terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Compartilhar para crescer: O valor da reciprocidade




do blog Criatividade Aplicada

Lendo o artigo Por uma blogosfera solidária de Ricardo Cabianca, me lembrei de outro artigo lido há tempo e resolvi fugir um pouco do assunto deste blog e dar meu palpite.

James Bender, em seu livro How to Talk Well (New York: McGraw-Hill Book Company, Inc., 1994), relata a história de um fazendeiro premiado pela qualidade de sua lavoura de milho. Todo ano seu milho recebia o primeiro prêmio na exposição de seu estado. Uma vez um jornalista o entrevistou e conheceu algo interessante sobre como ele cultivava seu milho.

O jornalista descobriu que o fazendeiro fornecia suas sementes para os fazendeiros vizinhos. “Como você se permite compartilhar sua melhor semente de milho com seus vizinhos, se eles competirão com você todos os anos?” o jornalista perguntou.

“Bem senhor”, respondeu o fazendeiro, “você não sabe? O vento pega o pólen do milharal e o espalha de lavoura para lavoura. Se meus vizinhos cultivarem milho inferior, a polinização cruzada vai certamente degradar a qualidade de meu milho. Se pretendo cultivar um milho de qualidade, eu tenho de ajudar meus vizinhos a cultivar um bom milho”.

Este fazendeiro está muito ciente das conexões da vida. Seu milho não pode melhorar a não ser que o milho de seus vizinhos também possa melhorar. A mesma coisa ocorre em outras situações e dimensões. Aqueles que escolhem viver em paz devem ajudar seus vizinhos a ter paz. Aqueles que querem viver felizes devem ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem estar de cada um está firmemente ligado ao bem estar de todos.

O mesmo se pode dizer de uma comunidade dedicada ao intercâmbio de conhecimento e que compartilha um mesmo recurso tecnológico como a blogosfera. À medida que cada um contribui com o melhor de sua experiência, cada membro tem a oportunidade de se aperfeiçoar e melhorar continuamente suas próprias contribuições à comunidade. À medida que cada um se fortalece, a comunidade se torna mais forte, mais dinâmica e prestigiada.

Não se trata de assumir uma posição ingênua e ignorar a competição que existe dentro de toda comunidade, mas do reconhecimento de que uma comunidade forte tem um valor maior para ser compartilhado. Ela oferece mais possibilidades, opções e criatividade para todos. Cada um colherá sua parte conforme seus talentos e capacidade, mas certamente colherá uma parcela maior com uma mentalidade de abundância do que com uma mentalidade de escassez.