domingo, 14 de agosto de 2011

H.R.Giger e Alien



Ele é o criador do Alien e ficou mundialmente conhecido por desenhar formas biomecânicas sensuais e mórbidas.

Ele acumula uma lista de adjetivos e apelidos inusitados... O poderoso chefão do gótico (Godfather of Goth), revolucionário do airbrush, erotosurrealista e necrodelicado são  alguns deles.

Ele é o suíço H.R. Giger.

Seus seres orgânicos, frios, e de um erotismo sinistro e obscuro, resgataram o gênero futurista com uma roupagem gótica, fascinante e sedutora.

Quando, em 1979, os fãs de ficção científica e horror pularam de seus assentos com Alien, uma nova era de estilo se anunciava, dominada pelo surrealismo biomecânico de  Giger.  Elegante e sexy, assustador e doentio, Alien é a obra mais amada do panteão deste artista excepcional.


Quando perguntado a HR Giger sobre opinião quanto ao sucesso de Alien, Giger declarou:

"Fico feliz. Eu não gostaria de passar um ano e meio da minha vida em algo que não correspondesse a nada."

Os monstros de Alien foram concebidos e realizados por Giger. A nave abandonada extraterrestre e seu ocupante morto são invenções suas também, bem como as paisagens do planetóide.

É fácil imaginar por que o diretor Ridley Scott ficou fascinado com Giger. As pinturas são primorosas, sensualmente hediondas. O realismo fotográfico estilizado mostra belas  mulheres sendo devoradas por vermes ou empaladas em um chifre de diabo, paisagens que se parecem com intestinos transmutados, pedaços de maquinário que são na realidade órgãos genitais humanos e medonhos demônios míticos. Os fundos e as superfícies seriam circuitos eletrônicos se não fossem feitos de ossos, tendões e nervos, em algum tipo impossível de metal translúcido.


Hans Rudi Giger veio a este mundo em 5 de Fevereiro de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, em Chur, na suíça alemã, uma miniatura de cidade no vale cercada pela neve branca dos Alpes. A guerra isolara a Suíça e, talvez por isso, colocou Giger em segurança, no centro de um universo privado auto-perpetuável, preservado em sua mente do horror exterior, e assim mesmo, de um horror ainda maior.

Seu pai era dono de uma farmácia e esperava que um dia o rapaz o substituísse, mas suas notas baixas na escola apontavam o contrário. Sua inteligência era reservada para seus hobbies. Em sua infância, Giger desenvolveu uma aversão grave a cobras, vermes, e  semelhantes; esta característica cresceu em paralelo ao artista, além da usual  preocupação adolescente para com o sexo.

"Durante os longos anos na escola, eu sempre me destaquei como um ilustrador de fantasias pornográficas."

Ele mantém até hoje um fascínio com eixos e corredores sem fim - resultante de uma obsessão de infância com os edifícios que ele podia ver a partir de uma "janela secreta" em sua casa. Seus pesadelos se materializaram, desta maneira, através de uma série de pinturas horrendas.

Giger conta que sua primeira tentativa de expor seus trabalhos na pequena Chur, fez com que os donos da galeria de arte se deparassem com o problema de "ter que  limpar o cuspe de suas vitrines todas as manhãs."

O jovem artista não foi bem recebido em sua própria terra.

"Chur é um depósito de lixo insuportável para alguém como eu."

Quando o desenho não era suficiente, ele escapava do mundo através de seu trem fantasma, um transporte para outras dimensões imaginárias. Trens são um tema proeminente em seu trabalho. Mas estes veículos não são trenzinhos bonitinhos de outrora: não subestimem o simbolismo sexual de uma locomotiva a gritar, nem os túneis brilhantes como vaginas levando à condenação.

Mais tarde, na Escola de Artes Aplicadas de Zurique, estudou desenho técnico. Seus primeiros desenhos revelam um fascínio crescente com o erótico. Daquele ponto em diante, ele usaria imagens sexuais para gerar medo. Nos anos mais tarde, seu impacto psicossexual nunca foi tão óbvio como quando a banda americana Dead Kennedys usou sua pintura Landscape XX em um pôster de seu LP de 1985 Frankenchrist. A pintura retrata nada menos do que um campo de genitálias de ambos os gêneros. As autoridades da Califórnia rapidamente os acusaram de obscenidade e a Procuradoria Geral do Estado também ameaçou Giger com um processo.

Entre 1964 e 68, Giger inovava a técnica que aprendera na escola para desenhar formas tridimensionais em perspectiva.

"No meu estilo de pintura, eu esfregava o airbrush primeiro com uma escova de dente embebida em tinta ao longo da superfície de uma tela, dando um spray grosso. Para as áreas de preto sólido, usava uma caneta Rapidograph; também trabalhava com um papel transparente para arquitetos, para que eu pudesse raspar com uma lâmina de barbear. Entre 67 e 69 eu trabalhei em óleos, e também comprei o meu primeiro airbrush. Em 1972, comecei a pintar primeiro apenas com tinta e água, o que dá um sépia morno. Depois de 73 acrescentei branco para obter um efeito azulado, passando de cinza quente para o frio. Esta técnica é chamada de ‘grissaille’. Infelizmente, as cores de minhas pinturas são quase sempre impressas erradas, mesmo na maioria dos meus livros. É frustrante. Devido à impressão CMYK [ciano-magenta-amarelo-preto] há sempre muito amarelo ou vermelho, o que faz minhas pinturas um marrom horrível ou muito roxo. A cor é uma distração."





"Usar um airbrush à mão livre tornou-se tão familiar como dirigir um carro, me tornei um autômato.O airbrush, como uma arma, é um instrumento mágico. Você pode fazer algo acontecer a uma distância, você não tem que tocar em nada, é como se fosse feito pelas mãos de outra pessoa. A pintura passa a existir sem você tocar na superfície."

Giger nunca escondeu a decepção com a impressão de seu primeiro compêndio de imagens chamado Necronomicon, publicado em 1977.





O que nos traz de volta a Alien.

"A coisa toda realmente começou na casa de Salvador Dali" Giger diz, satisfeito por ter surpreendido seu ouvinte com a revelação.

"Eu tenho um amigo, na Espanha, que estava sempre na casa de Dali, e ele levou alguns dos meus trabalhos para o pintor. Dali sempre tinha um monte de gente ao seu redor, às vezes 30 ou 40 pessoas. E ele mostrou meus livros e catálogos porque Dali (também pintor surrealista) gostava de minhas coisas.”


Salvador Dali e Giger


“Certa vez, Alejandro Jodorowsky foi até Dali para propor que atuasse como Imperador em seu filme Duna (Dune). Então Dali mostrou-lhe meu trabalho, e Jodorowsky ficou impressionado; pensou que eu poderia colaborar com seu filme. Eles me chamaram e viajei para a Espanha, mas cheguei tarde demais, Jodorowsky não estava mais lá. Então, me encontrei com Salvador Dali. Ele foi muito agradável. Dois meses depois, fui a Paris para visitar um amigo, e encontrei com Jodorowsky, que disse: ‘Você poderia fazer alguns desenhos para mim?’

Um verme da areia desenhado para Duna por Giger


O castelo de Harkonen por Giger


O castelo de Harkonen por Giger



"Fiz para Dune o Castelo de Harkonen e outros desenhos. Jodorowsky foi para os Estados Unidos, mas neste momento não havia dinheiro para filmes de ficção científica. Acho que o filme era para ter custado cerca de US$ 20 milhões, o que era um monte de dinheiro na época. Dan O'Bannon também estava trabalhando para Jodorowsky* e  foi após este desastre que ele voltou para Los Angeles e aí escreveu a história de Alien."

"Em agosto de 77, recebi um telefonema de O'Bannon, perguntando se um gostaria de trabalhar para um filme chamado Alien. Eu disse que sim, por que não? Mas pensei  que desta vez eu deveria ter cuidado para receber algum dinheiro, porque nunca vi nenhum centavo de Jodorowsky. Ele nunca sequer ligou para dizer:  'Sinto muito, o filme não vai mais acontecer.'"

*(nota do tradutor - Em 1975, o chileno Alejandro Jodorowsky iniciou a produção da sua versão cinematográfica do romance "Duna" de Frank Herbert, que teria a  participação de Orson Welles e Salvador Dali, trilha sonora de Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H. R. Giger, Dan O'Bannon e Möebius. O financiamento do filme foi negado, e o romance acabou sendo filmado em 1984 por David Lynch. – fonte: Wikipedia)

Dan O'Bannon e Giger


"Eu fiz os primeiros desenhos para Alien, mesmo antes de Ridley Scott ser o diretor. Eu tinha algumas cópias de Necronomicon em francês, e mandei-as para Dan O'Brannon. Coincidiu de Ridley Scott se encontrar com ele em Los Angeles, e se apaixonar pelo meu trabalho."

Numerosas fotografias a cores de paisagens e de monstros construídos para Alien foram compiladas em um livro chamado Giger's Alien (Alien de Giger).





Giger comentou sobre os diversos projetos, problemas e soluções ocorridas nas filmagens:


A nave abandonada (Derelict)


Em Alien, a tripulação do Nostromo responde a um sinal extraterrestre, vindo de um mundo alienígena e descobre uma enorme astronave que foi abandonada, e a tripulação está morta. O design é Giger típico em sua sugestão de uma tecnologia orgânica; notável é a certeza de que não é o produto de construtores humanos.

Um grande problema seria traduzir o conceito de sua arte bidimensional para as formas tridimensionais vistas no filme,

"O tempo era muito curto e o dinheiro também; não dava para fazer tudo muito bem feito. Sou perfeccionista. Peter Boysey construiu e nós trabalhamos juntos Ele entendeu  minha linguagem visual. Fiquei feliz com o resultado."




"A cena foi filmada muito escuro. É mais imponente com a luz de fundo. Parece mais sinistra. O modelo da nave tinha cerca de quatro metros e a paisagem que a cerca necessitou de um estúdio inteiro! A nave é feita de plastilina e poliestireno sobre armações de metal."

"A entrada para a nave abandonada foi construída combinando os detalhes do modelo em escala. No filme vê-se apenas uma pequena parcela dela e os astronautas a bordo,  mas filmagens foram feitas e descartadas e envolveram uma pintura fosca elaborada estendendo-se até a superfície da nave, e a entrada ficava na curva entre as duas seções  tubulares. Eles não filmaram isso com matte* porque, bem, não foi necessário. Precisávamos do close."




As pinturas para Alien (várias foram executadas mas não utilizadas) foram feitas em detalhe por Giger e convertidas em matte* por Ray Caple. Toda a entrada tridimensional é real, modelada em gesso, as paredes curvas do interior e exterior, foram construídas de madeira, cobertas com formas pré-moldados de gesso. Camadas finais de gesso foram adicionados, muitas vezes por Giger e, em seguida, as superfícies foram pintadas.

*(nota do tradutor. Matte é uma técnica muito usada em fotografia de efeitos especiais, que combina duas ou mais imagens em uma só. Usualmente, combina uma imagem mais próxima (atores, por exemplo) com uma imagem de fundo (uma vista pintada).)


Dentro da nave abandonada está o corpo de uma enorme criatura alienígena, apelidada de Jockey espacial (Space Jockey). Ela está reclinada em algo como um sofá de aceleração, nos controles de algo que poderia ser um canhão.

O Jockey espacial por Giger


"Ele foi modelado por mim mesmo em argila. Foi então feito em poliéster. Trabalhei particularmente na cabeça, eu a pintei. Para fazer os pedaços de pele, coloquei látex e em seguida, pintei um pouco mais. Se tivéssemos mais dias, poderíamos ter feito ainda melhor, mas acho que para o filme ficou bom."


O Jockey espacial por Ron Cobb


"Todos os dias Ridley Scott pedia para ver o Necronomicon. Ele dizia, “Gostaria que parecesse como esta pintura, ou essa outra.” Isso foi muito bom para mim. Eu só tinha que copiar minhas próprias idéias, mudar um pouco meus próprios projetos."


O Jockey espacial por Moebius


"Eu gostei de trabalhar com Ridley. Se eu tivesse um mau pressentimento sobre alguma coisa, ou sentisse que estava indo errado, ele me avisaria para que eu pudesse consertar."


A câmara dos ovos (The Egg Chamber)


"Eu não tinha experiência com cinema. Parti do princípio de que tudo poderia ser feito com modelos, miniaturas. Mas, se alguém está andando ao redor daquilo, tem que ser construído em um tamanho maior."

"O piso da câmara com os ovos alienígenas tem uma camada de luz azul  (produzida no set com um laser de pulso) e precisou que a seção de parede curva acima fosse construída por total. A tomada longa da grande câmara é uma pintura matte."

"Fiz vários esboços como essas formas aqui ... O que parecem? São estômagos de mulheres grávidas. Mas nós não pudemos usá-los, embora eu sempre gostasse do símbolo. Estávamos acima do orçamento e tivemos que simplificar as paredes. Fiz muito do trabalho em gesso também."


O Ovo (Egg)


Os ovos foram construídos a partir de pinturas de Giger com diversos materiais plásticos, e...

"O material que escorre para fora é Slime, você sabe, aquele brinquedo gosmento que você pode comprar em qualquer loja. E há também alguns pedaços de carne dentro. Carne de verdade".


A cena do casulo (Cocoon)


No roteiro (e no romance de Alan Dean Foster) há uma cena perto do final em que Ripley planeja fugir, e encontra dois casulos, uma contendo Brett morto, e outra contendo o Dallas, que está morrendo.

"O que posso fazer? Como posso te ajudar?" Ripley pede freneticamente. Dallas diz "Me mate!"

Percebendo que é algo que só ela pode fazer por ele, e Ripley o faz. Essa cena não está no filme.

"Perguntei a Ridley por que não a usaram, e ele disse que a cena retardaria a ação. Eu acho que ele estava certo. Sem ela, é ação direto."

O Face-Hugger


"Eu trabalhava como designer industrial em Zurique, por isso quando me disseram  o que o Alien tinha que fazer, eu podia ver o animal em termos das suas funções. Desenhei o rosto com um hugger com a cauda de mola, de modo que poderia saltar para fora do ovo."

"Estávamos tendo problemas, então passei a maior parte do tempo trabalhando no ovo e no Alien grande. Roger Dicken construiu o face-hugger e o chest-burster e ele os fez muito bem. São baseados em meus desenhos. Eu também fiz um face-hugger, tinha um esqueleto dentro que você poderia ver através da pele translúcida. Mas não havia tempo  para terminá-lo. Acho que ficou com uma aparência muito boa. Ele acrescenta algo de especial. É muito feio!"



Kane sofre duas das mais terríveis agonias jamais filmadas: O face-hugger queima o seu caminho com ácido através do seu capacete e se fixa em seu rosto, e numa fase  posterior à larval, a coisa explode para fora de seu peito, onde foi incubada.





"Você conhece o pintor Francis Bacon? Sua obra Crucificação, de 1945, há uma espécie de animal em que a cabeça é apenas uma boca. Ridley disse que queria algo assim. Era lógico. Esta besta tem que sair mastigando seu caminho para fora do peito de um homem. A única coisa importante são os dentes. Eu tentei fazer várias coisas com o  Chest-burster. Começou com braços e pernas, mas depois fizemos algo de pequeno porte. Finalmente ficou com o crânio longo dos aliens grandes, com dentes e uma cauda."


O Alien adulto (Big chap)


Aqueles que trabalham no filme o chamavam ele de "o grande camarada", ou "o grandão". O apelido não é afetuoso. O adulto, como vimos no filme, é enorme, ameaçador, escuro e carregado de dentes. Se fosse mais iluminado, porém, o público teria visto um homem alto, magro, uma criatura meio-lagarto meio-homem, com uma presa em formato alongado saindo do crânio e uma língua quase tão longa quanto, equipado com um conjunto completo de dentes vampirescos. E ele não tem olhos!


"No primeiro projeto para Alien ele tinha grandes olhos negros, mas alguém disse que parecia muito com um... o que você chama de um Anjo do Inferno... Todo preto e olhos saltados. E então eu pensei: Seria ainda mais assustador se não tivesse olhos! Fizemos então, o Alien cego e, quando a câmera se aproxima, você vê apenas os buracos do crânio. É realmente assustador. Porque mesmo sem olhos ele sempre sabe exatamente onde suas vítimas estão, e ataca direto, de repente, sem erro. Como uma cobra.”

"Eu comecei a pensar que o crânio longo deveria ter uma função qualquer... Eu posso fazer uma longa língua sair. A língua é até parecida com o Chest-burster. Observe os músculos e tendões da mandíbula: foram feitos com preservativos de látex esticado e desfiado."



Bolaji e Giger



"Havia um homem alto e negro na equipe (Bolaji Badejo), e fizemos um molde de seu corpo para construir a roupa alienígena. Construímos até os detalhes com plastilina e até mesmo alguns ossos para a caixa torácica. Usamos tubulações e outras coisas técnicas. Este é o meu jeito, você vê que ele é meio orgânico, meio artificial. Um Alien biomecânico. Fizemos outro como uma roupa de borracha para um dublê vestir. Depois tivemos que colocar as peças do crânio que Carlo Rambaldi fez a mecânica no interior, para fazer a língua funcionar. E acho que funcionou maravilhosamente."

Perguntado se gostaria de fazer mais filmes, Giger respondeu:


"Você sabe, muitas pessoas pensam que o cinema é uma forma de arte de terceira categoria. Salvador Dali trabalhou principalmente para o teatro, para a ópera e o balé. Ele fez essa seqüência de sonho para o filme Spellbound de Hitchcock, mas pouca coisa para o cinema. Mas não acho que seja assim. Cinema é hoje. Temos que mudar o pensamento dessas pessoas antiquadas. Eu gostaria muito de fazer outro filme. Eu gostei de Alien, gostei do meu trabalho nele. Da próxima vez, eu gostaria de fazer mais. Mas não quero fazer muitos filmes, pois leva tempo. É a pintura o que eu faço e devo voltar a ela."

No início dos anos 90, depois de cerca de 700 pinturas, Giger colocou de lado o seu airbrush. O que sua mente forjava não podia mais ser contida dentro de duas dimensões. Ao longo de sua carreira, ele sempre esculpira, e as formas tridimensionais, eventualmente, tiveram precedência.

"Eu estava cansado de trabalhar com o airbrush, é muito trabalho. Agora estou traduzindo meu mundo bidimensional em realidade. De qualquer forma, as pessoas sempre disseram que meus quadros parecem esculturas."

"Minhas pinturas parecem provocar uma impressão mais forte sobre pessoas que são, assim, loucas. Tem muita gente que pensa como eu. Se gostam do meu trabalho é por que são criativas... ou loucas."

Além do Oscar por design de arte em Alien de Ridley Scott, Giger trabalhou em Poltergeist II (1986) de Brian Gibson e Species(1995) de Roger Donaldson. 


Giger Bar


Em 1992 Giger abriu o Giger Bar em Chur (embora desejasse fazê-lo em NY), e fornece uma passagem para o seu universo. Ele criou tudo que há lá dentro. A iluminação, o mobiliário, os pisos, o rack de casacos, tudo evoca o terror que nos deu Alien, e que uma vez mais nos seduz.


Em 1997 fundou sua maior conquista até hoje, o HR Giger Museum, localizado no Chateau St. Germain, em um castelo de 400 anos de idade na cidade murada de Gruyères, Suíça. Situado numa paisagem de contos de fadas, o castelo esconde seus horrores e maravilhas atrás de muros de três metros de espessura de pedra.
(Giger compra suas próprias pinturas de volta de colecionadores para torná-las disponíveis ao público).


Exceto por suas viagens entre o museu e sua casa em Zurique, o artista viaja o menos possível, porque seu gato de 18 anos de idade, Muggi, não gosta de suas ausências.


Les Barany disse sobre Giger: "Ele viu o que nenhum outro olho humano enxergou. Se seu trabalho não é uma visão do inferno, então eu não sei o que é."

Timothy Leary perguntou: "Giger, você vê mais do que os primatas domesticados. Você é originário de alguma espécie super-inteligente?"

O mestre resume tudo: "Quanto mais famoso eu fico, mais eu sou tolerado. Eu não sou essa pessoa, séria ou trágica, eu gosto de me divertir. E muitas vezes as pessoas não entendem a piada."


Site oficial de HR Giger



Imagens e informações complementares do blog Strange Shapes


Artigo produzido a partir de trechos de 'Por trás das formas alienígenas - H.R.Giger' Starlog - Set/79 e 'The biomechanical surrealism' Juxtapoz Magazine # 35