domingo, 19 de setembro de 2010

Agatha Christie



Agatha Mary Clarissa Miller (15 de setembro de 1890 - 12 de janeiro de 1976) nasceu em Torquay, Condado de Devonshire (Inglaterra).

Em 56 anos de carreira, Agatha Christie, conhecida como 'A Rainha do Crime', tornou-se a escritora, depois de William Shakespeare, com mais obras traduzidas por todo o mundo. Um cálculo recente de seus bilhões de exemplares vendidos, perde somente para a Bíblia.

De pai americano e mãe inglesa, Agatha desfrutou de um berço de ouro, e foi criada sob os rigorosos princípios vitorianos.  Quando jovem, sua maior paixão era a música clássica. Seu desejo por tornar-se uma pianista clássica, levou-a ainda cedo, a estudar nas melhores escolas de Paris, dedicando-se também ao canto. Porém a pequena Agatha era frágil e tímida demais para enfrentar o grande público.

Por conta do falecimento precoce de seu pai, e das consequencias desta tragédia para as finanças da família (consta que seu pai devastara toda a fortuna antes de morrer, em péssimos negócios), Agatha recebeu sua educação de sua mãe, uma mulher apaixonada pela literatura, principalmente por Charles Dickens. Assim, sua mãe seria sua grande incentivadora para tornar-se escritora.
 
O gosto pelo gênero policial surgiu quando Agatha leu 'O Mistério do Quarto Amarelo', de Gaston Leroux, e tornou-se uma paixão quando conheceu Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle.
Inspirada pelos mestres, Agatha escrevia dia e noite, e recebia os elogios de parentes e amigos de família.

"Durante muitos anos me diverti escrevendo histórias melancólicas em que a maioria das personagens morria", disse certa vez.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, Agatha já casada com um coronel da Royal Flying Corps, alistou-se como farmacêutica no hospital de Torquay, onde ganharia uma familiaridade com venenos que, no futuro, lhe seria muito valiosa. A primeira e única filha nasceria cinco anos depois: Rosalind.

Aos 26 anos, buscando aliviar o estresse da guerra que se prolongava, escreveu uma elaborada história policial (gênero em moda na época) chamada "O Misterioso Caso de Styles". Seu detetive era inspirado em um refugiado belga que se instalara em sua cidade. Surgia então Hercule Poirot.

São inegáveis as influências que a escritora sofreu de Conan Doyle. Como ocorria com Sherlock Holmes, Agatha criava pistas com um rigor matemático. Utilizava também, em alguns livros, o recurso do 'amigo ingênuo' (Capitão Hastings) para cumprir um papel parecido com o do Dr. Watson, de Doyle.

Agatha sempre evitou cenas de violência gratuita. Preferia o veneno ou o golpe certeiro de algum objeto casual.

Seus crimes não implicavam bandidos perigosos, gangsteres, mas um mistério envolvendo pessoas comuns, ou a família tranqüila numa vida pacata.

Declarou certa vez: "Dêem-me um frasco mortal e atraente para brincar e ficarei contente."

Seus livros refletem ambientes tipicamente ingleses, povoados por pessoas simpáticas e espirituosas, vivendo na tranquilidade de seus pequenos condados, uma vida calma e romântica.

Seu primeiro romance policial no entanto, foi recusado por vários editores. No pós-guerra, Agatha, o marido e a pequena Rosalind, enfrentavam tantas dificuldades finaceiras que ela já esquecera a rejeição, até que em 1920 recebeu um comunicado do editor John Lane, interessado em publicar o livro. Agatha, que nunca
pensara em viver como escritora, viu 'O Misterioso Caso de Styles', atingir uma marca de 2.000 exemplares vendidos, o que rendeu à autora 25 libras.

Animada, começou a escrever freneticamente. Seus herois ganharam vida nesta fase, além de Poirot, Miss Jane Marple, o superintendente Battle, a escritora de mistérios Ariadne Oliver, Mr. Parker Pyne, Mr.Satterthwaite, Mr. Quin e o casal Tuppence e Tommy Beresford.

No aude de sua carreira, seu marido e incentivador, se viu envolvido em um romance extra-conjugal, que levou-a não somente ao divórcio, mas também a um súbito e surpreendente desaparecimento. Por semanas, a polícia inglesa procurou por Agatha, e os jornais não paravam de dar ênfase ao seu sumiço. Pensou-se em sequestro, suicídio e até assassinato, até que alguém reconheceu-a em um hotel distante, registrada com o nome da amante de seu marido.

Divorciada, deixou a filha aos cuidados da irmã e fugiu da perseguição implacável da imprensa (por quem passou a ter aversão), viajando para o Oriente Médio, onde conheceu um arqueólogo e casou-se dois anos depois. Com este professor de aqueologia, com quem viveria por quase cinquenta anos, Agatha viajou por todo o mundo, sempre tendo na bagagem seu material para notas e a chaleira, na qual preparava o chá das cinco.

O clima do Oriente Médio favorecia-lhe para escrever tramas inspirados nas expedições do marido. Surgiram 'Morte na Mesopotâmia' (1936), 'Morte no Nilo (1937) e 'Encontro com a Morte' (1938). 'Assassinato no Expresso do Oriente' (1933), um de seus maiores sucessos, é fruto de uma viagem no Expresso do Oriente até Bagdá.

Apesar do divórcio, a escritora continuou assinando suas obras como Christie.

Agatha, no ápice da fama, contava com oito mansões, dezenas de empregados e vivia com muito estilo. Apesar disso, transferia frequentemente os direitos autorais de seus livros para familiares, como a filha e o neto (Mathew).

Aos 80 anos de idade, escorregou e fraturou o quadril, passando a ser dependente de uma bengala pelo resto da vida..

Além de barulho e cheiro de cigarro, Agatha detestava as peças e os filmes baseados em suas obras, apesar de serem produções milionárias estreladas pelos maiores nomes da época. Para ela, as únicas exceções eram os filmes 'Testemunha da Acusação' e 'Assassinato no Expresso do Oriente'.

Cobrada pelos críticos, para realizar um trabalho 'mais sério', Agatha resolveu tentar o teatro, com 'O Caso dos Dez Negrinhos', porém a repercussão negativa do título nos EUA, foi infinitamente exagerada. Na época, os ingleses, ao contrário dos americanos, não enxergavam no termo uma conotação preconceituosa.
O tamanho do escândalo foi tanto que no Brasil, uma das versões foi batizada como 'O Vingador Invisível'.

Em se tratando de teatro, seu maior sucesso foi 'A Ratoeira', fenômeno encenado ininterruptamente na Inglaterra desde a estréia em 1952, e que lhe valeu um lugar no Guinness, o livro dos recordes.

O título de 'A Rainha do Crime' tornou-se popular quando da comemoração do seu 80º aniversário.

O jornal Washington Post a descreveu como uma mulher jovial e animada, de cabelos brancos, a mente viva e espirituosa, mas com uma intensa timidez que torna mais fácil imaginá-la arrumando flores numa igreja do que como a rainha mundial das histórias de crime.

Agatha costumava criar os enredos na banheira ou em passeios por jardins, geralmente devorando maçãs.

Agatha recebeu em 1971, da Rainha Elizabeth, a Ordem de Dame Commander do Império Britânico, passando a ser chamada de Dame Agatha. Outra das diversas honras foi quando o Museu de Cera Madame Tussaud incluiu sua figura na coleção.

Apesar de lhe servirem bem, Agatha pensava em seus personagens como pessoas vivas de seu tempo e que portanto, envelheciam como ela mesmo. Decidiu então eliminá-los. Começou com Poirot. 'Em Cai o Pano' (1975), onde ele morre já bem velho, numa cadeira de rodas. Miss Marple seria a próxima vítima, se Agatha não viesse a morrer do coração, poucos meses depois da publicação de 'Cai o Pano'.

"Agatha Christie era uma perfeita anfitriã, servindo cicuta num coquetel", definiu o crítico Stanley Sparks do The Morning Advertiser.


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