segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Dicas para escrever (I)



Com tantos lançamentos literários nacionais nos gêneros Ficção Científica, Fantasia, Fantástico e Terror, muita gente deve estar pensando em aprimorar sua escrita, em participar dos concursos, enfim, realizar o velho sonho de ter seu trabalho publicado.

O Capacitor Fantástico vai dar uma ajuda aos escritores (iniciantes ou não).



"Há três qualidades de que um contador de histórias precisa acima de todas as outras. Ele ou ela deve ser (a) imaginativo, (b) instruído e (c) obstinado. Mas você pode ter todas as três, e ainda assim escrever um livro ruim. Falo com conhecimento de causa. Escrevi vários.
Desde que posso me lembrar, sempre tive sonhos elaborados, sobre o que faria se naufragasse numa ilha deserta, ou me tornasse milionário, ou tivesse de lutar numa guerra.

Quando eu era pequeno, minha mãe me contava histórias durante todo o tempo. Não sei se isso alimentou minha imaginação, ou se apenas herdei sua capacidade. Seja como for, ao entrar na escola eu podia inventar histórias com a mesma facilidade com que chutava uma bola de futebol.

Quando meus próprios filhos eram pequenos, eu lhes fantásticas histórias improvisadas. Parados num ponto de ônibus, meu filho me perguntava por que alguns ônibus eram vermelhos e outros verdes. (Naquele tempo os ônibus de Londres eram todos de um vermelho brilhante, enquanto os ônibus rurais eram verdes.) Eu dizia: "O ônibus que se deve pegar é o azul. Leva você a qualquer lugar que quiser ir, num piscar de olhos, mas só passa uma vez na vida. Se o pegarmos, quero ir para o Velho Oeste e conhecer Billy the Kid. Para onde você gostaria de ir?"
Se você é o tipo de pessoa que pode fazer isso, então é imaginativo.
Mas não fique presunçoso. Agradeça à sua mãe."
Como Escrever um Best-Seller - Albert Zuckerman


"Literatura é algo que vale a pena a leitura mesmo quando você sabe como a história termina."
Aforismas para Escrever Ficção Científica - David Alexander Smith


"Todos lemos a nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. Lemos para compreender, ou para começar a compreender. Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial."
Uma História da Leitura - Alberto Manguel


"Escrever para ser publicado é diferente de escrever para si próprio.
Quando escrevemos para nós mesmos, como um diário ou reflexões, estamos usando a escrita para pensar. É um ótimo método para esclarecer questões, visto que no papel mesmo as situações mais complicadas vão se organizando. Não é à toa que tantos terapeutas sugerem a seus clientes escreverem um diário. É muito bom para a cabeça produzir textos sobre o que é importante para nós.

Quando escrevemos para ser publicados, estamos escrevendo para outras pessoas. O foco passa a ser a necessidade dos leitores e não mais as nossas como escritores.
Quando escrevemos para nós, está certíssimo preenchermos nove páginas pesando os prós e os contras de determi-nada pessoa por quem estamos interessados. Quando escrevemos para os outros, precisamos cortar tudo que não seja interessantíssimo e contribua para o andamento da história, o que provavelmente transformaria todas aquelas dúvidas em um único e curto parágrafo.
É um difícil exercício escrever para ser publicado, porque em geral a gente gosta do que escreve, acha tudo importan-te e pensa que todo mundo vai gostar também.

Só que isso não é verdade. As pessoas selecionam os livros de acordo com o que estão passando, as dificuldades que estão vivendo. Algo fascinante para nós pode ser o máximo do tédio para um leitor.
Por outro lado, não podemos ter medo. Escrever para os outros é um ato de coragem, de se expor. Quanto mais ho-nestidade a gente coloca no texto, quanto mais ridículo e perdido a gente se apresenta, tanto mais fácil os leitores gostarem da gente.

Quando escrevemos, temos também muita ansiedade a respeito do resultado. Queremos ficar famosos, ser elogiados, de repente até ganhar um dinheirão. É bom saber que a maioria dos escritores não fica nem rica nem famosa, e que nenhum escritor conhecido fez sucesso com o primeiro livro. Nenhum mesmo!
Portanto, vá com calma. Faça o que pode, não pense nos resultados, e vá escrevendo um pouco sempre. Querer es-crever o primeiro livro e imaginar que ele vai ser o próximo Harry Potter é pedir para ficar decepcionado. É bem me-lhor publicar um artigo numa revista aqui, um poema numa coletânea ali e não ter e
expectativas loucas.
Mas como podemos saber o que dá para ser publicado?"
Escreva Seu Livro - http://www.escrevaseulivro.com.br/


"Idéias, onde buscá-las?
Elas estão em todos os lugares. Na rua. No jornal. Na tevê. Em outro livro que você leu. Na fofoca que o vizinho con-tou. Um bom gerador de idéias é o bom e velho "E se...?"
Você já usou a tecla redial do telefone, aquela que redisca o último número discado? E se... um dia você usar a tecla e a ligação, ao invés de cair na casa da sua irmã, cair numa agência de seguros de vida? Ou de garotos de programa? Quem poderia ter ligado para estes lugares? E... com que intenções?"
Como Escrever Seu Livro - http://www.leituracritica.com.br/


"O objetivo original deste livro era criar um manual de escrita acessível e realista a partir desses elementos míticos altamente pretensiosos. Neste espírito prático, fico grato em ouvir de tantos leitores que o livro pode ser um guia útil para a escrita. Escritores profissionais, assim como os novatos e estudantes, relatam
que ele tem sido uma ferramenta eficaz, confirmando seus instintos e oferecendo novos princípios e conceitos a serem aplicados às suas histórias. Executivos, produtores e diretores de cinema e televisão me disseram que o livro influenciou seus projetos e os ajudou a solucionar problemas dentro de algumas histórias.
Romancistas, dramaturgos, atores e professores de literatura lançaram mão dessas idéias em seus trabalhos.

Acima de tudo, como é que os contadores de histórias conseguem que elas signifiquem alguma coisa? Uma boa histÓria faz a gente achar que viveu uma experiência completa e .satisfatória. Pode-se rir ou chorar com uma história. Ou fazer as duas coisas. Terminamos uma história com a sensação de que aprendemos alguma coisa sobre a vida ou sobre nós mesmos. Pode ser que tenhamos adquirido uma nova compreensão das coisas, um novo modelo de personagem ou de atitude.
Como é que os autores das histórias conseguem isso ? Quais são os segredos desse ofício tão antigo ? Quais são suas regras ? Quais os princípios que o norteiam?"
A Jornada do Escritor - Estruturas míticas para escritores - Christopher Vogler


"Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio. Que é que eu posso escrever. Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som.

Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espirito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras. Qual é mesmo
a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exactamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade.

Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida.
As palavras é que me impedem de dizer a verdade. Simplesmente não há palavras.
O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo.

Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também.

Sim, mas é a sorte às vezes. Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras.
Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial.
Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora. Simplesmente as palavras do homem.

Escrever, Clarice Lispector



Para escrever não é necessário o dom da escrita, dos privilegiados,para escrever basta um pouco de técnica e dedicação. Esta obra mostra os mecanismos que facilitam o trabalho da produção escrita, por meio de teorias e exercícios práticos. Ao lado desses mecanismos, há textos consagrados de autores expressivos. Esses modelos certamente o auxiliarão na produção de seus textos. Há, também, exercícios de enriquecimento da língua e propostas de redações retiradas de vestibulares, de textos de jornais, de tiras de quadrinhos e de letras de canções, recursos que subsidiarão o ato de redigir com eficácia.
Redação - Escrevendo com prática - João Jonas Veiga Sobral


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