quinta-feira, 13 de agosto de 2009

The Man from Planet X e Vic Torry and his Flying Saucer


The Man from Planet X [ Download ]




Vic Torry and his Flying Saucer [ Download ]

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Fantastic Voyage e The Time Machine


H.G.Wells The Time Machine [ Download ]



Fantastic Voyage [ Download ]

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A sangue frio - Truman Capote

"Holcomb, Kansas, 15 de Novembro de 1959 (UPI) -- Um fazendeiro, sua esposa e seus dois filhos foram encontrados mortos em sua casa. Foram assassinados por disparos à curta distância após serem amarrados e amordaçados. Não foram encontrados sinais de luta e nada foi roubado. As linhas telefônicas foram cortadas."

Capote leu com esta matéria de menos de 300 palavras publicada no New York Times, descrevendo o assassinato de uma família inteira no Kansas.
Recortou o artigo e no dia seguinte partiu para Holcomb.
De lá voltou com a ideía de um livro que levaria seis anos para ser finalizado.

'In Cold Blood' (A Sangue frio) semeou o gênero que mais tarde, através de outros escritores como Tom Wolfe, ficaria conhecido como 'Novo Jornalismo'.





A cerca de quatrocentas milhas a leste do lugar onde naquele momento se encontrava Arthur Clutter estavam dois rapazes a comer num reservado do Eagle Buffet, de Kansas City.

Um, de rosto magro, com um gato tatuado nas costas da mão direita, havia devorado já várias sanduíches de galinha com salada e olhava agora para o jantar do companheiro: um bife picado em que ele ainda não tocara e um copo de cerveja onde se dissolviam três comprimidos de aspirina.

- Então, Perry, que é isso, rapaz? Não queres o bife? Se assim é como-o eu.
Perry empurrou o prato na direcção do amigo:

- Santo Deus! porque não me deixas concentrar?

- Não precisas ler isso cinquenta vezes!

Referiam-se a um artigo de primeira página publicado no Star, de Kansas City, no dia 17 de Novembro, com o título:

FRACOS INDÍCIOS NO QUÁDRUPLO ASSASSÍNIO,

onde se prosseguia nas notícias da véspera acerca do crime, e terminava com o parágrafo seguinte:

Os investigadores procuram o assassino ou os assassinos, cuja esperteza é evidente, muito embora, o seu automóvel se mantenha oculto, visto que ele ou eles tiveram o cuidado de:

1. Cortar os fios dos dois telefones da casa;

2. Amordaçar e amarrar habilmente as vítimas sem que se notem vestígios de luta;

3. Não retirar nada da casa nem deixar indícios de terem procurado fosse o que fosse, com excepção, possivelmente, da carteira de Clutter;

4. De matar a tiro quatro pessoas em diversos pontos da casa, tendo o cuidado de recolher os
cartuchos vazios;

5. Entrar e sair da casa, levando provavelmente consigo a arma do crime, sem serem vistos
por ninguém;

6. Agirem sem motivo, se não quisermos ter em conta uma tentativa falha de roubo, o que é a
opinião geral.

Perry leu alto:
- ”Este assassino ou assassinos”, aqui está um erro de gramática. Deviam dizer ”este assassino, ou estes assassinos”.




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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Photon - 10 anos


Ezine dedicado ao cinema fantástico, comemorando 10 anos.
Matérias sobre 2001 - Space Odissey, Lon Chaney, Dario Argento, Horror Movies e muito mais.

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Frankensteinia


Tudo que você queria saber sobre o nosso monstro favorito e muito, muito mais!

Prepare-se para uma 'Franken-tur' !!

Science Monster.net


Old 16 mm giant mosnters movies
Old sound
Old paper
Old machines
Old Star Wars
Old Star Trek

Science Monster.net

domingo, 9 de agosto de 2009

Roald Dahl


Roald Dahl (13 de Setembro de 1916 – 23 de Novembro de 1990), nasceu em Llandaf, Wales (Reino Unido). De família norueguesa, Dahl absorveu durante sua infância, muito das lendas míticas da terra de seus pais.

Romancista, autor capaz de agradar tanto o público infantil quanto adulto, antes de se tornar escritor trabalhou como engenheiro da Shell Oil em Dar es Salaam, África.

De espírito curioso e aventureiro, sempre foi fascinado pela cultura de outros países, principalmente quanto ao imaginário infantil, colecionava lendas e contos de outros países, mas foi somente ao se acidentar durante a Segunda Grande Guerra (foi piloto de combate da RAF), que decidiu se dedicar inteiramente a escrever.

Entre seus livros mais conhecidos estão 'Charlie and the Chocolate Factory', 'James and the Giant Peach' e 'Matilda'.

Seu primeiro livro infantil, 'Gremlins', foi vendido para os Estúdios Disney, porém nunca foi filmado ou utilizado. 'Gremlins' era o termo utilizado pelos pilotos da RAF ao se referir as causas inexplicáveis de panes e defeitos em seus aviões. No livro de Dahl, um aviador descobre que pequenos homenzinhos estão destruindo seu avião em pleno vôo. A Disney considerou que pequenos sabotadores de aviões não eram uma boa propaganda para os estúdios em meio à Segunda Grande Guerra.
(O cinema posteriormente prestaria homenagens, como o diretor Joe Dante, à criatura de Dahl.)

Apesar de ter sua imagem sempre associada aos livros infantis, Dahl escreveu também vários contos e livros para o público adulto, principalmente nos primeiros 15 anos de sua carreira. Livros sérios, picantes e até divertidos, mas sempre cheios de imaginação. O gênero policial e mistério era um dos seus prediletos nesta época, chegando a ganhar 3 prêmios Edgar da Mistery Writers of America.

Roald, um pouco antes de morrer aos 74 anos de idade, declarou que três dos principais motivos de seu sucesso, mesmo não possuindo uma obra tão extensa (era conhecido por escrever muito lentamente), foram a televisão, o cinema e sempre procurar escrever sobre sua infância.

Na televisão foi roteirista e escreveu mais de 40 episódios para diversas séries, incluindo Alfred Hitchcock Presents.

No cinema, além de 'Charlie and the Chocolate factory', que teve duas versões muito conhecidas levadas para as telas (Wily Wonka, 1971 e Charlie and the chocolate factory, 2005) , contou no seu currículo com outras boas adaptações, como por exemplo 'Matilda'(1996).

'Charlie and the Chocolate factory' é em grande parte baseada nas suas lembranças de menino, sobre a pobreza durante a primeira grande guerra, o horror que tinha do colégio, a perda do pai e de seu declarado amor por chocolate.


site dedicado ao autor


Roald Dahl (Charlie and the chocolate factory, Charlie and the great glass elevator, Danny the champion of the world, Esio Trot, Fantastic Mr.Fox, George's Marvelous medicine, James and the giant peach, Magic Finger, My uncle Oswald, Revolting Rhymes, Someone like you, The Twits, The Vicar of Nibbleswicke, The Witches, The wonderful story of Henry Sugar and Six More, Kiss Kiss, El visitante, Matilda, Cuentos en verso para ninos perversos, El belo Jorgito, El deseo, El Mayordomo, El soldado, El ultimo acto, Genesis y catastrofe, Historias extraordinarias, La maquina del sonido, La venganza es mia S.A., Relatos de lo inesperado, Veneno ) [ Download ]

Galaxiki



Galaxiki é uma comunidade Wiki, dedicada aos fãs e apreciadores dos gêneros Ficção Científica e Fantasia. Faça seu próprio sistema solar, construa seu novo mundo online!

sábado, 8 de agosto de 2009

Harry Potter e o enigma do Príncipe - Livro 6


Harry Potter estava roncando baixo. Ele estava sentado em uma cadeira em seu quarto por bem umas 4 horas, olhando para fora na rua escura, e tinha finalmente caído no sono com um lado de seu rosto contra o gelado vidro da janela, seus óculos estavam caídos e sua boca meio aberta.

Seu hálito embaçada a janela que dava para uma lâmpada alaranjada na rua lá fora, a luz artificial iluminava seu rosto fazendo-o parecer um tanto fantasmagórico, em grande contraste com seu cabelo muito negro.
O quarto estava cheio com várias possessões e um bom tinteiro. Muita comida, bagaços de maçãs meio podres entulhavam o chão, um número de livros-texto pendiam de sua cama, e uma bagunça de jornais embaixo de um abajur em sua mesa, a linha de um sublinhada:

HARRY POTTER O ESCOLHIDO?



Harry Potter e o enigma do príncipe - J.K.Rowlings [ Download ]

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

The secret of the third planet

2181. Alice, o Professor Seleznyov e o Capitão Green vão ao espaço em busca de animais raros para o Zôo de Moscow e acidentalmente se deparam com uma conspiração criminosa.
Produção soviética de 1981.



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Man in Space (Disney)


A série de oito episódios de 1955, criada pelos estúdios Disney, especula sobre a conquista do espaço. Da origem dos foguetes, até a chegada do homem na Lua.



quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Space Planet

Três astronautas, dois homens e uma mulher, presos em um planeta desconhecido.


terça-feira, 4 de agosto de 2009

The Space Explorers e New Adventures of the Space Explorers

Uma série voltada para as crianças, com a finalidade de despertar o interesse dos pequenos baby boomers, para a exploração espacial, criando o que se pretendeu chamar na época, de uma 'raça espacial'.






Em 1958, financiado pela Nasa e pelo Planetário Hayden de NY, William Cayton e Fred Ladd criaram este desenho animado de grande sucesso entre as crianças americanas.

Na época, com o lançamento do satélite russo Sputnik, acreditava-se que inevitavelmente o homem chegaria a Marte e o ano previsto seria 1978, e é neste ano que se passa a ação.

A ideía de Cayton para dar mais veracidade ao desenho, foi a de montar The Space Explorers, combinando imagens de filmes como o alemão de 1937 Weltraumschiff I Startet e a animação russa Polet na Lunu (Flight to the Moon) de 1953.

A história se inicia com o lançamento da espaçonave Polaris-I, e posteriormente ficamos sabendo que o Comandante Perry se encontra com dificuldades, e que a primeira expedição a Marte está desaparecida.
Uma missão de resgate parte então em um foguete idêntico, o Polaris-II.
Após a decolagem, o Professor Nordheim e a sua assistente e navegadora Smitty, descobrem escondido à bordo, o pequeno Jimmy, filho de Perry.

O trio, sob a supervisão do professor, viaja pelo espaço dentro de uma grande area de vidro na frente do foguete, que lhes permite observar a aproximação das luas de Marte, os planetas e estrelas, de forma bastante educativa, enquanto Jimmy aprende sobre as teorias de Einstein.
Ao final, eles descobrem que Perry ficou sem combustível e não conseguiu chegar a Marte. As duas naves regressam à salvo para a Terra.


O material educacional sobre a exploração do espaço não utilizado no primeiro episódio foi a base para a sequência New Adventures of the Space Explorers.






O Professor Nordheim, Jimmy e Smitty, vão tentar desta vez, encontrar um laboratório espacial danificado.

Este segundo episódio é bem mais voltado para a 'educação espacial'.
Satélites, radiação, a Via Láctea, Sistemas solares, asteroídes, cometas, Nasa, magnetismo, gravidade, radar, órbitas, estação espacial, Newton, Einstein e Galileu, são alguns dos assuntos abordados.

A memorável rampa de lançamento das naves Polaris aparece novamente neste filme.

New Adventures of the Space Explorers foi exibido pela primeira vez em 1959.

The Space Explorers site

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Space Angel


Space Angel era o codinome de Scott McCloud, um agente do Bureau de Investigações da Terra. McCloud cruzava o universo à bordo da espaçonave Starduster. Sua tripulação incluia o piloto e especialista em mecânica Taurus, a bela Crystal, perita em eletrônica e astro-navegação e seu pai, o Professor Mace, responsável pela base espacial Evening Star.

Space Angel foi criado por Dik Darley e Dick Brown.

A série ficou famosa pela técnica de Synchro-Vox, que sobrepunha os elementos (como os lábios dos dubladores) ao desenho.

Na maior parte as imagens eram estáticas, ficando a animação por conta de movimentos de câmera. Na arte deste desenho que marcou época estava, entre outros, Alex Toth, responsável pelos super-herois da Hanna-Barbera, Space Ghost, Jonny Quest e Godzilla.

Space Angel foi produzido de 1962 a 1964 e exibido no Brasil na década de 70.




Collectors Showcase e Visco








Sites com capas de livros e revistas, francesas, italianas e americanas, de Ficção Científica e Fantasia.

domingo, 2 de agosto de 2009

Jack Vance, o artista do gênero


Jack Vance, descrito por seus pares como um 'gênio maior' e 'o maior escritor vivo de FC&F’, é uma figura que no decorrer de sua carreira - seis décadas e contando - ficou afastada das vistas de todos.

Sim, ganhou os prêmios Hugo, Nebula e o World Fantasy e foi nomeado Grande Mestre pela SFFW of America. Recebeu o prêmio Edgar da MWA (Mistery Writers of America), mas todas estas honrarias serviram apenas para camuflá-lo. Assim com as capas de seus livros, com as usuais naves espaciais, monstros e nomes eufônicos de lugares como Lyonesse, Alastor, Durdane.

Se você nunca leu Jack Vance e está passando os olhos nos títulos de uma livraria, você pode não ter um motivo em particular para escolher um de seus livros, ao invés de outro próximo a ele, como um livro de A.E.Van Vogt ou John Varley. Escolhendo um destes outros escritores, você encontrará a emoção habitual, porém não terá idéia do que perdeu e que deixou de conhecer uma das vozes mais distintas e subestimadas da literatura americana.

Pelo menos, esta é a opinião dos fãs de Jack Vance.
Entre eles, autores bem remunerados e famosos, que Vance nunca apreciou.

Dan Simmons, escritor de best-sellers de horror e fantasia, descreveu a descoberta de Vance como “uma revelação, como descobrir Proust ou Henry James. Como nadar em águas profundas. Ele te dá vislumbres de mundos inteiros. Se ele tivesse nascido em outra parte, receberia um Nobel.”

Michael Chabon, que possui uma distinta reputação literária que o permite utilizar fórmulas populares, sem ser rotulado como um autor de um gênero só, disse: “Entre todos os escritores que adoro e que não receberam o crédito merecido, Jack Vance é o caso mais doloroso. Se 'The last Castle' ou 'Dragon Monsters' tivesse o nome de Italo Calvino ou outro estrangeiro qualquer, receberia profunda atenção; mas por que ele é Jack Vance e publica pela Amazing-qualquer-coisa, existe esta barreira insuperável.”

Esta barreira não se provou ser intransponível para outros escritores de gênero, como Ray Bradbury ou Elmore Leonard, que receberam o respeito da crítica enquanto geraram um bom número de produtos de qualidade aceitável, ou como H.P.Lovecraft e Raymond Chandler, escritores de livros populares (pulp), cuja reputação pós-morte se estende além do tempo, vencendo barreiras de aprovação.

Mas cada um deles, não importa o quão inovadores ou poéticos, entraram de alguma forma pela literatura popular através da exploração dos atributos de suas especialidades. Vance, ao contrário, trabalhou inteiramente de forma popular, sem prestar atenção a convenções ou estilos. Sua ênfase se concentra no incomum, no estranho. As naves espaciais são apenas meios para levar seus personagens de uma sociedade a outra; ele prefere resumir cenas de batalhas e outras partes, que potencialmente agradariam a qualquer multidão, e tem grande prazer em explorar a grande inclinação do ser humano para a crueldade.

Apesar de Vance poder jogar com as regras, em qualquer que seja o gênero em que esteja trabalhando, seu verdadeiro gênero é Jack Vance.

Seus leais leitores são loucamente apaixonados por ele.
Vários deles se juntaram no final dos anos 90 para montar a Edição Integral de Vance (V.I.E.), uma charmosa coleção de 45 volumes contendo a obra completa de Vance de todas as edições publicadas.
Liderados por Paul Rhoads, um pintor americano que vive na França (que comparou recentemente 'Winged being' de Vance a Oswald Spengler e Jane Austen entre outros, um anti-Paul Auster), os voluntários compararam detalhadamente todas as edições publicadas e manuscritos do autor a fim de recompor a prosa deturpada por editores.

Os Vancians (leitores de Vance) também criaram Totality (pharesm.org), um site onde se pode pesquisar os textos - no qual podemos ficar sabendo que ele usou a palavra 'punctilio' (ponto nevrálgico) exatas 33 vezes em sua obra.

Esta é uma amostra extraordinária do verdadeiro amor de seus leitores: um bando de entusiastas que deram a um escritor contemporâneo o tratamento dado a um Variorum (livro explicativo) de Shakespeare, porém em sua própria época.

Vance, que tem 92 anos, disse que seu novo livro (biográfico) - 'This is me, Jack Vance' - será seu último.

E chegando nas livrarias, 'Songs of Dying Earth', é uma coleção de histórias de vários autores que se passa em um futuro distante, baseado nas primeiras histórias de Vance, escritas a bordo de um navio de carga no Pacifico Sul, enquanto servia na Marinha Mercante durante a Segunda Grande Guerra. A lista inclui estrelas, nomes das listas de mais vendidos, entre eles Simmons, Neil Gaiman, Terry Dowling, Tanith Lee, George R. R. Martin e Dean Koontz.

Como um disco tributo literário, que dá conhecimento da influência de um tesouro nacional semi-obscuro, através da reinterpretação de suas canções.

Você deve estar se perguntando: Bem, se Vance é tão bom quanto Simmons, Chabon e Rhoads dizem que ele é, e se ele se recusa a ceder às demandas do gênero no qual trabalha, então talvez tivesse sido melhor que ele tentasse outras formas que o recompensassem melhor - não é uma vergonha que ele permaneça confinado a um gênero para adolescentes no qual seu talento maduro não pode brilhar de verdade?

Penso que a pergunta estaria errada em suas suposições: errada sobre Vance, sobre gênero e sobre o que ‘adolescente’ e ‘maduro’ significam quando falamos de sensibilidade literária.

Quando eu tinha 14 anos, ao final dos anos 70, conhecia um garoto que era expert em tudo que era mais legal do que qualquer outra coisa que seus colegas de classe estivessem fumando ou lendo. Eu me orgulhava de ser um especialista, de Tolkien a E.R.Eddison, até Michael Moorcock. 'Coisa para crianças' disse o espertinho, 'tente isso' e me passou um exemplar de 'Eyes of the Overworld' de Vance. Na capa uma criatura do tipo lagarto gigante atacava um barco a remo, dentro dele um homem com roupas 'medievais' e uma mulher de seios grandes e com a roupa transparente de sempre.


Ao ler as primeiras páginas, me senti aprisionado pelo estilo de um escritor como nunca havia experimentado antes. Li o livro como se estivesse preso em um delírio e acabei procurando por mais. Além de fantasia burlesca, Vance escreveu fantasia científica, romance planetário, mistério extraterrestre, sagas sobre vinganças e outras histórias de aventuras especulativas menos classificáveis, de contos a crônicas, em vários volumes.
Escreveu 11 livros de mistério sob seu nome de batismo John Holbrook Vance, e outros três com o pseudônimo de Ellery Queen.

Teve uma breve experiência no início de carreira como escritor da série de televisão Captain Video e, por anos, várias de suas histórias foram avaliadas para o cinema – porém Hollywood nunca lhe deu o tratamento devido como fez com Phillip K Dick, por exemplo.

Parte da falta de interesse de Hollywood em relação a Dick se deve, penso, à maneira leviana com que enxergam seus trabalhos, como um estilista barroco cuja forma de escrever dependesse mais da linguagem para alcançar seu efeito, do que da história, dos personagens ou de alguma premissa conceitual.

Vance crê que o fluxo musical da linguagem é tudo na maneira de se contar uma história.
'A prosa deve bailar', me disse certa vez, mas o problema social ou cultural deve sempre vir por debaixo da ação, convidando o intelecto a parar e pensar.

Em seu livro 'The Languages of Pao', Vance propõe que a linguagem pode ser manipulada para fazer as pessoas predispostas ao combate. Em 'Dragon Masters' prossegue numa analogia entre manipulação genética e sofisticação estética.

Uma trama intrincada não é seu forte, mas ele recombina com arte, elementos recorrentes: ritmos da viagem, prazeres da música, bebidas fortes e vingança, tocantes encontros com aristocratas, charlatões, estetas e fanáticos, rudes, invejosos de todas as classes e ingênuas e magras jovens com um hábito enigmático de olhar para trás por cima dos ombros.

Suas histórias transmitem uma integridade que se sustenta conforme avança, equilibrando-se entre o prazer devasso de imaginar outros mundos e o efeito hipnótico de uma tonalidade especial que é descrita de maneiras diversas, como farpado, aveludado, astuto, enigmático.

Ler Vance te leva, com certa formalidade, a estar presente no sério mundo do entretenimento literário, apesar de toda graça e diversão com palavras inventadas. E finalmente, isso demonstra a grande habilidade artística do escritor.

Não importa a capa, você pode ter certeza que é altíssima literatura.

Esta é uma reação comum do primeiro encontro com a prosa de Vance, quando se está numa idade impressionável. Alguns dos mais famosos escritores de fantasia e que contribuíram para “Songs of Dying Earth” me contaram histórias semelhantes.

Dan Simons tinha 12 anos de idade quando seu irmão mais velho o deixou ler “The Dragon Masters” e subitamente ele se viu “no lado fundo da piscina”.

Neil Gaiman tinha 12 ou 13 quando deu com Dying Earth Tale. “Me apaixonei pelo seu estilo. Era elegante, inteligente, cada palavra parecia saber o que fazia. Era divertido, mas nunca fácil ou óbvio.”

Tanith Lee me contou que aos 20 anos de idade “eu era muito desajustada, infeliz e sabia que queria escrever'. Sua mãe lhe comprou o primeiro livro da série Dying Earth - que deu á existência desmotivada de Lee uma possibilidade de se tornar escritora. “Amei o humor negro, a elegância e amei aquela depravação sofisticada. E quando conheci Cugel, eu amei. Ele foi a salvação.” Depois de nos falarmos, ela me enviou um email com uma das suas frases prediletas de Vance: “Eu o cumprimentaria se não fosse por este tentáculo apertando minha perna.”

Michael Chabon, que não faz parte do tributo, tinha 12 ou 13 quando leu “The Dragon Masters”. Ele inclui Vance na autêntica tradição americana do que é importante e poderoso, mas pouco reconhecido. “Não é Twain ou Hemingway, é mais como Poe, uma mistura do refinamento europeu com o espírito indômito de fronteira. Consigo ver um marinheiro de uniforme no deque de um navio no Pacífico sul, imaginando o futuro dali a um milhão de anos.”

Chabon contrasta Vance a Tolkien e C.S.Lewis, mestres britânicos com quem “divide a grandiosidade, o impulso de sintetizar uma mitologia para toda uma cultura. Não há nenhum deles em Vance. A engenhosidade de Vance está sempre à vista. São sempre histórias de aventuras, mas também existem quebra-cabeças a serem solucionados. Ele pontua estes 'o que aconteceria se' como um silogismo. Ele é um amante da lógica, como Poe, o engenhoso espírito ianque, aliado ao amor erudito, à pompa e a ostentação. E ele tem um ouvido magnífico para construir belas sentenças.”

A maioria destes leitores era adolescente quando foi apresentada ao primeiro Vance de suas vidas, o que despertou neles uma apreciação para as possibilidades artísticas do uso da palavra.

Quando se trata de literatura, “Adolescente” não quer dizer somente uma prosa chata e sem imaginação que evoca fortes sentimentos em pessoas emocionalmente inexperientes.

“Adolescente” pode significar também uma literatura que inspira as primeiras emoções conscientes de uma sensibilidade literária. Então sim, Vance trabalha exclusivamente os gêneros adolescentes - se sob esta orientação, incluirmos a experiência transformadora de se apaixonar pela primeira vez por uma bela frase.

Vance mora em Oakland Hills, numa casa que ele colocou no chão e a reconstruiu ao longo de anos de forma idiossincrática. Ele possui a reputação de recluso e irritadiço, e encontros entre estranhos em suas histórias, sempre se dão de maneira truculenta.

Enquanto alcançava a entrada de sua casa numa tarde cinzenta de inverno, um cachorro grande latiu com minha aproximação - eu tentava apagar a expectativa irracional de uma troca de diálogos à moda de Vance. Eu diria “Porque persiste escrevendo romances burlescos e sem importância para palermas?” Ele diria: “Sua pergunta é nuncupatória. Estou cansado de ser importunado. Vá embora.”

Porém ele foi gracioso e me brindou com histórias sobre suas aventuras nos mares do sul.
Sentado numa cadeira de balanço à sua mesa, bem agasalhado, com um cobertor nos ombros e um aquecedor junto aos pés. Sua idade avançada o curvou e o fez menor, mas sua voz grave ainda é carregada de autoridade.

Ele passa os dias em sua mesa, ouvindo histórias de mistério no tape-deck (ficou cego nos anos 80), conversando ao telefone, ouvindo ou tocando o jazz tradicional que ele tanto adora.
Em um ponto da minha visita, tocou um ukulele. Também toca, ou tocava, harmônica, washboard (uma espécie de tábua de lavar roupa) kazoo (um instrumento musical que parece um brinquedo) e corneta.

(uma foto antiga de Vance tocando Banjo e Kazoo)

Diferente de muitos de seus personagens, que estão sempre se vangloriando, sua presença é bastante fraterna e ‘pé no chão’. Ele evitou minhas perguntas sobre seus fãs, pessoas como Ursula K.Le Guin, o zilionário da indústria de software Paul Allen e o desenhista de games Gary Gygax, que teve o seu Dungeons and Dragons tremendamente influenciado por Vance.
No entanto explicou com alegria como resgatou uma casa flutuante submersa usando um compressor de ar e oito tambores de 50 galões.

Vance nunca foi rico, mas ganhou o bastante para sustentar sua esposa Norma (que morreu no ano passado, após 61 anos de casamento) e seu filho John, um engenheiro. Juntos viajaram por lugares exóticos - Ilha da Madeira, Tahiti, Cidade do Cabo, Kashimir, onde ficavam em hospedarias baratas o tempo suficiente para Vance escrever outro livro.

'Ficávamos em qualquer buraco desde algumas semanas até meses'
John me disse: 'Ele com sua prancheta, e ela com sua máquina de escrever. Ele escrevia à mão e ela datilografava. O primeiro manuscrito, o segundo, o terceiro.”

Proporcionar uma vida confortável com o trabalho de escritor era imensamente importante para Vance, que nasceu em São Francisco, numa família que passou por momentos difíceis durante sua infância. Ele cresceu durante a Grande Depressão na fazenda de seus avós em Little Dutch Slough, de onde veio seu amor pela vela, sua confiança e apreciação pela ficção de gênero.

Admirava Edgar Rice Borroughs (John Carter of Mars) e disse 'eu esperava na caixa de correio todo mês, ansioso pelo último número de Weird Tales', uma revista popular (pulp) que trazia escritores seminais de fantasia como Lovecraft, Robert E. Howard, C. L. Moore e Clark Ashton Smith.

Vance freqüentou a Universidade da Califórnia, mas sua educação prática como escritor veio da leitura destas revistas e outros autores: a série de livros sobre OZ de L. Frank Baum, Jeffery Farnol e a comédia leve de P. G. Wodehouse, seu herói literário.
Vance parece ter pouco em comum com Wodehouse, ao menos em sua visão da natureza humana.

Os personagens de Vance tendem a possuir uma qualidade sombria, onde a crueldade facilmente aflora. Em “Araminta Station,” o primeiro livro da sua trilogia eco-política, “Cadwal”, Vance zomba ao citar “The Worlds of Man,” um estudo feito pelos viajantes das galáxias Fellows of the Fidelius Institute:
“Em nossas jornadas de um lado a outro da Gaean Reach, nós não descobrimos nada que indicasse que a raça humana, em qualquer parte, tenha se tornado mais generosa, tolerante, gentil ou sábia. Nada, em parte alguma.”

Vance me contou que ele e sua família sempre encontraram bom tratamento e boa companhia em suas viagens, comeram e beberam bem e encheram os olhos com as belezas do mundo.
Então o que teria inspirado esta maldade pandêmica de sua obra?
Ele se recusa a especular, mas seu filho diz: “Acho que veio do tempo que sua família perdeu tudo. Os tempos eram difíceis, as pessoas eram rudes. Meu palpite é que este padrão vem daqueles dias, quando jovem na Califórnia, e na Marinha Mercante.”

Vance tem orgulho de sua habilidade, mas não dá nenhuma importância em falar sobre algum detalhe, indo distante em sua memória e permite assim, transferir quase toda discussão sobre sua escrita, a um breve capítulo ao final.

Jeremy Cavaterra, um compositor que vive em um apartamento colado à casa de Vance, e que ajuda nos cuidados com ele (recrutado por ser um fã antigo, ao ler “The eyes of the Overworld” aos 14 anos de idade) disse sobre esta sua reticência: “Parte disso se deve por ele se sentir como o mágico contando as pessoas como funciona o truque, e parte disso é porque ele escreve pelo sentimento, e não se pergunta sobre isso.”

O conhecido desgosto de Vance em falar sobre si mesmo como um escritor de fantasia pode estar em sua adolescência, quando chegou muito jovem na escola após pular algumas séries. O personagem do jovem desajeitado, com um mundo inventado em sua cabeça é recorrente em sua obra, assim como a cena dos garotos populares atormentando o garoto solitário.

O mais prolífico homicida de seus estranhos sonhos é provavelmente o Príncipe Demônio Howard Alan Treesong. Norma costumava dizer que seu marido era Treesong.
John me contou que seu pai prefere pensar em si mesmo como um Cugel, um pouco menos covarde. Coloque-os juntos, o sonhador Treesong, com o malandro Cugel, e você tem Vance, cuja longa atividade em seu negócio cresceu a partir de uma descoberta juvenil de que se pode transformar sonhos sem valor em arte com propósitos, e esta arte em um holerite.

Agora Jack Vance começou a perder palavras.
Quando se exibiu mostrando seu bar dizendo: 'Vá pegar um uísque para você', ele riu e acrescentou 'Tem uma palavra que não consigo me lembrar. Ela tem um sentido de maestria estética, de controle, mas também de pensar muito em si mesmo'.

Sua velha favorita “punctillo” me veio na cabeça, assim como 'hauter' (arrogância), que aparece 16 vezes em Totality. Mas nenhuma me pareceu exata, então eu nada disse. Durante nossa conversa, ele já havia sumariamente rejeitado várias pessoas, incluindo dois escritores célebres de FC que eu cresci lendo, como imbecil e exibido. Dizer a palavra errada poderia qualificar-me como ambos.

Fui pegar meu drinque, deixando-o pensar sobre a forma exata do buraco que a palavra perdida deixara em sua mente.

Pode não estar perdida para todo sempre.
Pode muito bem aparecer na prosa de Michael Chabon, ou para um dos participantes de 'Songs of the Dying Earth' ou ainda para Ursula K.Le Guin. Talvez até para mim.


The Genre Artist por CARLO ROTELLA (July 19, 2009)
Carlo Rotella é diretor no Boston College.

Jack Vance


John Holbrook Vance (28 de Agosto de 1916) nasceu em San Francisco, California (EUA).

Jack Vance é geralmente descrito como um gênio, um escritor de fantasia e ficção científica que transcende o rótulo dos gêneros em que escreve. Ao longo de mais de 6 décadas, escreveu também utilizando-se de diversos pseudônimos como Ellery Queen, Alan Wade, Peter Held e John van See.

Estudou na Universidade da California, Berkeley e passou a maior parte de sua vida na região de Oakland. Sua carreira como escritor começou ao final dos anos 40, em parte na onda do movimento que ficou conhecido como San Francisco Renaissance, de experimentação artística, sendo que muitas referências à vida boêmia de San Francisco, aparecem em seus primeiros trabalhos, como 'Sailmaker Beach', o quarteirão boêmio de Avente, no planeta Alphanor.

Apesar de ter ficado cego nos anos 80, por conta de um tratamento mal sucedido de glaucoma, Vance continuou escrevendo com a ajuda de um software de voz.

Seu último livro lançado, uma auto-biografia chamada 'This is me, Jack Vance' será, segundo as palavras do próprio, seu último livro.

Jack Vance (Alastor Cluster series, Demon Prince series, Dying Earth series, Elder Isles series, Lyonesse series, Planet of adventure series, Tschai series, The loom of darkness, Green Magic, Meet Miss Universe, The sorcerer Pharesm, A short biography, La mariposa lunar, Abercrombie station, Tle last castle, Telek,Rumfuddle, Sail 25, Assault on a city, The moon moth, The brains of Earth, The miracle workers, Son of the tree, The houses of iszm, The many worlds of Magnus Rudolph, The Gray Prince, The eyes of the Overworld, The narrow land, To live forever, The languages of Pao, Maske Theary, Hombres y Dragones, The Dragon Masters, Mundo Azul, Cugel's Saga, Emphyrio ) [ Download ]

Jack Vance Archive site

sábado, 1 de agosto de 2009

Jack Vance, criando um planeta após o outro


Ninguém pode negar o impacto de Jack Vance sobre os gêneros Ficção Científica e Fantasia.

Na Enciclopédia da FC, Vance é descrito como um 'jardineiro de mundos, um artista de paisagens', um 'gênio'. Esta genialidade o levou a escrever histórias fantásticas sobre mundos incríveis por mais de 50 anos.


Pergunta: Quando criança, você imaginava que o mundo pudesse ser como é hoje?
Vance: Não quero ofende-la tão cedo nesta entrevista, mas este é o tipo de pergunta que não possui uma resposta lógica, de verdade; porque uma criança, quero dizer, todo mundo especula sobre todo tipo de mundos em que viverão quando crescer. Mas eu raramente pensava sobre isso. Eu achava que automóveis seriam mais rápidos e aviões voariam mais rápido. Eu sabia que as viagens espaciais eram iminentes, mas eu não fazia muita especulação.

P: Você sempre quis ser um escritor?
V: Sim. Não por que tivesse um enorme instinto criativo. Eu apenas queria trabalhar em alguma coisa onde eu não tivesse um patrão, um trabalho onde não precisasse estar todo dia no mesmo lugar. Eu nunca trabalhei em um escritório na minha vida. Isso limita você, quando você trabalha num escritório, você é uma criatura numa pequena jaula, sob a supervisão e vigilância de alguém. Mas é lógico que já trabalhei em empregos onde estive sob a supervisão de alguém. Fui carpinteiro por algum tempo e todo mundo vigia o que você faz. Na verdade, quase todo trabalho que se faz, tem alguém te observando.

P: Mesmo agora como escritor.
V: Eu não ligo. Me preocupava com isso quando era jovem, mas quando comecei a vender minhas histórias, não pensava mais sobre isso. Eu somente escrevia o que eu sentia e esperava que vendesse. Nunca fiz muito dinheiro com isso, mas vendi bastante. Nunca escrevi para o publico. Nunca. Se eu o fizesse, eu estaria escrevendo Star Trek.

P: Como eram as coisas quando você começou a escrever?
V: Bem difíceis. Era difícil entrar no mercado e não se ganhava dinheiro com isso. Eu trabalhei por metade de um centavo por palavra. Para começar eu não sou rápido em escrever, então precisei trabalhar em outras coisas. Mencionei que fui carpinteiro. Trabalhei numa empresa que construía divisórias para escritórios.Era um bom trabalho. Eu tinha um caminhão e podia ir por ai, fazia meu próprio horário de trabalho. Era fácil. Bastante simples, como montar um lego. A carpintaria tinha um trabalho danado, sério. Exige muito de você, física e mentalmente, você tem que estar alerta para evitar erros e tem sempre um capataz fungando no seu pescoço. Se não produzir você está fora!

P:Você teve influências quando começou a escrever?
V: Bem, acho que quase tudo que li contribuiu para formar o pano de fundo sobre o qual eu escrevia. Mas quando eu era jovem, eu lia todos os livros de Oz, que tiveram enorme influência em mim.
E havia Edward Stratemeyer e sua fábrica de escritores de ficção, [Howard R. Garis e outros] com o pseudônimo de Roy Rockwood, escreviam diversos tipos de histórias de FC. ‘Through Space to Mars’ e ‘Lost on the Moon’ e ‘The Mystery of the Centre of the Earth’. Este tipo de coisa. Acho que foram de verdade, as primeiras histórias de FC publicadas. É claro, se não considerar Jules Verne e H .G. Wells, que nunca tiveram a intenção de serem escritores de Ficção Científica. Eles estavam comprometidos com outros motivos. H.G.Wells era filósofo e Verne, era engenheiro, acho. As histórias de Verne são uma mistura de engenharia e aventura, enquanto que H.G. Wells tinha este eixo filosófico a explorar. Mas não sou um estudioso da obra, nem de um nem de outro. Esta é a minha impressão geral apenas.
Mas Roy Rockwood era FC como conhecemos hoje.
Eu adorava P.G. Wodehouse. Era um escritor maravilhoso. Ainda acho hoje. Acho que não foi apreciado o bastante, por sua magnífica criatividade e a beleza de sua escrita. Eles riam dele, não o levavam a sério por o acharem frívolo.
E havia um escritor chamado Jeffrey Farnol, no inicio dos anos 20. Escrevia ótimas histórias de aventura, que li na minha adolescência.
Eu era fascinado pela sua maestria ao criar atmosferas e ritmos, excitação e ousadia. Ficou um pouco datado. Era um pouco sentimental demais em suas atitudes sobre mulheres e velhos. Muito nobre. Ele não é conhecido hoje tanto quanto foi. Ele escreveu ‘The Amateur Gentleman’, que se tornou um filme. São dois homens que admiro.
E tinha Clark Ashton Smith, que escreveu para Weird Tales e tinha uma imaginação incrível. Não era um escritor talentoso, mas sua imaginação era poderosa. E também Edgar Rice Burroughs. Não penso que foi uma influência para mim, mas adorava ler suas histórias. Eu era jovem. Especialmente Barsoom. Burroughs sabia como criar uma atmosfera..
Estes são apenas a ponta do iceberg, por que eu lia, lia, lia, lia tudo. Não fui publicado quando jovem. Eu era onívoro em matéria de leitura, então tudo que li de certa forma, contribuiu.
Tinha um escritor nos anos 20 chamado Christopher Morley, que me influenciou um pouco, mas eu não consigo me lembrar bem.

P: Você fez um enorme e árduo trabalho ajudando a definir os gêneros da Fantasia Científica e Romance planetário. Você foi a maior influência para outros autores. O que pensa sobre o impacto de seu trabalho?
V: Não penso nisso. Não me interessa. Nem particularmente me impressiona. O que não significa dizer que não é melhor que seja assim do que se não o fosse. Não sou vaidoso, só não sei o que fiz. Só o fiz por ser capaz de fazê-lo, e o fiz sem nenhuma pretensão. Se isso (o impacto) aconteceu, significa que sou bom no que faço, o que evidentemente sou. Eu devo falar sobre isso na convenção (Vance foi o escritor convidado de honra na NorwesCon).
Este reconhecimento chegou lentamente, me parece que as coisas vem muito tardiamente. Recebo crédito pelo que fiz. O que é gratificante, mas um pouco tarde. Preferia que tivesse vindo acompanhado de cheques quando eu era jovem (risos).
E sobre esta influência a qual você se referiu, não me afeta de maneira alguma.

P: Você se vê em outros ao ler Ficção Científica ?
V: Não leio a FC de outros. Nenhuma na verdade. Não vou a cinema desde que alguém me deu algumas entradas grátis para Star Trek, que assisti. Tenho um desconforto total em ser parte da audiência. Ficar sentado lá com todo mundo rindo e chorando ao mesmo tempo, como se os botões fossem apertados ao mesmo tempo. Parece um tipo de prostituição em massa. me sinto sujo sentado numa audiência.
Eu leio livros. O que suponho que seja mais ou menos a mesma coisa, mas pelo menos estou sozinho e sou um indivíduo. Posso parar quando quiser, o que freqüentemente faço. Mas eu desprezo a mídia de massa. Como disse, nunca assisto FC, nem sei o que está acontecendo.
Eu conheço (Robert) Silverberg é claro, mas nunca li nada que escreveu.
E Poul Anderson, que era amigo meu, eu li um de seus livros apenas por que era curto e foi editado pela Ballantine com quatro histórias. Uma era minha. Mas essencialmente era um livro meu e de Poul, e ele tinha uma história ótima no livro. Falava sobre sereias e sua vida debaixo d'água, era maravilhosa.

P: O que você lê hoje em dia?
V: Mistérios policiais. Em fitas cassetes (Jack Vance ficou cego por conta de um glaucoma). Eu as encomendo e tenho aqueles que são meus favoritos, como uma escritora chamada M.C.Beaton, que escreve sobre uma vila escocesa no noroeste da Escócia, e que tem livros maravilhosos. Seu protagonista é Hamish Macbeth, um policial de vila. Ela é uma escritora maravilhosa. E escreve com humor.
Anne Perry escreve livros sobre a Inglaterra Vitoriana. Eu gosto do que escreve, apesar do seu último, chamado Half Moon Street, eu não ter gostado tanto. Ela tem o mau hábito de espalhar capítulos inteiros com diálogos que não levam a história para frente.
Também gosto da velha Agatha Christie. Há um tipo de honestidade no que faz. Não tem pretensões de ser uma grande escritora ou coisa assim.
John MacDonald é um bom escritor. Não gosto dos episódios com sexo, em cada livro seu. Eles estragam os livros. São totalmente desnecessários. Sinto certa vergonha por ele ter que colocar esta certa quantidade de sexo em seus livros. Tirando isso, é um escritor maravilhoso.


P: O que faz os livros de mistério serem mais interessantes para você do que os de FC?
V: Não sei. Não sei. Acho em geral o trabalho 'artesanal' de melhor qualidade. Gosto do senso de localização. Alguns escritores fizeram de certos lugares suas propriedades privadas. M.C. Beaton fez isso com a vila no noroeste da Escócia. MacDonald com Miami.

P: Como escritor, existe algo que você não tenha feito?
V: Eu não sei. Eu não vendi para o cinema. Em outras palavras, não recebi ainda um cheque polpudo. E agora que sou velho se eu o recebesse não saberia o que fazer com ele. Não viajo mais. Não preciso, nem quero, coisa alguma. Daria para o meu filho, imagino, e o deixaria desfrutar dele.

P: Você tem mais histórias para contar? Não tem uma seqüência de seu último livro, Ports of Call?
V: Sim. Estou trabalhando nele agora (Lurulu), é claro.Mas sou muito lento para escrever por que acho terrível fazê-lo com computadores. Os computadores falam comigo, mas é tão lento, e sou terrivelmente devagar usando-os. E não gosto. Depois dele eu não sei. Provavelmente ficarei nervoso por não estar trabalhando em algo, mas não tenho nada em mente no momento. Talvez apareça alguma coisa.

P: Ports of Call e Lurulu se passam no Universo Gaean Reach. O que tem de especial nele para você?
V: Nada em especial. Nele existem naves espaciais que permitem que se vá de uma estrela para outra em um tempo razoável, uma coisa que não podemos fazer agora, é claro. Levaria uma vida sob condições de prisão, para alcançar outra estrela. É tão impraticável que eu duvido que alguém vá tentar fazê-lo. A não ser que se descubra um jeito mais rápido.
Alguns escritores assumem que haverá maneiras de viajar rapidamente de uma estrela a outra, em um tempo razoável e isso é uma das convenções na FC escrita, que possui muitas convenções. E várias delas não são muito razoáveis.
Outra é que a qualquer parte que vá as pessoas falam a mesma língua, o que no caso de Gaean Reach seria dificilmente lógico. As pessoas depois de ficarem isoladas por centenas de anos, desenvolvem dialetos que não seriam compreensíveis para estranhos. Mas para podermos tornar possível que possamos ir a outro mundo e nos comunicar com as pessoas que vivem nele, você precisa assumir que todos falam a mesma língua. É uma convenção da FC que fazemos de conta ser possível.

P: Qual foi o maior desafio que enfrentou em sua vida?
V: Oh, as grandes quantias de dinheiro. Desafiadoras. Tenho um instinto competitivo, é claro. Não que eu queira ser melhor do que ninguém, mas penso que se alguém recebe 100 mil dólares, eu quero o mesmo. Não fico furioso pelo cara ganhar 100 mil. Não o invejo. Mas por que eu não posso? Fico louco comigo mesmo! Com meu agente! Quando comecei a escrever eu usei, sem pensar Jack Vance. Penso que deveria ter usado John Holbrook Vance, que é bem melhor do que Jack Vance. John Holbrook Vance é bem mais sonoro e sério e acho que algumas pessoas pensariam que se trata de um homem lúcido e sério, coisa que sou, é claro. Bem, de qualquer forma, quando assino meus livros, fico feliz de ter usado Jack Vance (risos).

P: Talvez fizesse mais diferença se você escrevesse mainstream ao invés de FC&F.
V: Também acho. Não vou mentir. Se alguém me pergunta o que eu escrevo, eu nunca digo FC. Penso em Kurt Vonnegut, ele era intenso e bravo, ele combinava bem com a imagem de escritor de FC. No meu caso, eu digo:'Bem, não sei o que escrevo. É Ficção Especulativa. Ficção sobre o futuro. Ficção social-antropológica. E mesmo assim se usarem o termo FC, do qual não gosto, eu tenho que agüentar. Seria simples se eu pudesse me permitir dizer FC, mas não posso por que eu detesto esta área. Não gosto das pessoas envolvidas com ela. Não os escritores, mas os fãs. Os jovens fãs e algumas pessoas com atitude adolescente e que vão a convenções com roupas engraçadas e trekies, e tem todas aquelas sociedades esquisitas. Não quero estar associado a esta gente. Existe um monte de gente nestas convenções, eu conheci várias, extremamente educadas e que são inteligentes.

P: O que mais o surpreende ao longo dos anos?
V: Ainda estar vivo, eu acho.

P: Vivo e trabalhando.
V: Sim. Se alguém me dissesse que eu ia chegar nesta idade e trabalhando ao invés de estar sentado em frente a uma televisão, eu ficaria surpreso. É claro que se me dissessem que eu ficaria cego, eu não iria gostar disso também. Quando eu tinha 8 ou 9 anos fui a um oftalmologista que tinha a fama de ser o melhor de São Francisco e ele me perguntou: 'Meu jovem, você lê muito?' 'Sim doutor, eu leio.' 'Bem, não leia tanto assim. Você precisa parar ou então você vai ficar cego quando velho.'
Não acho que ele sabia o que dizia, por que perdi meus olhos por decorrência de um glaucoma, que nada tem a ver com meu hábito de leitura. Foram outros fatos. Como o fato do médico que tentou reparar meus olhos usando laser a cada vez que me operava, meus olhos ficavam ainda piores. Até que ele desistiu. E fiquei assim.

P: Você é um escritor bastante visual. Ter perdido a visão teve impacto na sua escrita?
V: Não me atrapalha nem um pouco. Tenho memória e posso ver as coisas na minha cabeça. Não, não tive problemas em não poder mais ver.

P: De tudo que escreveu, do que gosta mais?
V: Não queria responder esta. Eu gosto de todas minhas últimas coisas. Só não gosto muito das primeiras que fiz. Acho que não havia aprendido a minha arte, o que não deveria fazer, sendo tão exibicionista, tentando aprender como escrever.

P: Qual o segredo de continuar a escrever tão bem?
V: Primeiro não ter Alzheimer. Sabe disso tanto quanto eu. Continuar a ter algum sentimento de querer escrever e continuar a ter idéias e ficar inquieto se não estiver escrevendo. Agora mesmo, eu ficaria feliz se não tivesse que escrever mais, até ter outra idéia. Não me importo com minha idade. Não tenho medo de morrer por que primeiro isso não faz bem. É uma tolice ter este tipo de medo, eu acho. Não gostaria de ter câncer, como o coitado do Poul Anderson. Me senti muito mal por ele, eu o admirava muito. Ele era um ótimo camarada. Um dos meus melhores amigos, Poul.

P: Você tem imaginado o futuro a muito tempo. Para onde você acha que a humanidade caminha?
V: Não me faça estas perguntas. Você espera que eu venha com alguma sabedoria, com comentários filosóficos que irão surpreender a todos e irão dizer 'Este Jack Vance sabe de tudo! Ele é um filósofo de verdade!' É óbvio que não sei sobre o futuro, mais do que qualquer um sabe.

P: Quais são seus interesses quando não está escrevendo?
V: Um deles é Cosmologia. Coisas como mecânica quântica. Física astronômica, o que é essencialmente cosmologia. Estou lendo um livro muito bom de um sujeito chamado Martin Rees, chamado ‘Before the Beginning’. Não vou aborrecê-lo com minhas teorias, mas sou particularmente cético sobre certas idéias. Adoro discuti-las e argumentar com astrofísicos. Por algum tempo um dos meus maiores interesses na vida era - de fato penso em mim mesmo mais como um música na metade do tempo, do que como um escritor - o jazz. O jazz original, não o que chamam de novo jazz, que eu não considero que seja jazz de verdade. Só um barulho abstrato. O jazz de Nova Orleans, que ainda existe hoje. Não é música popular, mas é ótimo. Eu costumava tocar corneta e banjo, mas quando meus olhos se foram eu desisti.

P: Você tocava bem?
V: Meu melhor instrumento era a harmônica (risos). Não, não posso dizer que era bom. Meus dedos eram finos demais, mas toquei em banda certa vez. Ninguém me chamava para tocar quando precisavam de alguém, a não ser como último recurso. mas eu me diverti bastante.

P: Que conselho você dá para os novos escritores que estão começando e que querem ser publicados?
V: O óbvio, apenas trabalhe. Esta é a chave. E não tente escrever com exibicionismo. Em outras palavras, não tente ser ultra-espetaculoso. Tente fazer com que funcione, não inflar seu trabalho com montes de adjetivos e advérbios. O principal é ter uma boa história, uma boa trama. Ter bons personagens e não tentar ser sensacional sempre. Seja comedido ao escrever.

Entrevista concedida a Kathie Huddleston (Science Fiction Weekly - 2002)

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Trek Yourself


Site muito divertido, que permite entre outras coisas, que você suba com uma foto sua e se veja literalmente na pele de um terráqueo (oficial de bordo ou capitão), um vulcano ou romulano.
Conta ainda com o recurso que permite gravar suas próprias falas ou utilizar algumas frases conhecidas dos fãs da série.

Trek Yourself

Horror Film and Psychoanalysis


In recent years, psychoanalytic theory has been the subject of attacks from philosophers, cultural critics, and scientists who have questioned the cogency of its reasoning as well as the soundness of its premises.

Nevertheless, when used to shed light on horror cinema, psychoanalysis in its various forms has proven to be a fruitful and provocative interpretative tool.

This volume seeks to find the proper place of psychoanalytic thought in critical discussion of cinema in a series of essays that debate its legitimacy, utility, and validity as applied to the horror genre. It distinguishes itself from previous work in this area through the self-consciousness with which psychoanalytic concepts are employed and the theorization that coexists with interpretations of particular horror films and subgenres.

Acknowledgments
Foreword: “What Lies Beneath?” Robin Wood
Introduction: “Psychoanalysis in/and/of the Horror Film” - Steven Jay Schneider

Part one: the question of horror-pleasure
1 “What’s the Matter with Melanie?”: Reflections on the Merits
of Psychoanalytic Approaches to Modern Horror Cinema - Cosimo Urbano
2 A Fun Night Out: Horror and Other Pleasures of the Cinema - Michael Levine
3 Excerpt from “Why Horror? The Peculiar Pleasures of a Popular Genre,” with a New Afterword by the Author - Andrew Tudor
4 Philosophical Problems Concerning the Concept of Pleasure in Psychoanalytical Theories of (the Horror) Film - Malcolm Turvey

Part two: theorizing the uncanny
5 Explaining the Uncanny in The Double Life of V´eronique - Cynthia Freeland
6 Manifestations of the Literary Double in Modern Horror Cinema - Steven Jay Schneider
7 Heimlich Maneuvres: On a Certain Tendency of Horror and Speculative Cinema - Harvey Roy Greenberg
8 “It was a dark and stormy night...”: Horror Films and the Problem of Irony - Jonathan L. Crane

Part three: representing psychoanalysis
9 What Does Dr. Judd Want? Transformation, Transference, and Divided Selves in Cat People - William Paul
10 “Ultimate Formlessness”: Cinema, Horror, and the Limits of Meaning - Michael Grant
11 Freud’s Worst Nightmare: Dining with Dr. Hannibal Lecter = Barbara Creed

Part four: new directions
12 Doing Things with Theory: From Freud’s Worst Nightmare to (Disciplinary) Dreams of Horror’s Cultural Value - Matt Hills
13 The Darker Side of Genius: The (Horror) Auteur Meets Freud’s Theory - Linda Badley
14 Violence and Psychophysiology in Horror Cinema - Stephen Prince

Afterword: Psychoanalysis and the Horror Film - No¨el Carroll
About the Contributors
Bibliography
Index

Horror Film and Psychoanalysis - Steven Jay Schneider [ Download ]

quinta-feira, 30 de julho de 2009

The Horror Readers’ Advisory


CONTENTS
ACKNOWLEDGMENTS
PREFACE

1 The Evolution of Horror Literature and Film
2 The Readers’ Advisory Interview: Matching Horror Novels with Readers
3 The Classics: Time-Tested Tales of Terror
4 Ghosts and Haunted Houses: Home Scream Home
5 Mummies, Zombies, and Golems: The Walking Dead under Wraps
6 Vampires: Dracula Will Never Die
7 Werewolves and Animals of Terror: The Beast Walks among Us
8 Maniacs and Other Monsters: The Killer Lurking in the Corner
9 Black Magic, Witches, Warlocks, and the Occult: Double, Double, Toil and Trouble
10 Demonic Possession and Satanism: The Devil Inside
11 Scientific and Biomedical Horror: The Doctor Will See You Now
12 Psychological Horror: Mental Mayhem
13 Splatterpunk or Extreme Horror: Horror’s Cutting Edge
14 Horror Resources: How to Hunt for the Haunted
15 Collection Development: Cultivating the Seeds of Fear
16 Marketing Your Horror Collection: Make Them Come Back to Your Lair of Horror

APPENDIX: THE BIG THREE
BIBLIOGRAPHY
INDEX



The Horror Readers’ Advisory - The Librarian’s Guide to Vampires, Killer Tomatoes, and Haunted Houses [ Download ]

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Famous Modern Ghost Stories


Ghosts are the true immortals, and the dead grow more alive all the time.

Wraiths have a greater vitality to-day than ever before. They are far more numerous than at any time in the past, and people are more interested in them. There are persons that claim to be acquainted with specific spirits, to speak with them, to carry on correspondence with them, and even some who insist that they are private secretaries to the dead.

Others of us mortals, more reserved, are content to keep such distance as we may from even the shadow of a shade. But there's no getting away from ghosts nowadays, for even if you shut your eyes to them in actual life, you stumble over them in the books you read, you see them on the stage and on the screen, and you hear them on the lecture platform. Even a Lodge in any vast wilderness would have the company of spirits. Man's love for the supernatural, which is one of the most natural things about him, was never more marked than at present.

You may go a-ghosting in any company to-day, and all aspects of literature, novels, short stories,
poetry, and drama alike, reflect the shadeless spirit. The latest census of the haunting world shows a vast increase in population, which might be explained on various grounds.

Life is so inconveniently complex nowadays, what with income taxes and other visitations of government, that it is hard for us to have the added risk of wraiths, but there's no escaping.

CONTENTS
INTRODUCTION: THE IMPERISHABLE GHOST
THE WILLOWS BY ALGERNON BLACKWOOD
THE SHADOWS ON THE WALL BY MARY E. WILKINS FREEMAN
THE MESSENGER BY ROBERT W. CHAMBERS
LAZARUS BY LEONID ANDREYEV
THE BEAST WITH FIVE FINGERS BY W. F. HARVEY
THE MASS OF SHADOWS BY ANATOLE FRANCE
WHAT WAS IT? BY FITZ-JAMES O'BRIEN
THE MIDDLE TOE OF THE RIGHT FOOT BY AMBROSE BIERCE
THE SHELL OF SENSE BY OLIVIA HOWARD DUNBAR
THE WOMAN AT SEVEN BROTHERS BY WILBUR DANIEL STEELE
AT THE GATE BY MYLA JO CLOSSER
LIGEIA BY EDGAR ALLAN POE
THE HAUNTED ORCHARD BY RICHARD LE GALLIENNE
THE BOWMEN BY ARTHUR MACHEN
A GHOST BY GUY DE MAUPASSANT


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terça-feira, 28 de julho de 2009

Encyclopedia of Fantasy and Horror Fiction



Welcome to the world of elves, dragons, unicorns, vampires, werewolves, ghosts, and magic.

This book is designed to serve as a companion to Encyclopedia of Science Fiction (2005), and covers the remaining two main branches of fantastic fiction, fantasy and supernatural horror.

Critics have argued for years about precisely where the borderlines should be drawn within fantastic fiction as a whole, but some broad assumptions can be made, although even in these cases there are numerous exceptions to the rule. Generally, then, whereas science fiction assumes that the universe operates according to certain natural laws, even if they are sometimes laws about which we have yet to learn, fantasy and horror are similar in that they assume quite the contrary. There are some elements in the worlds of fantasy that are not entirely rational and often do not obey what we think of as natural law.

Although there is usually fairly close agreement regarding what is science fiction and what is fantasy, the distinction is considerably less clear between fantasy and supernatural fiction, which is one reason why it makes sense to consider them together here. Should a humorous ghost story such as “Topper” by Thorne Smith fall under supernatural horror simply because it has a ghost in it?

Should “Casting the Runes” by M. R. James be considered fantasy because it involves the use of a magical spell? And how should we classify the works of Laurell Hamilton, who deals with vampires and werewolves but who sets her novels in an alternate world where both are accepted members of society?

This confusion about the borders between the two genres is so pervasive that some publishers and critics have taken to using the term dark fantasy to indicate those works that could be plausibly included in either category.
Fantasy and the supernatural both evolved from myths, legends, and folklore later developed into fairy tales, which though ostensibly written for children were often contrived with adults in mind.

Hans Christian Andersen and the Brothers Grimm gave way to George MacDonald, William Morris, H. Rider Haggard, James Branch Cabell, and others.

Children’s fantasy in particular has contributed a number of novels that are significant not just as fantasy but as classics in general, including such familiar titles as Pinocchio by Carlo Collodi, Alice in Wonderland by Lewis Carroll, The Wizard of Oz by L. Frank Baum, and Peter Pan by J. M. Barrie, and in more recent years the Narnia books by C. S. Lewis, The Hobbit by J. R. R. Tolkien, the Earthsea series by Ursula K. Le Guin, and perhaps most notably the Harry Potter series by J. K. Rowling.

For much of the 20th century, publishers treated adult fantasy as a subdivision of science fiction, and books from both genres are still shelved together in bookstores, although horror fiction is usually given its own much smaller section or is lumped in with mysteries or general fiction.



Introduction
A-to-Z Entries
Glossary
Award Winners
Bibliography of Fantasy and Horror Fiction
Selected Bibliography of Secondary Sources
Index

Encyclopedia of Fantasy and Horror Fiction - DON D’AMMASSA [ Download ]

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Supernatural Horror in Literature by H. P. Lovecraft



This is a lively and opinionated historical essay on supernatural literature written during 1924 through 1927.

Indispensable to horror fans (even for those uninterested in H. P. Lovecraft fiction) for its superb plot summaries and subjective assessments, the book is a short history of horror from folk tales, ballads and myths of the Middle Ages, through the Gothic novel, Victorian ghost story, and American "pulp" writers. It is especially good on Edgar Allan Poe, Nathaniel Hawthorne, Arthur Machen, and William Hope Hodgson, and includes Lovecraft's views on what makes a good horror story.

Supernatural Horror in Literature by H. P. Lovecraft [ Download ]

domingo, 26 de julho de 2009

Lançamento do Livro Steampunk

Formado em bibliotecas, escritor paga sua dívida (Folha de São Paulo)


Quando alguém que está perto de fazer 90 anos já escreveu dezenas de romances, contos e roteiros de filmes famosos e realizou seu objetivo de fazer uma viagem simulada a Marte, o que falta fazer?

"Bo Derek é muito minha amiga, e eu gostaria de passar mais tempo com ela", diz Ray Bradbury sobre a atriz de Hollywood que apareceu em mais de duas dúzias de filmes desde o final da década de 1970.

Uma resposta improvável, mas Bradbury, escritor de ficção-científica, é muito específico em sua excêntrica lista de interesses e em como tenta concretizá-los em sua idade avançada e no estado de relativa imobilidade.

Isto é uma sorte para as Bibliotecas Públicas do Condado de Ventura, nos EUA -porque, entre as paixões de Bradbury, nenhuma é tão intensa quanto seu antigo entusiasmo por salas cheias de livros. Seu romance mais famoso, "Fahrenheit 451", que trata da queima de livros, foi escrito em uma máquina de escrever alugada no porão da Biblioteca da Universidade da Califórnia em Los Angeles; seu romance "Algo Sinistro Vem Por Aí" contém uma cena de biblioteca seminal.
Bradbury fala frequentemente em bibliotecas de toda a Califórnia e, no final de junho, esteve em Ventura para uma palestra beneficente para a Biblioteca H.P. Wright, que, como muitas outras do sistema público estadual, corre o risco de fechar as portas por causa do corte de orçamento.

"As bibliotecas me criaram", disse Bradbury. "Não acredito em colégios e universidades. Acredito em bibliotecas porque a maioria dos estudantes não tem dinheiro. Quando me formei no colégio, durante a Depressão [dos anos 1930], não tínhamos dinheiro. Eu não pude ir à faculdade, então fui à biblioteca três dias por semana durante dez anos."

Os dólares do imposto predial, que fornecem a maior parte do financiamento das bibliotecas no condado de Ventura, caíram precipitadamente, deixando o sistema de bibliotecas com um buraco de aproximadamente US$ 650 mil. Quase a metade dessa quantia é atribuída à Biblioteca H.P. Wright, que atende a aproximadamente 65% dessa cidade costeira a cerca de 80 km a noroeste de Los Angeles. Em janeiro, a Biblioteca Wright soube que, a menos que conseguisse US$ 280 mil, seria fechada.

O grupo que levanta fundos para a entidade tem até março de 2010 para atingir essa meta.
A conversa com Bradbury custa US$ 25 por pessoa e inclui uma projeção de "The Wonderful Ice Cream Suit" (O maravilhoso traje de sorvete), filme baseado em seu conto de mesmo nome.
O objetivo financeiro do evento não é uma solução a longo prazo. Isso só aconteceria se os impostos territoriais fossem aumentados ou os eleitores aprovassem um aumento de meio centavo no imposto das vendas locais em novembro, parte do qual iria para as bibliotecas.

Ameaças fiscais às bibliotecas irritam profundamente Bradbury, que passa todo o tempo que pode conversando com crianças em bibliotecas e incentivando-as a ler. A internet? Não o provoque. "A internet é uma grande distração", bradou Bradbury em sua casa em Los Angeles. "É insignificante; não é real", ele continuou. "Está no ar, em algum lugar."

Quando não está angariando dinheiro para bibliotecas, Bradbury ainda escreve durante algumas horas todas as manhãs; lê George Bernard Shaw; recebe visitantes, incluindo repórteres, cineastas, amigos e filhos de amigos; e assiste a filmes em sua TV gigante de tela plana.

Ele ainda pode ser visto regularmente na Biblioteca Pública de Los Angeles, que visitou frequentemente na adolescência.

"As crianças me perguntam: 'Como também posso viver para sempre?'", disse.
"Eu lhes digo: façam o que vocês amam e amem o que fazem. Essa é a história da minha vida."


13/7/2009 - Folha de São Paulo
Formado em bibliotecas, escritor paga sua dívida
Por JENNIFER STEINHAUER
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/ny1307200918.htm

Ray Bradbury ( Entrevista )



Muitos de vocês que estão lendo isso, sabem quem é Ray Bradbury.
Os novos leitores contudo, precisam conhecer um pouco mais sobre ele.

Ray Bradbury começou a publicar seus trabalhos em 1941 e o faz até hoje. Recebeu tantas honrarias e prêmios que não caberiam aqui se fossem listadas (destaque especial para o título de Grande Mestre pela SFFWA.)
Mas Ray Bradbury não se deixa enganar com tudo isso.

GZ: Vamos começar com uma pergunta difícil. O que você pensava ou esperava ao começar a escrever?
RB: Hah! Eu só queria ser um bom escritor, é só. Eu tinha 12 anos de idade.

GZ: Cedo assim?
RB: Pode acreditar.

GZ: Você teve o que pode ser chamada de uma longa aprendizagem, do final dos anos 30 até o inicio dos 50. Por que você acha que demorou tanto esta aprendizagem? Pareceu longo para você?
RB: Não. Cada dia era uma maravilha. Você faz aquilo por que ama fazê-lo. Eu escrevi um monte de contos nos anos 40. Comecei a me tornar um bom escritor aos 22, em 1942, e não me pareceu tanto tempo assim. Uns 10 anos.

GZ: Hoje quando falamos de The Martian Chronicles (1950) não estamos falando somente para os leitores de FC e Fantasia, mas para os leitores americanos em geral. Isso te surpreende?
RB: Não é bem assim, eu não consegui coisa alguma. O livro não vendeu tanto assim. Não teve resenhas. Vendeu 5 mil cópias. Então acho que não foi tudo isso.

GZ: Bem, voltando aos anos 50, certamente me pareceu que foi.
RB: Você fazia parte de uma minoria, poucos milhares.

GZ: De onde veio a idéia? Foi sua?
RB: Não, foi de Walter Bradbury, meu editor na Doubleday. Estávamos jantando, era 1949. Minha esposa estava grávida e eu estava sem dinheiro. Fui a NY encontrar os editores e todos disseram. Você não tem um romance? Eu disse que não, que eu tinha vários contos. No jantar daquela noite, Walter, que não é meu parente, disse 'e que tal aquelas histórias marcianas? Se você as colocar juntas, poderia chamar o livro de As Crônicas Marcianas? Me escreva um esboço e entregue no escritório amanha e se eu gostar lhe pagarei 750 dólares'. Então fiquei acordado a noite inteira e ele me deu um adiantamento no dia seguinte.

GZ: Como se sentiu?
RB: Muito bem. Tinha ficado rico derrepente.

GZ: Era muito dinheiro na época. O que pode me dizer sobre sua associação com John Huston e o roteiro de Moby Dick? Sempre me pareceu que você era o cara certo para isso. Quando vi seu nome na tela eu disse. 'É claro!'.
RB: Foi bem difícil. Ele era um homem estranho. Podia ser maravilhoso ou um monstro. Ele não sabia nada sobre Moby Dick e não podia mesmo me ajudar. O principal foi que ele me encorajou e eu ao fim, consegui terminar o roteiro. Mas foi uma relacionamento estranho e fiquei muito grato pelo trabalho, é claro, por que foi o meu primeiro roteiro.

GZ: Você costuma escrever sobre como evitar certos futuros, mais do que predizê-los ou defendê-los. Você vê a boa ficção científica como um tipo de vacina cultural contra um futuro ruim ?
RB: Oh, pode ser. Quero dizer, Fahrenheit 451 é um exemplo perfeito de coisas erradas que você precisa evitar e estamos vivendo isso agora mesmo. Como esta televisão de má qualidade. Noticiários televisivos pavorosos. Os telejornais em cada estação de televisão americana hoje são abomináveis. Não dá para ouvir ou ver aquilo. É tudo mentira. Estão inventando coisas que não deveriam ser feitas. Não existe noticiário de verdade. São quinze segundos de violência. Assassinato. Estupro. Não há noticia.

GZ: Tudo para vender produtos. Agora, você pensa, todavia, que a FC aspira descrever futuros desejáveis, ou isso é impossível ou indesejável?
RB: Não você não deveria aspirar coisa alguma. Apenas faça seu trabalho, se for positivo, ótimo, e se for negativo, ótimo. O que quer que seja, o que quer que escreva, faça seu trabalho e se servir para influenciar as pessoas, ótimo, mas não dá para sair por ai querendo fazê-lo apenas por fazer.

GZ: Então você nunca tentou imaginar um futuro desejável?
RB: Não.

GZ: Poderia descrever um? Um que seria possível?
RB: Não. Acho que não. Se acontecer de ocorrer em uma história, excelente. Existem coisas boas e ruins em qualquer cultura, o tempo todo. O automóvel é uma máquina maravilhosa e ao mesmo tempo horrível. Pode transportar-nos, mudar uma civilização e também já matou dois milhões de pessoas aproximadamente.

GZ: Mas há inovações que poderiam ser consideráveis desejáveis?
RB: Bem, o foguete é uma. A viagem espacial é uma das coisas mais incríveis que ocorreram com a humanidade.

GZ: Quais são os autores que você mais admira?
RB: Jules Verne, H.G. Wells, F. Scott Fitzgerald, os primeiros trabalhos de John Steinbeck, contos de Hemingway, Eudora Welty, Katherine Ann Porter, Jessamyn West ...

GZ: O que mais você admira em Hemingway?
RB: Vamos falar de um escritor de verdade —John Collier. Um dos mais importante escritores do século 20 e ainda assim, poucos o conhecem.

GZ: É triste.
RB: Ele tinha uma imaginação fantástica e aptidão para metáforas, foi uma enorme influência para mim.

GZ: Tirando os escritores, que outras pessoas você admira?
RB: Gente como Federico Fellini, o diretor de cinema. Loren Eiseley, chefe do departamento de antropologia da Universidade da Pensilvânia. Seus ensaios tiveram uma grande influencia em mim, nos anos 20 e 30. Eu escrevi uma carta para ele, uma carta de fã, e o encorajei a escrever um livro, lá por volta de 1948. Ele me respondeu dizendo, por Deus, acho que é uma excelente idéia. Ele se sentou e escreveu 30 livros. Então eu fico feliz em dizer que eu fui uma influência em sua vida.

GZ: Sim e eu sempre associo ele a sua obra, na minha cabeça.
RB: Um homem maravilhoso.

GZ: Da última vez que conversamos você mencionou a ajuda que recebeu de Robert Heinlein, Leigh Brackett e Henry Kuttner. Como foi esta experiência com estes notáveis escritores?
RB: Especialmente Leigh Brackett. Encontrei-me com ela toda tarde de domingo, desde que eu tinha 21 anos até os 25. Nós sentávamos na praia e eu lia suas maravilhosas histórias e ela lia as minhas péssimas histórias. Eu ainda não sabia escrever e ela dava um jeito no lixo que eu produzia. Escrevi muitas imitações de seus contos, e finalmente me libertei e comecei a escrever coisas da minha própria psique e quando eu tinha uns 25 já escrevia bem, mas mesmo assim eu a encontrava todo domingo, ficava vendo-a jogar voleibol e lia suas histórias, o que me ajudava muito. Algum tempo depois ela casou com Edmond Hamilton e o casal teve influências sobre mim. Fui padrinho do casamento deles. Edmond era um homem educado e me apresentou alguns dos grandes escritores do seu círculo de amizades. Tive sorte de tê-los como amigos. Henry Kuttner era um crítico contumaz. Não posso dizer que fomos amigos íntimos, mas tivemos os mesmos amigos íntimos. Ele lia meus contos e era duro comigo, quando precisava. Tinha dúzias de cartas dele, do inicio dos anos 20. Ele tentou vender algumas histórias minhas. Tentou com John W.Campbell, mas não conseguiu. Foi um privilégio conhecer Kuttner.

GZ: E Robert Heinlein?
RB: Não, eu não conheci Heinlein muito bem. Encontrei-o quando tinha 19 e ele tinha 31. Ele tinha acabado de vender suas primeiras histórias. Ele entrou para a SFL (Science Fiction League) de Los Angeles. e eu ainda o vi em uma ocasião. Ele me ajudou a vender a minha primeira história. Ele a mandou para Rob Wagner. Foi minha primeira publicação. Eu tinha 21 anos e agradeci muito a Heinlein por sua gentileza.

GZ: Ao aconselhar novos escritores, você sugeriu que não lessem seus contemporâneos, mas que se agarrassem a Shakespeare, Pope, Pepys ...
RB: Isso depois. Você precisa ler seus contemporâneos quando tem 19 anos para saber o que está acontecendo. Mas a medida que vai envelhecendo, deve se libertar - não fique lendo FC e Fantasia ou você vai acabar imitando-os, repetindo clichês. O problema com a FC de hoje é que você vê todas estas repetições de títulos e temas que são repetições de outros temas - impérios galácticos, Dungeons and Dragons. Isso é terrível! Você precisa se libertar disso.

GZ: E quais são os grandes escritores que precisam ser lidos?
RB: F. Scott Fitzgerald. Eu ia sempre a Paris em Julho e levava uma cópia de 'Tender Is the Night' (Suave é a noite), e sentava ao ar livre, em restaurantes de rua e bebia café e lia o romance.

GZ: No que trabalha hoje Ray?
RB: Três romances, dois livros de contos, um de poesia e dois de ensaio. Nada além disso.

GZ: Os dois são sobre seus ensaios já publicados?
RB: Alguns sim, de diversas revistas. Tenho um prestes a sair no National Geographic.

GZ: E uma história sendo reimpressa em Skylife, editada por Gregory Benford e George Zebrowski.
RB: É verdade!

GZ: Ficamos felizes de contar com você nesta coleção.O que você está lendo hoje?
RB: Estou relendo George Bernard Shaw, Shakespeare e Alexander Pope. Não existem muitos autores vivos hoje que valham a pena perder tempo. Volto a ler Steinbeck e Hemingway, e ensaios de Aldous Huxley. Fico tão ocupado escrevendo que não tenho tanto tempo assim para ler.

GZ: Sei a que se refere. Que mudanças você vê na indústria editorial desde que você começou?
RB: Hoje é mais fácil se tornar um escritor de FC. São publicadas centenas de livros de FC e Fantasia por ano. Quando eu estava crescendo e queria ser um escritor, se publicavam sete ou oito livros por ano. Existe mais oportunidade hoje para o jovem escritor.

GZ: E quais foram as mudanças, positivas e negativas na área de FC&F ?
RB: Eu só posso imaginar, já que não leio. Não posso julgar.

GZ: Tem alguma pergunta que você gostaria que eu fizesse e que não fiz? E se existe, qual seria?
RB: Você deveria me perguntar se eu já escrevi uma ópera e a resposta é sim. Escrevi vários musicais, escrevi uma semi-ópera dramática baseada em Fahrenheit 451, que foi apresentada em Chicago e NY, e que será apresentada ao redor do mundo no ano que vem. Estou trabalhando em uma grande ópera chamada Leviathan 99, baseada numa peça minha sobre Moby Dick no espaço - The Great White Comet. Peguei a metáfora e a transferi dos barcos a vela para foguetes, do mar para o espaço e Ahab é um capitão do espaço que ficou atraído por um cometa quando ele era um jovem astronauta, e ele parte pelo universo procurando este grande cometa branco, que deseja tanto destruir. Este é o material básico da minha ópera, que eu espero escrever com Jerry Goldsmith, o compositor.

GZ: Ele compõe para filmes.
RB: Ele é um dos melhores.

GZ: Já foram feitos vários filmes a partir da sua obra. O que você pensa deles em geral?
RB: Eu adoro Something Wicked This Way Comes. Não é perfeito, mas ficou muito bom. Fahrenheit 451 é bom também, exceto por eles terem deixado muita coisa de fora. Espero que se Mel Gibson for filmá-lo, ele coloque tudo de volta. Mas não sou muito otimista, por que já se passaram muitos anos e ele nunca me ligou. Então não sei o que vai acontecer.

GZ: Parece que você está bastante ocupado, como sempre.
RB: Farei 80 anos em Agosto.

GZ: Só oitenta. Você e Charles L. Harness e Jack Williamson. Bem, Jack Williamson faz qualquer um parecer mais jovem.
RB: Jack é um homem maravilhoso. Ele foi muito gentil comigo quando eu tinha 19 anos de idade. Ele leu meu material muito antes de Leigh o fazê-lo, e eu escrevia mal naquela época.

GZ: É difícil pensar que Frederik Pohl leu Jack Williamson quando Fred tinha 11.
RB: Jack começou a ser publicado em revistas quando eu tinha 7 ou 8.

GZ: Isso é incrível!
RB: Eu não tinha dinheiro para comprar revistas, mas eu conseguia ler emprestado de amigos da época.

GZ: Obrigado por responder com rapidez as minhas perguntas.
RB: Bem, estou acordado faz bastante tempo. Já tirei meu cochilo!


Entrevista concedida em 2004 para o SYNERGY SF/New Science Fiction (Five Star), editado por George Zebrowski


foto: The Cult of the eye

Ray Bradbury (The Pendulum, The Dragon, The Mafioso Cement, The marriage mender, The end of the beggining, Icarus Montgolfier Wright, Feverdream, A story of love, And this Dante do, In a Season of calm weather, Last rites, A scent os salsaparrilha, A wild night at Galway, The Finnegan, The town where no one got off, The small town plaza, The October Game, A medicine for melancholy, Unterdearseaboat Doktor, The foghorn, Dorian in Excelsius, Mr.Pale, The sound of thunder, The fruit at the bottom of the bow, Mars is Heaven, The Veldt, Fahrenheit 451, Let's all kill Constance, The wonderful ice cream suit, The Martian Chronicles, The Illustrated Man, Quicker than the eye, Dandelion wine, Something wicked this way comes, Death is a lonely bussiness, The october country, A graveyard for lunatics, From the dust returned ) [ Download ]

Lançamento do Livro DIAS CONTADOS


Escritores descrevem o fim do mundo no livro Dias Contados

Lançamento em São Paulo, dia 1° de agosto, terá mesa-redonda sobre o final dos tempos e leitura dramática de contos do livro.

Nos séculos que se passaram, eventos naturais como eclipses, erupções vulcânicas e maremotos foram encarados como sinais do fim dos tempos. Houve pânico e suicídios na passagem do ano 999 para o 1000. Mas a aurora surgiu, e então, tempos depois, uma suposta profecia, atribuída a Michel de Nostradamus, sobressaltou novamente os crédulos: De 1000 passarás, mas em 2000 não chegarás...

Entretanto o Sol nasceu no primeiro dia do ano que não chegaria.
Agora o mundo volta seus olhos para 2012, o último ano do calendário maia. Segundo alguns estudiosos, quando esse ano chegar, o planeta sofrerá transformações até então desconhecidas e uma nova era surgirá. Os alarmistas já se preparam literalmente para o fim do mundo.
Céticos e crédulos nessas transformações ganham, a partir de primeiro de agosto, mais argumentos para aguçar suas expectativas.
Chega às livrarias Dias Contados – Contos sobre o fim do mundo (Andross Editora, 256 páginas, R$ 29).

A obra reúne 50 contos de novos autores, selecionados criteriosamente, e também de uma escritora de histórias fantásticas, exclusivamente convidada para encabeçar a obra e dar boas-vindas aos estreantes: Helena Gomes, autora da saga A Caverna de Cristais (Idea Editora).
A organização é dos escritores Ricardo Delfin e Danny Marks, que analisaram pouco mais de 300 contos durante oito meses para chegar aos 50 selecionados.
Há escritores de vários estados brasileiros e também um da Argentina.

Mesa-redonda e leitura dramática
Para enriquecer as discussões acerca do tema, durante o lançamento, a Andross Editora promoverá uma mesa-redonda com os organizadores do livro e o jornalista e escritor Sérgio Pereira Couto, especialista em esoterismo e em História antiga e medieval. A mediação será do ativista cultural Silvio Alexandre.

Também está programada para o evento a leitura dramática de alguns contos do livro pela contadora de histórias Cristiane Gimenes, da cia. Em Cena Ser.

DIAS CONTADOS – CONTOS SOBRE O FIM DO MUNDO Vários autores – Organização de Ricardo Delfin e Danny Marks DATA: 01 de agosto de 2009, das 15 às 19 horas LOCAL: Biblioteca Viriato Correa de Literatura Fantástica - R. Sena Madureira, 298, Vl. Mariana, São Paulo, SP PROGRAMAÇÃO: 15h00min : Mesa-redonda Os Sinais do Fim do Mundo 16h00min : Leitura dramática de contos do livro Dias Contados 17h00min : Sessão de autógrafos