Um dos casos mais grotescos do cinema do século passado, “Voyage to the Prehistoric Planet” de 1965, foi mais um produto da ganância de Roger Corman, que adquiria filmes a baixo custo para adaptá-los ao mercado americano, retalhando-os à sua vontade.
Originalmente produzido na União Soviética como "Planeta Blur" (Planeta das Tempestades) teve a maior parte de seus créditos preenchidos por falsos atores, já que os verdadeiros não foram creditados, assim como o verdadeiro diretor Pavel Klushantsev.
A remontagem coube a Curtis Harrington que filmou cenas extras com Basil Rathbone e outros atores americanos, porém, 90% do filme permanece original e em algumas cenas pode-se ver caracteres russos. Esta porcentagem explica por que "Viagem ao Planeta Pré-Histórico" pode ser considerado um dos filmes de ficção científica mais interessantes da década de 60, já que o filme em si é muito bem feito e tem excelentes efeitos especiais.
Em 2020, após a colonização da Lua, as naves Vega, Sirius e Capella são lançadas a partir da Estação Lunar-7, com a missão de explorar Vênus sob o comando do Professor Hartman. Em Vênus eles são atacados por animais pré-históricos e os membros restantes da expedição tentam de todas as maneiras, sobreviver àquele planeta hostil.
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