Livro 1
A esse tempo, a Terra já dominava uma vasta área no universo, onde muitas culturas proliferavam. O major McLane era o comandante do cruzador Orion VII e, juntamente com sua equipe, já conseguira inúmeras vitórias para Terra. No entanto, ao se aproximarem de MZ-4, a estação retransmissora, a Orion percebe os estranhos sinais por ela emitidos; e aí se inicia mais uma dura prova para a tripulação da Orion VII.Livro 2
A nave Orion VII, sob o comando do major Cliff, passaria por uma terrível prova de fogo... Desta vez, a missão era destruir o planeta teleguiado que se chocaria com a Terra. As dificuldades se tornam gigantescas pois, por trás dos acontecimentos, estão os poderosos seres extraterranos.Livro 3
A mina da colônia Alpha Vinte e Um não estava mais produzindo o importante minério... Desobedecendo a uma ordem, Cliff tenta solucionar este mistério. Porém, ao pousar, surgem as complicações: os robôs estavam amotinados!Livro 4
Ao descobrir que impulsos hipnóticos transformavam os comandantes das naves em perfeitas marionetes, McLane teria pela frente um enigma... E, em pleno hiperespaço, a Orion travaria uma batalha contra o sugestor desconhecido!Livro 5
No ano de 1955, um cientista de nome Baade descobriu que uma pequena estrela, designada por Ross 614A, possuía um satélite. Esse sol, um anão vermelho, distava do sol terrano treze anos-luz, enquanto seu satélite orbitava em torno dele a uma distância de cerca de 600 milhões de quilômetros, o que correspondia à distância entre o sol terrano e o planeta Júpiter.
O satélite recebeu o nome de Ross 614B.
A massa total desse satélite equivalia a oito centésimos da massa solar, e sua capacidade luminosa era 63 mil vezes mais fraca que a do sol de Terra. As reações termonucleares no interior de Ross 614B eram responsáveis pela elevada temperatura na sua superfície, que era de 985 graus centígrados. O sol e seu satélite cintilante foram catalogados, e constituíram o tema de vários trabalhos na literatura especializada, uma vez que representavam um exemplo raro das relações entre sol e planeta. Foram incluídos no manual, recebendo um longo número de catálogo, seguido das suas coordenadas hiperespaciais.
Obtiveram uma certa notoriedade durante a 2.a guerra interestelar quando, nas imediações dessa estrela, se realizou um combate entre quatro naves de Terra e cinco unidades da Federação. Duas naves inimigas, fortemente atingidas, fugiram para o espaço livre e foram dadas como desaparecidas.
Depois desse incidente, Ross 614A e Ross 614B caíram no mais completo esquecimento.
Treze anos-luz... a posição situava-se inequivocamente dentro da primeira zona de distância de 45 parsec. Coordenadas: Um/sul 019.
Ninguém mais se lembrava do anão vermelho e seu satélite escaldante. E ninguém fazia a menor idéia da sorte daquelas grandes naves, que tinham fugido após o combate. Não havia quem se dirigisse voluntariamente àquela região.
Mais tarde, porém, tudo isso voltaria à lembrança, causando a maior consternação.
Espaçonave Orion - 5 livros [ Download ]
terça-feira, 17 de março de 2009
Espaçonave Orion - 5 livros
segunda-feira, 16 de março de 2009
Os Meninos do Brasil - Ira Levin

Na noite de sexta-feira, 31 de janeiro, Mengele usava o nome Mengele.
Voara com os seus guarda-costas para Florianópolis, na ilha de Santa Catarina, mais ou menos a meio caminho entre São Paulo e Porto Alegre, onde, no salão de festas do Hotel Novo Hamburgo, decorado para a ocasião com suásticas e flâmulas vermelhas e negras, os Filhos do Nacional-
Socialismo davam um jantar-dançante a cem cruzeiros por cabeça.
Que emoção quando Mengele apareceu! Os nazistas importantes, os que haviam desempenhado papéis de grande importância no Terceiro Reich e eram conhecidos no mundo todo, costumavam mostrar-se esnobes com relação aos Filhos, recusando os seus convites sob pretexto de doença e fazendo comentários irritadiços a respeito do seu líder, Hans Stroop (que, até mesmo os Filhos reconheciam, às vezes excedia-se na sua imitação de Hitler).
Mas ali estava o próprio Herr Doktor Mengele, em pessoa e de dinner jacket branco, apertando mãos, beijando rostos, sorrindo, rindo, repetindo novos nomes.
Que gentileza a sua de vir!
E como parecia saudável e feliz!
Os Meninos do Brasil - Ira Levin [ Download ]
O Bebê de Rosemary - Ira Levin

Aquelas velas pretas que Minnie tinha trazido na noite da falta de energia elétrica tinham chamado de tal maneira a atenção de Hutch, que passara a se interessar e fazer indagações sobre o casal. Será que desconfiava de Roman e Minnie fossem, como dizia o livro, bruxos? Minnie com suas ervas e seu talismã de tannis? Roman com seu olhar perfurante? Mas que bobagem!
Bruxarias não existiam mais. Ou existiriam?
Lembrou-se então do resto do recado de Hutch: “O nome é um anagrama”. Tentou várias combinações com o nome do livro. Era difícil, pois as letras eram tantas que criavam a maior confusão. Precisaria de lápis e papel, ou melhor, do jogo de palavras cruzadas.
Foi buscar a caixa do jogo, tornou a sentar-se ao lado da janela e separou as pedrinhas com as letras que formavam o título do livro. O bebê já vai nascer jogando cruzadas, pensou Rosemary.
— Fique quietinho aí dentro.
Tentou várias combinações; primeiro com o nome do livro. Como nenhuma fazia sentido, pegou novas peças, agora para formar o nome do autor.
O nenê deu um pontapé vigoroso.
Começou a fazer um anagrama com o nome do autor, só conseguindo de J. R. Hanslet formar Jan Shrelt ou J. H. Snartle. Coitado de Hutch! Devia estar bem ruinzinho...
Pegou novamente a caixa do jogo e guardou as pedrinhas. Pegou o livro, que continuava a seu lado e abrira-se a esmo. Abrira-se na página que mostrava a foto de Adrian Marcato e sua família. Talvez Hutch tivesse forçado a encadernação, quando sublinhou o nome Steven.
O nenê estava agora completamente imóvel.
Rosemary tirou da caixa do jogo as letras que formavam o nome Steven Marcato.
Arrumou-as na ordem e depois, sem hesitação, mudou a posição das pedrinhas e olhou o resultado: Roman Castevet.
Fez nova transposição: Steven Marcato.
A partir daí, novamente Roman Castevet.
O nenê moveu-se ligeiramente.
O Bebê de Rosemary - Ira Levin [ Download ]
domingo, 15 de março de 2009
Ten Years of Nebula Awards (1975) - Gordon R. Dickson
("We have now had ten years' worth of science-fiction novels and shorter works which have been voted winners of the Nebula Award; and whatever else may be said about these stories, they cannot be denied the label of "representative. "
The winners as a group are the result of a decade of selections by those who themselves write in the field and who have endeavored annually to choose the best work that was being done...")
Ten Years of Nebula Awards - Gordon R. Dickson [ Download ]
Gordon R. Dickson

Gordon Rupert Dickson (1 de Novembro de 1923 - 31 de Janeiro de 2001), prolífico escritor canadense de Ficção Científica, Dickson, que apesar de nascer no Canadá, passou a maior parte de sua vida em Minneapolis, Minnesota(EUA), escreveu mais de 80 livros. Ficou mais conhecido por escrever sagas, entre elas o ciclo Childe e Dorsai.
Apesar do relativo sucesso comercial, foram os contos que lhe deram prêmios e reconhecimento. Vencedor de três prêmios Hugo ("Soldier, Ask Not,", "Last Dorsai" e "The Cloak and the Staff"), e um prêmio Nebula ("Call Him Lord").
Foi presidente da SFWA (Science Ficion Writers of America) de 1969 a 1971.
Coleção Gordon Dickson (Computers don't argue, Call him Lord, El sheriff de Canyon Gulch, Space winners, The lifeship, The Strangers, Forever man, Dorsai vol.1-5, Alien Art, Spacial Delivery, FutureLove, Gremlins go home, The Alien Way, The Last Master, Enter a Pilgrim)
[ Download ]
O Silêncio dos livros
Nós da Biblioteca Fantástica, como não poderia deixar de ser, somos apaixonados por livros e por tudo que se refere a esta nossa paixão.
Belas imagens sobre a relação livro-leitor, é o que encontramos em 'O Silêncio dos Livros'.









sábado, 14 de março de 2009
Sci-Fi Movies site
Filmes, séries, lançamentos, posters, resenhas...
SCI-FI Movies
Postado por
Capacitor Fantástico
às
16:38
Tag: cinema, Fantasia, Fantástico, Ficção Científica, Horror, Sites
The Ultimate Guide to Modern Writers of Fantastic Literature: 1990-2009

Não é segredo que vivemos hoje a idade de ouro da Literatura Fantástica.
Mais livros do gênero são publicados hoje do que nunca antes.
Somado a isso, mais e mais títulos pouco conhecidos surgem na internet, levando a um aficcionado pela Ficção Científica e Fantasia, achar que morreu e está no Paraíso.
Cerca de 3.000 títulos (em inglês) são lançados a cada ano, sendo ao menos uma centena destes de alta qualidade e trazendo novos escritores.
Apesar dos grandes escritores, famosos e premiados estarem por ai, existe uma infinidade de novos talentos surgindo e isso demonstra a beleza da Ficção Científica/Fantasia, por ser tão variada e possuir um largo espectro de sub-gêneros e estilos à oferecer.
Durante anos, Avi Abrams do Dark Roasted Blend compilou informações sobre novos escritores, promessas da Ficção Científica, Fantasia, Terror/Horror e realismo Mágico.
O resultado deste trabalho se encontra disponível online:
The Ultimate Guide to Modern Writers of Fantastic Literature: 1990-2009
Sci-Fi London Film Festival
Desde 2002 quando foi criado, o SCI-FI LONDON FILM FESTIVAL é um dos maiores eventos do cinema voltado exclusivamente para o gênero fantástico.
Neste ano de 2009, o Festival, que conta com lançamento mundial de uma dúzia de filmes e debates sobre o gênero na tv e na literatura, também abre espaço para que as pessoas possam enviar filmes de curta duração, abrangendo mídias alternativas.
O site do festival traz diversas informações sobre os lançamentos para 2009, além do link da SCI-FI-LONDON.TV onde é possível se assistir trechos dos filmes.
Sci-Fi London Film Festival
Postado por
Capacitor Fantástico
às
04:00
Tag: cinema, evento, Fantasia, Fantástico, Ficção Científica, Sites
sexta-feira, 13 de março de 2009
O Gene Egoísta - Richard Dawkins
PREFÁCIO
Este livro deveria ser lido quase como se fosse ficção científica.
Ele destina-se a agradar a imaginação. Mas não é ficção científica: é Ciência.
Seja ou não um lugar-comum, "mais estranho do que
ficção" exprime exatamente como me sinto com relação à verdade.
Somos máquinas de sobrevivência – veículos robô programados cegamente para preservar as moléculas egoístas conhecidas como genes.
Esta é uma verdade que ainda me enche de surpresa. Embora a conheça há anos, parece que nunca me acostumo completamente a ela. Um de meus desejos é ter algum sucesso em surpreender a outros.
Três leitores imaginários olharam por sobre meu ombro enquanto escrevia, e agora a eles dedico o livro. Em primeiro lugar o leitor geral, o leigo. Por ele evitei o jargão técnico quase totalmente e onde tive que usar palavras especializadas eu as defini. Agora me pergunto por que não censuramos a maior parte de nosso jargão também das revistas especializadas. Supus que o leigo não tenha conhecimento especializado, mas não supus que ele seja estúpido. Qualquer um pode popularizar a Ciência se ele simplificar demasiadamente.
Trabalhei arduamente tentando popularizar algumas idéias sutis e complicadas em linguagem não matemática, sem perder de vista sua essência. Não sei quanto sucesso tive nisto, nem quanto sucesso tive em outra de minhas ambições: tentar tornar o livro tão fascinante e agradável quanto o assunto merece. Desde há muito senti que a Biologia deve parecer tão excitante quanto
uma história de mistério, pois ela é exatamente isto.
Não ouso esperar ter transmitido mais do que uma pequena fração da excitação que o assunto tem a oferecer.
Meu segundo leitor imaginário foi o especialista. Ele tem sido um crítico severo, suspirando
profundamente com algumas de minhas analogias e figuras de linguagem. Suas frases favoritas são "com exceção de", "por outro lado", e "ah, não". Ouvi-o atentamente e até reescrevi por completo um capítulo apenas em seu benefício, mas, no fim, tive que contar a história da minha maneira. O especialista ainda não estará completamente satisfeito com a maneira pela qual expus o assunto. No entanto, minha maior esperança é que até ele encontrará aqui algo de novo; uma nova maneira, talvez, de ver idéias familiares; até mesmo estímulo para idéias novas próprias. Se esta é uma aspiração alta demais, poderei pelo menos esperar que o livro o distraia em um trem?
O terceiro leitor que tive em mente foi o estudante, realizando a transição do leigo para o
especialista. Se ele ainda não decidiu em que campo quer se especializar, espero encorajá-la a considerar meu próprio campo da Zoologia. Há uma razão melhor para estudar a Zoologia do que sua possível "utilidade" e estima que os animais provocam. Esta razão é que nós animais somos as máquinas mais complicadas e perfeitamente planejadas do universo conhecido.
Apresentada desta forma, é difícil entender como alguém pode estudar qualquer outra coisa! Para o estudante que já se comprometeu com a Zoologia, espero que meu livro tenha algum valor educativo. Ele está tendo que estudar os artigos originais e livros técnicos nos quais minha exposição se baseia. Se ele achar as fontes originais difíceis de entender, talvez minha interpretação não matemática possa ajudar, como uma introdução e fonte suplementar.
Há perigos óbvios em se tentar agradar três tipos diferentes de leitores.
Só posso dizer que estive cônscio desses perigos e eles pareceram ser compensados pelas vantagens da tentativa.
Sou etólogo e este é um livro sobre comportamento animal. Minha dívida à tradição etológica na
qual fui treinado será óbvia. Em particular, Niko Tinbergen não imagina a importância de sua influência durante os doze anos nos quais trabalhei sob sua direção em Oxford. A frase "máquina de sobrevivência", embora não seja, de fato, criação sua, poderia muito bem sê-lo. Mas a Etologia recentemente tem sido revigorada por uma invasão de idéias novas oriundas de fontes normalmente não consideradas etológicas.
Richard Dawkins
O Gene Egoísta - Richard Dawkins [ Download ]
Os Vírus da Mente - Richard Dawkins

Uma linda criança próxima de mim, com seis anos e a menina dos olhos de seu pai, acredita que
Thomas o Motor de Tanque [personagem de uma história infantil] realmente existe. Ela acredita em Papai Noel, e quando ela crescer sua ambição é ser uma fada do dente. Ela e seus amigos de escola acreditam na palavra solene de adultos respeitados de que fadas do dente e o Papai Noel realmente existem.
Esta pequena menina está em uma idade de acreditar em tudo que você lhe contar. Se você lhe contar sobre bruxas transformando príncipes em sapos ela acreditará em você. Se você lhe contar que crianças más ardem eternamente no inferno, ela terá pesadelos. Eu descobri há pouco que sem o consentimento do pai dela esta criança de seis anos encantadora, confiante e crédula está sendo enviada, para instrução semanal, a uma freira católica romana. Que chances ela tem?
Uma criança humana é moldada pela evolução para se saturar da cultura de seu povo.
Obviamente, ela aprende os essenciais do idioma de seu povo em questão de meses.
Um dicionário grande de palavras para falar, uma enciclopédia de informação para falar sobre, regras sintáticas e semânticas complicadas para ordenar a fala são todos transferidos de cérebros mais velhos ao dela antes que ela alcance metade de seu tamanho adulto.
Quando você é pré-programado para absorver informação útil a altas taxas, é difícil impedir ao mesmo tempo a entrada de informação perniciosa ou prejudicial. Com tantos bytes mentais para ser assimilados, tantos códons mentais para ser reproduzidos, não é nenhuma surpresa que cérebros de crianças sejam crédulos, abertos a quase qualquer sugestão, vulneráveis à
subversão, presas fáceis para Moonies, Cientologistas e freiras.
Como pacientes imuno-deficientes, crianças estão amplamente abertas a infecções mentais as quais adultos poderiam repelir sem esforço.
O DNA também inclui código parasitário. A maquinaria celular é extremamente boa em copiar DNA. No que tange o DNA, ele parece ter uma ânsia para copiar, parece ansioso em ser copiado. O núcleo da célula é um paraíso para o DNA, repleto de maquinaria de duplicação sofisticada, rápida e precisa.
A maquinaria celular é tão amigável para a duplicação de DNA que é pouca surpresa que células
tornem-se hospedeiras de parasitas de DNA – vírus, viróides, plasmídeos e um refugo de outros
camaradas viajantes genéticos. O DNA parasitário até mesmo se torna emendado aos cromossomos de forma quase imperceptível. “Genes saltantes” e extensões de “DNA egoísta” se cortam ou copiam para fora de cromossomos e se colam em outro lugar. Oncogenes mortais são quase impossíveis de distinguir de genes legítimos entre os quais eles estão trançados. No tempo evolutivo, há provavelmente um tráfico ininterrupto de genes “legítimos” para genes “foras-da-lei”, e de volta novamente (Dawkins, 1982).
O DNA é só DNA. A única coisa que distingue DNA virótico do DNA hospedeiro é seu método esperado de passar para gerações futuras. DNA hospedeiro “legítimo” é apenas DNA que aspira passar para a próxima geração pela rota ortodoxa de espermatozóide ou óvulo. DNA parasitário “fora-da-lei” é só DNA que busca uma rota mais rápida e menos cooperativa ao futuro, por uma minúscula gotinha ou fragmento de sangue, em lugar de por um espermatozóide ou óvulo.
Para dados em um disquete, um computador é um paraíso da mesma maneira que núcleos de
célula têm uma ânsia em duplicar DNA.
Computadores e seus leitores de disco e fita associados são projetados com alta-fidelidade em mente. Como com moléculas de DNA, bytes magnetizados não “querem” literalmente ser copiados de forma fiel. Não obstante, você pode escrever um programa de computador que toma medidas para se duplicar. Não apenas duplicar a si mesmo dentro de um computador, mas se espalhar para outros computadores. Computadores são tão bons em copiar bytes, e tão bons em obedecer as instruções contidas nesses bytes fielmente, que são vítimas fáceis para programas auto-reprodutores: amplamente abertos à subversão por parasitas de software.
Qualquer cínico familiar com a teoria de genes egoístas e memes teria sabido que computadores pessoais modernos, com seu tráfico promíscuo de disquetes e ligações de e-mail, estavam procurando por problemas. A única coisa surpreendente sobre a epidemia atual de vírus de computadores é que demorou tanto para ocorrer.
Os Vírus da Mente - Richard Dawkins [ Download ]
quinta-feira, 12 de março de 2009
A Invasão Divina - Philip K. Dick
No distante planeta de metano CY30-CY30B, Herb Asher passa o tempo em seu domo ouvindo obsessivamente os teipes de sua cantora predileta, Linda Fox. Entretanto, no domo mais próximo, a jovem judia Rybys Rommey está morrendo de esclerose múltipla. Ela não sabe que, apesar de virgem, está grávida. A história se repete, só que em vez de estar levando no ventre o filho de Deus, como Maria, Rybys está gerando o próprio Deus.
Um dia Deus se manifesta a Herb e lhe ordena visitar Rybys. No domo da moça, os dois são visitados por um velho, conhecido há mais de 4.000 anos como o profeta Elijah. Elias, como se apresentou o profeta, diz aos dois que eles têm que se casar, pois deverão retornar à Terra com o pretexto de procurar auxílio médico para Rybys e assim a criança divina nasceria aqui.
Tudo foi feito como havia sido mandado, mas as autoridades política e religiosa tentam de todas as maneiras impedir o retorno dos três. Ao desembarcarem, Elias atrai a atenção dos policiais sobre si para que o casal possa sair sem problemas. No entanto, durante a fuga, o carro em que estão é envolvido em um acidente. Rybys temum trabalho de parto prematuro e morre. A criança nasce com lesão cerebral e Herb fica em suspensão criogênica durante 10 anos, aguardando um órgão para transplante.
Durante este período em que fica congelado, Herb lembra ou efetivamente revive tudo o que lhe aconteceu. Enquanto isso, Emanuel, o filho de Rybys, está sendo criado por Elias, que è obrigado a matriculá-lo numa escola especial, pois o acidente lhe provocou também uma espécie de amnésia. Lá Emanuel conhece uma menina misteriosa, uma entidade divina com poderes sobrenaturais, chamada Zina, com a qual discute Seu próprio destino e o da humanidade e reaprende Sua condição divina.
Com a combinação de seus poderes, Emanuel e Zina criam um mundo diferente, uma versão alternativa da Tetra, onde Rybys ainda vive e está casada com Herb que trabalha numa loja de aparelhos de som e está perdidamente apaixonado por uma cantora em início de carreira, Linda Fox. É neste mundo alternativo que começa a batalha entre Emanuel e o demônio Belial pela alma de Herb e pelo domínio ou liberação do mundo.
A Invasão Divina - Philip K. Dick [ Download ]
Os Três Estigmas de Palmer Eldritch - Philip K.Dick
Num futuro não muito longínquo, Leo Bulero é um capitalista que distribui uma substância chamada Do-C aos habitantes de Marte, que à falta de outras distrações locais (se excluirmos o sexo) se entregam continuamente a ilusões da dita substância. No entanto, este monopólio de Bulero parece estar ameaçado por uma nova droga de translação designada U-Melhor. Palmer Eldritch, um homem de negócios exilado numa galáxia distante, é o detentor desta nova substância que em vez de ilusões, cria realidades, levando as pessoas a ela sujeitas a deslocarem-se, no espaço e no tempo, por vários futuros possíveis. O preço da utilização desta droga é o controlo de Palmer Eldritch do universo privado de cada um – universo esse do qual ninguém pode sair, nem mesmo morto.Quem se atreverá a deter esta terrível substância, capaz de transformar o mundo ou acabar com ele?
Os Três Estigmas de Palmer Eldritch - Philip K.Dick [ Download ]
Fonte: ZinedoVelho
O Homem do Castelo Alto - Philip K. Dick

Pensou: eu e ele podíamos nos engajar num foguete colonizador.
Mas os alemães não o aceitariam por causa de sua pele morena e a mim por meu cabelo escuro. Aqueles SS nórdicos, bichas, magros e pálidos, nos seus castelos de treinamento na Baviera.
Este sujeito — Joe não sei o quê — não tem nem mesmo a expressão correta no rosto; devia ter aquela expressão fria e contudo entusiasta de quem não crê em nada e assim mesmo tem fé absoluta. Sim, eles são assim. Não são idealistas feito Joe e eu; são cínicos dotados de uma fé total. É uma espécie de deficiência cerebral, como uma lobotomia — aquela mutilação que os psiquiatras alemães fazem e que é um miserável sucedâneo da psicoterapia.
O problema deles, concluiu, é o sexo; nos anos 30 já praticavam coisas infames e isso tem piorado. Hitler foi o iniciador com sua — o que era? Sua irmã? Tia? Sobrinha? E a família já sofria de consangüinidade; seus pais eram primos. Estão todos praticando incesto, voltando ao pecado original de desejar as próprias mães.
É por isso que eles, as bichas da elite do SS, têm aquele risinho angelical, aquela inocência loura de bebê; estão se guardando para a mamãe. Ou para os camaradas.
E quem é mamãe para eles? pensou ela. O líder, Herr Bormann, que dizem estar morrendo? Ou... o Doente.
O Velho Adolf, que se supõe estar num sanatório em alguma parte, num estado senil. Sífilis cerebral, datando de seus dias miseráveis de vagabundo em Viena... casacão preto comprido, cuecas sujas, abrigos para mendigos.
Obviamente, era a vingança irônica de Deus, como num filme mudo. Aquele homem horrível comido por uma sujeira interna, o castigo histórico para a maldade humana.
E o pior era que o Império Alemão atual era um produto daquele cérebro. No início um partido político, depois uma nação, depois metade do mundo. E os próprios nazistas haviam diagnosticado, haviam reconhecido, aquele curandeiro que cuidou de Hitler com plantas, aquele Dr. Morell que tratou Hitler com um remédio chamado Pílulas Antigas do Dr. Koester — fora inicialmente especialista em doenças venéreas.
O mundo inteiro sabia e, mesmo assim, o falatório do Líder ainda era sagrado, ainda era o Evangelho. Suas idéias já tinham agora contaminado uma civilização inteira e, como esporos do mal, as bichas louras cegas voavam da Terra aos outros planetas, espalhando a infecção.
Resultado do incesto: loucura, cegueira, morte.
O Homem do Castelo Alto - Philip K. Dick [ Download ]
quarta-feira, 11 de março de 2009
A Coisa - Stephen King
Agora, ali estava ele, perseguindo seu barco que descia pelo lado esquerdo da Rua Witcham. Corria depressa, mas a água era ainda mais rápida e seu barco avançava velozmente. Ouviu um forte rugido e viu que, cinqüenta metros além, na descida da ladeira, a água na sarjeta encachoeirava-se para um bueiro que ainda estava aberto. Era um comprido semicírculo escuro, recortado na cantaria e, enquanto George espiava, um galho solto, de casca tão escura e lustrosa como pele de foca, foi abocanhado pelo bueiro. Pairou sobre ele um instante e depois deslizou para o interior. E era para lá que o barco se encaminhava.
— Oh, que droga, que droga! — gritou ele, agoniado.
George acelerou a corrida e, por um momento, pensou que alcançaria o barco.
Então, um de seus pés escorregou e ele caiu, escarrapachado, esfolando um joelho e gritando de dor. De sua nova perspectiva, ao nível do piso da rua, viu seu barco balançar duas vezes, momentaneamente apanhado por outro redemoinho, para em seguida desaparecer.
— Droga e droga! — tornou a gritar, dando um soco no chão. Isso também doeu e ele começou a chorar um pouco.
Que maneira imbecil de perder o barco! Levantando-se, caminhou até o bueiro. Ficou de joelhos e espiou. A água fazia um ruído surdo e oco, ao despencar nas profundezas escuras. Era um som esquisito. Fez com que ele se lembrasse de...
— Huh!
O som pareceu ser arrancado de sua garganta, como que em uma fieira, e ele encolheu-se. Havia olhos amarelos lá dentro: o tipo de olhos que sempre imaginara no porão, mas que nunca vira. É um animal, pensou incoerentemente, é isso aí, um animal, talvez algum gato, que ficou preso lá dentro.
Ainda assim, ele estava pronto para correr — correria em mais um ou dois segundos, quando seu painel mental de instrumentos houvesse manejado o choque recebido por aqueles dois brilhantes olhos amarelos. George sentiu a superfície áspera do asfalto debaixo dos dedos e a fina camada de água fria fluindo por entre eles. Viu-se ficando em pé e recuando, mas foi então que uma voz — uma voz perfeitamente razoável e bem agradável — falou com ele, saindo de dentro do bueiro.
— Oi, Georgie!
George piscou e tornou a olhar. Mal podia crer no que via. Era como algo de uma
história inventada ou de um filme onde sabemos que os animais falarão e dançarão. Se
ele fosse dez anos mais velho, não acreditaria no que viam seus olhos. Entretanto, não
tinha dezesseis anos, tinha apenas seis.
Havia um palhaço no bueiro.
A Coisa (completo)- Stephen King [ Download ]
O Nevoeiro - Stephen King

- Não saiam! -gritou a Sra. Carmody. - É a morte! Sinto que a morte está lá fora!
Bud e Ollie Weeks, que a conheciam, pareceram impacientes e irritados, mas alguns veranistas à volta dela afastaram-se alguns passos, pouco ligando para seus lugares na fila.
Nas cidades grandes, as bag-ladies parecem ter o mesmo efeito sobre os demais, como se fossem portadores de alguma doença contagiosa. Quem sabe? Talvez sejam mesmo.
Então, as coisas começaram a acontecer em ritmo acelerado e confuso. Um homem entrou aos tropeções no supermercado, empurrando a porta ENTRE até o fim. Seu nariz sangrava.
- Há alguma coisa naquele nevoeiro! - gritou.
Billy encolheu-se contra mim -fosse por causado nariz sangrento do homem ou pelo que ele dizia, eu não sei.
- Há alguma coisa naquele nevoeiro! - repetiu ele. - Alguma coisa no nevoeiro agarrou John Lee! Alguma coisa... - Ele tropeçou de costas em uma amostra de adubo para jardim, amontoada junto às vidraças e sentou-se ali. -Alguma coisa no nevoeiro pegou John Lee e eu o ouvi gritando!
A situação mudou. Já nervosas pela tempestade, pela sirene policial e o apito de incêndios, pelo sutil deslocamento que qualquer interrupção da força elétrica provoca na psique americana e pelo ambiente de cada vez maior inquietude quando as coisas, de algum modo... alguma forma, se transformam (não sei como expressá-lo melhor do que isto), as pessoas começaram a mover-se como um todo.
(...)
- O que é aquele homem cheio de sangue, papai? O que é?
- Está tudo bem, Grande Bill. É só o nariz dele. Ele está bem.
- O que ele quis dizer, com alguma coisa no nevoeiro?-perguntou Norton.
Vi que ele franzia a testa inteiramente, sem dúvida a sua maneira de parecer confuso.
- Estou com medo, papai - disse Billy, através de lágrimas. - Será que a gente não podia ir para casa?
O Nevoeiro - Stephen King [ Download ]
terça-feira, 10 de março de 2009
Tau Zero - Poul Andersonl
OLHE... ALI... subindo pela Mão de Deus. Não é?
— Sim, acho que sim. Nossa nave.
Foram os últimos a ir embora quando Millesgarden fechou. Perambularam a maior parte daquela tarde entre as esculturas, ele espantado e fascinado pela experiência do primeiro contato com elas, ela dando um adeus sem palavras ao que ocupara em sua vida uma parte maior do que até então imaginara. Tinham sorte com o tempo, o verão se aproximava do fim.
Esse dia na Terra fora luminoso, brisas que faziam as sombras da folhagem dançarem nos muros da vila, um límpido som de fontes.
Mas quando o sol caiu, o jardim pareceu tornar-se abruptamente ainda mais vivo. Era como se os delfins estivessem dando cambalhotas por entre suas águas, Pégaso esbravejando para o céu, Folke Filbyter xeretando atrás do neto extraviado enquanto seu cavalo tropeçava no vau, Orfeu ouvindo, as jovens irmãs abraçando-se em sua ressurreição — tudo sem ruído, porque foi percebido num instante singular, embora o tempo em que aquelas formas realmente se moveram não tenha sido menos real que o tempo que transportava homens.
— Como se eles estivessem vivos, prontos a partir com destino às estrelas e nós devêssemos ficar e envelhecer — murmurou Ingrid Lindgren.
Charles Reymont não a ouviu. Achava-se no lajedo, sob uma bétula, cujas folhas farfalhavam e muito timidamente haviam começado a mudar de cor. Reymont olhava para a Leonora Christine. No alto de seu pilar, a Mão de Deus sustentava o Gênio do Homem, erguido em silhueta contra uma penumbra azul-esverdeada. Atrás, a minúscula e rápida estrela atravessou de um lado para outro e mergulhou outra vez.
Tau Zero - Poul Andersonl [ Download ]
Os Guardiões do Tempo - Poul Anderson
Uma das concepções mais curiosas (e mais populares) da ficção científica são as incursões temporais organizadas.
Na trilha aberta genialmente por H. G. Wells com a "máquina do tempo", na qual um viajante se desloca pelo futuro, dando um cunho de autenticidade à experiência - ao contrário das viagens feitas em sonho ou com o uso de forças mentais —, os autores do gênero "aperfeiçoaram" meios de transporte que permitem o livre trânsito entre o presente, o futuro e o passado. Com os progressos da Ciência, não será nenhum exagero acreditar que um dia ela resolva os paradoxos do tempo e, assim, produza uma tecnologia capaz de enviar os homens em qualquer direção temporal.
A ficção científica apenas se antecipa de alguns milênios a essa probabilidade. Afinal de contas, sabemos que certas partículas subatômicas se comportam como se rumassem do presente para o passado.
Mas, quando o homem puder viajar livremente para qualquer época, hão de se oferecer problemas extremamente delicados, e um deles é que alguém, por deliberação ou inadvertência, possa alterar a História. Nem todos se contentarão em desfrutar da paisagem primitiva ou em assistir, sem participação alguma, a certos acontecimentos que mudaram os destinos da humanidade. Para isso, pensa Poul Anderson, será preciso criar a Patrulha do Tempo, homens treinados com absoluto rigor e que devem estar sobretudo atentos aos "clandestinos" das viagens temporais.
Em Os Guardiões do Tempo somos colocados diante de algumas situações típicas que a Patrulha deve enfrentar. Entre suas decisões podem figurar algumas terrivelmente drásticas, como eliminar povos e civilizações inteiras que surgiram de uma distorção criminosa da História. Se bem que, em certos casos, haja meios de corrigir "anomalias" resultantes de decisões anti-regulamentares. No conto que abre o volume, Anderson nos dá idéia de como e por que se formou essa misteriosa vigilância, explicando-nos engenhosamente suas principais coordenadas. Esse conto, "A Patrulha do Tempo", figura constantemente entre os clássicos desse ramo temático e foi mesmo incluído por Hubert Juin nos 20 Meilleurs Récits de Science Fiction, ao lado, entre outros, de Jorge Luis Borges, Dino Buzzati, Howard Fast, Júlio Cortázar e Ray Bradbury.
Outro conto famoso de Poul Anderson que aparece em Os Guardiões do Tempo é "Delenda Est" - brilhante incursão histórica que tem por fulcro uma tentativa de mudar o resultado da guerra entre Roma e Cartago. Quase o mesmo se pode dizer de "A Glória de Ser Rei" e de "A Única Diversão na Cidade" ("As Quedas de Gibraltar" é de feitura mais recente, 1975), nos quais mais uma vez se superpõem dois terrenos, a Física e a História, em que Poul Anderson se move como peixe na água.
Para os leitores da coleção "Mundos da Ficção Científica", que já o conhecem de O Viajante das Estrelas e de Tau Zero, este Os Guardiões do Tempo, com sua leitura excitante, servirá para tornar mais conhecido um autor de obra numerosa, mas de consistente elaboração, que nos Estados Unidos os aficionados elegeram como o mais popular, vale dizer, o mais lido do gênero.
FAUSTO CUNHA
Guardiões do Tempo - Poul Anderson [ Download ]
segunda-feira, 9 de março de 2009
Sangue e Ouro - As crônicas vampirescas - Anne Rice
O OUVINTE
1
SEU NOME ERA THORNE. No antigo idioma das runas, era mais comprido — Thomevald. Mas, quando se tornou um bebedor de sangue, o nome fora mudado para Thorne. E Thorne ele continuava sendo agora, séculos depois, ali deitado na sua caverna no gelo, em sonhos.
Quando chegou pela primeira vez à terra congelada, sua esperança tinha sido a de dormir para sempre. No entanto, de vez em quando a sede de sangue o despertava; e, usando o Dom da Nuvem, ele alçava vôo e saía em busca dos Caçadores da Neve.
Alimentava-se deles, com cuidado para nunca tirar sangue demais, de tal modo que ninguém morresse por sua causa. E, quando precisava de peles e botas, também as apanhava antes de voltar para seu esconderijo.
Esses Caçadores da Neve não eram da sua gente. Tinham a pele morena e os olhos oblíquos, e falavam uma língua diferente, mas ele os havia conhecido nos tempos de outrora, quando viajara com o tio pelas terras do Oriente como mercador. Não gostara do comércio. Preferia a guerra. Mas havia aprendido muito naquelas aventuras.
Em seu sono no norte, ele sonhava. Não tinha como evitar.
O Dom da Mente fazia com que ouvisse a voz dos outros bebedores de sangue.
A contragosto, via através dos olhos deles e contemplava o mundo como eles o contemplavam. Às vezes não se importava. Até gostava. Objetos modernos o divertiam. Escutava a música elétrica ao longe. Com o Dom da Mente, compreendia coisas como locomotivas a vapor e estradas de ferro. Chegava mesmo a entender computadores e automóveis. Sentia que conhecia as cidades que deixara para trás, muito embora já se houvessem passado séculos desde que as abandonara.
Começara a ter consciência de que não iria morrer. A solidão em si não conseguiria destruí-lo. O desamparo não seria suficiente. E por isso dormia.
Aconteceu então uma coisa estranha. Uma catástrofe abateu-se sobre o mundo dos bebedores de sangue.
Surgira um jovem cantor de sagas. Chamava-se Lestat, e, em sua música elétrica, Lestat retransmitia antigos segredos, segredos que Thorne jamais conhecera.
Erguera-se então uma Rainha, ser nefasto e ambicioso. Alegava ter dentro de si o Cerne Sagrado de todos os bebedores de sangue, de tal modo que, se ela morresse, toda a espécie pereceria com ela.
Thorne ficara pasmo.
Nunca tinha ouvido esse tipo de mito a respeito da sua própria gente. Não sabia se acreditava naquilo.
No entanto, enquanto dormia, enquanto sonhava, essa Rainha começou, com o Dom do Fogo, a destruir os bebedores de sangue por toda parte no mundo inteiro. Thorne ouvia seus gritos quando tentavam fugir. Via sua morte quando outros a estavam presenciando.
Enquanto vagava pela terra, essa Rainha aproximou-se de Thorne, mas o ignorou. Ele estava mudo, oculto na sua caverna. Talvez ela não houvesse sentido sua presença. Mas ele havia percebido a dela, e nunca na vida encontrara tamanha idade ou força a não ser na bebedora que lhe dera o Sangue.
E ele se descobria pensando nela, na Criadora, a bruxa ruiva de olhos sangrentos.
A catástrofe entre sua gente piorou. Um número maior foi abatido; e dos esconderijos surgiram bebedores de sangue tão velhos quanto a própria Rainha; e Thorne viu esses seres.
Sangue e Ouro - As crônicas vampirescas - Anne Rice [ Download ]
Quadribol através dos séculos - Kennilworthy Whisp

KENNILWORTHY WHISP é um famoso especialista em quadribol (e, segundo ele,um fã ardoroso deste esporte). É autor de muitas obras referentes ao quadribol,inclusive Os Assombrosos Vagamundos de Wigtown (The Wonder of Wigtown Wanderers), Um Louco no ar (He Flew Like a Madman) (uma biografia de Daí Llewellyn, "O perigo") e Como evitar Balaços - um estudo de estratégias defensivas em quadribol (Beatting the Bludgers - A Study of Defensive Strategies in Quidditch). Kennilworthy Whisp divide seu tempo entre uma residência em Nottinghamshire e "o lugar em que os Vagamundos de Wigtown estejam jogando na semana".
Seus passatempos incluem o gamão, a culinária vegetariana e uma coleção de vassouras antigas
PREFÁCIO
Quadribol através dos séculos é um dos títulos mais procurados da biblioteca escolar de Hogwarts. Madame Pince, nossa bibliotecária, me informa que o livro é "manuseado, babado e de um modo geral maltratado" diariamente - o que é um enorme elogio para qualquer livro. Quem joga ou assiste quadribol regularmente apreciará esta obra do Sr. Whisp, bem como os que se interessam de uma maneira mais ampla pela história da bruxaria. Do mesmo modo que fomos inventando o jogo de quadribol, ele também nos inventou; o quadribol une bruxos e bruxas de todas as posições sociais e os reúne para compartilhar momentos de euforia, vitória e desespero (no caso torcedores dos Chudley Cannons (Canhões de Chudley)).
Foi com alguma dificuldade, devo confessar, que convenci Madame Pince a emprestar um dos seus exemplares para mandar copiá- lo e, dessa maneira, torná- lo acessível a um número maior de leitores. De fato, quando lhe contei que iria copiá- lo para que os trouxas pudessem lê- lo, ela não só perdeu a fala como não se mexeu nem piscou durante alguns minutos. Quando voltou a si, teve a consideração de me perguntar se perdera o juízo. Tive, então, o prazer de tranqüiliza- la a esse respeito e de explicar minhas razões para tomar essa decisão sem precedentes.
Os leitores trouxas não precisam que eu lhes diga o que é o Trabalho da Comic Relief, mas vou repetir as explicações que dei a Madame Pince para o beneficio das bruxas e bruxos que comprarem o presente livro. O Comic Relief é uma obra que usa o riso para combater a pobreza, a injustiça e a calamidade. A alegria que a obra espalha é convertida em grandes somas de dinheiro (174 milhões de libra desde que começou em 1985 - mais de 34 milhões de galeões).Todos os envolvidos a trazer este livro até você, desde o autor até a editora; fornecedores de papel, gráficas, encadernadores e livreiros, contribuíram com seu tempo, energia e material gratuito ou com preços reduzidos, fazendo com que os lucros obtidos com a venda fossem destinados a fundo aberto em nome de Harry Potter pela Comic Relief e por J. K. Rowling. Este fundo foi criado especificamente para ajudar crianças necessitadas ao redor do mundo. Quando você comprar este livro - eu o aconselharia a comprá-lo porque se ficar folheando o livro sem pagar, vai descobrir que foi atingido pelo Feitiço contra Ladrão -, você também estará contribuindo para a missão mágica do Comic Relief.
Eu estaria enganando meus leitores se dissesse que essa explicação deixou Madame Pince mais feliz em ceder um exemplar da biblioteca para os trouxas. Ela sugeriu várias alternativas tais como dizer ao pessoal do Comic Relief que a biblioteca pegara fogo ou simplesmente fingir que eu morrera sem deixar instruções. Quando respondi que, de um modo geral, em preferia continuar meu plano original, ela concordou, com relutância, em me entregar o exemplar, ainda que na hora de soltá- lo tivesse perdido a coragem me obrigando a forçá- la a abrir cada um dos dedos com que apertava a lombada do livro.
Quadribol através dos séculos - Kennilworthy Whisp [ Download ]
domingo, 8 de março de 2009
David Gerrold

Jerrold David Friedman ou David Gerrold (24 de Janeiro de 1944) nasceu em Chicago, Illinois, EUA. Escritor, editor, roteirista de cinema e televisão, Gerrold foi o escritor mais jovem a se filiar ao Writers Guild of America, ao vender seu primeiro roteiro para televisão ('The trouble with Tribbles') aos 23 anos. O episódio foi indicado para receber o Prêmio Hugo e escolhido também pela Paramount Pictures como o mais querido episódio de Star Trek (Jornada nas Estrelas) de toda a série original.
De 1972 a 1973, Gerrold publicou nove livros, sendo dois de não ficção, viveu na Irlanda e em Nova Iorque. Para a Televisão, criou 'Land of the Lost' (O Elo Perdido), escreveu episódios para Star Trek a série animada, Logan's Run,Tales From The Darkside, Twilight Zone, The Real Ghost Busters, Superboy e Babylon 5.
Nos anos 80, além de trabalhar como consultor para a série de tevê, Star Trek: The Next Generation, começou a dar aulas sobre técnica de redação e adaptação para o cinema na Universidade Pepperdine de Malibu. Participa de palestras pelo mundo e ministra eventualmente seminários sobre criatividade.
Mais recentemente passou a se dedicar a escrever sagas (The War Against the Chtorr) e em adaptar para games alguns de seus livros, como 'Martian Child' (romance semi-autobiográfico sobre adoção) com o qual ganhou a 'tríplice coroa' da FC americana, ou seja, os prêmios Hugo, Nebula e Locus, de melhor romance do ano.
Martian Child foi filmado em 2007, com John Cusack no papel principal.
Gerrold mora atualmente na California.
Martian Child [ Download ]
When Charlie was one [ Download ]
Jumping off the planet [ Download ]
The man who folded himself [ Download ]
The Flying Sorceres (Com Larry Niven) [ Download ]
Star Trek The Next generation - Mission Fairpont [ Download ]
The Trouble With Tribbles - David Gerrold

O livro trata da história do script para uma série de televisão; de onde surgiu, como foi escrito e que eventualmente foi ao ar, como um episódio de Jornada nas Estrelas (a série original), 'The trouble with Tribbles' (um dos mais populares).
(...)
O episódio em si, desde o início, foi bastante atípico em se tratando de produção de tevê. Mas
Jornada nas Estrelas era uma série atípica. Por exemplo, era uma das séries mais difíceis de se escrever, pois a maioria dos escritores de tevê na época, nada sabiam sobre Ficção Científica, eles não compreendiam o formato. Não entendiam que Ficção Científica era mais do que somente faroeste com armas de raios.
E a maioria dos autores de Ficção Científica odiava a série. Eles conheciam seu trabalho, mas tinham que se submeter às exigências da produção. Alguns não aceitavam ter que escrever em blocos, devido aos intervalos comerciais - os autores exigiam no mínimo cinquenta minutos sem interrupção, nem mais, nem menos...
Jim, you’ve got to do something about these creatures.
KIRK
Why?
MCCOY
They’re getting out of hand. Do you know what these things are? They’re deadly!
KIRK
(stiffening)
Deadly?
MCCOY
Well, not in a physical sense, but the nature of the beast is such that—well, here, you hold one and see for yourself!
KIRK
I’ve held a fuzzy before, Bones.
McCoy gestures with it. Kirk takes it.
KIRK
(continuing)
So?
The fuzzy purrs contentedly in his hand. Absentmindedly he strokes it.
MCCOY
See! It’s habit forming. The thing is a parasite!
KIRK
(self-consciously handing the fuzzy to Spock, just to be rid of it)
Oh, come now, Bones. I’ll admit that love is distasteful—
(he glances at Spock)
—but hardly harmful.
SPOCK
I, personally find such open displays of emotion very distasteful.
MCCOY
Jim, these things are absolutely useless to the running of this ship. But they consume food…like…like…
(he is at a loss for a comparison)
…and once they start eating, they start producing more of them…
SPOCK
For once, I’m forced to agree with the doctor. It seems as if he is finally learning to think in a logical manner.
MCCOY
(eyeing Spock)
Even our computerized first officer agrees, Jim.
SPOCK
They are consuming our supplies and returning nothing.
KIRK
Well, I wouldn’t exactly say that love is a nothing…
(pause)
One must be tolerant, Mr. Spock.
The Trouble With Tribbles - David Gerrold [ Download ]
sábado, 7 de março de 2009
Um Grande Olá - Alastair Reynolds

Olá!
Se vocês estão recebendo esta mensagem (e se estão tendo sucesso em compreendê-la, é claro) então vocês já passaram pelo teste mais difícil. Vocês possuem a competência básica no que se refere à física e a engenharia, além de alguma compreensão do universo em que vivem, para interceptar sinais da Rede de Informações Galáctica,
Congratulações! Isso é muito mais do que a maioria das culturas alcançam, então vocês estão bem avançados! Congratulem-se com uma pancadinha no... bem, onde quer que vocês dêem pancadinhas de agrado entre vocês.
O próximo passo se escolher seguir em frente, é responder esta mensagem para a Rede de Informação Galáctica. É fácil - tudo que precisam fazer é gerar um sinal de onda gravitacional modulado de uma fonte de quatro bilhões de megawatts. Pode parecer muito, mas não é verdade - trata-se de apenas um por cento da energia emitida pela estrela tipo-G que seu planeta orbita. Vamos lá - não vão desistir agora!
Mas espere! Antes de enviar a mensagem de retorno (e estamos ansiosos por ouví-la) existem algumas poucas coisas que devem ter em mente! Chamem de regras, de orientações, do velho bom senso - não importa, desde que obedeçam sem questionar!
É brincadeira. Mas, existem algumas pequenas coisas que devem ter em mente. apenas para evitar gastar uma dispendiosa banda galáctica.
Para tal, vamos lhes dar algumas dicas e que podem vir a achar úteis.
Primeiro, as novas culturas gostam de saber um pouco sobre a Grande Comunidade Galáctica - e quem pode culpá-las! É uma velha e grande Galáxia lá fora e vocês acabaram de chegar à festa!
Por agora, tudo que vocês precisam saber é que vocês são um dos membros mais novos a habitarem esta galáxia e existem alguns testes pelos quais precisam passar, antes de ascender a um segundo nível de senciência.
Não fiquem desmotivados, vocês vão chegar lá no fim, se esforçarem-se para isso! Tudo que precisam é de inteligência, determinação, e talvez uma breve extensão na seqüência de vida normal da sua estrela! Enquanto isso, preparamos um Primeiro Pacote para que vocês possam iniciar. Existe tanta informação neste Primeiro Pacote - que é demais para ser comprimida em um sinal de onda gravitacional! Então o que fizemos foi pre-instalar o Primeiro Pacote de informações no oceano de hidrogênio metálico do maior planeta gigante gasoso do seu sistema!
É isso - ele já está lá!
E se vocês já encontraram este Primeiro Pacote, devem estar se perguntando para que serve aquela bola cinzenta, ela serve para - bem, agora vocês já sabem! Tenham cuidado a abrí-la - ou vocês já descobriram? Bem, era um belo gigante gasoso enquanto durou.
Brincadeirinha! Mas uma das coisas que vocês devem ter percebido no Primeiro Pacote é que ele não fala nada sobre viajar mais rápido do que a luz! As novas espécies ficam ansiosas sobre aprender como funciona, por alguma razão inexplicável! Tudo que podemos dizer neste momento é que uma vez que vocês tenham ascendido para o segundo nível de senciência, vocês acharão a questão do 'mais rápido que a luz' tão interessante quanto 'métodos rápidos de curar doenças de pele' ou 'maneiras rápidas de fermentar o fluido lácteo mamífero'! Acredite em nós! Já fomos assim, uma vez há muito tempo! (e não, nós não ligamos mais para nisso!)
O Primeiro Pacote deve responder várias perguntas básicas e ainda mais! Quase sempre, acreditem, vocês acabarão com mais perguntas do que gostariam! Não nos incomodamos com isso - estamos aqui para isso! Mas antes de começarem a disparar um monte de perguntas aleatoriamente, dêem uma rápida olhada no que se segue! Isso irá poupar seu tempo - e o nosso!
Primeiro, tenha certeza de que a sua pergunta não está respondida no Primeiro Pacote! Parece obvio - e é, mas vocês ficariam surpreso como muitas culturas não parecem ler seus primeiros pacotes por completo! Lembre que o Primeiro Pacote é altamente coerente e certas camadas de conteúdo podem não estar acessíveis diante do seu atual horizonte de percepção espaço-temporal! Sejam pacientes!
Segundo, alguns poucos tópicos estão cobertos pelo Primeiro Pacote que - podem parecer deixar a desejar quanto a perguntas de um certo nível cultural, que não são de nosso interesse! Francamente, estamos satisfeitos! Alguns - mas nem todos - destes tópicos, incluem perguntas relativas a Seres Supremos, O Nascimento, A Vida, A Morte, O Além, a possibilidade de outros universos, a explicação oficial sobre o grande vazio de z=10, e a imprevista inatividade da rota do Braço de Orion durante o décimo quinto ciclo de rotação galáctica e a possível implicação disso para a Nona Extinção em Massa (e o subseqüente encobrimento)!
Se vocês conseguirem passar além destes tópicos, camaradas, será ótimo!
E também, por favor, não respondam a nenhuma transmissão originalmente gerada do aglomerado globular de M13 em Hércules - e nunca mandem mensagens não solicitadas! Especialmente por rádio - eles odeiam rádio! Também cuidado com mensagens originadas de culturas ascendentes do nível três, especialmente daquelas que oferecem conversões baratas e suspeitas para seu sistema solar! Acreditem em nós - são boas demais para serem verdade!
Vocês também irão querer se manter distantes de qualquer entidade que finge ser herdeiro legal de ativos de culturas descidas do nível dois, no limite de Cisne - definitivamente não passem para eles as coordenadas de seu sistema!
Ah, antes que esqueçamos - nunca, jamais perguntem o que aconteceu com os humanos! A menos que vocês queiram descobrir!
PS - Quando for responder as mensagens recebidas, não respondam mantendo o conteúdo acima.
O Pós-humano e sua narrativa: a ficção científica

“O que conta num bom romance de ficção científica não é nem a ciência nem a ficção, mas a hipótese filosófica sobre nossa natureza, nossos poderes, nosso olhar no universo, nossos devires e nossos fins.”
Na sua organização tipológica, geradora de uma lógica de oposição e diferenças, o próprio termo ficção científica seria um oxímoro, já que da expressão participam procedimentos de natureza totalmente diversa: o ficcional e o científico.
Ora, a ficção não tem os compromissos da ciência : nenhum projeto de atuação prática, não sujeita às provas de falsificação nem às de verificação, tendo exercido, no entanto, especialmente o romance moderno, o que Steven Johnson chama de “cultura da interface”, que realizaria um projeto de tradução, ou mediação, entre o desenvolvimento tecnológico e a vida cotidiana.
O Pós-humano e sua narrativa: a ficção científica - Ieda Tucherman [ Download ]
Posibilidades reales del viaje interestelar en la Ciencia-Ficción

Tenemos dos enfoques clásicos del problema: el viaje infralumínico y el supralumínico. En el primero, el principal problema es que debido a las enormes distancias implicadas el tiempo de tránsito entre estrellas es muy prolongado, superior al del lapso de una vida humana...
Posibilidades reales del viaje interestelar en la Ciencia-Ficción - Cristóbal Pérez-Castejón
[ Download ]
sexta-feira, 6 de março de 2009
I Understand Philip K. Dick - Terence Mckenna
The experience is private, personal, the best part, and ultimately unspeakable.
The more you know the quieter you get. The explanation is another matter and can be attempted. In fact it must be told, for the Logos speaks and we are its tools and its voice.
Phil says a lot of things in the Exegesis, he is aware that he says too much, so he keeps trying to boil it down to ten points or twelve parts or whatever. I have my own experience, equally
unspeakable, and my explanation, equally prolix. Phil (sometimes) thought he was Christ,
* I (sometimes) thought I was an extraterrestrial invader disguised as a meadow
mushroom.
What matters is the system that eventually emerges, not the fantasies concerning the source of the system. When I compare Phil’s system to mine, my hair stands on end.
We were both contacted by the same unspeakable something.
Two madmen dancing, not together, but the same dance anyhow.
Truth or madness, you be the judge.
What is trying to be expressed is this: The world is not real.
I Understand Philip K. Dick - Terence Mckenna [ Download ]
What Is Cyberpunk? - Rudy Rucker

Proximately, “cyberpunk” is a word coined by Gardner Dozois to describe the fiction of William Gibson. Gibson’s novel Neuromancer won the Science Fiction equivalent of the Triple Crown in 1985: the Hugo, the Nebula, and the Phil Dick award.
Obviously, a lot of SF writers would like to be doing whatever Gibson is doing right. At the 1985 National SF Convention in Austin there was a panel called “Cyberpunk.” From left to right, the panelists were me, John Shirley, Bruce Sterling, a nameless “moderator,” Lew Shiner, Pat Cadigan, and Greg Bear. Gibson couldn’t make it; he was camping in Canada, and the audience was a bit disappointed to have to settle for pretenders to his crown. Sterling, author of the excellent Schismatrix, got a good laugh by announcing, “Gibson couldn’t make it today, he’s in Switzerland getting his blood changed.” Talking about cyberpunk without Gibson there made us all a little uncomfortable, and I thought of a passage in Gravity’s Rainbow, the quintessential cyberpunk masterpiece:
On Slothrop’s table is an old newspaper that appears to be in Spanish. It is open to a peculiar political cartoon of a line of middle-aged men wearing dresses and wigs, inside the police station where a cop is holding a loaf of white . . . no it’s a baby, with a label on its diaper sez LA REVOLUCION . . . oh, they’re all claiming the infant revolution as their own, all these politicians bickering like a bunch of putative mothers . . .
SF convention panels normally consist of a few professional writers and editors telling old stories and deflecting serious questions with one-liners. Usually the moderator is a semi-professional, overwrought at being in public with so many SF icons, but bent on
explaining his or her ideas about the panel topic which he or she has chosen. The pros try
to keep the mike away from the moderator. The audience watches with the raptness of
children gazing at television, and everyone has a good time. It’s a warm bath, a love-in.
The cyberpunk panel was different. The panelists were crayfishing, the subnormal
moderator came on like a raving jackal, and the audience, at least to my eyes, began
taking on the look of a lynch mob. Here I’m finally asked to join a literary movement and
everyone hates us before I can open my mouth?
What is it about punk?
Back in the ’60s — now safe and cozy under a twenty-year blanket of consensus history — the basic social division was straight vs. hip, right vs. left, pigs ’n’ freaks, feds ’n’ heads. Spiro Agnew vs. Timothy Leary. It was a clear, simple gap that sparked and sputtered like a high-voltage carbon arc. The country was as close to civil war as it’s been in modern times. News commentators sometimes speak of this as a negative thing — burning cities, correct revolutionary actions, police riots — but there was a lot of energy there. ’60s people think of the old tension as “good” in somewhat the same way that ’40s people look back on the energy of WWII as “good.”
A simple dichotomy. But during the ’70s times got tough, and all the ’60s people got older.
What Is Cyberpunk? -Rudy Rucker [ Download ]
Reprinted from Rudy Rucker, Seek! (Four Walls Eight Windows, NY 1999).
Originally appeared in REM, #3, February, 1986. REM was a zine published by Charles Platt. I
added the Postscript to my essay (included here) in response to a letter from a reader, so I suppose the Postscript must have appeared in issue #4. The Mondo 2000 editors latched onto my phrase “How fast are you? How dense?” and used it in their ad campaigns and on some of their T-shirts.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Ciencia, Divulgación Científica y Ciencia Ficción

«Cualquier tecnología suficientemente avanzada es indistinguible de la magia», afirma Arthur C. Clarke en la tercera de sus leyes en torno a la tecnociencia.
Para mucha gente, el uso de la más variada tecnología se reduce a apretar un botón y ver cómo, casi por arte de magia, lo que tan sólo hace años parecía imposible, ahora se hace realidad. La incomprensibilidad de estos hechos, se ve reforzada por el hecho que la ciencia y la tecnología, por sus propias características, permanecen en un mundo cerrado y acotado, formado por los expertos. No obstante, los estudios realizados entorno a la percepción social de la ciencia y la tecnología demuestran que existe un alto grado de confianza social en torno a la figura del científico. Incluso a pesar que para muchos los resultados de la ciencia sigan siendo una curiosa especie de magia incomprendida.
Resulta ya evidente el gran papel que la ciencia y la tecnología, la «tecnociencia» en suma, desempeña en el mundo actual. Se dice que hoy están en activo más investigadores y científicos de los que nunca antes habían existido en toda la historia de la Tierra, y la cruda realidad es que los descubrimientos de la tecnociencia están transformando nuestro mundo de forma a un tiempo inexorable y, posiblemente, irreversible.
Ciencia, Divulgación Científica y Ciencia Ficción [ Download ]
Is Science Fiction Science?

ROBERT L. KUHN: Do you see science fiction in other cultures having a different
character to them?
DAVID BRIN: Japanese science fiction uh, Brazilian science fiction and, very
interesting science fiction literature that arose out of the Soviet Union, out of enthusiastic
socialists, very different, in many ways, than ours. But if you travel around the world
you can, as a science fiction author, know the difference between those countries in
which science fiction is popular and that which it isn’t. In Japan people will pick me up
at the airport, in India they won’t.
OCTAVIA BUTLER: I remember going to a conference in New York, it was a African
Women of the Diaspora, called The Yari Yari Conference, actually, The Future of the
Future. There were a lot of people from third world countries where it wasn’t a matter of
press freedom so much as finding the necessities, a printing press for one, finding some
way to get your book on paper and then to distribute it, all yourself.
DAVID BRIN: But there’s another essential point for why this is an American literature
to some degree, and that is all of the propaganda mills coming out of the American
experience, promote suspicion of authority and to some degree, tolerance. As Octavia
was saying, there are a lot of cultures in which authority is a much more revered thing, or,
much more of a problematical thing in day-to-day life.
OCTAVIA BUTLER: Or, just in which there are a lot more needs that aren’t being met.
DAVID BRIN: That’s exactly right.
Entrevista com diversos autores - Closer to Truth [ Download ]
quarta-feira, 4 de março de 2009
Lo mejor de la ciencia ficción russa - Jacques Bergier

Esta selección de cuentos ha nacido en la mente del editor, ante todo, como un antídoto contra la banalidad. En efecto, se ha convertido en tema normal de conversación, ampliamente aprovechado por periodistas y conferenciantes, hablar del «gran florecimiento», de la «extraordinaria importancia», de la ciencia-ficción en la Unión Soviética.
Cualquier persona, dotada de un mínimo de facilidad de palabra, es capaz de improvisar, al menos durante tres cuartos de hora, sobre el tema de la relación entre la fantasía de
ciencia-ficción y la mentalidad de la nueva clase de tecnócratas que está tomando las riendas del poder en la Unión Soviética. También los parangones entre la ciencia-ficción soviética y la americana está al alcance de cualquier mentalidad. Según el punto de vista del conferenciante, es posible escuchar que la ciencia-ficción soviética es inferior a la americana por un exceso de preocupaciones ideológico-políticas, o que es superior por su mayor limpieza moral y por un mayor y serio empeño humano.
Pero en cuanto se intenta pedir a estos locuaces conferenciantes que den algún nombre, que citen algún ejemplo concreto, entonces un velo de niebla empieza a caer sobre todo y a confundir peligrosamente los contornos. Pueden estar satisfechos si oyen citar al clásico Nosotros, de Zamjatin, o la Aelita, de Tolstoj, textos que pertenecen, queriendo ser benévolos, a la prehistoria de la ciencia-ficción. Por lo demás, la contestación que se les da más frecuentemente es que una búsqueda en este campo es muy complicada y que haría falta, un día u otro, afrontar el problema seriamente.
Ahora, el editor, persuadido de que la Unión Soviética no es la Luna, sino un país cercano y
contemporáneo nuestro, tal como lo son Francia, Estados Unidos, Alemania o el Congo, ha hecho lo más sencillo que quedaba por hacer, aunque hasta ahora nadie lo hubiese pensado: enfrentarse con el problema.
Se ha dirigido, para ello, a uno de los mayores expertos europeos en ciencia-ficción, el francés Jacques Bergier, autor de un ejemplar artículo sobre «Ciencia-ficción», en la Enciclopedia de la Pléyade, de Queneau, y habitual lector de la literatura soviética de anticipación. Pero no han faltado ayudas de la misma Unión Soviética. En primer lugar, tenemos el deber de agradecer a los hermanos Strugackij sus amplias sugerencias e informaciones y que hayan puesto a nuestra disposición material preciosísimo y difícilmente recuperable.
Una frase de una carta de los hermanos Strugackij podría citarse aquí como blasón para nuestro trabajo:
«Los cuentos que os hemos indicado, escribían los Strugackij, os los hemos propuesto, simplemente, porque, entre la producción de los últimos años, son los que más nos gustan a nosotros y a nuestros amigos apasionados por la ciencia-ficción». Por lo tanto, la finalidad de esta antología no es el hacer la historia de la ciencia-ficción en la URSS, sino de proporcionar una verdadera radiografía del estado de la ciencia-ficción en la Unión Soviética, en estos años pletóricos de sputniks, de luniks y de proyectos interplanetarios; de ofrecer al lector occidental una idea, lo más exacta posible, de la mentalidad particular, del tipo de imaginación fantástica, de la carga sentimental del ciudadano soviético que esté destinado, posiblemente, a ser en el breve plazo de unos meses el primer hombre en el espacio. Dudincev y Efremov, Dneprov y los Strugackij, dan del “homo sovieticus” una representación muy diferente a la que nos han acostumbrado los habituales conferenciantes.
Es, por esta razón, que un editor, bien decidido a no rendirse a las exigencias de la banalidad, se siente hoy orgulloso de ofrecer a sus lectores esta modesta pero concreta antología.
Lo mejor de la ciencia ficción russa [ Download ]
¿Que es la Ciencia-Ficcion? - Yuli Kagarlitski

In his Chto Takoe Fantastika (What is SF?--Moskva: Khudozhestvennaya Literature, 1974 352p), Juliy Kagarlitsky, who received the 1972 SFRA Pilgrim Award, sets himself the task of defining SF in a literary and social context, appealing first to the historical antecedents of the genre and then to its main present-day concerns. He limits himself primarily to British and American authors, but the problems upon which he touches are not theirs alone. The low quality of much of the SF produced for the mass market has, in Kagarlitsky's estimation, caused the works of even the best writers to be unjustly slighted. As a result, the positive social role of SF has been minimized or ignored. Kagarlitsky intends that his book should help to remedy this situation.
Selecting several scientific concepts and tracing them through various works important in the history of SF, Kagarlitsky sets off to explore some of the conflicts inherent in the genre. While SF is undoubtedly based in the scientific knowledge and social reality of its time, and while it may use realistic literary devices, its effect is destroyed if the illusion of reality thus created is too complete. On the contrary, as he points out, SF demands a complex interaction of belief and disbelief in its explorations of the unknown aspects of the known. Kagarlitsky suggests a possibly productive comparison of myth with SF: both are only analogues of reality, but while myth is based on faith, SF is based on the "dialectics of the investigative mind."
The fruits of some of the more notable "investigative minds" are examined in the next two chapters. He devotes the second chapter to a brief history of the genre, beginning with Rabelais' Gargantua and Pantagruel and the Renaissance utopian fiction, continuing through Swift and Voltaire's Micromégas, and concluding with works from the Romantic period, of which the most important is Mary Shelley's Frankenstein. He selects Gulliver's Travels for a closer analysis of the interrelationship of scientific ideas and SF; specifically, the experiments of the Projectors of Lagado demonstrate that Swift was writing from a close knowledge of the scientific advances of his period.
The second and more extensive section of the book (ch.4-9) deals with some of the major elements which have been present in the SF of the last 100 years. Revealing a broad knowledge of the works of many British and American authors, Kagarlitsky devotes particular attention not only to their scientific, but also their social bases. In the chapter "Chronoclasm," for example, Kagarlitsky--referring to works by Wells, Asimov, Lem, Aldiss, Bradbury, Heinlein and others--mentions some of the philosophical and social problems explored through time-travel. Moreover, he suggests that the preoccupation of writers with this device is a measure of their interest in the problems of history and the direction of the future. One result is the relatively new "historical novel about the future," exemplified here by John Wyndham's The Chrysalids.
Chapter 5 is devoted to the discussion of American mass-market SF. Although he deplores its low quality (earlier he had pointed out that in its unquestioning absorption of often pseudo-scientific ideas it resembles myth more than it does true SF), he sees in it, especially in the "space operas," a reflection of the epic element present in all SF, and proposes that it derives its popularity and distinctively American flavor from wholesale borrowing from Westerns. At the same time, he does acknowledge the high quality of much American SF.
In the next three chapters, Kagarlitsky discusses in considerable detail the reaction of SF to the social problems created or threatened by changing conceptions of the world, of man and of the role of technology. He deals with the social uses, as seen by SF, of such concepts as personal immortality, telepathy and robots. This analysis is extended in his last chapter, "SF, Utopia, Anti-utopia," which examines the SF portrayal of societies, ideal or otherwise. Although he has already passed the early utopias in review, he discusses them here in more depth. In addition, he treats anti-utopias such as Wells' Time Machine, Huxley's Brave New World, Orwell's 1984 and Bradbury's Fahrenheit 451, characterizing them as critical evaluations of progress and, incidentally, refuting claims that anti-utopias such as 1984 were aimed against communist states. Finally, he turns to visions of future societies in contemporary SF, enumerating frequent targets such as the desirability of prosperity, over-dependency on machines, or personality leveling. Particularly timely, in view of our present preoccupation with the return to the simple life, is Kagarlitsky's discussion of what he terms the Rousseauist utopia. Utopias such as B.F. Skinner's Walden Two are futile, in his opinion, since they are moving in an anti-historical direction by rejecting progress, and he interprets them as essentially, although not necessarily intentionally, reactionary. He sees the pessimism of many Western SF writers as a function of their limiting themselves to visions of progress only along the lines of bourgeois materialistic societies.
Whether or not one agrees with Kagarlitsky that the utopia for which British and American writers are searching lies in communism, he offers a valuable interpretation of the interaction of SF, and in particular of its basic themes, with society. This is both the strength and the limitation of his approach to what is after all fiction rather than futurology. Perhaps such an exclusive stress results from his popularizing intention, which is here pleasingly fused with solid erudition. Thus, although Kagarlitsky may not, as he confesses in his introduction, have provided a definitive answer to the question "What is SF?", he has instead suggested some promising lines of research on a number of basic problems with which modern SF deals, and on how it historically came to do so.
¿Que es la Ciencia-Ficcion? - Yuli Kagarlitski [ Download ]
terça-feira, 3 de março de 2009
A Pertinência do irreal

Ao imaginar futuros, a ficção científica faria de si uma memória de um tempo imaginário, que comunica mais do momento em que foi constituída do que pretende vislumbrar de tempos que, via de regra, jamais se constituirão. E assim nós, no futuro não previsto por esse passado, nosso presente que se volta para ele, podemos ver ao fundo do abismo do tempo um rosto que desejou futilmente fitarnos e no qual reconhecemos um olhar indagador que buscou saber como seríamos.
E, nesse ciclo de olhares, vislumbramos também o quanto o passado pode ser entendido como um espaço imaginário, tal como o presente será receptáculo da imaginação futura, e as eras futuras já o são para os que hoje as imaginam.
A PERTINÊNCIA DO IRREAL: RECONHECENDO FACES INEXPLORADAS NA FICÇÃO ESPECULATIVA - Vidal A. A. Costa [ Download ]
Monteiro Lobato e a ficção científica

Verne e Lobato: em busca de “saber” e “viagem”
Jules Verne foi um dos autores de ficção científica do século XIX mais lidos e imitados no
Brasil.1 O fascínio despertado por suas narrativas, que não somente exploravam as novidades
científicas da época, mas igualmente se passavam num futuro indeterminado, fizeram sonhar
muitos meninos e meninas brasileiros do final do século XIX, entre eles um menino de
Taubaté, José Bento Monteiro Lobato.
Na sua correspondência por mais de 40 anos, com seu amigo de juventude Godofredo Rangel, reunida no livro A Barca de Gleyre, Monteiro Lobato refere-se a Jules Verne em duas cartas (14.05.1907 e 12.01.1910) e no seu universo ficcional, no que se refere à sua literatura infantil, o autor fala, através de suas personagens, da impressão causada pelos livros de Verne. Em Serões de Dona Benta (1935),2 após as aulas de astronomia dadas por Dona Benta quotidianamente, Pedrinho começa a imaginar uma viagem à Lua, fala de Jules Verne e de suas premonições científicas, quase todas já realizadas: “Todos os romances de Júlio Verne são realidade, não são mais fantasia ; porque o livro Da Terra à Lua não iria se realizar?” (p. 169). Pedrinho refere-se ao livro de Jules Verne De la Terre à la Lune, no qual o autor conta a estranha viagem de um dos membros do Gun-Club à Lua.
No entanto, o livro francês nos deixa sem respostas sobre o destino da personagem; Verne parece não poder ultrapassar a linha da ciência e da realidade. Contrariamente ao seu antecessor, Lobato escreveu, sem pudores, sobre o jamais visto e vivido e se aventurou por terrenos “estrangeiros”, fazendo suas personagens, com o simples poder da imaginação, flutuar em plena Via-Láctea, conhecer São Jorge ou encontrar marcianos, no livro Viagem ao Céu de 1932. Nesta aventura, os picapauzinhos colocam em prática as aulas de astronomia e ciência dadas por Dona Benta, tão necessárias aos pequenos “positivistas” lobatianos.
Monteiro Lobato e a ficção científica: a “irradiação” da obra de Jules Verne no romance Choque das Raças ou O Presidente Negro - Flavia Mara de Macedo [ Download ]
segunda-feira, 2 de março de 2009
Bajo el Signo de Alpha - Coletanea Ciencia Ficcion y Fantasia Mexicana
Índice
Náyade
Visión de los vencidos
Se ha perdido una niña
Padre chip
Y3K
Dólares para una ganga
Llegar a la orilla
Perro de Luz
El rescate
Vuelo libre
El Libro de García
Los crímenes que conmovieron al mundo
Bajo el Signo de Alpha - Coletanea Ciencia Ficcion y Fantasia Mexicana [ Download ]





