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domingo, 8 de abril de 2012

Rubens Teixeira Scavone

Rubens Teixeira Scavone (Itatiba, 8 de julho de 1925 — São Paulo, 17 de agosto de 2007), escritor vencedor do Prêmio Jabuti em 1973, na categoria romance.

Rubens Teixeira Scavone nasceu em Itatiba e estreou literàriamente em 1958, sob o anagrama Senbur T. Enovacs, com o romance de ficção-científica, “O homem que viu o Disco-Voador”, que foi muito bem recebido pelos críticos e pelo público.
Em 1961, lançou  “Degrau para as estrelas”. Em 1963, Rubens Teixeira Scavone edita “Ensaios Norte-Americanos”, como súmula de seus conhecimentos acerca da produção literária des Estados Unidos da América do Norte, tendo em preparo o segundo volume da mesma série e um novo romance publicado — “O Lírio e a Antípoda”.

Colaborador de vários e importantes jornais do País, o escritor brasileiro Rubens Teixeira Scavone trabalhou como Procurador da Justiça do Estado de São Paulo e Professor de Direito. Ao lado da carreira jurídica passou a compor romances e contos (não só de ficção científica) que tiveram boa aceitação.








 Rubens Teixeira Scavone - O homem que viu o disco voador, Degrau para as estrelas, Passagem para jupiter e outras estorias [ Download ]

quarta-feira, 15 de junho de 2011

My Duck Is Dead























O que seria de nós, pobres mortais, sem MY DUCK IS DEAD ?





domingo, 29 de maio de 2011

Neal Stephenson



Neal Stephenson (31 de Outubro 1959) nasceu em Fort Meade, Maryland (EUA) em uma família de engenheiros e cientistas e viveu os primeiros anos de sua vida em Iowa.

Foi assistente de pesquisa no Departamento de Energia em Ames e é formado em física pela Universidade de Boston, onde também trabalhou.

É apontado como o melhor exemplo de literatura pós-cyberpunk, abordando áreas como matemática e computação.

Seu primeiro romance publicado, 'The Big U' (1984) teve pouca repercussão. Passou a ser conhecido com Snow Crash (1992), que fundia memes, vírus de computador e outros temas tecnológicos com mitologia suméria. O reconhecimento internacional veio com The Diamond Age (1995), sendo galardoado com os prémios Hugo e Locus e incluindo-se entre os finalistas do prémio Nebula. Em seguida Stephenson lançaria um outro grande sucesso de crítica e vendas, Cryptonomicom (1999), um tecno-thriller, recheado de detalhes técnicos, de programação de computador, criptografia e submarinos da segunda guerra mundial, um livro cultuado entre hackers.

Com a série de livros Baroque Cycle (O Ciclo Barroco) Stephenson dá um passo definitivo para se afastar da FC convencional, a saga composta por oito romances histórico-científicos independentes, traduzida em vinte línguas e vencedora em 2004 do Prémio Arthur C. Clarke. 

Além de escritor, Neal trabalha em uma empresa que desenvolve sistemas de propulsão e orientação orbital e também escreve para revistas como Wired.

Site Oficial



Neal Stephenson (Anathem, Baroque Cycle series, Cryptonomicon, In the Kingdom of Mao Bell,  Mother Earth Mother Board, Snowcrash, Spew, The Big U, The Diamond Age, The Great Simoleon Caper, Zodiac a Eco-thriller, Interface, Ensaios, Confusion, In the Beginning Was the Command Line, The Diamond Age or A Young Lady's Illustrated Primer. The Cobweb) [ Download ]

domingo, 15 de maio de 2011

Marion Zimmer Bradley




Marion Eleanor Zimmer Bradley (03 de junho de 1930 - 25 de setembro de 1999) nasceu em uma fazenda em Albany, Nova York (EUA), durante a Grande Depressão.

Escritora feminista prolífica de romances de fantasia heroica, mistério, western, fantasia gótica e ficção científica, começou a escrever aos 19 anos e vendeu seu primeiro conto aos 22 anos.

Em 1965 graduou-se Bachelor of Arts pela Universidade de Hardin Simmons em Abilene, no Texas. Depois, mudou-se para Berkeley, Califórnia, para prosseguir seus estudos de pós-graduação na Universidade da Califórnia.

Em romances como 'As Brumas de Avalon', MZB, como é conhecida graças ao seu amigo e editor Donald A. Wollheim, era uma incentivadora constante da igualdade entre os sexos. Suas histórias de fantasia apresentavam heroínas não-tradicionais para os jovens leitores e principalmente jovens escritoras com quem se relacionava como uma grande família, em sua casa em Berkeley.

'As Brumas de Avalon', permaneceram durante três meses na lista de livros mais vendidos do The New York Times.

Confundida e questionada muitas vezes quanto aos seus envolvimentos com a feitiçaria Wicca, ela declarou que para ser uma escritora de fantasia, necessitava conhecer em profundidade outros campos como psicologia, parapsicologia, mitologia, religiões, para trazer autenticidade ao seu trabalho.

Sua série de ficção científica com toques de fantasia, 'Darkover', foi um grande sucesso no mundo inteiro. Trata-se da saga da humanidade criando uma nova civilização num mundo estranho, diferente de tudo o que jamais existiu na Terra. Cada livro constitui uma história completa e independente, sendo que o conjunto relatava o desenvolvimento de uma sociedade nova e fascinante. Ela escreveu sozinha a primeira parte da série e mais tarde em colaboração com outros autores.

MZB estava sempre incentivando a participação de novos escritores a partir de seu trabalho. 'A sacerdotisa de Avalon' por exemplo, é uma obra póstuma de Marion Zimmer Bradley, concluída por sua colaboradora, Diana L. Paxson.

Em 2000, MZB recebeu o prêmio póstumo The World Fantasy Award pelo conjunto de sua obra.



Marion Zimmer Bradley ( A queda da Atlântida, Avalon, As Brumas de Avalon, Clingfire trilogy, Darkover, Sword and sorceress, Witchlight, Dos para conquistar, El trillium negro, La antorcha, Viaje interminable, Brass Dragon, Endless Universe, Falcons of Narabedia, The Spell Sword, Ghostlight, Hunters of the red moon, Lythande, The Best Of MZB, The catch trap, The Dark Intruder & other stories, The Fall of Atlantis, The ruins of Isis, The Stars are waiting, Lady of the Trillium, Glenhaven ) [ Download ]

domingo, 8 de maio de 2011

Daniel F. Galouye



Daniel Francis Galouye (11 de Fevereiro de 1920 - 07 de Setembro de 1976) nasceu em New Orleans, Louisiana(EUA).

Podemos dizer que Galouye foi um escritor que nos deixou poucos livros (cinco) e meia centena de contos, porém suas ideias e argumentos são tão originais que se diferenciavam de outros escritores com obras bem mais volumosas.

Escreveu principalmente contos, nos gêneros ficção científica apocalíptica, fantasia e mistério, para revistas populares nos anos 40 e 50 (Galaxy, Fantasy and Science Fiction), inclusive, como era hábito da época, utilizando diversos pseudônimos, como Dan Galouye, Daniel L. Galouye, Louis G. Daniels, Daniel F. Galouje, Daniel Galouye.

Frequentou a Louisiana State University, estudou jornalismo, foi piloto de provas da Marinha americana durante a segunda grande guerra (chegou a pilotar aviões-foguete protótipos), quando sofreu um acidente que lhe causou sequelas sérias, inclusive paralisia parcial, afetando sua carreira jornalistica e literária, além de abreviar sua vida.

Aos 32 teve publicado seu primeiro conto, Rebirth, na Imagination (revista famosa por divulgar space-operas intergaláticas), que publicou boa parte de seus primeiros trabalhos.

Graduou-se pela Pensacola Naval Air School e como tenente foi também responsável pelo treinamento de pilotos americanos no Hawai. Somente ao dar baixa na marinha, iniciou sua carreira de repórter, depois tornou-se editor em 1956, mas sua saúde debilitada levou-o a aposentar-se prematuramente nove anos depois.

Assim como seu contemporâneo Alfred Bester, teve uma carreira como escritor relativamente curta. Chegou a morar em New York, o centro de publicação da FC americana na época. Pode-se dizer que Galouye não é um autor celebrado nos dias de hoje, nunca esteve entre os mais populares da FC durante sua carreira de quase dez anos, porém sua verve imaginativa, seu talento inovador, permaneceu registrado em seus livros.

Dark Universe , publicado em 1961, é o melhor deles.

Em Dark Universe (Mundo tenebroso), seres humanos vivem em um mundo de absoluta e perpetua escuridão e orientam-se principalmente através do som. A luz é um ente abstrato e mágico, sobre a qual discutem frequentemente. Muitos dos seus habitantes veneram a luz, criando uma religião a partir dela.
Dark Universe foi indicada ao Hugo de 1961.

Em seus personagens, econtramos sempre a urgência de sobreviver em circunstâncias contrárias, criaturas esquecidas de suas histórias pessoais, sem saber o que se passa ao redor. De certo modo, suas histórias possuem uma similiaridade com as de A. E. van Vogt.

Apesar de Dark Universe ser tão elogido pela crítica, seu maior sucesso foi sem dúvida 'Counterfeit World' (aka Simulachron-3) de 1964. Num futuro próximo é inventada uma máquina capaz de criar um modelo cibernético igual ao nosso, utilizado a princípio para pesquisas de mercado. Dentro deste universo simulado, cada "indivíduo" é uma unidade virtual inteligente. Um dos gênios responsáveis pela invenção percebe uma série de circunstâncias estranhas dentro deste mundo virtual e passa a investigá-las.

Apesar de estarmos bastante habituados hoje com a expressão 'realidade virtual', Galouye foi um dos primeiros escritores a descrevê-la em detalhes.

Em 1973, o famoso diretor alemão de cinema, Rainer Werner Fassbinder, adaptou-o em uma série de episódios para a televisão chamada "Welt am Draht" (Mundo Conectado).
Em 1999, outro diretor de cinema, Josef Rusnak, levaria Simulacron-3 para hollywood, com sua adaptação chamada 'The Thirteenth Floor' (O 13° andar).

Galouye recebeu em 2007, o prêmio póstumo Cordwainer Smith Rediscovery, concedido a escritores falecidos que por seu trabalho, merecem ser descobertos pelos leitores de hoje.
 


Daniel F. Galouye ( Simulacron-3, Misión Diplomática, Ojos Artificiales, Mundo Tenebroso, A Scourge of Screamers, Dark Universe ) [ Download ]

domingo, 1 de maio de 2011

Jack Williamson

 


John Stewart Williamson (29 de abril de 1908 - 10 de Novembro de 2006) nasceu em Bisbee, Arizona (EUA). Em busca de melhores pastagens, sua família migrou para o Novo México em 1915. A família logo voltou para o Texas.

Foi através da biblioteca da sua cidade que Williamson quando jovem, descobriu a revista Amazing Stories. 
Aos 20 anos vendeu para esta mesma revista seu primeiro conto (The Metal Man) e na década de 30 já era um autor estabelecido, e conta-se que Isaac Asimov quando adolescente, ficou emocionado ao receber um cartão postal de Williamson, seu ídolo, felicitando-o pelo seu primeiro conto publicado e dizendo: "Bem-vindo às fileiras".

Williamson serviu no exército americano na Segunda Guerra Mundial como meteorologista.

Como o término da guerra, passou a ser um colaborador regular de revistas populares, embora não atingindo o sucesso financeiro. Publicou diversas vezes em colaboração com Frederik Pohl.

Uma de suas primeiras séries, a famosa "A Legião do Espaço", era uma "space opera" cujos personagens foram retirados de 'Os Três Mosqueteiros' acrescido de 'Falstaff'.

Mas sem dúvida, Williamson sempre será lembrado por 'With folded hands'. Nesta história há pela primeira vez a introdução do robô como o conhecemos, chamados simplesmente de humanóides, que passariam a aparecer em vários de seus romances.

Professor emérito de inglês na Eastern New Mexico University (ENMU). Mais tarde se doutorou pela Universidade do Colorado, com uma dissertação sobre H.G. Wells. Graças a Jack Williamson, a Biblioteca da ENMU tem uma das maiores coleções de ficção científica do mundo.

No campo da ciência legítima, Jack Williamson cunhou a palavra de terraformação.

Obteve o título de Grão-Mestre em 1976 e foi presidente da SFFWA (Science Fiction and Fantasy Writers of America) entre 1978 e 1980, e recebeu prêmios numerosos demais para serem listados em detalhes. 

Williamson escreveu continuamente até pouco antes de sua morte, com mais de 50 romances e pelo menos 15 coleções de contos.

Perguntado sobre as recompensas de ser um escritor, respondeu:

"Para mim, acho que a maior recompensa é a satisfação de criar. Criar uma história e colocá-la no papel da forma que deve ser. Eu nunca escrevi bestsellers ou ganhei uma grande quantia de dinheiro com isso, mas quando eu olho para trás, vejo que fui capaz de passar a maior parte da minha vida fazendo algo que eu gostava. Quando olho para as pessoas ao meu redor, muitos deles estão trabalhando por dinheiro, em empregos que odeiam. Para mim tem sido amplamente compensador. É claro, escrever é um trabalho árduo, sentado muitas horas à máquina de escrever ou no computador, batendo nas teclas. Por muitos anos como um escritor de revistas populares, tentando desesperadamente ganhar a vida, trabalhei em histórias que foram mal concebidos ou não chegaram a bom termo. Nos últimos anos eu tive mais liberdade para escrever apenas o que eu queria escrever. Uma história não funciona a menos que seja algo que você realmente acredita. O leitor não vai acreditar, não vai se interessar se você não está interessado. Meus arquivos estão cheios de idéias abandonadas, histórias inacabadas que não deram certo, porque eu não me importava, não sabia o suficiente sobre a motivação, ou os personagens, ou o que eu queria dizer."



Jack Williamson ( El Hombre de metal, El principe del Espacio, Los Humanoides, Terraformar la Tierra, The Ultimate Earth, After World's End, Afterlife, Brother to Demons, Brother to Gods, Dark Star One, Eldren series, Hindsight, Hole in the world, Manseed, Nitrogen Plus, Star Bright, The firefly tree, The Happiest creature, The Hummanoids, The Legion of Time, The pygmy planet, The story Roger never told, The trial of Terra, Three from the Legion, Through the Purple Cloud Part, With Folded Hands, El paraje muerto, LA era de la Luna, La legion del Espaço, Mas Oscuro de lo que Pensais  ) [ Download ]

domingo, 10 de abril de 2011

Robert Louis Stevenson


Robert Louis Balfour Stevenson (13 de novembro, 1850 - 03 de dezembro de 1894) nasceu em Howard Place, Edinburgh (Escócia).

Romancista, ensaísta, poeta, escreveu romances de aventura, romance e terror de considerável profundidade psicológica e que continuaram com certa popularidade por muito tempo após sua morte, através de livros e filmes.

Filho de um engenheiro civil, Stevenson sofreu desde a infância devido a fragilidade de sua saúde - quase morreu aos oito anos de febre gástrica.

Bem cedo mostrou uma grande disposição para escrever, mas seus problemas de saúde impediram a sua aprendizagem na escola. Costumava acompanhar o pai em suas visitas oficiais ao faróis da costa da Escócia e em viagens mais longas, acostumando-se assim desde início a viajar.

Conforme sua saúde melhorava, esperava-se que ele seguisse a profissão da família, na engenharia civil, e em 1868 Stevenson foi para Anstruther e depois para Wick estudar.

Seu dom com as palavras já haviam se manifestado e recebeu uma medalha de prata da Sociedade de Artes de Edimburgo por um artigo sugerindo melhorias no farol principal. Mas muito antes disso, ele tinha começado como um autor. Sua primeira publicação, o panfleto anónimo da Pentland Rising, tinha aparecido em 1866.

Aos dezoito anos abandonou o nome de batismo e passou a assinar Robert Louis.
Estar ao ar livre na vida de engenheiro forçava sua resistência física em demasia, e em 1871 foi estudar e trabalhar num escritório em Edimburgo. Entre paredes agora tinha tempo para dedicar-se aos artigos, contos e fantasias que enviava para vários jornais e revistas.

Em Fontainebleau em 1876 Stevenson conheceu um americana, Sra. Osbourne, a mulher que depois se tornaria sua esposa. Casaram-se e Stevenson resolveu experimentar a vida na América, mais propriamente São Francisco. A experiência de viver no oeste americano não lhe favoreceu de forma alguma e no outono ele retornou para a Escócia, com sua esposa e enteado, para a casa de seus pais em Edimburgo. Seu estado de saúde continua a ser muito preocupante. Ele passou os meses de verão na Escócia, escrevendo artigos, poemas, e, sobretudo, o seu primeiro romance, 'The Sea-Cook', posteriormente conhecida como 'A Ilha do Tesouro'.

O romance comovente e inspirador foi bem recebido e tornou Stevenson popular. Ele planejava uma grande quantidade de trabalho, mas seus planos foram frustrados em janeiro de 1884 pelo sério agravamento de sua saúde, um ataque seguido de prostração longa e incapacidade para o trabalho, e por surtos continuos. Em julho daquele ano, foi levado para a Inglaterra, em Bournemouth. Em 1885 ele publicou, o seu volume de poemas, 'A Child's Garden' e uma história 'O ladrão de corpos'. Apesar de seu estado, seu estilo alcançara seu auge.

No início de 1886 ele atingiria o gosto do público com precisão em seu conto 'O Estranho Caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde'. No verão do mesmo ano, publicou 'Kidnapped', que tinha sido escrito em Bournemouth. No entanto, o que se seguiu foi um período de prostração física tão grande, que 1886 e 1887 foram os anos menos produtivos da vida de Stevenson. Em julho de 1887, ele publicou seu livro de poemas líricos chamado 'Underwood', logo após o falecimento de seu pai.  Os laços que o prendiam à Inglaterra estavam rompidos. Determinado a recomeçar, vendeu sua casa em Bournemouth e com a mãe, esposa e enteado, mudaram-se para Nova York.

Ele nunca voltaria a por os pés na Europa novamente. Decidira buscar pela saúde viajando pelos trópicos. Stevenson fez várias viagens para o Havaí e se tornou amigo do rei David Kalakaua, com quem passava muito tempo.

Os quatro últimos anos de sua vida inquieta foram gastos em Samoa, tais como nunca tinha apreciado antes e em ambientes singularmente pitorescos. Em Novembro de 1890 fez sua morada em Vailima, onde construiu uma casa pequena de madeira, 500 pés acima do nível do mar. Inesperadamente se tornou um vigoroso empregador de mão de obra, um plantador, acima de tudo um poderoso chefe benigno. Ele reuniu em graus em torno dele "uma espécie de clã feudal e servos" e mergulhou, mais com ardor generoso do que com a frieza do julgamento, na conturbada política do país. Assumiu a causa do rei deposto Mataafa,
e escreveu um livro, Oito Anos de Dificuldades em Samoa (1892), na tentativa de conquistar a simpatia britânica para seus amigos nativos.

No final de sua vida, voltou-se aos romances sobre a Escócia, além de colaborar com autores ingleses e americanos. Em 1894 fora contratado para escrever dois romances, mas não viveu para completar sequer um. Stevenson morreu de hemorragia cerebral em Vailima, Samoa, aos 44 anos. 


Robert Louis Stevenson ( O Médico e o Monstro, Dr. Jekyl and Mr. Hyde, O Clube dos Suicidas, El Diablo en la Botella, A Ilha do Tesouro, La Flecha Negra, O Ladrão de Cadáveres, Tha Art of Writing, The Black Arrow, Tresure Island ) [ Download ]

domingo, 3 de abril de 2011

Robert Anton Wilson


Robert Anton Wilson (18 de Janeiro de 1932 - 11 de Janeiro de 2007) nasceu em New York (EUA).

Escritor, filósofo, professor, anarquista, visionário, ocultista, libertário, futurista, palestrante, mais conhecido pela sua série Illuminatus e a série Cosmic Trigger.

Robert, ou RAW como é conhecido, escreveu tanto ficção quanto não ficção, seus artigos sobre teoria da conspiração, magia, espiritualidade, psicodelismo e contra-cultura possuem um ponto de vista cético, mas sempre bem-humorado.

RAW descreveu a sua filosofia agnóstica como “maybe logic" ("lógica do talvez").

Estudou na politécnica do Brooklyn e mais tarde engenharia elétrica na Universidade de Nova York (1957-58). Em 1979 obteve seu doutorado em Psicologia pela Universidade da Califórnia.

Depois de trabalhar como auxiliar de engenharia e gerente de vendas, RAW se tornou editor da revista Playboy entre 1966 e 1971. Durante esses anos ele encontrou artistas de movimentos culturais revolucionários como James Joyce e Borges. Ele gostava de ler os romances de espionagem, de Eric Ambler, John Le Carré e Len Deighton ("onde você não pode acreditar em nada que os personagens dizem") e filósofos céticos, como John Hume e Friedrich Nietzsche.

Foi co-fundador do Instituto para o Estudo do Futuro do Homem, e diretor da Sociedade Prometheu.

Robert Anton Wilson sempre foi um enigma. Seus escritos, palestras e projetos de multimídia tornaram-se armas da linha de frente na guerra contra as forças do inconsciente.

Segundo a revista Desorientação: "Sua obra é um sóbrio antídoto para as deliberamentes irracionais teologias "New Age" ou  dogmas restritivos da ciência moderna. Sua escrita nos torna conscientes da cultura de guerra corrente, em que o sagrado é fabricado e comercializado, controlado por castas intelectuais, e seu trabalho nos desafia a libertar-nos deste neo-feudalismo. Prometeu Libertado (1983) e mais tarde Quantum Psychology (1992) são dois tratados fundamentais sobre a libertação do vício auto mental, da alienação e do infantilismo cultivado."

Uma de suas primeiras influências foi a obra de Buckminster Fuller (1895-1983), inventor da cúpula geodésica e um dos principais pesquisadores em geometria sinergética. Na década de 1960 "Bucky" contestou a afirmação do movimento ecológico pop emergente, de que a humanidade caminhava para a destruição iminente.

Entre muitas de suas atuividades intelectuais de contestação, RAW participou da lendário sociedade "John Dillinger Morreu Por Você", parte do movimento Discordiano inspirado em Greg Hill. Esta foi uma influência direta sobre a Trilogia Illuminatus(1975) que escreveria anos depois.

Apesar de estudar estas diversas fontes que influenciariam seu trabalho posterior, o império de Hefner publicou vários de seus trabalhos. Estes incluíam Sexo e drogas (1973), o primeiro livro ocidental explicando o segredo tântrico de retartar, através do pensamento, o orgasmo durante a relação sexual (muitas vezes com a ajuda de drogas).

Após romper com o Império Hefner, RAW pode trabalhar em sua Trilogia Illuminatus!, em co-autoria com Robert Shea. Estes três volumes tem sido descritos como "um conto de fadas para paranóicos". No entanto, debaixo da sátira de quase todas as teorias da conspiração e de grupos político-religiosos na sociedade moderna, se firma como excelente ficção especulativa alucinatória, uma forma de libertação através da cultura "trash", rivalizando com o romace VALIS de Philip K. Dick, ironicamente concebido do mesmo período.

Illuminatus! introduziduziu aos leitores a teoria de que todos os pontos de vista são "túneis de realidade", que excluem outras verdades ou informações. Entre os personagens 'multi-camadas' e observações de deslocamento, RAW coloca em uma mesma trama,  a magia do sexo, as ligações entre as sociedades místicas e os serviços de inteligência secretos.

Illuminatus! catapultou Wilson e Shea para as fileiras de escritores como Daniel Defoe, Victor Hugo, Jules Verne, e Mary Shelley, autores que usaram de alegorias para comunicar um segundo sentido oculto em suas literaturas.

RAW tinha grande interesse em estudar conspirações, a ideia de conspirações dentro de conspirações evoluiu em sua "guerrilha ontologia", uma fase de seu trabalho durante o final dos anos 1970 e início de 1980. Ele colaborou com Timothy Leary em vários livros, incluindo Neuropolitique (1977) e Jogo da Vida (1979).

Como visionário, RAW anteviu as mudanças que estavam por emergir, o controle da informação, subculturas como o punk, os cyberpunks, ou renascimentos súbitos, como a ascensão de góticos e darks, transmutados em grupos sociais.

RAW surpreendentemente se absteve de criticar outros escritores contemporâneos que não conseguiam olhar para além das armadilhas de superfície: "Eu não gosto de escritores comuns... os escritores vivos cuja obra especialmente me interessa neste momento incluem Douglas Adams, William Burroughs (que ainda parece vital não importa quantos anos ele tenha), Tom Robbins, que escreve as melhores frases que qualquer um, George V. Higgins, que vê os seres humanos com uma ironia maravilhosa e escreve os diálogos mais realistas que eu já vi (até melhor do que Joyce e Hemingway), e um monte de cientistas-filósofos que me parece estar a presentear-nos com novas ideias e percepções: Rupert Shelldrake, Ralph Abraham, Terrence McKenna, Barbara Marx Hubbard, o povo da lógica fuzzy, Riane Eisler, Nick Herbert, Nichlas Negroponte, Marilyn Ferguson, Peter Rusell, Fred Alan Wolfe... e, claro, Tim Leary, que está doente, mas possui alguns livros inéditos que ainda podem explodir nossas mentes."

Em uma entrevista de 2003 à revista High Times, RAW se descreveu como um "Agnóstico Modelo" que ele diz consistir de "nunca olhar para qualquer modelo ou mapa do universo com crença de 100% ou negação de 100%." Ele simplesmente alega "não acreditar em nada, desde que crença é a morte do pensamento".

RAW também usou codinomes para publicar anônimo em diversas revistas de vanguarda. Pseudônimos como Mordecai Malignatus, Mordecai the Fool (Mordecai o Tolo), Reverendo Loveshade e outros nomes associados aos Illuminati da Baviera.

Ao final de sua vida, com a sua mobilidade cada vez mais limitada pelos sintomas pós-pólio, começou a se corresponder mais com os alunos, colegas e fãs, e graças a sua inteligência e perspicácia, continuou a inspirar a família e amigos próximos e distantes. Ele também se tornara um defensor apaixonado da maconha medicinal.

Em sua última postagem em seu blog, poucos dias antes de sua morte, RAW mostra o humor característico de suas perspectivas: "Várias autoridades médicas me reviraram ao avesso. Eu recebi uma previsão de vida entre dois dias e dois meses... eu olho para frente sem otimismo dogmático, mas sem medo. Eu amo todos vocês e eu profundamente imploro a vocês para manter a lasanha voando. Por favor, perdoem a minha leviandade, não vejo como levar a morte a sério. Parece absurdo."



A Influência de RAW na série de televisão LOST

Site oficial de RAW



Robert Anton Wilson ( Mother to the world, Cosmic Trigger, Masks of the Illuminati, Encyclopedia of cognitive science, Principia Discordia, Prometeus Rising, Schrodingers Cat Trilogy, The Illuminatus! Trilogy, The Sex Magicians, Las mascaras de los illuminati ) [ Download ]



'Manual de Evasão'  é um filme portugues de 1994 estrelando Robert Anton Wilson, Terrence McKenna, e Rudy Rucker. Abaixo, um clipe do filme.


domingo, 27 de março de 2011

Lewis Carrol



Charles Lutwidge Dodgson (27 janeiro de 1832 - 14 de janeiro de 1898) nasceu na pequena Daresbury, condado de Cheshire (noroeste da Inglaterra).

Mais conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carroll, foi escritor, matemático e fotógrafo.

Sua imaginação, seu jogo de palavras, sua irreverência e bom humor, permearam sua fantasia singular e sofisticada, cativando crianças e adultos até os dias de hoje.

Suas obras mais famosas como 'As aventuras de Alice no País das Maravilhas' e sua sequência 'Alice através do espelho', bem como os poemas 'A Caça ao Snark' e  'Jabberwocky' influenciaram não apenas a literatura infantil, mas também uma série de grandes escritores como Joyce e Borges.

Dodgson foi uma criança precoce, era apaixonado por jogos, principalmente os que envolviam enigmas e mágica (ilusionismo). Gostava de fazer passes de mágica para outras crianças, além de já demonstrar gosto pela arte da fotografia.

Era alto, esguio, cabelos castanhos e olhos azuis, o que o fazia ser considerado atraente. Porém uma infecção mal cuidada, o fez perder a audição de um ouvido ainda novo. Também era bastante gago e com a maturidade tornou-se um pouco arredio e avesso a multidões. Reza a lenda que o Dodo de ‘Alice no País das Maravilhas’ era em referência própria.

Devido ao pai ser um reverendo protestante, Charles recebeu uma educação religiosa caseira, preparatória para uma carreira também religiosa. No entanto, seu ingresso na universidade Christ Church em Oxfrod, e o convite para assumir a cadeira de Matemática,levou-o a mudar de planos. Lecionou por quase vinte cinco anos.

Mesmo antes de viver em Oxford, Dodgson já escrevia poemas. E seu primeiro trabalho com o pseudônimo com o qual seria mundialmente conhecido foi um poema romântico, ‘Solitude’ (1856).
 
A escolha do nome que o tornaria famoso também foi um enigma, uma brincadeira sua.
Lewis era um anglicismo de Ludovicus, o latim para Lutwidge. Carroll é um sobrenome irlandês semelhante ao nome Carolus, a forma em latim de se escrever Charles.

A maior parte de sua produção literária de então era satírica, mas suas ambições eram exigentes:
"Não acho que escrevi nada digno de publicação, mas não me desespero de fazê-lo algum dia", escreveu em julho de 1855.

Dodgson participava da Irmandade Pré-Rafaelita, uma confraria de artistas, na qual também estava o escritor de livros infantis George MacDonald, que apesar de desconhecido do grande público, serviu como inspiração para ninguém menos que J.R.R. Tolkien.

Foi George que em 1863, levou um manuscrito inacabado de Dodgson para a editora Macmillan, que imediatamente o aprovou. Originalmente a editora planejava publicá-lo como ‘Alice entre as fadas’ (Alice Among the Fairies) ou ‘Alice e a Hora de Ouro’ (Alice’s Golden Hour).

Dois anos depois de vendido, ganhou o título ‘Alice no País das Maravilhas’ (Alice’s Adventures in Wonderland), publicado sob o pseudônimo utilizado pela primeira vez nove anos antes. O livro alcançou de imediato um sucesso de reconhecimento e de vendas inédito para a época. Lewis Carroll recebia milhares de cartas de fãs, mas Dodgson preferia continuar sua vida como professor.

Ele também publicou muitos artigos e livros de matemática com seu próprio nome.

A continuação do primeiro livro e de seu maior sucesso, ‘Alice no País do Espelho’ (Through the Looking Glass And What Alice Found There) era superior no controle da técnica narrativa, porém sombrio, muito provavelmente devido a perda do pai, que o deixou em depressão por alguns anos.

Em 1876, Dodgson escreveu seu último grande trabalho, 'A Caça ao Snark', sobre as aventuras de um grupo bizarro de seres diferentes, e um castor, que buscam encontrar a criatura de mesmo nome.

Apesar de ter escrito alguns livros abordando Geometria e Álgebra, foi como lógico que Dodgson se destacou. O seu interesse pela lógica matemática e pelos jogos capazes de testar a razão, levou-o a publicar livros como 'Game of Logic' (1887) e 'Symbolic Logic' (1896).

Em 1895, seria publicado seu 'What the Tortoise said to Achilles', conhecido como ‘O Paradoxo de Carrol’, peça importante para a Lógica moderna.

Um dos traços característicos da lógica de Charles Dodgson era o poder de forçar as leis da lógica, explorando os limites da linguagem simbólica, mostrando os limites das formulações e revelando o nonsense que pode estar escondido sob a aparência da correção formal.

Dodgson sofria de insónia e durante a noite distraia-se formulando enigmas lógicos, divertidos jogos de palavras e de adivinhação.

Como fotógrafo e desenhista amador, Dodgson gostava de retratar meninas nuas. Sempre declarara que seu intuito era somente artístico, que eram sempre feitos com o consentimento dos pais e que se notasse qualquer constrangimento ou infelicidade no olhar das crianças, deixaria de faze-los para sempre. Além disso, ordenou em seu testamento que todas as fotografias e desenhos fossem queimados para nunca criar qualquer constrangimento no futuro. Mesmo assim, foi acusado de ser pedófilo.

Atualmente, estudos recentes classificam os retratos de Dodgson como parte do ‘Victorian Child Cult’, um movimento comum na época vitoriana, onde a criança era vista como a forma mais sublime da pureza.

Suas últimas publicações em vida, Sylvie and Bruno (publicada em duas partes, 1889 e 1893) foram ambas abafadas por escândalos, boatos misteriosos sobre seu envolvimento em orgias com mulheres casadas, e que não puderam ter sua veracidade desvendada após seu falecimento (vítima de pneumonia), pelo desaparecimento de todos seus últimos diários.



Lewis Carrol (Alice no Pais das Maravilhas, Alice's Adventures in Wonderland, Alice en El Pais de las Maravillas, Atraves del espejo y lo que Alice encontro al otro lado, Alice in Wonderland, Fantasmagoria, The Hunting of the Snark, Complete works of Lewis Carrol, The annotated Alice, The annotated Hunting of the Snark, Alice's Adventures in Wonderland, illustrations drawn by John Tenniel ) [ Download ]

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Joan D. Vinge




Joan Carol Dennison (2 de Abril de 1948) nasceu em Baltimore, Maryland (EUA).

Filha de um engenheiro aeronáutico, desenvolveu precocemente o interesse pela astronomia, sua grande paixão de infância. Durante o ensino médio descobriria a ficção cientifica, assumindo o lugar da astronomia, principalmente influencida pelo estilo de Andre Norton. 

Quando começou a faculdade Vinge optou pelo estudo de Artes, mas logo se desiludiu com seus professores e trocaria o mundo das artes pelo da antropologia, na qual formou-se pela San Diego State University em 1971. Logo após, trabalhou como um arqueóloga no Condado de San Diego.

Em janeiro de 1972 ela se casou com o escritor de ficção científica e matemático Vernor Vinge, e no ano seguinte, começou um esforço sério para escrever ficção científica.

Seu primeiro conto publicado, "Tin Soldier", apareceu em uma antologia de novos escritores chamada Orbit 14, em 1974. Esta primeira fase de sua carreira, foi pontuada por aparições em diversas revistas e antologias.

Logo, vários de seus trabalhos passaram a ganhar prêmios importantes: O romance 'Snow Queen' ('A Rainha da Neve') ganhou o Prêmio Hugo de ficção científica. 'Eyes of Amber' (Olhos de Âmbar) ganhou o Prêmio Hugo de 1977, também sendo indicada para vários prêmios Hugo, Nebula, John W. Campbell Award New Writer. 'Psion', foi nomeado melhor livro para Jovens Adultos pela American Library Association.
    
Na década de 80 Vinge ficou muito ocupada com a produção de 'novelizações' a partir de filmes de grande bilheteria,  como 'Mad Max Beyond Thunderdome', 'Ladyhawke', 'Willow', 'Santa Claus: The Movie', e uma série de outros. Ela também fez adaptações para livros infantis, como 'Star Wars Retorno do Jedi Storybook',que ganhou o Prêmio North Dakota Children's Choice de 1984.

Nos primeiros anos de sua carreira Vinge ganhou a reputação de ser uma das poucas mulheres autoras de ficção científica hard, e ela era uma freqüente colaboradora da Analog, certamente a publicação mais dedicada a esse estilo de FC. No entanto, ao mesmo tempo, suas histórias têm abordado temas menos ciêntíficos, como estruturas sociais - o que não surpreende, dada a sua formação de antropóloga.

Recentemente novelizou 'Lost in Space' ('Perdidos no Espaço').

Vinge continua a publicar para crianças e adultos.


Joan D.Vinge ( O Feitiço de Áquila, Lost in Space, Voices from the Dust, CAT series, Eyes of Amber, Fireship, Mother and son, Psiren, Snow Queen series, Tin Soldier, To bell the cat, View from a heigh, World's End, The Peddler's Apprentice (com Vernor Vinge), La Reina de la Nieve, Ojos de Ambar ) [ Download ]

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Tim Powers




Timothy Thomas Powers (29 de fevereiro de 1952) nasceu em Buffalo, Nova Iorque(EUA) e cresceu na Califórnia, para onde sua família se mudou em 1959.

Estudou Inglês e Literatura na California State Fullerton, onde conheceu James Blaylock e K.W. Jeter, que se tornariam amigos e colaboradores ocasionais. Outro escritor que ele conheceu durante este período foi Philip K. Dick. O personagem "David" no romance Valis de PKD, é baseado em Powers.

Seus livros são conhecidos por apresentar o que se convencionou chamar de "histórias secretas '- ele se utiliza de eventos históricos, mas mostra uma outra visão deles, em que a magia é uma força importante das motivações e ações dos personagens. Como em 'Three Days to never', que explora viagens no tempo, criaturas sobrehumanas, além de Charlie Chaplin e Albert Einstein.

Powers também escreve Ficção Científica, mas  frequentemente é na Fantasia, na magia e no sobrenatural que seu trabalho ganha em ênfase.

Seu primeiro romance de maior destaque foi  'Drawing of the Dark'(1979), mas o aquele que o colocou no mapa foi o seguinte 'Anúbis Gates'(1983), que ganhou o prêmio Philip K. Dick Memorial. Anubis Gates foi desde então, traduzido e publicado em diversos idiomas.

Logo em seguida a este sucesso de crítica e vendas, Powers publicaria o apocalíptico 'Dinner at Deviant's Palace'(1985) que também ganharia um PKD Memorial award.

Já com um público consolidado de fãs, Powers lançaria 'No Stranger Tides'(1987) que mistura piratas e vodu e a seguir 'The Stress of her regard'(1989) explorando o sobrenatural de poetas como Byron, Shelley e Keats. Sua fantasia contemporânea também foi premiada com um World Fantasy Award e um Locus, através de 'Last Call'(1992), que formaria uma trilogia com 'Expiration date'(1995) e 'Earthquake Weather'(1997), ambos também vencedores do prêmio Locus.

Em 2001, 'Declare', uma história sobre espiões sobrenaturais, ganharia os prêmios World Fantasy e  International Horror Guild award.

Powers também lecionou em meio período, na Orange County High School of the Arts, onde seu amigo, Blaylock é diretor do Departamento de Escrita Criativa.

Mais recentemente Powers voltou às manchetes quando o ator Johnny Depp subiu no palco do Anaheim Convention Center, em sua fantasia de Jack Sparrow, e surpreendeu seus fãs anunciando que o quarto filme da série se chamaria 'Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides' (Piratas do Caribe: Navegando em águas misteriosas).

Sobre o anúncio, Powers declarou que estava ainda curioso para ver como Hollywood adaptará sua fantasia histórica à franquia milionária.

'No Stranger Tides' é sobre Jack Shandy Chandagnac, filho de um titereiro britânico que assumiu a tradição da família, depois que seu pai morreu indigente. Ele embarca para a Jamaica para encontrar o tio que roubou a herança de seu pai, mas no caminho é capturado por piratas que praticam feitiçaria voodu - eles lhe dão a opção de unir-se às suas fileiras ou a execução. Logo, relutantemente, ele se junta com Barba Negra na busca da fonte da juventude.

Powers também acrescentou: "Algumas pessoas me perguntam se estou preocupado com que eles possam estragar o meu livro. Eu sempre penso em algo que James Cain disse, quando as pessoas perguntaram o que pensava sobre o que Hollywood tinha feito de seus livros. Ele apontava para a estante e dizia: "Eles não fizeram nada para eles, vejam'.

Powers vive atualmente em Muscoy, California, com sua esposa Serena (sua agente) e um coelho chamado Mac Sidhe.

Tim Powers ( Cena En El Palacio De La Discordia, La Fuerza De Su Mirada, Dinner at Deviant's Palace, The Anubis Gates, En Costas Extranas, Esencia Oscura, La Ultima Partida, Las Puertas de Anubis, Drawing of the Dark, Last Call, On Stranger Tides, Stress of Her Regard, Three Days to Never, The Bible Repairmen, The Skies Discrowned ) [ Download ]

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ficção científica e ensino de ciências



Tem sido comum a proposta de empregar filmes de ficção científica — FC — para introduzir conceitos de ciência em sala de aula (Southworth, 1987; Martin-Diaz et al., 1992; Dubeck et al., 1990; 1993; 1998; Freudenrich, 2000; Dark, 2005).

No entanto, muitas vezes, o potencial didático de uma obra é associado à precisão científica das situações retratadas. Assim, filmes que exibem cenas fantasiosas ou mesmo flagrantemente contrárias ao conhecimento científico seriam didaticamente menos relevantes do que as que trazem situações realistas.

Nas pesquisas em ensino de ciências, no entanto, a noção de “erro” conceitual tem sido examinada com critérios menos valorativos, seja por aquelas baseadas no desenvolvimento cognitivo, derivadas dos trabalhos pioneiros de Viennot (1979) e de Saltiel e Viennot (1985), seja pelas ligadas à história e à natureza do conhecimento científico, que mostram como o desenvolvimento do conhecimento no plano individual está sujeito a indefinições e obstáculos similares aos da construção do conhecimento social da ciência, aspecto já destacado nos anos 1980 por Gilbert e Zylbersztajn (1985).

Além disso, também não é possível ignorar que a obra ficcional segue suas próprias leis: aquilo que um cientista consideraria um erro pode constituir uma estratégia narrativa fundamental para que a história atinja o efeito pretendido pelo autor.

Nessas duas vertentes do erro — etapa do conhecimento e estratégia narrativa — há um aspecto em comum: a apreensão do real a partir de conceitos para representar o mundo por meio da linguagem. As pesquisas em ensino mencionadas baseiam-se, sobretudo, em dados da expressão verbal dos estudantes sobre fenômenos e situações. São narrativas sobre o mundo, calcadas em experiências que embora possuam referências na vivência direta com o mundo, são predominantemente representações culturais coletivas da ciência. A FC, por outro lado, destrincha essas experiências culturais a partir de ideias científicas e colocam-nas sob a perspectiva das questões humanas a elas subjacentes.humanas a elas subjacentes.

Interessa verificar se tais aspectos do erro (etapa de aprendizagem e procedimento narrativo) são epistemologicamente conciliáveis, de forma a ser possível estabelecer entre eles uma relação de necessidade. Se não, a ficção será quando muito um simples recurso para estimular o estudante e facilitar o ensino.

Entretanto, se há uma relação intrínseca entre a questão conceitual da ciência e a lógica ficcional, talvez seja possível encontrar nas obras de ficção algo mais profundo do que uma simples estratégia agradável de ensino.

(...)


Ficção científica e ensino de ciências: para além do método de ‘encontrar erros em filmes’ [ Download ]
Luís Paulo Piassi e Maurício Pietrocola

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Jack London



John Griffith Chaney (12 de Janeiro de 1876 - 22 de Novembro de 1916) nasceu em um bairro operário de São Francisco (EUA).

Escritor, jornalista e ativista social, Jack London foi um dos primeiros romancistas a obter celebridade mundial, além de uma grande fortuna.

Dotado de um estilo próprio, vigoroso, sintético (dizer muito com poucos vocábulos), amante da aventura e dono de uma grande sensibilidade artística, London em apenas 14 anos, escreveu 43 livros, além de centenas de contos, artigos e reportagens.

Filho de um escritor e marinheiro que ganhava a vida como astrólogo, e de uma professora de música e médium (que alegava receber o espírito de um chefe indígena), Chaney ao nascer foi logo entregue aos cuidados da ex-escrava Virginia Prentiss (sua mãe acabara de tentar um mal sucedido suicídio), e que seria uma figura materna fundamental por toda a vida. Antes de completar um ano de vida, sua mãe se casaria com John London, um viúvo, veterano da Guerra da Secessão e chefe de ferrovia.

London era essencialmente um autodidata. Lia sem parar tudo que aparecia, e segundo ele, este seria o segredo de seu sucesso literário. Apesar de terminar os estudos obrigatórios na escola (com destaque como orador), o jovem London não pode comparecer a formatura, por não possuir roupas adequadas.

A verdadeira paixão de sua vida eram os livros. Leu 'Uma vida' de Garfield, e 'Viagens Africanas', de Paul de Chaillu, e 'Signa', de Ouida, história que Jack havia de reproduzir, em linhas gerais, em sua própria vida, pois descreve como um menino italiano sem educação formal, alcançou a fama como um compositor de ópera.

Aos 11 anos já trabalhava como jornaleiro, aos 14 passava o dia na fábrica de enlatados Hickmott's (seu padrasto, ferido em um acidente de trem, estava preso a uma cama, inválido, sem poder prover financeiramente a família).

Com dinheiro emprestado de sua mãe adotiva negra, comprou uma chalupa (pequeno barco a vela) de um pirata de ostras chamado French Frank, e se se tornou ele próprio um pirata de ostras, pilhando os bancos de ostras particulares e vendendo as ostras nas docas. Após alguns meses, o barco ficou avariado, mas graças as suas novas amizades, London foi contratado como membro da Patrulha Pesqueira da Califórnia.

Depois de ter lido Moby Dick, de Herman Melville, se alistou para embarcar numa expedição em um veleiro americano de pesca de focas, percorrendo Coreia, Japão e Sibéria,. Ao retornar aos EUA, porém, deparou-se com a crise trabalhista e foi demitido.

Em Okland, sua mãe mostrou-lhe um anúncio do jornal San Francisco Call, sobre um concurso literário que oferecia um prêmio em dinheiro ao primeiro colocado. Jack sentou-se à mesa da cozinha e começou a escrever 'Typhoon off the Coast of Japan' (‘Tufão nas costas do Japão’), que contava sua experiência da viagem recente. Ganhou o prêmio: vinte e cinco dólares! Entusiasmado, continuou a escrever e a enviar originais para revistas, que entretanto, lhe foram devolvidos sem publicar. Assim sendo, voltou a trabalhar temporariamente como foguista na usina elétrica de Oakland.

Era o início dos movimentos trabalhistas na costa oeste, e London, de novo desempregado aos 19 anos, se uniu à marcha de protesto de trabalhadores, ao mesmo tempo em que começou uma vida como andarilho, passando a fazer viagens de trem como clandestino, o que o levaria a cumprir um mês de prisão em Niágara Falls, por vadiagem.

O episódio do encarceramento, a experiência de perder sua preciosa liberdade, criou nele a determinação de abandonar a pobreza.

Matriculou no Ginásio Oakland, tomou gosto por escrever artigos diversos para o jornal acadêmico, o Aegis. Embora quisesse cursar a Universidade da Califórnia, circunstâncias financeiras forçaram-no a abandonar os estudos e ele nunca se formou. Neste período, em Berkeley, London procurou e encontrou um jornal com a notícia sobre a tentativa de suicídio de sua mãe e descobriu posteriormente, através de uma troca de cartas, que seu pai biológico não era quem ele pensava ser.

Abalado com a descoberta, aos 21 anos, ele e seu amigo James Shepard, embarcaram na Corrida do Ouro do Klondike, que se tornaria o cenário de suas primeiras histórias de sucesso. Esta passagem nas lavras de ouro, não lhe rendeu o dinheiro esperado, mas escorbuto, além de é claro, mais material para contos como ‘To Build a Fire’ (A fogueira), que muitos críticos consideram o seu melhor.

De volta a Califórnia em 1898, London começou a escrever deliberadamente para ser publicado. Segundo ele, sua única esperança de escapar da pobreza, era se educar e 'vender seu cérebro'.

Sua primeira história publicada foi ‘To the Man On Trail’, frequentemente incluída em antologias. Mas nem tudo era perfeito para o jovem escritor. Quando o jornal The Overland Monthly ofereceu somente cinco dólares por sua história, e demorou a pagar-lhe, London quase desistiu de seguir a carreira. Em suas palavras: 'Fui salvo literalmente e literariamente, quando a revista The Black Cat aceitou 'A Thousand Deaths', pagando 40 dólares'.

London teve a sorte de escolher o momento de iniciar sua carreira de escritor. Na época, novas tecnologias possibilitaram o surgimento de revistas de baixo custo. Isso resultou em uma explosão de revistas populares voltadas para o grande público, e um mercado enorme para contos. Em um ano ganhou aproximadamente 2.500 dólares somente escrevendo, uma fortuna para a época, considerando que um bom salário na época, não excedia 60 dólares ao mês.

Em janeiro de 1903, Jack London entregou o manuscrito concluído da primeira de uma série de histórias sobre o Alaska, 'The Call of the Wild' (Chamado selvagem) ao The Saturday Evening Post. A história tinha como personagem um cão mestiço de São Bernardo com Pastor escocês, chamado Buck, inspirado em um cão seu.
 
Agora com uma carreira lucrativa, London casou-se com Elizabeth Maddern no mesmo dia em que 'The Son of the Wolf' (‘O filho do lobo’) foi publicado. Sua primeira filha, Joan, nasceu um ano depois (e Becky no ano seguinte). O temperamento de London porém, levaria-o ao divórcio e, sem perder tempo, ao segundo casamento.

Em 1905, London comprou por 26 mil dólares, um rancho de 1.000 acres chamado Glen Ellen, no condado de Sonoma, Califórnia. Escreveu: ‘Juntamente com minha esposa, o rancho é a coisa que mais prezo neste mundo.’

Ele tentou desesperadamente fazer do rancho um empreendimento comercial bem-sucedido. Escrever se tornara mais ainda, um meio para um fim: ‘Escrevo com nenhum outro propósito senão fazer crescer a beleza que agora pertence a mim. Escrevo um livro por nenhum outro motivo que não seja acrescentar três ou quatro centenas de acres à minha magnífica propriedade.’

Após 1910, seus trabalhos literários eram, na maioria, escritos para atender à necessidade de receita para o rancho, que acabou sendo um enorme fracasso econômico e que o obrigou a regressar a produção em série de livros e contos de aventuras e viagens, como 'Lost Face', 'Burning Daylight', 'Smoke Bellew', 'The Cruise of the Snark', 'When God Laughs', 'Adventure', 'South Sea Tales', 'A Son of the Sun' e 'The House of Pride'.

A vida de Jack London sempre fora uma montanha russa de altos (muito altos) e baixos (muito baixos), e a desgraça seguinte seria perder sua bela mansão, por conta de um incêndio possivelmente criminoso.

Como se não bastasse, London enfrentava com freqüência, processos de plágio, não somente por ser um escritor conhecido e rico, mas também por causa de seus métodos de trabalho. Em uma carta, declarou: ‘expressar para mim é mais fácil que inventar’. London comprava enredos e romances de jovens autores e utilizava também de incidentes recortados de jornais, como material para seus textos, sem dar devido crédito às fontes.

Alguns de seus melhores contos foram deste período difícil, como um romance de ficção científica chamado 'The Scarlet Plague' (1915). Contudo, a sua obra mais extraordinária em termos de imaginação neste período foi o romance sobre viagens no tempo, 'The Star Rover' (traduzido no Brasil como ‘O andarilho das estrelas’).

Dívidas, uma falha renal que lhe provocava dores intensas, alcoolismo e o medo de perder a sua criatividade o assombravam nos últimos dias de vida. London morreu na varanda de seu rancho em Glenn Ellen, sendo possível que uma overdose deliberada de morfina tenha sido a causa, tal qual seu conto ‘The Little Lady of the Big House’, onde a heroína, sofrendo a dor de um tiro mortal, comete suicídio com morfina.

Sobre ele, escreveu L.E.Doctorow para o New York Times:
‘Jack London nunca foi um pensador original. Ele devorara o mundo, física e intelectualmente... era o tipo de escritor que encontra uma idéia e a dilata a partir de sua psique. Era um operário genial da literatura, que sabia instintivamente que ela era uma generosa anfitriã, sempre com espaço para mais um à sua mesa’.

Fórum brasileiro sobre Jack London



Jack London ( The Human Drift, Goliath, A Relic of the Pliocene, O Apelo da Selva, Adventure, Before Adam, Burning Daylight, Heathen, The Sea Wolf, A Daughter of the snows, A Lei da Vida, Call of the Wind, Crucero del Snark, Cuentos de Ciencia Ficcion, Cuentos, El Hijo del Lobo, El Hombre de la Cicatriz, El Vagabundo de Las Estrellas, Martin Eden, Narrativas Breves, Natal na Terra das Neves, O Andarilho das Estrelas, O Lobo do Mar, Patrulha Pesquera, Relatos de los Mares del Sur, The Red One, The Multiny of Elsinore, The People of the Abyss, The Valley of the Moon, Jacket Star Rover, Jerry of the Islands, A bordo del Francis Spight, Amor a la Vida, Antes de Adan, El Diente de Ballena, El Valle de La Luna, Gente del Abismo, Muertes Concentricas, El Pagano, Para acender un fuego, La Peste Escarlata, Un trozo de carne, The Iron Heel, Scab, Short Stories, Tales of the Klondike, The Call of the Wild, The Faith of the Man, The Jacket, The Night-Born, The Son of the Wolf, The Strenght of the Strong, The War of the Classes, White Fang, Caninos Brancos, Preparando uma fogueira ) [ Download ]

domingo, 23 de janeiro de 2011

Joseph Conrad



Józef Teodor Konrad Korzeniowski (3 de Dezembro de 1857 – 3 de Agosto de 1924) nasceu em Berdyczów (Berdychiv), na época território pertencente a Polônia mas ocupado pela Rússia e atualmente Ucrânia.

Nascido na aristocracia, seu pai era um tradutor renomeado de Victor Hugo e Shakespeare, posteriormente exílado em Vologda (Sibéria), por conta de suas atividades políticas (a Polônia lutava contra o domínio czarista russo). O clima impiedoso no nordeste da Russia teve consequências trágicas para Conrad e sua família. Aos oito anos de idade perdeu a mãe e quatro anos depois o pai, ambos para a tuberculose, sendo então enviado para um orfanato.

Aos doze seria mandado para viver com um tio materno abastado, na Suiça, e posteriormente em Cracóvia (Polônia), onde além do polonês, estudou francês, latim, grego, geografia e matemática, apesar de não gostar de estudar.

De espírito indócil, o jovem Conrad aos 17 anos de idade fugiu para Marselha (sul da França), onde conseguiu um trabalho como aprendiz embarcado em um cargueiro francês. Mais tarde revelaria que tudo em que pensava era conhecer o 'continente negro', embora seus biógrafos afirmem que ele buscava fugir do serviço militar russo.

Seus primeiros anos na marinha foram repletos de 'aventuras' nem sempre tão afortunadas pelas Indias Ocidentais. Por conta de uma vida desregrada, afundado em dívidas de jogo, envolveu-se com comércio e contrabando de armas, e esteve várias vezes à beira da morte, incluindo uma tentativa de suicídio mal sucedida, atirando contra o próprio peito.

Ciente dos problemas do sobrinho e protegido, seu tio interveio pagando suas dívidas e afastando-o temporariamente da vida de marinheiro. Mas não por muito tempo. Aos 21 anos, Conrad conseguiu emprego em um navio britãnico onde aprendeu inglês e com o tempo obteve seu certificado de 'homem do mar' e a cidadania inglesa, assumindo o nome pelo qual ficou conhecido mundialmente.

A cidadania inglesa custaria a ele, o direito de poder voltar a Rússia (no caso, a sua Polônia).

Em mais de 15 anos na marinha, Conrad viajou por todos os oceanos e conheceu uma centena de portos. E empregado pela Societé Anonyme pour le Commerce du Haut-Congo em 1890, Conrad finalmente mergulhou no 'continente negro'. Nesta temporada escreveu o seu 'Diário do Congo', que mais tarde se tornaria o rascunho de seu famoso 'Heart of Darkness'(Coração das Trevas).

As duras condições de vida no Estado Livre do Congo agravaram a sua já frágil saúde (sofria de gota e tinha períodos de depressão intensos). Foi enviado de volta a Inglaterra onde foi internado em um hospital.

Este acontecimento apressaria a sua aposentadoria da marinha. Vivendo em Kent (Inglaterra) aos 36 anos, Conrad trocou definitivamente o balanço do mar pela carreira de escritor. Seu primeiro romance 'Almayer's Folly'(A Loucura do Almayer - 1895), como não poderia deixar de ser, tinha como enredo os colonizadores europeus fracassados que conhecera nas ilhas do pacífico. Conrad era capaz de escrever fluentemente nos três idiomas. Neste seu início, muitas das suas histórias eram passadas a bordo de navios. 'Nostromo'(1904) é um estudo sobre a revolução na América do Sul, enquanto 'Secret Agent'(1907) e 'Under western eyes' (Sob os Olhos Ocidentais - 1911) tratam de assuntos como terrorismo e espionagem.

Agora casado e pai de dois meninos, passou a ser respeitado como um escritor, publicando um romance por ano.Seu estilo é apontado por muitos criticos, como um elo genuíno entre a literatura realista tradicional (de Charles Dickens) e a escola modernista emergente. Uma marca de suas preocupações como escritor é luta intemporal, do homem frente a seus conflitos internos, como em 'Heart of Darkness', a história da viagem de Marlow ao Congo também expõe a exploração e a barbárie entre as sociedades europeias e africanas durante o século 19.

Aos 63 anos, Conrad declinou do título de Cavaleiro do Império, dizendo-se não merecedor de tamanha honra.

Apesar de sofrer com as consequências de doenças contraidas na África, Joseph Conrad produziu em quantidade e qualidade até sua morte, vitimado por um ataque do coração fulminante.

Controverso em sua época, sua obra inspirou cineastas e autores como F. Scott Fitzgerald, Gabriel García Márquez, de DH Lawrence, Joseph Heller, Albert Camus, Ernest Hemingway, Arthur Koestler, T.S. Eliot, Marcel Proust, André Malraux, Louis-Ferdiand Céline, Jean-Paul Sartre e Virginia Woolf.

A influência de 'Heart Of Darkness' teve na literatura é bem conhecida mas poucos sabem que Conrad também escreveu Ficção Científica. Intitulada 'The Inheritors' (Os Herdeiros - 1901), e escrito em colaboração com o quase tão famoso quanto Ford Madox Ford, trata-se de um grupo de pessoas da "quarta dimensão" que busca influenciar a ordem na Terra para criar a sua própria hegemonia de moral duvidosa.

Com este livro, Conrad pretendia lançar-se oficialmente como escritor de outros gêneros além daqueles em que notavelmente trabalhava (e ganhar algum dinheiro nisso), mas apesar de se tratar de um livro fascinante, teve uma publicação difícil e complicada pela partilha entre os editores e mesmo na época, quase não vendeu.

Joseph Conrad ( Coração das Trevas, One day more, Lord Jim. Nostromo, El Agente secreto, The arrow of gold, The mirror of the sea, A Tale in two parts, A Tale of the Seaboard, The Rescue, A Set of six, Laguna, Amy Foster, Cuentos del inquietud, Duelo, El corazon de las tieneblas, Gaspar Ruiz, Linea de Sombra, Relatos de los mares del sur, Situation Limite, Tifon, Typhon, Victoria, Notes on life and letters, Inheritors, El Negro del Narciso, Heart of Darkness, Juventude, The Secret Agent, Under Western Eyes ) [ Download ]

domingo, 16 de janeiro de 2011

Daphne du Maurier


 
Daphne du Maurier (13 de maio de 1907 -  19 abril de 1989) nasceu em Londres (Inglaterra) em uma família rica e de parentes famosos no meio artistico.

Como uma criança inteligente e muito ativa, Daphne gostava de ler e de inventar histórias de fantasia, o que a ajudou a desenvolver seus talento literário. Durante a maior parte de sua vida viveu na Cornualha, primeiro perto de Plymouth e mais tarde em Menabilly. A paisagem da gótica Cornualha, cenário para as lendas do Rei Arthur, Tristan e Isolda, e muitos contos de piratas, inspirou o seu trabalho e muitas vezes tornou-se a paisagem de sua própria ficção.

Um de seus biógrafos, Wayne Templeton, observou que durante a sua adolescência, du Maurier exibia um intenso desejo de ser um menino. Nos primeiros anos ela costumava fingir ser um rapaz chamado Eric Avon. Devido ao estigma da homossexualidade, du Maurier vivia em um círculo restrito e mínimo, que a afastava do convívio social. O isolamento e as tendências masculinas teriam influenciado seus primeiros romances e contos, muitas vezes dominados por um narrador masculino.

Sua carreira literária iniciou em 1925, quando começou a escrever versos sombrios e histórias claramente influenciados por Katherine Mansfield, Guy de Maupassant, e Somerset Maugham. Suas primeiras publicações foram contos curtos, que apareceram por volta de 1929 no The Bystander, um jornal editado por seu tio, William Beaumont.

O primeiro romance, aos 24 anos de idade, chamou-se 'The Loving Spirit', um romance histórico que se tornou um best-seller e também ganhou elogios da crítica. O livro inspirou Frederick ''Boy' 'Browning, um major do regimento Grenadier Guards, a conhecê-la e, em breve, estariam casados (durante sua vida, du Maurier nunca admitiu sua bisexualidade).

Sua reputação literária como uma nova e talentosa escritora seria solidificada com a publicação do seu quarto romance, 'Jamaica Inn' (1936). Os críticos na época, observaram semelhanças de estilo com os romances góticos das irmãs Brontë, 'Jane Eyre' e 'O Morro dos Ventos Uivantes'.

'Rebecca' de 1938 talvez tenha marcado o auge de sua carreira e fama, vendendo números expressivos para a época (mais de um milhão de exemplares em menos de um ano). O romance narra a vida e uma mulher jovem e frágil que enfrena os fantasmas do passado numa mansão isolada na costa da Cornualha.

A partir dos anos 50, du Maurier deixou de lado o tema de mistério e romances sentimentais, passando a dedicar-se a outros gêneros, como a ficção científica de 'The Birds' (Os Pássaros), que questiona o domínio do homem sobre a natureza e 'The House on the Strand' (O Espião do Passado), abordando a viagem no tempo.

Suas coletâneas de contos também eram bem sucedidas, especialmene 'The Apple Tree: A Short Novel and Some Stories' (1952), publicada nos EUA como 'Kiss Me Again, Stranger' (1953) assim como 'The Birds and Other Stories' (1963); e 'Not After Midnight and Other Stories' (1971), republicada como 'Don’t Look Now' (1971).

Suas histórias acabaram chegando a um público bem maior, através de adaptações de sucesso no cinema como 'Rebecca', 'Jamaica Inn', 'The Birds' e ‘Don’t Look Now.’

Du Maurier recebeu o prêmio National Book Award de 1938 por 'Rebecca' e a honraria de Dame Commander da Ordem do Império Britânico em 1969.

Sobreviveu a sua morte, o rumor de que 'Rebecca' seria um plágio de um romance brasileiro pouco conhecido chamado 'A sucessora', publicado em 1934 e escrito por Carolina Nabuco, que somente ganharia destaque ao ser levado para a televisão na forma de uma telenovela em 1978. Apesar da suspeita de plágio nunca ser confirmada, não foi a única vez que este tipo de acusação caiu sobre du Maurier. Em 1947, seu romance 'Blind Windows' sofreria da mesma suspeita (esta comprovadamente infundada).


Site oficial


Daphne du Maurier ( Rebecca (em portugues), Los pajaros y otros relatos, My cousin Rachael, Frenchman's Creek, Hungry Hill, Jamaica Inn, Los lentes azules y otros relatos, Not after midnight, The Apple Tree, The House on the strand ) [ Download ]

domingo, 9 de janeiro de 2011

H. Beam Piper



Henry (ou Horace) Beam Piper (23 de março de 1904 - 11 novembro de 1964) nasceu em Altoona, Pennsylvania.(EUA).

Autodidata, obteve um conhecimento profundo da ciência e da história, segundo ele: "sem me sujeitar à miséria ridícula de quatro anos nos confins desconfortável de um casaco de guaxinim." Aos dezoito anos de idade foi trabalhar como operário para os estaleiros da Estrada de Ferro da Pensilvânia. Trabalhou também como detetive e membro da equipe de engenharia da Pennsylvania Railroad, em Williamsburg, PA.

Piper publicou seu primeiro conto, "Time and Time Again", em 1947, na Astounding Science Fiction, e era essencialmente um autor de contos a partir de então até 1961, quando começou a escrever romances.

As histórias de Piper tratavam de dois campos em especial: "space opera" pura, como Space Viking, ou histórias de conflito ou mal-entendido cultural, tais como as séries Fuzzy e Paratime.

Sobrecarregado por dificuldades financeiras na sequência de um divórcio, e a percepção equivocada de que sua carreira estaria afundando (seu agente tinha morrido sem notificar-lhe de várias vendas), ele cometeu suicídio.

Piper não viveu para ver o efeito de sua literatura nos escritores futuros de Ficção Científica. Ao final de sua vida, mantinha correspondência com um jovem escritor chamado Jerry Pournelle.

Ele também foi um grande colecionador de armas (era membro da National Rifle Association e tinha sua própria coleção com mais de cem armas antigas e modernas), e escreveu romance de mistério policial.

Boa parte de sua obra jamais chegou ao público, pois Piper a destruiu juntamente com muitos dos seus outros documentos pessoais.

Seu trabalho, apesar de não receber prêmios e poucos elogios durante sua vida, iria ser objeto de culto postumamente.

Site de H.Beam Piper

H. Beam Piper ( Lone Star Planet, Little Fuzzy, Fuzzy Sapiens, Fuzzies and other people, The Cosmic Computer, Encuentro en Zarathusta, Four day planet, Operativo Policial, Viking Espacial) [ Download ]

A obra de H.Beam Piper no Projeto Gutenberg. 

domingo, 2 de janeiro de 2011

John Wyndham



John Wyndham Parkes Lucas Beynon Harris (10 de Julho de 1903 - 11 de Março de 1969) nasceu em Knowle, Warwickshire (Inglaterra), em uma família de classe média alta, e passou grande parte de sua infância em Birmingham.

Após a conclusão de seus estudos, por força de seus familiares, o jovem Wyndham exerceu diversas profissões, como fazendeiro, vendedor de arte, advogado, e leitor compulsivo da revista Amazing Stories, também escrevia contos e os enviava para revistas semelhantes (que eram frequentemente recusados).

Neste início como escritor (1925-1931) , Wyndham usou de diversos pseudônimos, como John Beynon, John Beynon Harris, Johnson Harris, Lucas Parkes e Wyndham Parkes. Também escreveu séries e histórias de detetives. Deste período, 'The Lost Machine' (1932), rendeu-lhe alguma fama, ao ser publicada na Amazing Stories; sua história era predescessora dos contos sobre robôs de Isaac Asimov. 

A Segunda Guerra Mundial afastou-o da ficção.
Wyndham trabalhou como censor no Ministério da Informação e posteriormente como operador na Royal Corps of Signals. Também participou do desembarque na Normandia.
Somente após a guerra Wyndham poderia dedicar-se integralmente, escrevendo já como John Wyndham. Porém seus biografos apontam que algo mudara  definitivamente nele. As bombas atômicas lançadas sobre o Japão, o início da guerra fria, o medo do comunismo e de uma guerra nuclear, trouxeram seriedade a ficção científica de uma maneira geral.

Seu primeiro romance desta sua nova fase, The Day of the Triffids(1951) atestaria esta virada.
O Dia das Trífides revisitava e atualizava o tão batido tema do apocalipse. Uma chuva de meteoros misteriosos, chamados de raios verdes, causa cegueira coletiva em massa. As Triffides, plantas carnívoras que se movem sobre três raizes (daí seu nome), surgidas de um experimento agrícula, se aproveitam desta cegueira para apoderar-se do planeta.

O livro foii um estrondoso sucesso de vendas e o projetou como um novo expoente da Ficção Científica inglesa. Nos anos 50, Wyndham chegou a ser o autor mais vendido no Reino Unido.

Levado para as telas dos cinemas em 1963 por Steve Sekely, o filme desagradou com um final melancólico (roteiro do 'lista-negra' Bernard Gordon), que redime a humanidade.

Após este, Wyndham escreveria outros seis trabalhos igualmente bem recebidos e semelhantes no tema: The Kraken Wakes(Out of the Deeps), The Chrysalids(Re-Birth), The Midwich Cuckoos(Village of the Damned) , Trouble with Lichen, Chocky e Web.

The Midwich Cuckoos (1957), onde a paz mundial é ameaçada desta vez não por plantas inteligentes, mas por crianças telepatas, também forneceria material para outro filme, Village of the Damned de Wolf Rilla, este bastante fiel à sua origem.

A maior parte das histórias de Wyndham se passa na Inglaterra contemporânea e sua predileção pela narração apocalíptica, levou-o a ser comparado a H.G.Wells (Guerra dos Mundos), porém Wyndham sempre rejeitou alienígenas como 'malfeitores vindos do espaço'. Diferente dos escritores de sua geração, a preocupação em elaborar personagens coerentes e sensíveis era um diferencial de sua literatura. Seu estilo explorava as mudanças na sociedade do pós-guerra, a paranóia, o medo exarcerbado.

Além disso, seu entendimento e consequente preocupação com a manutenção da nossa biosfera estava à frente de seu tempo, como por exemplo em The Kraken Wakes, quando alienígenas passam a realizar "mudanças" em nosso planeta, sem nos consultar. Outra característica sua é a utilização de personagens de classe média, trabalhadores comuns, lutando para superar (com a razão) as piores situações. Desta forma, Wyndham parece querer nos convencer do potencial da humanidade para sobreviver.   

Avesso a publicidade ao redor de seu nome e de sua vida, Wyndham quase não concedeu entrevistas, vivia recluso, mas este fato aparentemente não apagou o impacto de sua obra. Mesmo após sua morte em 1969, seus principais livros continuaram ainda a ser publicados, e leitura obrigatória nas escolas do Reino Unido.


John Wyndham ( The Perfect Creature, The trojan beam, Vengeance by proxy, Adaptation, Pawley's peephole, The red stuff, And the walls come tumbling down, Dumb Martian, Close behind him, Empitness of space, Chocky, More spinned against, Stowaway to Mars, The Chrysalids, The Day of The Triffids, The Kraken Wakes, The midwich cuckoos, Kraken acecha, Una marciana tonta, El dia de los trifidos, El misterio de las profundidades, Las crisalidas, Los cuclilos de Midwich, El circuito compassivo, Jizzle, La rueda, Raro  ) [ Download ]

domingo, 21 de novembro de 2010

Anne Rice



Anne Rice, batizada Howard Allen O'Brien, (4 de Outubro de 1941) nasceu em Nova Orleans, Louisiana (EUA) e é autora de inúmeros livros de temática sobrenatural e de terror.

O nome ‘Anne’ foi escolhido por ela mesma, ao entrar na escola (Redemptorist Catholic School). Aos 15 anos perdeu a mãe, que sofria de alcoolismo, e 2 anos depois, sua família (com o pai novamente casado) se mudaria para Richardson, subúrbio de Dallas, Texas, onde conheceu seu futuro marido, o pintor Stan Rice.
Cursou dois anos na Texas Woman's University e já casada e morando na Califórnia, se formou pela San Francisco State em Creative Writing (Escrita criativa).

Os primeiros anos da vida de casada de Rice foram conturbados. Além das muitas dificuldades financeiras enfrentadas pelo jovem casal, sua primeira filha Michele viria a falecer de leucemia.

Neste período ela escreveria um conto "Interview With the Vampire" (1976), como parte de seus estudos, e que logo viria a tornar-se um romance (escrito em uma semana), após receber uma proposta de 12 mil dólares de adiantamento pelo trabalho.

As excepcionais vendas para um autor desconhecido, imediatamente catapultaram o valor de seus próximos contratos para outros livros que explorariam o mesmo universo do primeiro. Recebeu 150 mil dólares por “The Vampire Lestat”, e no auge da fama, 5 milhões de dólares por “The Witching Hour”. A venda dos direitos da saga “Vampire Chronicles”, lhe renderam mais 17 milhões, tornando-a um dos cinco escritores mais bem pagos da America.

Rice foi responsável por cristalizar os vampiros modernos como indivíduos atormentados, com defeitos e sentimentos semelhantes aos seres humanos. A eternidade destes seus vampiros é quase sempre tratada como um fardo indesejado, além de misturar boas doses de sexo e morte.

Rice disse: “Para escrever algo, você tem que correr o risco de fazer papel de bobo.Meu vampiro é brilhante, deslumbrante, quebra regras e ao mesmo tempo é estranho. Vive uma existência em um plano acima do nosso e é muito sedutor. Ele também é alguém capaz de satisfazer todos os seus desejos. Vivemos em um mundo FedEx, chamadas de longa distância e faxes. Podemos nos acordar em Nova York e ir dormir em Paris. Os vampiros são super ampliações de nós mesmos, da maneira como nos sentimos poderosos. Sempre fizeram parte da nossa cultura. Sempre existiram superstições em torno da morte e do sepultamento na Europa Ocidental e da idéia de que um morto possa voltar à vida. Quando você escreve uma história sobre o bem e o mal com um vampiro, você está de volta à Renascença, é uma figura tão poderosa como Deus e o Diabo. O que eu adoro nisso é que meus leitores entendem meus livros. Nós nos assustamos com o que nos torna diferentes.”

Quando “Interview with the Vampire” chegou às telas dos cinemas em 1994, através do diretor Neil Jordan e com Tom Cruise na pele do vampiro Lestat, Rice se disse decepcionada com o resultado e com a escolha do ator. O segundo filme baseado nesta saga, “The Queen of the Damned” (“A Rainha dos Condenados” de 1988), foi além, adaptando livremente passagens do romance homônimo, o que acarretou numa forte descaracterização da trama original.

Após o falecimento de seu marido em 2005, Rice declarou que deixaria de escrever sobre vampiros e bruxas, dedicando-se a uma linha de fantasia histórica religiosa. Seu livro seguinte, “Christ The Lord: Out of Egypt”, é sobre a vida do menino Jesus.

Esta variedade de estilos não é novidade. No passado Rice também escreveu sob pseudônimos (Anne Rampling e A.N.Roquelaure) experimentando outros temas, como seus romances ‘Violino’(1996) e ‘Chore para o Céu’(1982), ambos abordando a música como centro da trama.

Rice, que sofre de diabetes, tem um filho e a irmã, também escritores, e mora hoje em uma mansão luxuosa no meio do deserto da Califórnia, onde coleciona sapatos e se dedica no momento a escrever uma trilogia sobre anjos.

Sobre esta guinada em sua carreira, declarou: “Os romances evoluem, assim como a fé evolui. Nossa jornada espiritual sempre vai nos levar para novos lugares. Nós, escritores, precisamos fazer com que nosso trabalho seja um reflexo de nossas obsessões. Do contrário, nosso trabalho não será bom.“

"The Vampire Lestat" está sendo adaptado para se tornar um musical da Broadway, com canções escritas por Sir Elton John e mais recentemente Rice assinou contrato com a produtora de vídeolivros Vook para uma edição multimídia do seu conto "O senhor de Rampling Gate".

Site oficial

Anne Rice ( A Hora das Bruxas, Entrevista com o vampiro, O vampiro Lestat, A Rainha dos Condenados I e II, A História do ladrão de corpos, Mennoch, Vampiro Armand, Merrick, Sangue e Ouro, A fazenda Blackwood, Cântico de Sangue, Pandora, Vittorio o vampiro, O senhor de Rampling Gate, O servo dos Ossos, Violino, Beauty's release, Belinda, Blood and Gold, Entrevista con el vampiro, Exit to Eden, Interview with the vampire, Julian of Norwich, Lasher, Lestat el vampiro, Mennoch the Devil, Pandora, Queen of the Damned, Servant of the bones, Beauty's punishment, The Claiming of the Sleeping Beauty, The Witching Hour, Taltos, The Mummy, The Tale of Body Thief, The Vampire Lestat, Vampire Armand, Blackwood Farm, Violin, Vittorio ) [ Download ]

sábado, 20 de novembro de 2010

JEDICON 2010 SP


Quem estiver em São Paulo hoje, tem um programa imperdível para o dia.

A 11ª JediCon SP comemora os 30 Anos do “Episódio V – O Império Contra-Ataca” com muitas atrações

O evento anual, organizado  pelo Conselho Jedi São Paulo, irá comemorar os 30 anos do lançamento do segundo filme da Saga Star Wars à ser produzido, “O Império Contra-Ataca” (1980).

O evento será realizado na FAPCOM, localizada na Rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana (próximo às estações Ana Rosa e Vila Mariana do Metrô – Linha Azul).

O evento tem como objetivo trazer aos fãs da saga Star Wars a possibilidade de reunir-se com outros fãs, amigos e admiradores, em um dia especial com várias atrações: apresentação da Banda Marcial de Cubatão que tocará temas de Guerra das Estrelas; Caetano Cury – ilustrador e autor das tirinhas do Pança e Caverna do Jedi (site Jovem Nerd); apresentação de luta coreografada pelo grupo Blades (Conselho Jedi São Paulo); palestras, fã filmes, vídeos, bate-papo, concurso de cosplays infantil e adulto, stands com memorabílias (exposição e vendas), presença de fã clubes, como Aliança Star Wars, Senhor dos Anéis, Star Trek, Percy Jackson (Olimpianos), vários lançamentos de livros de ficção e fantasia, com seus autores autografando suas obras durante todo o dia e muito mais.

Durante oito horas de evento, os freqüentadores se reportarão ao universo de Star Wars e se depararão na companhia de vários outros fãs Jedi, Sith, Mandalorianos, Stormtroopers, Clonetroopers e muitos outros personagens que circularão aleatoriamente pelo evento, representados por adultos e crianças.

A Jedicon SP consagrou-se como um evento tradicional no calendário dos fãs e, acima de tudo, é uma oportunidade para comemorar décadas de diversão que a saga de Star Wars proporcionou às diversas gerações de fãs. Diversão que, com certeza, se estenderá por muito mais décadas reunindo ainda mais fãs!

O ingresso pode ser adquirido na entrada do evento e tem um custo de R$ 15,00 (Quinze Reais) + a doação de 1 kg de alimento não perecível, que serão entregues à ACEDEM, instituição que cuida de mais de 50 (cinqüenta) pessoas carentes e necessitadas.

Informações do evento:

JEDICON SP 2010 – Dia 20 de Novembro de 2010
Local: FAPCOM
Endereço: R. Major Maragliano, 191 – Vila Mariana – São Paulo – SP
(Próximo às estações Ana Rosa e Vila Mariana do Metrô – Linha Azul)

Horário: das 10h00 às 18h00

Ingresso: R$ 15,00  (camiseta-ingresso em quantidade limitada) + doação 1 kg de alimento não perecível
Estacionamento no local : R$ 5,00

Como chegar: http://www.fapcom.com.br/fapcom/vestibular/?page_id=77

Mais informações no site http://www.conselhosp.com.br

domingo, 14 de novembro de 2010

Robert Charles Wilson


Robert Charles Wilson nasceu em 1953, em Whittier, Califórnia (EUA), sendo que aos nove anos de idade sua família mudou-se para o Canadá, onde vive desde então.

Conhecido pela forma que mescla fantasia tecnológica com o psicológico e o metafísico, seus romances  encarnam tanto a esperança quanto o temor que constitui a relação da humanidade com a ciência.

Antes de se tornar escritor em tempo integral, Wilson trabalhou para a Comissão de Direitos Humanos de Ontário e como extra na indústria do cinema. Seus outros interesses incluem eletrônica do século passado, um passatempo tecnológico que o persegue mesmo quando escreve postulando sobre o futuro.

Autor laureado com o Prêmio John W. Campbell Memorial e dois Phillip K.Dick (além de indicado para outros tantos), fez-se notável dentro do gênero principalmente por combinar uma erudição rara, com uma sensível e realistica caracterização, com temas de FC Hard. É frequentemente comparado, quanto à preocupação na psicologia de seus personagens, à Theodore Sturgeon.

Seu primeiro conto se deu pela revista Analog, com o pseudônimo de Chuck Bob Wilson.

O primeiro romance, A Hidden Place (1986), nomeado para o Prémio Philip K. Dick, o Prêmio Aurora, e o Locus Magazine Award, segue as aventuras de dois marginais de uma pequena cidade, que fazem amizade com uma garota misteriosa de outro mundo.

Talvez o maior sucesso de crítica de Wilson tenha sido seu ambicioso livro de 1998, Darwinia. O romance narra sobre um acontecimento ocorrido em 1912, quando o continente europeu desaparece misteriosamente e é substituído por um continente de monstros antediluvianos e florestas, conhecido por Darwinia. O protagonista, um jovem rapaz de 14 anos,  abandona a América (governada por fundamentalistas religiosos), numa viagem em direção a Darwinia, para explorar seus mistérios e o que começa como uma aventura, se transforma numa derradeira revelação do destino da Humanidade.  

Além de romances, Wilson continua escrevendo contos para revistas como The Magazine of Fantasy and Science Fiction, Isaac Asimov Science Fiction Magazine e Frights North. Um de seus contos, "As Perseidas" (1995), ganhou o Prêmio Aurora e foi indicado para o Prêmio Nebula.

Embora hoje o Canadá seja a casa de escritores famosos de ficção científica como William Gibson e Robert J. Sawyer, Wilson lembra de um período mais humilde. "Tenho idade suficiente para lembrar de um tempo em que aspirantes a escritores de FC no Canadá teriam dúvida sobre escrever uma história de FC ambientada em Toronto, preferindo Nova York, ou trocando Vancouver por Los Angeles. Hoje existem dezenas e dezenas de escritores de ficção científica canadenses que situam suas histórias aqui sem receio e que encontram um público perfeitamente receptivo."

Blog de Robert Charles Wilson



Robert Charles Wilson ( Spin series, The blue gularis, A knight of antiquity, Blind Lake, Darwinia, Divide by infinity, Julian, The cartesian Threater, The Chronoliths, The divide, The great goodbye) [ Download ]