quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Planeta de Neanderthal - Brian Aldiss




Máquinas ocultas variavam os cinco axiomas do Posto Esquadrinhador.

Estes se processavam através de séries de sistemas arbitrários, compostos de aparelhos finitos Kolmogorovianos, harmoniosamente contraponteados, um a um, por uma tarefa de números reais não-negativos, de modo que as áreas parietais mudavam constantemente em rigorosas relações projetadas por Mestre Bof, no fundo de Manhattan.

O Esquadrinhador-Chefe - pretendia-se Euler - olhava pacientemente as modulações enquanto esperava um chamado. Auto-consistência - era esse o princípio da ação. Devia governar todas as fases da vida.
Era o princípio estético das máquinas.

Todavia, a menos de cinco quilômetros de distância, os selvagens robôs se divertiam e se agitavam no mato.

Uma luz ambarina acendeu seu painel beta. Ele imediatamente modulou seu número de chamada.
O sinal que chegava se decodificou no seguinte: “Localizamos Anderson, chefe.”
O anônimo telégrafo de aletas deu as coordenadas e a transmissão cessou.

Bof sabia quanto tempo: sete dias para localizar Anderson depois da fuga.
Fizeram o que era lógico e procuraram-no por toda parte. Mas o homem não era lógico; permanecera quase debaixo da cúpula de Nova Iorque. Euler impulsionou um canal da Mente Colmeia, interrompendo a busca.
Ligou os jatos e partiu.


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