sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Coma - Robin Cook


Ao sair do restaurante, Susan desfrutava de uma determinação maior do que sentira durante todo o dia. Embora não fizesse a mínima idéia de como ia investigar o problema de coma prolongado após a anestesia, achava que aquilo representava um desafio intelectual, que
poderia ser enfrentado aplicando os métodos científicos e o raciocínio.
Pela primeira vez naquele dia ela teve a impressão de que os dois primeiros anos passados na Escola de Medicina nada significavam. Suas fontes de pesquisa achavam-se na literatura, na biblioteca e nas papeletas dos pacientes, em particular de Greenly e Berman.

Perto do restaurante ficava a loja de variedades do hospital.
Era um lugar agradável, povoado e dirigido por um grupo de senhoras idosas, de aspecto suburbano, metidas em graciosos guarda-pós cor-de-rosa. As janelas da loja davam para o corredor principal do hospital e as cortinas eram barradas, conferindo ao estabelecimento a
aparência de uma casa de campo disposta no meio do atarefado hospital.
Susan entrou na loja e logo achou o que queria: um caderninho de notas, de folhas destacáveis. Metendo o caderno no bolso do avental branco, dirigiu-se para o CTI.
Seu ponto de ataque seria o caso de Nancy Greenly.

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