segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

The BABYLON Project RPG

O RPG baseado em Babylon 5 [ Download ]

domingo, 16 de dezembro de 2007

O Fantástico visionário e o Fantástico cotidiano - Organização de Ítalo Calvino




O FANTÁSTICO VISIONÁRIO

Jan Potocki - História do demoníaco Pacheco
Joseph von Eichendorff - Sortilégio de outono
E. T. A. Hoffmann - O Homem de Areia
Walter Scott - A história de Willie, o vagabundo
Honoré de Balzac - O elixir da longa vida
Philarète Chasles - O olho sem pálpebra
Gérard de Nerval - A mão encantada
Nathaniel Hawthorne - O jovem Goodman Brown
Nikolai V Gogol - O nariz
Théophile Gautier - A morte amorosa
Prosper Mérimée - A Vênus de Ille
Joseph Sheridan Le Fanu - O fantasma e o consertador de ossos


O FANTÁSTICO COTIDIANO

Edgar Allan Poe - O coração denunciador
Hans Christian Andersen - A sombra
Charles Dickens - 0 sinaleiro
Ivan S. Turguêniev - 0 sonho
Nikolai S. Leskov - 0 espanta-diabo
Auguste Villiers de I'Isle-Adam - É de confundir!
Guy de Maupassant - A noite
Vernon Lee - Amour Dure
Ambrose Bierce - Chickamauga
Jean Lorrain - Os buracos da máscara
Robert Louis Stevenson - 0 demônio da garrafa
Henry James - Os amigos dos amigos
Rudyard Kipling - Os construtores de pontes
Herbert G. Wells - Em terra de cego


O Fantástico visionário e o Fantástico cotidiano [ Download ]

H.P. LOVECRAFT - 40 contos




01 - A morte alada
02 - A árvore
03 - A casa abandonada
04 - A coisa na soleira da porta
05 - A história do Necronomicon
06 - A lua
07 - A maldição de Sarnath
08 - A memória
09 - A música de Erich Zann
10 - À procura de Iranon
11 - A tumba
12 - A última carta de HPL
13 - Algumas notas
14 - Azathot
15 - Carter
16 - Celephais
17 - Dagon
18 - Desespero
19 - Ex-Oblivione
20 - Fechado na catacumba
21 - Nas montanhas da loucura
22 - Notas quanto à escrever Ficção Fantástica
23 - Nyarlathotep
24 - O ancião
25 - O caso de Charles Dexter Ward
26 - O chamado de Cthulhu
27 - O desafio
28 - O executor
29 - O festival
30 - O horror de Dunwich
31 - O horror no museu
32 - O inominável
33 - O terrível velho
34 - Os gatos de Ultar
35 - Os sonhos
36 - Outros deuses
37 - Polaris
38 - Um sussurro nas trevas
39 - Vento frio
40 - Yuggoth
40 contos de H.P.Lovecraft [ Download ]
Desenho de Drew Posada

SNOW CRASH - Neal Stephenson



SNOW CRASH é o terceiro romance de Neal Stephenson e foi lançado em 1992.

Diferente de outros autores ciberpunk, Neal se caracteriza por se utilizar de fortes doses de humor negro.

SNOW CRASH pode confundir os leitores com sua estrutura caótica, repleta de referências históricas, linguisticas, antropológicas, arqueológicas, religiosas, políticas e filosóficas, entre outras.

SNOW CRASH se passa em um mundo onde o sistema político-econômico foi radicalmente modificado. A história se passa em Los Angeles, neste futuro hipotético, o governo cedeu a maior parte do controle para organizações privadas, empresas de entretenimento, franchising, etc.

Mercenários armados competem por contratos nacionais de defesa, a segurança e a paz estão sob admnistração da segurança privada. Companhias responsáveis pela gerência de auto-estradas, se esforçam em atrair mais e mais motoristas e toda correspondência e serviços de entregas são feitos por couriers contratados. Os remanescentes do antigo governo agora exercem um poder reduzido, irrelevante nesta dinâmica sociedade.

Neal explora o conceito de anarco-capitalismo, encontrado em outros de seus livros.

A hiperinflação desvalorizou o dólar e a nota de quatrilhão é a mais comum.

O metaverse, concebido por Neal, é o sucessor da internet, constituindo a visão do autor de como uma realidade virtual baseada em internet, irá evoluir em um futuro próximo.

Neal Stephenson disse que o título foi concebido na tentativa de explicar o efeito causado por uma falha (crash) de um Apple MacIntosh, nos primórdios da computação, cujo resultado parecia vagamente com estática. 'Snow Crash'.

Snow Crash [ Download versão em inglês ]
Snow Crash [ Download versão em espanhol ]

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

The Origins of Beowulf: From Vergil to Wiglaf



O livro sugere que o épico inglês BEOWULF foi escrito no inverno de 826, como um requiem ao Rei Beornwulf. A cada capítulo, o autor pretende através de meticulosa análise literária, desvendar, os mistérios desta obra, de origem tão controversa quanto fascinante.

The origins of Beowulf: From Vergil to Wiglaf [ Download ]

Anatomy for fantasy artists


Em um único volume, um curso prático e fácil para desenhistas, ilustradores e apreciadores de
graphic novels, comics, quadrinhos, útil também para ilustradores e animadores.
O autor, um bem sucedido artista, ensina o desenho básico da anatomia, assim como noções de perspectiva e composição. A partir disso, ensina como distorcer, desenvolver e transformar a figura humana, dando a aparência pretendida, de monstros a criaturas mágicas, guerreiros, cyber-seres, herois super-musculosos... Mais de 300 ilustrações!
Anatomy for fantasy artists [ Download ]

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

EU SOU A LENDA (I am legend - Richard Matheson)



Terminada a guerra, manifesta-se estranha epidemia, trazida pelas tempestades de poeira e pelos mosquitos. Durante o dia, as pessoas permanecem em coma profundo; à noite, despertam repentinamente e saem em busca de alimento. Mas só de um: sangue.
Médicos e cientistas não conseguem encontrar sua cura.
O que é mais grave: a epidemia se alastra rapidamente, desorganizando toda a estrutura social.
Todos ou quase todos acabam sendo atingidos pela nova Peste e a única solução é queimar os corpos numa gigantesca fornalha: porque, de outra forma, os mortos retornam, sedentos de sangue.


Eu sou a Lenda - versão doc [ Download ]

Eu sou a Lenda - versão pdf [ Download ]








sábado, 8 de dezembro de 2007

Projeto Gutenberg



O projeto Gutenberg foi criado por Michael Hart, o inventor do livro eletrônico ou ebook (1971).

O projeto oferece gratuitamente, obras de autores consagrados, em diversos formatos e idiomas.

Seu acervo conta hoje com mais de cem mil títulos, se tornando uma referência mundial na sua especialidade.

O projeto é mantido na sua grande parte por parcerias, doações e o trabalho de voluntários.

São quase três milhões de downloads por mês.

Seu catálogo é composto de obras em domínio público ou aquelas sob licença de copyright especial.

O NECRONOMICON



O livro-personagem do filme 'The Evil Dead' (A morte do Demônio - 1981), também conhecido como 'Book of the Dead', de Sam Raimi, realmente existe.

O Necronomicon (Livro de Nomes Mortos) também conhecido por Al Azif (Uivo dos Demônios Noturnos) foi escrito por Abdul Alhazred, em torno de 730 d.C, em Damasco.

Ao contrário do que se pensa, não se trata somente de um compilado de rituais e encantos, e sim de uma narrativa dividida em sete volumes, numa linguagem obscura e abstrata. Alguns trechos isolados descrevem rituais e fórmulas mágicas, de forma que o leitor tenha uma idéia mais clara dos métodos de evocações utilizados. Além de abordar também as civilizações antediluvianas e mitologia antiga, tendo sua provável base no Gênese, no Apocalipse de São João e no apócrifo Livro de Enoch.

Reúne um alfabeto de 21 letras, dezenove chaves (invocações) em linguagem enochiana, mais de 100 quadros mágicos compostos de até 240 caracteres, além de grande conhecimento oculto.
Segundo o Necronomicon, muitas espécies além do gênero humano habitaram a Terra.

Estes seres denominados Antigos, vieram de outras esferas semelhantes ao Sistema Solar.
São sobre-humanos detentores de poderes devastadores, e sua evocação só é possível através de rituais específicos descritos no Livro.

Até mesmo a palavra árabe para designar antigo, é derivado do verbo hebreu cair.
Portanto, seriam Anjos Caídos.

O autor do Necronomicon, Abdul Alhazred, nasceu em Sanna no Iêmen. Em busca de sabedoria, vagou de Alexandria ao Pundjab, passando muitos anos no deserto despovoado do sul da Arábia. Alhazred dominava vários idiomas e era um excelente tradutor. Possuía também habilidades como poeta, o que proporcionava um aspecto dispersivo em suas obras, incluindo o Necronomicon.

Abdul Alhazred era familiarizado com a filosofia do grego Proclos, além de matemática, astronomia, metafísica e cultura de povos pré-cristãos, como os egípcios e os caldeus. Durante suas sessões de estudo, o sábio acendia um incenso que combinava várias ervas, entre elas o ópio e o haxixe.

Alhazred adaptou a interpretação de alguns neoplatonistas sobre o Necronomicon. Nesta versão, um grupo de anjos enviado para proteger a Terra tomou as mulheres humanas como suas esposas, procriando e gerando uma raça de gigantes que se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, peixes, répteis e todos os animais da Terra, consumindo a carne e o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram a confeccionar jóias, armas de guerra e cosméticos; além de ensinar encantos, astrologia e outros segredos.

Existe uma grande semelhança dos personagens e enredos das narrações do Necronomicon em diversas culturas.
O mito escandinavo do apocalipse, chamado Ragnarok, é sugerido em certas passagens do Livro; além dos Djins Árabes e Anjos Hebraicos, que seriam versões dos deuses escandinavos citados. Este conceito também é análogo à tradição judaica dos Nephilins.

Uma tradução latina do Necronomicon foi feita em 1487 pelo padre alemão Olaus Wormius, que era secretário de Miguel Tomás de Torquemada, inquisidor-mor da Espanha. É provável que Wormius tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros.

O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-lo a arriscar-se em traduzi-lo numa época e lugar tão perigosos. Uma cópia do livro foi enviada ao abade João Tritêmius, acompanhada de uma carta que continha uma versão blasfema de certas passagens do Gênese.

Por sua ousadia, Wormius foi acusado de heresia e queimado juntamente com as cópias de sua tradução. Porém, especula-se que uma cópia teria sobrevivido à inquisição, conservada e guardada no Vaticano.

Site: Sprectrum - Portal brasileiro de cultura obscura

Necronomicon [ Download versão em inglês ] [ Download versão em espanhol ]


sábado, 1 de dezembro de 2007

25 anos de BLADE RUNNER - Holden/Hospital deleted scene



Holden é um Blade Runner, testando novos empregados da Corporação Tyrell, tentando identificar os replicantes que possam estar infiltrados na empresa.
Ele subestima um replicante modelo nexus 6, Leon Kowalsky, e é baleado por ele, como vemos no início do filme.
Mais tarde, o chefe Bryant, menciona que Holden está sendo mantido vivo por máquinas.
("He can breathe okay, as long as nobody unplugs him.")
Deckard vai visitar Holden no hospital, na espera de saber mais detalhes sobre o replicante fugitivo.
Holden diz que a segurança da Corporação encontrou algumas pessoas tentando violar o departamento de registros e que matou um deles.
Na autópsia, descobriram que o intruso era um replicante. Holden também menciona que a máquina Voigt-Kampf não identificou Leon como um replicante (antes que este atirasse).
Esta cena no hospital foi cortada do filme.


Holden/Hospital scene [ Download ]


25 anos de BLADE RUNNER - 20 Ensaios




01- A incerteza do ser
02- An exploration of what it is to be human
03- At home with replicants: The architecture od Blade Runner
04- Tee-ve or not tee-ve
05- A retrospective
06- Decoding Perversety
07- Do humans dream in negative strips
08- Eye disbelieve
09- Eyes in Blade Runner
10- Identities and differences
11- Image is everything
12- Is Blade Runner a misogenist text
13- No alternatives: Technology spontaneously approching 'humanity'
14- Post-humanism and ecocide in William Gibson's Neuromancer and Ridley Scott's Blade Runner
15- Technology and Control - A dystopian vision of the future in Blade Runner
16- The Blade Runner screenwriter's
17- The future of our discontents
18- The least scary option - Blade Runner and the future city
19- Thresholds of splendor - Mythic and Symbolic subtexts in Blade Runner
20- Who are the toymakers

(and a selective bibliography of Blade Runner materials in the UC Berkeley libraries)

Ensaios [ Download ]


Sites: BLADEZONE , Blade Runner PHOTOS , Blade Runner Warner Movie , 2018 - Off-World

25 anos de BLADE RUNNER - FAQ



01. What is Blade Runner?

02. What book is it based on?

03. Is the sound track available?

04. What are replicants?

05. Who/what is ?

06. I don't like the voice-overs/ending.

07. What are the different versions of Blade Runner?

08. Memorable Quotes

09. What is the significance of the unicorn?

10. What is the significance of the chess game?

11. Problems in Blade Runner

12. Trivia / What makes Blade Runner popular/special?

13. More questions/answers

14. Is Deckard a replicant?


BLADE RUNNER FAQ [ Download ]

25 anos de BLADE RUNNER - The official comics adaptation (Marvel)





The official comics adaptation [ Download ]

25 anos de BLADE RUNNER - 'The Long Tomorrow - Moebius'


Parte do visual de BLADE RUNNER, foi inspirado em uma história de Dan O’Banon e Moebius (Jean Giraud) chamada ‘The Long Tomorrow’ que fazia parte da edição francesa de ‘Wonders of The Universe’.


The Long Tomorrow [ Download ]

25 anos de BLADE RUNNER - Curiosidades sobre o filme



A origem do nome BLADE RUNNER

Apesar de vagamente baseado no livro de Philip K.Dick, o nome Blade Runner foi retirado de uma história de Alan E.Nourse, chamada ‘The Bladerunner’, que William S.Burroughts comprou os direitos para realizar um filme em 1979.
Apesar da similaridade, só o nome os dois possuem em comum.

A influência de 'The Long Tomorrow' e Moebius

Parte do visual do filme, foi inspirado em uma história de Dan O’Banon e Moebius (Jean Giraud) chamada ‘The Long Tomorrow’ que fazia parte da edição francesa de ‘Wonders of The Universe’. Giraud já havia feito a concepção dos trajes de ‘Tron’, o um filme dos estúdios Walt Disney.

Origamis

Ao deixar seu apartamento com Rachael, ao fim do filme, ela encontra um origami de um unicórnio. O unicórnio foi a última das figuras criadas por Gaff.
Quando Gaff e Deckard estão no escritório de Bryant e Deckard insiste em permanecer fora da força policial, Gaff faz um origami de galinha. ‘You’re afraid to do this”.
Mais tarde, Gaff faria um homem com uma ereção. ‘You’re attracted to her”, e finalmente o unicórnio “You’re dreaming, you cant run away with her, but she wont live”.
O unicórnio costuma ser associado a pureza, à virgindade. Lendas dizem que só uma virgem (Rachael) pode capturar um unicórnio.
Uma das explicações para a retirada da seqüência do sonho com o unicórnio, seria a de Scott admitir que deixaria muito obvio, ser Deckard outro replicante.
Apesar disto, a unicórnio é mantido na versão de 1982 (Theatrical) , mas os produtores vetaram por considerá-la “muito artística”.

A narração em 'Off'

Scott inicialmente filmou sem a narração de Harrison Ford , e esta foi a versão inicial exibida nas premieres em Dallas e San Diego.
Porém, a idéia do estúdio era de recriar o estilo do filme noir, imortalizado pelo ‘The Malteses Falcon’ ( O Falcão Maltes) .

O final feliz
O fim que conhecemos também foi sugestão do estúdio, pois Scott desejava terminar com o casal entrando no elevador. Os estúdios preferiram um fim menos ambíguo e feliz.
As cenas aéreas utilizadas na versão de 1982 foram restos de filmagens do filme de Kubrick, ‘The Shinning’ (O iluminado).

Mary

Mary era o nome da quinta replicante. Supostamente um modelo de dona-de-casa. Algumas referências à ela se encontram no script reescrito às pressas.

Problemas e mais problemas

Porque Holden precisava aplicar o teste VK em Leon, se ele possuía uma foto e sabia como se parecia ?

Bryant diz a Deckard que existem 6 replicantes, 3 machos e 3 fêmeas. Obviamente Roy e Leon, são dois dos machos e Pris e Zhora, duas das fêmeas. Bryant também diz que um outro replicante foi “fritado” tentando entrar no prédio de Tyrell, mas não especifica quem, se macho ou fêmea. No primeiro roteiro, Mary era a quinta replicante e Hodge era o sexto.

Na primeira versão do script, Tyrell era um replicante e Roy descobre a verdade devido a uma chave que ele e Sebastian possuíam.
Naquela versão, o verdadeiro Tyrell se encontrava numa cela de criogenia.
Depois de Tyrell ser morto por Roy, este obrigava Sebastian a mostrar-lhe a cripta onde jazia Tyrell, vítima de um acidente de laboratório.

Quando a mulher cambodiana põe a escama de cobra no microscópio eletrônico, ela não a retira do saco plástico. Nós devíamos então estar vendo a foto ampliada de um plástico.
Além disto, o número dado a Deckard é diferente daquele na imagem.
A imagem ampliada utilizada não foi a de uma escama de cobra, mas da folha de marijuana.

Quando Zhora voa através dos vidros, distingue-se claramente ser um duble, que em nada se parece com a atriz. Além disto, usa botas pequenas, diferentes daquelas calcadas por Zhora no vestiário.

Quando Leon joga Deckard contra o pára-brisa do carro, este já estava quebrado, pois a cena foi refilmada sem um novo pára-brisa.

Nos filmes exibidos, a seqüência é:
Deckard mata Zhora e compra uma garrafa de saque Tsing Tao. Gaff aparece e o informa de Bryant.
Deckard então vê Rachael e tenta alcançá-la, mas Leon o acerta.
Na versão com Mary, a seqüência é a seguinte:
Deckard mata Zhora e então vê Rachael olhando para ele. Ele a persegue mas é atacado por Leon, Rachael mata Leon, Deckard compra uma garrafa de Tsing Tao e tenta abraçá-la, quando surge Gaff, que o leva até Bryant que diz faltarem 4 (Roy, Pris, Mary e Rachael)
Quando Mary foi eliminada do script, criou-se um problema. Bryant deveria dizer “3”.
Ao invés de refilmarem a cena, eles mudaram a cena de Deckard comprando Tsyng Tao p/ depois da morte de Leon, então, os 4 seriam Roy,. Pris, Leon (e não Mary) e Rachael.
Mesmo assim, alguns problemas permaneceram.
Ao conversar com Gaff, Deckard aparece com ferimentos da luta com Leon, que ainda não aconteceu.
Naquele momento que compra a garrafa, ele parte atrás de Rachael e se envolve numa briga com Leon e a garrafa não aparece mais, só indo reaparecer então no apartamento, miraculosamente.

Quando Pris entra no elevador de Sebastian, seus cabelos estão secos. Ao entrar no apartamento estão molhados de novo.

A filmagem da cena de amor entre Rachael e Deckard foi filmada entre um intervalo de 3 semanas, entre o inicio e o fim, devido a atriz (Sean Young) ter sido internada por problemas com drogas. É perceptível a mudança da maquiagem de Rachael.

Um buraco de bala é visível em Pris, antes dela receber o primeiro tiro.

Quando Deckard se confronta com Roy e este lhe devolve a arma apos quebrar-lhe alguns dedos, é possível ver a sombra na parede do cameraman, da câmera e do assistente do microfone.

Uma frase de Roy Batty “ I want more life, fucker !” aparece em algumas versões como “I want more life father !”

A cena preferida da atriz Sean Young não foi a da famosa frase “kiss me, kiss me”, pois ela reclamou com Harrison por jogá-la contra a parede com força demais. Sua cena predileta é quando Harrison explica que ela seria um replicante e portanto seria um robô só que com emoções. A atriz chorou de verdade.

Harrison Ford declarou logo apos o filme que não havia gostado de ser um detetive que não investiga coisa alguma. “Eu apenas tinha que estar no ‘plot’, e prestar atenção nas marcações feitas por Scott”.

25 anos de BLADE RUNNER - Roteiros



HOLDEN: You're in a desert, walking along in the sand when all of a sudden you look down and see a...
LEON: What one?
HOLDEN: What?
LEON: What desert?

Screenplay by HAMPTON FANCHER July 24, 1980 [ Download ]


INT. BILLIARD ROOM - NIGHT
He ducks back behind the wall.
Suddenly a hand comes tearing through the wall, and pulls Deckard's hand through.
Systematically, Batty breaks two of Deckard's fingers.
BATTY: For Pris... for Zhora... Proud of yourself little man...

Screenplay by HAMPTON FANCHER and DAVID PEOPLES February 23, 1981 [Download ]


"Early in the 21st Century, THE TYRELLCORPORATION advanced Robot evolution into the NEXUS phase - a being virtually identical to a human - known as a Replicant.
The NEXUS 6 Replicants were superior in strength and agility, and at least equal in intelligence, to the genetic engineers who created them.
Replicants were used Off-World as slave labor, in the hazardous exploration and colonization of other planets. After a bloody mutiny by a NEXUS 6combat team in an Off-World colony, Replicants were declared illegal on earth - under penalty of death.
Special police squads - BLADE RUNNER UNITS - had orders to shoot to kill, upon detection, any trespassing Replicant.

This was not called execution.
It was called retirement."


Hampton Fancher trabalhou por anos no seu roteiro, porém, antes mesmo que Ridley Scott aceitasse dirigir, o processo de reescrever o roteiro já acontecia. As duas versões acima foram combinadas para dar origem ao roteiro final e, mesmo durante a filmagem, houve alguma divergência sobre eles, o que fez com que o filme se tornasse consideravelmente diferente deles.

Por este motivo, foram feitas inúmeras tentativas de se criar um roteiro mais próximo do filme como conhecemos, aplicando algo como em 'engenharia-reversa' , transcrevendo o filme em si.

Este é um multi-script, resultado do trabalho de diversos colaboradores, com as ações e diálogos mais significativos das três versões (Workprint, Theatrical e Director's Cut.)

BR_Multi-script [ Download ]


Fonte: http://www.brmovie.com/

25 anos de BLADE RUNNER




Comemorando os 25 anos do lançamento do filme BLADE RUNNER (Caçador de Androídes),
está sendo lançada nos EUA, uma edição especial contendo 5 DVDs:


DVD 1 - Uma nova versão do diretor Ridley Scott's (New "Final Cut") - Restaurada e remasterizada com adição de cenas extras, diálogos, novos efeitos especiais e audio 5.1 Dolby Digital Audio. Também inclui comentários de Ridley Scott e de pessoas que trabalharam atrás das câmeras.

DVD 2 - Documentário - "Dangerous Days: Making of Blade Runner" .

DVD 3 - O filme nas versões:
- "1982 Theatrical Version" - A versão com a narração de Deckard e o final feliz.
- "1982 International Version" - Distribuida nos EUA para o mercado de home video, laserdisc e cable em 1992. Esta versão possui algumas cenas que não se encontram na versão "Theatrical".
-"1992 Director's Cut" - Sem a narração de Deckard, sem o final feliz, mas com a famosa cena do unicórnio, sugerindo que Deckard seja um replicante.

DVD 4 - BONUS Disc "Enhancement Archive" - 80 minutos de cenas que não foram utilizadas, galerias de imagens, entrevistas e testes para os personagens (incluindo o teste p/ Rachael).

DVD 5 - O filme na versão "Workprint Version" - Esta rara versão do filme é considerada por alguns como a mais radical e diferente das versões de BLADE RUNNER. Uma sequência de abertura totalmente diferente, sem a narração de Deckard, sem a sequência do unicórnio, sem final feliz e um diálogo diferente, entre Roy Batty (Rutger Hauer) e seu criador, Tyrrel (Joe Turkell) e uma música tema alternativa. Também inclui comentários de Paul M.Sammon, autor de 'Future Noir: The making of Blade Runner'.



O CAPACITOR FANTÁSTISCO presta uma homenagem ao maior filme de Ficção Científica de todos os tempos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Ciclo Terramar - Tetralogia completa - Ursula K. Le Guin





O Ciclo de Terramar é uma admirável tetralogia, por muitos comparada a clássicos como «Narnia» de C.S. Lewis ou «O Senhor dos Anéis» de J.R.R.Tolkien. Esta magnífica saga, que se tornou numa obra de referência no vastíssimo percurso literário desta escritora norte-americana, tem início com «O Feiticeiro e a Sombra».



O universo de Terramar, simultaneamente tão semelhante e diferente do nosso, é, sem dúvida, uma das maiores criações da literatura fantástica, e o poder misterioso e mágico que emana da narrativa, a sensibilidade que ilumina os momentos de profunda sabedoria, a intensidade das personagens, o estilo elegante e cristalino conquistam-nos de imediato e rapidamente nos arrebata para os meandros dos seus reinos imaginários.


1 - O Feiticeiro e a sombra [ Download ]


2 - Os túmulos de Atuan [ Download ]



3 - A praia mais longínqua [ Download ]



4 - Tehanu - O nome da estrela [ Download ]

Biblioteca Virtual Gratuita - Projeto Democratização da Leitura


segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Citações - Philip K. Dick

"A ferramenta básica para se manipular a realidade é a manipulação das palavras. Se você puder controlar o significado das palavras, você pode controlar as pessoas que precisam delas."

Philip K. Dick, How To Build A Universe That Doesn't Fall Apart Two Days Later (1978)

Citações - Philip K.Dick

Exegesis - Jorge M.Rosa


«Emptiness is loneliness
And loneliness is cleanliness
And cleanliness is godliness
And God is empty
Just like me»
Smashing Pumpkins, «Zero», Mellon Collie and the Infinite Sadness

«The woods of Arcady are dead,
And over is their antique joy;
Of old the world on dreaming fed;
Grey Truth is now her painted toy;
Yet still she turns her restless head
[...]
But ah! she dreams not now; dream thou!
For fair are poppies on the brow:
Dream, dream, for this is also sooth.»
W. B. Yeats, «The Song of the Happy Shepherd»

«GOD IS NOWHERE
GOD IS NOW HERE»
Philip K. Dick, VALIS

Entre Philip K. Dick e os mundos que criou poder-se-ia dizer que parecem concretizar, mesmo que no plano da ficção, a conhecida sugestão de Descartes acerca do demónio maligno que se compraz em iludir os seres que, aliás, criou com esse fito perverso. A realidade é aí ilusória; é um tapete que desliza por debaixo dos pés para revelar que nada há sob eles (porventura nem mesmo os pés). As personagens descobrem que não são seres humanos e sim andróides [«Impostor» e «The Electric Ant»], o mundo objectivo revela-se uma encenação [Time out of Joint], um acto volitivo [«The World she Wanted»] ou um delírio de outra mente [The Three Stigmata of Palmer Eldritch] ou de uma mente colectiva [A Maze of Death]; o próprio estatuto da realidade deriva muito rapidamente para a possibilidade de não ser mais do que um mero sonho ou alucinação alheios [Eye in the Sky, Flow my Tears, the Policeman Said]. Por vezes - pensamos essencialmente na sua produção da década de 50 e início da de 60, apesar das muitas excepções - o desenlace é um regresso a terreno firme; em casos mais tardios e mais problemáticos esta solução é deliberadamente evitada.
Dostoievsky anunciava, em Crime e Castigo, que «Se Deus morreu, então tudo é possível»; em Dick, aparentemente, «Se tudo é possível, então Deus morreu» (e flutua agora no espaço).
Só aparentemente, contudo. Philip K. Dick era um crente, ainda que bastante idiossincrático, e embora nunca tenha deixado de questionar essas mesmas crenças por via da ficção, a presença de alguma forma de religiosidade assombrou desde o início a sua obra, acabando gradualmente por se tornar a temática dominante. Já em The Cosmic Puppets, a primeira novela aceite para publicação e a única claramente enquadrável no género fantasy, um vilarejo esquecido é o palco da milenar e insolúvel luta entre Ormazd (Ahura Mazda) e Ahriman, as divindades do mazdeísmo zoroastriano. Ainda nos anos 50, Solar Lottery aborda uma forma de messianismo à la space opera e The World Jones Made refere a ascensão de uma seita cujo líder prevê o futuro próximo, mas a temática tem de modo geral um valor secundário para a evolução da narrativa.
Na década seguinte, altura em que, incentivado pela sua terceira mulher, começa a frequentar mais assiduamente a Igreja Episcopaliana, o tratamento ficcional da religião ganha em importância - ao que os nem sempre confiáveis relatos de Dick indiciam, por via de uma visão do Mal absoluto sob a forma de um rosto no céu, um rosto coberto por um elmo metálico que viria a tornar-se o Palmer Eldritch de The Three Stigmata.... Outros contos e novelas, como «The Little Black Box», The Unteleported Man, Counter-Clock World, «Faith of our Fathers», Do Androids Dream of Electric Sheep? e, acima de tudo, Ubik e A Maze of Death confirmam a ascensão desta temática. É contudo ainda difícil descortinar uma unidade, por mais que a sua sempiterna obsessão com a questão «O que é a realidade?» ajude a perceber a aparente oscilação no tratamento do tema.

Fantástica margem - Fabiana Camara




Este livro traça a trajetória da produção e da crítica a literatura de ficção científica no Brasil, de meados do século XIX até hoje. O objetivo é investigar o processo de marginalização do gênero na perspectiva da constituição dos cânones da literatura brasileira, divididos, de uma maneira genérica, em duas vertentes: a erudita, que legitima a intelectualidade nacional relacionando-a à alta cultura européia; e a popular, mediada pela mesma elite intelectual, na qual os mitos da brasilidade são afirmados ideologicamente. A análise dos discursos críticos sobre a ficção científica revela esta dualidade, além de alguns dos valores, pressupostos e práticas discursivas que regulam o processo de estabelecimento do cânone no Brasil. A problematização destes parâmetros é uma das chaves para compreender a não-assimilação do gênero pelo cânone oficial que constrói politicamente a idéia de "Literatura Brasileira".

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

30 anos de Star Wars - Scripts e Sinopses


Star Wars - O primeiro roteiro - 1974 ( Download )
Adventures of Starkiller - 1975 ( Download )
Star Wars - The New Hope - 1976 ( Download )
Star Wars - The Empire strikes back - 1979 ( Download )
Star Wars - The Return of the Jedi - 1982 ( Download )
Star Wars - The Phantom Menace - 1998 ( Download )
Star Wars - The Attack of the Clones - 2001 ( Download )
Star Wars - The revenge of the Sith - 2005 ( Download )

Sinopses de George Lucas para os episódios 7, 8 e 9 ( Download)





quarta-feira, 3 de outubro de 2007

The French on Mars: A Hundred years retrospective (1865-1965)



The French on Mars

The Best Novel Hugo Nominees and Winners


Paleo-Futuro - Uma espiadela em um futuro que jamais acontecerá




Paleo-Futuro

William Gibson explica porquê a Ficção Científica tem a ver com o presente



William Gibson deu uma entrevista para o College Crier Online, falando sobre seu livro SPOOK COUNTRY, um romance de FC situado ano passado.

No romance, Gibson se depara com a mais pura verdade por detrás da arte de um escritor de Ficção Científica: Escrever sobre o presente utilizando-se da especulação e da tecnologia.


Los superjuguetes duran todo el verano - Brian Aldiss



"TEDDY? TEDDY?"
(Super-Toys Last All Summer Long-Brian Aldiss.)

O “WOWWEE Robopanda Robot” é um robô companheiro para crianças, ele canta, conta histórias e é controlado diretamente por toque e som.
O Robopanda anda nas quatro patas, senta e dá abraços. O robô tem 8 sensores de toque e um sensor sônico, toque sua cabeça e ele responde, pegue ele no colo, ele ri e pede para ser carregado. A inteligência artificial do Robopanda permite que ele aprenda novos truques e o urso robô vem com dois cartuchos de atividades e histórias com personalidades diferentes.
Você não precisa se preocupar quando deixa o Robopanda sozinho, pois ele vem com seu próprio ursinho de pelúcia, que ele reconhece e com quem fala. O urso robô também é capaz de reconhecer objetos e evitar obstáculos usando seus olhos iluminados.
O Robopanda Robot custa US$149,99 na Amazon

blogdebrinquedo.com

Super-Toys Last All Summer Long - Brian Aldiss

Though Brian Aldiss bristles at being pigeonholed as a sci-fi writer, the British author has won every major science fiction award. He has also sparked director Stanley Kubrick's imagination with the short story "Super-Toys Last All Summer Long." First published in Harper's Bazaar in 1969 and later anthologized, this tale of humanity in an age of intelligent machines and of the aching loneliness endemic in an overpopulated future is the inspiration behind Kubrick's ongoing AI project. Aldiss's story offers richly suggestive details that one hopes will make the cinematic cut. But just in case they don't, read the original.
In Mrs. Swinton's garden, it was always summer. The lovely almond trees stood about it in perpetual leaf. Monica Swinton plucked a saffron-colored rose and showed it to David.
"Isn't it lovely?" she said.
David looked up at her and grinned without replying. Seizing the flower, he ran with it across the lawn and disappeared behind the kennel where the mowervator crouched, ready to cut or sweep or roll when the moment dictated. She stood alone on her impeccable plastic gravel path.
She had tried to love him.
When she made up her mind to follow the boy, she found him in the courtyard floating the rose in his paddling pool. He stood in the pool engrossed, still wearing his sandals.
"David, darling, do you have to be so awful? Come in at once and change your shoes and socks."
He went with her without protest into the house, his dark head bobbing at the level of her waist. At the age of three, he showed no fear of the ultrasonic dryer in the kitchen. But before his mother could reach for a pair of slippers, he wriggled away and was gone into the silence of the house.
He would probably be looking for Teddy.
Monica Swinton, twenty-nine, of graceful shape and lambent eye, went and sat in her living room, arranging her limbs with taste. She began by sitting and thinking; soon she was just sitting. Time waited on her shoulder with the maniac slowth it reserves for children, the insane, and wives whose husbands are away improving the world. Almost by reflex, she reached out and changed the wavelength of her windows. The garden faded; in its place, the city center rose by her left hand, full of crowding people, blowboats, and buildings (but she kept the sound down). She remained alone. An overcrowded world is the ideal place in which to be lonely.
The directors of Synthank were eating an enormous luncheon to celebrate the launching of their new product. Some of them wore the plastic face-masks popular at the time. All were elegantly slender, despite the rich food and drink they were putting away. Their wives were elegantly slender, despite the food and drink they too were putting away. An earlier and less sophisti- cated generation would have regarded them as beautiful people, apart from their eyes.
Henry Swinton, Managing Director of Synthank, was about to make a speech.
"I'm sorry your wife couldn't be with us to hear you," his neighbor said.
"Monica prefers to stay at home thinking beautiful thoughts," said Swinton, maintaining a smile.
"One would expect such a beautiful woman to have beautiful thoughts," said the neighbor.
Take your mind off my wife, you bastard, thought Swinton, still smiling.
He rose to make his speech amid applause.
After a couple of jokes, he said, "Today marks a real breakthrough for the company. It is now almost ten years since we put our first synthetic life-forms on the world market. You all know what a success they have been, particularly the miniature dinosaurs. But none of them had intelligence.
"It seems like a paradox that in this day and age we can create life but not intelligence. Our first selling line, the Crosswell Tape, sells best of all, and is the most stupid of all." Everyone laughed.
"Though three-quarters of the overcrowded world are starving, we are lucky here to have more than enough, thanks to population control. Obesity's our problem, not malnutrition. I guess there's nobody round this table who doesn't have a Crosswell working for him in the small intestine, a perfectly safe parasite tape-worm that enables its host to eat up to fifty percent more food and still keep his or her figure. Right?" General nods of agreement.
"Our miniature dinosaurs are almost equally stupid. Today, we launch an intelligent synthetic life-form - a full-size serving-man.
"Not only does he have intelligence, he has a controlled amount of intelligence. We believe people would be afraid of a being with a human brain. Our serving-man has a small computer in his cranium.
"There have been mechanicals on the market with mini-computers for brains - plastic things without life, super-toys - but we have at last found a way to link computer circuitry with synthetic flesh."
David sat by the long window of his nursery, wrestling with paper and pencil. Finally, he stopped writing and began to roll the pencil up and down the slope of the desk-lid."Teddy!" he said.
Teddy lay on the bed against the wall, under a book with moving pictures and a giant plastic soldier. The speech-pattern of his master's voice activated him and he sat up.
"Teddy, I can't think what to say!"
Climbing off the bed, the bear walked stiffly over to cling to the boy's leg. David lifted him and set him on the desk.
"What have you said so far?"
"I've said -" He picked up his letter and stared hard at it. "I've said, 'Dear Mummy, I hope you're well just now. I love you....'"
There was a long silence, until the bear said, "That sounds fine. Go downstairs and give it to her."
Another long silence.
"It isn't quite right. She won't understand."
Inside the bear, a small computer worked through its program of possibilities. "Why not do it again in crayon?"
When David did not answer, the bear repeated his suggestion. "Why not do it again in crayon?"
David was staring out of the window. "Teddy, you know what I was thinking? How do you tell what are real things from what aren't real things?"
The bear shuffled its alternatives. "Real things are good."
"I wonder if time is good.
I don't think Mummy likes time very much. The other day, lots of days ago, she said that time went by her. Is time real, Teddy?"
"Clocks tell the time. Clocks are real. Mummy has clocks so she must like them. She has a clock on her wrist next to her dial."
David started to draw a jumbo jet on the back of his letter. "You and I are real, Teddy, aren't we?"
The bear's eyes regarded the boy unflinchingly. "You and I are real, David." It specialized in comfort.
Monica walked slowly about the house. It was almost time for the afternoon post to come over the wire. She punched the Post Office number on the dial on her wrist but nothing came through. A few minutes more.
She could take up her painting. Or she could dial her friends. Or she could wait till Henry came home. Or she could go up and play with David....
She walked out into the hall and to the bottom of the stairs.
"David!"
No answer. She called again and a third time.
"Teddy!" she called, in sharper tones.
"Yes, Mummy!" After a moment's pause, Teddy's head of golden fur appeared at the top of the stairs.
"Is David in his room, Teddy?"
"David went into the garden, Mummy."
"Come down here, Teddy!"
She stood impassively, watching the little furry figure as it climbed down from step to step on its stubby limbs. When it reached the bottom, she picked it up and carried it into the living room. It lay unmoving in her arms, staring up at her. She could feel just the slightest vibration from its motor.
"Stand there, Teddy. I want to talk to you." She set him down on a tabletop, and he stood as she requested, arms set forward and open in the eternal gesture of embrace.
"Teddy, did David tell you to tell me he had gone into the garden?"
The circuits of the bear's brain were too simple for artifice. "Yes, Mummy."
"So you lied to me."
"Yes, Mummy."
"Stop calling me Mummy! Why is David avoiding me? He's not afraid of me, is he?"
"No. He loves you."
"Why can't we communicate?"
"David's upstairs."
The answer stopped her dead. Why waste time talking to this machine? Why not simply go upstairs and scoop David into her arms and talk to him, as a loving mother should to a loving son? She heard the sheer weight of silence in the house, with a different quality of silence pouring out of every room. On the upper landing, something was moving very silently - David, trying to hide away from her....
He was nearing the end of his speech now. The guests were attentive; so was the Press, lining two walls of the banqueting chamber, recording Henry's words and occasionally photographing him.
"Our serving-man will be, in many senses, a product of the computer. Without computers, we could never have worked through the sophisticated biochemics that go into synthetic flesh. The serving-man will also be an extension of the computer - for he will contain a computer in his own head, a microminiaturized computer capable of dealing with almost any situation he may encounter in the home. With reservations, of course." Laughter at this; many of those present knew the heated debate that had engulfed the Synthank boardroom before the decision had finally been taken to leave the serving-man neuter under his flawless uniform.
"Amid all the triumphs of our civilization - yes, and amid the crushing problems of overpopulation too - it is sad to reflect how many millions of people suffer from increasing loneliness and isolation. Our serving-man will be a boon to them; he will always answer, and the most vapid conversation cannot bore him.
"For the future, we plan more models, male and female - some of them without the limitations of this first one, I promise you! - of more advanced design, true bio-electronic beings.
"Not only will they possess their own computer, capable of individual programming; they will be linked to the World Data Network. Thus everyone will be able to enjoy the equivalent of an Einstein in their own homes. Personal isolation will then be banished forever!"
He sat down to enthusiastic applause. Even the synthetic serving-man, sitting at the table dressed in an unostentatious suit, applauded with gusto.
Dragging his satchel, David crept round the side of the house. He climbed on to the ornamental seat under the living-room window and peeped cautiously in.
His mother stood in the middle of the room. Her face was blank; its lack of expression scared him. He watched fascinated. He did not move; she did not move. Time might have stopped, as it had stopped in the garden.
At last she turned and left the room. After waiting a moment, David tapped on the window. Teddy looked round, saw him, tumbled off the table, and came over to the window. Fumbling with his paws, he eventually got it open.
They looked at each other.
"I'm no good, Teddy. Let's run away!"
"You're a very good boy. Your Mummy loves you."
Slowly, he shook his head. "If she loved me, then why can't I talk to her?"
"You're being silly, David. Mummy's lonely. That's why she had you."
"She's got Daddy. I've got nobody 'cept you, and I'm lonely."
Teddy gave him a friendly cuff over the head. "If you feel so bad, you'd better go to the psychiatrist again."
"I hate that old psychiatrist - he makes me feel I'm not real." He started to run across the lawn. The bear toppled out of the window and followed as fast as its stubby legs would allow.
Monica Swinton was up in the nursery. She called to her son once and then stood there, undecided. All was silent.
Crayons lay on his desk. Obeying a sudden impulse, she went over to the desk and opened it. Dozens of pieces of paper lay inside. Many of them were written in crayon in David's clumsy writing, with each letter picked out in a color different from the letter preceding it. None of the messages was finished.
"My dear Mummy, How are you really, do you love me as much -"
"Dear Mummy, I love you and Daddy and the sun is shining -"
"Dear dear Mummy, Teddy's helping me write to you. I love you and Teddy -"
"Darling Mummy, I'm your one and only son and I love you so much that some times -"
"Dear Mummy, you're really my Mummy and I hate Teddy -"
"Darling Mummy, guess how much I love -"
"Dear Mummy, I'm your little boy not Teddy and I love you but Teddy -"
"Dear Mummy, this is a letter to you just to say how much how ever so much -"
Monica dropped the pieces of paper and burst out crying. In their gay inaccurate colors, the letters fanned out and settled on the floor.
Henry Swinton caught the express home in high spirits, and occasionally said a word to the synthetic serving-man he was taking home with him. The serving-man answered politely and punctually, although his answers were not always entirely relevant by human standards.
The Swintons lived in one of the ritziest city-blocks, half a kilometer above the ground. Embedded in other apartments, their apartment had no windows to the outside; nobody wanted to see the overcrowded external world. Henry unlocked the door with his retina pattern-scanner and walked in, followed by the serving-man.
At once, Henry was sur-rounded by the friendly illusion of gardens set in eternal summer. It was amazing what Whologram could do to create huge mirages in small spaces. Behind its roses and wisteria stood their house; the deception was complete: a Georgian mansion appeared to welcome him.
(...)

WIRED


Los superjuguetes duran todo el verano - Brian Aldiss ( Download )

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

The Hobbit - JRR Tolkien - Ilustrações de Alan Lee



ARTBOOK - ALAN LEE - THE HOBBIT ( Download )

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

NOTAS SOBRE FICCAO CIENTIFICA: PHILIP DICK, GIBSON E ASIMOV - Flávia Pihtan*

A ficção científica é a soma da evolução tecnológica com a imaginação de escritores vistos como visionários, homens que conseguem unir tecnologia com comportamentos e transformações sociais, e “pré-vêem” o futuro.

A ciência, a tecnologia de redes, a robótica, a bioquímica, as técnicas de inteligência artificial e a cibernética, a manipulação genética, os ambientes de realidade virtual são elementos-chave para a ficção científica.

Isaac Asimov, russo nascido em 1920, cientista e escritor, inventou a palavra robô em 1942. Ele via nos computadores e nas máquinas a possibilidade de libertar os homens para poderem se dedicar a tarefas mais criativas. Ele cunhou três leis, talvez na tentativa de regular a relação entre robôs e humanos, garantindo o poder aos homens para controlar os robôs. As leis da robótica, criadas por ele diziam o seguinte (ASIMOV E SILVERBERG, 1998):

1) Nenhum robô pode lesionar a um ser humano ou, através de sua omissão, permitir que um ser humano seja lesionado.
2) Todo robô deve acatar as ordens que os seres humanos lhes dão, exceto se estas entram em conflito com a primeira lei.
3) Todo robô deve sempre proteger sua existência desde que essa proteção não entre em conflito com a primeira ou a segunda lei.

No filme 'O Homem Bicentenário', originado por uma obra de Isaac Asimov e Robert Silveberg, O Robô Humano, pode-se perceber um perfil positivo dos robôs, que em nenhum momento tomam o controle de suas próprias ações e se voltam contra seus criadores, ou seja, passam a ter livre arbítrio. Este perfil é o oposto nas obras de outros escritores, que passam a expressar as possíveis conseqüências da mistura homem-máquina, ou seja, o impacto das novas tecnologias na sociedade.

O escritor norte-americano, Philip Krended Dick, nascido em Chicago, em 1928, expressa em suas obras as transformações morais e sociais de sua época e suas angústias frente a essas situações. Em seus contos aparecem elementos como a psicodelia, a promiscuidade tecnológica, o descrédito no governo e nas autoridades, problemas religiosos e sociais, experiências genéticas, falsas realidades, o humano versus a máquina.

A juventude norte-americana e internacional dos anos 60 tinha o desejo de mudar a sociedade criando uma sociedade alternativa. As drogas eram vistas como uma experiência, que ampliava as capacidades cognitivas das pessoas e estimulava um processo de “libertação” mental das convenções repressivas do sistema. Usava-se nesta fase o LSD (Lysergic Acid Diethylamide), que vinha sendo experimentada por psiquiatras em tratamento de distúrbios mentais.

O psicólogo norte-americano Thimoty Leary, doutor de Harvard, divulgou a droga, acreditando ter descoberto a chave para abrir a consciência humana. Foi preso em 1966 quando a droga foi proibida. O coquetel de ácido era considerado como a passagem para uma nova dimensão, uma nova tribo, uma nova maneira de estar no mundo. Esse caráter alucinógeno das drogas é encontrado nas obras de ficção científica, que misturam o imaginário dos autores com a realidade.

Na obra 'Do Androids Dreams of Electric Sheep?', de Philip K. Dick, o autor evidencia sua preocupação com a conseqüência da fusão entre o homem e a máquina, ou seja, a mistura de elementos animais ou humanos com elementos artificiais, característicos das máquinas, ou vice-versa.

O filme originado por este livro é o conhecido 'Blade Runner', filme que mistura a realidade com o imaginário e as evoluções tecnológicas. As pessoas são manipuladas, ou melhor, já não se sabe mais quem é humano e quem é andróide. Implantes de memória, simulações, tecnologia de ponta, problemas sociais,..., são os elementos misturados que originaram os seres do futuro apresentados no filme, que tenta evidenciar como a vida é ou será influenciada por esta explosão de evoluções que marcam e caracterizam a cibercultura.

(...) podemos compreender a Cibercultura como a forma sócio-cultural que emerge da relação simbiótica entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônica que surgiram com a convergência das telecomunicações com a informação na década de 70 (LEMOS in: LEMOS E CUNHA, 2003, p. 12).

De acordo com Lemos in: Lemos e Cunha, parte desta idéia da mistura homem-máquina remete ao corpo como objeto de intervenção, ou seja, a relação entre a physis e a techne:

O corpo sempre foi um constructo cultural e está imbricado no desenvolvimento da cultura. Nesse sentido, o corpo da Cibercultura é um corpo ampliado, transformado e refuncionalizado a partir das possibilidades técnicas de introdução de micro-máquinas que podem auxiliar as diversas funções do organismo (2003, p.19).

De um lado órgãos artificiais substituem órgãos verdadeiros, seqüências de DNA defeituosas são detectados e podem ser trocadas por outra...; por outro lado, técnicas de inteligência artificial permitem às máquinas comportamentos típicos de seres vivos: as redes neurais detectam comportamentos e aprendem, com o passar do tempo, que animais eletrônicos também possuem a capacidade de adaptação ao seu ambiente. Essas evoluções tecnológicas estão ocorrendo em uma velocidade frenética. Como exemplo, pode-se citar que em dez anos de pesquisas, pesquisadores conseguiram desenvolver robôs bípedes, o que era um desafio até então. Esses robôs, equipados com as técnicas de Inteligência Artificial, identificam obstáculos, objetos encontrados no ambiente onde se encontram ou por onde se movimentam. Além de terem a capacidade de reconhecer seu dono, obedecer comandos de voz, identificar de onde vêm os sons...

Pode-se perceber que a visão de Philip K. Dick, apresentada no filme 'Blade Runner', é uma visão pessimista sobre o impacto das novas tecnologias na sociedade, o que resultaria numa vida caótica. Chuvas ininterruptas, dominação tecnológica, extermínio de animais e quase o extermínio do homem, emigração em massa, manipulação religiosa ou por drogas...

Outro escritor americano, William Gibson, com 'Neuromancer', escrito em 1984, definiu uma nova forma de ficção científica que depois ficou conhecida como “cyberpunk”, movimento ao qual também pertenciam Bruce Sterling, John Shirley, Rudy Rucker e Lewis Shiner. Eles acreditam que “a maior parte da produção da ficção científica estava atrelada a fórmulas concebidas no passado, quando a alta tecnologia ainda não moldava diretamente o cerne da experiência humana” (ANTUNES In: GIBSON, 2003, p. 5).

Foi neste livro de Gibson que nasceu o conceito de ciberespaço na década de 70:
Conforme a popularização da comunicação mediada por computador, tornava mais conhecida a noção de (e a experiência do) ciberespaço, mais comuns e freqüentes passaram a ser as menções a determinados elementos das difusas descrições do ciberespaço e do universo distópico retratado em Neuromancer (FRAGOSO. In: LEMOS e CUNHA, 2003, p.212).

De acordo com Lemos (2002), o imaginário cyberpunk marca toda a cibercultura. O termo surgiu no movimento de ficção científica que associa tecnologias digitais, psicodelismo, tecno-marginais, ciberespaço, cyborgs e poder midiático, político e econômico dos grandes conglomerados multinacionais.

Autores desse gênero de ficção científica são pessimistas em relação ao futuro, mostram os efeitos negativos das novas tecnologias na sociedade e perceberam a ligação com a visão mística disseminada nos anos 60 e 70, “o infinito visto como instância simultaneamente exterior e interior ao ser humano” (ANTUNES. In: GIBSON, 2003, p. 5). Daí a subjetividade envolvida no conceito de ciberespaço. Escritores dessa tendência viram que a revolução da ciência está na computação e nas telecomunicações. A possibilidade de uma rede mundial eletrônica de informação e a preocupação com - onde esta tecnologia irá nos levar -, são explicitadas em seus textos.

O filme 'Matrix', escrito e dirigido pelos irmãos Wachowski, pode ser considerado como o “esboço da adaptação de Neuromancer para o cinema” (ANTUNES, in: GIBSON, 2003, p. 7).

Hoje o ciberespaço é o habitat das novas tecnologias. Levy (1999) define o ciberespaço como sendo o “espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores”.

O mundo encontra-se num emaranhado de descobertas e avanços tecnológicos... muito do que fazia parte apenas do imaginário de alguns escritores de sci-fi, hoje já virou realidade, enfim, a ficção científica de Philip K. Dick, William Gibson, Isaac Asimov, está cada vez mais próxima da realidade. E o que é importante lembrar é que um dos veículos que torna tudo isso mais público e evidente, é o cinema.

Sessões do imaginário - Cinema - Cibercultura - Tecnologias da Imagem
Flávia Pihtan é Mestranda do PPGCOM/PUCRS

REFERÊNCIAS
ANTUNES, Alex. Prefácio à edição brasileira.
In: GIBSON, William. Neuromancer. 3. ed. São Paulo: Aleph, 2003.
ASIMOV, Isaac e SILVERBERG, Robert. El Robot Humano. Barcelona: Plaza & Janés,1998.
DICK, Philip Kendred. Sueñan los androides con ovejas eléctricas? 10. ed. Barcelona: Romanyà, 2001.
FRAGOSO, Suely. Um e Muitos Ciberespaços. In: LEMOS, André e CUNHA, Paulo. Olhares sobre a Cibercultura. Porto Alegre: Sulina, 2003.
LEMOS, André. Cibercultura. Alguns pontos para compreender a nossa época. In:____________ e CU­NHA, Paulo.Olhares sobre a Cibercultura. PortoAlegre: Sulina, 2003.
LEMOS, André. Cibercultura, tecnologia e vida social na cultura contemporânea. Porto Alegre: Sulina, 2002.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.

Projeto Democratização da Leitura


sábado, 15 de setembro de 2007

'Do Pai-Robô à Bio-Puta" - Charles Tonderai Mudede

,“Quase todas as ciências devem alguma coisa aos diletantes, freqüentemente, muitos pontos de vista valiosos. Mas o diletantismo como o princípio único seria o fim da ciência. Aquele que anseia pela ‘visão’, que vá ao cinema...” (Max Weber)

A ciência ocidental nos deu dois mundos: um mundo Newtoniano e um Darwiniano.

E se nós pudermos nos arriscar a uma definição ampla das nossas últimas descobertas científicas, poderíamos descrever como uma série de embates entre estas duas doutrinas: física versus biologia, a máquina versus o corpo, exploração de espaço versus a pesquisa molecular; um nos conduzindo às estrelas, o outro à célula; um fascinado por leis inexoráveis, o outro tendendo para a probabilidade estatística; um apontando para longe de Deus, o outro perseguido pela psique; um masculino, o outro inegavelmente fêmea.

E o vencedor desta competição poderá ganhar financiamento ilimitado e a completa lealdade das massas.

Por muitos anos, o mundo Newtoniano deteve o controle nesta competição; elaborando máquinas que responderiam nossas perguntas.
Bilhões foram destinados à robótica e programas espaciais; telescópios e sondas lançadas aos céus, mas quando transmitiram suas descobertas, todos eles nos mostraram mais estrelas brilhantes, mais galáxias espirais, mais vazio, mais perguntas.

Finalmente, perdemos a fé em Newton e nos jogamos aos pés da ciência Darwiniana, que fez crescer um ouvido humano nas costas de um rato e duplica um simples carneiro.

Nestes últimos 20 anos, nossa mudança de fé, nossa transição de Newtonianos para Darwinianos, pode ser traçada por uma série de filmes de ficção-científica de grande bilheteria.

Das décadas de 70 e 80 como sendo os últimos anos de dominação Newtoniana aos 90, marcando a ascensão do novo mundo Darwiniano.

‘Alien’, 1979, Ridley Scott

Este filme é excepcional não unicamente porque começa um ciclo que James Cameron identificou como “tecno-noir" (Blade Runner, Terminator, Robocop), mas pela primeira vez na ficção científica, um alienígena é imaginado, não como o descendente de uma civilização altamente organizada (‘Newton’), avançada em eficiência e com armas sofisticadas que vaporizam o inimigo, mas ao invés disso, como um primitivo sanguinolento, uma criatura empenhada em uma luta intergaláctica Darwiniana para a sobrevivência. Aqui a batalha entre as doutrinas está claramente representada, a ciência Newtoniana escapa por pouco, derrotando a criatura que fica perdida no espaço, sozinha entre as estrelas.


'Terminator', 1984, James Cameron

Embora a máquina tente passar por um ser humano, a estória assegura a honra e a dignidade emocional da espécie humana, amante da liberdade. Mas admiramos a eficiência do homem-máquina; o cyborg com seu exterior de imitação de carne humana e o esqueleto de metal. Esta criatura não tem emoções e sua vida tem significado totalmente Newtoniana.


‘RoboCop’, 1987, Paul Verhoeven

Como um ser humano comum, o oficial de polícia Murphy (Peter Weller) era um policial fraco com uma arma fraca tentando manter a ordem em uma cidade, que em todos os níveis (dos escritórios das corporações nas alturas aos pequenos negócios nas ruas) está fora de controle e torna-se "o coração das trevas." Mas como um homem-máquina equipado com armas poderosas, ele pode retornar com a sociedade à sua normalidade , como planetas rebelados de suas órbitas, voltam aos seus lugares Newtonianos. (É interessante notar que o RoboCop está quase morto na mesma fábrica (‘Fordiana’) decaída onde, sete anos mais tarde, o modelo T-800 em ‘Terminator 2’, o último homem-máquina, está para morrer em um banho líquido e quente.)


‘Aliens’, 1987, James Cameron

Imagine um planeta colonizado por seres humanos Newtonianos, que foram rapidamente destruídos por alienígenas Darwinianos, que culmina em um combate fatal entre a mulher-máquina (Ripley dentro de um manuseador-robô de carga pesada) e o alienígena. Novamente o mundo Darwiniano perde, mas não por muito tempo, sua vez está chegando.


‘Species’, 1995, Roger Donaldson

Com a destruição do último homem-máquina (Arnold Schwarzenegger) naquela triste despedida no fim de ‘Terminator 2’, o cenário é caracterizado, não unicamente pela era pós-industrial, mas também pela era ‘bestial’. Neste filme isto rapidamente torna-se claro, que o mundo, Darwiniano, é dominado por mulheres, reprodutores, as viúvas negras - e não por homens racionais de metal, como no mundo Newtoniano.
A história é esta: DNA humano é misturado com DNA alienígena, e o resultado é uma ultra-atrativa, hiper-instintiva, tremendamente sensual humana, dedicada ao fundamental (ou funnaminal, como Joyce poderia colocar isto) princípio Darwiniano: transar com machos saudáveis e produzir bebês-alienígenas saudáveis.


‘Mimic’, 1997, Guillermo Del Toro

Em ‘Mimic’, uma bióloga brilhante (Mira Sorvino), que é estéril e falha em produzir crianças com o companheiro viril (que é também um cientista, mas de menor importância) salva o planeta de uma infestação de baratas mortais. Mas ao tocar nos segredos do DNA, torna-se a mãe de uma nova semente de insetos-humanos que, outra vez, são dirigidos por motivos Darwinianos - eles não desejam apenas sobreviver, mas dominar Nova Iorque, a capital do mundo financeiro e centro de comando para não menos do que todos aqueles satélites transmitindo dinheiro virtual.


‘Alien: Resurrection’, 1997, Jean Pierre Jeunet

Neste novo ‘Alien’, Ripley é transformada por experimentos (DNA) , numa poderosa criatura (besta). Nesta condição, ela está distante do homem-máquina que tentou tornar-se em ‘Aliens’, ao invés disso, aqui ela é perfeição, perfeição da natureza, perfeição de movimento, sexualidade, instintos. Neste formato mais elaborado, ela torna-se a mãe e rainha dos aliens (ela também esbarra na semelhança com a Rainha Elizabeth I, ou ao menos os desenhos que tenho visto desta criatura mítica). E ao fim do filme, vemos seus descendentes retornarem para a Terra, para controlar o povo esperançoso e possivelmente proibir a exploração do espaço para sempre.

Apesar de grupos de resistência à ordem Darwiniana ainda persistirem, e muitos que "adoram o espaço" estão bastante céticos sobre o futuro das corporações de biotecnologia (como em ‘Blade Runner’), o fim do espaço é definitivo. A palavra oficial da 20th Century Fox Estudio, produzindo o próximo 'Alien' diz tudo: "O filme se passará na Terra."


Considere filmes mais recentes, como o de Paul Verhoeven, ‘Starship Troopers’ e Andrew Niccol ‘,Gattaca’. Ambos pretendem deixar claro que o valor social dos ‘Exploradores Espaciais’, ‘Viajantes das estrelas’ e ‘Uniões Galácticas’ não passam de vapores de pura fantasia.
(Em ‘Gattaca’, o programa espacial às luas geladas de Saturno, funciona unicamente como uma metáfora do desejo interior do herói para escapar a realidade eficiente da bio-utopia na Terra.)

O mundo Newtoniano não mais nos transmite ou pressupõe um futuro acreditável, ao invés disso, é útil unicamente quando se deseja olhar para trás, como com o mito dos Cavaleiros do Rei Arthur, decifra os medos e sonhos do passado, muito tempo atrás, em um lugar distante, muito distante...

Charles Tonderai Mudede nasceu em Zimbabwe. Ele vive hoje em Seattle e, junto com o ensino de literatura no Seattle Arts and Lecture , contribui como crítico de cinema no semanal ‘The Strange’.
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Jules Verne (Matéria sobre o Centenário da Morte)



O mundo mágico criado, atualmente, por escritores, roteiristas e diretores de filmes como "O senhor dos anéis", "Harry Potter" e "Guerra nas estrelas", certamente paga um tributo ao pai da ficção científica, cuja morte completa cem anos.
Escrita num mundo muito distante das possibilidades acenadas pela alta tecnologia de hoje, "Cinco semanas em um balão", obra inaugural do então desconhecido autor francês Jules Gabriel Verne, lançada em 31 de janeiro de 1863, propunha a primeira de uma série bem-sucedida de viagens literárias, mais tarde chamadas de ficção científica. O produtivo escritor Julio Verne, como ficou popularmente conhecido no idioma português, alimentaria a imaginação de seus leitores com histórias que dificilmente são superadas mesmo depois de passado um século de sua morte, em dia 24 de março de 1905. Seus personagens cruzaram os sete mares, o espaço aéreo terrestre, mergulharam nas águas e penetra-ram nas terras mais profundas, quentes e geladas, até atingir a Lua, ambientadas no presente, passado ou séculos à frente, em trajetórias descritas em mais de 70 obras. Verne nasceu em 8 de fevereiro de 1828 em Nantes, na França, com a vida planejada para seguir carreira de advogado, como o pai. Nessa direção, embarcou para Paris, mas o amor ao teatro promoveu um desvio de rota, ao acatar o conselho do amigo Ale­xandre Dumas (autor de Os três mosqueteiros) para escrever peças, enquanto ganhava a vida como corretor da bolsa de valores da cidade. Com o apoio do amigo e editor Pierre Jules Hetzel, que adequava seus escritos, produzidos com tal avidez que lhe garantia duas a três novas publicações ao ano, trilhou uma bem sucedida carreira. Sua obra constitui-se de ensaios, peças, poemas, contos e romances, mas foram as suas “Viagens Espetaculares” que o consagraram.

Muitas vezes descritas em mais de um volume, publicadas com alguns anos de diferença, as viagens foram material fértil que os estúdios de Hollywood popularizaram pelo mundo afora.

Ricas em detalhes e escritas em tom de diário de viagem, inclusive com notas de coordenadas geográficas, essas histórias maravilhosas nasciam inspiradas na leitura que Verne fazia de outros autores, como o norte-americano Edgar Allan Poe, de revistas como Le Tour du Monde Nouveau Journal de Voyages, e em conversas com amigos cientistas sobre as recentes descobertas e avanços, como Felix Nadar, interessado em navegação aérea e balonismo, tema recorrente em diferentes romances. O resultado é uma fascinante mescla de ficção e realidade, aventura e princípios científicos, que lhe renderam, inclusive, o título de profeta de feitos que a ciência produziria, pelo menos, seis décadas mais tarde, como em sua Da Terra à Lua (1865), com eventos que se assemelham ao programa espacial da Nasa.


O FANTÁSTICO NAS IMAGENS.


As mais de quatro mil imagens presentes nas Viagens Extraordinárias potencializavam a verossimilhança dos acontecimentos e contribuíam para tornar a leitura ainda mais saborosa, em tem­pos em que esforços para combater o analfabetismo na França ainda estavam em andamento.

Arthur Evans, editor do periódico Science Fiction Studies e professor da Universidade
DePauw, dos EUA, analisou as ilustracoes das obras de Julio Verne e concluiu que, para cada seis ou oito páginas, há uma imagem que ilustra os protagonistas, locais visitados, documentos (como mapas e cartas náuticas) e acontecimentos, geralmente antecedendo os fatos narrados, como uma forma de motivar a leitura. Para Evans, as ilustra­cões teriam mais um valor pedagógico do que propriamente o de reproduzir momentos cruciais da história. Entre os principals ilustradores de Julio Verne estavam George Roux e León Benett, cujo trabalho era minuciosamente acompanhado e muitas vezes até modificado pelo próprio autor das histórias. Certa vez, o editor Hetzel se viu obrigado a intervir em um aparente desentendimeto entre Verne e Benett sobre a representacao de um dos protagonistas. Embora Julio Verne nunca tenha visitado o Brasil, ambientou uma de suas Viagens Extraordinárias em solo nacional. Em A jangada – 800 léguas pelo Amazonas, publicada em 1881, conta a trajetória de uma família em uma espécie de casa flutuante até o destino final, Belém, para realizar o casamento da filha. Há também mencões ao descobrimento oficial do Brasil, em uma publicacao de 1873.

VISÃO FUTURISTA

Seus últimos trabalhos tratavam dos impactos da tecnologia no ambiente, como em "Propeller Island" (1896), onde populações nativas de ilhas da Polinésia são destruídas, ou em "The sphinx of the ice fields" (1897), onde prevê a dizimação de baleias. A última obra foi "A invasão do mar" (1905), onde um projeto de criação de um mar através de canais de comunicação com o Mediterrâneo, é mal recebido pela população local que vê seu estilo de vida ameaçado. A mudança do tom, inicialmente otimista em relação aos benefícios que a tecnologia poderia trazer à humanidade, acontece, principalmente, depois da morte de Hetzel, em 1886 e é um dos motivos do livro "Paris no século XX" (1863) só ter sido publicado em 1989, pelo bisneto de Verne. Temendo a repercussão negativa que teria na carreira do escritor, seu editor preferiu censurar a história de um jovem que vive em um mundo de arranha-céus, trens de alta velocidade, carros movidos a gás e rede mundial de comunicação, que não encontra a felicidade diante de um ambiente altamente materialista, resultando em um fim trágico.

CENTENÁRIO

As comemorações são coordenadas pelo Centro Internacional Jules Verne, na França que iniciou o Congresso Mundial de Ju­les Verne, de 19 a 27 de março, com uma série de debates, encontros e visitas que transcorreram em várias cidades francesas como Picardie, Loire e Paris. As Viagens Extraordinárias também serão recontadas ao público de Picardie até novembro deste ano e a Casa de Jules Verne, localizada em Amiens (cidade onde morreu), deverá ser inaugurada em dezembro de 2005 com a proposta de ser um espaço de encontro com a vida e obra do autor francês. Em 16 de outubro de 2004 os estudantes Gilles Savy e Nicolas Pimbaud refizeram a famosa Viagem ao redor do mundo em 80 dias, monitorada por satélite e que produ-ziu fotos, vídeo e material que será divulgado durante o ano todo nas escolas de Picardie. A editora Actes Sud e a cidade de Nantes reeditarão títulos pouco conhecidos e esquecidos, na coleção "Os mundos conhecidos e desconhecidos", em 9 volumes. Até o início do ano, não havia eventos
programados no Brasil. Uma série de edições em português e filmes inspirados nas "Viagens Extraordinárias" está acessível em bibliotecas, livrarias, sebos e locadoras.

Obras mais populares de Julio Verne:
■ Cinco semanas em um balão, 1863
■ Paris no século XX, 1863
■ Viagem ao centro da terra, 1864
■ Da terra a lua, 1865
■ Vinte mil léguas submarinas, 1870
■ A volta ao mundo em oitenta dias, 1872
■ A ilha misteriosa, 1874
■ Robur, o conguistador, 1886

Germana Barata.