quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Julio Verne (12 livros)


Julio Verne (20.000 leguas submarinas, A agencia Thompson, A Galera Chancelor, A ilha misteriosa, A volta ao mundo em 80 dias, As indias negras, Da Terra a Lua, Miguel Strogoff, O castelo dos Carpatos, O farol do cabo do mundo, Os filhos do capitao Grant, Viagem ao Cenro da Terra) [ Download ]

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Eldest - Christopher Paolini


“O canto dos mortos é o lamento dos vivos.”
Pensou Eragon enquanto passava por cima do corpo retorcido e despedaçado de um Urgal. O rosto destroçado do monstro o olhava com receio enquanto Eragon escutava os lamentos das mulheres que retiravam seus entes queridos do chão de Farthen Dür, enlameado pelo sangue. Depois dele, Saphira cobriu com delicadeza o cadáver. A única cor que brilhava na penumbra da montanha oca procedia de suas escamas azuis.

Tinham se passado já três dias desde que os varden e os anões se enfrentaram com urgals pela posse de Tronjheim, a cidade da montanha, mas a matança seguia esparramada pelo campo de batalha. A quantidade de cadáveres tinha frustrado a intenção de enterrar os mortos. Ao longe, uma pira de fogo emitia um lúgubre brilho junto ao muro de Farthen Dür, onde se queimavam os urgals. Não haveria enterro nem lugar honroso de descanso para eles.

Ao despertar, Eragon tinha descoberto que Angela tinha curado suas feridas, e tinha tentado por três vezes colaborar nas tarefas de recuperação. Em cada ocasião o tinham atacado terríveis dores que pareciam estalar em sua coluna, e os curadores lhe tinham proporcionado diversas poções. Arya e Angela lhe disseram que estava perfeitamente são, mesmo assim, doía-lhe. Saphira tampouco podia ajudar, quase não conseguia compartilhar sua dor quando esta percorria o elo mental que os unia.

Eragon passou uma mão pelo rosto e elevou o olhar às estrelas que apareciam pela cúpula de Farthen Dür, esfumadas pela fumaça suja de fuligem da pira.

Três dias. Três dias desde que matara Durza, três dias desde que começassem a chamá-lo o
Assassino da Sombra, três dias desde que os restos do bruxo arrasassem sua mente e o misterioso Togira Ikonoka o salvasse, o Aleijado que está ileso. Só tinha falado disso com a Saphira. Lutar contra Durza e os espíritos escuros que o controlavam tinha transformado a
Eragon, mas ele ainda não sabia com certeza se para bem ou para mau. Sentia-se frágil, como se qualquer golpe repentino pudesse fazer seu corpo e sua consciência em pedacinhos, recém reconstruídos.

Agora tinha ido ao lugar do combate, impulsionado por um mórbido desejo de ver as seqüelas. Ao chegar, não tinha encontrado mais que a incômoda presença da morte e a decomposição, nada da glória que tinha aprendido a esperar pelas canções heróicas.

Antes que os ra'zac assassinassem seu tio Garrow, a brutalidade que Eragon tinha presenciado entre humanos, anões e urgals o havia destroçado. Agora, aturdia-o.

Tinha aprendido, com a ajuda da Saphira, que a única maneira de conservar a racionalidade enquanto persistisse a dor consistia em fazer algo. Além disso, entretanto, já não acreditava que a vida possuísse nenhum sentido inerente, não depois de ver os homens rasgados pelos kull, o solo transformado em um leito de corpos desmembrados e tanto sangue derramado que até empapava suas botas. Se havia alguma honra na guerra, concluiu, só consistia em lutar por evitar o dano alheio.

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Eragon - Christopher Paolini


O vento uivava na noite, carregando um aroma que mudaria o mundo. Um Espectro alto ergueu a cabeça e cheirou o ar. Ele parecia humano, exceto pelo cabelo carmesim e olhos castanho-avermelhados.
Surpreso, piscou os olhos. A mensagem estava correta: eles estavam aqui. Ou seria uma armadilha?
Ele ponderou e, depois, disse friamente:
- Espalhem-se. Escondam-se atrás das árvores e dos arbustos. Detenham qualquer criatura que se aproximar... Ou morrerão.
À sua volta doze Urgals moviam-se desordenadamente, empunhando espadas curtas e escudos de ferro redondos com símbolos pretos. Pareciam homens de pernas curvadas e de braços grossos e brutos, feitos para destruir. Um par de chifres retorcidos brotava acima de suas pequenas orelhas. Os monstros foram correndo em direção aos arbustos, grunhindo enquanto se escondiam. Logo, o barulho de folhas sendo agitadas parou, e a floresta ficou silenciosa de novo.
O Espectro olhou em volta de uma grande árvore e, depois, para a trilha. Estava escuro demais para que qualquer humano pudesse enxergar, mas para ele o fraco luar parecia a luz do sol descendo por entre as árvores. Cada detalhe mostrava-se nítido e exato para o seu olhar inquiridor. Permaneceu estranhamente em silêncio, segurando uma longa espada fosca. A arma era fina o bastante para penetrar entre duas costelas, porém era suficientemente forte para atravessar a armadura mais resistente.
Os Urgals não podiam enxergar tão bem quanto o Espectro; tateavam como mendigos cegos,
manuseando suas armas atabalhoadamente. Uma coruja piou, rasgando o silêncio. Ninguém relaxou até o pássaro voar dali. Os monstros tremiam na noite fria. Um deles quebrou um graveto com a sua bota pesada.
O Espectro sibilou furioso, e os Urgals se encolheram imóveis. O Espectro conteve sua repulsa - os monstros fediam à carne podre - e se virou. Eles eram meros instrumentos, nada mais.
O Espectro pôs sua paciência à prova quando os minutos se tornaram horas. O aroma se propagava muito à frente dos que o exalavam. Ele não deixou que os Urgals se levantassem ou se esquentassem.
Também negava esses luxos a si mesmo, permanecendo atrás de uma árvore, observando a trilha. Outra rajada de vento cortou a floresta. O cheiro estava mais forte dessa vez. Excitado, ergueu o lábio fino, mostrando os dentes.
- Preparem-se - sussurrou. Seu corpo todo tremia. A ponta de sua espada se movia em pequenos círculos. Foram necessários muitos planos e muito sacrifício para colocá-lo ali, naquele momento. Não podia perder o controle agora.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O Triunfo dos porcos - George Orwell


Encaremos a realidade: a nossa vida é miserável, penosa e curta. Nascemos, somos alimentados apenas com a comida necessária para nos mantermos vivos, e aqueles de entre nós que têm capacidade para isso, são forçados a trabalhar até ao limite das suas forças; e, no preciso momento em que a nossa utilidade chega ao fim, somos abatidos com terrível crueldade.
Nenhum animal na Inglaterra, depois do primeiro ano de idade, conhece o significado da felicidade ou do ócio. Nenhum animal é livre na Inglaterra. A vida de um animal é angústia e
escravidão; esta é a verdade nua e crua. Mas será que isto faz parte da lei da natureza?

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Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley


Um edifício feio cinzento e acachapado, de trinta e quatro andares apenas. Acima da entrada principal, as palavras Centro de Incubação e Condicionamento de Londres Central e, num escudo, o lema do Estado Mundial: Comunidade, Identidade, Estabilidade.

A enorme sala do andar térreo dava para o norte. Apesar do verão que reinava para além das vidraças, apesar do calor tropical da própria sala, era fria e crua a luz tênue que entrava pelas janelas, procurando,; faminta, algum manequim coberto de roupagem, algum vulto acadêmico pálido e arrepiado, mas só encontrando o.vidro, o níquel e a porcelana de brilho glacial de um laboratório. À algidez hibernai respondia a algidez hibernai. As blusas dos trabalhadores eram brancas, suas mãos estavam revestidas de luvas de borracha^ pálida, de tonalidade cadavérica. A luz era gelada, morta, espectral.

Somente dos cilindros amarelos dos microscópios lhe vinha um pouco de substância rica
e viva, que se esparramava como manteiga ao longo dos tubos reluzentes.
— E isto — disse o Diretor, abrindo a porta — é a Sala de Fecundação.

No momento em que o Diretor de Incubação e Condicionamento entrou na sala,
trezentos Fecundadores, curvados sobre os seus instrumentos, estavam mergulhados
naquele silêncio em que apenas se ousa respirar, naquele cantarolar ou assobiar
inconsciente por que se traduz a mais profunda concentração. Uma turma de estudantes
recém-chegados, muito jovens, rosados e bisonhos, seguia com certo nervosismo, com
uma humildade um tanto abjeta, as pisadas do Diretor. Todos traziam um caderno de
notas, no qual, cada vez que o grande homem falava, rabiscavam desesperadamente.

Eles bebiam ali seu saber na própria fonte. Era um privilégio raro. O D. I. C. de Londres
Central sempre fazia questão de conduzir pessoalmente seus novos alunos na visita aos
vários serviços e dependências.
— Simplesmente para lhes dar uma idéia de conjunto — explicava-lhes.

Porque era preciso, naturalmente, que tivessem alguma idéia de conjunto para poderem fazer seu trabalho inteligentemente — mas uma idéia a mais resumida possível para que se tornassem membros úteis e felizes da sociedade. Porque os detalhes, como se sabe, conduzem à virtude e à felicidade; as generalidades são males intelectualmente
necessários. Não são os filósofos, mas sim os colecionadores de selos e os marceneiros
amadores que constituem a espinha dorsal da sociedade.
— Amanhã — acrescentava, sorrindo-lhes com uma jovial idade levemente ameaçadora — os senhores entrarão no trabalho sério. Não terão tempo para generalidades. Enquanto isso. . .

Enquanto isso, era um privilégio. Da própria fonte para o caderno de notas. Os rapazes rabiscavam febrilmente.

Alto e um tanto magro, mas teso, o Diretor adiantou-se sala a dentro. Tinha o queixo alongado e os dentes fortes, um pouco proeminentes, que seus lábios grossos, de curva acentuada, mal conseguiam encobrir quando não estava falando. Velho? Jovem?
Trinta anos? Cinqüenta? Cinqüenta e cinco? Era difícil dizer. Aliás, não vinha ao caso;
nesse ano da estabilidade, 632 D. F., a ninguém ocorreria perguntar.

— Vou começar pelo começo — disse o D. I.C., e os estudantes mais aplicados
anotaram sua intenção no caderno: Começar pelo começo. — Isto — agitou a mão — são
as incubadoras. — E, abrindo uma porta de proteção térmica, mostrou-lhes porta-tubos
empilhados uns sobre os outros e cheios de tubos de ensaio numerados. — A provisão de
óvulos para a semana. Mantidos à temperatura do sangue; ao passo que os gametas
masculinos — e abriu outra porta — devem ser guardados a 35°, em vez de 37°. A
temperatura normal do sangue esteriliza. — Carneiros envoltos em termogênio não
procriam cordeiros.

Sempre apoiado contra as incubadoras, forneceu-lhes, enquanto os lábios corriam ilegível mente de um lado a outro das páginas, uma breve descrição do moderno processo de fecundação; falou-lhes primeiro, naturalmente, da sua introdução cirúrgica — "a operação suportada voluntariamente para o bem da Sociedade, sem esquecer que proporciona uma gratificação de seis meses de ordenado"; continuou com uma exposição sumária da técnica de conservação do ovário, secionado no estado vivo e em pleno desenvolvimento; passou a considerações sobre a temperatura, a salinidade e a viscosidade ótimas; fez alusão ao líquido em que se conservavam os óvulos destacados e chegados à maturidade; e, levando os alunos às mesas de trabalho, mostrou-lhes mesmo como se retirava esse líquido dos tubos de ensaio; como se fazia cair gota a gota sobre as lâminas de vidro, especialmente aquecidas, para preparações microscópicas; como os óvulos que ele continha eram inspecionados com vista a possíveis caracteres anormais, contados e transferidos para um recipiente poroso; como (e levou-os a observar a operação) esse recipiente era mergulhado em um caldo tépido contendo espermatozóides que nele nadavam livremente — "na concentração mínima de cem mil por centímetro cúbico", insistiu; e como, ao cabo de dez minutos, o vaso era retirado do líquido e seu conteúdo novamente examinado; como, se ainda restassem óvulos não fecundados, era
ele mergulhado uma segunda vez e, se necessário, uma terceira; como os óvulos
fecundados voltavam às incubadoras; onde eram conservados os Alfas e os Betas até
seu acondicionamento definitivo em bocais, enquanto os Gamas, os Deltas e os ípsilons
eram retirados ao fim de apenas trinta e seis horas para serem submetidos ao Processo
Bokanovsky.
— Ao Processo Bokanovsky — repetiu o Diretor, e os estudantes sublinharam essas palavras nos seus cadernos.
Um ovo, um embrião, um adulto — é o normal. Mas um ovo bokanovskizado tem a
propriedade de germinar, proliferar, dividir-se: de oito a noventa e seis germes, e cada um
destes se tornará um embrião perfeitamente formado, e cada embrião um adulto completo. Assim se consegue fazer crescer noventa e seis seres humanos em lugar de um só, como no passado. Progresso.
— A bokanovskização — disse o D.I.C., para concluir — consiste essencialmente numa série de paradas do desenvolvimento. Nós detemos o crescimento normal e, paradoxalmente, o ovo reage germinando em múltiplos brotos.
Reage germinando. Os lápis entraram em atividade.

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

Gardner Dozois


Gardner Dozois (23 de Julho de 1947) nasceu em Salem, Massachusetts, escritor e editor de Ficção Científica.

Descendente de índios americanos e irlandeses (além de franceses e holandeses), passou três anos servindo no exército como jornalista militar em Nuremberg, Alemanha (também trabalhando em rádio e televisão). Fez teatro, estudou antropologia, fotografia, além de ser um entusiasta por esportes como natação e ciclismo.

Começou sua carreira como escritor em 1966.
Entre 1985 e 2004, Gardner foi responsavel pela revista Asimov's Science Fiction.

Dozois, fez do conto sua especialidade, e ganhou o prêmio Nebula de melhor conto de 1983 com "The Peacemaker", e em 1984 por "Morning Child". Frequentemente tem seu trabalho incluido em varias coletâneas, como Visible Man (1977), Geodesic Dreams, Slow Dancing through Time (1990) e Strange Days (2001).

Mas foi como editor que Gardner Dozois ficou mais conhecido. Venceu por treze vezes o prêmio Hugo como melhor editor profissional. Suas coletâneas são famosas, entre elas, 'The Year`s Best Science Fiction', que e publicada anualmente, desde 1984. Outra colaboracao de Dozois, junto com Jack Dann, abrange coletâneas temáticas, como Cats, Dinosaurs, Seaserpentes e Hackers.

A Kingdom by the sea [ Download ]
A Knight of ghosts and shadows [ Download ]
Down among the dead men [ Download ]
Horse of air [ Download ]
Morning child [ Download ]
The Peacemaker [ Download ]
Ancestral voices (com Michael Swanwick)[ Download ]
Isaac Asimov`s Utopias (com Sheilla Williams) [ Download ]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O mundo submerso - J.G.Ballard


(...Além de poucos homens como Bodkin, não havia ninguém que ainda se lembrasse de como
era viver nas cidades e mesmo na infância de Bodkin elas já haviam se transformado em
cidadelas protegidas por enormes diques, pouco a pouco sendo desintegradas pelo pânico,
pelo desespero, relutantes Venezas em se casar com o mar. Seu charme e beleza residiam
precisamente em seu vazio, uma estranha junção de extremos da natureza, como uma coroa de
ouro abandonada e coberta de orquídeas selvagens.

A sucessão dos cataclismas geofísicos que transformaram o clima da Terra havia se iniciado
sessenta ou setenta anos antes. Uma série de violentas e prolongadas tempestades solares
durante anos causou uma instabilidade solar que acabou por expandir o cinturão de Van
Allen, diminuindo o campo gravitacional e enfraquecendo as camadas da ionosfera. Assim
que elas se foram, cessando de agir como uma barreira contra o impacto direto da radiação
solar, as temperaturas começaram a subir e o calor atmosférico se expandiu até os limites da
ionosfera, fechando o ciclo.

Pelo mundo todo, as temperaturas começaram a subir alguns poucos graus a cada ano.
A maioria das áreas tropicais rapidamente se tornou inabitável; populações inteiras migraram
para o norte ou para o sul, fugindo de temperaturas que chegavam a sessenta graus. Uma vez
que as áreas temperadas se tornaram tropicais, Europa e a América do Norte foram lavadas
por contínuas ondas de calor, raramente abaixo de trinta e cinco graus. Sob a direção das
Nações Unidas, a colonização do platô Antártico se iniciou, assim como das bordas ao norte
da Rússia e do Canadá.

Neste período inicial de vinte anos, o gradual ajuste das formas de vida ao clima alterado se
fez notar. Era inevitável preservar o tempo escasso, e pouca energia podia ser despendida para
conter o avanço das florestas na região equatorial.

Não apenas houve um crescimento acelerado de todas as formas de plantas, mas com o
aumento dos níveis de radiação, a taxa de mutação natural cresceu como nunca antes.

As primeiras aberrações botânicas surgiram na forma de gigantescas árvores do período
Carbonífero e houve uma drástica aparição de todo tipo de plantas rasteiras e de novos
animais.

A chegada desses parentes remotos foi praticamente relegada devido ao acontecimento de
uma segunda catástrofe. O aquecimento contínuo da atmosfera acabou por derreter os mantos
polares. A penetração destes mares antes congelados da Antártica dissolveu dezenas de
centenas de glaciários junto ao círculo antártico, da Groelândia ao norte da Europa, Rússia e
América do Norte lançando ao mar milhões de acres de permafrost liquefeitos em gigantescos
rios.

Mais do que alguns poucos metros, a subida do nível global das águas subitamente se tornou
avassaladora, carregando bilhões de toneladas de sedimentos. Imensos deltas surgiram
abrindo continentes de uma costa a outra, ligando oceanos. Os mares que antes ocupavam
dois terços da superfície do planeta passaram a tomar mais da metade.

Levando consigo o solo agora submerso, os novos oceanos redefiniram completamente o
formato e os contornos dos continentes sobreviventes. O mediterrâneo contraiu-se num
sistema de ilhas, as ilhas britânicas estavam novamente ligadas ao norte da França. O meio
oeste da América do Norte foi dividido pelo novo Mississipi até as Rochosas, formando um
enorme golfo que começava na baía de Hudson, enquanto o mar do Caribe virou um deserto
plano de sal. A Europa se tornou um sistema de gigantescas lagoas, concentrado
principalmente nas cidades mais baixas, niveladas pela inundação de sedimentos carregados
pelos rios que se expandiam.

Durante os trinta anos seguintes, a migração das populações do planeta em direção aos pólos
continuou. Poucas cidades fortificaram-se o bastante para poder resistir à subida do nível das
águas e o crescimento das florestas, com a construção de engenhosas paredes de contenção do
oceano ao redor de seus perímetros, porém uma por uma elas foram derrotadas. Somente nos
antigos círculos árticos e antárticos a vida ainda era tolerável. A incidência oblíqua dos raios
solares provinha de uma barreira contra a poderosa radiação. As cidades mais altas e situadas
em áreas montanhosas na linha do Equador tiveram que ser abandonadas, apesar de suas
temperaturas mais frias, devido à diminuição da proteção atmosférica.

Este último fator acabou sendo determinante para solucionar o problema do reassentamento
das populações migrantes naquela Nova Terra.

Com o declínio da fertilidade dos mamíferos e o crescimento acentuado de anfíbios e répteis,
mais adaptados ao cenário aquático da lagoas e pântanos, houve a inversão do balanço
ecológico. Na época do nascimento de Kerans em Campo Byrd, uma cidade de dez mil
pessoas na Groelândia do norte, foi estimado que pouco mais de cinco milhões de pessoas
estavam vivendo nos pólos.

O nascimento de uma criança havia se tornado algo raro, praticamente ocorrendo em apenas
um em cada dez casamentos.

Como se lembrava Kerans ocasionalmente, a árvore genealógica da raça humana podava a si
mesma de tempos em tempos, aparentemente movendo-se para trás no tempo, chegando a um
ponto onde novos Adão e Eva se encontrariam sozinhos no Éden...)

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Vinieron de La Tierra - Jim Wynorski


INTRODUCCIÓN: EL PAVO QUE ATACÓ NUEVA YORK
Todo el mundo sabe cómo hacer una perla: meta un grano de arena en el interior de una ostra y espere a que la ostra se ponga prodigiosamente enferma.

Todo el mundo piensa que sabe cómo hacer una película: meta la historia adecuada en una fábrica de sueños de Hollywood y aguarde los mismos resultados que con la ostra.
Esto es más fácil de decir que de hacer, como queda atestiguado al leer las historias de esta recopilación, luego sentándose unos cuantos días en la oscuridad de un cine, viendo las calamidades—y a veces las bellezas— que surgieron de ingerir unas ideas y pasarlas luego por la manivela de una cámara. Algunas perlas aquí y allá, pero, en la mayoría de las ocasiones, como en el caso de El monstruo de tiempos remotos, la cámara se tragó el dinosaurio y dio a luz un herrerillo.

Luego les hablaré más de mis reacciones personales.
¿Por qué estoy ahora aquí al frente de estas páginas, escribiendo acerca de estas historias y de los filmes que surgieron de las mismas? En muchos casos leí estas historias hace años, cuando fueron publicadas por primera vez. Conozco muy bien a algunos de sus autores. He visto la mayor parte de los filmes surgidos de ellas, algunos más de media docena de veces. He asistido al preestreno de al menos cuatro de los filmes incluidos aquí.

Pero, mucho antes de eso, mi entrenamiento cinematográfico se inició con una madre maniaca a la que había que sacar a rastras de los teatros de cine mudo, tras la última sesión de la noche, por un marido hambriento o un hijo enviado a traer de vuelta a mamá a casa. Sin embargo, la mayor parte de las veces el hijo olvidaba para qué había sido enviado y se quedaba allá con mamá para la siguiente sesión. Durante esas horas oscuras me enamoré de las horribles bellezas creadas por Lon Chaney y el brontosauro en El mundo perdido que caía por el precipicio y aterrizaba sobre mí. Cuando el submarino del capitán Nemo, gobernado por Lionel Barrymore, asomó a la superficie en La isla misteriosa de la MGM, yo me asomé con él y leí a Julio Veme al día siguiente.

Cuando el dirigible futurista de la Fox en Simplemente imagina sobrevoló Manhattan, yo estaba ahí arriba con él. En 1935, cuando Cabal en La vida futura me dijo que prestara atención a las estrellas, escuché y volé... ¿Por qué es importante reunir una antología como ésta? En primer lugar, para mostrar cómo el material de un medio puede polinizar a otro. Luego, muy a menudo ahí está la impresión cuando uno descubre que la historia original era mejor que el filme que surgió de ella. Finalmente, uno se da cuenta de que en muchas ocasiones es posible rehacer la
historia como una nueva película, basada más ajustadamente en la historia original, dando como resultado un producto que difícilmente se parece a la primera versión cinematográfica.
¿Quién está ahí?, de John W. Campbell, es un magnífico ejemplo pura citar.
Alguien debería releer realmente esta historia y luego hacer una película ajustada al concepto
evocativo de Campbell. El enigma de otro mundo, pese a su popularidad, no era afín de cuentas tan buena como eso, ¿no creen?

Igualmente, hay rumores de que la Twentieth Century Fox puede realizar una secuela de Ultimátum a la Tierra. Si es así, sería juicioso por su parte que releyeran El amo ha muerto antes de empezar a filmar. Quizá decidieran meter directamente las páginas dentro de la cámara.

El monstruo de tiempos remotos es probablemente la peor del lote. Mi historia, de la que supuestamente fue extraído el filme, aparece realmente tan sólo durante algunos minutos a la mitad de la cinta, y luego se desvanece misericordiosamente. ¿Cómo, preguntarán ustedes, permitió usted que ocurriera esto? ¿Por qué dejé que el productor / director arruinara mi relato? Los hechos son simples... y extraordinariamente divertidos.
Roy Harryhausen, el animador de la bestia prehistórica en El monstruo de tiempos remotos, vivía en Los Ángeles, donde lo conocí yo en 1937, y hablaba únicamente de dinosaurios. Nuestro sueño era hacer algún día una película juntos, yo escribiéndola, Ray animando a las encantadoras criaturas.

A principios de 1952 recibí una llamada telefónica de un productor de Hollywood pidiéndome que acudiera a echarle un vistazo al guión de un filme sobre dinosaurios que estaba preparando, con Ray Harryhausen como encargado de la animación. Acudí, leí el guión en una hora, y luego se me pidió si aceptaría revisarlo. —Quizá —dije. E, incidentalmente, añadí—: este guión cinematográfico tiene un ligero parecido con un relato mío titulado El monstruo de tiempos remotos que apareció en el Saturday Evening Post hará algunos años.

El rostro del productor se puso verde. Tragó saliva, intercambiamos algunas palabras más, y nos separamos tambaleándonos. Afuera, estallé en una carcajada. Involuntariamente, la gente que había escrito el guión había tomado la temática de mi historia del Post, la había puesto en imágenes sobre el papel, olvidando de dónde había tomado la idea, ¡y había llamado al autor de la historia original para que lo revisara! No hubo problemas, ni recriminaciones, ni acusaciones. A la tarde del día siguiente llegó un cablegrama de la compañía productora pidiéndome autorización para contratar los derechos de mi historia. Se firmó el contrato, y se hizo la película. Aquellos de ustedes que la hayan visto verán que no hay mucha cosa en el filme. Todo lo bueno en él debe
atribuirse al buen hacer de Harryhausen. Cuando el dinosaurio aparece en pantalla, la cosa funciona, gracias. Cuando la acción se para y se inician los diálogos, los niños —los mejores críticos— corren arriba y abajo por los pasillos o se van a los servicios.

Así que el filme no tiene prácticamente nada que ver con mi historia del Post. Algún día
volveré a trasladarla al cine... y lo haré bien.
De todos modos, debo añadir que la cosa tuvo un final feliz. John Huston leyó El monstruo de tiempos remotos, creyó captar el fantasma de Melville en ella (aunque yo no había leído a Melville hasta después de encontrarme con Huston), y me ofreció hacer el guión de Moby Dick. Acepté, y me trasladé a una bestia mucho más grande de un libro mucho más grande en un filme mucho más grande.

Cito este ejemplo personal debido a que probablemente representa, en una u otra forma, los problemas con los que han debido de enfrentarse los escritores de las historias de este libro, y el destino que sufrieron esos hijos de su mente una vez llegaron a las manos idiotas de los responsables de los estudios, que creían que debían abrir todas las latas de habichuelas y echarles unos cuantos trozos de carne de búfalo para darles un poco de sabor creativo.
Lo divertido, en una recopilación como esta, es comparar las historias con los filmes surgidos de ellas. La película Doctor Cíclope, ¿era o no mejor que la historia original?

¿Fue o no fue La décima víctima un perfeccionamiento en la pantalla de la historia de Roben Sheckley? Aburrida, cuando no confusa, fue el veredicto final. ¿Fue La mosca, tal como fue filmada por la Twentieth Century Fox, tan apasionante como el relato impreso de George Langelaan? Mis hijas han visto la película diez o doce veces, pero hay un toque de burla en cada una de sus sentadas. Finalmente, por supuesto, llegamos al terremoto. El evocativo y muy corto El centinela, de Arthur C. Clarke, es uno de esos increíbles ejemplos que crecen y crecen hasta
convertirse en un enorme test de Rorschach para esos maniacos de las sesiones de cine
de medianoche que ven sus películas abajo y de través, con ayuda de cerveza o mescalina o ambas cosas al mismo tiempo como ayudas visuales. La historia más el filme probablemente han originado más conversaciones de toda una noche y han destruido más amistades cuasiintelectuales que ninguna otra combinación filme/relato en toda la historia.

Lo que ustedes tienen en este libro es, me atrevería a afirmar, un curso de un semestre de duración sobre ideas, el arte de escribir ficción, y el arte de trasladarla al cine tal como es practicado hasta su nacimiento o aborto. A los pocos meses de su publicación, estoy seguro de que este volumen será probablemente adoptado para tales cursos, que generalmente suelen celebrarse en atmósferas caldeadas entre efluvios de cerveza y ojos muy abiertos.

Casi parece apropiado aquí, llegando al final de mi introducción, mencionar el hecho de que el título inglés de este libro es notablemente parecido al del primer guión de cine que escribí para la Universal allá en 1952, Vino del espacio exterior. La historia no ha sido incluida aquí, pero mi experiencia con ella puede arrojar algo de luz sobre el por qué la ficción es tan a menudo excelente y los filmes tan a menudo de mala calidad.

Fui llamado por la Universal en el verano del 52 porque, como suele ser habitual, las visiones de grandes ingresos de taquilla danzaban por sus cabezas. Todo lo que sabían era que deseaban Algo que llegara del Espacio Exterior: un monstruo espeluznante, algo lo suficientemente horrible como para que los hermanos Westmore pudieran divertirse convenientemente en el departamento de maquillaje. En mis charlas preliminares con el productor y el director, pude ver que estábamos a años luz de distancia. Yo deseaba un enfoque mucho más sutil, algo con una auténtica idea en ello. Ellos únicamente veían lo obvio..., y lo obvio más vulgar.

Propuse un compromiso, y les dije que en un período de dos a tres semanas escribiría no el tratamiento de una historia para ellos, sino dos. Una versión, con su enmohecida historia, sería para ellos. La segunda y mucho mejor versión sería para mí. El día que yo les entregara mis dos tratamientos, tendrían una semana para decidir qué historia iban a utilizar. Si era la suya, guardaría mi máquina de escribir, les robaría unos cuantos paquetes de papel como compensación, y me marcharía sin ningún resentimiento. Si era la mía; me quedaría y terminaría de desarrollar la versión. Sorprendentemente, compraron la idea, aunque, los dados estaban cargados. Si yo quería, podía redactar un primer guión francamente malo, utilizando su crujiente
maquinaria como base. No lo hice. Escribí un guión tan bueno como me fue posible.

Considerando que lo hice con la familia Westmore inclinada constantemente sobre mi hombro, era algo realmente bueno. El segundo tratamiento de la historia, el mío propio, salió mucho más aprisa y mejor. Me lo pasé estupendamente redactándolo.
Entregué ambas historias y aguardé, seguro de que elegirían la equivocada y podría marcharme a casa, no mucho más sabio y bastante más pobre. Decidieron muy rápidamente. A las cuarenta y ocho horas me llamaron y dijeron:
—Nos gusta su historia, su idea, su versión. Es mejor. Siga por ese camino. Nosotros
no nos entrometeremos.

Francamente, me quedé atónito. Ya tenía hechas las maletas, preparado para irme. En vez de ello, inmensamente complacido, me senté e hice la más estúpida e inocente de las cosas: escribí no el tratamiento de treinta o cuarenta páginas que me habían pedido sino, encantado por la idea, todo el guión en su forma más acabada, casi noventa páginas.

Recibieron, en esencia, todo un guión completo por la enorme suma de tres mil dólares, que fue mi salario definitivo por las cuatro o cinco semanas que pasé en los estudios. Con el tratamiento en la mano, me despidieron y contrataron a Harry Essex para que hiciera el guión definitivo (que, me dijo él más tarde, consistió únicamente en ponerle el glaseado al pastel). ¿Por qué se lo dejé tan fácil?, me preguntó más tarde, en una ocasión en la que nos encontramos. Porque, respondí, era un estúpido, y estaba enamorado con una idea..., una buena combinación para escribir pero una mala combinación cuando tienes detrás tuyo una familia a la que mantener.
El filme se hizo y, por supuesto, los estudios no pudieron resistir la tentación de incluir algunas de sus malas ideas. Les había advertido que no mostraran el «monstruo» a la luz... nunca. Ignoraron mi advertencia. Los peores momentos de la película surgen cuando el monstruo hace precisamente eso: deja de ser misterioso, da un paso al frente, y se convierte en una sarta de carcajadas. Pese a todo, la película era buena, un modesto intento y un éxito financiero.

Años más tarde tuve mi gran revancha, sin embargo. Cuando conocí por primera vez a
Steven Spielberg, al día siguiente del pase privado de Encuentros en la tercera fase, lo primero que me dijo Spielberg tras estrecharnos las manos fue:
—¿Le ha gustado su película?
—¿Cómo...?—dije.
—Encuentros no hubiera visto la luz —explicó— si yo no hubiera visto Vino del espacio
exterior seis veces cuando era un niño. Gracias.
Suficiente. Ya es hora de que ustedes vuelvan las páginas y entren en esas historias, recordando lo buenas que eran y cuan a menudo los filmes que siguieron torpemente sus huellas desplegaron la misma ingeniosidad que la momia persiguiendo a la aterrorizada dama de turno con zapatos de tacón alto por los pantanos..., no demasiado hábilmente, pero alcanzándola a fin de cuentas.
Y recuerden, yo fui el tipo que vio la remake de King Kong y la tituló El pavo que atacó Nueva York. Dino de Laurentis no me lo ha perdonado. Espero que no lo haga nunca.

ÍNDICE
Introducción (The Turkey That Attacked New York, 1980) Ray Bradbury.
Doctor Cíclope (Dr. Cyclops, 1940) Henry Kuttner.
La Sirena en la niebla (The Fog Horn, 1951) Ray Bradbury.
La máquina alienígena (The Alien Machine, 1949) Raymond F. Jones.
La mosca (The Fly, 1957) George Langelaan.
La séptima víctima (Seventh Victim, 1953) Robert Sheckley.
El corredor (The Racer, 1956) Ib Melchior.
Un muchacho y su perro (A Boy and His Dog, 1969) Harlan Ellison.

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Vinieron del Espacio Exterior - Jim Winorski


Érase una vez un maravilloso teatro..., una cavernosa sala de espectáculos con platea y dos pisos donde un muchacho y sus amigos podían dar rienda suelta a su nostalgia todos los sábados por la tarde por sólo cuatro cuartos. Se llamaba La Calita y sus acomodadores llevaban unas llamativas chaquetillas rojas, había una gigantesca pantalla enmarcada con cortinas de terciopelo, y su principal atracción era una encantadora señora detrás del mostrador de los caramelos que realmente fundía auténtica mantequilla para hacer las palomitas de maíz. Si usted alcanzó su pubertad en algún momento antes de finales de los 60, probablemente tendrá una “La Calita” en lo más precioso del arcón de sus recuerdos.

Porque fue en esos maravillosos palacios antiguos donde nosotros echamos nuestra primera mirada al futuro. Junto con los tiroteos de los cowboys y las historias policíacas, un nuevo tipo de películas golpeó la plateada pantalla con una auténtica rociada cuando los Estados Unidos entraron en la era atómica a finales de los años 40. Quizá usted fue uno de los primeros en ver películas tan proféticas como Con destino a la Luna o Cohete X-M durante las primeras citas con su chica. Ambos films fueron despachados como mera basura por los críticos, pero hoy en día, apenas treinta años más tarde, su visión retrospectiva del aterrizaje lunar y de la exploración marciana ha penetrado ya en la historia.

Pero por aquel entonces películas tales como Ultimátum a la Tierra y Vino del espacio exterior eran rodadas tan sólo para los soñadores, una entusiasta multitud joven más que deseosa de ser arrastrada al espacio profundo o de desafiar los desconocidos peligros de una invasión alienígena. En nuestra desbordada imaginación, todos nosotros efectuamos el peligroso viaje interestelar hasta la Metaluna sacudida por la guerra en Esta isla la Tierra, luchamos contra los invisibles “monstruos del Id” en el Planeta prohibido; luego regresamos a la Tierra a fin de sofocar La invasión de los ladrones de cuerpos.

Con un presupuesto grande o pequeño, con un plantel de grandes estrellas o un reparto de completos desconocidos, las primeras películas de ciencia ficción tenían todas ellas una cosa en común: inspiraban un innegable “sentido de la maravilla” en millares de impresionables jóvenes. Incluso indujeron a muchos de ellos a acudir a los periódicos o revistas de ciencia ficción y buscar allí el complemento que acabara de llenarles.

Lo sé... porque es lo que me ocurrió a mí. Inmediatamente después de que la Universal llevara a la pantalla El increíble hombre menguante, sentí una abrumadora compulsión que me obligó a comprar un ejemplar de la ahora clásica novela de Richard Matheson. Aquello representaba dejar de comprar cinco tebeos de diez centavos cada uno, pero el medio dólar fue gastado sin el menor remordimiento, y la novela estuvo pronto camuflada bajo las tapas de un libro de texto para una más fácil lectura en cualquier momento. Cuando llegué al último capítulo supe que el montón de tebeos que tenía en mi mesilla de noche iba a desaparecer para siempre. Porque allí había excitación y aventuras que ningún superhéroe enmascarado podría jamás igualar. Y como un auténtico adicto de la ciencia ficción, tenía que hacer algo más... inmediatamente.

Muchos días entre semana me encontraron en la biblioteca local y en las librerías de segunda mano, buscando nombres como Asimov, Sturgeon, Bradbury y Clarke. Mientras tanto, los fines de semana, me especialicé en acaudillar safaris en grupo hacia cualquier cine en un radio de quince kilómetros... presentando a mis amigos las últimas fantasías de Hollywood.

A veces un excelente guión y una magnífica actuación de conjunto eran lo más importante, como ocurría en films tales como El enigma de otro mundo, El pueblo de los condenados y La Tierra en llamas. Otras veces era el departamento de efectos especiales el que nos mantenía clavados en nuestros asientos, con películas tales como La guerra de los mundos, la Tierra contra los platillos volantes y La máquina del tiempo.

Inmediatamente detrás de estos reverenciados clásicos había un amplio abanico de honorables menciones: películas imaginativas que, por una u otra razón, habían fracasado en conseguir todo su potencial. Viaje al séptimo planeta, con su original premisa de un cerebro omnipotente controlando a todo el mundo, es un apreciable ejemplo de una gran idea estropeada por unos decorados baratos y una confusa dirección. Otros títulos de esta amplia categoría incluyen obras estimables, tales como el angustioso Terror en el espacio, de Mario Bava, y el film lleno de suspense de Edward L. Cahn, Ello: el terror de más allá del espacio, ambas precursoras del inmensamente popular film de ciencia ficción de 1979 titulado Alien, el octavo pasajero.

Sí, como en todos los géneros, por cada esfuerzo digno había también docenas de “Serie Z” inundando el mercado. ¿Recuerdan la masiva decepción cuando el alienígena de Vuelo a Marte resultó ser el actor de carácter Morris Ankrum metido en un apolillado traje espacial? ¿Y los abucheos y silbidos en Cinco doncellas del espacio exterior cuando se reveló que el monstruo era un hombre llevando un jersey de cuello vuelto sobre su cabeza? Y aunque muchos lo han intentado, ¿quién puede olvidar el espantoso gorila alienígena en Monstruo robot?

Hoy, por supuesto, incluso los más populares films de ciencia ficción de años pasados han sido superados por otros films tales como La guerra de las galaxias y Encuentros en la tercera fase.
¡Y cómo no! Los jóvenes directores George Lucas y Steven Spielberg han reconocido ambos ser admiradores del cine y de la literatura de imaginación. Ellos también crecieron leyendo Amazing Stories y sentados en primera fila viendo No de esta Tierra y La invasión de los hombres de los platillos volantes.

Quizás algún día, gracias a la influencia de Luke Skywalker y a la Nave Nodriza en CE3K, un director del mañana nos presente aventuras especulativas aún más impresionantes en la pantalla. Pero por ahora celebremos algunos de los espléndidos films y excelentes autores que lo iniciaron todo. Aquí presentamos una serie de los más famosos relatos de ciencia ficción trasladados al celuloide. Así que amortigüemos las luces... el telón va a alzarse inmediatamente.

ÍNDICE
Introducción - Vinieron del espacio exterior, Jim Wynorski
El centinela, Arthur C. Clarke
El amo a muerto, Harry Bates
Ciudad implacable, Ivar Jorgenson
El montaje cósmico, Paul W. Fairman
¿Quién hay ahí?, John W. Campbell, Jr.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Duna - Frank Herbert (5 livros)



Série Duna - Frank Herbert (Duna, O Imperador-Deus de Duna, Os hereges de Duna, O messias de Duna, Os filhos de Duna) [ Download ]

Explorando el Futuro - Donald A. Wollheim & Terry Carr


ÍNDICE
Velero solar (Sunjammer; 1964) Arthur C. Clarke.
El reposo del viajero (Traveller's Rest; 1965) David I. Masson.
En nuestra manzana (In Our Block; 1965)R. A. Lafferty.
El velo rojo (Masque of the Red Shift; 1965) Fred Saberhagen.
El brujo cautivo (The Captive Djinn;1965) Christopher Anvil.
Punto evanescente (Vanishing Point; 1965) Jonathan Brand.
Planeta del olvido (Planet of Forgetting; 1965) James H. Schmitz
La visita del dr. Reloj (Calling Dr. Clockwork; 1965) Ron Goulart.
Creadores de decisiones (The Decision Makers; 1965) Joseph Green.
Segregación (Apartness; 1965) Vernor Vinge.
Sobre el río y a través del bosque (Over the River and Through the Woods; 1965)
Clifford D. Simak.

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

El Planeta Oculto - Donald A. Wollheim


INTRODUCCION
Todo el mundo conoce la estrella vespertina, esos raros brillantes sostenidos dominan
por una hora o dos el cielo crepuscular poco después de la puesta del sol.
Los madrugadores conocen también el Lucero del Alba que, en algunas épocas del año,
anuncia la salida del sol. El hombre moderno sabe que estos astros, en apariencia dispares, son el mismo, el planeta Venus, el más hermoso y brillante de los objetos celestiales, por ser el vecino planetario más próximo a nuestra madre Tierra.

Durante milenios los hombres se han maravillado ante su brillo rutilante y se han preguntado qué misterio oculta. Pero nos corresponde a nosotros, los que tendremos la suerte de vivir en 1960 y la década siguiente, y saber algo de lo que se oculta tras este misterio. Ha sido anunciado oficialmente que no tardarán ya mucho en realizarse las pruebas de lanzamiento de cohetes con el fin de cruzar el abismo de cincuenta millones de kilómetros que separa a ambos mundos en el momento de su mayor proximidad, con el fin de informar a los hombres que los lanzan sobre lo que se esconde bajo el velo del planeta oculto.

Lo que sabemos de Venus es escaso pero atractivo. Sabemos que por su peso y tamaño es un planeta gemelo de la Tierra: su diámetro es de 12.300 kilómetros y el de nuestro globo de 12.700. Sabemos que en Venus la intensidad de la gravedad es 0,88 de la terrestre, lo cual significa que 100 kilos sólo pesarían allí 88. Sabemos que posee una atmósfera espesa. Más próximo al Sol que la Tierra, a pesar de ello la temperatura que debe de reinar en algunos puntos de su superficie no resultaría un obstáculo para la vida.

Además, nadie sabe cómo es su superficie. Venus está cubierto eternamente por una densa capa de nubes compactas. Se desconoce la duración de su día... Las opiniones de los astrónomos varían sobre este punto, afirmando algunos que tiene una duración de veintidós horas, mientras otros sostienen que dura cuarenta y seis días de los nuestros.

Se desconoce por completo la naturaleza de su superficie; no se sabe si es un desierto, un océano o un lodazal. Incluso los elementos que constituyen su atmósfera están sujetos a polémica.

Estas cosas sólo podrá averiguarlas un cohete de pruebas. Gracias a él podremos saber también si su atmósfera contiene oxígeno y si hay agua en su superficie, sin lo cual la vida en Venus sería altamente improbable. Pero entretanto, y mientras esperamos que los cohetes inicien sus arriesgados viajes impulsados por la combustión de sus motores, podemos proyectar algunos de los posibles secretos del planeta oculto en la pantalla de la imaginación. En las cinco aventuras venusianas que se incluyen en este libro, seguramente existirán algunos extremos que resultarán proféticos. Por ello hay que leer El Planeta Oculto no sólo en busca de las emociones que solamente puede deparar la buena literatura de fantasía científica, sino también para atisbar lo que nos reserva el futuro.

ÍNDICE
Introducción
Expediente de campaña, Chad Oliver
Misión en Venus, J. T. McIntosh
Ignatz el gafe, Lester Del Rey
Los lotófagos, Stanley Weinbaum
Terror en el espacio, Leigh Brackett

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Crónicas de Robots - Kit Reed


ÍNDICE
Los robots no sangran, J. W. Graves (Robots Don't Bleed ©1950)
Estancia en la tierra, Dan Morgan (The Earth Never Sets ©1956)
Cantidad desconocida, Peter Phillips (Unknown Quantity © 1949)
Ámame otra vez, Carol Emshwiller (Love Me Again ©1956)
Recuerdo borrado, Peter Phillips (Lost Memory ©1952)
En busca de san Aquino, Anthony Boucher (Balaam ©1954)

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Humor Cosmico - Joe Haldeman


Introducción
Gran parte de la ciencia ficción es terriblemente seria. Los autores urden historias para
advertirnos de que «nos estamos agotando». Inventan nuevos universos y nuevas razas de hombres, como marcos y protagonistas de vastos dramas. Con todo el Universo, pasado, presente y futuro, como escenario, no es de extrañar que el pincel sea grueso y las pinceladas audaces.

La ciencia ficción hace mucho ruido; el zumbido de las pistolas lanzarrayos, el choque de los planetas, el rugido de las metáforas cósmicas. Pero si escuchamos atentamente, oiremos una risita ocasional, alguna carcajada, incluso, y más allá —a cuatro años luz al sudeste de Alfa del Centauro— un coro de estridentes risas. Porque también existe una ciencia ficción para divertirse.

Lo único que todos los relatos siguientes tienen en común es que me han hecho reír.
Por lo demás, son muy diferentes. Encontramos constantes y burlonas extravagancias en
las fabulosas máquinas de Henry Kuttner, pero también un relato de Damon Knight que
parece muy sensato y serio... hasta la última línea. Tenemos el más negro de los humores
negros y algunas frivolidades puramente divertidas. Ambas cosas en el mismo relato, escrito por una extraña persona con el nombre en minúscula, llamada andy offutt.
Están ustedes a punto de conocer a personas tan inverosímiles como Caedman Wickes (investigador privado, especialista en denuncias singulares), un ejército de Clark Kents, y Félix Funck, supersiquiatra. Naturalmente, hay unos cuantos sabios distraídos, e incluso uno que se desvanece gradualmente.

Y las máquinas: un enorme aparato aparentemente construido con la única finalidad de comer tierra mientras canta «St. James Infirmary», una pelota de hojalata con todo el encanto .del Viejo Mundo, un robot transparente enamorado de sus propias vísceras, y una ególatra bomba H que habla y tiene un ojo azul.

Pero no todo es frivolidad y ligereza, ¡oh, no! Estos relatos versan sobre temas tan enormemente serios como terremotos catastróficos, un mundo, que se ha vuelto loco, canibalismo, la invasión de las arañas, un dispositivo ideado para hacer estallar todo el Universo en calidad de, uh, terapia, Los temas, al menos, son serios

Índice
Un ligero error de cálculo, por Ben Bova
¡Es un pájaro, por es un avión!, por Norman Spinrad
Los robots están aquí, por Terry Carr
/ de Newton, por Joe Haldeman
Los hombres que asesinaron a Mahoma, por Alfred Bester
Servir al hombre, por Damon Knight
Una bomba en la bañera, por Thomas N. Scortia
El hechicero negro del castillo negro, por Andrew J. Black Offutt
Gallegher Plus, por Henry Kuttner

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Visiones Peligrosas - Harlan Ellison


Introducción: Treinta y dos augures
Esto que tienen ustedes en sus manos es más que un libro.
Si tenemos suerte, será una revolución.

Este libro, la mayor antología de ficción especulativa jamás publicada de historias por
completo originales, y probablemente una de las mayores en cualquier sentido, ha sido
confeccionado según conceptos específicos de revolución. Su finalidad es sacudir un
poco las cosas. Ha sido concebido como una necesidad de nuevos horizontes, nuevas
formas, nuevos estilos, nuevos desafíos en la literatura de nuestro tiempo.

Si ha sido confeccionado adecuadamente, proporcionará esos nuevos horizontes, estilos, formas y
desafíos. Si no, al menos seguirá siendo un buen libro lleno de historias entretenidas.
Existe una camarilla de críticos, analistas y lectores que pretenden que el «mero
entretenimiento» no es suficiente, que una historia debe tener también vigor y sustancia, un profundo mensaje filosófico o superabundancia de superciencia.

Si bien sus afirmaciones poseen un cierto mérito, lo cierto es que demasiado a menudo se han
convertido en la razón de ser de la ficción, su preocupación pontificadora de decir cosas.
Aunque ya no podemos sugerir que los cuentos de hadas son el nivel más elevado que
puede alcanzar la ficción moderna ni que la teoría debe dominar a la intriga, sí podemos vernos obligados a optar por lo primero en vez de por lo segundo, si nos hallamos encadenados con la amenaza de astillas de bambú metidas bajo nuestras uñas.

Por fortuna, este libro parece dirigirse directamente hacia el área de en medio. Cada
historia es casi obstinadamente entretenida.

Pero todas están llenas también de ideas. No simplemente ideas como las que han
leído un centenar de veces antes en los pulps, sino ideas frescas y atrevidas; a su
manera, visiones peligrosas.

¿Por que toda esta cháchara acerca de entretenimiento versus ideas, en una
introducción bastante larga a un libro aún mucho más largo? ¿Por qué no dejar que las
historias hablen por sí mismas? Porque... aunque anadee como un pato, grazne como un
pato, parezca un pato y se reúna con los demás patos, no tiene por qué ser
necesariamente un pato. Ésta es una colección de patos que se convertirán en cisnes
ante sus propios ojos. Son historias tan puramente entretenidas que parece inconcebible
que el ímpetu con que fueron escritas fuera una llamada a las ideas.
Pero ése era precisamente el caso, y mientras contemplan maravillados cómo esos patos del
entretenimiento se transforman en cisnes de ideas, se hallarán enfrentados a un conjunto de historias que les demostrarán lo que es la new thing, o nouvelle vague si lo prefieren,de la literatura especulativa.

Y aquí, queridos lectores, es donde reside la revolución.
Hay algunos que dicen que la ficción especulativa empezó con Luciano de Sarnosata y
Esopo. Sprague de Camp, en su excelente Science Ficíion Handbook (Guía de la ciencia
ficción, Hermitage House, 1953), cita los nombres de Luciano, Virgilio, Homero, Heliodoro, Apuleyo, Aristófanes y Tucídides, y llama a Platón «el segundo griego padre de la ciencia ficción». Groff Conklin, en The Best of Science Fiction (Lo mejor de la ciencia ficción, Crown, 1946), sugiere que los orígenes históricos pueden ser trazados sin ninguna dificultad a partir del Gulliver del decano Swift, de The Great War Syndicate (El sindicato de la gran guerra) de Frank R. Stockton, de The Moon Hoax (El fraude de la Luna) de Richard Adams Locke, del Looking Backward (Mirando hacia atrás) de Edward Bellamy, así como de Verne, Arthur Conan Doyle, H. G. Wells y Edgar Allan Poe.

En la antología clásica Adventures in Time and Space (Aventuras en el tiempo y el espacio, Random House, 1946), Healy y McComas optan por el gran astrónomo Johannes Kepler. Por mi
parte yo me inclino a apoyar la idea de que las bases de toda la gran ficción especulativa se hallan en la Biblia. (Hagamos una pausa de un microsegundo para rogarle a Dios que no descargue sobre mí uno de sus rayos.)

Pero antes de que sea acusado de intentar robarles notoriedad a los historiadores
establecidos de la ficción especulativa, déjenme asegurarles que les he ofrecido esta relación de raíces únicamente para indicar que me he aprendido todas mis lecciones y que por lo tanto estoy cualificado para efectuar las impertinentes observaciones que siguen.

En realidad, la ficción especulativa en los tiempos modernos nació con Walt Disney y su clásico film de dibujos animados Streamboat Willie, en 1928. No hay duda de que así fue. ¿Qué sentido tiene si no un ratón que puede manejar un bote de recreo a pedales?

Después de todo, es un punto de partida tan razonable como partir de Luciano, porque
si empezamos a bucear en el viejo quid de las cosas, descubriremos que el inicio de la
ficción especulativa se halla en el primer Cromagnon que imaginó lo que había resollado
en las tinieblas más allá de su pequeño fuego. Si lo imaginó con nueve cabezas, ojos
facetados de abeja, mandíbulas exhalando fuego, y llevando zapatillas de gimnasia y una
chaqueta raída, estaba creando la ficción especulativa. Si lo vio como un puma, entonces probablemente estaba al corriente, y no cuenta. Además, era cobarde.

Nadie puede negar razonablemente que las Amazing Stories de Gernsback en 1926 fueron el más obvio antepasado de lo que hoy, en este volumen, llamamos «ficción especulativa». Y si aceptamos esto, entonces debemos rendir tributo a Edgar Rice Burroughs, E. E. Smith, H. P. Lovecraft, Ed Earl Repp, Ralph Milne Farley, el capitán S. P.Meek, del ejército de los Estados Unidos (retirado)...; a toda esa multitud. Y por supuesto a John W. Campbell, Jr., que dirigía una revista que publicaba ciencia ficción, llamada Astounding, y que ahora dirige una revista que publica un montón de dibujos esquemáticos llamada Analog. El señor Campbell es generalmente considerado como el «cuarto padre de la moderna ficción especulativa» o algo así, porque fue él quien sugirió a los escritores que pusieran personajes dentro de sus máquinas. Lo cual nos lleva a ustedes y a mí a los años cuarenta, con las gadget storíes.

Pero eso no nos dice mucho acerca de los años sesenta.
Después de Campbell, vinieron Horace Gold, Tony Boucher y Mick McComas, que
fueron pioneros de la concepción radical de que la ciencia ficción debía ser juzgada por los mismos altos estándares que todas las demás formas literarias. Eso fue como un fuerte puñetazo en la barriga para la mayoría de los pobres diablos que habían estado escribiendo y vendiendo sus cuentos dentro del género. Significaba que tenían que aprender a escribir bien, no simplemente a pensar un poco.

Con este escenario entramos ahora chapoteando hasta las rodillas en las horribles historias de los Agitados Años Sesenta. Que aún no han empezado a agitarse realmente.
Pero la revolución está al alcance de la mano. Vengan conmigo.
Durante veintitantos años el fiel fan de la ficción especulativa había permanecido
golpeándose el pecho y gimiendo que el mainstream literario no reconocía las obras
literarias realmente imaginativas. Se lamentaba del hecho de que libros como 1984, Un
mundo feliz, Limbo y La hora final hubieran recibido aclamaciones de la crítica pero no
hubieran sido etiquetados como «ciencia ficción».

De hecho, argüía, fueron automáticamente excluidos de acuerdo con la simplista teoría de que «eran buenos libros; no podían ser considerados junto con esa basura de la ciencia ficción». Se aferraba al más pequeño esfuerzo marginal, no importa lo desconsolador que fuera (por ejemplo, The Lomokome Papers, de Wouk, el Anthem de Ayn Rand, el Loto blanco de Hersey, El planeta de los simios de Boulle), sólo para tranquilizarse a sí mismo y reforzar su argumentación de que el mainstream estaba robándole obras al género, y que había mucho que compartir con el ouvrage de longue haleine que era la ciencia ficción.

Ese fan fiel está hoy pasado de moda. Se halla veinte años más atrás de su tiempo.
Aún se le puede oír murmurando de forma paranoica en el trasfondo, pero actualmente es
más un fósil que una fuerza. La ficción especulativa ha sido descubierta, y está siendo
usada por el mainstream, y se halla en proceso de ser asimilada. La naranja mecánica de
Burgess, Dios le bendiga, Sr. Rosewater y La cuña del gato de Vonnegut, El comprador
de niños de Hersey, Sólo los enamorados quedaron con vida de Wallis y Ustedes
deberían conocerlos de Vercors (por citar tan sólo algunos títulos recientes) son novelas especulativas de gran altura, las cuales utilizan muchas de las herramientas puestas a punto por los escritores de ciencia ficción en su propio remolino a contracorriente del género.

Ningún ejemplar de revista de gran circulación deja de dar su reconocimiento a la ficción especulativa, ya sea por haber anticipado algún detalle de curiosidad científica que hoy se ha vuelto muy común, o simplemente alabando algunos de los nombres más importantes del género por medio de la inclusión de su obra junto a la de John Cheever,John Updike, Bernard Malamud, Saúl Bellow.

Hemos llegado; es la ineludible conclusión.
Y pese a ello ese fan impenitente, y toda la miríada de escritores, críticos y editores
que han desarrollado una visión túnel a lo largo de años y más años de sentirse
encerrados en un gueto, persisten en sus lamentos antediluvianos, rechazando ese
reconocimiento por el que suspiran y sollozan. Es lo que Charles Fort llamó «la época de la máquina de vapor». Cuando llegue el momento en que la máquina de vapor deba ser
inventada, alguien lo hará, aunque no sea James Watt.

Ésta es «la época de la máquina de vapor» para los escritores de ficción especulativa.
El milenio está al alcance de la mano. Nosotros somos lo que está ocurriendo.
Y la mayoría de esos aficionados de la fantasía ficción ante su muro de las
lamentaciones odian esto enormemente. Porque de repente incluso el conductor del
autobús, el dentista, el vagabundo de la playa y el chico de los recados del colmado están leyendo sus historias; y lo que es peor, esos tipos recién llegados puede que no muestren la deferencia debida hacia los Grandes Viejos Maestros del género, puede que no piensen que las historias del Skylark sean brillantes, maduras y fascinantes; puede que no les guste sentirse confundidos por una terminología que ha sido aceptada por la ciencia ficción desde hace treinta años; puede que deseen comprender lo que está ocurriendo; puede que no se adapten al viejo orden. Puede que prefieran Star Trek y Kubrick a Barsoom y Ray Cummings. Y así, son también los destinatarios de las sonrisas burlonas del fan, una mueca de los labios que se parece mucho al desmoronarse de una vieja edición pulp de Famous Fantastic Mysteríes.

Pero aún más odiosa es la entrada en escena de escritores que no aceptan las antiguas reglas. Esos chicos sabelotodo que escriben «todas esas cosas literarias», que toman las aceptadas y venerables ideas de la arena especulativa y se las pasan por las narices. Esos tipos son unos blasfemos. Dios los golpeará de lleno con sus rayos.

Y sin embargo, la ficción especulativa (¿observan cómo evito astutamente utilizar el erróneo apelativo de «ciencia ficción»?) es el campo más fértil para el desarrollo del talento de un escritor sin lazos ni fronteras, con horizontes que nunca parecen estar demasiado cerca. Y todos esos tipos sabelotodo no dejan de surgir, sacando con frenesí a la vieja guardia de sus casillas. ¡Señor!, cómo han caído los que estaban más alto; porque la mayoría de los «grandes nombres» del género, que dominaban las portadas y los precios más altos de las revistas durante más años de los que merecían, ya no pueden seguir con ello, ya no producen. O se han trasladado a otros campos, dejando éste a los nuevos y más brillantes, y a aquellos que eran nuevos y brillantes ya con anterioridad pero que habían pasado desapercibidos porque no eran «grandes nombres».
No obstante, pese al nuevo interés en la ficción especulativa que muestra el mainstream, pese a los más amplios y variados estilos de los nuevos escritores, pese a la enormidad y expansión de los temas que se abren a esos escritores, pese a lo que parece a primera vista un mercado sano y en expansión..., hay una constrictora estrechez mental por parte de muchos editores y directores de revistas del género. Porque muchos de esos editores y directores de revistas fueron en su tiempo simples fans, y retienen ese prejuicio especializado hacia la ciencia ficción de su juventud. Escritor tras escritor descubren que están precensurando su obra incluso antes de escribirla porque saben que su editor no les permitirá que discutan de política en sus páginas, y que ese otro huirá aterrado ante historias que exploren el sexo en el futuro, y el de más allá, que es tan poco importante que tiene su oficina en el semisótano, no pagará más que en alubias y arroz, así que para qué preocuparse en calentarse la cabeza y quemar tantas células grises sobre una idea atrevida cuando ese piojoso sólo aceptará la vieja mierda del tío-loco-en-su-máquina-deltiempo.

A eso se le llama un tabú. Y no hay ni un solo editor del género que no esté dispuesto a jurar, bajo la amenaza de la tortura del agua, que él no lo ha hecho, que no ha rociado incluso toda su oficina con insecticidas para evitar que uno de esos tabúes anide en los archivadores como un lepisma. Lo han dicho en las convenciones, lo han afirmado en letra de imprenta, pero hay más de una docena de escritores sólo en este libro que, por poco que se les pida, relatarán historias de horror y censura que incluyen a todos los editores del género, incluso aquel que es tan poco importante que tiene su oficina en el semisótano.

Oh, sí, se producen desafíos en el campo, y auténticas controversias, y se publican obras lúcidas; pero hay tantas y tantas otras que quedan en los cajones...
Y nadie le ha dicho al escritor especulativo: «Elimina todas las barreras, no te dejes frenar por nada, ¡di lo que tengas que decir!», al menos hasta que este libro empezó a elaborarse.
No miren ahora, pero se encuentran en la línea de fuego de la gran revolución.

En 1961 este recopilador...
...Esperen un segundo. Acabo de recordar algo que hubiera debido decir. Quizás hayan
observado una falta de solemnidad y reserva por parte del responsable..., yo. No es
debido tanto a la exuberancia de la juventud —aunque hay legiones que jurarían que
tengo catorce años desde que pasé los diecisiete— como a la reluctancia por parte del yo de aceptar la dura realidad de que el yo que es todo escritor ha renunciado a una
pequeña parte de su Gestalt de autor para convertirse en un recopilador. Me parece
enormemente extraño que, de todas las grandes cabezas pensantes del género, de todos
los hombres que son mucho más eminentes y están mucho mejor dotados que yo para
erigir un libro tan importante como me gusta pensar que es éste, la tarea haya recaído
sobre mí. Pero luego, pensando en ello, parece inevitable; una tarea como ésta no puede
hacerse con talento, sino con la sensación de urgencia y la obstinada determinación que
yo experimento. Si hubiera sabido al empezar que me tomaría más de dos años reunir
este libro, y todos los dolores de cabeza y gastos que me reportaría..., lo habría hecho de todos modos.

Así que, a cambio de todas las maravillas que hallarán aquí, tendrán que sufrir la
intrusión del recopilador, que es un escritor como todos los demás reunidos en estas
páginas, y que se siente encantado de ser capaz de jugar a Dios aunque sólo sea por una
vez.

Bien, ¿dónde estaba?

Ah, sí. En 1961 este recopilador fue contratado para preparar una colección de libros
de bolsillo para una editorial pequeña en Evanston, Illinois. Entre los proyectos que
deseaba realizar en aquella colección estaba una antología de historia de ficción
especulativa, de escritores importantes, todas inéditas, y de naturaleza más bien
controvertida. Contraté a un renombrado recopilador, que hizo lo que muchos llamarían
un buen trabajo. Yo no opino así. Las historias me parecieron o tontas o insípidas o torpes o aburridas. Algunas de ellas han sido publicadas más tarde en otros lugares, incluso unas pocas han sido consideradas entre «lo mejor de...». De Leiber, Bretnor y Heinlein, por recordar sólo tres. Pero el libro no me excitó de la forma en que deseaba que lo hiciera una recopilación de ese tipo. Cuando abandoné la firma, otro director intentó lo mismo con un segundo recopilador. No fueron mucho nías lejos. El proyecto murió antes de nacer. No tengo la menor idea de lo que les ocurrió a esas historias que ambos recopiladores reunieron.

En 1965 estaba charlando con Norman Spinrad en mi modesto nido de pájaro en Los Ángeles, afectadamente llamado «Ellison Wonderland» (El país de las maravillas de Ellison) en honor al libro del mismo título. Estábamos sentados hablando de esto y aquello, cuando Norman empezó a quejarse de los recopiladores, por una u otra razón que ahora escapa a mi memoria. Dijo que pensaba que yo debía sostener algunas de las revolucionarias ideas que había estado esparciendo un poco por todas partes acerca de la «nueva cosa» en la ficción especulativa con una antología basada en ellas.
Sonreí estúpidamente. Yo nunca había elaborado una antología, ¿qué demonios sabía
yo de eso? (Una actitud que muchos críticos de este libro adoptarán una vez lo hayan
terminado. Pero continuemos...)
Poco antes de eso le había vendido a Robert Silverberg un relato corto para una
próxima antología que él estaba preparando. Yo me había quejado de algún detalle sin
importancia que ahora no recuerdo, y había recibido una respuesta, parte de la cual
reproduzco a continuación, con el inimitable estilo del propio Silverberg:
Día 2 de octubre de 1965. Querido Harían: Te alegrará saber que en el transcurso de
un largo y agotador sueño, esta última noche, te he visto ganar dos Hugos en la Worldcon
del año pasado. Tú también parecías estar muy satisfecho de ello. No estoy seguro de en
qué categorías ganaste, pero una de ellas era probablemente Quejas Infundadas.
Permíteme una breve y paternal conferencia en respuesta a tu carta de autorización para
la antología (que estoy seguro va a hacer sobresaltarse a las dulces damas de Duell,
Sloan & Pearce)...

En cuyo punto se lanzaba a una mordaz denuncia de mis actitudes hacia aceptar una
cantidad insignificante por la reproducción en una antología de una historia de segunda
clase que él hubiera debido tener el buen sentido de empezar por no incluir. Luego
seguían varios párrafos de naderías destinadas (sin éxito, debo añadir) a ablandarme un
poco; párrafos muy divertidos, ciertamente, pero que tienen escasa importancia aquí y
ahora, por lo que quienes deseen conocerlos deberán acudir a los archivos de la
Universidad de Syracuse algún día en el futuro. Pero volvamos a lo que nos interesa, que es lo que venía a continuación:

¿Por qué no haces tú mismo una antología? HARLAN ELLISON ESCOGE LOS
MEJORES CLÁSICOS EXCÉNTRICOS DE LA CIENCIA FICCIÓN, o algo así...

ÍNDICE
Primer prólogo: La Segunda Revolución
Segundo prólogo: Harlan y yo
Introducción: Treinta y dos augures
El canto del crepúsculo por Lester del Rey (Evensong © 1967)
Moscas por Robert Silverberg (Flies © 1967)
El día siguiente a la llegada de los marcianos por Frederik Pohl (The Day After the
Day the Martians Came © 1967)
Jinetes del salario púrpura por Philip José Farmer (Riders of the Purple Wage © 1967)
El sistema Malley por Miriam Allen deFord (The Malley System © 1967)
Un juguete para Juliette por Robert Bloch (A Toy for Juliette © 1967)
El merodeador en la ciudad al borde del mundo por Harlan Ellison (The Prowler in
the City at the Edge of the World © 1967)
La noche en que todo el tiempo escapó por Brian W. Aldiss (The Night That All Time
Broke Out © 1967)

Visiones Peligrosas - Harlan Ellison [ Download ]

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Mundos Creados I - Thomas D. Clareson



ÍNDICE
La cosa maldita, Ambrose Bierce (1893)
Los depredadores del mar, Herbert Wells (1896)
El rojo, Jack London (1916)
El hombre de metal, Jack Williamson (1928)
Junto a las aguas de Babilonia, Stephen Benét (1937)
Tendencias, Isaac Asimov (1939)
Lejano Centauro, A. E. Van Vogt (1944)

Mundos Creados I - Thomas D. Clareson [ Download ]

Hitler Victorioso - Gregory Benford & Martin H. Greenberg

IMAGINEN EL ABISMO - Gregory Benford


¿Qué significa pensar en nuestro mundo como surgiendo de una enorme serie de posibilidades del pasado? ¿Es decir, alentar la noción de que nuestra situación es en principio precaria..., sensible a sucesos en apariencia arbitrarios, aunque actualmente sellados por la historia con una aparente inevitabilidad?

Esta visión ha intrigado a gran número de escritores de nuestro siglo, muchos de ellos fuera del campo de la ciencia ficción. J. C. Squire publicó en 1931 una recopilación, titulada Si; o la historia reescrita, que contenía ensayos de personalidades tan notables como Winston Churchill, G. K. Chesterton, André Maurois e Hilaire Belloc. Examinaban lo que podría haber ocurrido si, por ejemplo, ciertos asesinatos hubieran fracasado, o si (un tema común en obras posteriores) el Sur hubiera ganado la guerra civil norteamericana. Muchas novelas generales de éxito se han basado en las posibilidades de los «mundos alternativos», como, por ejemplo, The Alteration, de Kingley Amis, que nos muestra un mundo donde fracasó la Reforma.

Imaginar senderos no tomados es un método de pensar en el impacto de la historia en el presente y de la gente en la historia. Inherente a los incontables esquemas posibles se halla la batalla entre dos modos de ver la historia. Hay aquellos que contemplan los grandes acontecimientos como algo inevitable, con las actuaciones del azar a escala humana finalmente barridas si se sitúan en contra de la marea del tiempo. Otros prefieren una visión más inquieta, en la cual un fallo de la mano de un asesino puede salvar una nación. Este tipo de historias y artículos pueden convertirse en experimentos de Gedanken que iluminen uno u otro lado.

La primera utilización de los mundos alternativos apareció como ciencia ficción en la novela de Guy Dent Emperor of the If (1926). Se trataba de una narración inmersa de lleno en el sentido de la maravilla, cuyo poder derivaba de la sorpresa de la propia idea de los mundos alternativos. Más tarde, los escritores de ciencia ficción consiguieron mucho más ocupándose de una posibilidad concreta y confiando en los métodos de la novela realista. Entre las obras más importantes del género se halla la novela de Keith Roberts Pavana (Pavane, 1968), en la cual la reina Isabel I fue asesinada. A partir de ahí, los acontecimientos cayeron como fichas de dominó: la Armada venció, la Reforma fracasó, y la Inglaterra de nuestros días es un país tecnológicamente atrasado, postrado bajo una Iglesia católica militante. La novela de Ward Moore Lo que el tiempo se llevó (Bring the Jubilee, 1953) sigue siendo el más conseguido tratamiento del Sur triunfante en la guerra civil norteamericana. Incluso las novelas de fantasía, como The Dragón Waiting (1983) de John Ford, han utilizado ese motivo.

Hasta ahora, sin embargo, el tema más popular de todos ellos es el impacto de una victoria nazi en la Segunda Guerra Mundial. Es interesante destacar que la primera de tales novelas apareció antes de la guerra. Swastika Night, de Katherine Burdekin, reflejaba una Gran Bretaña derrotada; fue publicada bajo el seudónimo de Murray Constantin por el editor Gollancz en 1937. (Para un examen más detallado, véase Women's Studies International Forum, vol. 1, 1984, págs. 85–95.) La guerra en sí produjo varias novelas, que eran en su mayor parte propaganda, con títulos como When Adolf Came, When the Bells Rang y Loss of Eden. El tema demostró ser especialmente popular entre los escritores británicos después de la guerra, como en El cuerno de caza (The Sound of His Horn, 1952), de Sarban, seudónimo de John W. Wall, donde se mostraba a los nazis cazando a los británicos por deporte. Un deprimente filme de estilo documental, It Happened Here, apareció en 1963. Para muchos la idea, en la actualidad, parece sólo marginalmente relacionada con la ciencia ficción, de modo que cuando en la década de 1980 apareció SS–GB, de Len Deighton, las críticas apenas hicieron mención de su carácter especulativo. De hecho, casi al mismo tiempo apareció una descripción «no de ficción» de un asalto alemán contra Inglaterra coronado por la victoria germana en el libro ¡Invasión! de Kenneth Macksey, dirigido a los entusiastas de la historia militar.

Los dos ejemplos más sobresalientes de este subtema son El hombre en él castillo (The Man in the High Castle, 1962), de Philip K. Dick, quizá su mejor novela, y El sueño de hierro (The Iron Dream, 1972), de Norman Spinrad. Spinrad utiliza la idea con una hábil e incisiva variación. Su Hitler emigró a los Estados Unidos y se convirtió en un escritor de pulps especializado en relatos de espada y brujería. La obra cumbre de Hitler es una visión teñida en ciencia ficción del triunfo nazi. El texto de la novela es este melodrama fascista, lleno de sorprendentes paralelismos con nuestra realidad. Spinrad culmina todo esto con un epílogo satírico firmado por el crítico literario «Homer Whipple», que remacha el significado de Hitler el innovador con una insistente estrechez de miras. El libro es un auténtico tour de forcé.

Muchas de las mejores obras de este tipo, sin embargo, son cortas. Algunas se centran en la Inglaterra bajo el tacón nazi («Weihnachtsabend», de Keith Roberts y «La caída de Frenchy Steiner», de Hilary Bailey). Muchas ocurren en una cultura expandida de orientación alemana que cubre varios continentes. «Dos destinos» de Cyril Kornbluth, por ejemplo, refleja unos Estados Unidos repartidos entre Alemania y Japón. (Aunque algunos no estén de acuerdo, es una de las mejores obras de Kornbluth, aunque su autor murió antes de poder dar los últimos retoques al borrador final. A ello pueden achacárseles ciertos lapsus; por ejemplo, no hay reservas hopi cerca de Los Álamos, ni siquiera en Nuevo México.)

Cuando empezamos a trabajar en esta recopilación, tuvimos la impresión de que el abanico de posibilidades no había sido adecuadamente explorado. Encargamos varias obras, sugiriendo líneas de ataque alternativas. Con gran alegría por nuestra parte, estas historias no se limitaron a repetir temas anteriores, sino que se alinearon desde el más sorprendente cómic surrealista («Thor se enfrenta al Capitán América», de Davin Brin) hasta la fantasía de horror («¿Oís llorar a los niños?», de Howard Goldsmith). Brad Linaweaver rehizo casi por completo «Luna de hielo» para realzar algunos efectos. Sheila Finch escribió «La paz del Reich» después de que le sugiriéramos explorar un mundo en el cual algunas cosas fueran mejores que en nuestra realidad actual. El profesor Tom Shippey escribió su primera obra de ficción, «Transmisiones enemigas», después de que le pidiéramos que expusiera sus extensos conocimientos sobre la literatura alemana.

Los años de Hitler seguirán siendo probablemente fascinantes durante muchos siglos. En ellos vemos la más espeluznante encarnación del mal en el mundo moderno. Como señala Norman Spinrad en su introducción, los nazis fueron maestros del simbolismo, y hablaban a una retorcida sexualidad que puede hallarse inculcada en la sociedad durante mucho tiempo.

Aunque es posible que algunos de ustedes encuentren estas historias demasiado penosas de leer, les pedimos que las vean como exploraciones que arrojan una luz oblicua sobre los tiempos modernos, sobre nuestro propio presente y sobre las incontables posibilidades del alma humana.


Prefacio
IMAGINEN EL ABISMO - Gregory Benford
Introducción
HITLER VICTORIOSO - Norman Spinrad
DOS DESTINOS - C. M. Kornbluth
LA CAÍDA DE FRENCHY STEINER - Hilary Bailey
CARRETERA SIN DESTINO - Greg Bear
WEIHNACHTSABEND - Keith Roberts
THOR SE ENFRENTA AL CAPITÁN AMÉRICA - David Brin
LUNA DE HIELO - Brad Linaweaver
LA PAZ DEL REICH - Sheila Finch
NUNCA NOS ENCONTRAREMOS DE NUEVO - Algis Budrys
¿OIS LLORAR A LOS NIÑOS? - Howard Goldsmith
TRANSMISIONES ENEMIGAS - Tom Shippey
VALHALLA - Gregory Benford


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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Lovecraft - graphic novel


Lovecraft graphic novel [ Download ]

H.P.Lovecraft

Howard Phillips Lovecraft (20 de Agosto de 1890 – 15 de Março de 1937) nasceu em Rhode Island, EUA. Escritor celebrizado pelos seus livros de fantasia e terror, marcadamente gótico, enquadrados por uma estrutura semelhante à da ficção científica.

Durante a sua vida teve um número relativamente pequeno de leitores, mas a sua obra veio a tornar-se uma forte influência e referência em escritores de horror. Era assumidamente conservador e anglófilo, sendo por isso habituais no seu estilo os arcaísmos e a utilização de vocabulário e ortografia marcadamente britânicos.

Lovecraft é talvez um dos poucos autores cuja obra literária não tem meio-termo: volta-se única e exclusivamente para o horror, tendo como finalidade perturbar o leitor, depois de atraí-lo para a atmosfera, o ambiente, o clima daquilo que lê.

Um dos ingredientes da fórmula lovecraftniana para seduzir o leitor é o uso da primeira pessoa: a maior parte de seus contos foi escrita desta forma.
Algumas vezes, todos os acontecimentos são vividos pelo narrador, como em `The shadow out of time`; outras vezes, o narrador participa de parte dos fatos, em geral da pior parte deles.

A expressão Cthulhu Mythos foi criada, após a morte de Lovecraft, pelo escritor August Derleth, um dos muitos escritores a basearem suas histórias nos mitos deste.

Lovecraft criou também um dos mais famosos e explorados artefatos das histórias de terror, o Necronomicon, um fictício livro de invocação de demônios escrito pelo, também fictício, Abdul Alhazred, sendo até hoje popular o mito da existência real deste livro, fomentado especialmente pela publicação de vários falsos Necronomicons e por um texto, da autoria do próprio Lovecraft, explicando a sua origem e percurso histórico.

fonte:wiki

"Até mesmo dos horrores supremos, raramente a ironia está ausente. às vezes ela participa diretamente da composição dos acontecimentos; outras vezes só se refere a posição fortuita desses acontecimentos entre pessoas e lugares."
A Casa Abandonada [ Download ]

"Dizem que em Ulthar, lá atrás do rio Sakai, ninguém jamais mata um gato; e ao olhar para aquele que ronrona perto do fogo aceso da lareira, sei que é verdade. Pois o gato é chegado às coisas que o homem não pode ver."
Os gatos de Ulthar [ Download ]

"Tudo teve início, disse o velho Ammi, com o meteorito. Antes dessa época, não corriam
lendas fantásticas desde os tempos do julgamento das bruxas, e mesmo então os bosques do oeste não eram tão temidos como a pequena ilha do Miskatonic, onde o diabo presidia a reuniões ao pé de um curioso altar de pedras, mais antigo do que os índios. Não havia florestas assombradas, e o crepúsculo fantástico jamais fôra terrível, antes dos dias estranhos. Foi então que, ao meio dia, surgira a nuvem branca, a cadeia de explosões no ar e a coluna de fumaça vinda do vale nas entranhas da floresta."
A cor que veio do espaço [ Download ]

"A coisa mais misericordiosa do mundo,acho eu, é a incapacidade da mente humana correlacionar tudo que ela contém. Vivemos numa plácida ilha de ignorância em meio a mares
tenebrosos de infinidade, e não estávamos destinados a chegar longe. As ciências, cada uma puxando para seu próprio lado, nos causaram poucos danos até agora, mas algum dia a junção das peças do conhecimento disperso descortinará visões tão terríveis da realidade e de nossa pavorosa posição dentro dela que só nos restará enlouquecer com a revelação ou fugir da iluminação mortal para a paz e a segurança de uma nova idade das trevas.
Os teosofistas imaginaram o admirável esplendor do ciclo cósmico no qual o nosso mundo e
a raça humana são incidentes transitórios. Eles sugeriram estranhos remanescentes com termos que congelariam o sangue se não fossem mascarados por um suave otimismo. Mas não foi deles que me chegou o especial vislumbre de eras ancestrais proibidas que me arrepia ao lembrar e me enlouquece nos sonhos. Esse vislumbre, como todos os pavorosos vislumbres da verdade, revelou- se de uma hora para outra com a junção acidental de peças separadas, nesse caso, uma velha notícia de jornal e as anotações de um professor já falecido. Espero que ninguém mais junte essas peças. Se eu viver, jamais ajuntarei, deliberadamente, um elo a tão odiosa cadeia, com certeza. Imagino que o professor também pretendia guardar silêncio sobre a parte que sabia, e que teria destruído suas anotações se a morte súbita não o tivesse colhido. "
O Chamado de Cthulhu [ Download ]

"Para alguém que nunca encarou o perigo de uma execução legal, tenho um muito peculiar horror quando o assunto é a cadeira elétrica. Com efeito, creio que o tópico me faz
estremecer mais do que a certos homens que já foram a julgamento com o risco de suas vidas. A razão está em que associo a coisa a um incidente de quarenta anos atrás – um incidente bastante estranho que me levou à borda do abismo negro e desconhecido. "
O executor elétrico [ Download ]