu sobre ele nos jornais. Realmente fizera alguns estragos, queimando parte da cidade. Havia uma foto bem clara dele, arrancando a cabeça de uma mulher.
Recebeu uma ligação de seu gerente naquela noite. Disse que Godzilla estava demitido.

Nove: Sedução

No dia seguinte apareceram os humanos. vestiam ternos pretos e sapatos polidos e mostraram credenciais. Estavam armados também.
Um deles disse: ‘Você é um problema. Nosso governo quer mandá-lo de volta ao Japão.’
‘Eles me odeiam por lá. Eu acabei com Tóquio!’ disse Godzilla.
‘Você também não tem se dado bem por aqui. Por sorte você queimou uma parte menos privilegiada da cidade, ou você estaria ferrado. Isso dito, temos uma proposta de trabalho para você.’
‘Qual?’
‘Você coça nossas costas e nós coçamos as suas.’
Então o homem contou o que tinha em mente.

Dez: Escolhas

Godzilla mal dormiu naquela noite. Levantou-se e brincou de esmagar seu pequeno toca-discos. Dançou pela sala como se estivesse se divertindo, mas não estava.. Foi ao Centro Recreacional Grande Monstro.
Encontrou Kong num banco, despindo uma de suas Barbies, e tocando entre as pernas, a vagina que desenhara com caneta azul. Agora ele desenhava pêlos pubianos nela.
Godzilla achava que talvez Kong pudesse fazer o trabalho por ele.
Por Deus, você não quer acabar como Kong. Completamente fora deste mundo.
Por outro lado, se ele tivesse algumas bonecas para queimar, serviria para acalmá-lo.
Não. Depois de experimentar a coisa de verdade, para que serviria uma Barbie? Era como cerveja sem álcool. Como aqueles escombros nos fundos. Cerveja sem álcool. A fundição. O programa de doze passos. Tudo cerveja sem álcool.

Onze: Trabalhando para o governo

Godzilla ligou para os desgraçados do governo.
‘Certo! Eu farei.’
‘Ótimo. Achávamos que toparia. Olhe em sua caixa de correio. O mapa e as instruções estão lá dentro.’
Godzilla saiu de casa e foi conferir. Havia um envelope pardo com instruções dentro. Dizia:
‘Queime todos os pontos que estão no mapa. Quando terminar com estes, encontrará outros. Apenas tenha certeza de que ninguém irá escapar. Até o último homem, mulher e criança.’
Godzilla abriu o mapa. Haviam vários pontos marcados de vermelho. Sob as marcações ele podia ler: ‘Cidade dos Crioulos’, ‘Vila dos Amarelos’, ‘Enclave do lixo branco’, ‘Bairro das piranhas’. ‘Monte de Democratas’.
Godzilla entendeu o que poderia fazer. Poderia ser espontâneo. Queimar sem culpa. Esmagar sem culpa. E não somente isso, eles haviam lhe mandado um cheque.
Ele fora contratado por sua cidade adotiva para limpar a sujeira, ou era como eles viam.

Doze: O passo final

Godzilla parou perto do primeiro lugar da lista: ‘Cidade dos crioulos’
Viu crianças brincando nas ruas. Cães. Pessoas olhando para ele, imaginando o que ele fazia ali.
Godzilla derrepente sentiu algo dentro de si. Sabia que estava sendo usado. Virou-se e saiu dali. Foi em direção a área da cidade onde ficavam os prédios do governo.
Começou pela mansão do governador.
Estava fora de controle. A artilharia caiu encima dele, mas de nada serviu.
Estava enlouquecido. Como nos velhos tempos.
Reptilicus apareceu com um megafone, tentando acalmar Godzilla, mas ele não o ouvia. Queimava o topo do prédio da prefeitura, descendo e queimando e mais, até o chão.
Kong apareceu e o saudou. Kong então atirou longe o andador e passou a destruir tudo ao redor e depois subiu no prédio do governo. Balas zuniam à volta do macaco gigante.
Godzilla ficou olhando Kong alcançar o topo, segurando-se com uma das mãos enquanto balançava uma boneca Barbie com a outra. Kong então colocou a Barbie entre os dentes e do bolso tirou um Ken despido. Kong havia feito um tipo de pênis em Ken e gritava ‘É isso ai! É isso ai! Eu sou de Antes e Depois de Cristo, seus filhosdaputa!’
Jatos apareceram e lançaram um ataque contra Kong, que levou um míssil bem entre os dentes.
Barbie, dentes e pedaços de cérebro encheram o céu cinzento. Kong caiu.
Gorgo saiu do meio da multidão e debruçado sobre o macaco, chorando, pegou-o nos braços.
A mão de Kong lentamente se abriu, revelando Ken e seu ‘pinto’ quebrado.
A tartaruga voadora apareceu e Kong arrancou o topo do prédio e bateu em Gamera com ele.
Até os policiais e o exército aplaudiram.
Godzilla bateu, bateu e bateu na tartaruga, espalhando pedaços de carne de tartaruga por toda parte, igual a quando se sobreaquece um poodle em um forno de microondas.
Alguns pedestres recolheram nacos da carne e levaram para casa para assar, por que havia um boato que dizia que tinha gosto de galinha.
Godzilla levou três foguetes no peito, cambaleou e tombou. Os tanques o cercaram.
Godzilla abriu sua boca sangrenta e riu. Pensou, se a coisa não se resolver aqui, terei que acabar com os negros, com os amarelos, o lixo branco e os homossexuais.
Pro inferno com o programa dos doze passos. Pro inferno com a humanidade.
Então Godzilla morreu e fez a maior nojeira na rua.
Os militares saíram de perto, pisando na ponta dos pés e segurando seus narizes.
Mais tarde Gorgo reclamaria o corpo de Kong.
Reptilicus, entrevistado pelos repórteres da tevê, declarou:
‘Zilla quase conseguiu, caramba! Quase! Se ele tivesse conseguido completar o programa, ele ficaria ok. Mas a pressão da sociedade foi demais pra ele. Você não pode culpá-lo pelo que a sociedade fez com ele.’
No caminho de casa, Reptilicus lembrou dos prédios em chamas. Dos disparos das armas. Igualzinho aos velhos tempo, quando ele, Zilla, Kong e a idiota da tartaruga eram jovens.
Reptilicus pensou em Kong, balançando o boneco Ken, com Barbie entre os dentes.
Lembrou de Godzilla morrendo de rir.
Um monte de velhos sentimentos afloraram em Reptilicus. Era duro lutar contra isso.
Encontrou um local remoto e uma casa às escuras e urinou pela janela esquecida aberta, então foi para casa.

Joe R.Landscape, 'Godzilla's twelve step program', 1994.
Originalmente publicada na coleção ‘Writer of the Purple Rage’.

Battlestar Galactica - Jeffrey A. Carver


The Cylons were created by Man. Created to make life easier on the Twelve Colonies.

They began as simple robots—toys for the amusement of the wealthy and the young—but it was not long before they became useful, and then indispensable, workers. As their sophistication grew, the Cylons were used for the dif cult and dangerous work that humans preferred to avoid: mining, heavy industry, deep space construction.

And nally, perhaps inevitably, they were used for war. Not against enemies from without, but by human against human, as the Twelve Colonies found reason to wage war against one another.

The Cylons were the greatest soldiers in the history of warfare. They were smart, fast, and deadly. Successive models had become increasingly independent, capable of making decisions without human orders. And they were utterly without conscience.

Killing, to the Cylons, was simply one of the functions for which they had been superbly designed.
In hindsight, perhaps it should not have been a surprise that the day would come when the Cylons decided to kill their masters. And when that day came, the horror of war was unleashed upon all twelve of the Colonies of Man. For ten long and bloody years, humanity fought—not just for freedom, but for survival.

The Twelve Colonies, facing a common, implacable foe, at last came together and joined as one. Many fought, and many died, in the effort to destroy the mechanized race that humanity itself had conceived and brought into being.

There would be no victory. But through valiant fighting, and with the mobilization of every available resource throughout the human sphere, the Cylons were gradually driven from the immediate part of space oc- cupied by humanity. In the end, an armistice was declared. Humanity would live in peace, while the Cylons left to and another world to call their own.
Live and let live was the philosophy...

if “live” was a term that could be applied to the existence of the robots. No one knew the location of the Cylon world. But to maintain the peace, a remote space station was built in the dark emptiness between the stars, to be a place where Cylon and human would meet and maintain diplomatic relations.

Once a year, every year, the Colonials sent an oficcer for the scheduled meeting. After the rest year, the Cylons sent no one. No one had seen or heard from the Cylons in over forty years.

That was about to change.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

The Yiddish Policemen's Union - Michael Chabon


Uma história alternativa vencedora do Hugo e do Nebula Awards, de um autor já laureado com o Pulitzer e que será transportada para o cinema pelos irmãos Coen.

A história... Israel não aconteceu.
Para lidar com o problema do pós-Holocausto, os EUA cedem um pedaço do Alaska para onde os judeus poderem migrar. Em 2005, no entanto, 60 anos após a cessão, as terras estão para voltar à posse do governo norte-americano. A língua que se fala nas ruas é o iídiche, não o hebraico. Está todo mundo meio desesperado para conseguir um visto para algum lugar do planeta – é preciso se mudar. E, em meio a esta confusão, acontece o assassinato de um homem desconhecido que, naturalmente, tem tudo a ver com tudo. Esse é o cenário em que um policial tem que desvendar o crime, que inclui um menino gênio de xadrez que pode ser o messias!

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fonte Pedro Doria Leituras

Writing popular fiction - Dean R. Koontz


A NOTE TO THE READER

This book can be valuable to the new writer. It provides insights into category fiction, offers suggestions not to be found elsewhere, and ought to save you time and rejection slips on the way to a sound, professional writing career. I will be pleased to hear from anyone who, having read the book, feels he's gained from it. However, spare me letters that say:

—"You forgot to mention theme!" I didn't forget. I neglected it on purpose. The theme, the "meaning" of a story, is not something you can sit down and plan out ahead of time. Or, anyhow, it shouldn't be. Theme should grow from your characters and your plot, naturally, almost subconsciously. If you sit down to deliver a Great Message to the reader, above all else, then you are an essayist, not a novelist.

—"Some of these writers whose books you recommend are not really that terribly good." I know. For the most part, I've tried to point you to the best people in each field. But, occasionally, a mediocre writer achieves such stunning success that he must be mentioned in the discussion of his genre. If, out of the hundreds of books I recommend, I steer you to a couple of bums, please realize that you can learn something from those bums, if only the taste of a large part of that genre's readership.

-"You list seven science fiction plot types, but I have found an eighth!" Okay. But it may be the only one of its kind; and with enough thought and enough familiarity with the field-Western, suspense, science fiction or whatever—you probably will find it fits into my list just fine.
—"You don't show us how to make writing easy!" I know I don't. It's hard work, and it's frustrating, and it's lonely. I'm writing this to inform you, not deceive you. So set to work, and good luck!

CONTENTS
1 Hammer, Nails, and Wood
2 Science Fiction and Fantasy
3 Suspense
4 Mysteries
5 Gothic- Romance
6 Westerns
7 Erotica
8 The Most Important Chapter in This Book



CHAPTER TWO - Science Fiction and Fantasy

Rayguns, helpless maidens stranded on alien planets, bug-eyed monsters, invasions of the Earth by wicked creatures, arch-fiends bent on the destruction of the race, super heroes—if you believe this is what science fiction is about, you either stopped reading it circa 1930, or have formed your opinion from motion pictures and television programs.

The science fiction stories of the 1930's and 1940's were often ludicrous, but they have long ago given way to the same sophistication of theme, background, characters, and style found in other genres.

The film medium has rarely done justice to the field—notable exceptions being 2001: A Space Odyssey, A Clockwork Orange, Village of the Damned, and THX-1138. Before trying to write science fiction, read it (a truism applicable to each category of fiction, because each has its special requirements). When you read the work of Poul Anderson, John Brunner, Arthur Clarke, Harlan Ellison, Robert Heinlein, Barry Malzberg, Samuel R. Delany, Theodore Sturgeon, Robert Silverberg, and Roger Zelazny, you'll discover that the rayguns have been packed in mothballs; the helpless maidens have taken to women's liberation; the heroes, once flawless, are now quite human.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Steampunk Musha - Victoriental adventures (RPG)

The Tale of Yu
ALL THESE THINGS TOOK PLACE IN A TIME BEFORE TIME WAS MEASURED, BEFORE THE GODS KNEW THEIR OWN NAMES.

THE GREAT CELESTIAL DRAGONS, WHOSE NAMES MAN MAY NOT SPEAK, EXISTED IN A PLACE THAT HAD NO FORM, A PLACE SO SHAPELESS THAT NO THOUGHTS COULD CONTAIN IT, AND NOT EVEN THE DRAGONS CONSIDERED ITS EXISTENCE. ITISSAID THEY WENT ON FOR UNCOUNTABLE MOMENTS IN THEIR WAY, KNOWING THE THINGS THAT THE DRAGONS KNOW, DOING THINGS THAT THE DRAGONS DO.

PERHAPS EONS PASSED, BUT THE TRUTH OF THIS IS LOST TO MEN. WHAT IS KNOWN IS THIS: THE GREAT CELESTIAL DRAGONS DECIDED THAT THE FORMLESS PLACE SHOULD HAVE SOME FORM, THAT ITS LIFELESSNESS SHOULD BE FILLED WITH BREATH. SO THEY BREATHED IN THE SHAPELESS PLACE AND BREATHED OUT THE ONE CALLED YU.



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O Parque dos Dinossauros - Michael Crichton

John Hammond está prestes a ver concretizado o sonho de sua vida: inaugurar um sofisticado (e lucrativo) parque turístico em que o ambiente foi construído para se parecer com a Terra de milhões de anos atrás e cujos animais são... dinossauros! Confinados em Islã Nublar, uma pequena ilha da Costa Rica, os quase trezentos espécimes produzidos com a mais revolucionária tecnologia da engenharia genética parecem sob o controle absoluto dos supercomputadores e dos cérebros geniais que os criaram.

Contudo, um detalhe foi esquecido.

Desaparecidos da face do planeta antes que o homem viesse a habitá-lo, os dinossauros podem apresentar reações inesperadas aos seres humanos. Ante a iminência de uma catástrofe de dimensões notáveis entra em cena o paleontólogo Alan Grant, a quem sobra a colossal tarefa de enfrentar monstros enlouquecidos. Com suspense de tirar o fôlego e um final imprevisível, O Parque dos Dinossauros é uma obra de literatura e ficção científica que também incursiona magistralmente no campo das novas teorias matemáticas e dos assombrosos feitos da informática, propondo uma reflexão cuidadosa sobre o uso que se pode fazer da ciência.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Autumn (5 livros) - David Moody





By offering the first AUTUMN novel as a free download, David Moody created an Internet phenomenon. More than half a million downloads later, and with a movie adaptation ready for release in 2009, the five book series is set to be republished by Thomas Dunne Books.
A German language edition of the series is available from Otherworldverlag of Austria.

A bastard hybrid of Day of the Triffids and Night of the Living Dead, the AUTUMN books chronicle the struggle of a small group of survivors coming to terms with a world torn apart by a deadly disease. More than 99% of the population of the planet are killed in less than 24 hours. Days after the initial outbreak, the dead begin to rise. At first slow, blind, dumb and lumbering, over time the bodies gradually regain their most basic senses and abilities... sight, hearing, basic motor skills... Trapped by the restraints of their rapidly decomposing shells, the bodies gravitate towards the survivors - the only remaining attraction in the silent, lifeless world. Unable to understand what is happening to them or to communicate, the dead become increasingly violent and aggressive. The survivors are outnumbered more than 100,000 to 1.

Without ever using the 'Z' word, the AUTUMN books offer a new perspective on the traditional zombie story. There's no flesh eating, no fast-moving corpses, no gore for gore's sake. Combining the atmosphere and tone of George Romero's classic living dead films with the attitude and awareness of 28 Days (and Weeks) later, these bleak novels are filled with relentless cold, dark fear.

The original AUTUMN trilogy (AUTUMN, AUTUMN: THE CITY and AUTUMN: PURIFICATION) follows the plight of a group of survivors as they fight to make sense of the chaos of the dead world and find shelter from the increasing numbers of corpses which relentlessly pursue them. A companion book (AUTUMN: THE HUMAN CONDITION) delves into the back-stories of many of the characters from the previous novels (where were you when the world ended?!) and also includes a number of additional novellas and short stories telling the stories of, amongst others, an office worker who carries on with the day-to day and refuses to accept that the rest of the world is dead, an 8 year old boy who tries to survive alone without his parents, a man who refuses to give up his home no matter what the cost, a local politician who is terrified he's going to have to take charge of what's left of his town...

The fifth book in the series - AUTUMN: DISINTEGRATION - is an as yet unpublished story of two separate groups who have both managed to survive by adopting very different tactics. Although not directly linked to the other books, the events of AUTUMN: PURIFICATION indirectly affect the actions of the survivors in DISINTEGRATION.

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Autumn site

Crepúsculo - Stephenie Meyer

PREFÁCIO

Eu nunca pensei muito sobre como eu iria morrer - achei que eu tinha motivos suficientes nos últimos meses - mas mesmo que eu não tivesse, eu não iria imaginar assim. Eu encarei sem respirar através do longo aposento, dentro dos olhos escuros do caçador, e ele olhou agradavelmente de volta pra mim. Com certeza essa foi uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, outra pessoa que eu amava. Nobre, até. Que deve ser levado em conta pra alguma coisa. Eu sabia que se eu nunca fosse para Forks, eu não estaria encarando a morte agora.
Mas, aterrorizada como eu estava, eu não podia lamentar a decisão.

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Perigo, Perigo...


Bob May, o homem na 'roupa' do robô de 'Perdidos no Espaço', morreu no fim de semana passado, aos 69 anos.

Bob May era um ator veterano e dublê. Trabalhava desde criança em números de comédia em circos e espetáculos populares, e foi o próprio Irwin Allen, o criador da série, quem o contratou para 'encarnar' o protetor de metal da família Robinson (1965).

Allen contava que para pegar o emprego, o candidato tinha que simplesmente conseguir entrar dentro daquela 'roupa'. A voz do robô original era feita pelo também ator Dick Tufeld.

Na foto de 1995, alguns membros da tripulação original.
Da esquerda para direita, ao fundo, Bob May, Bill Mumy, Mark Goddard e Jonathan Harris.
Na frente, a partir da esquerda, June Lockart, Martha Kriste, e Angela Cartwright.

The Empty House And Other Ghost Stories - Algernon Blackwood


Conteúdo:

THE EMPTY HOUSE
A HAUNTED ISLAND
A CASE OF EAVESDROPPING
KEEPING HIS PROMISE
WITH INTENT TO STEAL
THE WOOD OF THE DEAD
SMITH: AN EPISODE IN A LODGING-HOUSE
A SUSPICIOUS GIFT
THE STRANGE ADVENTURES OF A PRIVATE SECRETARY IN NEW YORK
SKELETON LAKE: AN EPISODE IN CAMP
John Silence
The Lost Valley
The Listener


The Empty House And Other Ghost Stories - Algernon Blackwood [ Download ]

Fahrenheit 451 - Ray Bradbury


QUEIMAR ERA UM PRAZER!

Era um prazer muito especial ver as coisas arderem, vê-las calcinar-se e mudar.

Punho de cobre na mão, armado desse imenso piton que cuspia o veneno da sua gasolina sobre o mundo, sentia o sangue bater-lhe nas têmporas, e as suas mãos tornavam-se as mãos de uma espécie de maestro prodigioso dirigindo todas as sinfonias do fogo e do incêndio, ao ritmo das quais se desmoronavam os farrapos e as ruínas carbonizadas da história.

Avançou entre um fulgor de pirilampos.

Teria gostado acima de tudo, segundo a velha tradição, de mergulhar no braseiro uma alcachofra presa na ponta de um pau, enquanto os livros, com um bater de asas, morriam no umbral da casa e no jardim. Enquanto os livros se estorciam entre nuvens de fagulhas e partiam, calcinados, com o vento.

Montag sorriu, com o áspero sorriso de todos os homens chamuscados e repelidos pelas chamas.





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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Room 13 and other ghost stories - M.R.James

Montague Rhodes James (1862-1936) was a scholar who wrote many books on history and languages. He also wrote many famous ghost stories.
He read these stories to his friends at King's College, Cambridge University.
Many of the people in the stories have plenty of money and do not need to work. They live in large houses and have servants to look after them.
Many of them like to travel. All of them are interested in books.
These people lived in the same way that M. R. James lived. But life for ordinary people was very different. As you read these stories, think about M. R. James.
He read these stories at Christmas. He sat in a room lit by candles. Outside it was dark and cold.
The gentlemen listened to James reading. They smoked cigars and drank brandy.
After you have read the story, it will be time to go to bed.
But don't turn out the light straight away.
Something may be waiting for you, in the dark!

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Celular - Stephen King


A civilização entrou na sua segunda idade das trevas em um pouco surpreendente rastro de sangue, mas com uma rapidez que não poderia ser prevista nem mesmo pelo mais pessimista dos futurólogos. Era como se estivesse engatilhado. No dia 10 de outubro, Deus estava no céu Dele, a Bolsa de Valores estava em 10.140 pontos e a maioria dos aviões estava no horário (exceto os que chegavam e partiam de Chicago, o que era de se esperar). Duas semanas depois, os céus pertenciam aos pássaros novamente e a Bolsa de Valores era uma lembrança.
Já no Dia das Bruxas, todas as grandes cidades, de New York a Moscou, fediam sob o céu vazio, e o mundo como ele havia sido antes era uma lembrança.

O PULSO

O evento que veio a ser conhecido como O Pulso começou às 15h03, horário da costa leste, na tarde do dia 10 de outubro. O termo era inapropriado, é claro, porém, dez horas depois do evento, a maioria dos cientistas capazes de apontar isso estava morta ou louca.
Seja como for, o nome não tinha importância. O importante foi o efeito.


Cell & Celular - Stephen King [ Download ]

domingo, 18 de janeiro de 2009

Thomas Disch


Thomas M. Disch (2 de Fevereiro 1940 – 4 de Julho de 2008 ), escritor de ficção, poeta, crítico de ópera, nasceu em Des Mondes, Iowa, EUA, e estudou em Minnesota, de onde só sairia para se alistar no exército. Esta passagem lhe renderia meses internado em um hospício militar por ter desertado posteriormente.

Começou cedo a escrever para revistas de Ficção Científica e aos 25 publicou aquele que seria seu trabalho mais conhecido, 'The Genocides', a história de uma invasão de alienígenas, que utilizam nosso planeta para plantio, e tratam os seres humanos como indesejáveis pragas que precisam ser eliminadas.

Já morando em Nova Iorque, onde trabalhou na Ópera Metropolitana, fez parte do movimento da Ficção Científica conhecido como 'New Wave' - escreveu livros de terror, poesias e outros gêneros, e sempre obteve elogios da crítica, por obras como 'Camp Concentration' e '334' (apesar de pouco conhecido mesmo em seu país).

Ganhou diversos prêmios, como o Ditmar (1969), 2 Prêmios Gigamesh (1993 e 1991),
Prêmio da Associação Britânica de FC (1980), Prêmio Locus (1981), Prêmio Michael Braude (Academia de Artes e letras), e o Hugo (1999), este último por 'The Dreams Our Stuff Is Made Of' (Melhor livro de não-ficção)

Polêmico em seu discurso e por suas escolhas de vida, Dish tinha aversão ao catolicismo e era amante da ópera e do balé, além de passar grande parte da sua vida viajando pelo mundo fazendo palestras.

Uma de suas viagens, em 1991, incluiu o Brasil, onde apresentou sua controversa palestra "The Embarrassments of Science Fiction", de 1975.
Seu discurso, inteligente e provocador, desagradou grande parte daqueles que o assistiam, pois Disch sempre repetia que a literatura de Ficção Científica em sua maioria, não era nada mais do que um ramo de diversão para crianças, não possuia sofisticação e servia tão somente para projetar ressentimentos das classes baixas, sendo simplesmente 'fantasia compensatória'.

É claro que seu discurso muito se devia a própria postura do movimento do qual fizera parte.
A 'New Wave' precisava colocar abaixo o panteão sagrado da FC , criticando pesadamente a geração 'Golden Age' e seus ícones.

Disch cometeu suicídio em 4 de Julho de 2008.

Coleção de romances e contos (Bajando, Conceptos, El descubrimento del Nulitron, El ejecutivo, El valiente tostadorcito, En alas de la cancion, Los Genocidas, 334, Problemas del genio creador, Eco alredor de sus huesos, Carrusel, El hombre que no tenia ni ideia, El judio errante, Las ultimas ordenes, El número que se ha alcanzado, The shadow, The Pressure of Time) [ Download ]

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Make room! Make room! (Soylent Green) - Harry Harrison



Make Room! Make Room! foi escrito em 1966, uma extrapolação das consequências do super crescimento populacional e serviu de base para o filme 'Soylent Green' (1973).

No futuro de 1999, os recursos naturais consumidos pelos EUA e outros países, são cada vez mais escassos. A população mundial chega a 7 bilhões e toda infra estrutura social está prestes a sofrer um colapso. Make Room! Make Room! conta o dia-a-dia de alguns personagens, entre os quase 35 milhões de uma Nova York quente e superpovoada.

PROLOGUE

In December, 1959, The President of the United States, Dwight D . Eisenhower, said: "This government... will not... as long as I am here, have a positive political doctrine in its program that has to do with this problem of birth control. That is not our business."
It has not been the business of any American government since that time.

In 1950 the United States--with just 9.5 per cent of the world's population--was consuming 50 percent of the world's raw materials. This percentage keeps getting bigger and within fifteen years, at the present rate of growth, the United States will be consuming over 83 per cent of the annual output of the earth's materials. By the end of the century, should our population continue to increase at the same rate, this country will need more than 100 per cent of the planet's resources to maintain our current living standards. This is a mathematical impossibility--aside from the fact that there will be about seven billion people on this earth at that time and -perhaps-they would like to have some of the raw materials too.
In which case, what will the world be like?





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Divirta-se com sua própria cabeça - Thomas DIsch


As cabeças são graciosas e possuem milhares de risos armazenados para você, na nova e melhorada cabeça.

Todos podem desfrutar de uma cabeça falante, jovens e adultos também.

Saboreie, veja, ouça, e ‘sinta dor’ com uma cabeça.

Experimente cada emoção conhecida pela cabeça, e se você já teve uma, deve se lembrar do que dizem: ‘Duas cabeças são melhores do que uma’.

Todos podem desfrutar de uma cabeça falante, cada minuto é diferente do outro, no incrível caos de pensamentos de uma cabeça e cada cabeça é diferente da outra!

As cabeças são graciosas, escute a cabeça desmembrada falar sobre ‘liberdade’, ‘morte’ e ‘Deus’. Faça com que sua cabeça lhe fale sobre ‘amor’. Qualquer cabeça está pronta para falar sobre 'amor', se forem seguidas as instruções do manual de entretenimento.

Observe uma cabeça usada morrer, falando, falando, falando até desfalecer.
Sem dúvida não é um exagero dizer que são maravilhosas!

Saboreie, veja, ouça e ‘sinta dor’ com uma cabeça.

Cada comprador de uma cabeça recebe absolutamente grátis um suprimento vitalício de ‘alimento’. Ponha ‘alimento’ na ‘boca’ de sua cabeça, depois insira o dispositivo co-sensitivo em ‘clavícula esquerda’, e você desfrutará de cada molécula de ‘alimento’ em sua ‘boca’.
Somente aqueles que já comeram com ‘boca’ podem entender as incríveis sensações do ‘alimento’.

A ‘clavícula esquerda’ é também a interface de entrada/saída para ‘olho esquerdo’ e ‘olho direito’. Veja um estranho mundo através do ‘olho direito’, olhando para você próprio!
Veja através do ‘olho esquerdo’ também! Então veja através do ‘olho direito’ e do ‘olho esquerdo’ juntos. Cada cabeça da Exo-Export vem com dois ‘olhos’. Não aceite menos!

‘Clavícula esquerda’ também é interface para ‘nariz’. Agora com a nova cabeça melhorada, você pode experimentar o desconcertante e primitivo mundo do ‘sexo’, já que o centro da nova resposta sexotrópica da cabeça foi retirado da área obsoleta e inalcançável do osso sacro e direcionada para o gracioso ‘nariz’.
Apenas mais uma razão para que duas cabeças sejam ainda melhores do que uma.

‘Clavícula esquerda’ também é interface para ‘queixo’ sensível a ‘dor’.
Em todas as galáxias existem criaturas, frequentemente as mais insignificantes, que podem experimentar o famoso ‘prazer negativo’, e agora com uma cabeça, você também poderá fazê-lo! A nova cabeça melhorada possui mais 35% de sensibilidade à ‘dor’, graças aos refinamentos introduzidos em ‘queixo’.

‘Clavícula esquerda’ também é interface de controle para ‘pomo de adão’.
Nada é mais fácil do que manusear a função-falar de sua cabeça.
Divirta seus amigos falando através de sua própria cabeça! O que poderia ser mais divertido do que falar para outra cabeça que pensa que você também é uma cabeça?

Todos podem desfrutar de uma cabeça falante, jovens e adultos também!
E mais divertida do que sua função-falar é sua função-pensar. Insira o dispositivo ‘compaixão’ na ‘clavícula direita’ e experimente cada emoção conhecida da cabeça. Você sentirá o assombroso ‘amor’ da uma cabeça. Você ficará paralisado com ‘terror’ e a ‘dor’ de sua cabeça e sua própria e inevitável ‘morte’. Você se odiará a si mesmo, talvez a sensação mais excitante de todas.

As cabeças são educativas.
Todos deveriam ter uma cabeça própria com a qual poderiam crescer. As cabeças fornecem uma introdução fácil e estimulante à conceitos básicos de Exo-linguagem e Exo-cultura. Cada cabeça possui uma base completa de assombrosas tradições culturais de seu planeta de origem.
Um terço da vida de uma cabeça da Exo-Export é dedicado para educação.

As cabeças são perfeitamente seguras para os mais jovens. Os dentes pontudos são extraídos da ‘boca’ de cada cabeça e pseudo-dentes hidráulicos inofensivos são instalados.

Muitos decoradores consideram que as cabeças são uma atrativa adição na decoração de interiores, especialmente quando dispostas junto a Exo-flora e a Exo-fauna contrastantes. Para aqueles preocupados com a moda, já estão disponíveis cabeças em uma ampla variedade de cores naturais, desde o castanho até o rosado. Se tratada com a nova fórmula especial Fungi-X, as cabeças também podem ter cores mais agradáveis, apesar de que desta forma, as cabeças terão seu tempo de vida encurtado.

Todos deveriam ter sua própria cabeça e agora todos podem!
Graças a diminuição do volume do ‘peito’, as novas e melhoradas cabeças são o resultado de recentes avanços em biominiaturização e são mais baratas do que o modelo anterior! Também comem menos e ocupam menos espaço! Então, por que voce não compra sua nova cabeça hoje mesmo?

Qualquer cabeça que você comprar da Exo-Export, tem a garantia de que pertence ao planeta de origem, pois é lá que se encontram os responsáveis pelo desmembramento e fabricação das cabeças, onde se pratica à muito tempo a bioengenharia necessária.

São milhares de risos armazenados para você na sua nova e melhorada cabeça!
Por que não comprar sua nova cabeça hoje?
Por que não comprar sua nova cabeça hoje?
Por que não comprar sua nova cabeça hoje?

Somente 49,95 nos Mercados Exo-Export!


Fun With Your New Head (1972)-Thomas Disch

Escultura de Jamie Salmon

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

334 - Thomas M. Disch


334, escrito em 1972, é uma coletânea de contos, todos relacionadas a um prédio na 334 East 11th Street, no início do século 21, em uma Manhattan distópica. É considerado como um dos melhores trabalhos deste brilhante e controverso autor, que se suicidou em Julho de 2008.

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Quicksilver - Book 1 of the Baroque Cycle - Neal Stephenson

Neal Stephenson's new novel is set in the 17th century, in another world of secrets, codes and conflict. Having challenged Robert Harris in his previous book, Stephenson now sets his sights on Patrick O'Brien... Neal Stephenson follows his international bestseller, the WWII thriller Cryptonomicon, with a novel set in the 16th and 17th centuries, as he tells the stories of Daniel Waterhouse and Enoch Root, the ancestors of his central characters in the previous book, following them from their childhoods in London, to education at Cambridge amidst the political and religious fervour and tensions of the Reformation, through the English Civil War, and travels as far as afield as Poland and the American colonies. With a cast of characters that includes Newton, Leibniz, Christopher Wren, Charles II, Cromwell and the young Benjamin Franklin, Stephenson again shows his extraordinary ability to get inside a place and time; as he did for the futures of his science fiction (Snowcrash, The Diamond Age) and for WWII (Cryptonomicon), here he does for the England of the Civil War and the Europe of the Wars of Religion and the Scientific Revolution.
Quicksilver is yet another tour-de-force from a writer who is simply unique.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Contato - Carl Sagan


(...Os comentaristas japoneses falavam do Machindo, o Caminho da Máquina - a perspectiva cada vez mais disseminada da Terra como um imico planeta e de todos os seres humanos como iguais no futuro. Alguma coisa assim havia sido proclamada em algumas religiões - mas não todas.

Os adeptos dessas últimas mostravam-se compreensivelmente ressentidos com o efeito que estava sendo atribuído a uma Máquina alienígena. Se a aceitação de uma nova concepção do nosso lugar no universó representa uma conversão religiosa, pensou Ellie, nesse caso uma revolução teológica estava varrendo a Terra. Até mesmo os milenaristas americanos e europeus tinham sido influenciados pelo Machindo.

Entretanto, se a Máquina não funcionasse e a Mensagem desaparecesse, quanto tempo, refletia Ellie, duraria esse novo modo de pensar? Mesmo que tivéssemos cometido algum erro de interpretação ou construção, ela meditava, mesmo que nunca mais viéssemos a saber coisa alguma sobre os veganos, a Mensagem demonstrava, sem sombra de dúvida, que existiam outros seres no universo, e que eles eram mais adiantados do que nós. Isso ajudaria a manter o planeta unificado durante algum tempo.

Ellie perguntou a Eda se algum dia passara por uma experiência religiosa transformadora.

"Já", disse ele.

"Quando?" Às vezes era preciso estimulã-lo a falar.

"Quando comecei a estudar Euclides. E também quando compreendi pela primeira vez a gravitação newtoniana. E as equações de Maxwell, e a relatividade geral. E durante meu trabalho sobre a superunificação. Tive a sorte de passar por muitas experiências religiosas."

"Não", replicou Ellie. "Você sabe o que eu quero dizer. Fora da ciência."...)


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La nave abandonada y otros relatos de horror en el mar - William Hope Hodgson


William Hope Hodgson (1875- 1918) es sin duda uno de los representantes más originales de lo que se ha dado en llamar el «cuento materialista de terror». La asombrosa facilidad de Hodgson para recrear atmósferas angustiosas y oprimentes fascinó a H. P. Lovecraft y los escritores de su círculo. La nave abandonada reúne los mejores relatos de terror que Hodgson dedicó a los misterios de las profundidades del mar. La soledad de los vastos desiertos de las aguas, el horror apenas insinuado, el acecho de entidades que están más allá de la esfera humana, la pesadilla creciente, las embarcaciones abandonadas en la noche profunda de los mares inmóviles, son algunos de los temas recurrentes de la presente selección, descritos con la intensidad y el suspense de un maestro del género.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

El sentido de la ciencia-ficción - Pablo Capanna (1966)


Con algunos momentos de obra filosófica, otros de obra de historia y otros aún de crítica literaria, no resulta sencillo comentar el libro El sentido de la ciencia ficción de Pablo Capanna (Editorial Columba, Bs. As. 1966), dado su carácter multifacético.

En su afán por definir lo que la ciencia ficción es, el autor aborda la cuestión desde diferentes ángulos:

Hace la crítica del nombre “ciencia-ficción” [s-f]; Realiza una genealogía del “género”, considerando como fundamentador a Platón, y como fundador a H. G. Wells; Historiza las características y el desarrollo de la s-f en diferentes países (Inglaterra, Francia, USA, Rusia, etc.); Cuestiona las principales definiciones que de la s-f se han dado; Se detiene en comentar la obra de varios autores destacados; Analiza las distintas formas que adopta el “genero” (space-opera, gadget story, utopías positivas y negativas, ucronías, etc.); Sintetiza, en unos pocos rasgos, el carácter del aficionado a la lectura de s-f; Llega a poner en duda la pertenencia de la s-f a la literatura, ubicándola en un platónico campo de confluencia entre el mito y la teoría. De todo este sustancioso recorrido, opino que este último punto es lo medular de su planteo y lo que hace que esta obra sobre s-f, publicada en 1966, esté destinada a no perder vigencia.

Ciencia Ficción y Mito

La s-f, según sostiene Capanna, antes que una manifestación literaria, sería un mito experimental en donde se expresaría, a nivel popular, el impacto del imperio actual de la ciencia y de la técnica en la existencia humana.

La s-f no sería literatura, en el sentido clásico, porque no predomina en ella la caracterización de personajes, a partir de los cuales se despliega una historia ambientada en un determinado contexto espacio-temporal. Lo importante no son los problemas humanos, en cuanto individuales, sino las vicisitudes que pueda atravesar el ser humano en cuanto especie: En s-f, a la inversa de la literatura convencional, cuenta más el Hombre que los hombres, el asunto que la trama, el tema que los personajes. El espíritu científico, del cual está imbuida, provocaría en el género la predominancia de lo universal, es decir, de la ley respecto del caso individual, lo que haría dudar si la s-f es propiamente una manifestación literaria o es algo que habría que ubicar entre el mito y la teoría. De ahí la denominación mito experimental.

Al hablar de “mito”, Capanna no se refiere a lo que habitualmente se conoce como tal, sino que apunta a ese recurso metodológico utilizado profusamente por Platón y que es, más bien, del orden de la “alegoría”. Se trata de recursos imaginarios que posibilitan una mejor intuición de conceptos sumamente abstractos. Así, Platón nos describe en el Critias la Atlántida como modelo de Estado, cuyos principios había establecido en la República. De forma similar, en la s-f se trataría de relatos que permitirían, al hombre común, hacer imaginables los efectos de la técnica tanto en la propia existencia como en la existencia de las futuras generaciones. Los mitos platónicos serían un modelo para toda utopía y para toda obra de s-f.

La diferencia fundamental entre el mito tradicional y el platónico, entre mitología y s-f, hace evidente una profunda diferencia entre la posición existencial del hombre antiguo y el hombre moderno. El mito arcaico manifiesta una posición existencial que implica una visión del mundo cerrada, para la cual el tiempo está ligado al ciclo cósmico, fijado en ciertas formas que remiten siempre al momento inicial de la creación. El presente debe ser recreado de acuerdo a lo establecido en el origen, estando garantida su permanencia en la fidelidad de tal recreación; y el futuro solo tiene sentido como repetición del pasado. En cambio, la s-f no parte de ninguna certeza, sino que trata, a partir de lo problemático hoy, dar cuenta de lo que nos puede suceder mañana: la resolución, incierta, queda proyectada al futuro. Diferencia entre certeza y posibilidad, entre Repetición y Progreso.

¿Qué es Ciencia Ficción?

El término “science fiction” (s-f) nace en USA con la fundación en 1926, por parte de Gernsback, de la primer revista especializada: Amazing Stories. Con él se pretendía nombrar un tipo de literatura fantástica que tomaba como tema la ciencia, los científicos y el método.

En castellano, la mejor traducción sería “ficción científica”, pero terminó por imponerse “ciencia ficción”, que llega a través de la editorial Minotauro, a imitación del francés. Término bastardo, discordante, que transforma el “science” inglés de especie o adjetivo en género o sustantivo: no es la ciencia que califica a un tipo de ficción, sino la ficción que califica a un tipo de ciencia.
Lo fortuito del nombre “ciencia-ficción” es en parte responsable de interminables discusiones sobre la definición del género. Judith Merril, compiladora de algunas de las mejores antologías, intenta desenmarañar la polémica haciendo algunas distinciones: acepta y emplea la sigla s-f (science-fiction) haciendo la salvedad de que la “S” puede significar tanto “ciencia” (science) como “especulación” (speculation) y la “F” abarca tanto “ficción” (fiction) como “fantasía” (fantasy) o “hechos” (facts).

También es de esta autora la definición de s-f que Capanna hace suya: ciencia-ficción es la literatura de la imaginación disciplinada. Desde esta perspectiva, lo específico de la s f sería cierta actitud metódica y cierta lógica consecuente, de corte científico, para tratar aun las hipótesis más descabelladas o agotar las posibilidades implícitas en una situación dada.

Lo que caracteriza a una teoría científica, en cuanto tal, no es su capacidad de explicar hechos sino, más bien, el predecir los hechos que se producirán de acuerdo con ella: el método científico se caracteriza por la predicción. Y es esta pretensión de predecir lo que emparentaría a la ciencia con la s-f que, entonces, no se definiría tanto por la cientificidad de sus temas, sino por el modo en que los trata. Lo cual marca su diferencia con otros géneros cercanos, tales como la literatura fantástica.

Es por eso que se podría hacer s-f sin necesidad de tratar temas científicos, sino simples relaciones humanas, y aún tratando temas que tradicionalmente son fantásticos. Lo cientíifico no es el contenido sino la actitud, fundada en el método científico, que exige imaginación y el empleo de una cierta lógica (por ej., los condicionales contrafácticos) y cierto método (por ej., la “extensión al absurdo” o la extrapolación lógica).

Quizás lo más interesante, y al mismo tiempo dificil de captar, es que Capanna no propone una clasificación sino una definición de la s-f que abarca muchas de las temáticas en que se ha intentado clasificar el género, e incluso muchas de las definiciones que de él se han dado. De hecho, bajo su definición, entran productos tan disímiles como la Atlántida de Platón, Utopía de Moro, Frankestein de Shelley, 1984 de Orwell, La Naranja Mécanica de Burgess… y por supuesto, todo lo que se entiende habitualmente por s-f. Y queda fuera, entre otros, la mayoría de lo que se ha denominado “space opera”, es decir novelas de aventuras ambientadas en el espacio y/o en el futuro.

Por ejemplo, dentro de este último rubro quedaría ubicada The dragon masters, novela de Jack Vance, dado que una historia que trate de guerras con extraterrestres y participen naves espaciales no significa que sea una obra de s-f. Sin embargo, alguién podría opinar que el relato pormenorizado que se hace de la cría de dragones, y del lugar que ocupa la misma en la economía de la civilización relatada por Vance, la hace merecedora de ser considerada dentro del género de la s-f.

Estamos aquí en un punto crucial: si sostenemos que el tema de la cría de dragones está tratado con coherencia y consistencia lógica, si se deriva en forma verosimil de lo que sabemos de la condición humana, y si nos permite ver desde una nueva perspectiva tal condición, entonces deberemos concluir que la novela de Vance pertenece al campo de la s-f. Según mi criterio, el tema de la cría de dragones no cumple, por lo menos, con la tercera condición.
A mi entender, la clave de lo propuesto por Capanna está en cierta lógica y cierta metodología que la s-f toma de la ciencia, y que apunta a la pretensión de predicción, ya sea con el fin de anticipar el porvenir, o con el fin de construir el escenario para una mirada crítica hacia la evolución de la humanidad. Es decir, que la pretensión de predicción, inherente a la s-f, es tal en la medida que nos incita y nos posibilita saborear con nuevas sensaciones alguna cuestión relativa a lo fáctico de nuestra existencia humana. Lo cual la diferencia netamente de la literatura fantástica.
Para finalizar, sólo me resta recomendarles con entusiasmo la lectura del libro.

Pancho Drake

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All you zombies - Robert A. Heinlein



Vingança, mudança de sexo, paradoxo temporal, viagem no tempo... e zumbis?
'All you Zombies', desde sua publicação em 1958, é considerada a mais famosa história já escrita sobre viagem no tempo. Indicada para o prêmio Balrog.

Entenda o conceito de 'time loop' usado no livro.


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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Four and twenty blackbirds - Cherie Priest


Vencedor do prêmio Blooker de 2008, na categoria Ficção.

Cherie Priest's horror novel follows the seemingly haunted Eden, as she grows up in an adopted family, in atmosphere suffused with family secrets. Secrets tied to why a man attempted to kill her when she was still a child, and who exactly the ghosts haunting her - or protecting her - are. Priest keeps up the tension surrounding the central mystery, but the physical threat to Eden is never entirely convincing until it gets ratcheted up at the end; and the incompetence of the police is odd. It's still a good horror novel, with blood and family center stage.


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Paises Imaginários - Ursula K.Le Guin

En esta colección de relatos fascinantes, Ursula K. Le Guin revela la misma gracia, el mismo virtuosismo que le ganaron un lugar tan elevado en el ámbito de la ciencia-ficción.
En estos relatos ha creado el hechizo de una serie de países imaginarios habitados por personas imaginarias con problemas reales. Su estilo, mesurado y a la vez deslumbrante de ingenio, puede compararse al extraño encanto de Isak Dinesen. La trama de los relatos avanza y retrocede en al tiempo, pero en ell os aparecen temas constantes: el insaciable anhelo de libertad humana, los terrores de la ti ranía y la persecución,
la irr eprimible necesidad de amor.
La riqueza de l a imaginación de Ursula K. Le Guin desborda en Países imaginarios. Una vez más, esta escritora se revela como uno de los autores más importantes de nuestra época.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Day by day Armageddon - J.L.Bourne

Day by Day Armageddon is everyday man's field guide to survival.

With the gritty, no-nonsense voice of a young Naval officer, Bourne details the evolution of an outbreak of a virus that spreads rapidly from China to America, turning everyone in its path into hordes of mindless, hungry undead. Trapped in his home in San Antonio, Texas the man begins keeping a daily diary of his experiences, detailing in dreary, realistic terms the progression of the downfall of the United States. After making allies with another survivor a few houses away, an engineer by the name of John, they flee the city only hours before the U.S. government is to drop nuclear warheads on all major national cities, including San Antonio. Day after day, with his sanity wearing thin and rations running low, the men continue what seems to be a hopeless struggle for survival in a world overrun with flesh-eating zombies.


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All Flesh must be eaten - One of the living


Se zumbis tomassem conta do planeta, você lutaria para viver? 'One of the Living' (Um dos vivos) é um suplemento do RPG 'All flesh must be eaten', e que foca nos sobreviventes.

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domingo, 11 de janeiro de 2009

A Steampunk's guide to the apocalipse

Então você decidiu sobreviver ao Apocalipse! Parabéns!

Sua força de vontade e determinação já colocam você na frente da competição. E seu aprendizado das tecnologias do amanhã, irão levá-lo ainda mais longe. Centenas de metros acima, na verdade, se você conseguir um dirigível.

Considere este livro como sua companhia pelos tempos difíceis que terá pela frente.

Não apenas um companheiro, mas este pequeno guia poderá ajudar a mantê-lo alimentado, aquecido, hidratado, vestido e protegido contra a miríade de perigos e ameaças, como o clima, humanos e feras.

O Futuro dos corajosos está na nossa frente. Vamos dar adeus para o mundo cibernético.
Nosso futuro está na tecnologia simples, dentro de nossos domínios,uma tecnologia que não nos abandonou e que não requer o Óleo Negro das profundezas.

Se você está em dúvida se vai passar das primeiras páginas, então vai aqui um pensamento: 'Aquele que se junta à modernidade, irá desaparecer com ela. Mas aquele que escolher construir um refrigerador à vapor, irá saborear os frutos de verão.'


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Joe R. Lansdale


Joe R Lansdale (28 Outubro de 1951) nasceu em Gladewater, Texas, EUA, prolífico, Lansdale escreve histórias de horror, western, mistério e suspense, nas mais diversas mídias, livros, filmes, televisão, games e quadrinhos, apesar de só ter começado sua carreira aos 32 anos.

Lansdale escreveu mais de 26 romances e cerca de 200 contos, reunidos em 16 coletâneas, algumas já adaptadas para o cinema, como o recente 'Bubba Ho-Tep'. Escreveu também para as séries animadas, Superman e Batman.

Tamanha produção lhe rendeu aplausos da crítica e do público, além de muitos prêmios. Lansdale ganhou 7 Prêmios Bram Stoker, um Prêmio New York Times Notable Book, um British Fantasy Award, o American Mystery Award, o Horror Critics Award, o Booklist Editor's Award, e Critic's Choice Award.

O autor também se destaca como praticante de artes marciais, e tem títulos de luta em modalidades como Aikido, Daito Ryu Aikijujutsu, Combat Hapkido, American Combat Kempo, e Shen Chuan, constando do International Martial Arts Hall of Fame.

Recentemente foi escolhido para fazer parte do Instituto de Letras do Texas, vive com a família em Nacogdoches, Texas.

Segundo Lansdale, seu sucesso se deve principalmente a duas coisas: A sua disciplina, desenvolvida com a prática das artes marciais e ao seu 'Mojo'. Lansdale trabalha em seus escritos por seis horas todos os dias e passa três horas na sua academia, Self Defense Systems, onde também é professor . É conhecido como 'O Stephen King do Texas.'

Coletânea de Horror (The Job/ The Pit/ Bizarre Hands / Tight Little Stitches in a Dead Man’s Back / Hell Through a Windshield ) [ Download ]

Coletânea de 50 contos variados (Steppin' Out, Summer, '68, The Last of the Hopefu, On the Far Side of the Cadillac, Desert with Dead Folks, A Change of Lifestyle (with Karen Lansdale),
The Steel Valentine, I Tell You It's Love, An All American Hero, The Windstorm Passes,
Billie Sue,The Fat Man and the Elephant, The Pasture, Old Charlie, The Companion (with Keith and Kasey Jo Lansdale), God of the Razor, By the Hair of the Head, The Shaggy House, Pentecostal Punk Rock, The Full Count,The Fat Man,The White Rabbit, A Frog-strangler (with Roy Fish), Bar Talk, Bob the Dinosaur Goes to Disneyland, Bubba Ho-Tep, Cowboy, Drive-In Date,Duck Hunt,Everybody Plays the Fool, Fish Night, Godzilla’S Twelve Step Program,Hell Through A Windshield,Huitzilopochtli, Incident On and Off a Mountain Road,Listen, Long Gone Forever, Man With Two Lives, Night Drive, Not From Detroit, One Death, Two Episodes, Quack, The Big Blow, The Dump, The Job, The Mummy Buyer, The Phone Woman, The Two-Bear Mambo: Chapter Six, Trains Not Taken, Veil's Visit (with Andrew Vachss))
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sábado, 10 de janeiro de 2009

Prazeres Malditos - Laurell K. Hamilton

Expoente da literatura gótica norte-americana da atualidade, a escritora Laurell K. Hamilton já vendeu mais de seis milhões de livros, em 16 idiomas, da série protagonizada pela sexy caçadora de vampiros Anita Blake. O sucesso da autora, freqüentadora assídua das listas de mais vendidos americanas, mostra que o gótico não sai de moda e que, desde clássicos como Frankenstein, de Mary Shelley, e Drácula, de Bram Stoker, até o contemporâneo Entrevista com o vampiro, de Anne Rice, vampiros, zumbis e todo tipo de criaturas extraordinárias continuam à solta no universo literário.

Prazeres malditos é o primeiro de uma série de livros protagonizados por Anita Blake, uma típica garota urbana contemporânea, descolada e bem-humorada, que ganha a vida de uma maneira peculiar: caçando vampiros e ressuscitando mortos. Através dessa ghostbuster contemporânea, a autora dá um tom original e divertido a histórias sobrenaturais, que continuam atraindo a atenção de milhões de leitores em todo o mundo. As aventuras apimentadas de Anita Blake ganharão ainda adaptação para o formato graphic novel, que a Marvel Comics pretende colocar em breve no mercado.

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fonte:Banca de Revista

Equilíbrio - Mike Resnick

Susan Calvin subiu ao palco e observou a sua audiência: acionistas da US Robóticos e Homens Mecânicos.

'Quero agradecer a todos pelo comparecimento. Vou atualizá-los sobre nossos últimos desenvolvimentos' disse ela em seu jeito breve e profissional.

Que rosto medonho ela tem, pensou August Geller, sentado na quarta fileira da platéia. Ela me lembra a minha professora de inglês da sétima série, aquela que eu temia.

Calvin iniciou com uma detalhada explicação dos novos circuitos que haviam sido introduzidos no cérebro positrônico, em termos que um leigo - mesmo um acionista - pudesse entender.

Que mente brilhante, pensou Geller. Absolutamente brilhante. Imagine um semblante como esse sem um cérebro para contrabalançar.

'Alguma pergunta até este ponto?' Perguntou Calvin, seus olhos azuis escaneando a audiência.

'Eu tenho uma' disse uma bela e jovem moça, ficando de pé.

'Sim?'

A moça fez sua pergunta.

'Eu pensei ter explicado esta questão' respondeu Calvin fazendo o máximo para esconder sua irritação e começou a explicar de uma forma ainda mais simplista.

Não é surpreendente? Pensou Geller. Temos aqui duas mulheres, uma possui uma mente primorosa, a outra possui um QI que poderia congelar a água, e ainda assim não consigo tirar os olhos daquela que fez esta pergunta estúpida. Pobre doutora Calvin, a natureza tem um senso de humor bastante malicioso.

Calvin reparou que um bom número de homens estava admirando a questionante. Não era a primeira vez que aqueles homens haviam encontrado algo mais fascinante do que Calvin para direcionar suas atenções, nem a centésima, nem a milésima.
Que vergonha, ela pensou, que eles não eram mais parecidos com os robôs, que eles deixavam seus hormônios sobrepujassem a lógica. Aqui estou eu, explicando como gastei doze bilhões de dólares do dinheiro deles e eles estão mais interessados em um rosto bonito.

Após completar sua resposta, começou a discutir sobre as tentativas que estavam fazendo para tornar os corpos mais fortes para os robôs desenhados para uso extraterrestre usando a aplicação de ligas moleculares de titânio.

Imagino, pensou Geller, se ela algum dia já teve um encontro com um homem?
Ou uma noite de paixão selvagem.
Sabe Deus, apenas uma refeição, quem sabe uma ida ao teatro, onde ela não falaria de negócios.
Ele balançou a cabeça quase imperceptivelmente. Não, provavelmente este tipo de coisa a entediaria. Tudo com o que ela deve se importar são fórmulas e equações. Uma bela aparência seria inútil nela.

Calvin percebeu que Geller a encarava e permanecia assim.
Que homem elegante, ela pensou. Será que já o tinha visto antes em alguma reunião? Tenho certeza de que lembraria. Por que ele está me olhando assim, tão intensamente?

Imagino, pensou Geller, se ela já amou alguém e se foi correspondida.

Provavelmente era apenas mais um homem deslumbrado diante de uma mulher com cérebro, ela concluiu.

De fato, pensou Geller, será que ela já amou alguém?

Olhe para aquele bronzeado, pensou ela, ainda encarando Geller. É atraente, sem dúvida, mas será que ele trabalha ou passa o tempo descansando na praia, sem pensar em nada? Ela sentiu necessidade urgente de elaborar melhor seu pensamento. Às vezes é difícil imaginar que pessoas como eu e você pertencemos à mesma espécie; eu tenho muito mais em comum com meus robôs.

Às vezes, pensou Geller, quando a ouço dissertar assim, cheia de entusiasmo sobre cérebros positrônicos e ligas moleculares, é difícil acreditar que pertencemos à mesma espécie; ela parece um de seus robôs.

Ainda assim, pensou Calvin, contra a sua vontade, você é alta e elegante, e certamente tem um ar de autocontrole; a maioria dos homens não quer ou não conseguem me olhar assim. E seus olhos são azuis claros...

Ainda assim, pensou Geller, deve haver algo nela, algum espectro de feminilidade debaixo desta carapaça e dentro desta mente analítica.

Calvin balançou a cabeça inadvertidamente e quase perdeu o fio do que estava dizendo.
Ridículo, ela concluiu, absolutamente ridículo.

Geller continuou olhando para ela, estudando o seu queixo forte, os ombros largos, a postura agressiva, o rosto desprovido de maquiagem, o cabelo que poderia ser um pouco mais atraente.
Ridículo, ele concluiu, absolutamente ridículo.

Calvin falou por mais quinze minutos - então chegou a parte das perguntas.
Foram feitas duas e ambas respondidas sucintamente.

'Eu quero agradecer à Doutora Calvin por ter separado parte de seu tempo para passar conosco' concluiu Linus Becker, o jovem chefe de operações e executivo da US Robôs e Homens Mecânicos.

'Enquanto tivermos sua notável inteligência trabalhando para nós, estou confiante de que continuaremos a progredir e expandir os parâmetros da ciência robótica.'
'Eu quero acrescentar que quando nós tivermos condições de produzir um cérebro positrônico com a metade da capacidade da nossa doutora, a área de robótica terá chegado ao seu auge' disse um dos acionistas majoritários.

'Obrigada' disse Calvin, ignorando uma estranha sensação de vazio. 'É uma honra.'

'Nós é que estamos honrados com tal brilhante presença.' disse Becker suavemente.

Ele a aplaudiu e logo toda a audiência também aplaudia, incluindo Geller, que se ergueu e deu a ela sua ovação de pé. Então cada um deles avançou na sua direção, se apresentando e apertando sua mão e comentando sobre sua inteligência e criatividade.

'Obrigada' disse Calvin, agradecendo outro cumprimento.
Você pegou minha mão como se esperasse que fosse de tungstênio ou aço, ao invés de carne e osso. Será que eu pareço tanto assim com meus robôs?

'Adorei seus comentários.' disse Calvin para outro acionista. Imagino se amantes falam um com o outro assim neste mesmo tom amigável.

Então Geller deu um passo à frente e apertou sua mão, e ela quase pulou com aquela sensação, a eletricidade passando através de sua mão forte e bronzeada.

'Acho que você é nosso ativo mais valioso, Doutora Calvin' ele disse.

'Nossos robôs são nosso maior ativo.' ela respondeu graciosamente e completou: 'Sou apenas uma parteira científica.'

Ele a confrontou intencionalmente por algum tempo e subitamente a tensão se desfez. Impossível. Você é por demais parecida com seus robôs. Se eu a convidasse para sair, você acharia ser um ato de caridade, e penso que você é muito orgulhosa para aceitar esta gentileza.

Ela olhou nos olhos dele mais uma última vez. Impossível. Tenho meu trabalho a fazer e meus robôs nunca me desapontaram, provando serem mais do que meramente humanos.

'Atenção! Lembrem-se que haverá um banquete daqui a três horas' disse Becker, e virando-se para Calvin disse: 'Você vai estar lá, é claro.'
Calvin assentiu. 'Estarei.'

Ela só tinha quatro horas para se trocar, vestindo algo mais formal para o banquete e já estava atrasada.

Entrou em seu indescritível apartamento, caminhando através da sala de estar e do quarto, ambos repletos de jornais e suplementos científicos, abriu o closet e começou a tirar suas roupas de dentro dele, esticando-as sobre a cama.

'Alguém já lhe disse que você tem os mais belos olhos azuis?' perguntou o robô mordomo.

'Obrigada' disse Calvin.

'É verdade, sabe, lindos, lindos olhos, tão azuis quanto safiras.'

A robô arrumadeira entrou no quarto para ajudá-la a se vestir.

'E um belo sorriso.' disse a arrumadeira, e completou 'Se eu tivesse um sorriso como esse, os homens brigariam apenas pelo prazer de vê-lo.'

'Você é muito gentil' disse Calvin.

'Ah, não, senhorita Susan. Você é muito bonita.' Corrigiu a empregada.

Calvin percebeu que seu robô cozinheiro estava parado à entrada do quarto.

'Pare de olhar para mim' ela falou. 'Eu estou apenas meio-vestida. Onde estão os seus modos?'

'Com pernas como as suas, você achava que eu pararia de olhar?' disse o cozinheiro com uma risada seca e mecânica. 'Toda noite eu sonho em encontrar uma mulher com pernas assim.'

Calvin escorregou para dentro do vestido e esperou a robô empregada subir o zíper nas suas costas.

'Uma pele tão clara e macia.' sussurrou a empregada. 'Se eu fosse uma mulher, este seria o tipo de pele que eu iria querer ter.'

Eles eram criaturas com percepção extrema, refletiu Calvin em frente ao espelho e aplicou uma camada leve de batom. Que criaturas adoráveis. Era claro que estavam apenas respondendo às necessidades da Primeira Lei - minhas necessidades - mas quanta consideração eles tinham.

Pegando a bolsa, seguiu para a porta.
Pensou se eles se cansavam de recitar esta litania.

'Você será a mais bela da festa' disse prontamente o robô mordomo, enquanto ela atravessava o apartamento.

'Obrigada, muito obrigada.' disse ela 'Você se torna mais bajulador a cada dia que passa.'

O robô inclinou sua cabeça metálica e disse pouco antes da porta se fechar atrás dela:
'Só se fosse mentira, minha senhora.'

Com seu equilíbrio emocional plenamente restaurado, como sempre se fazia necessário ao chegar em casa após lidar com seres humanos, ela tomou o caminho do banquete sentindo-se revigorada e renovada.

Pensou se poderia sentar próximo ao elegante August Geller, que havia prestado tanta atenção nela durante sua explanação. Depois de refletir, esperou que pudesse sentar em qualquer lugar. Ele parecera manifestar alguns sentimentos desconfortáveis a seu respeito, aquele homem jovem e galante - e as fantasias, uma vez que tudo tivesse sido dito e feito, existiam somente para intelectos inferiores que, diferente dela, não sabiam lidar com as frias verdades do mundo real.

Fim

A Ficção Científica está morrendo? - Nick Sagan


Para um gênero que se pretende olhar para o futuro, a Ficção Científica tem certamente olhado muito para trás nos últimos tempos.

Nostalgia é o que mais se vende, os leitores gastam seu dinheiro em livros que são tirados de filmes de sucesso, e das seqüências de séries de longa duração.

Sim, também há novos livros fantásticos de Ficção Científica (basta ver os últimos vencedores do Hugo para se ter certeza disso) mas cada vez mais leitores preferem universos já estabelecidos como Star Wars e Duna.



Mesmo os escritores que estão fora disso hoje, já tiraram algum benefício desta nostalgia – John Scalzi com sua magnífica série Old Man’s War, não deve nada a Heinlein, algo assim dos tempos gloriosos da FC.

Nós estamos nos habituando com aquilo que é confortável. Não que tenha algo errado com isso. Mas levanta a questão para onde a FC está indo.

A FC britânica e canadense me parece estar olhando para frente, mais do que a americana, como evidencia o sucesso de Ian M.Banks, Charlie Stross, Robert Charles Wilson e Cory Doctorow.
A FC americana caiu em um abatimento em parte pelo sentimento anti-científico que é prevalecente em nossa cultura ultimamente.
Estamos mais preocupados com a estética do que com a ciência. ('Não é sinistro o novo Ipod?’)

Não estamos nos fazendo as perguntas que importam, sobre nosso futuro, o futuro de nossa espécie, perguntas que a FC regularmente explora mostrando-nos o melhor e o pior do que podemos vir a ser.

Quando o mundo se achar inspirado por uma nova iniciativa cientifica, da escala de um programa Apolo, digo, energia renovável para proteger nosso planeta da mudança climática ou uma missão tripulada a Marte, onde nós podemos colocar nossos pés – então haverá um ressurgimento da FC e surgirá uma nova geração de leitores, e o gênero poderá ir por novos, inesperados e excitantes caminhos.

O próximo livro de Nick Sagan (filho de Carl Sagan) vai se chamar Future Proof: The greatest gadgets and gizmos ever imagined

Site oficial de Nick Sagan

Little Brother - Cory Doctorow


Quando eu era criança, eu via os computadores como ferramentas de libertação.
Quando meu pai trouxe para casa o primeiro PC (um Apple), em 1979, com uma placa modem embutida, minha vida mudou para sempre.
Eu podia ir para lugares, aprender coisas, acessar mais ferramentas, ideías e grupos, mais do que jamais alguém na década passada poderia imaginar.

E com o passar do tempo, a coisa foi ficando cada vez melhor.
As redes ficaram mais rápidas, a quantidade de pessoas com quem eu conseguia me comunicar ficou maior, a capacidade de armazenação ficou mais barata, a variedade de informações cresceu, eu assisti o triunfo da tecnologia, convencido de que minhas amadas máquinas salvariam o mundo, e terminariam com todo autoritarismo e repressão.

Hoje, eu não estou tão certo disso.

Se eu fosse uma criança hoje, eu penso que, com razão, teria medo dos computadores e do que eles podem fazer. Nunca houve tanta ameaça quanto a privacidade e a liberdade das crianças como existe hoje. Companhias especializadas em software de censura de conteúdo, se propõe a bloquear todas as coisas ruins e somente liberar as boas. Não fazem nem uma coisa nem outra.
Não há gente treinada suficiente para catalogar e avaliar cada página da internet, por isso as crianças acabam tendo seu acesso bloqueado a milhões de temas legítimos e sendo expostas a outros milhões bastante perigosos - sem contar o risco de permitir a estas empresas terem um registro de cada página que acessamos da internet.

As crianças são espionadas por controles de qualidade das televisões desde a infância, rastreadas com braceletes GPS desenhados originalmente para vigiar criminosos, vítimas na WEB de pavarosas campanhas de marketing, gravadas e seguidas em lugares públicos. Seus telefones e consoles de video-game tem instalados 'DRM' (controle de direitos digitais) feitos para controlar a cópia e o uso do software - mas que permite monitoramento remoto para impingir políticas em sua propriedade, sem seu consentimento ou conhecimento.

Isso é o bastante para fazer você querer viver em uma caverna.

Mas as crianças estão contra-atacando. Elas entendem que tomando controle de seus aparelhos - dominando os meios de informação - elas podem desequilibrar o balanço de forças a seu favor.
A diferença entre uma distopia como '1984' e uma utopia como 'Eu, o robô', está entre nós controlarmos as máquinas, ou elas nos controlarem.

Nunca antes houve um tempo tão importante para garantirmos nossa liberdade tecnológica.
O fantasma do terrorismo é uma ótima desculpa para sequestrar nosso poder. Arquitetura é política; as máquinas de hoje irão determinar a sociedade em que viveremos amanhã - e foi por isso que eu escrevi 'Little Brother' (Pequeno Irmão); para dar às crianças as ferramentas que elas precisam para tomar para elas o poder que resulta em ser o senhor de suas máquinas, de fazê-las dançar conforme a sua música.

Eu espero que você compartilhe este livro com as suas crianças e eu espero que elas compartilhem com seus amigos, antes que isso se torne algo impossível de ser feito.

Little Brother - Cory Doctorow [ Download ]


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Ficção Científica está morrendo? - Kim Stanley Robinson


Ficção Científica é hoje nada mais do que realismo, a definição do nosso tempo.

Você pode imaginar o gênero então se fundindo a outra coisa qualquer e desaparecendo, mas as histórias estarão sempre lá, no futuro, atraindo interesse e existe uma categoria devotada a publicá-las.

Então existe um futuro para a Ficção Científica.
Será algo mais trabalhoso, penso, porque precisa lançar-se da realidade do nosso tempo, não do passado, não das idéias do passado.

Os dias de hoje, com tal velocidade de acontecimentos tecnológicos, a política volátil global e as inevitáveis mudanças climáticas, tudo combina com a contingência de se imaginar nosso real futuro. Algo vai acontecer, mas nós não sabemos o que.

Uma solução é saltar para o próximo século, para o conforto familiar da ficção espacial.
Se sobrevivermos, poderemos sair de lá e será ótimo. Sem isso, a conexão entre o hoje e o próximo século, estará quebrada, e a ficção espacial se tornará um tipo de fantasia.
Temos que imaginar a coisa toda.

O que temos que fazer é o impossível, ou seja, imaginar o próximo século.

A probabilidade pra começar é ruim – não só uma distopia, mas uma catástrofe, um evento de extinção em massa que nós seremos responsáveis por ter causado e sofreremos por isso.
É uma história que poderíamos contar, repetidamente, mas é só a metade desta zona de probabilidade. Também está dentro de nossos poderes, criar uma cultura sustentável em uma biosfera saudável.

O futuro é desta forma, um tipo de uma suave península, crescendo para frente com escarpas de ambos os lados. Não há possibilidade de escolher outra direção, ou resolvemos nossos problemas ou despencamos desastrosamente. É a utopia ou a catástrofe. E a FC é boa para estas duas modalidades.

Se será divertido também? Divertido sim, uma diversão provocante.

O próximo livro de Kim Stanley Robinson, irá se chamar Galileo's Dream.