sábado, 16 de abril de 2011

Os Genocidas - Thomas Disch (Parte 6)





CINCO
Relações de sangue


Senhora acomodou Flor na cama naquela noite como se fosse ainda pequena.
Ela tinha apenas treze anos enfim.
Do lado de fora os homens estavam agitados.
Era uma coisa terrível. Se ao menos pudesse fechar os ouvidos para isso.

"Eu gostaria que eles não precisassem fazer isso, Mãe." Flor sussurrou.
"É necessário, querida, um mal necessário. Essas pessoas não teriam hesitado em matar-nos. Você está aquecida sob esse cobertor fino?"
"Mas por que não podemos apenas enterrá-los?"
"Seu pai sabe bem disso, Flor. Tenho certeza de que o aflige ter que fazer isso. Lembre-se que seu irmão Buddy..."
Senhora sempre se referia a seu enteado como o irmão de Flor e de Neil, mas ela nunca pôde esquecer que esta era uma meia-verdade na melhor das hipóteses, e tropeçou na palavra.
"... já sentiu o mesmo que você."
"Ele... não está lá hoje à noite. Perguntei a Maryann. Ela disse que ele tinha ido para o campo oeste."
"Para fazer guarda contra os saqueadores que possam vir."
O barulho constante lá fora penetrava a trama leve das paredes de verão e parava no ar. Senhora afastou uma mecha de cabelos grisalhos e compôs-se com severidade.
"Querida, eu tenho trabalho a fazer agora."
"Será que você pode deixar a luz?"
Flor sabia que não era certo queimar óleo sem propósito, até mesmo esse óleo que havia sido extraído da planta. Ela só estava vendo o quão longe podia ir.
"Sim" admitiu Senhora” (pois não era uma noite qualquer) “mas mantenha a chama baixa."

Antes de baixar a cortina que separava a cama de Flor do resto da Câmara comum, perguntou se Flor tinha feito suas orações.
"Oh, mãe!"
Lady baixou a cortina sem qualquer apologia ou reprovar o protesto ambíguo de sua filha. Seu marido, certamente, teria visto tal coisa com impiedade punindo-al.

Senhora não deixava de ficar satisfeita por Flor não ser tão impressionável (e se a menina tinha um defeito, era esse) para se deixar levar com fervor pelo medo irracional distribuido por seu pai, no seu calvinismo feroz. Se alguém fosse se comportar como um infiel, a Senhora acreditava, maior era a hipocrisia passar-se como um cristão. Na verdade, ela duvidava muito se o Deus a quem o marido orarava existiu algum dia. Se existiu, por que rezar para ele? Ele tinha feito sua escolha eras atrás. Ele era como os antigos deuses astecas que exigiam o sacrifício de sangue em seus altares de pedra. Um Deus ciumento e vingativo, um Deus para os primitivos, um Deus sangrento. Qual foi a escritura que Anderson tinha escolhido no último domingo? Um dos profetas menores. Senhora procurou através das páginas da grande Bíblia de seu marido. Lá estava, em Nahum: "Deus é ciumento e vingador; o Senhor é vingador e cheio de indignação, o Senhor toma a vingança contra os seus adversários, e guarda ira contra os seus inimigos.”
Ah, era tudo que Deus era!



Quando a cortina desceu, Flor se arrastou para fora da cama e disse obedientemente as suas orações. Gradualmente, os pedidos de rotina cediam lugar aos seus próprios - primeiro, para benfeitoria impessoal (que a colheita fosse boa, que os saqueadores tivessem melhor sorte e escapassem), em seguida por favores mais delicados  (que o cabelo dela pudesse crescer mais rápido para que ela pudesse colocá-lo em cachos novamente, que seus seios crescessem apenas um pouco mais, embora já fossem bastante bons para a sua idade – ao que ela dava graças). Enfim, de volta a cama, esses pedidos formais deram lugar a um desejo simples, e ela ansiava por coisas que ainda não aconteceriam.
Quando adormeceu, a máquina ainda estava triturando.
Um barulho a acordou, algo a acordou. Havia ainda um pouco de luz da lamparina.

"O que é isso?" ela perguntou sonolenta.
Seu irmão Neil estava ao pé na sua cama. Seu rosto estava estranhamente vazio. Sua boca estava aberta, o queixo pendurado. Ele parecia vê-la, mas ela não pôde interpretar a expressão de seus olhos.
"O que é isso?" ela perguntou de novo, de forma mais acentuada.
Ele não respondeu. Não se moveu. Estava vestindo as calças gastas e havia sangue nelas.
        "Vá embora, Neil. O que você queria me acordando assim?"
Seus lábios se moviam, como se estivesse dormindo, e sua mão direita fez vários gestos, enfatizando as palavras não ditas do seu sonho.
Flor puxou a fina coberta até o queixo e se sentou na cama.
Gritou, apenas para dizer que fosse embora, um pouco mais alto, então ele iria ouvi-la.
Senhora dormia leve, e Flor não teve que gritar mais de uma vez.
"Você está tendo pesadelos, meu Neil! O que você está fazendo aqui? Neil?"
"Ele não vai dizer nada, mãe. Ele apenas fica assim e ele não vai responder."
Senhora pegou o filho mais velho, agora que Jimmie estava morto, seu único filho, pelo ombro e sacudiu-o rudemente.
A mão direita fez mais gestos enfáticos, mas os olhos pareciam menos extasiados agora.

"Hã?" ele murmurou.
"Neil, você vai ver Greta agora, você ouviu? Greta está esperando por você."
"Hein?"
"Você tem sonambulismo, ou algo assim. Agora vá."

Ela já tinha puxado-o para longe da cama e deixado cair a cortina, cobrindo Flor.
Ela ficou mais alguns minutos vendo Neil do lado de fora da porta, e em seguida voltou para Flor trêmula.
"O que ele queria? Por que..."
"Ele está chateado com as coisas que aconteceram esta noite, querida. Todo mundo está nervoso. Seu pai saiu e ainda não voltou. São só os nervos.“
"Mas por que ele"
"Quem sabe por que fazemos as coisas que fazemos em nossos sonhos? Agora, é melhor você pegar no sono novamente. Ter seus próprios sonhos. E amanhã..."
"Mas eu não entendo."
"Vamos esperar que Neil também não, amor. E amanhã, nem uma palavra disso para seu pai, você entendeu? Seu pai está chateado ultimamente, e é melhor manter isso em segredo. Apenas nós duas. Você promete?"
Flor assentiu. Senhora enfiou-se na cama. Na cama esperou o marido retornar. Esperou até o amanhecer, enquanto no exterior, a máquina moedora manteve sua música sombria rascante.


Acordar era a dor. A consciência era a consciência da dor. Movimentos eram dolorosos. Foi doloroso respirar.
Movendo-se dentro e fora da dor haviam figuras de mulheres, uma mulher velha, uma menina, uma mulher bonita, e uma mulher muito velha. A bela mulher era Jackie, e já que Jackie estava morta, sabia que estava tendo alucinações. A mulher muito velha era a enfermeira, Alice Nemerov. Quando ela o tocou, sentiu mais dor, então soube que ela devia ser real. Ela moveu seus braços e pior, a sua perna. Pare com isso, pensou. Às vezes ele gritava. Ele odiava porque ela estava viva, ou porque ela estava causando sua dor. Ele estava vivo, também, ao que parecia. Caso contrário, iria sentir essa dor? Ou foi a dor que o manteve vivo? Ah, pára com isso. Às vezes, ele conseguia dormir. Era melhor assim.
Ah, Jackie! Jackie! Jackie!

Logo ficou mais doloroso pensar que qualquer outra coisa, até mesmo na perna se movendo. Ele não era mais capaz de parar ou diminuir essa dor. Ficou ali, enquanto as três mulheres iam e vinham- a velha, a menina e a mulher que parecia velha.
A menina falou com ele.
"Olá", disse ela, "como você está se sentindo hoje? Você pode comer isso? Não poderá comer se não abrir a boca. Você não vai abrir a boca? Só um pouco? Seu nome é Orville, não é? O meu nome é Flor. Alice nos contou tudo sobre você. Você era um engenheiro de minas. Deve ser muito interessante. Eu estive em uma caverna, mas eu nunca vi uma mina. A menos o que vocês chamam de minas de ferro. São apenas buracos, no entanto. Abra um pouco mais que é melhor. Na verdade, foi por isso que o papai..."
Ela parou. "Eu não deveria falar tanto. Quando você estiver melhor, podemos ter longas conversas."
"Foi por isso que papai o que?" Perguntou ele. Era mais doloroso falar que comer.
"Foi por isso que o papai disse... disse que não... Quero dizer, você e Miss Nemerov estão vivos, mas tinha que fazer..."
"Matar".
"Sim tivemos que fazer isso com os outros."
"As mulheres também?"
"Mas entenda, nós tínhamos que fazer. Papai sabe explicar isso melhor do que eu, mas se nós não fizermos isso, então outros vão aparecer, muitos deles juntos, e estarão com muita fome e não temos comida suficiente, mesmo para nós. O inverno é tão frio. Você pode entender isso, não pode?"
Ele não disse mais nada por alguns dias.
Era como se, durante todo esse tempo, tivesse vivido  apenas para Jackie, e agora que ela se fora, ele já não tinha qualquer necessidade de viver. Fora drenado o desejo de qualquer coisa com exceção do sono. Quando ela estava viva, ele não sabia que tinha tanto significado para ele. Ele nunca tinha medido o tamanho de seu amor. Ele devia ter morrido com ela, ele tentou. Somente a dor da memória poderia aliviar a dor do arrependimento, e nada podia aliviar a dor da memória.
Ele queria morrer. Ele disse isso para Alice Nemerov, R.N.

"Cuidado com o que fala", ela aconselhou: "ou eles farão este favor a você. Eles não confiam em nós dois. Nós não devemos nos falar, ou eles vão pensar que estamos fazendo planos. É melhor você tentar ficar bem de novo. Coma mais. Eles não gostam de você por ai sem fazer nada. Você compreende o que  salvou a sua vida, não? Eu. Você é um idiota por deixá-los quebrar sua perna. Por que você não falou? Eles só queriam saber a sua ocupação?"
"Jackie, ela era..."
"Não foi diferente com ela do que para o resto. Você viu as máquinas. Mas você tem que esquecê-la. Você é sortudo por estar vivo. Ponto".
"A menina que me alimenta, quem é ela?"
"Filha de Anderson. Ele é o encarregado aqui. O homem magro de idade com o olhar constipado. Cuidado com ele. E seu filho, o grande, chama-se Neil. Ele é pior ainda."
"Lembro-me daquela noite. Lembro-me de seus olhos."
"Mas a maioria das pessoas aqui não são diferentes de você e eu. Só que eles são organizados. Eles não são pessoas más. Eles só fazem o que eles têm que fazer. Senhora, por exemplo, a mãe de Flor, é uma boa mulher. Eu tenho que ir agora. Coma."

"Você não consegue comer mais do que isso?" Flor repreendeu. "Você tem que ter sua força de volta."
Ele pegou a colher novamente.
"Assim é melhor." Ela sorriu. Uma covinha profunda surgiu na bochecha sardenta dela, quando sorriu. Caso contrário, seria um sorriso comum.
"Que lugar é esse? Só a sua família mora aqui?"
"Esta é a Sala comum. Só ficamos aqui no verão, por que o papai é o prefeito. Mais tarde, quando ficar frio, a cidade inteira se muda pra cá. É muito grande, maior do que você pode ver daqui, mas mesmo assim fica lotada. Há duzentos e quarenta e seis de nós. Quarenta e oito com você e Alice. Amanhã você acha que você pode tentar andar? Buddy é meu irmão, meu outro irmão, fez uma muleta para você. Você é como Buddy. Quando você estiver saudável novamente, você vai se sentir melhor. Quer dizer, você será mais feliz. Nós não somos tão ruins quanto você pensa. Somos congregacionalistas. O que você é?"
"Eu não sou."
"Então você não terá qualquer dificuldade em se juntar a nós. Mas não temos um ministro de verdade, não desde que o reverendo Pastern morreu. Ele era o pai de minha cunhada Greta. Você já viu ela. Ela é a mais bela entre nós. Papai sempre foi importante na igreja, por isso, quando o reverendo morreu, ele apenas naturalmente assumiu. Ele sabe pregar um bom sermão, você ficaria surpreso. Ele é realmente um homem muito religioso."
"O pai de vocês? Eu gostaria de ouvir um desses sermões."
"Eu sei que você está pensando, Sr. Orville. Você pensa que por causa do que aconteceu com os outros que meu pai é mau. Mas ele não é deliberadamente cruel. Ele só faz o que ele tem que fazer. Foi um mal necessário, o que ele fez. Você não pode comer mais? Tente. Vou lhe contar uma história sobre o pai, e então você verá que não tem sido justo com ele. Um dia no verão passado, no final de junho, o touro fugiu e começou a perseguir as vacas. Jimmie Lee, que era o mais jovem, saiu atrás delas. Jimmie Lee era uma espécie de preferido do pai. Ele colocava muito de sua esperança em Jimmie Lee, embora ele não  demonstrasse. Quando o pai encontrou Jimmie Lee e as vacas, todos eles estavam queimados, exatamente como dizem ter acontecido em Duluth. Não houve sequer um corpo para levar para casa, apenas cinzas. Meu pai ficou quase fora de si de tanta tristeza. Ele esfregou as cinzas em seu rosto e chorou. Então ele tentou se comportar como se nada tivesse acontecido. Mas naquela noite ele se pôs chorando e soluçando, e saiu sozinho para o túmulo, onde ele tinha encontrado Jimmie, e ficou lá por dois dias inteiros. Ele tem sentimentos profundos, mas na maioria das vezes ele não demonstra."
"E Neil? Ele é assim também?"
"O que você quer dizer? Neil é meu irmão."
"Foi ele quem me fez as perguntas naquela noite. E para as outras pessoas que eu conhecia. Ele é igual ao seu pai?"
"Não sei nada sobre aquela noite. Eu não estava lá. Você tem que descansar agora. Pense no que eu lhe disse. E Sr. Orville, tente esquecer aquela noite."

Crescia nele o desejo e a vontade de sobreviver, mas ao contrário de qualquer desejo que ele tinha conhecido até então, este era um tumor canceroso, e a força que emprestou ao corpo foi a força do ódio. Apaixonadamente, ele não desejava a vida, mas vingança pela morte de Jackie, por sua própria tortura, para que aquela noite terrível.

Ele jamais sentira muita simpatia por pessoas vingativas. As premissas básicas da vingança sempre lhe pareceram bastante improváveis, como a cena de Il Trovatore, de modo que ele ficou surpreso ao encontrar-se insistindo exclusivamente sobre um só tema: a morte de Anderson, a agonia de Anderson, a humilhação de Anderson.

Inicialmente sua imaginação se contentou simplesmente em elaborar mortes para o velho, então, conforme sua força crescia, estas mortes foram elaboradas com torturas, e finalmente a morte. Torturas poderiam ser prolongadas, enquanto a morte era um fim. Mas Orville, tendo ele próprio experimentado o amargo fel, sabia que havia um limite além do qual a dor não pode ser aumentada.
Desejou para Anderson suportar o sofrimento de Jó. Ele queria esfregar cinzas no cabelo grisalho do homem, para esmagar seu espírito, para arruiná-lo.
Só então ele iria permitir que Anderson soubesse que tinha sido ele, Jeremiah Orville, que tinha sido o agente de sua humilhação.
De modo que quando Flor lhe contou a história de como o velho havia sofrido por Jimmie Lee, ele percebeu o que tinha que fazer.


Os dois andavam por todo milharal juntos, Flor e Orville.
A perna havia sarado, mas ele provavelmente iria coxear para sempre.
Agora pelo menos, ele poderia coxear por conta própria, sem qualquer muleta que não fosse Flor.
"Esse é o milho que vai nos alimentar neste inverno?" questionou.
"É mais do que realmente precisamos. Um lote era para as vacas."
"Eu suponho que você estaria lá fora, na colheita com o resto deles, se não fosse por mim."
Era costume, durante a colheita, as mulheres mais velhas e as meninas mais jovens assumirem funções na aldeia, enquanto as mulheres mais fortes iam para o campo junto com os homens.
"Não, eu não sou velha o suficiente.”
"Oh, deixe disso. Você deve ter uns quinze anos ou quase."
Flor deu uma risadinha. "É você quem está dizendo isso. Tenho treze. Só farei quatorze anos no dia 31 de janeiro."
"Você poderia ter me enganado. É muito bem desenvolvida para treze anos."
Ela corou. "Quantos anos você tem?" Perguntou ela.
"Trinta e cinco anos."
Era mentira, mas ele sabia que poderia ir longe com isso. Sete anos atrás, quando tinha trinta e cinco, ele parecia mais velho do que agora.
"Eu sou jovem o suficiente para ser sua filha, Sr. Orville".
"Por outro lado, Miss Anderson, você está quase com idade para ser minha esposa."
Ela corou mais violentamente desta vez e teria deixado-o, se ele não precisasse de seu apoio. Isto foi o mais distante que ele andou sozinho.
Pararam para descansar.
Exceto pela colheita, era difícil reconhecer ser setembro. As Plantas não mudavam de cor com as estações do ano: elas simplesmente fechavam as folhas como guarda-chuvas para que a neve passasse para o chão. Também não havia qualquer indício de outono no ar. O frio da manhã era um frio como outro qualquer.

"É bonito aqui no interior" afirmou Orville.
"Ah, sim. Eu também penso assim."
"Você viveu aqui toda a sua vida?"
"Aqui ou na parte antiga da cidade." Ela lançou um olhar de soslaio para ele. "Sim, Você está se sentindo melhor agora, não é?"
"Sim. É ótimo estar vivo.”
"Eu estou contente. Estou feliz que você esteja bem novamente."
Impulsivamente ela pegou sua mão. Ele respondeu com um aperto. Ela riu com prazer. Eles começaram a correr.

Esta então parecia ser a etapa final de sua longa reversão ao primitivo.
Orville não poderia imaginar uma ação mais inadequada do que o que ele destinava-se, e sua baixeza só aumentou a paixão sangrenta que continuou a crescer nele. Sua vingança agora exigia mais do que Anderson, mais que a família inteira do homem. Ele exigia toda a comunidade. E o tempo para saborear a sua aniquilação. Ele deve arrancar cada gota de agonia deles, de
cada um deles, ele deveria, gradualmente, levá-los até o limite de sua capacidade de sofrimento e só então enviá-los para o outro lado.



Flor mexia-se em seu sono, as mãos agarrando o travesseiro de palha de milho. Sua boca abriu e fechou, abriu e fechou, e grânulos de suor estouram em sua testa e no delicado vazio entre seus seios. Um peso no peito, como se alguém estivesse pressionando-a para baixo com botas pesadas. Ele ia beijá-la. Quando a boca se abriu, viu o giro da máquina moedora dentro dela. Pedaços de carne moída tombado adiante. E a máquina fazia um som rascante e triste.



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