sábado, 2 de fevereiro de 2008

MARY SHELLEY

Mary Wollstonecraft Shelley (30 de agosto de 1797 - 21 de fevereiro de 1851.) nasceu em Londres e aos 17 anos fugiu de casa para viajar pelo continente europeu com o poeta Percy Shelley (com quem se casaria aos 19).

Certa vez, forçados a permanecer dentro de casa devido ao tempo ruim, (que ficaria conhecido como "The Year Without a Summer") o grupo de amigos, na maioria jovens escritores e intelectuais, decidiram se divertir criando histórias de terror. Um dos convidados naquele dia, Doutor John Polidori, criou um conto chamado 'The Vampyre', que mais tarde influenciaria Bram Stoker a escrever 'Drácula'. Outros convidados também escreveram contos de terror mas Mary Shelley não se sentiu o bastante inspirada para fazê-lo.
Naquela noite entretanto, teve um sonho sobre um estudante pálido, ajoelhado diante de um ser criado por ele. Colocou as ideías no papel e nos dias seguintes as reescreveu até ser publicada em 1818, com o nome 'Frankenstein'.

Mary se utilizara de uma série de outras fontes para seu trabalho, como o mito de Prometeu, de Ovídio, a influência de 'Paradise lost' de Milton, assim como já tinha lido Vathek, de William
Beckford, um romance gótico.

Mary e Percy eram ambos ferrenhos vegetarianos e defensores dos animais, e no seu romance, a criatura também é vegetariana.

Desconsiderando a idade e a inexperiência literária da autora, é um romance admirável.
Mary, que assim, por brincadeira, descobriu-se uma escritora de talento, após a morte do marido (1823), se dedicou mais seriamente à literatura, mesmo porque não tinha fonte de renda para cuidar do filho. O pai de Percy Shelley lhe garantiu uma pensão.

Seguiram-se o romance histórico 'Valperga' ou 'A vida e aventuras de Castruccio, príncipe de Lucca' (1823) e 'O último homem' (1826), ficção sobre uma peste que extingue a espécie humana, além de outros romances, diários de viagem e memórias.


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