sábado, 1 de dezembro de 2007

25 anos de BLADE RUNNER - Curiosidades sobre o filme



A origem do nome BLADE RUNNER

Apesar de vagamente baseado no livro de Philip K.Dick, o nome Blade Runner foi retirado de uma história de Alan E.Nourse, chamada ‘The Bladerunner’, que William S.Burroughts comprou os direitos para realizar um filme em 1979.
Apesar da similaridade, só o nome os dois possuem em comum.

A influência de 'The Long Tomorrow' e Moebius

Parte do visual do filme, foi inspirado em uma história de Dan O’Banon e Moebius (Jean Giraud) chamada ‘The Long Tomorrow’ que fazia parte da edição francesa de ‘Wonders of The Universe’. Giraud já havia feito a concepção dos trajes de ‘Tron’, o um filme dos estúdios Walt Disney.

Origamis

Ao deixar seu apartamento com Rachael, ao fim do filme, ela encontra um origami de um unicórnio. O unicórnio foi a última das figuras criadas por Gaff.
Quando Gaff e Deckard estão no escritório de Bryant e Deckard insiste em permanecer fora da força policial, Gaff faz um origami de galinha. ‘You’re afraid to do this”.
Mais tarde, Gaff faria um homem com uma ereção. ‘You’re attracted to her”, e finalmente o unicórnio “You’re dreaming, you cant run away with her, but she wont live”.
O unicórnio costuma ser associado a pureza, à virgindade. Lendas dizem que só uma virgem (Rachael) pode capturar um unicórnio.
Uma das explicações para a retirada da seqüência do sonho com o unicórnio, seria a de Scott admitir que deixaria muito obvio, ser Deckard outro replicante.
Apesar disto, a unicórnio é mantido na versão de 1982 (Theatrical) , mas os produtores vetaram por considerá-la “muito artística”.

A narração em 'Off'

Scott inicialmente filmou sem a narração de Harrison Ford , e esta foi a versão inicial exibida nas premieres em Dallas e San Diego.
Porém, a idéia do estúdio era de recriar o estilo do filme noir, imortalizado pelo ‘The Malteses Falcon’ ( O Falcão Maltes) .

O final feliz
O fim que conhecemos também foi sugestão do estúdio, pois Scott desejava terminar com o casal entrando no elevador. Os estúdios preferiram um fim menos ambíguo e feliz.
As cenas aéreas utilizadas na versão de 1982 foram restos de filmagens do filme de Kubrick, ‘The Shinning’ (O iluminado).

Mary

Mary era o nome da quinta replicante. Supostamente um modelo de dona-de-casa. Algumas referências à ela se encontram no script reescrito às pressas.

Problemas e mais problemas

Porque Holden precisava aplicar o teste VK em Leon, se ele possuía uma foto e sabia como se parecia ?

Bryant diz a Deckard que existem 6 replicantes, 3 machos e 3 fêmeas. Obviamente Roy e Leon, são dois dos machos e Pris e Zhora, duas das fêmeas. Bryant também diz que um outro replicante foi “fritado” tentando entrar no prédio de Tyrell, mas não especifica quem, se macho ou fêmea. No primeiro roteiro, Mary era a quinta replicante e Hodge era o sexto.

Na primeira versão do script, Tyrell era um replicante e Roy descobre a verdade devido a uma chave que ele e Sebastian possuíam.
Naquela versão, o verdadeiro Tyrell se encontrava numa cela de criogenia.
Depois de Tyrell ser morto por Roy, este obrigava Sebastian a mostrar-lhe a cripta onde jazia Tyrell, vítima de um acidente de laboratório.

Quando a mulher cambodiana põe a escama de cobra no microscópio eletrônico, ela não a retira do saco plástico. Nós devíamos então estar vendo a foto ampliada de um plástico.
Além disto, o número dado a Deckard é diferente daquele na imagem.
A imagem ampliada utilizada não foi a de uma escama de cobra, mas da folha de marijuana.

Quando Zhora voa através dos vidros, distingue-se claramente ser um duble, que em nada se parece com a atriz. Além disto, usa botas pequenas, diferentes daquelas calcadas por Zhora no vestiário.

Quando Leon joga Deckard contra o pára-brisa do carro, este já estava quebrado, pois a cena foi refilmada sem um novo pára-brisa.

Nos filmes exibidos, a seqüência é:
Deckard mata Zhora e compra uma garrafa de saque Tsing Tao. Gaff aparece e o informa de Bryant.
Deckard então vê Rachael e tenta alcançá-la, mas Leon o acerta.
Na versão com Mary, a seqüência é a seguinte:
Deckard mata Zhora e então vê Rachael olhando para ele. Ele a persegue mas é atacado por Leon, Rachael mata Leon, Deckard compra uma garrafa de Tsing Tao e tenta abraçá-la, quando surge Gaff, que o leva até Bryant que diz faltarem 4 (Roy, Pris, Mary e Rachael)
Quando Mary foi eliminada do script, criou-se um problema. Bryant deveria dizer “3”.
Ao invés de refilmarem a cena, eles mudaram a cena de Deckard comprando Tsyng Tao p/ depois da morte de Leon, então, os 4 seriam Roy,. Pris, Leon (e não Mary) e Rachael.
Mesmo assim, alguns problemas permaneceram.
Ao conversar com Gaff, Deckard aparece com ferimentos da luta com Leon, que ainda não aconteceu.
Naquele momento que compra a garrafa, ele parte atrás de Rachael e se envolve numa briga com Leon e a garrafa não aparece mais, só indo reaparecer então no apartamento, miraculosamente.

Quando Pris entra no elevador de Sebastian, seus cabelos estão secos. Ao entrar no apartamento estão molhados de novo.

A filmagem da cena de amor entre Rachael e Deckard foi filmada entre um intervalo de 3 semanas, entre o inicio e o fim, devido a atriz (Sean Young) ter sido internada por problemas com drogas. É perceptível a mudança da maquiagem de Rachael.

Um buraco de bala é visível em Pris, antes dela receber o primeiro tiro.

Quando Deckard se confronta com Roy e este lhe devolve a arma apos quebrar-lhe alguns dedos, é possível ver a sombra na parede do cameraman, da câmera e do assistente do microfone.

Uma frase de Roy Batty “ I want more life, fucker !” aparece em algumas versões como “I want more life father !”

A cena preferida da atriz Sean Young não foi a da famosa frase “kiss me, kiss me”, pois ela reclamou com Harrison por jogá-la contra a parede com força demais. Sua cena predileta é quando Harrison explica que ela seria um replicante e portanto seria um robô só que com emoções. A atriz chorou de verdade.

Harrison Ford declarou logo apos o filme que não havia gostado de ser um detetive que não investiga coisa alguma. “Eu apenas tinha que estar no ‘plot’, e prestar atenção nas marcações feitas por Scott”.