O DM5 é um site chinês (a versão em inglês não é tão boa) e só isso já constitui alguma dificuldade, mas mesmo assim oferece uma excelente oportunidade de se conhecer ótimos mangás (quadrinhos japoneses) e saber das novidades em geral.
Vale a pena viajar nos links, mesmo se for só para ver as imagens... rsrsrs.
domingo, 6 de maio de 2012
DM5
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
A relação humano-maquinico no imaginário cinematográfico
INTRODUÇÃO
CAP. 1 - SIGNOS DE CRIAÇÃO E DESTRUIÇÃO NA FICÇÃO CIENTÍFICA: NOVOS MUNDOS, NOVAS FORMAS DE VIDA.
1.1 O movimento cyberpunk
1.2 A figura do ciborgue no imaginário de ficção científica
CAP. 2 - O SIGNO METRÓPOLIS E SEU OBJETO: A OPOSIÇÃO ENTRE O HUMANO E O MAQUÍNICO NA REPÚBLICA DE WEIMAR
2.1 A ficção científica e o pós-guerra
2.2 Expressionismo cinematográfico alemão
2.3 A estética expressionista e as vanguardas modernas
2.4 O signo arquitetônico em Metrópolis
2.5 Representações do tempo em Metrópolis
2.6 Maria: o ser humano ideal e a metáfora da Torre de Babel
2.7 Robotrix
2.8 O híbrido Robot-Maria: criação e destruição na República de Weimar
2.9 Os interpretantes de Metrópolis
CAP. 3 - BLADE RUNNER E A FLUIDEZ NA RELAÇÃO HUMANO-MÁQUÍNICO
3.1 O desenvolvimento da Teoria Cibernética
3.2 Deckard: um observador no caos urbano
3.3 O signo arquitetônico em Blade Runner: um precursor do ciberespaço
3.4 Os interpretantes de Blade Runner
CAP. 4 - MATRIX E O ALTO NÍVEL DE INTERAÇÃO SIMBÓLICO ENTRE O HUMANO E O MAQUÍNICO
4.1 A cultura digital
4.2 O advento do pós-humano
4.3 O ciberespaço e o predomínio do legi-signo simbólico
4.4 Causação final, mente e mediação em Matrix
4.5 Os interpretantes de Matrix
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
A relação humano-maquinico no imaginário cinematográfico -Maristela Sanches Bizarro [ Download ]
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Tag: artigos, Blade Runner, Ciberpunk, cinema, Fantástico, Ficção Científica, Horror
quarta-feira, 21 de março de 2012
Deuses, Espaçonaves e Terra - Erich von Däniken
Em tempos pré-históricos e primordiais, a Terra recebeu várias visitas de seres desconhecidos, procedentes do cosmo.
Esses seres desconhecidos criaram a inteligência humana, mediante uma mutação artificial, dirigida.
MINHA TEORIA
Os extraterrestres aprimoraram os hominídeos ''segundo a sua própria imagem".
Por esse motivo nós somos parecidos com eles, não eles conosco.
As visitas na Terra de seres alienígenas, procedentes do cosmo, ficaram registradas e foram transmitidas aos pósteros nos cultos, mitos e nas lendas folclóricas — em alguma parte depositaram os indícios de sua presença entre nós.
Deuses, Espaçonaves e Terra - Erich von Däniken [ Download ]
O suíço Erich Von Däniken é autor do best-seller "Eram os Deuses Astronautas?", de 1966, no qual lançou a hipótese da suposta vinda de alienígenas como sendo deuses do passado. Daniken escreveu mais de 30 livros, que alcançaram a marca de 62 milhões de exemplares vendidos.
sexta-feira, 16 de março de 2012
quinta-feira, 15 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
domingo, 11 de março de 2012
Adeus ao mestre
Moebius.Giraud - 37 Artbooks [ Download ]
sábado, 10 de março de 2012
"1"
Para sua estréia no cinema, o diretor húngaro Pater Sparrow utilizou-se como inspiração de um quase desconhecido conto do escritor polonês de FC, Stanislaw Lem, chamado 'One Human Minute' (Um minuto humano).
A história não poderia ser mais característica das obras de Lem, cheia de preocupações filosóficas sobre comunicação, arte e percepção da realidade, mas ao mesmo tempo sarcástica e que resume as atividades de cada pessoa na Terra durante um único minuto.
O filme intitulado "1" recebeu boas críticas nos festivais de cinema em que foi exibido.
Sinopse
... É o fim de mais um dia de trabalho em uma livraria famosa por sua vasta coleção de obras raras. A administradora Maya Satin está fechando-a quando um cliente misterioso de repente aparece na forma de um peregrino chamado Tamel. Ele alega ter viajado pelo mundo em busca de um livro que ele sonhara estar na loja e pede para ser levado ao estoque. Lá eles ficam surpresos ao descobrir que todos os livros foram substituídos por milhares de cópias de uma mesma obra desconhecida e quando voltam para a loja, vêem que o mesmo aconteceu com todos os livros em exposição.
Todos foram substituídos por um livro branco, sem autor ou editora, com o simples título "1".
Stanislaw Lem - One Human Minute [ Download ]
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Crash - JG Ballard
Introdução do Autor (edição francesa de 1974)
O casamento entre a razão e o pesadelo, que tem dominado o século 20, deu origem a um mundo que é cada vez mais ambíguo.
Pelo cenário das comunicações movem-se os espectros de tecnologias sinistras e os sonhos que o dinheiro pode comprar. Sistemas de armas termonucleares e comerciais de bebidas coexistem em um ofuscante reino governado pela publicidade e pelos pseudo-eventos, pela ciência e pela pornografia.
Nossas vidas são presididas pelos grandes e geminados leitmotifs do século 20 sexo e paranóia.-Apesar do encanto de McLuhan com a alta velocidade dos mosaicos de informação, não conseguimos deixar de nos lembrar do profundo pessimismo de Freud em A Civilização e seus Descontentes. Voyeurismo, autoaversão, a base infantil de nossos sonhos e anseios - essas enfermidades da psique culminaram agora com a mais aterrorizadora perda do século: a morte do afeto.
Esta renúncia ao sentimento e à emoção sedimentou o caminho para todos os nossos mais reais e ternos prazeres: nas excitações provocadas pela dor e pela mutilação; no sexo como a arena perfeita, semelhante a uma cultura de pus estéril, para todas as verônicas de nossas próprias perversões; na liberdade moral de nos entregarmos à nossa própria psicopatologia como a um jogo; e nos nossos aparentemente ilimitados poderes para a criação de conceitos - o que os nossos filhos devem temer não são os automóveis nas auto-estradas de amanhã, mas o nosso próprio prazer em estabelecer os mais elegantes parâmetros para suas mortes.
Documentar os incômodos prazeres de viver no interior deste glauco paraíso tem sido cada vez mais o papel da ficção científica.
Acredito firmemente que a ficção científica, longe de ser um gênero menor e sem importância, na realidade representa a principal tradição literária do século 20, e certamente a mais antiga - uma tradição de resposta imaginativa à ciência e à tecnologia que segue uma linha ininterrupta, passando por H. G. Wells, Aldous Huxley, pelos escritores da moderna ficção científica norte-americana, até os inovadores atuais como William Burroughs.
O principal "fato" do século 20 é o conceito de possibilidade ilimitada. Este predicado da ciência e da tecnologia enfatiza a noção de uma moratória sobre o passado - a irrelevância e mesmo a morte do passado - e as ilimitadas alternativas disponíveis para o presente. O que liga o primeiro vôo dos irmãos Wright à invenção da pílula é a filosofia social e sexual do assento ejetor. Dado este imenso continente de possibilidades, poucas literaturas parecem estar melhor equipadas para lidar com seus temas do que a ficção científica. Nenhuma outra forma de ficção tem o vocabulário de idéias e imagens necessário para abordar o presente, muito menos o futuro.
A característica dominante da literatura moderna é o seu sentido de isolamento individual, sua atitude de introspecção e de alienação, uma disposição mental sempre indicada como sendo a marca registrada da consciência do século 20. Longe disso. Ao contrário, parece-me que esta é uma psicologia que pertence inteiramente ao século 19, parte de uma reação contra as enormes restrições da sociedade burguesa, contra o caráter monolítico da época vitoriana e a tirania do paterfamilias, seguro de sua autoridade financeira e sexual. Exceto pela tendência marcadamente retrospectiva, e pela obsessão com a natureza subjetiva da experiência, os seus verdadeiros temas são a racionalização da culpa e o estranhamento. Seus elementos são a introspecção, o pessimismo e a sofisticação.
Se alguma coisa caracteriza o século 20 é o otimismo, é a iconografia do merchandising de massa, a ingenuidade e o prazer isentos de culpa diante de todas as possibilidades da mente. A espécie de imaginação que se manifesta agora na ficção científica não é algo novo. Homero, Shakespeare e Milton, todos eles inventaram novos mundos para criticarem este aqui. A transformação da ficção científica em um gênero independente, e um tanto desonroso, é um desenvolvimento recente. Ele está relacionado com o quase desaparecimento da poesia dramática e filosófica, e com a lenta retração do romance tradicional na medida em que ele se preocupa, de modo cada vez mais exclusivo, com as nuances das relações humanas. Entre aquelas áreas negligenciadas pelo romance tradicional estão, em primeiro lugar, a dinâmica das sociedades humanas (o romance tradicional tende a retratar a sociedade como se fosse estática) e o lugar do homem no universo.
Ainda que de modo cruel ou ingênuo, a ficção científica, pelo menos, tenta estabelecer uma moldura filosófica ou metafísica em torno dos mais importantes eventos de nossas vidas e de nossas consciências.
Se faço esta ampla defesa da ficção científica é porque, obviamente, minha própria carreira enquanto escritor esteve envolvida com ela durante quase vinte anos. Desde o início, quando pela primeira vez voltei-me para a ficção científica, estava convencido de que o futuro era uma chave melhor para o presente do que o passado. Na época, contudo, estava insatisfeito com a obsessão da ficção científica com os seus dois temas principais - o espaço exterior e o futuro distante. Mais por propósitos emblemáticos do que por qualquer teoria ou programa, batizei o novo terreno que desejava explorar de "espaço interior", aquele domínio psicológico (manifesto, por exemplo, na pintura surrealista) no qual o mundo interior da mente e o mundo exterior da realidade encontram-se e se fundem.
O que desejava era, primordialmente, escrever ficção sobre os dias atuais. Fazer isto no contexto do final dos anos 50, em um mundo no qual o sinal do Sputnik l podia ser ouvido em qualquer rádio, como o farol avançado de um novo universo, exigia técnicas completamente diferentes daquelas disponíveis para o romancista do século 19.
Na verdade, acredito que se pudessem esquecer toda a literatura existente e fossem obrigados a recomeçar sem qualquer conhecimento do passado, todos os escritores se veriam, inevitavelmente, produzindo algo muito próximo da ficção científica. A ciência e a tecnologia multiplicam-se ao nosso redor. Em uma proporção cada vez maior, elas ditam as linguagens nas quais falamos e pensamos. Ou usamos essas linguagens ou permanecemos mudos.
Contudo, por um paradoxo irônico, a moderna ficção científica tomou-se a primeira vítima do mundo cambiante que ela antecipara e ajudara a criar. O futuro concebido pela ficção científica dos anos 40 e 50 já pertence ao passado. Suas imagens dominantes, não somente aquelas dos primeiros vôos à Lua e das viagens interplanetárias, mas também as de um mundo cujas relações sociais e políticas são governadas pela tecnologia, assemelham-se agora a imensas peças de um velho cenário. Para mim, isto pode ser visto de maneira extremamente tocante no filme 2001: Uma Odisséia no Espaço, que significou o fim do período heróico da moderna ficção científica - seus panoramas e costumes admiravelmente concebidos, seus enormes cenários, lembraram-me.. E o Vento Levou, uma representação científica que tornou-se uma espécie de romance histórico ao inverso, um mundo fechado no qual a dura luz da realidade contemporânea nunca conseguiu penetrar.
Nossos conceitos do passado, presente e futuro estão sendo forçados, de forma crescente, a sofrer um processo de revisão. Assim como o passado, em termos sociais e psicológicos, tornou-se uma vítima de Hiroshima e da era nuclear (quase que por definição um período no qual somos todos forçados a pensar prospectivamente), o futuro também está deixando de existir, devorado por um presente que é todo voracidade. Anexamos o futuro ao nosso próprio presente, como mais uma simples alternativa entre as múltiplas que se abrem para nós. As opções multiplicam-se ao nosso redor, vivemos em um mundo quase infantil no qual qualquer demanda, qualquer possibilidade, seja por estilos de vida, viagens, papéis sexuais e identidades, pode ser instantaneamente satisfeita. Além disso, sinto que o equilíbrio entre a ficção e a realidade alterou-se significativamente na década passada. Seus papéis estão sendo cada vez mais invertidos. Vivemos em um mundo governado por ficções de toda espécie o merchandising de massa, a publicidade, a política conduzida como um ramo da propaganda, a tradução instantânea da ciência e da tecnologia em imagens populares, a crescente mistura e interpenetração de identidades no reino dos bens de consumo, a apropriação pela televisão de qualquer resposta imaginativa livre ou original à experiência. Nossa vida é uma grande novela Para o escritor, em particular, torna-se cada vez menos necessário inventar o conteúdo fíccional de sua obra.
A ficção já está aí.
A tarefa do escritor é inventar a realidade.
No passado, sempre consideramos que o mundo exterior em tomo de nós representava a realidade, por mais incerta ou confusa que fosse, e que o mundo interior de nossas mentes, seus sonhos, esperanças e ambições, representava o reino da fantasia e da imaginação. Esses papéis também, me parece, foram invertidos. O mais prudente e efetivo método de lidar com o mundo ao nosso redor consiste em assumir que ele é uma ficção completa e, inversamente, que o único e pequeno núcleo de realidade que nos resta está no interior das nossas próprias cabeças. A clássica distinção de Freud entre os conteúdos manifesto e latente do sonho, entre o aparente e o real, precisa agora ser aplicada ao mundo externo da assim chamada realidade.
Dadas essas transformações, qual é a principal tarefa com a qual se depara o escritor?
Pode ele ainda utilizar as técnicas e as perspectivas do romance tradicional do século 19, com sua narrativa linear, sua cronologia medida e seus personagens consulares pretensiosamente povoando seus domínios no interior de uma ampla escala de tempo e de espaço? Serão os seus temas principais as fontes do caráter e da personalidade profundamente mergulhadas no passado, a calma inspeção das raízes, o exame das mais sutis nuances do comportamento social e das relações pessoais?
Tem ainda o escritor a autoridade moral para inventar um mundo auto-suficiente e fechado, para conduzir seus personagens como um examinador, sabendo todas as questões de antemão? Pode ele deixar de lado tudo aquilo que prefere não compreender, inclusive os seus próprios motivos, preconceitos e psicopatologias? Sinto que o papel do escritor, sua autoridade e liberdade para agir, modificaram-se radicalmente. Sinto que, em certo sentido, o escritor não sabe mais de nada. Ele não tem instância moral. Ele oferece ao leitor o conteúdo da sua própria cabeça, oferece um conjunto de opções e alternativas imaginativas. Seu papel é o do cientista que, no campo ou no laboratório, se depara com algo completamente desconhecido. Tudo que ele pode fazer é estabelecer algumas hipóteses e testá-las contra os fatos.
Crash! é um livro assim, uma metáfora extrema para uma situação extrema, um conjunto de medidas desesperadas que só devem ser utilizadas em uma crise extrema. Se estou certo, e o que fiz nos últimos anos foi redescobrir o presente para mim mesmo, Crash! assume sua posição como um romance cataclísmico sobre os dias atuais, ao lado de minhas obras anteriores que abordam o cataclismo mundial no futuro próximo ou imediato - The Drowned World, The Drought e The Crystal World. Crash!, naturalmente, não trata de um desastre imaginário, ainda que iminente, mas de um cataclismo pandêmico, institucionalizado por todas as sociedades industriais, que mata centenas de milhares de pessoas todos os anos e vitima milhões.
Será que percebemos, na batida de carro, um presságio sinistro do casamento tenebroso entre o sexo e a tecnologia? Será que a moderna tecnologia nos proporcionará meios, até agora não sonhados, para controlar as nossas próprias psicopatologias? Será que esta utilização da nossa perversidade inata trará algum benefício concebível para nós? Será que existe aí uma lógica desviante mostrando-se mais poderosa do que aquela fornecida pela razão?
Em Crash! utilizei o carro não apenas como uma imagem sexual mas como uma metáfora total para a vida do homem na sociedade atual. Como tal, o livro tem um papel político bastante distanciado do seu conteúdo sexual, mas eu ainda gostaria de pensar que Crash! é o primeiro romance pornográfico baseado na tecnologia.
Em certo sentido, a pornografia é a mais política das formas de ficção, pois tenta mostrar como nos usamos e nos exploramos mutuamente, da maneira a mais insistente e implacável possível. Desnecessário dizer que o objetivo final de Crash! é admoestatório, é um aviso contra um mundo brutal, erótico e ofuscante, que nos acena, cada vez mais persuasivamente, das margens do cenário tecnológico.
Crash - JG Ballard [ Download ]
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Adaptação de 'The Machine Stops' - E.M.Forster
"Imagine, se puder, um quarto pequeno, em forma hexagonal, como a célula de uma colméia de abelha. Está iluminado, não por uma janela nem por uma lâmpada, no entanto, é preenchido com um brilho suave. Não há aberturas para ventilação, mas o ar é fresco. Não há instrumentos musicais, mas esta sala é latejante com sons melodiosos. Uma poltrona no centro, e na poltrona lá fica uma mulher de verdade, com um rosto branco como um fungo. É dela este pouco espaço..."
The Machine Stops - E.M.Foster [ Download ]
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Notas quanto a escrever Ficção Fantástica - Lovecraft
A razão que encontro para escrever histórias é dar a mim mesmo a satisfação de visualizar mais clara, detalhada e estavelmente as vagas, fugidias, fragmentárias impressões de espanto, beleza e aventurosa expectativa que me vêm de certas visões (cênicas, arquitetônicas, atmosféricas, etc.), idéias, ocorrências e imagens encontradas na arte e na literatura.
Escolho as histórias fantásticas porque melhor se enquadram com minha inclinação - sendo que um de meus desejos mais fortes e persistentes é alcançar, nem que por um instante, a ilusão de uma estranha suspensão ou violação das irritantes limitações do tempo, do espaço e das leis naturais que eternamente nos aprisionam e frustram nossa curiosidade acerca dos infinitos espaços cósmicos que jazem para além do alcance de nossa vista e poder de análise.
Essas histórias freqüentemente enfatizam o elemento do horror, já que o medo é nossa emoção mais profunda e forte e uma das que melhor se prestam à criação de ilusões desafiadoras da natureza.
O horror e o desconhecido ou estranho estão sempre intimamente conectados, a tal ponto que é difícil criar um quadro convincente de esfacelamento da lei natural ou alienação cósmica ou “exterioridade” sem acentuar a emoção do medo. A razão por que o tempo é tão fundamental em muitas de minhas narrativas reside em que esse elemento me aparece como a coisa mais profundamente dramática e terrível do universo. O conflito com o tempo me parece ser o tema mais potente e frutífero de toda a expressão humana.
Enquanto a forma que escolho para escrever histórias é, obviamente, especial e quem sabe estreita, continua sendo porém um tipo persistente e permanente de expressão, tão velho quanto a própria literatura.
Sempre haverá uma pequena parcela de pessoas que sentirão uma ardente curiosidade sobre o espaço desconhecido e exterior e um ardente desejo de escapar da prisão do conhecido e do real em direção a essas terras encantadas de aventuras incríveis e possibilidades infinitas, que os sonhos nos franqueiam e que coisas como matas profundas, fantásticas torres urbanas e pores-de-sol flamejantes sugerem freqüentemente. Essas pessoas incluem tanto grandes autores quanto amadores insignificantes como eu mesmo - Dunsany, Poe, Arthur Machen, M. R. James, Algernon Blackwood e Walter de la Mare constituindo-se em típicos mestres do gênero.
Quanto ao modo como escrevo um conto, não há um somente. Cada uma de minhas narrativas tem uma história específica. Vez ou outra transcrevi literalmente um sonho; mas usualmente começo com um estado de espírito ou uma idéia ou uma imagem que pretendo expressar e a revolvo em minha cabeça até que chegue a pensar numa boa maneira de lhe dar corpo numa cadeia de ocorrências dramáticas, capazes de serem registradas em termos concretos.
Tendo a repassar mentalmente uma lista das condições básicas ou situações que melhor se adaptem a esse estado de espírito ou idéia ou imagem, e então começo a especular acerca de explanações lógicas e naturalmente motivadas do referido estado de ânimo ou idéia ou imagem, em termos da condição básica ou da situação escolhida. O processo real de escrever é, com certeza, tão variado quanto a escolha do tema e da concepção inicial; mas, se a história de todas as minhas narrativas fosse analisada, é bem possível que o seguinte conjunto de regras pudesse ser deduzido do procedimento ordinário:
Leia o texto completo em O Arquivo de Renato Suttana
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Frases, diálogos, citações...
"Este é o espaço. É chamado às vezes de 'A Fronteira Final'. (Só que, é claro, não existe uma fronteira 'final', porque a fronteira avança, ela é sempre a penúltima...)"
- Terry Pratchett
"Posso imaginar um mundo sem guerras, um mundo sem ódio. Posso nos imaginar atacando esse mundo, porque eles nunca esperariam por isso."
- Jack Handey
"Se nos envolvermos em uma guerra nuclear, os pulsos eletromagnéticos das bombas explodindo danificarão minhas fitas de vídeo?"
- Anon
"Para mim a ficção científica é um modo de pensar, uma forma de lógica que ignora um monte de besteiras. Ela permite que as pessoas se preocupem com assuntos mais importantes."
- Gene Roddenberry, criador de Jornada nas Estrelas
"Não há nenhuma objeção ao escapismo, desde que no lugar certo... Nós todos queremos fugir ocasionalmente. Mas a ficção científica quase sempre passa longe do escapismo, na verdade você poderia dizer que a ficção científica é a fuga PARA a realidade... É uma ficção que se preocupa com questões reais: a origem do homem, nosso futuro. Na verdade eu não posso pensar em outra forma de literatura mais preocupado com questões reais, com a realidade."
- Arthur C Clarke
"A fantasia é o impossível feito provável. Ficção Científica é o improvável tornado possível".
- Rod Serling, criador de 'The Twilight Zone'
"A realidade científica é que se leva 40 anos para chegar a Júpiter, e que é um espetáculo muito tedioso."
- Glen Morgan, produtor da série 'Space: Above and Beyond'
"Um planeta não explode por si mesmo, disse o astrônomo marciano: Se eles foram capazes de fazer isso, é uma prova de que deve ter existido seres inteligentes por lá."
- Earth de John Hall Wheelcock
"A Terra? Oh, a Terra terá desaparecido em poucos segundos... eu vou explodi-la. Está obstruindo minha visão de Vênus."
- Marvin, o Marciano
"Seu intelecto superior não é páreo para as nossas armas insignificantes."
- Homer - Os Simpsons
"A paz através da potência de fogo superior. Nós colocamos espécies em perigo."
- Divisas dos fuzileiros navais em 'Aliens'
"Se sangra, podemos matá-lo."
- Predator
"A luz que queima duas vezes mais rápido se extingue na metade do seu tempo... e você tem brilhado muito, muito mesmo, Roy."
- Tyrell - O Caçador de androides
"Somente quando temos de lutar para permanecer humanos é que entendemos o quão precioso isso é. O quanto nos custa."
- Doutor Miles Bennell - Invasores de corpos
"Eu não sou a pessoa que me lembro ser."
- Rheya - Solaris
"Qualquer veículo que você tem que aprender a dirigir, consome um bom tempo seu, um novo conjunto de reflexos, uma maneira diferente e artificial de pensar. Mesmo andar de bicicleta exige uma habilidade a ser adquirida, muito diferente de simplesmente caminhar... agora, uma nave espacial. Cara! Eu não vou viver tanto tempo assim para isso. Espaçonaves são para acrobatas que são matemáticos também.
- Juan Rico - Tropas Estelares de Robert A. Heinlein
"Vingança e destruição não são pensamentos cristãos. Além disso, não pagam muito bem, já que é difícil vender qualquer coisa para um cadáver. O problema é encontrar meios dentro de nossos recursos para tornar rentável para que nos invadam. Não sendo estúpidos, eles vão parar de nos atacar e então poderemos, talvez mais tarde, fazer negócios."
- 'Margin of profit' (Margem de lucro) de Poul Anderson
"Uma fria noite de fevereiro nos dias atuais. Ordem dos acontecimentos: Um telefonema de uma mulher assustada alertando sobre o pouso de um objeto voador não identificado. Dois policiais verificando o ocorrido não encontram nenhuma evidência a não ser por algumas marcas indo da rodovia até a lanchonete de beira de estrada. Você já ouviu falar de tentar encontrar uma agulha em um palheiro? Bem, fique com a gente e você vai ser parte da investigação cuja missão não é encontrar a agulha do provérbio, não, a tarefa é ainda mais difícil. Terão que encontrar um marciano em uma lanchonete... porque você acaba de desembarcar além da imaginação."
- 'Twilight Zone', episódio 'Will the real Martian please stand up?' (O verdadeiro marciano, poderia por favor se levantar?)
"Será que já não vivera o bastante? Quando nasceu, poucas mulheres passavam dos vinte. Genevieve tinha vivido muito além disso. O quanto poderia durar? Desde o Sputnik, muitas crianças queriam ser astronautas quando crescessem. Era provável que, se a Terra sobrevivesse aos próximos cem anos sem a auto-imolação-nuclear, a humanidade se espalhasse pelas estrelas. Poderia ser uma opção para ela, uma maravilhosa viagem para Júpiter. Ela tinha lido um artigo de Arthur C Clarke na revista Times, sugerindo que vampiros como ela, antigos o suficiente para serem estáveis, seriam ideais para voos de longa distância no espaço, mais resistentes do que uma pessoa normal, mais apropriados para empreender viagens que poderiam durar várias gerações humanas. Havia até mesmo como se contornar o problema da alimentação."
- Genevieve - Anno Dracula de Kim Newman
"Não é algo que algum dia eu esperava ter que dizer no rádio...Arranquem a cabeça ou destruam o cérebro!"
- Jeremy Thompson, âncora do noticiário Sky News em Todo mundo quase morto
"Você tem apenas 90 anos. Você nunca foi perseguido por uma multidão carregando tochas."
- Josef, vampiro de 500 anos - Moonlight
"O que acontecerá conosco se eles invadirem nossa nave?"
"Eles vão nos estuprar até a morte, comer nossa carne, e usar nossas peles para fazer suas roupas. Se tivermos muita, mas muita sorte, eles vão fazê-lo nessa ordem".
- Simon e Zoe - Firefly
"Você já percebeu que na Bíblia, sempre quando Deus quer punir alguém, ou fazer dele um exemplo, ou sempre que Deus precisa assassinar alguém, ele envia um anjo? Você já se perguntou como deve ser uma criatura como essa? A existência inteira louvando seu Deus, mas sempre com uma asa mergulhada no sangue. Será que você realmente quer ver um anjo?"
- Thomas e Catherine - A Profecia
"Eu sou um anjo. Eu mato primogênitos diante de suas mães Transformo cidades em sal ... E de hoje até o final dos tempos, a única coisa que você pode contar em sua existência é nunca entender o porque disso."
- Gabriel - A Profecia
"O que nunca muda em todas as férias que você tira?"
"Não sei."
"Você. Você é o mesmo. Não importa onde você vá, lá está você. Sempre o mesmo velho você. Deixe-me sugerir que tire férias de si mesmo. Eu sei que soa estranho, mas é a última moda em viagens. Nós o chamamos de uma 'Ego Trip'."
- Quaid McClane - Total Recal
"Na minha terra, as mulheres se dedicam a aprimorar a raça, não a lutar as batalhas dos homens."
- Eros - Plan 9 from Outer Space
"Não há nenhum bom Plano B, Tim. Se fossem bons, eles seriam o Plano A!"
- Wanda - The Magic School Bus
"Não se julga a gazela pelos leões que a atacam."
- Tarzan - O Retorno de Tarzan
"Você sabia Lois, que no futuro você será reverenciada no mesmo nível que o Super-Homem? Existirão livros sobre você, estátuas, um jogo interativo e até mesmo um cereal para o café da manhã com seu nome... Mas, apesar de todo o mundo te amar, há uma pergunta que continua sem resposta. O quão burra é Lois Lane? Aqui, eu vou te mostrar o que quero dizer. Olhe; (com óculos) Eu sou Clark Kent! (sem óculos) Não, espere, eu sou o Super-Homem! (com óculos) Reporterzinho educado! (sem óculos) Super-herói! ... Olááááá! Clark Kent é o Super-Homem! Bem, só isso já valeu toda a viagem, conhecer a mulher mais burra desta galáxia!"
- Tempus - As novas aventuras do Superhomem'
"Deixe-me ver a sua identificação."
"Você não precisa ver a minha identificação."
"Nós não precisamos ver a sua identificação."
"Estes não são os droids que você está procurando."
"Estes não são os droids que estamos procurando."
"Vocês podem ir tratar de seus negócios."
"Podem ir tratar de seus negócios."
"Vão em frente".
"Vão em frente ..."
- Guerra nas Estrelas
"O que você sabe, Ray?"
"Tudo Você não ouviu sobre eu e meu irmão, nós sabemos tudo?"
"Qual é a capital da Austrália?"
"Isso meu irmão é que sabe."
- Robbie, Ray e Rachel - Guerra dos mundos
"Minhas anotações. Pistas."
"Que tipo de pistas?"
"Um exército secreto chamado de Exército dos Doze Macacos eu te falei sobre eles Eles espalharam o vírus É por isso que temos que chegar....
Filadefia Eu tenho que encontrá-los. É minha atribuição."
"E o que você vai fazer ... quando você encontrar este ... exército secreto?"
"Eu só tenho que encontrar o vírus em sua forma original, antes que se transforme.Assim, os cientistas podem estudá-lo e encontrar uma cura Aqueles de nós que sobreviveram poderão voltar para a superfície da Terra."
- Cole e Railly - Os Doze Macacos
"Ei, Russ, quando te levaram para a nave espacial, eles fizeram aquelas coisas sexuais com você?"
- Independence Day
"O leite fotônico atua como nutriente e um condutor líquido. Faz as imagens que cada um deles recebe ainda mais forte."
"Chamamos a fêmea de Agatha. Os gêmeos são Arthur e Dashiell. Nós escaneamos suas mentes por meio da tomografia óptica. Em outras palavras, vemos o que eles vêem. Eles não sentem qualquer dor. Nós os mantemos assim com dopamina e endorfinas Além disso, mantemos um controle cuidadoso sobre seus níveis de seratonina -. não queremos que durmam, mas não podem ser mantidos muito despertos também."
"Ajuda se você não pensar neles como seres humanos."
"Não... eles são muito mais do que isso. A ciência tem roubado a maioria dos nossos milagres De certa forma ... eles nos dão esperança ... esperança da existência do divino."
- Witwer, Wally e Anderton - Minority Report
"Para terminar por hoje, por favor, identifiquem as partes bucais, os órgãos abdominais, e para o crédito extra, o cordão dos nervos e contem os gânglios. Podem começar!"
"Eeuch!"
"Ah, vamos lá, é apenas um inseto."
"Apenas um inseto. Nós, humanos, gostamos de pensar que somos as melhores realizações da Natureza Receio que não é verdade Este besouro de areia Arkelliano é superior em muitos aspectos. Ele tem menos peças móveis, pode se reproduzir em grande número, e não tem preocupações com o ego e e mortalidade, o perfeito membro altruísta da sociedade."
- Carmen, Johnny e o professor de biologia - Tropas estelares
"Major Dallas, se nossos cálculos estiverem corretos você ainda deve 57 horas ao Exército Federal, que é mais do que você vai necessitar para esta missão da maior importância."
"Que missão?"
"Salvar o mundo."
"Onde eu já ouvi isso antes?"
"Você irá imediatamente para Fhloston Paradise, onde recebera quatro pedras de Diva Plavalaguna, e irá trazê-las com o máximo de discrição possível. Alguma pergunta?"
"Apenas uma... porque eu?"
"Três razões. Uma: Como parte da unidade de elite das Forças Especiais do Exército, você é um especialista no uso de todas as armas e da nave espacial necessária para esta missão Dois:. De todos os membros de sua unidade você foi o mais condecorado."
"E a terceira?"
"Você é o único que restou vivo."
- Munro e Korben - O Quinto Elemento
"Se tomar a pílula azul a história termina Você acorda em sua cama e vai acreditar no que quiser acreditar. Tome a pílula vermelha e você fica no País das Maravilhas, e eu irei te mostrar o quão profunda é a toca do coelho."
- Morpheus - Matrix
"Ivy, você sabe onde está agora?"
"No antigo galpão que não é utilizado."
"Ivy..."
"Sim, pai?"
"Tente não gritar."
- Edward e Ivy - A Vila
"Tinha sido uma noite maravilhosa e o que eu precisava agora, para um final perfeito, era um pouco de Ludwig Van."
- Laranja Mecânica
"Filmes não criam psicopatas. Filmes apenas fazem psicopatas mais criativos."
- Pânico
"Todos os grandes parques de diversão sofreram atrasos. Quando inauguraram a Disneylândia em 1956, nada funcionava!"
"Sim, mas quando o 'Piratas do Caribe' quebra, os piratas não comem os turistas."
- John Hammond e Doutor Ian Malcolm - O Parque dos Dinosauros
"Você, Ming o Cruel, Governante do Universo, aceita esta terráquea, Dale Arden, como sua imperatriz?
"Por hora ... sim.
"E você promete usá-la como você desejar?"
'Certamente."
"E você promete que não irá atirá-la no espaço? Uh... até que você se canse dela?"
"Eu aceito."
"Eu não!"
- Sacerdote, Ming e Dale - Flash Gordon
"Há uma razão para separar militares da polícia. Um luta contra os inimigos do Estado, o outro serve e protege o povo. Quando o militar torna-se ambos, os inimigos do Estado tendem a se tornar o povo."
- Bill Adama - Battlestar Galactica
"Qual é o parasita mais resistente A bactéria? Um vírus? Um verme intestinal?"
"O que o Sr. Cobb está tentando dizer..."
"...Uma ideia. Uma ideia é algo altamente resiliente e contagiosa. Uma vez que chega ao cérebro é quase impossível erradicá-la. Uma pessoa pode encobri-la, ignorá-la, mas ela permanece lá."
- Cobb e Arthur - A Origem
"Você está me dizendo que construiu uma máquina do tempo... em um Delorean?"
- Marty McFly - De volta para o futuro
"Minha mãe sempre me disse que não há monstros, não de verdade, mas eles existem..."
- Alien Ressureição
"Desculpe Dave, temo que não possa fazer isso."
- HAL 9000 - 2001: Uma Odisséia no Espaço









































