quinta-feira, 31 de março de 2011

Conversando com J.K. Rowling


Harry Potter e a Pedra Filosofal foi publicado em 1997. Desde então, milhões de exemplares dos cinco livros de J.K. Rowling sobre Harry foram vendidos em todo o mundo.

Eles podem ser encontrados em 57 idiomas, do albanês ao zulu, e continuam a figurar na lista dos mais vendidos. E a tendência é que as vendas aumentem ainda mais. O lançamento do quinto livro da série, Harry Potter e a Ordem da Fênix, foi ansiosamente aguardado por três anos e, mesmo antes de chegar às livrarias, 1 milhão de cópias já estavam encomendadas em um site da internet. Essa é uma história que J.K. Rowling jamais poderia imaginar. Cada capitulo torna-se mais enlouquecedor.

O filme baseado no primeiro livro, lançado em 2001, quebrou todos os recordes de bilheteria da época. As primeiras edições dos livros - se não tiverem sido devoradas até o limite - atingem valores extraordinários em leilões. Os produtos com a marca Harry Potter dominam as lojas de brinquedos no mundo inteiro e alguns já se tornaram objetos de colecionadores.

E pensar que tudo começou com uma viagem de trem. Alguns se lembram de ler Harry Potter e a Pedra Filosofal sem saber nada a respeito do livro, sua autora, as personagens ou mesmo o que aconteceria depois. Mas agora quem não sabe que Harry Potter é um bruxo? J.K. Rowling dá pouquíssimas entrevistas. Quando as concede, faz questão de enfatizar que, apesar do sucesso editorial que criou, ela não é uma pessoa, muito diferente de nós. Não é nenhuma novidade que os jornalistas vivem inventando histórias a seu respeito (Rita Skeeter* não aparece nos livros por acaso). Pipocam especulações a respeito do futuro da série e da vida pessoal da autora.

Nesta entrevista, ela não tinha a menor dúvida de que iria terminar os sete livros originalmente planejados. Aqueles que a conhecem não estio menos confiantes de que ela atingirá este objetivo, mas a seu próprio tempo.

Quase ao fim da entrevista, que ocorreu antes do lançamento de Harry Potter e o Cálice de Fogo, J.K.. Rowling refletiu com um pouco de arrependimento sobre toda a pressão que vem com a fama. Mas isso não é nada comparado ao que ela enfrenta hoje: controlam seu tempo, seu dinheiro, seu patrocínio e exigem que lide com a escrita como um negócio. A indústria que cresceu a partir daquele momento no trem depende de urna única mulher - J.K. Rowling.

Uma responsabilidade descomunal para um ser humano. O mundo da literatura para jovens agora se acende com um brilho dourado de atenção e reconhecimento até então desconhecido. A obra de J.K. Rowling juntamente com as de vários autores, sem dúvida transformou o cenário literário para sempre. Às vezes parece que esses livros correm o risco de submergir sob o barulho que acompanha cada lançamento.

Mas nada pode diminuir o mérito de terem atingido a imaginação e o coração das crianças.

No centro dessa indústria cheia de marcas registradas, bonecos, chaveiros; e bolas, estão pilhas de papel e tinta à moda antiga - os livros de Harry Potter.




* jornalista que aparece pela primeira vez em Harry Potter e o Cálice de Fogo para cobrir o Torneio Tribruxo. Ela escreve para o Profeta Diário e está sempre atrás de alguma história sensacionalista, que normalmente inclui o nome de Harry Potter.


Conversando com J.K. Rowling por Lindsey Fraser [ Download ]