terça-feira, 15 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Blade Runner art
Não é de se espantar que a notícia confirmada recentemente, de uma continuação para o filme Blade Runner, com Ridley Scott como diretor, tenha gerado tanta expectativa, não somente nos amantes do cinema de FC.
Passados mais de 20 anos de seu lançamento, BR continua a inspirar todos nós.
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 14)
Nada havia a fazer no Nostromo agora senão esperar. Esperar que Parker e Brett completassem seu trabalho, esperar uma alteração para melhor no estado de Kane.
Na ponte, Lambert divertia Jones, o gato, com um pedaço de barbante. Supostamente, rolo de barbante estava em cima do console para divertir o animal. Mas Jones tinha outras idéias. Cabia-lhe, em certas ocasiões, divertir os humanos. Davam-lhe, pelo menos, a impressão de que gostavam que ele desse tapas na linha branca. Embora a manipulasse mal com suas grandes patas peladas, pesadonas...
Lambert chamava ao jogo cama-de-gato. Jones, o gato, chamava-o cama-de-gente. Felino dos mais concienciosos, fazia o possível para que a navegadora sorrisse. Eram tão solenes, às vezes, os humanos! Tarefa penosa, para um simples gato. Mas Jones era um gato aplicado. E brincava — pensando em comida e em ratos, quentinhos, gordos.
— Que lhe parece? — Brett levantou a cabeça, que tinha debaixo de uma projetura da parede.
Parker ajustou um controle, enxugou o suor da testa.
— Quase. Mais um meio grau e acabamos. Talvez isso satisfaça Ripley.
— Bah! — fez Brett. — Então você não sabia? É impossível satisfazer Ripley...
Estranhos zunidos se fizeram ouvir por detrás do painel em que ele trabalhava no momento.
Parker olhou com apreensão para o mudo alto-falante do intercomunicador e grunhiu uma resposta:
— Se não nos derem participação plena depois disso, registro uma queixa formal. Podemos pedir cotas de risco de vida, também. Desta vez a Companhia terá de nos ouvir ou apelamos. Nada de meias medidas.
— Certo — concordou Brett. Sua mão surgiu de dentro do tubo cuja tela acabava de fixar. — O número 3 está pronto e deve funcionar.
Parker meteu a mão numa caixa plástica, lindamente etiqueta, mas suja, e passou-lhe um minúsculo quadrado cinzento marcado a verde e vermelho. E olhou de novo para o inofensivo intercomunicador...
A melodia era primitiva, faltava-lhe sofisticação. O disco perdera o brilho com a idade e o uso, mas Dallas, recostado, e embevecido, absorvia a música como se tivesse estado presente àquela antiga sessão de gravação. Marcava compasso com o pé, num descuidado contraponto ao ritmo.
O comunicador soltou um pequeno apito. Pedia atenção. Repetiu-o duas vezes antes que o capitão, com um suspiro resignado, estendesse a mão, desligasse a música e acionasse o comutador apropriado.
— Aqui Dallas.
— Ash. Penso que deve dar uma olhada em Kane. Alguma coisa aconteceu.
Dallas tirou as pernas de cima do sofá, endireitou-se. O tom de Ash não era de alarme, o que lhe pareceu animador. Mas parecia confuso, o que causava preocupação.
— Grave?
— Curioso.
— Vou já.
Levantou-se desligou de todo a máquina, vendo com tristeza a lampadazinha verde apagar-se. Ash havia dito 'curioso', o que era muito vago. Um mundo de coisas poderia ter acontecido. Coisas boas e más. Mas, se Kane tivesse expirado, Ash teria usado outra expressão. Isso pelo menos já era um consolo.
O oficial executivo estava, então, vivo... mas seu estado era agora 'curioso'...
Na verdade, Ash não quisera referir-se a Kane. Chamara Dallas pelas mudanças observadas em outra coisa.
O capitão encontrou o oficial de ciência do lado de fora da sala, o que também era curioso. Tinha o nariz apertado contra o vidro. Só voltou o rosto quando viu que Dallas se aproximava.
— O que está acontecendo? — perguntou Ripley, que surgiu nesse momento na outra extremidade do corredor. Seu olhar foi de Dallas a Ash. — Eu ouvi por um monitor acidentalmente aberto.
— Escuta também atrás da porta?
Dallas olhou-a intrigado e Ripley fez uma cara comprida.
— Que fazer nesta nave? Por quê? Você se incomoda com isso?
— Não. Anoto, apenas.
Olhou também pelo vidro grosso para dentro da enfermaria e indagou de Ash quando nenhuma revelação lhe Pareceu manifesta:
— O que é, afinal de contas?
— Kane — o oficial de ciência apontou com o dedo — Olhe bem para ele. Para o corpo dele, o corpo inteiro.
Dallas olhou, apertou os olhos, depois percebeu o que Ash vira. Ou melhor, não vira.
— A criatura se foi.
Uma busca pela enfermaria não descobriu traço dela. Kane continuava imóvel na plataforma do médico automático. Seu peito subia e descia ritmadamente. Dava a impressão de respirar normalmente e sem esforço, a despeito da ausência da besta.
Uma inspeção mais minuciosa mostrou em torno do seu rosto como que uma costura de pontinhos negros.
— O bicho terá semeado alguma coisa nele? — indagou Dallas, a contragosto.
A idéia lhe era repugnante.
— Não — disse Ash. E com tanta convicção que Dallas acreditou nele. De qualquer maneira, os dossiês de pessoal registravam que ninguém tinha melhor cabeça a bordo.
— Trata-se de entalhes e não de saliências. Imagino que sejam marcas de ventosas — e acrescentou: — Afora isso, Kane não sofreu qualquer dano visível com a experiência por que passou.
— E que pode não estar encerrada! — observou Ripley. Como a porta fecha hermeticamente a criatura tem de estar por aí mesmo. — Era um rompante. No fundo, a idéia de que aquele aracnídio maniforme com seu olho vidrado e fixo de ciclope estava solto pela nave aterrorizava-a mais do que se permitia mostrar.
— Não devemos abrir a porta — disse Ash, pensativo —, não podemos permitir que ande pela nave às soltas.
— Isso mesmo — disse Ripley, cujos olhos percorriam em vão o piso de metal brilhante da enfermaria. — Não podemos agarrá-lo nem matá-lo a distância. Como ficamos então?
— Quando tentamos removê-lo do rosto de Kane — disse Dallas — nós o ferimos. Talvez se não o tivéssemos ameaçado tão abertamente ele não tivesse oferecido resistência. Talvez seja possível simplesmente apanhá-lo no chão...
Visões de espetaculares elogios da Companhia, talvez uma promoção, certamente um bônus, passaram-lhe pela cabeça. Percebeu depois a forma de Kane, ainda inconsciente, e teve um sentimento de culpa.
Ripley ainda se arrepiava ao pensamento de que alguém pudesse efetivamente pegar na criatura.
— Você a apanha, então. Eu vigio a porta.
— A idéia é boa — Ash abandonava o vidro. — O espécime é valioso. Devemos sem dúvida capturá-lo vivo e intacto.
Acionou, em seguida, o mecanismo que controlava a porta. A enfermaria era um lugar excelente para conter o maniforme e caçá-lo. Tinha paredes duplas e, salvo a câmara de compressão e descompressão, não havia lugar mais bem fechado no Nostromo.
A porta deslizou para o lado. Ash olhou para Dallas, que assentiu com um leve movimento de cabeça. De novo o controle foi acionado e a porta abriu mais alguns centímetros. Agora já dava passagem a um homem. Dallas entrou primeiro seguido de Ripley, que não escondia seu nervosismo. Ash entrou por último e logo apertou o botão interno, fechando a porta.
Ficaram juntos, os três, em frente à entrada, escrutinando o salão com o olhar.
Não havia sinais do intruso. Dallas apertou os lábios, deixou escapar um assobio agudo. O que não fez surgir a criatura. Mas arrancou de Ripley um riso um tanto inseguro.
Com os olhos nos recantos mais escondidos, Dallas marchou para um armário aberto. Seria um magnífico esconderijo. Mas uma inspeção minuciosa do interior revelou apenas suprimentos de remédios, arranjados numa ordem que nada perturbara.
Se sua intenção era capturar o desaparecido alienígena, não podiam fazê-lo de mãos vazias. Dallas escolheu o primeiro objeto disponível de tamanho apropriado, uma bandeja metálica de aço inoxidável. E, ao recomeçar a busca com aquilo na mão, deu-se conta de que, sentindo-se ameaçada, a criatura poderia abrir caminho através da bandeja tão sem esforço como o faria se ele estivesse de mãos abanando. Mas o peso inspirava confiança.
Ash inspecionou o fundo da sala. Ripley aborreceu-se na guarda da porta. Trancou-a, e olhou debaixo da mesa de operação, pensando que a criatura podia ter tido a idéia de fixar-se debaixo do tampo. Cada músculo do seu corpo estava tenso, ela pronta a correr ao primeiro sinal do minúsculo invasor. Alegrou-se ao verificar que não estava lá.
Endireitando-se, pensou onde mais deveria procurar, seu corpo roçou contra um tabique e alguma coisa firme e sólida tombou sobre seu ombro.
Ela voltou instintivamente o rosto e deu com longos dedos esqueletais e um braço curvo de um olho aberto.
De algum modo, conseguiu limitar-se a um grito só, agudo. Os músculos tiveram um grande espasmo reflexo e ela se contorceu numa agonia. Ao fazê-lo, a criatura caiu pesadamente no deque. E ali ficou, imóvel.
Dallas e Ash apareceram. E os três ficaram olhando a forma inerte a seus pés. Os dedos estavam fechados sobre a palma, como na mão de um cadáver — era com isso que ela se parecia mais. Mas a ilusão era quebrada pelos dedos sobressalentes, pela cauda, pelo olho morto, sem pálpebras.
Ripley tocou com a mão direita o ombro em que a coisa aterrissara há pouco. Engolia o ar a grandes golfadas, já não respirava normalmente. E só aos poucos a adrenalina se espalhava. Ainda podia sentir na espádua o peso desagradável do alienígena.
Com o pé da bota, ousou tocá-lo, de leve. A coisa não se moveu nem ofereceu resistência. Não só o olho ciclópico estava cego, mas a pele coriácea parecia agora enrugada e seca. Ela o virou com a ponta do pé. O tubo, antes viçoso, estava agora quase completamente retraído e jazia mole, contra a palma.
— Acho que está morto — disse Dallas. Mesmo assim, estudou a inesperada carcaça um pouco mais, depois perguntou, olhando para Ripley:
— Você está bem?
Língua e laringe combinaram-se no mesmo esforço, e ela conseguiu articular:
— Sim. Não me fez mal. Creio que estava morto muito antes de cair sobre mim.
Foi até o armário aberto, escolheu nele um comprido fórceps de metal. Um toque nos dedos não provocou reação, nem um toque mais delicado no olho. Dallas ofereceu sua bandeja. Usando o fórceps, Ripley conseguiu fazer que o alienígena caísse dentro dela e Dallas fechou a bandeja com uma tampa brilhante.
Dirigiram-se, então, para uma mesa, o alienígena foi removido com cuidado da bandeja e posto em cima da superfície chata. Ash então acendeu uma luz poderosa. A iluminação fazia ressaltar ainda mais o palor fantasmagórico do maniforme.
Escolhendo uma pequena pinça, examinou, com ela, a forma inerte e estranha.
— Vejam aquelas ventosas — e mostrou uma série de pequeninos orifícios profundos que marcavam o contorno da “palma” da criatura. Davam-lhe toda a volta.
— Não é de espantar que tivéssemos tentado inutilmente retirá-la; com as ventosas, os dedos e ainda a cauda enrolada no pescoço.
— Tem boca? — Era custoso para Dallas desviar a atenção do olho. Morto embora, e sem luz, exercia ainda uma espécie de atração hipnótica.
— Deve ser esse órgão em forma de tubo ou tromba. A coisa que estava metida na garganta de Kane. Mas nunca mostrou que se alimentava.
Ash virou o cadáver de costas. Depois, segurando o tubo pela borda puxou-o com o fórceps para fora da palma. E quando ele ficou um pouco mais extenso, mudou de cor e empalideceu como o resto do corpo.
— Endurece, vocês viram, logo que entra em contato com o ar.
Ash pôs o corpo debaixo do microscópio e ajustou os controles. Números e letras apareceram logo nas pequenas janelas do instrumento.
— É isso — informou. — É o fim. Está morto. Talvez não possamos descobrir muita coisa a respeito da criatura, mas não é afinal tão alienígena assim que não se possa determinar se está morta ou viva.
O ombro de Ripley formigava.
— Encerremos isso. Vamos livrar-nos do bicho.
Ash encarou-a como se não pudesse acreditar no que ouvia.
— Você está brincando.
Ela sacudiu a cabeça.
— Não, não estou, falo sério.
— Mas Ripley, isso tem de ser levado conosco. É o primeiro contacto com uma criatura dessas. Não há nada a respeito no Banco de Memória, nem mesmo como hipótese. Toda sorte de testes terão de ser feitos...
— Pois faça os testes. Depois, a gente dá cabo disso.
— Mas não. Os testes vão exigir um laboratório biológico inteiramente equipado. O máximo que posso apurar são detalhes de construção, de composição. Nem posso abordar sequer problemas tão relevantes quanto sua história evolutiva, por exemplo.Não podemos jogar fora, como lixo, uma das maiores descobertas xenológicas da década. Eu protesto pessoalmente e na minha autoridade de oficial de ciência desta nave. Kane teria feito o mesmo.
— Ademais, a coisa solta ácido, quase perfurou o navio de cima a baixo. Deus sabe o que poderá fazer depois de morta.
— Não fez nada até agora — respondeu Ash. — O fluido-acidífero já terá sido provavelmente absorvido pelas células mortas e neutralizado. Não fez nada.
— Pode fazer ainda.
Ash fez um apelo mudo a Dallas.
— A coisa não se mexe e não resiste quando a gente a toca. Mesmo no olho. A máquina afirma que está morta e presumo que não se trata de um zumbi. Dallas, você deve guardar esse espécime.
E como Dallas não respondesse, ele continuou.
— Se não conseguirmos tirar Kane do coma, a equipe médica desejará examinar a criatura que induziu tal estado. Jogando-a fora talvez estejamos destruindo a chave para a recuperação de Kane.
Dallas lavou as mãos.
— Você é o oficial de ciência. O departamento é seu, a decisão é sua.
— Então, está feito — e Ash lançou um olhar de orgulho para sua aquisição. — Vou botá-la num tubo de estase, lacrado. Isso impedirá qualquer possibilidade de re- vivificação. Estamos equipados para lidar com isso.
— Foi provavelmente o que Kane pensou — resmungou Ripley, entre os dentes.
Dallas olhou-a severamente e ela olhou para outro lado.
— Isso dispõe do futuro do monstro, ao que me parece — disse. E com um gesto na direção da plataforma:
— E quanto a Kane?...
Ash foi examiná-lo e aos painéis. Depois de estudar longamente seu rosto e as marcas das ventosas, ativou diversos instrumentos na mesa. O médico automático zumbiu, roncou, e as leituras começaram a aparecer.
— Ele tem febre.
— Alta?
— Não. Nada que seu sistema não seja capaz de agüentar. A máquina vai fazer baixar a temperatura. Continua inconsciente.
— Podemos ver isso — disse Ripley, amarga.
Ash respondeu:
— Não necessariamente. Ele poderia estar simplesmente dormindo, e a situação seria diferente.
Ripley tentou responder, mas foi interrompida por Dallas,
— Vocês dois: chega disso.
Como se já não tivesse preocupações de sobra, era obrigado agora a preocupar-se com a tensão entre membros da tripulação. Considerando as pressões a que tinham ficado submetidos recentemente, tais conflitos eram naturais, mas apenas toleraria um mínimo disso, o bastante para descarregar a atmosfera. Antagonismo aberto era coisa a evitar a todo custo. Não tinha tempo, não podia permitir o endurecimento de cliques.
Para distrair os dois levou a conversa de volta a Kane.
— Inconsciente e com febre. O que mais?
Ash estudou seus dados.
— Nada que se veja aqui. Os sinais vitais continuam bons.
— Prognóstico a longo prazo?
O oficial de ciência hesitou.
— Não sou um oficial médico. O Nostromo não é bastante grande para fazer jus a um.
— Nem bastante importante, eu sei. Mas você é o que temos de mais parecido com um médico e só desejo sua opinião. Ela não vai para o diário de bordo nem vou exigir que você se adapte a ela. — Seu olhar pousou de novo na figura de Kane, companheiro de armas e amigo.
— Não desejo parecer indevidamente otimista — disse Ash, pausadamente —, mas baseado no presente estado dele e no que os monitores me comunicam, diria que ele vai se recuperar.
Dallas sorriu, e fez que sim com a cabeça, lentamente e mais de uma vez.
— Para mim é suficiente. Não poderia pedir mais que isso.
— Espero que esteja com a razão — disse Ripley.
Divergimos em algumas coisas, mas desta vez peço a Deus que tenha razão.
Ash deu de ombros.
— Quisera poder fazer mais por ele. Mas como disse não fui treinado para isso. Cabe ao médico automático. No momento, estou recebendo leituras muito estranhas, mas não há precedente de que a máquina possa ser útil nesse caso. Tudo o que podemos fazer é aguardar que descubra o que a criatura fez com ele. Então ela poderá receitar e nós poderemos dar início ao tratamento. Lamento não ter conhecimentos médicos. 'Não gosto de servir a máquinas.
Ripley pareceu surpresa.
— É a primeira vez que vejo você dizer alguma coisa contra máquinas, Ash.
— Não há máquina perfeita. E falta-lhes a todas versatilidade. Deviam ser mais flexíveis. Precisaríamos de um completo hospital aqui e não apenas esse ridículo médico automático. Não está preparado para lidar com um caso como o desse... bem, seja... desse alienígena. O problema transcende a sua capacidade. Como toda máquina, esta só vale para o que foi programada, só opera o material de que o alimentador a supriu. É de lamentar, por isso, que eu não saiba um pouco mais de medicina.
— Mas Ash! — exclamou Ripley. — É também a primeira vez que ouço você expressar sentimentos de inadequação!
— A gente nunca sabe tudo. E se não sabe tudo tem de se sentir inadequado e insuficiente. Não seria possível sentir de outra maneira — disse. E olhando para Kane: — Esse sentimento é agravado e exagerado quando o universo confronta a gente com algo que é de todo estranho à experiência que se tem. Não sei o bastante para lidar com isto, e por esse motivo me sinto desarmado e impotente.
Manejando o fórceps com extremo cuidado, levantou o alienígena no ar por dois dos seus dedos e depositou-o num grande frasco transparente. Tocou um controle embutido na tampa do frasco e lacrou-o completamente. Um fulgor amarelo encheu o vidro.
Ripley assistira à operação fascinada. Esperara ver a criatura abrir o olho, derreter o tubo de estase e lançar-se contra eles com a garra em riste. Convencida, finalmente, de
que não mais a ameaçaria, exceto em seus pesadelos, deu-lhe as costas e saiu da enfermaria.
— Não sei de vocês. Quanto a mim, estou precisando de um bom café.
— É uma idéia — disse Dallas. E para Ash: — Você ficará sozinho?
— Quer dizer, sozinho com aquilo? — e mostrou o recipiente selado com o polegar. — Eu sou um cientista, não se esqueça. Coisas desse tipo aguçam-me a curiosidade sem alterar meu pulso. Sim, ficarei muito bem, obrigado. Se algo acontecer ou se o estado de Kane der sinais de alterar-se, chamo imediatamente.
— Combinado. — E olhando para Ripley, que esperava na porta: — Vamos procurar esse café.
A porta da enfermaria fechou-se hermeticamente e os dois se afastaram, deixando o médico automático a trabalhar em Kane, e Ash a trabalhar no médico automático...
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Only Zombies
É isso mesmo, a única coisa que você vai encontrar em ONLY ZOMBIES são Zumbis. Nós somos sua comunidade de fãs de zumbis exclusivamente dedicada ao tema zumbi em ação. Se você está procurando filmes de zumbis, jogos de zumbis, manuais de sobrevivência aos zumbis, histórias de zumbis, pessoas que amam os zumbis e imagens de zumbis, ou qualquer outra coisa relacionada a zumbis, você está no lugar certo !
terça-feira, 8 de novembro de 2011
51 anos de Perry Rhodan
"A maior série de ficção científica do mundo está completando 50 anos este ano. Trata-se de Perry Rhodan, uma space opera alemã que vem sendo publicada ininterruptamente desde 1961. No mundo todo já foram publicados mais de um bilhão de livros nas mais diversas línguas e há fã-clube espalhados por vários países, inclusive em alguns em que o personagem não é mais publicado. É um fenômeno poucas vezes observado na história da literatura de gênero..."
Leia o artigo de Gian Danton completo aqui.
A história se inicia em 1971, com o primeiro vôo tripulado à Lua, onde o major da Força Aérea Americana Perry Rhodan e sua tripulação, descobrem uma espaçonave alienígena seriamente avariada.
Apropriando-se da poderosa tecnologia, conseguem a unificação da humanidade e se inicia a conquista da Galáxia. A série é dividida em ciclos e cada ciclo pode se estender por 25 a 100 volumes.
Perry Rhodan - Ciclo 01 - A Terceira Potencia (Vols 01 a 49) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 02 - Atlan e Arcon (Vols. 50 a 99) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 03 - Os Pos-Bis (Vols. 100 a 149) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 04 - O Segundo Imperio (Vols 150 a 199) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 05 - Os Senhores das Galáxias (Vols 200 a 299) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 06 - M-87 (Vols 300 a 399) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 07 - Os Cappins (Vols 400 ao 440) [ Download ]
Perry Rhodan - Ciclo 08 - O Enxame (Vols 500 ao 536) [ Download ]
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Dresden Codak
Uma webcomic dark science sobre uma garota robô. Ciência vitoriana, tecnologia quântica, Carl Jung e transhumanismo... Dresden Codak de Aaron Diaz.
domingo, 6 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 13)
VII
— O que acha?
Parker debruçava-se tanto quanto podia, suando ao lado de Brett enquanto este tentava selar as últimas e delicadas conexões dentro do espaço confinado do décimo segundo módulo. Tentavam executar trabalho que normalmente exigiria material altamente sofisticado e computorizado. Como não tinham senão ferramentas relativamente toscas, eram obrigados a lançar mão do que melhor servisse aos seus propósitos, embora sua destinação original fosse outra bem diversa.
— Ferramentas erradas para serviço errado — dizia Parker com seus botões (ou poderiam ainda ser chamados botões aqueles troços?). A não ser que o módulo 12 estivesse adequadamente reparado, e tornado operativo uma vez mais, teriam grandes problemas na hora de deixar aquela droga de planeta. Mas para deixar um mundo daquele, Parker estava disposto a trabalhar até com os dentes.
No momento cabia a Brett lutar com as recalcitrantes peças. Como todos os instrumentos a bordo do cargueiro, o módulo usava partes sobressalentes seladas na fábrica e encaixáveis no lugar. Ploc! O ardil consistia em remover o lixo, e o que restava das partes arruinadas sem remédio pelo sangue envenenado da besta, sem interromper funções vitais ou sem causar dano a outras partes, igualmente delicadas, da direção da nave. As novas partes entrariam direitinho nos lugares próprios se fosse possível limpá-los antes, dando sumiço ao refugo carbonizado.
— Acho que consegui — disse Brett. — Vamos ver agora se funciona.
Parker recuou um passo, apertou dois botões no console que lhes ficava acima da cabeça, depois conferiu, esperançoso, um monitor portátil. Nada. Acionou os botões pela segunda vez, de novo em vão. O monitor permaneceu atrevidamente mudo.
— Nada.
— Dane-se! Eu estava certo de que ia funcionar!
— Pois bem, não funcionou, e pronto. Tente o seguinte. Eu sei que eles parecem em ordem, exceto o número 43, e este nós já substituímos. Mas é esse o problema com as células. Se o regulador fica sobrecarregado e se uma delas queima, é preciso abrir tudo e descobrir qual a que falhou. — fez uma pausa e acrescentou: — Quisera ter um traçador.
— Você e eu.
Fracos ruídos de metal arranhando plástico vinham do interior do conjunto.
— Tem de ser a próxima — Parker tentava parecer otimista. — Não temos, afinal, de conferir todas elas manualmente. Mãe reduziu o campo de investigação. Agradeça pelo menos esses favores menores...
— Serei grato — respondeu Brett —, serei grato sim, mas só quando arrancarmos desta rocha e estivermos no nosso bom hipersono.
— Deixe de pensar em Kane — Parker apertou os dois botões, nada aconteceu, e ele praguejou em silêncio. — Outra que está morta. Experimente a seguinte, Brett.
— Certo.
Brett obedeceu, substituiu a célula que vinha de conferir. Parker ajustou diversas alavancas superiores. Talvez pudessem reduzir um pouco mais a linha avariada. Doze módulos continham uma centena de minúsculas células de aceleração. A idéia de examinar uma por uma para descobrir a que estava queimada dava-lhe ganas de quebrar as coisas.
Nesse exato momento, que era de todos o menos indicado, uma voz chamou no alto-falante do intercomunicador:
— O que está acontecendo?
"Com mil diabos", pensou Parker. “É Ripley. Pois que se dane essa mulher. Eu lhe direi o que está acontecendo.”
— Meu cacete está acontecendo.
Não poderia ter sido mais lacônico. Mas acrescentou várias outras coisas inaudíveis, para desabafar.
— Continue com o trabalho — disse a Brett.
— Certo.
— O que foi que disse? — insistiu Ripley, no alto-falante. — Não compreendi bem.
Parker deixou o módulo. Com um golpe seco ativou o intercomunicador.
— Você quer saber o que está acontecendo? Muito trabalho, Ripley, só isso. Trabalho sério. Você deveria vir aqui de vez em quando para tomar conhecimento disso.
A resposta dela foi imediata, serena.
— Eu tenho o trabalho mais pesado desta nave — Parker riu com escárnio —, que é ouvir as suas besteiras.
— Deixe-me em paz.
— Só quando o módulo 12 estiver em ordem. Antes não. Fique avisado.
Houve um clique do outro lado, antes que Parker pudesse encontrar resposta adequada.
— O que está havendo — perguntou Brett, espiando de dentro do módulo. — Vocês dois estão brigando de novo?
— Não. É que essa mulher fala demais.
Brett hesitou, fez uma pausa para examinar a célula que tinha aberto por último.
— Certo. Vamos verificar outra vez, esta aqui.
Parker apertou os botões, examinou o monitor, pensou em dar-lhe um soco já que não podia esmurrar a cara de certa oficial de segurança. Mas não faria nada de tão melodramático, naturalmente. Embora de pavio curto, era suficientemente sensato para compreender o quanto precisava do monitor.
E de Ripley.
Ash, enquanto isso, submetia a uma nova série de testes a forma comatosa de Kane. Nenhum foi particularmente útil, mas o oficial de ciência achou-os todos fascinantes. Deram-lhe dados adicionais sobre as condições físicas do paciente.
As entranhas de Kane eram imediatamente visíveis a quem quer que entrasse na enfermaria e olhasse o principal painéis médicos.
O próprio Kane não podia impedir uma invasão de sua privacidade.
Ripley entrou e tomou conhecimento das últimas leituras. Kane estava exatamente como o deixara. Ela esperava isso.
E a coisa alienígena continuava firmemente colada à sua cara.
Ela estudou as leituras menores, depois ocupou o lugar vago ao lado de Ash, que tomou conhecimento de sua presença com um sorriso, mas não abandonou seu console.
— Procedendo a uns testes diferentes nele — informou. — Para saber se alguma coisa aconteceu.
— Que espécie de coisa?
— Não tenho a mais vaga idéia. Mas se alguma coisa nova ocorre, preciso saber disso, e tão logo ocorra.
— A situação alterou-se?
— Com Kane? — Ash reuniu os seus pensamentos. — Não, tudo na mesma. Ele se agüenta. Mais que isso. Ele se agüenta bem. Nenhuma mudança para pior.
—E a criatura? Sabemos agora que pode soltar ácido e recuperar-se miraculosamente. Sabemos mais alguma coisa?
Ash parecia contente consigo mesmo ao responder:
— Como lhe disse, tenho feito testes. Desde que não podemos fazer nada por Kane, venho procurando descobrir o que for possível sobre a criatura. Nunca se sabe. Uma descoberta aparentemente insignificante pode levar à sua eventual remoção.
— Sei disso — respondeu ela, mexendo-se impaciente na cadeira. — E descobriu algo significativo?
— Tem uma camada externa do que entendo serem polissacarídeos proteícos. É ainda uma suposição, mas não apenas um palpite. Difícil ter certeza sem uma análise minuciosa. E se eu tentasse obter uma amostra, por pequena que fosse, correria o risco de provocar outra efusão daquele fluido horrendo. Não podemos correr o risco de derreter parte do médico automático.
— Não, não podemos. A máquina é, no momento, a única chance que Kane ainda tem.
— Exatamente. Mais curioso, ainda, é que a criatura está constantemente a trocar de células, livrando-se das antigas dentro de uma derme interna, secundária, e substituindo-as por silicatos orgânicos polarizados. Parece ter uma pele dupla, e o tal ácido corre entre as duas camadas. Outra coisa: o ácido parece fluir sob pressão, e alta pressão.
— Foi bom, então, que Dallas não tivesse cortado fundo com o laser ou teria acertado a enfermaria inteira.
Ripley parecia impressionada.
— A camada de silicato revela ao microscópio uma só estrutura molecular, muito densa. Pode ser capaz até de resistir ao laser. Sim, eu sei, eu sei — apressou-se em dizer, diante do olhar incrédulo que ela lhe lançou —, parece uma loucura, não é? Mas trata-se do mais resistente material orgânico que jamais encontrei. A combinação do modo como aquelas células estão dispostas com sua composição desafia todas as regras da biologia tradicional. As tais células silicatadas, por exemplo. Têm ligamentos metalizados. E é o que dá à criatura essa resistência inacreditável a condições ambientais adversas.
— Alguma outra coisa, além dos silicatos e da pele dupla?
— Bem. Acho que a criatura respira, ou até que respira da maneira como entendemos respiração, com inspiração e expiração. Parece alterar a atmosfera em torno dela, talvez pela absorção dos gases de que precisa pelos inúmeros poros que tem na pele. Não existe, naturalmente, qualquer orifício que se pareça com narinas. Mas como fábrica química ambulante — que é o que ela é, fundamentalmente — excede em eficiência tudo de que eu tenha notícia. Alguns dos seus órgãos internos aparentemente não funcionam, outros têm funções que sequer comecei a entender. É possível que os tais órgãos adormecidos tenham funções de defesa. Descobriremos isso, se e quando tivermos de provocá-la...
— Está satisfeita? — perguntou, com um olhar de expectativa.
— Plenamente.
"Mas Kane não deveria ter sido admitido a bordo" — pensou. "Deveriam tê-lo deixado fora, a ele e à criatura. Ash era o responsável por estarem ali, agora".
Ficou a considerar o oficial de ciência, sub-repticiamente, vendo-o lidar com seus instrumentos, armazenar resultados positivos e deitar fora os que não lhe serviam. Ash era a última pessoa de quem teria esperado um gesto dramático e, no entanto, fora ele quem tomara a súbita decisão de abrir a porta para a patrulha, contra todas as normas em vigor.
Era obrigada a corrigir-se. Dallas e Lambert também tjnham infringido o regulamento ao exigirem que ela os deixasse entrar. A vida de Kane, é verdade, estava em jogo. E se Ash se tivesse curvado à sua autoridade e à sua decisão de deixar os três de fora? Estaria Kane vivo? Ou se teria tornado um item de estatística no diário de bordo? Isso simplificaria pelo menos uma coisa: ela não teria de fazer face a Kane, um dia, para explicar-lhe por que recusara, a ele e aos outros, admissão a bordo.
Ash notou a expressão dela, preocupou-se.
— Alguma coisa vai mal?
— Não, não — endireitou-se na cadeira. — Resuma para mim, por favor. Suponha que eu seja burra, como às vezes me sinto. O que significaria tudo isso? Em que pé estamos?
— Uma combinação interessantíssima de elementos e de estrutura tornam essa criatura alienígena praticamente invulnerável em nossa situação presente e com nossos recursos.
Ela assentiu:
—É exatamente como eu mesma vejo a conjuntura. Se seus resultados forem fidedignos. — Ele teve uma contração de mágoa. — Desculpe. É invulnerável, então. Muito bem. — Ela o observava com atenção. — Foi por isso que você permitiu que entrasse?
Como sempre, o oficial de ciência não se deixou fisgar. Nem mostrou sinal de ressentimento ao responder:
— Eu simplesmente obedecia a uma ordem direta, expressa, do comandante. Lembra-se?
Ela fez um esforço para não elevar a voz, sabendo que Ash só respeitava a razão:
— Quando Dallas e Kane não estão a bordo, sou o oficial mais antigo. Respondo pelo comando, até que um deles ponha de novo o pé nesta nave.
— Sim, naturalmente. Esqueci-me disso. Foi a emoção do momento.
— Emoção coisa nenhuma! — a atenção dele continuava posta nas leituras. — Ash, emoções nunca fizeram você esquecer nada.
Isso obrigou-o a virar-se para ela.
— Você julga saber tudo a meu respeito. Todos vocês julgam. Estão todos certos de saberem exatamente que tipo de gente eu sou. Pois deixe que lhe diga uma coisa, Ripley. Quando abri aquela porta, sabia perfeitamente o que fazia. Mas quanto a essa história de quem está encarregado do quê... Sou capaz de esquecer coisas, como qualquer pessoa. Minha memória é muito boa, mas falha, como todo mundo. Mesmo memórias mecânicas, como a da Mãe, podem se esquecer de um dado.
Falha, sim. Mas falha seletiva. E, todavia, o oficial de ciência poderia estar dizendo a verdade. Seria melhor que ela tivesse atenção, e deixasse de insultar seus colegas. Parker e Brett já não tinham grande amor por ela. E estava agora em vias de transformar Ash num inimigo. Mas era-lhe impossível abafar suas suspeitas. Desejava, quase, que Ash se enfurecesse com ela.
— Você se esqueceu também da lei de quarentena, básica numa divisão de ciência, coisa que todo oficial aprende cedo, logo que entra para a escola.
— Não.
"Finalmente", pensou Ripley. Uma resposta, em que ela podia acreditar sem reservas. — Não, não me esqueci.
— Muito bem, não esqueceu — fez uma pausa, para valorizar o impacto: — Apenas infringiu a lei. Deliberadamente.
— Mas não levianamente. Considerei todas as conseqüências do meu ato.
— Sim, Ash. Não pensei que fosse leviandade.
De novo ele não mordeu a isca nem se deu por provocado.
— Não gostei de ter de fazê-lo, mas entendi que não tinha escolha — explicou, tranqüilamente. — O que teria você feito com Kane? Sua única chance de viver era a enfermaria, era o médico automático — e o mais depressa possível. Sua condição foi estabilizada. Estou inclinado a dar crédito à máquina por isso e pela rapidez do atendimento, da aplicação de anti-sépticos e de alimentação intravenosa.
— Você se contradiz, Ash. Há um minuto dizia que era a criatura que o mantinha vivo, não o médico automático.
— A criatura parece dar sua contribuição, mas faz isso na atmosfera de Kane, no seu ambiente. Não sabemos o que lhe teria feito se deixada com ele lá fora. Nas trevas exteriores... Aqui, podemos observar incessantemente o sistema dele, prontos a intervir se essa criatura alienígena der sinais de agir como antagonista...na enfermaria da nave — interrompeu o que dizia para verificar uma leitura. — Ademais, era uma ordem expressa.
— O que quer dizer que você obedecerá a Dallas em qualquer situação?
— O que quer dizer que o capitão é o capitão, e o fato de que esteja um metro para fora do corredor em vez de estar um metro para dentro não é razão suficiente para que ignore uma decisão dele.
Furiosa com ele e consigo mesma, Ripley deu-lhe as costas, mas acrescentou:
— Quebrando as normas de quarentena, você pôs em perigo a vida de todos, não só a de Kane.
Ash, serenamente, pediu uma informação ao computador, concentrou-se solenemente na resposta. Depois, falou, mas sem olhar para Ripley, cuja insistência o cansava:
— Pensa que foi uma decisão fácil? Estou perfeitamente ciente das regras de quarentena, perfeitamente a par das normas que regem o contato com formas alienígenas de vida. Provavelmente mais do que você. Mas tive de pesar tudo isso contra a vida de um homem. Poderia tê-lo deixado morrer na soleira da porta. Posso ter posto em risco a vida de vocês todos, e a minha. Mas de uma coisa estou certo: os fazedores de regras sempre as formulam em conforto e segurança, nunca no campo, onde os absolutos que eles inventam têm de aplicar-se. Aí, cada um é obrigado a confiar no seu próprio raciocínio, nos seus próprios instintos. Foi o que fiz. Até agora, a criatura não fez um só gesto ameaçador contra qualquer de nós. Pode vir a fazê-lo um dia, mas terá então de enfrentar um grupo alerta e armado de seis astronautas e não só um homem despreparado, andando às apalpadelas na treva de um bojo de nave, e nave desconhecida. Aceito esse risco contra a vida de Kane.
— Não discuto seus motivos pessoais — Ripley pôs todo o peso do corpo no pé esquerdo, levantou-se. — Digo simplesmente que não lhe assistia o direito de impô-los ao resto da tripulação. Nem tinha você autoridade para tanto. Talvez nós outros não desejemos correr risco.
— Já não importa, agora. Kane está a bordo... e sobreviveu. Os eventos futuros vão derivar dessa realidade e não de alternativas pretéritas. É uma perda de tempo discuti-las.
— Essa é a sua posição, como oficial de ciências? Pois não é a do manual.
— Você está sendo chata e repetitiva, Ripley. Por quê? Para provocar-me? Eu já registrei o que fiz no livro de bordo. Voluntariamente. Submeto-me ao que a Companhia decidir sobre o assunto. Sim. É a minha posição oficial. Lembre-se que a primeira preocupação da ciência é a proteção e o melhoramento da vida humana. Nunca iria contra isso.
— Não, mas a idéia que tem do que possa melhorar a vida humana difere da idéia do comum dos mortais.
Por algum motivo isso o fez voltar-se vivamente para ela e encará-la, quando as outras coisas que ela dissera antes não haviam provocado reação.
— Tomo minhas responsabilidades de encarregado da ciência com a mesma seriedade com que você toma as suas, de responsável pela segurança. Isso deve lhe bastar. Estou farto dessa discussão. Se tem alguma acusação específica a formular, registre-a com Dallas. Se não — e voltou aos seus preciosos instrumentos —, cuide do seu trabalho que eu cuido do meu.
Ela assentiu de cabeça.
— Muito bem — e, virando-se, marchou para o corredor, insatisfeita e confusa. As respostas de Ash eram válidas, difíceis de demolir. Mas não era isso que a perturbava.
Era o fato de que o seu gesto abrindo a porta proibida ao grupo exploratório não ia só de encontro às normas. Ia de encontro a todas as facetas da personalidade do oficial de ciência tal como pensavam que ele era, contrariava frontalmente seu comprovado profissionalismo em outros campos. Ela não o conhecia há muito tempo, mas até esse incidente sempre lhe parecera, e aos outros membros da tripulação, que nada para ele era mais importante que o manual do oficial de ciência.
Ash pretendia ter feito o que fizera para salvar a vida de um homem. Ela tomara, ao contrário, uma posição legalista. Estaria errada? Teria Kane concordado com ela?
Foi ter à ponte ainda perturbada e inquieta. Pequenos incidentes isolados dançavam juntos agora na sua cabeça, Pareciam-lhe coincidentes. Mas faltava a cola que lhes daria sentido...
O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 13) [ Download ]
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Klingon Learning
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Dicionário Klingon
Digamos que seus vizinhos Klingons estacionem na sua vaga de garagem - o que você diria?
Ao consultar no Google Klingon, e no Klingon Translator, você encontra o xingamento adequado!
HaB SoSlI' Quch!
Que como sabemos, é algo como "A testa da sua mãe é lisa!"
O dicionário de tlhIngan Hol é uma compilação do idioma criado pelo linguista Marc Okrand.
Dicionário Klingon atualizado [ Download ]
Se você se interessou, pode aprender um pouco mais neste link e melhor, nem precisa gastar seus darseks ou ir até RoJ'par, basta procurar o site do Instituto de Linguagem Klingon.
Qapla !
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
O Oitavo Passageiro - Alan Dean Foster (Parte 12)
— Essa merda vai comer um deque, depois outro, depois o casco!
Virando-se, ele se pôs a correr para a primeira escada de tombadilho. Dallas arrancou uma lâmpada de emergência do seu suporte e seguiu seu técnico de engenharia, e os outros foram no encalço deles.
O corredor do deque B tinha as paredes forradas de instrumentos, tubulações e eletrodutos. Brett já examinava o teto imediatamente abaixo da enfermaria.
O líquido tinha, ainda, de varar vários níveis sucessivos de ligas metálicas.
Dallas voltou o foco da sua lanterna para o forro, procurou, depois manteve-o imóvel.
— Lá.
Acima deles, apareceu um pouco de fumaça. Surgiu depois uma pequena mancha de líquido amarelo, com metal fervendo em derredor. Aquilo varou o teto, formou uma gota, pingou. E imediatamente pôs-se a ferver no piso do deque. Dallas e Brett assistiam impotentes ao desastre, pois a poça aumentou de diâmetro e pôs-se a corroer o convés.
— O que fica aí debaixo?
— O corredor C — informou Parker. — Não tem instrumentos.
Ele e Ripley desceram correndo, mas os outros ficaram no corredor B a contemplar o buraco que aumentava no chão.
— O que podemos botar debaixo dele? — Ash considerava o problema como se fosse abstrato, embora consciente de que, em poucos momentos, o caso do Nostromo poderia estar perfurado, imprestável, o que significaria selar compartimento por compartimento até que os danos estivessem reparados. E podia ser muito pior. Grande número de circuitos da maior importância passava pela quilha principal. Se o líquido a arruinasse, era possível que a avaria escapasse da capacidade limitada da engenharia de bordo. Muitos desses circuitos faziam parte da construção da nave e não se destinavam a sofrer reparos fora de um estaleiro de alta categoria.
Ninguém pensou em algo que pudesse deter o fluxo de ácido.
Embaixo, Parker e Ripley moviam-se com cuidado pelos escaninhos escuros e apertados do corredor C, de olhos no teto.
— Não fique debaixo desse material. Se é capaz de varar liga de convés, não ouso imaginar o que faria com a sua linda carinha.
— Não se incomode, tomo cuidado com minha própria cara. Cuide da sua.
— O troço parece estar perdendo a força — disse olhando para o chão com o maior desejo de que fosse mesmo verdade.
Brett e Ash, sentados em frente dele, também contemplavam, apalermados, a escura impressão no piso. Ash tirou uma caneta de um dos bolsos da túnica e investigou cautelosamente o orifício. Logo, o metal que revestia a caneta ferveu levemente, como um mercúrio carbonatado. O borbulho cessou logo, porém, extinguindo-se antes mesmo de estragar o acabamento brilhante. O oficial de ciência insistiu. E ao invés de afundar-se, a caneta encontrou resistência.
— Não passou mais de três centímetros. O líquido deixou de penetrar como no começo.
Embaixo, Parker olhou para Ripley, na penumbra.
— Você percebe alguma coisa?
Continuaram a inspecionar o teto. Debaixo deles ficava uma galeria de serviço e, abaixo dela, o próprio casco principal do Nostromo. Para além dele, só a atmosfera de um planeta ignorado.
— Nada — respondeu Ripley por fim. — Mas continue observando. Vou ver o que está acontecendo lá em cima.
Correu pelo passadiço e escadas acima. A primeira coisa que viu foi os outros agachados em torno do buraco.
— O que houve? Não passou para o outro lado até agora.
— Perdeu a força — disse Ash, ajoelhando-se para ver de perto o metal perfurado. — Ou a continuada reação com as ligas que encontrou pelo caminho diluiu-lhe a potência ou simplesmente ele perde seu poder cáustico depois de um determinado período de tempo. De qualquer maneira, já me parece ativo.
Ripley adiantou-se para verificar por si mesma o buraco ainda fumegante no chão do convés.
— Poderá ser mais forte a liga neste deque que no de cima? Ou estará o material a corroer o piso horizontalmente agora, em busca de outro ponto fraco por onde penetrar?
Ash abanou a cabeça.
— Não, não penso assim. Do que me lembro de construção de naves, os deques principais e o casco do Nostromo são todos compostos do mesmo material. Não. O razoável será concluir que o fluido é, agora, inerte.
Esboçou o gesto de pôr a caneta meio roída no bolso. Segurava-a pela extremidade não danificada. Mas no último momento mudou de idéia e continuou com ela na mão.
Ripley percebeu a hesitação dele e fez troça:
— Se, já não é perigoso, Ash, por que não a põe no bolso?
— Não se deve agir com precipitação. Temos tempo. Vamos fazer testes primeiro, verificar se de fato a substância não é mais perigosa. Só porque já não pode corroer a liga do convés não significa que não possa queimar a pele. E será uma queimadura atroz.
— O que você acha que seja? — perguntou Dallas. Seu olhar foi da pequena cratera no piso até o correspondente buraco no teto. — Nunca vi coisa que pudesse cortar uma liga dessas. Não com tal rapidez.
— Eu também nunca vi coisa igual — confessou o oficial de ciência. — Certas variedades altamente refinadas de ácido molecular têm um tremendo poder, mas agem, de regra, sobre materiais específicos. Sua aplicação geral é muito restrita. Já esse troço parece ser um corrosivo universal. Já o vimos demonstrar sua capacidade de cortar diferentes substâncias com igual facilidade. Ou indiferença, se preferirem. Ligas metálicas, luvas cirúrgicas, mesa de operação, roupa de cama. Passou por tudo isso com igual desenvoltura. E aquela miserável criatura usa isso como sangue! É um monstrinho, vocês terão de convir.
Falava do alienígena maniforme com respeito, malgrado seus sentimentos para com ele.
— Não sabemos realmente se ele usa esse elemento como sangue — a mente de Ash parecia funcionar acelerada do sob a pressão das circunstâncias. — Pode ser o componente de outra circulação, de outro sistema, de um sistema paralelo, como o linfático, destinado, por exemplo, a lubrificar as entranhas da peste. Ou pode ser ainda uma camada protetora, defensiva, uma espécie de endotélio líquido. Nesse sentido, o fluido não seria mais que a contraparte da linfa.
— Maravilhoso mecanismo defensivo esse — disse Dallas. — Ninguém ousa dar cabo dele.
— Não a bordo de uma nave selada hermeticamente disse Ripley, pondo os pingos nos is, mas sem ênfase.
— Tem razão. Poderíamos ter levado Kane para onde os fluidos da criatura não danificassem o Nostromo. E tentar arrancá-la lá fora. Só que pensamos que ela é a única coisa que mantém vivo. Uma vez que os separemos e que tiremos aquilo da sua garganta poderemos alimentá-lo de oxigênio. E cobertores térmicos o conservarão aquecido. Podíamos, aliás, armar uma tenda de oxigênio, com piso selado. O fluido pingaria no chão, abaixo dele.
— Não é uma idéia má — admitiu Ash —, salvo duas coisas — Ripley aguardou as objeções com impaciência.
— A primeira já foi discutida: remover a criatura à força pode interromper fatalmente a ação sustentadora da vida dele. Bastaria o choque para matar Kane. Segundo, não temos qualquer espécie de garantia de que, sentindo-se ferida, a criatura não reaja jogando aquele fluido sobre si mesma e sobre tudo o que estiver à sua volta. Seria uma reação defensiva perfeitamente compatível com as qualidades destrutivas do fluido.
Ash fez uma pausa para que a imagem que evocara dominasse todas as mentes.
— Mesmo que o operador, isto é, aquele que estivesse cortando a besta escapasse de ferimento sério produzido pelo líquido corrosivo, não gostaria de ficar responsável pelo que acontecesse com o que resta do rosto de Kane. Ou da sua cabeça.
— Muito bem — disse Ripley, um tanto ressentida.
— Talvez não tenha sido mesmo idéia das mais brilhantes. Mas o que sugere como alternativa?
E apontando com o polegar a enfermaria acima deles:
— Vamos levá-lo para casa com aquela coisa encarapitada no seu crânio?
— Não vejo nenhum perigo nisso — respondeu Ash. O sarcasmo da moça não o impressionava. — Se seus sinais vitais permanecerem bons, considero uma alternativa viável. Se falharem, naturalmente teremos de tentar outra coisa. Mas nesse momento devo dizer que remover a criatura violentamente representa mais perigo em potencial para Kane do que benefício.
Um novo rosto apareceu no alto da escada que descia para o tombadilho. Era Parker.
— Ainda nenhum sinal do fluido. A besta parou de sangrar?
Vendo que Ripley estava zangada, Parker dirigiu-se a Dallas.
— Sim. Depois de atravessar dois convés. — Estava ainda estupefato com a potência do fluido alienígena.
Ripley reanimou-se, olhou em torno:
— Estamos todos aqui. E Kane? Ninguém toma conta dele ou do alienígena!
Houve uma corrida geral para as escadas.
Dallas foi o primeiro a alcançar a enfermaria. Bastou olhar para ver que nada mudara. Kane jazia tão inerte quanto o deixara, imóvel na plataforma da mesa de operação, com o alienígena ainda firmemente ancorado em seu rosto.
Dallas ficou furioso consigo mesmo. Agira como um menino. É verdade que o líquido demonstrara propriedades nervosas, mas nada justificava o pânico total que se seguira. E ele deveria ter delegado um ou dois membros da tripulação para guardar o paciente e a criatura. Felizmente, nada se alterara na ausência deles. A coisa não se movera nem, ao que parecia, Kane. Dali por diante, acontecesse o que acontecesse, haveria sempre alguém de sentinela na enfermaria, dia e noite. A situação já era por demais grave e não deviam dar à criatura a oportunidade de fazer coisas sem ser observada.
— O ácido o atingiu? — Parker estava no portal, esforçando-se para ver Kane.
Dallas adiantou-se até a plataforma e inspecionou cuidadosamente a cabeça do oficial executivo.
— Não, creio que não. Ele me parece bem. O líquido escorreu pelos flancos da criatura sem entrar em contato com a pele dele.
Brett também apareceu à porta.
— Essa porcaria ainda pinga? Temos peças de cerâmica lá embaixo que agüentam qualquer espécie de coisa. Não sei se agüentarão isso também, mas não custa tentar. Eu posso improvisar um recipiente.
— Não se dê ao trabalho. Parou de sangrar.
Ash examinava com atenção a pequena seção cortada Pelo laser.
— Cicatrizada. Nem sinal da incisão. Extraordinárias propriedades regenerativas. A gente nem diria que o couro foi cortado.
— Mas deve haver algum modo de fazê-la largar a presa — disse Lambert, com um arrepio. — Fico doente de ver este bicho sentado na cara de Kane com aquele tubo infecto ou que diabo seja, enfiado na garganta dele.
— Pois ficaria ainda mais doente se fosse em você — disse Ripley maldosamente.
— Não acho graça — disse Lambert.
— Pois repito — disse Ash a Dallas — não seria aconselhável a remoção — Dallas ignorava-o — Não deu nada certo da última vez...
Dallas encarou-o, furioso, depois acalmou-se.
Ash, como de hábito, estava sendo objetivo, o sarcasmo não estava na natureza dele.
— Que faremos então? — quis saber Lambert.
— Nada — disse Dallas com firmeza. — Não podemos fazer nada. Tentamos. E, como Ash observou há pouco, isso quase nos custou uma nave furada. Então... Vamos botá-lo de novo no médico automático e esperar que a máquina saiba melhor que nós o que lhe convém.
Apertou um controle. Houve um zumbido suave, e a plataforma de Kane deslizou para dentro da parede e da máquina. Dallas mexeu em outros vários comutadores, teve uma nova visão do colega em coma, depois de esquemas e diagramas que diziam respeito a ele. Não davam qualquer informação nova, não ofereciam soluções.
Ash procurava interpretar diferentes leituras.
— Suas funções continuam normais, mas há uma indicação nova de degenerescência de tecidos e de colapso.
— Então, a criatura lhe faz mal.
— Não necessariamente. Ele já não come nem bebe há algum tempo. Essas leituras podem refletir uma natural redução de peso, por exemplo. Não há indício de que esteja drasticamente enfraquecido, nem pela criatura nem pelas circunstâncias. Não obstante, queremos conservá-lo nas melhores condições possíveis. Seria bom providenciar logo alguma alimentação endovenosa, até que possamos saber com certeza se a criatura estará a absorver proteína do sistema dele.
Ash ativou um bloco de controles. Novos sons encheram a enfermaria e o médico automático apressou-se em assumir a tarefa de alimentar o inerme Kane e processai os resultantes detritos.
— O que é aquilo? — perguntou Ripley, assinalando um ponto na radioscopia movente dos pulmões de Kane. — Aquela mancha nos pulmões dele?
— Não vejo mancha nenhuma.
Dallas estudou a área.
— Percebo o que ela quer dizer. Amplie, por favor, Ash, a seção do sistema respiratório.
O oficial de ciência obedeceu. Agora a pequena mancha que chamara a atenção de Ripley destacava-se claramente. Era grande, irregular, completamente opaca e obliterava uma parte da caixa torácica.
— Não podemos dizer que esteja nos pulmões — disse Ash, mexendo nos seus controles. — Pode ser um defeito, ou uma seção danificada da lente. Acontece o tempo todo.
— Ilumine melhor — pediu Dallas. — Vamos ver se obtemos um contraste melhor.
Ash ajustou o instrumental, mas, a despeito de todos os seus esforços, o borrão escuro continuou lá: uma área escura não resolvida.
— Não ouso aumentar a radiação, temendo que ele sofra algum dano.
— Eu sei — disse Dallas, contemplando fixamente a enigmática nódoa. — E se perdermos a capacidade de usar essa máquina, não saberemos que diabo se passa dentro dele.
— Eu me encarrego — disse o oficial de ciência. — Vou limpar as lentes. É uma questão de tempo. Mas podem ser polidas de novo, um pouco pelo menos.
— Ficaremos cegos, entrementes.
— Será impossível eliminar a mancha sem desmontar a máquina.
— Não o faça, então. Pelo menos até que aumente tanto que obscureça totalmente o nosso campo de visão.
— Como quiser, capitão.
E Ash voltou às suas leituras. Brett pareceu perplexo, frustrado:
— Que faremos agora? Esperamos sentados? É tudo?
— Não — respondeu Dallas, lembrando-se de que tinha uma nave a comandar, além de zelar pelo pobre Kane. — Nós esperamos aqui, de vigília. Vocês dois vão de volta ao trabalho...
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